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PL na Bahia enfrenta crise interna com denúncias de favorecimento e desapego à campanha de Bolsonaro contra João e Roberta Roma

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Candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal acusam comando estadual de concentrar recursos na candidatura da deputada e negligenciar o palanque presidencial; cobrança recai sobre Valdemar Costa Neto.

SALVADOR — A condução do Partido Liberal (PL) na Bahia virou alvo de fortes contestações internas por parte de correligionários e candidatos a deputado estadual e federal. As queixas recaem diretamente sobre a direção estadual da legenda, comandada pelo ex-ministro João Roma, e atingem a campanha à reeleição de sua esposa, a deputada federal Roberta Roma.

De acordo com relatos repercutidos pela imprensa e detalhados em comentário editorial do portal Política Livre, os candidatos do próprio partido acusam o casal de conduzir as decisões da sigla em benefício próprio, gerando um ambiente de insatisfação generalizada na base.

As principais acusações

As queixas apresentadas por candidatos da legenda dividem-se em duas frentes centrais:

  1. Concentração de recursos partidários (Autofavorecimento): Candidatos apontam que a distribuição do fundo eleitoral e da estrutura partidária estaria priorizando desproporcionalmente o projeto de reeleição de Roberta Roma, em detrimento dos demais postulantes que disputam vagas proporcionais pelo PL no estado.
  2. Desleixo com a campanha de Jair Bolsonaro: Postulantes alegam que a Executiva estadual não estaria conferindo o suporte político e operacional adequado à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro na Bahia, focando os esforços locais na sobrevivência política do próprio núcleo familiar.

Pressão sobre Valdemar Costa Neto

Diante do agravamento da crise no diretório baiano, a pressão política recai sobre a direção nacional do partido. Aliados e candidatos avaliam que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, precisa intervir diretamente para reverter esse quadro de desequilíbrio e garantir uma distribuição isonômica dos recursos e palanques.

A avaliação nos bastidores é de que uma ação enérgica da cúpula nacional é fundamental para afastar qualquer suspeita de omissão ou conivência de Valdemar Costa Neto com a condução personalista e o suposto favorecimento ao casal Roma no estado.

Alerta institucional e papel da fiscalização

Durante a análise transmitida, o comentarista político Raul Monteiro classificou a prática de controle familiar em partidos políticos como um risco à representatividade e à lisura do processo eleitoral:

“Quando você tem um casal no controle de um partido, em tese, esse casal vai buscar se autofavorecer no processo eleitoral. É uma coisa deplorável […] isso não deveria existir.”

O comentário também destacou a necessidade de atuação atenta de órgãos de controle e da imprensa:

  • Ministério Público Eleitoral (MPE): Instado a verificar possíveis irregularidades na aplicação e equidade dos repasses dos fundos públicos de campanha.
  • Imprensa e sociedade civil: Papel indispensável na apuração e na garantia de transparência no uso do dinheiro público partidário.

Espaço para manifestação

O diretório estadual do Partido Liberal (PL-BA), a Executiva Nacional e a assessoria dos citados mantêm o espaço aberto para manifestações e esclarecimentos formais sobre as alegações.

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