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Prazo para regularizar situação eleitoral termina no dia 19 deste mês

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Os eleitores de todo o país que estão com pendências com a Justiça Eleitoral têm até o dia 19 de maio para regularizar sua situação e evitar o cancelamento do título  eleitoral.

O prazo vale para quem não votou por três turnos consecutivos, não justificou a ausência na votação e não pagou as multas por ter deixado de votar.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 5,3 milhões eleitores estão nessa situação.

Caso as pendências não sejam regularizadas, o título de eleitor será cancelado pela Justiça Eleitoral. A medida pode levar ainda a outras restrições, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso.

Como regularizar

O serviço de regularização é feito presencialmente nos cartórios eleitorais, pelo site da Justiça Eleitoral na internet ou pelo aplicativo e-Título.  Para saber se está na lista de pessoas que podem ter o título cancelado, o cidadão deve clicar no menu “Consultar a situação eleitoral”.

Em seguida, as multas eleitorais pela ausência nas votações devem ser pagas por meio de boleto, Pix ou cartão. O processamento do pedido de regularização pode ser acompanhado eletronicamente. 

O cancelamento não vale para menores de 18 anos e maiores de 70 anos. Nesses casos, o voto é facultativo. 

Fonte: Agência Brasil

Eduardo Moura fazendo história na Câmara Municipal do Recife

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Pela primeira vez, na história da Câmara Municipal do Recife, um vereador, que é  jornalista, entrega o tradicional Prêmio de Comunicação Graça Araújo e também é agraciado, em reconhecimento ao seu trabalho em veículos da imprensa.

Nesta quinta-feira, 08, Eduardo Moura (Novo) entrega medalha de mérito ao comunicador mais popular de Pernambuco, Jota Ferreira
A Câmara de Vereadores de Recife realiza hoje, quinta-feira, 08 de maio, a entrega do prêmio ‘Mérito de Comunicação Jornalista Graça Araújo’. O evento será no plenário da Casa José Mariano, no bairro da Boa Vista, às 18h. A honraria prestigia, o legado da jornalista Graça Araújo, falecida em 2018. O prêmio tem autoria da vereadora Ana Lúcia (Republicanos) criado em 2019 para reconhecer o trabalho dos profissionais de comunicação de Pernambuco.
Maria Gracilane Araújo da Silva, mais conhecida como Graça Araújo foi âncora do TV Jornal Meio Dia (SBT) durante 26 anos e também apresentava o programa Rádio Livre, na Rádio Jornal. Mulher negra, de origem humilde, que se tornou um dos maiores símbolos da imprensa pernambucana através da disciplina, ética e companheirismo. “Graça Araújo era uma grande referência do nosso Jornalismo. Tinha o poder de dialogar com o público e com as autoridades. Fazia do trabalho jornalístico, a voz do povo. De uma forma simples, clara, e verdadeira ela transitava em todos os poderes da sociedade. Sem sombra de dúvidas, era uma comunicadora fiel e que cobrava das autoridades, o dever do trabalho”, disse o vereador Eduardo Moura.
Dentre os homenageados de hoje está o comunicador Jota Ferreira, que receberá, o prêmio, através do vereador Eduardo Moura (Novo).  Com o seu estilo espontâneo, direto, e popular, Jota foi um dos pioneiros a apresentar o programa de televisão em cores de Pernambuco, um marco na história da mídia local. Jota é considerado um ícone da comunicação nordestina. Trabalhou em várias emissoras de rádio e tv como repórter, comunicador e apresentador, tanto em Pernambuco quanto fora do estado. “Hoje vamos celebrar os grandes nomes da comunicação pernambucana, àqueles que são os responsáveis por manter o nosso povo bem informado”, disse Eduardo Moura.
Já o vereador e Jornalista por formação, Eduardo Moura recebe a homenagem das mãos do vereador Davi Muniz (PSD). De acordo, com o parlamentar, a homenagem de hoje busca enaltecer o trabalho de Eduardo Moura como comunicador do povo, “aquele que através das redes sociais mostra o problema, e cobra a solução. É através dessa comunicação isenta e imparcial que teremos uma sociedade mais justa”, disse Muniz.
JOTA FERREIRA – Jota Ferreira é um reconhecido jornalista e radialista pernambucano, com uma carreira que ultrapassa cinco décadas e um legado marcante na comunicação nordestina. Sua trajetória profissional teve início em São Paulo, onde atuou nas rádios Cacique e Bandeirantes, demonstrando desde cedo talento para a comunicação popular e jornalística. Também teve passagem pelo Rio de Janeiro, integrando o Sistema Globo de Rádio, e posteriormente trabalhou em emissoras da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Em 1974, Jota Ferreira retornou a Pernambuco e iniciou uma das fases mais importantes de sua carreira na TV Jornal, afiliada do SBT no estado. Lá, ele se tornou pioneiro ao apresentar o primeiro programa de televisão em cores de Pernambuco, marcando um momento histórico para a mídia local. Seu estilo direto, popular e voltado para as questões da comunidade rapidamente conquistou o público.
Na TV Jornal, Jota Ferreira apresentou e idealizou programas de grande audiência e relevância social, como:
•“Blitz Ação Policial” – um dos primeiros programas policiais do estado, voltado à cobertura de ocorrências, investigações e à defesa do cidadão.
•“Blitz na Cidade” – formato que ampliou a abordagem policial para temas sociais, fiscalizando serviços públicos e cobrando soluções das autoridades.
•“Programa Jota Ferreira” – uma atração de variedades com forte apelo popular, que combinava jornalismo comunitário com entrevistas e prestação de serviços.
Esses programas foram responsáveis por consolidar a imagem de Jota Ferreira como um porta-voz do povo, com uma linguagem acessível e postura firme diante dos problemas urbanos e sociais. Ele também participou com reportagens do Tv Jornal Meio-Dia. Além da TV Jornal, ele também teve passagem pela TV Clube, onde apresentou os programas “Aqui na Clube” e “Aqui na Clube Comunidade”, mantendo a linha editorial voltada para o jornalismo comunitário e participativo. Ao longo de sua carreira, Jota Ferreira se destacou por sua habilidade de dialogar com todas as camadas da população, tornando-se uma figura respeitada e querida no jornalismo pernambucano.

Paquistão diz ter abatido 25 drones; Índia repeliu retaliação

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O Paquistão informou nesta quinta-feira (8) que abateu 25 drones da Índia em seu espaço aéreo, enquanto a Índia disse que “neutralizou” as tentativas do Paquistão de atingir alvos militares com drones e mísseis, à medida que os combates se espalham entre os vizinhos com armas nucleares.

As mais recentes trocas de informações ocorreram um dia depois que a Índia afirmou ter atingido uma “infraestrutura terrorista” no Paquistão, na madrugada de quarta-feira, duas semanas depois de ter acusado a nação islâmica de envolvimento em um ataque na Caxemira indiana, no qual 26 pessoas — a maioria turistas hindus — foram mortas.

Islamabad negou a acusação e prometeu retaliar os ataques com mísseis, dizendo também que abateu cinco aeronaves indianas. A embaixada indiana em Pequim classificou como “desinformação” os relatos de que os caças foram abatidos.

O Paquistão abateu 25 drones da Índia, de fabricação israelense, em vários locais, incluindo as duas maiores cidades, Karachi e Lahore, e seus destroços estavam sendo recolhidos, disse o porta-voz militar paquistanês Ahmed Sharif Chaudhry.

Um drone também foi abatido sobre a cidade de Rawalpindi, onde fica o quartel-general fortificado do Exército paquistanês, segundo ele.

Um drone atingiu um alvo militar perto de Lahore e quatro membros do Exército paquistanês ficaram feridos nesse ataque, disse Chaudhry.

“Os drones indianos continuam a ser enviados para o espaço aéreo do Paquistão. A Índia continuará a pagar caro por essa agressão nua e crua”, afirmou.

O Ministério da Defesa da Índia disse que o Paquistão tentou atacar vários alvos militares no norte e no oeste da Índia, na noite de quarta-feira e na madrugada de quinta, e que eles foram “neutralizados” pelos sistemas de defesa aérea indianos.

Em resposta, as forças indianas atacaram radares e sistemas de defesa aérea em vários locais no Paquistão nesta quinta-feira, informou em comunicado, lembrando que a “resposta indiana foi no mesmo domínio e com a mesma intensidade que a do Paquistão”.

O Paquistão também aumentou a intensidade de seus disparos por meio da linha de cessar-fogo, a fronteira de fato, na Caxemira, e 16 pessoas, incluindo cinco crianças e três mulheres, foram mortas no lado indiano.

O relacionamento entre a Índia e o Paquistão tem sido repleto de tensão desde que conquistaram a independência da colônia britânica em 1947, e os países travaram três guerras, duas delas pela Caxemira, e entraram em confronto inúmeras vezes.

Ambos adquiriram armas nucleares na década de 1990.

*(Reportagem adicional de Saurabh Sharma, Shivam Patel, Charlotte Greenfield, Gibran Peshimam e Fayaz Bukhari)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Benefícios sociais garantem rendimento médio recorde de R$ 836 em 2024

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O valor dos rendimentos por meio de programas sociais como Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) cresceu 72,7% entre 2019 e 2024

O valor médio de R$ 836, é o maior desde 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8).

A Pnad investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos das pessoas residentes no Brasil. A pesquisa considera os rendimentos do trabalho, de programas sociais, aposentadoria, pensões e de outras fontes de renda como alugueis, aplicações financeiras e bolsas de estudo.

Neste ano, os rendimentos provenientes de programas sociais, que nos anos anteriores faziam parte da categoria outros, passaram a ser divulgados de forma separada.

Os dados mostram que os programas sociais garantem rendimentos a 9,2% da população, o que equivale a 20,1 milhões de pessoas. O percentual é superior aos 6,3% registrado em 2019, antes da pandemia, e aos 8,6% de 2023.

Os valores também aumentaram. Em 2024, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo era R$ 836. Esse valor foi o maior da série histórica, que começou em 2012. Em relação a 2023, com R$ 818, o valor apresentou variação positiva de 2,2%. Em relação a 2019, com R$ 484, a variação foi de 72,7%.

Em todo o país, o rendimento mensal real domiciliar per capita, ou seja, o rendimento dividido por todas as pessoas da residência, incluindo os que não possuem renda, foi de R$ 2.020, em 2024. A maior fatia desse rendimento, 74,9%, vem do trabalho. Os programas sociais representam 3,8% do rendimento domiciliar, em média.

Nas regiões

Nas regiões Norte e Nordeste, a participação dos rendimentos provenientes de programas sociais é maior que a média nacional (3,8%), sendo respectivamente 8,2% e 9,4%. 

Nessas regiões, predomina o Bolsa Família, que representa cerca de um terço dos rendimentos de programas sociais: no Norte, 32,7% e, no Nordeste, 34,6%.  

O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do Brasil. Para ter direito ao programa, a principal regra é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês.

Nas regiões Norte e Nordeste estão também os menores rendimentos do Brasil. De acordo com a Pnad, em valores, a região Nordeste tem o menor valor per capita entre os 40% da população com os menores rendimentos, R$ 408

A Região Norte aparece em segundo lugar, com R$ 444. Já a Região Sul está no topo, com R$ 891, seguida pela Região Sudeste, com R$ 765, e Centro-Oeste, com R$ 757.

Entre 2023 e 2024 a Região Sul se destacou pelo crescimento do valor médio dos benefícios de programas sociais do governo, atingindo R$ 939, o maior valor entre as regiões. 

Segundo a pesquisa, esse aumento pode ter ocorrido por conta das enchentes que ocorreram no estado. Foram criados programas sociais temporários, tanto no âmbito federal quanto estadual, direcionados aos atingidos pelas cheias.

Rendimentos

A Pnad traz ainda uma comparação entre os rendimentos daqueles que fazem parte ou não de programas sociais.

Segundo a pesquisa, entre aqueles que recebem recursos do programa Bolsa Família, por exemplo, o rendimento médio mensal por pessoa é R$ 717. Entre aqueles que não recebem, é R$ 2.424. 

Entre aqueles que recebem, o rendimento aumentou 53,9% desde 2019, quando era R$ 466. Entre os que não recebem, no mesmo período, o rendimento aumentou 13,3%.

De acordo com a Pnad, nesse período de cinco anos, o crescimento acumulado do rendimento dos domicílios beneficiados pelo Bolsa Família pode ser explicado, em parte, pelo reajuste do valor do benefício principalmente em 2022 e 2023.  

Além disso, as melhoras no mercado de trabalho e o crescimento do rendimento médio do trabalho nas classes de menores rendimentos da população ocupada também podem ter contribuído.

O analista do IBGE, Gustavo Fontes, ressalta que o rendimento domiciliar dos beneficiados pelo Bolsa Família é ainda bastante inferior ao do restante da população, o que mostra que o programa está cumprindo a função de garantir renda àqueles em maior situação de vulnerabilidade. 

“O rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família correspondia a menos de 30% daqueles que não recebiam benefício do programa. Então, há uma diferença bastante importante que mostra que o programa tem um foco importante nos domicílios de mais baixa renda”, diz.

 


Fonte: Agência Brasil

Senado aprova cota de 30% em concursos para negros e indígenas

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O Senado aprovou hoje (7) o Projeto de Lei 1.958/2021, que reserva 30% das vagas de concursos públicos para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. O texto agora segue para a sanção presidencial.

Pela proposta, a reserva 30% das vagas será ofertada nos concursos públicos para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas que concorram a cargos efetivos da administração pública federal direta e indireta, das fundações e empresas públicas, além das empresas privadas que têm vínculo com a União.

A cota também valerá para contratações temporárias. O percentual incidirá sobre o número total de vagas previstas nos editais dos processos seletivos.

As pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas optantes pela reserva de vagas concorrerão concomitantemente às vagas destinadas à ampla concorrência. O texto determina que, na hipótese de indeferimento da autodeclaração no procedimento de confirmação, as pessoas poderão prosseguir no concurso público ou no processo seletivo simplificado pela ampla concorrência, desde que possuam, em cada fase anterior do certame, conceito ou pontuação suficiente para as fases seguintes.

“A nomeação dos candidatos aprovados e classificados observará os critérios de alternância e proporcionalidade, considerada a relação entre o número total de vagas e o número de vagas reservado a pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas e a outros grupos previstos na legislação”, diz o texto.

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Autodeclaração

O projeto diz que serão consideradas pessoas negras aquelas que assim se autodeclararem e apresentarem características que possibilitem seu reconhecimento social como negras. Além disso, deverá constar nos editais dos processos de confirmação complementar à autodeclaração.

Para tanto, deverão ser observadas diretrizes como:

  • A padronização de regras em todo o país,
  • A participação de especialistas,
  • O uso de critérios que considerem as características regionais,
  • A garantia de recurso
  • A exigência de decisão unânime para que o colegiado responsável pela confirmação conclua por atribuição identitária diferente da declaração do candidato.

Averiguação

Em casos da hipótese de indícios ou denúncias de fraude ou má-fé na autodeclaração, o texto diz que o órgão ou a entidade responsável pelo concurso público ou pelo processo seletivo simplificado instaurará procedimento administrativo para averiguação dos fatos.

Nesses casos, serão respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa o candidato será eliminado do concurso.

Caso seja constatada a má-fé, será eliminado do concurso público ou do processo seletivo simplificado, caso o certame ainda esteja em andamento; ou terá anulada a sua admissão ao cargo ou ao emprego público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, caso já tenha sido nomeado.

O monitoramento da implementação das cotas ficará a cargo do Poder Executivo, que promoverá revisão periódica do programa de ação afirmativa. O prazo estipulado no texto para a revisão é de dez anos após a sua entrada em vigor. 

 

*Texto ampliado às 19h

Fonte: Agência Brasil

Homem é condenado a 45 anos de prisão por matar mulher

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O Conselho de Sentença do III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, nessa quarta-feira (7), Gabriel Rodrigues de Morais a 45 anos de prisão em regime fechado por feminicídio praticado por motivo torpe e uso de meio cruel contra a ex-companheira Martha Duarte de Oliveira. O crime foi em setembro do ano passado.

Gabriel, que é lutador de artes marciais, descumpriu medidas protetivas de urgência e praticou o crime na presença da filha da vítima, de dois anos de idade. O caso aconteceu em Sepetiba, zona oeste do Rio.

A juíza Tula Corrêa de Mello, que presidiu o julgamento, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e fixou a pena máxima. “O crime foi praticado por motivo torpe, pois o acusado tirou a vida da sua ex-companheira motivado por não admitir o fato de não mais ter o controle sobre os atos e decisões da vítima, sobretudo, no que diz respeito à guarda compartilhada do filho comum do casal”, escreveu na sentença a magistrada.

Sem defesa

Em outro trecho da decisão, a juíza escreveu que “o crime foi perpetrado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, mediante surpresa, visto que o réu agrediu a mulher fisicamente com inúmeros golpes em sua cabeça, além de estrangulamento, prevalecendo-se da sua superioridade física, após ter ingressado clandestinamente na residência”.

O réu foi condenado a pagar, além das custas processuais, indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil à família da vítima. Ele ainda teve decretada a perda do poder familiar sobre o filho proveniente da relação entre autor e vítima.

Fonte: Agência Brasil

Procurador diz que “pejotização” é forma de burlar legislação

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O titular da Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Renan Kalil, disse que a “pejotização” é uma forma de burlar a legislação trabalhista.

Em entrevista à Agência Brasil, Kalil afirmou que a pejotização é uma fraude. 

“Ela ocorre quando alguém quer contratar um trabalhador, ou seja, que precisa de alguém que trabalhe com subordinação, que cumpra um horário, que vai receber um salário fixo, enfim, que preencha os requisitos da relação de emprego, mas ele [o empregador] opta por contratar essa pessoa como pessoa jurídica, como forma de fraudar a legislação trabalhista, de mascarar a relação de emprego”, afirmou.

Segundo ele, para que contratação de uma pessoa jurídica seja considerada legítima, é preciso que ela cumpra três requisitos: a transferência da atividade contratada pelo tomador de serviço para a PJ contratada, a autonomia da empresa contratada e a capacidade econômica da PJ para desenvolver o trabalho. Esses critérios, de acordo com o procurador, não são encontrados nas relações de trabalhos “pejotizadas”.

“Isso não quer dizer que não possa haver uma contratação de pessoa jurídica, que a gente não possa ter um trabalho autônomo que seja realizado de forma autêntica”, explica. “Quando temos um trabalho pejotizado, não encontramos nenhuma dessas três características. É por causa disso que a gente identifica que a lei não está sendo corretamente observada. O trabalhador pejotizado não tem direito trabalhista algum”.

“Pejotização” é um termo usado para caracterizar contratações de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) pelas empresas, em vez de assinar a carteira de trabalho. Essa modalidade ganhou força com a reforma trabalhista, realizada em 2017, que permitiu a terceirização do trabalho para atividades-fim da empresa.

Desde então, milhares de processos chegaram às varas da Justiça do Trabalho, em que trabalhadores contratados como PJ buscavam reconhecimento de vínculo empregatício. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), de 2020 a março de 2025, foram ajuizadas 1,21 milhão de reclamações trabalhistas sobre o assunto.

Em abril deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu suspender todos os processos sobre pejotização de trabalhadores no país. 

A decisão do ministro do STF gerou reação de magistrados, procuradores e advogados trabalhistas, que realizaram, nessa quarta-feira (7), manifestações em cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, para destacar a importância da competência da Justiça do Trabalho sobre essa questão.

Fonte: Agência Brasil

CLDF celebra 60 anos da Câmara de Dirigentes Lojistas

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Solenidade foi proposta pelo presidente da Casa, deputado Wellington Luiz

Nesta quinta-feira (8), às 19h, a Câmara Legislativa do Distrito Federal celebra o 60º aniversário da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-DF). O evento, iniciativa do deputado Wellington Luiz (MDB), reconhece o compromisso da instituição com o fortalecimento econômico e varejista na capital.

Criada em 13 de abril de 1965, a CDL surgiu com o objetivo de oferecer serviços de suporte ao segmento empresarial do DF, como consultorias, assistência jurídica e programas de crédito. Desde 2010, a entidade também promove ações sociais para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade por meio da Fundação CDL.

O dia de celebração da CDL foi incluído no calendário oficial da capital pela lei 7.602, sancionada ano passado, a ser comemorado em 13 de abril. Segundo Wellington Luiz, autor da norma, a solenidade é uma forma de prestigiar a instituição pelos 60 anos de atividade a favor do desenvolvimento econômico do DF.

“Hoje, com mais de cinco mil associados, a Câmara de Dirigentes Lojistas é uma referência em economia e varejo, oferecendo soluções inovadoras, como o Serviço de Proteção ao Crédito, representando os interesses do setor varejista junto ao governo e a sociedade”, destaca o parlamentar.
 

 

Fonte: Agência CLDF

Lançada obra de arte comemorativa aos 300 anos da cidade de Goiás

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Lançamento da peça marca início das homenagens pelos 300 anos da antiga capital do Estado (Fotos: Adalberto Ruchelle e Walter Folador)

Uma maquete da fundação da cidade de Goiás, construída com 16.700 pedras preciosas ou semipreciosas extraídas da própria região. Esta é a Solo Goiano, nova obra assinada pelo artista plástico vilaboense Siron Franco e que foi apresentada na noite desta quarta-feira (07/05) pelo governador Ronaldo Caiado, idealizador da iniciativa, durante evento no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia.

O lançamento da peça marca o início das homenagens pelos 300 anos da antiga capital do Estado.

“Nossa história não pode ser menosprezada, esquecida ou jogada de lado. Ela tem de ser realçada como merece”, enalteceu Caiado ao explicar que as pedras que compõem a obra de arte estavam abandonadas em prédios antigos da cidade de Goiás.

O acervo foi encontrado durante os restauros realizados pela atual gestão e agora está eternizado na obra assinada pelo artista local.

“Siron surpreendeu pela forma como descreveu a cidade-mãe do nosso Estado”, disse o governador sobre a beleza da peça.

Caiado apresenta obra de arte comemorativa aos 300 anos da cidade de GoiásCaiado apresenta obra de arte comemorativa aos 300 anos da cidade de Goiás
Obra intitulada Solo Goiano reúne elementos naturais do Cerrado e demorou cerca de um ano para ficar pronta (Fotos: Adalberto Ruchelle e Walter Folador)

Solo Goiano

Medindo 1,70m por 2,40m, a composição reúne elementos naturais do Cerrado e demorou cerca de um ano para ficar pronta. Siron contou que, por vários dias, chegou a trabalhar durante 16 horas seguidas na produção do projeto. O conteúdo foi inspirado em um mapa correspondente ao período de fundação da antiga Vila Boa.

“Eu queria fazer algo inédito. E o que você nunca fez, não sabe o que é. Então, tem que batalhar, desenhar, rasgar muitas folhas de papel até o resultado final”, contou o artista. 

A primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, chamou a obra de arte de “sonho realizado”, em referência à ideia de aproveitar as milhares de pedras em algo que pudesse ser apreciado por todos os goianos. Virou, então, uma espécie de patrimônio.

“A entrega dessa peça é mais que um ato cultural, é um ato de amor à nossa terra e à cidade que deu origem ao Estado”, classificou a primeira-dama. Ela destacou, ainda, a “sensibilidade e singularidade” de Siron em seu processo criativo.

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Intervenção artística ficará exposta, temporariamente, no Palácio das Esmeraldas. Em julho, será transferida definitivamente para cidade de Goiás onde ficará alocada no Palácio Conde dos Arcos (Fotos: Adalberto Ruchelle e Walter Folador)

Presente antecipado

A intervenção artística ficará exposta, temporariamente, no Palácio das Esmeraldas. Em julho, será transferida definitivamente para a cidade de Goiás e alocada no Palácio Conde dos Arcos. O governador chamou a obra de “presente antecipado”, em alusão aos 300 anos da antiga Vila Boa.

“É uma homenagem à nossa terra-mãe que vai fazer 300 anos em 2027. Antecipamos o início dos festejos para 2025”, enfatizou Caiado.

A secretária de Cultura, Yara Nunes, afirmou que não havia melhor forma de dar o pontapé às comemorações do que a apresentação da obra Solo Goiano.

“Além de representar o mapa, datado de 1728, temos uma amostra do que realmente é o solo goiano. Essas mais de 16 mil pedras demonstram o quão precioso também é o nosso território, elas contam um pouquinho mais das nossas origens”, refletiu.

“A cidade tem muita história, construída por muita gente. E essa obra de Siron, através de pedras preciosas, faz uma ligação com a nossa maior poetisa, Cora Coralina, que construiu o seu poema sobre pedras. Pedra que significa, ainda, a resistência dessa cidade que teve os solavancos, mas que se manteve de pé, com uma grande missão de ser a guardiã da memória dos goianos e dos brasileiros”, comentou o prefeito da cidade de Goiás, Anderson Gouveia.

Siron foi convidado para a produção da obra por ser vilaboense e reconhecido por sua profunda ligação com o território goiano. O artista produziu a peça com intuito de “revelar a beleza da natureza pura”, imortalizando a história e a força simbólica da antiga capital.

É um dos artistas plásticos brasileiros mais reconhecidos da atualidade e suas obras transitam por temas sociais, políticos e ambientais, com uma linguagem visual marcante e profundamente conectada às raízes do Brasil Central.

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Fonte: Portal Goiás

Dólar sobe para R$ 5,74 à espera de Copom

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Num dia de espera em relação aos juros no Brasil e nos Estados Unidos, o dólar voltou a subir e aproximou-se de R$ 5,75. A bolsa de valores ficou estável pela segunda sessão consecutiva, recuperando-se perto do fim das negociações.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (7) vendido a R$ 5,746, com alta de R$ 0,036 (+0,62%). A cotação chegou a abrir em baixa, mas passou a subir após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h30, chegou a R$ 5,76.

Apenas nos últimos três dias, a moeda norte-americana subiu 1,56%. A divisa, no entanto, cai 7,03% em 2025.

O mercado de ações teve mais um dia de estabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 133.397 pontos, com queda de apenas 0,09%. O indicador chegou a cair 0,44% às 11h09, alternou altas e baixas durante a tarde, mas fechou praticamente igual à terça-feira (6).

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Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central saindo apenas após o fechamento do mercado, as atenções concentraram-se na decisão do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Como esperado, o órgão manteve os juros básicos nos Estados Unidos entre 4,25% e 4,50% ao ano, ignorando os pedidos do presidente Donald Trump para que a taxa caísse.

Logo após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, concedeu entrevista coletiva e disse que as incertezas na economia norte-americana não permitem mudanças de juros neste momento. Acrescentou que o aumento de tarifas por parte do governo de Donald Trump pode resultar em mais inflação e mais desemprego simultaneamente. Após as declarações, o dólar consolidou a tendência de alta em todo o planeta.

* com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil