𝗣𝗮𝘂𝗹𝗼 𝗞é𝗺𝗺𝗲𝗿 – 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 (𝗗𝗥𝗧 6778)
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A política, em seu sentido mais nobre, deveria se dar no campo das ideias, na construção de projetos, na busca coletiva por soluções e na promoção do bem comum. No entanto, em Pernambuco, como em muitos outros lugares, o que se observa é um ambiente corroído por práticas tóxicas: ataques pessoais, mentiras, achincalhamento de ativistas, desmerecimento de movimentos de base e manipulação moral.
A psique de muitas dessas pessoas é marcada por insegurança, inveja e uma necessidade de controle. Aquelas que buscam hegemonia frequentemente demonstram comportamentos próximos da tirania: sufocam o contraditório, eliminam rivais internos e desconstroem aqueles que despontam. A consequência estratégica é clara: ao empobrecer o debate e destruir movimentos de base, isolam-se politicamente e acabam fortalecendo o espectro oposto.
No campo do ativismo, observa-se um ciclo de sabotagem entre pares. Ativistas que se destacam frequentemente são vítimas de críticas e difamação por aqueles que ficam “por trás”, movidos por ressentimento ou medo de perder relevância. Esse comportamento evidencia uma psique dominada pela insegurança, pela necessidade de autopromoção e pela incapacidade de lidar com o sucesso alheio. A metáfora da “terra de caranguejos” resume bem esse cenário: enquanto um tenta escapar, o outro puxa para baixo, mantendo todos na mesma mediocridade e destruindo oportunidades coletivas.
Outro comportamento recorrente é a instrumentalização de indivíduos que já foram prejudicados. Políticos e oportunistas tentam enganar terceiros para trazer de volta aqueles que foram vítimas de suas mentiras ou manipulações, visando capitalizar a influência residual dessas pessoas. Esse tipo de manobra revela uma ética defenestrável: a prioridade não é a verdade, o bem coletivo ou a coerência, mas o ganho pessoal e a aparência de poder.
A presença de falsos conservadores agrava ainda mais o quadro. Pessoas que se apresentam como tradicionalistas e religiosas, mas cuja prática moral é lamentável — traindo repetidamente, agindo de forma premeditada e manipulando outros para benefício próprio — contaminam os grupos e corroem a credibilidade do movimento conservador. Distanciar-se deles é uma questão de preservação da integridade ética e política.
É fundamental perceber que não apoiar alguém sem moral ou caráter não é uma questão de agressão ou revide: é coerência. Silenciar diante da injustiça é um gesto ético; apoiar o canalha seria trair princípios próprios. A política deveria ser feita com ética, no campo das ideias, e não para buscar parceiros sexuais, manipular terceiros ou mentir para atingir fins pessoais.
O ciclo de difamação, manipulação, puxa-saquismo em períodos de campanha e hostilidade entre ativistas mina a confiança, o engajamento e a própria renovação política. A solução passa por reconhecer essas dinâmicas, manter integridade, valorizar o mérito real e construir movimentos baseados em princípios, e não em interesses escusos ou egos inflados.
Somente com ética, honestidade e ação voltada para o bem coletivo será possível quebrar o ciclo de sabotagem e tornar a política em Pernambuco — e em qualquer lugar — um espaço de desenvolvimento real e sustentável.
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