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Nova etapa do projeto Restaura Amazônia é lançado durante ATL

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A terceira chamada pública do projeto Restaura Amazônia foi lançada nesta sexta-feira (11) durante a programação do Abril Indígena e vai selecionar 90 ações de restauração florestal em Terras Indígenas (TI). Serão destinados R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para iniciativas de restauração ecológica com espécies nativas, sistemas agroflorestais e produção de alimentos. O programa é uma parceria dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

O edital alcança três macrorregiões, sendo a primeira constituída pelos estados do Amazonas, Acre e de Rondônia, a segunda por Mato Grosso e Tocantins e a terceira formada pelo Pará e Maranhão. Cada uma terá R$ 46 milhões.

Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o objetivo é atuar na recuperação de seis milhões de hectares de floresta na principal área de desmatamento na Amazônia, que passará a ser conhecida como Arco da Restauração e também alcança terras indígenas.

“Temos feito seguidamente editais como, por exemplo, o aporte de recursos para fortalecer o Corpo de Bombeiros para que possamos enfrentar incêndios ou restaurar aquilo que foi destruído”, explicou.

Poderão ser inscritas propostas que alcancem áreas de 50 a 200 hectares com valores entre R$ 1,5 milhão a R$ 9 milhões e que tenham a participação obrigatória de indígenas no projeto. As inscrições vão até o dia 19 de julho.

Durante o lançamento do edital, a ministra destacou que todos os esforços que têm sido feitos para a redução do desmatamento e consequente diminuição das emissões de gases do efeito estufa contribuem para o avanço na captação de mais doações de outros países para o Fundo Amazônia.

“Nesses dois últimos anos, nós reduzimos algo em torno de 450 milhões de toneladas de CO2, o que fez com que a gente pudesse fazer uma captação que dobrou os recursos do Fundo Amazônia”, observou.

Saúde indígena

O projeto Saúde e Território também foi contemplado pelo Fundo Amazônia, com um desembolso de R$ 31,7 milhões, e é a primeira iniciativa de apoio estruturado à saúde.

A iniciativa irá além da Amazônia Legal e atenderá 19 terras indígenas no Vale do Ribeira paulista e no litoral do Paraná, na região do complexo estuarino-lagunar de Iguape-Cananéia-Paranaguá, que contém os principais trechos de floresta de alta integridade da Mata Atlântica.

Somando projetos em outros setores, o Fundo Amazônia destinou R$ 467 milhões aos povos originários.

Valores

O programa Restaura Amazônia lançou o primeiro edital em dezembro de 2024, no valor de R$ 92 milhões, tendo como foco prioritário a restauração das unidades de conservação.

A segunda chamada pública da série foi lançada em março, também no valor de R$ 150 milhões, tendo como foco prioritário em assentamentos da reforma agrária.

Fonte: Agência Brasil

STF abre ação penal contra Bolsonaro e mais 7 réus por trama golpista

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O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta sexta-feira (11) a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados da trama golpista, que fazem parte do núcleo 1 do inquérito. A ação vai tramitar com o número 2.668. 

A medida é uma formalidade para cumprir a decisão da Primeira Turma da Corte, que aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e transformou Bolsonaro, o general Braga Netto e outros acusados em réus. 

Com a abertura do processo criminal, os acusados passam a responder pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A ação penal também marca o início da instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase. Os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Após o fim da instrução, o julgamento será marcado e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.

Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.

O acórdão do julgamento da Primeira Turma foi publicado pelo STF nesta sexta-feira. O documento tem 500 páginas e resume a decisão do colegiado.

Réus

  • ex-presidente da República Jair Bolsonaro;
  • general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022 Walter Braga Netto;
  • general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Núcleos

Até o momento, somente a denúncia contra o núcleo 1 foi julgada. Em março, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus.

O núcleo 2 será julgado nos dias 22 e 23 de abril. O grupo é composto por seis denunciados, todos acusados de organizar ações para “sustentar a permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder, em 2022.

A análise da denúncia contra o núcleo 3 será nos dias 20 e 21 de maio. Os denunciados desse núcleo são acusados de planejarem “ações táticas” para efetivar o plano golpista. O grupo é formado por 11 militares do Exército e um policial federal. 

Fonte: Agência Brasil

Isaquias Queiroz é ouro no C1 1000 metros da Copa Brasil

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O campeão olímpico Isaquias Queiroz conquistou, neste sábado (12) em Lagoa Santa (Minas Gerais), a medalha de ouro da prova do C1 1000 metros da Copa Brasil de Canoagem Velocidade. Após a vitória, o baiano afirmou que aproveitou a competição para realizar alguns testes.

“Graças a Deus consegui fazer uma boa prova. Tentei remar o melhor possível, pois estou aproveitando a competição para fazer alguns testes de embarcação, para ver como está o movimento do barco, a navegação, o desempenho de velocidade. Então está sendo bom para fazer estes testes. Aí você vai para o Mundial melhor ainda”, declarou à Confederação Brasileira de Canoagem.

Isaquias conquistou uma prata nos Jogos de Paris (2024), justamente no C1 1000 metros, além de um ouro em Tóquio (2020) e mais duas pratas e um bronze conquistados nos Jogos sediados no Rio de Janeiro (2016).

A Copa Brasil fará parte dos eventos que definirão o Ranking Nacional da Canoagem Velocidade, além de ser utilizada como controle para definição das equipes nacionais do Brasil na modalidade.

Fonte: Agência Brasil

Tardezinha do HSol transforma hospital em sede de alegria e afeto

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No Hospital Cidade do Sol (HSol), em Ceilândia, uma tarde por mês é reservada para música, histórias, encontros e emoções. A Tardezinha do HSol é uma iniciativa da equipe multiprofissional da unidade de saúde com o propósito de transformar o ambiente hospitalar e proporcionar aos pacientes momentos de lazer e bem-estar.

O evento é realizado na área comum da unidade e mobiliza profissionais de diversas áreas, estudantes de instituições de ensino e, principalmente, os próprios pacientes, que se tornam protagonistas dessa experiência afetiva.

“Esse momento é importante porque transforma o hospital em um espaço de vida, e não só de tratamento”

Flávio Amorim, gerente do HSol

“Esse momento é importante porque transforma o hospital em um espaço de vida, e não só de tratamento. O ambiente se torna mais leve, mais acolhedor. A cada edição, vemos sorrisos, lágrimas de emoção e escutamos relatos que nos lembram por que escolhemos trabalhar com saúde”, afirma o gerente do HSol, Flávio Amorim.

A mais recente edição da Tardezinha, nesta sexta-feira (11) contou com a participação de estudantes do Centro Universitário UDF. Uma das convidadas foi a aluna de fonoaudiologia, Angélica Lhyra Poleto Rodrigues, que encantou pacientes com canções afetivas e cheias de memórias.

A gerente multidisciplinar do hospital, Camila Frois, conta como surgiu a parceria. “Encontrei um vídeo da Angélica cantando nas redes sociais da universidade, achei muito lindo e logo tratei de entrar em contato para convidá-la a participar do nosso projeto. Pensamos com carinho nas três músicas que seriam apresentadas aos pacientes, buscando canções que remetessem à infância e à convivência com os avós, para incentivar que todos cantassem juntos. Mais do que a música, o objetivo principal foi escutá-los — ouvir suas histórias, suas experiências, suas vozes. Foi uma troca afetiva e muito rica para todos nós.”

Angélica explica que a ação também fará parte de um trabalho acadêmico. “Toda essa ação será documentada no projeto A alegria de ouvir a voz da terceira idade, para uma disciplina da universidade. Nosso objetivo é esse: somar à comunidade, fazer a diferença e deixar nossa marca nos corações, para além da sala de aula.”

Para Regiane da Silva, da equipe de Humanização do HSol, o impacto da ação vai além do momento vivido. “É uma alegria que mexe com o coração de todo mundo.”

“A gente sai de quatro paredes brancas para o verde da natureza, ouvir histórias, cantar”

Adilene Cerqueira, paciente

Entre os pacientes que participaram da atividade, o sentimento foi de gratidão e encantamento. Internada desde o dia 9 de abril após um AVC, Adilene Vieira Cerqueira se emocionou. “Foi maravilhoso. A gente sai de quatro paredes brancas para o verde da natureza, ouvir histórias, cantar. Isso nos dá força e fé. Temos que aproveitar, perdoar, ser transparentes. Foi um momento de união, de falar de Deus e das pessoas.”

Aldenora Bezerra Dantas, acompanhante do paciente Francisco Arlindo Dantas — internado desde 14 de março com pressão alta e pré-diabetes — também se emocionou com a experiência. “Isso aqui é uma terapia. Para nós que estamos acompanhando e para eles que estão internados, é um momento de amor. Nota dez pra tudo. Pena que é só uma vez por mês, podia ser mais. Aqui a gente sente cuidado, carinho.”

“O compromisso com a qualidade vai além dos resultados clínicos: está presente na experiência dos nossos pacientes, no cuidado centrado nas pessoas e na busca constante por avanços que gerem impacto real na vida da população”, afirma o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro.

*Com informações do IgesDF

Fonte: Agência Brasília

Palmeiras derrota Corinthians por 2 a 1 no Brasileirão Feminino

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De virada, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 2 a 1, na tarde deste sábado (12) em pleno Parque São Jorge, pela 4ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino. Com este resultado, as Palestrinas ocupam a vice-liderança da classificação, atrás apenas do Cruzeiro, que bateu o Juventude por 4 a 0.

Jogando em casa, as Brabas do Timão se lançaram ao ataque nos primeiros minutos da partida. Porém, com o passar do tempo o Palmeiras passou a encontrar espaços para chegar com perigo ao gol defendido por Nicole. Mas o placar só foi alterado após o intervalo.

Aos 3 minutos Andressa Alves aproveitou cruzamento de Tamires para colocar o Corinthians em vantagem. O Palmeiras não desanimou e partiu para o ataque em busca da virada, que começou a ser construída aos 27 minutos, quando Laís Estevam aproveitou bola mal afastada para acertar uma bomba e superar a goleira Nicole.

A partida caminhava para o empate, mas, aos 49, Laís foi derrubada na entrada da área por Thaís Ferreira. Andressinha cobrou falta com maestria e garantiu a vitória final das Palestrinas por 2 a 1.

Transmissões da TV Brasil

Ainda neste sábado a TV Brasil abre espaço para dois jogos do Brasileirão Feminino. A partir das 17h (horário de Brasília), a emissora pública transmite Fluminense e Internacional. Mais tarde, a partir das 21h, é a vez de Ferroviária e São Paulo.



Fonte: Agência Brasil

Alckmin e ministro chinês tratam de comércio em videoconferência

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, conversou, nesta sexta-feira (11), com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, em torno da agenda econômica e comercial entre os países e “trocaram impressões sobre as alterações tarifárias em curso no cenário internacional”.

“Convergiram na defesa do multilateralismo e do sistema internacional de comércio baseado em regras, com o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz nota da assessoria de Alckmin.

Nesta sexta-feira, a China aumentou suas tarifas sobre as importações dos Estados Unidos (EUA) para 125%, em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de elevar os impostos sobre produtos chineses para 145%, intensificando as apostas em uma guerra comercial que ameaça afetar as cadeias de suprimentos globais.

A China é a segunda maior economia do mundo e a segunda maior fornecedora de produtos aos EUA. Ao mesmo tempo do aumento adicional aplicado aos chineses, Trump suspendeu,por 90 dias, a maioria das tarifas recíprocas impostas a dezenas de outros países.

O vice-presidente e o ministro chinês trataram também sobre as oportunidades e complementaridades das economias dos dois países. 

Eles ainda discutiram sobre a próxima reunião de ministros de Comércio do Brics, marcada para o mês de maio. Atualmente, a presidência do bloco é exercida pelo Brasil.

A China é importante parceiro econômico do Brasil, e os dois países mantêm diálogo estratégico. Uma das principais instâncias de atuação é a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), presidida pelos vice-presidentes dos dois países.

A videoconferência desta sexta-feira ocorreu a pedido do ministro chinês.

 

Fonte: Agência Brasil

Após atendimento em Natal, Bolsonaro será transferido para Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá ser transferido neste sábado (12) de Natal para Brasília “por decisão pessoal”, de acordo com o boletim médico divulgado, nesta manhã pelo Hospital Rio Grande, onde o ex-presidente está internado. 

“Por‬‭ decisão‬‭ pessoal‬‭ do‬‭ senhor‬‭ ex-Presidente,‬‭ em‬‭ conjunto‬‭ com‬‭ sua‬ família,‬‭ e‬‭ visando‬‭ dar‬‭ continuidade‬‭ ao‬‭ tratamento‬‭ com‬‭ o‬‭ suporte‬‭ e‬‭ proximidade‬ de‬‭ seus‬‭ entes‬‭ queridos,‬‭ está‬‭ programada‬‭ para‬‭ o‬‭ decorrer‬‭ do‬‭ dia‬‭ de‬‭ hoje‬‭ sua‬ transferência para a cidade de Brasília/DF”, diz o boletim assinado pelo diretor técnico do hospital, Luiz Roberto Leite Fonseca.

O comunicado informa ainda que a saúde de Bolsonaro está evoluindo de forma estável nas últimas 24 horas, com todos‬‭ os‬‭ sinais‬‭ vitais‬ e‬‭ exames‬‭ complementares‬‭ dentro‬‭ da‬‭ normalidade,‬‭ sem‬ intercorrências clínicas.

O ex-presidente passou mal na manhã de sexta-feira (11) enquanto cumpria agenda na cidade de Santa Cruz (RN), no interior do estado. Ele foi transferido para um hospital na capital, Natal, em um helicóptero disponibilizado pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Em vídeo nas redes sociais, o ex-presidente diz que passará ainda por avaliação para saber se haverá necessidade de intervenção cirúrgica, mas não detalhou o motivo.

Ontem (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a decisão da Primeira Turma que tornou Bolsonaro e mais sete aliados réus por planejarem e tentarem um golpe de Estado. O STF também abriu a ação penal contra o ex-presidente e o ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo de cinco dias para os advogados apresentarem defesa prévia.

Fonte: Agência Brasil

Usuários relatam instabilidade no WhatsApp neste sábado

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Usuários do WhatsApp relataram instabilidade na plataforma neste sábado (12) no Brasil. As queixas incluem o não envio de mensagens, sobretudo em grupos, além de dificuldades para atualizar o status.

Na rede social X, o termo WhatsApp aparece entre os trending topics, ou assuntos mais comentados, entre internautas brasileiros. 

As queixas envolvendo instabilidade na plataforma, entretanto, foram relatadas por usuários de diversas partes do mundo.

A Agência Brasil entrou em contato com a Meta, responsável pelo WhatsApp, e aguarda retorno.

Fonte: Agência Brasil

Célia Xakriabá denuncia ao STF violência policial durante marcha

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A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolou nesta sexta-feira (11) uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Governo do Distrito Federal e órgãos de Segurança Pública. A parlamentar denuncia atos de violência policial durante manifestação indígena de integrantes do Acampamento Terra Livre (ATL) em frente ao Congresso Nacional, na noite de ontem, e que foi agredida.

O ATL reúne em Brasília mais de sete mil indígenas de todas as regiões do país. Nesta quinta-feira (10), os ativistas fizeram uma marcha programada pelo acampamento intitulada A Resposta Somos Nós, em direção ao Congresso Nacional, contra a Lei 14.701, a Lei do Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas e a Câmara de Conciliação do STF. Nas proximidades do Congresso, a marcha foi reprimida pela polícia.

A deputada relata que a ação contra a manifestação pacífica dos indígenas foi desproporcional. Célia conta que foi atingida por gás de pimenta e gás lacrimogêneo lançados por integrantes da Polícia Legislativa do Congresso Nacional e da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). Além de ter sido atingida por gás lacrimogêneo, Célia diz que foi impedida pelos agentes de segurança de acessar o Congresso Nacional, mesmo após se identificar como parlamentar.

Entre os crimes alegados na representação estão racismo, por impedir o acesso da parlamentar indígena ao Congresso; violência política e de gênero, por ataques direcionados a uma mulher indígena no exercício do mandato; lesão corporal, pelos ferimentos causados; e omissão de socorro, já que o Corpo de Bombeiros teria negado atendimento imediato a indígenas feridos.

“Não é apenas sobre mim. É sobre o que significa, para o Estado, ver uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. E é sobre como esse mesmo Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, afirmou Célia, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira.

O documento cita ainda uma reunião prévia da Secretaria de Segurança Pública do DF onde um participante identificado como “iPhoneDeca” teria dito “Deixa descer logo… Deixa descer e mete o cacete se fizer bagunça”. A gravação foi anexada ao processo como prova de incitação à violência.

Na representação, Célia pede ao STF a investigação e punição dos responsáveis, além do acesso às gravações das operações policiais e um pedido público de desculpas do GDF.

Apoio

A ação policial repercutiu entre parlamentares, integrantes do governo e lideranças indígenas. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, se manifestou em uma rede social e disse repudiar o episódio de violência.

“O ATL é a maior mobilização indígena do mundo, e acontece em Brasília justamente para mostrar a todas as esferas de poder a mensagem dos povos indígenas. Meu repúdio total à inaceitável violência que vimos hoje no Congresso. Os povos indígenas merecem respeito!”, escreveu.

A deputada federal e ex-ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS), também se solidarizou com Célia Xacriabá e os manifestantes.

“A marcha dos povos indígenas sofreu grave repressão hj em Brasília. Nada justifica as cenas ao redor da Câmara dos Deputados. Nesta semana, o Acampamento Terra Livre foi homenageado no Plenário. Toda solidariedade à Deputada @celiaxakriaba e a todas as pessoas atingidas”, disse.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) criticou a ação policial, afirmando que o acesso ao Congresso Nacional virou armadilha para deixar indígenas expostos à violência das bombas

Em nota, o Cimi disse que a manifestação ocorre num momento em que a vida dos povos indígenas está sendo ameaçada e agredida diariamente em seus territórios.

“Os povos receberam mais uma vez a resposta da repressão e das bombas de gás lacrimogêneo. Várias pessoas ficaram desacordadas ou com falta de ar e precisaram de atendimento médico. O acesso à Alameda dos Estados, que não tinha sido impedido em um primeiro momento, tornou-se uma espécie de armadilha para ficarem expostos à violência das bombas”, diz a nota.

O Conselho apontou que houve uso desnecessário e desmedido de substâncias químicas e da força policial e cobrou a a responsabilização dos autores.

“Manifestamos nossa solidariedade com os povos indígenas do Brasil, com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e com a deputada federal Célia Xakriabá, que também foi alvo da violência. Reafirmamos nosso compromisso com os povos originários, em sua legítima luta pela vida e por seus direitos fundamentais, contribuição imprescindível para a defesa da democracia em nosso país”, diz o Cimi.

Correligionárias de Célia Xacriabá, as deputadas Talíria Petroni (PSOL-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP) também criticaram a ação policial e cobraram providências dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Como disse Celia, ser mulher indígena no Parlamento é resistir diariamente ao apagamento e à violência. Reprimir povos originários e suas lideranças é atacar a democracia! Todo nosso repúdio!”, escreveu Talíria 

“Essa agressão pela própria Polícia do Congresso contra uma parlamentar e contra os povos indígenas reivindicando seus direitos não passará impune. E exigimos respostas de Davi Alcolumbre, Presidente do Senado, e Hugo Motta, Presidente da Câmara”, criticou Erika Hilton.

Congresso

A assessoria da Câmara disse, por meio de nota, que os indígenas romperam a linha de defesa da PM-DF, derrubaram os gradis, invadindo o gramado do Congresso.

“As Polícias Legislativas Federais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal usaram agentes químicos para conter a invasão e impedir a entrada no Palácio do Congresso”, diz a nota.

Já a assessoria do Senado disse que a dissuasão foi realizada exclusivamente por meios não letais e que “a ordem foi restabelecida”.

“A Presidência do Congresso Nacional reforça seu respeito aos povos originários e a toda e qualquer forma de manifestação pacífica. No entanto, é indispensável que seja respeitada a sede do Congresso Nacional e assegurada a segurança dos servidores, visitantes e parlamentares”, diz a nota.

Fonte: Agência Brasil

Projeto Lá Vem Escola atenderá 13 mil alunos da rede pública no Rio

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A Escola Municipal Barão de Itacurussá, localizada na Tijuca, zona norte da cidade, recebe na próxima segunda-feira (14), às 9h, a nova edição do projeto Lá vem Escola, que atenderá mais de 13 mil alunos de 30 escolas da rede pública de ensino.

O projeto, que é uma iniciativa da organização não governamental (ONG) Parceiros da Educação Rio, promove uma vivência artística para os estudantes dentro das escolas e procura ampliar o acervo das bibliotecas, doando livros infantis. Nesta edição, o objetivo é distribuir cerca de 2 mil livros.

Em nota, a coordenadora pedagógica e idealizadora do projeto, Lêda Fonseca, diz que a cultura inserida no ambiente escolar cria espaços de convivência respeitosa e afetiva, enriquecendo tanto o aprendizado quanto a formação social e emocional dos estudantes. 

“O contato com apresentações artísticas e literatura no cotidiano escolar amplia o repertório cultural e incentiva a valorização da diversidade artística”, destaca Lêda Fonseca.

 O escritor e roteirista César Cardoso, conhecido pelo trabalho em programas de televisão como Sai de Baixo, A Grande Família e Zorra Total, entre outros, estará na inauguração do projeto. Cardoso é autor de um dos livros doados e fará uma palestra sobre leitura.

Mediadores de leitura

Celebrando o título de Rio, Capital Mundial do Livro, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) nesta sexta-feira (11), a ONG Parceiros da Educação Rio anuncia nova parceria do projeto Lá Vem História com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que, juntos, vão promover a formação de mediadores de leitura para atuar em escolas públicas da cidade. 

A iniciativa tem como objetivo capacitar estudantes universitários para conduzir encontros literários com alunos e professores da rede municipal, do ensino infantil ao 5º ano do ensino fundamental.

 O programa oferecerá bolsas de R$ 1.000 para 24 alunos de diferentes cursos da UFRJ. Ao longo do ano letivo, os mediadores atuarão em 30 escolas públicas, realizando visitas duas vezes por semana para estimular o hábito da leitura e o interesse pela literatura entre as crianças.

O título de Capital Mundial do Livro, concedido pela Unesco à cidade do Rio de Janeiro, foi anunciado em evento no Real Gabinete Português de Leitura, no centro da cidade, com a presença do prefeito Eduardo Paes e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

É a primeira vez que uma escola de língua portuguesa recebe o título, que visa incentivar a leitura e a busca pelo conhecimento.

Fonte: Agência Brasil