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Goiás Social: atualização do CadÚnico é obrigatória para quem tem ou quer o ProBem

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Estudantes beneficiários ou candidatos ao Probem devem fazer atualização anual do CadÚnico (Foto: Aline Cabral)

A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) alerta os beneficiários do Programa Universitário do Bem (ProBem) que a atualização anual do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é obrigatória para manter o benefício. A recomendação também é válida para aqueles que querem participar dos processos seletivos para a bolsa de estudo, uma iniciativa do Goiás Social, do Governo do Estado.

A presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, lembra que o ProBem veio para mudar a realidade de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social e que sonham em concluir um curso superior.

De acordo com ela, ao criar o programa, o governador Ronaldo Caiado fez questão de que fossem usadas ferramentas para garantir que a iniciativa chegue a quem mais precisa. Por isso, o CadÚnico, banco de dados nacional que traz informações como qualidade de moradia, inscrições em programas sociais e dificuldades de acesso à educação, foi a porta de entrada escolhida para o ProBem.

“O ProBem é acima de tudo democrático. Nós sabemos que sempre haverá, entre os vulneráveis, aqueles que precisam ainda mais e, por isso, a seleção do programa leva em conta não só a renda, mas a condição de vida da família”, pontua Gracinha Caiado.

“Trabalhar com transparência e para aqueles que realmente precisam sempre foi e será a nossa meta. Queremos que essas pessoas tenham uma nova perspectiva de vida, além de contribuírem para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do nosso estado”, completa a coordenadora.

Goiás Social: atualização do CadÚnico é obrigatória para quem tem ou quer o ProBemGoiás Social: atualização do CadÚnico é obrigatória para quem tem ou quer o ProBem
Para se inscrever ou atualizar dados do CadÚnico é necessário ir presencialmente a uma unidade do Cras ou a um posto de atendimento do Cadastro Único no município (Foto: Diego Canedo)

Inscrição e atualização

Para se inscrever ou atualizar os dados do CadÚnico é necessário ir presencialmente a um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou a um posto de atendimento do Cadastro Único no município.

Para facilitar o preenchimento dos dados, é importante ter em mãos documentos de identificação do grupo familiar, como CPF, RG e Certidão de Nascimento, além de comprovante de residência e contas de luz e água ou declaração de moradia.

Para conferir se está com o CadÚnico em dia, basta usar o aplicativo oficial “Cadastro Único”, disponível e gratuito nas lojas Apple e Play Store.

O app é um canal direto de comunicação entre o governo federal e as famílias e traz mensagens sobre pendências, atualizações cadastrais ou convocações. Bolsistas e futuros bolsistas devem ficar atentos porque, para ter o benefício do ProBem, a atualização deve ser anual.

ProBem

Divididas entre parciais e integrais, as bolsas correspondem a 50% do valor da mensalidade, limitadas a R$ 650, ou a 100% do valor da mensalidade, limitadas a R$ 1.500. Já as bolsas concedidas aos estudantes de medicina e odontologia têm seus limites maiores: R$ 2.900 para parciais e R$ 5.800 para integrais, uma vez que os valores das mensalidades desses cursos são superiores aos dos demais.

Além da formação acadêmica, o ProBem também auxilia no encaminhamento ao mercado de trabalho. O programa oferece oportunidades de estágio, cursos de capacitação, participação em projetos sociais e integração ao mundo do trabalho por meio do Banco de Oportunidades.

Em todo o estado, desde janeiro de 2019, já são quase 49 mil estudantes beneficiados com a bolsa do ProBem. São beneficiários de 241 municípios goianos, de 107 cursos superiores.

Saiba mais

Aluguel Social está com inscrições abertas em mais 12 municípios

Gracinha Caiado abre Goiás Social em Abadia de Goiás

Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Estação seca provoca aumento de infecções respiratórias entre crianças

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Infecções respiratórias: bebês com menos de três meses, prematuros, crianças com comorbidades ou que apresentem sinais de piora devem ser levados imediatamente para avaliação médica (Foto: Suyanne Dias)

Com a chegada do outono e das temperaturas mais amenas, há um aumento na circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de infecções respiratórias em bebês e crianças pequenas. Somente no Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), os atendimentos por VSR cresceram 37,5% no comparativo entre janeiro e abril de 2024 e o mesmo período de 2025 — saltando de 16 para 22 casos.

A unidade do Governo de Goiás, gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), tem atuado no diagnóstico e tratamento desses casos, também orientando familiares sobre as medidas de prevenção contra essas doenças.

Em Goiás, a sazonalidade do vírus vai de março a julho, com picos em abril e maio. No entanto, em 2025, os primeiros casos foram registrados já em fevereiro, o que acendeu um sinal de alerta para pais e responsáveis.

No cenário estadual, os registros da Secretaria da Saúde (SES) contabilizam os casos que evoluíram para internação e/ou óbito. Em 2024, até a 19ª semana epidemiológica, foram notificados 726 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR, com 13 mortes.

Já em 2025, no mesmo período, foram 1.009 notificações e 16 mortes. Os números incluem casos de detecção do VSR juntamente com outros vírus respiratórios.

Cerca de 82% das ocorrências foram em crianças com menos de dois anos. “Praticamente todas as crianças têm contato com o vírus até os dois anos de idade, mas os quadros mais graves são observados em menores de um ano, principalmente prematuros ou com condições como cardiopatias e doenças pulmonares crônicas”, explica o infectologista pediátrico do HDT, Fernando Oliveira Mateus.

Os sintomas podem variar desde sinais leves, como coriza, espirros e tosse, até quadros moderados ou graves. “Nos casos mais severos, não se trata apenas de um resfriado: há risco de falta de ar, aumento da frequência respiratória, queda da saturação de oxigênio e até desidratação”, ressalta o médico.

O diagnóstico é clínico e o tratamento é sintomático — mantendo o paciente bem hidratado e alimentado, e, nos casos mais graves, oferecendo suporte com oxigênio e fisioterapia respiratória em ambiente hospitalar.

Prevenção

A orientação é que bebês com menos de três meses, prematuros, crianças com comorbidades ou que apresentem sinais de piora — como recusa alimentar, dificuldade para respirar ou letargia — sejam levados imediatamente para avaliação médica.

Segundo o infectologista, a prevenção continua sendo a melhor aliada. Lavar bem as mãos, evitar aglomerações e manter a criança em casa quando estiver doente são medidas fundamentais.

Para lactentes com fatores de risco, o sistema público oferece profilaxia com anticorpos monoclonais durante o período de maior circulação do vírus. Já na rede privada, além da profilaxia para os bebês, recomenda-se a vacinação contra o VSR para gestantes entre 32 e 36 semanas de gravidez, independentemente da época do ano.

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Saúde alerta para aumento de doenças respiratórias em crianças e adolescentes

Aumentam casos de doenças respiratórias em crianças e adolescentes

Secretaria de Estado da Saúde (SES) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Ataque suicida contra ônibus escolar deixa cinco mortos no Paquistão

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Pelo menos três crianças estavam entre as cinco pessoas mortas quando um homem-bomba atacou um ônibus escolar do Exército na província do Baluchistão, no Paquistão, informaram os militares nesta quarta-feira (21). O ataque foi atribuído pelo país a agentes indianos.

Cerca de 40 estudantes estavam no ônibus que se dirigia a uma escola administrada pelo Exército e vários sofreram ferimentos, disse Yasir Iqbal, administrador do distrito de Khuzdar, onde ocorreu o incidente.

Os militares e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, rapidamente divulgaram declarações condenando a violência e acusando “representantes do terror indiano” de envolvimento no ataque. Eles não compartilharam evidências que ligassem o ataque a Nova Delhi.

“Os planejadores, cúmplices e executores desse covarde ataque patrocinado pela Índia serão perseguidos e levados à Justiça”, disse a unidade de mídia dos militares.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia rejeitou as acusações do Paquistão de envolvimento indiano.

“Para desviar a atenção de sua reputação como epicentro global do terrorismo e para esconder suas próprias falhas graves, tornou-se uma coisa instintiva para o Paquistão culpar a Índia por todos os seus problemas internos”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, em comunicado.

As tensões entre a Índia e o Paquistão continuam altas depois que eles concordaram com um cessar-fogo em 10 de maio. Diplomatas alertaram que a trégua é frágil, após a escalada mais dramática das hostilidades entre os vizinhos com armas nucleares em décadas.

Ambos acusam o outro de apoiar a militância em seu território — uma acusação que os dois lados negam. A última escalada militar, na qual os dois países trocaram mísseis, foi desencadeada depois que a Índia acusou o Paquistão de apoiar um ataque de militantes contra turistas na parte indiana da região contestada da Caxemira. Islamabad nega qualquer envolvimento.

No ataque suicida desta quarta-feira no Baluchistão, pelo menos três crianças e dois adultos foram mortos, informou o Exército. A televisão local mostrou imagens de três meninas do ensino fundamental e médio que foram mortas.

Nenhum grupo reivindicou imediatamente a responsabilidade pela explosão, reminiscência de um dos ataques militantes mais letais da história do Paquistão, quando um ataque a uma escola militar na cidade de Peshawar, no norte do país, em 2014, matou mais de 130 crianças.

*(Reportagem adicional de Saud Mehsud e Asif Shahzad)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Cerca de 19 milhões não enviaram declaração do IR a dez dias do prazo

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A dez dias do fim do prazo, cerca de 19 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o Fisco. Até as 17h desta terça-feira (20), 27.448.777 contribuintes enviaram a Declaração Imposto de Renda Pessoa Física 2025 (IRPF) à Receita Federal. O número equivale a 59,41% do total esperado para este ano.

Segundo a Receita Federal, 64,4% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 19,4% terão que pagar Imposto de Renda e 16,2% não têm imposto a pagar nem a receber. A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (83,4%), mas 10,9% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 5,7% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 48,1% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 56,4% dos envios.

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Desde 1º de abril, a declaração pré-preenchida passou a ser baixada com todos os dados disponíveis. O abastecimento dos dados da declaração pré-preenchida atrasou neste ano por causa da greve dos auditores fiscais da Receita.

O prazo para entregar a declaração começou em 17 de março e termina às 23h59 do dia de 30 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 13 de março.

A Receita Federal espera receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física este ano, o que representará um acréscimo de quase 7%, na comparação com 2024, quando foram entregues 43,2 milhões de declarações.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais durante 2024 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.


arte irpf 2025
arte irpf 2025

Fonte: Agência Brasil

Impunidade de militares perpetuou tradição golpista, diz historiador

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Com mais de 20 livros publicados e o reconhecimento de ser um dos maiores especialistas em ditadura militar do país, o historiador Carlos Fico planeja se aposentar em breve. O “último livro”, como ele mesmo prevê, será lançado na semana que vem com o título “Utopia autoritária brasileira: como os militares ameaçam a democracia brasileira desde o nascimento da República até hoje”.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comentou o desejo de publicar algo que pudesse alcançar o grande público e fosse relevante para a sociedade. Nesse sentido, o tema dialoga diretamente com a realidade atual.

No livro, ele defende que todas as crises institucionais no Brasil, desde a Proclamação da República em 1899, foram causadas pelos militares. A atuação deles se destacou historicamente por dois aspectos. A convicção de superioridade sobre os civis, que não estariam preparados para governar a sociedade, e a interpretação de que possuem licença constitucional para intervir na política.

Segundo o historiador, as lógicas intervencionistas e autoritárias têm se perpetuado há mais de 100 anos muito por causa da forma como a sociedade brasileira lidou com os militares. A impunidade foi o padrão. Nenhum daqueles envolvidos em golpes ou em tentativas de golpe de Estado foi preso nesse tempo todo.

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O momento de lançamento do livro é oportuno. Nesta quarta-feira (20), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, tornar réus mais dez acusados de integrar o plano golpista para manter Jair Bolsonaro na presidência, depois de perder as eleições de 2022. Entre os réus, há nove militares. Qualquer condenação, portanto, seria um acontecimento inédito na história do país.

Agência Brasil: Qual é a ideia central do livro que está sendo lançado neste mês?


Brasília (DF), 21/05/2025 - Capa do livro Utopia autoritária, de Carlos Fico. 
Impunidade de militares perpetuou tradição golpista
Foto: Editora Crítica/Divulgação
Brasília (DF), 21/05/2025 - Capa do livro Utopia autoritária, de Carlos Fico. 
Impunidade de militares perpetuou tradição golpista
Foto: Editora Crítica/Divulgação

Carlos Fico: O livro foi escrito para o grande público, sem ter amarras acadêmicas. Mas tem uma espécie de tese, que é demonstrar que todas as crises institucionais no Brasil, desde a Proclamação da República, foram causadas pelos militares. Eu chamo de crises institucionais aquelas que acabam levando à ruptura da legalidade constitucional.

Para demonstrar isso, analisei em detalhes todos os episódios que podem ser caracterizados como golpes de Estado, tentativas de golpe e pronunciamentos militares. Mostro, em cada capítulo, a participação e a proeminência militar que conduziu a essas crises institucionais.

Começa com a deposição de Dom Pedro II, que foi a Proclamação da República, um golpe militar. Depois a tentativa de golpe militar em 1904, também em 1922 e 1924. O golpe militar que houve no interior da Revolução de 30. Depois o golpe de 1937, e assim por diante.

Agência Brasil: Por que a escolha da expressão utopia autoritária no título?

Carlos Fico: Chamo de utopia autoritária a hipótese que desenvolvi nos meus estudos acadêmicos sobre a ditadura militar. Ficou muito visível a percepção dos militares de que eles são superiores aos civis, de que a sociedade é despreparada até para votar e só elege político demagogo, e de que os próprios políticos são corruptos.

Com o passar dos anos, fui me dando conta de que esse tipo de percepção existe há muito tempo, desde o fim da Guerra do Paraguai e a proclamação da República. E de que continua até os dias de hoje. Essa concepção equivocada é a justificativa, o pretexto que sempre esteve presente em mais de uma dezena de golpes e tentativas descritas no livro.

Agência Brasil: Por que a Guerra do Paraguai é o marco dessa forma de pensar e de agir dos militares na política brasileira?

Carlos Fico: Desde o final do conflito, os militares começam a desenvolver uma ideia de missão especial, sobretudo porque eles venceram a Guerra do Paraguai depois de muitos sacrifícios. A guerra foi muito longa, demorou muitos anos, teve muitas mortes, inclusive por doenças.

Eles voltaram ao Brasil se sentindo obviamente vitoriosos, mas também maltratados pelo poder civil, pelo Império e pelo Conselho de Ministros. A partir daí, essa interferência dos militares na política foi crescendo. Eles passaram a se considerar com esse direito, passaram a ter uma visão de que o poder civil era corrompido e de que precisavam interferir na política.

Agência Brasil: Com tantos exemplos de autoritarismo na história brasileira, podemos dizer que é parte de uma mentalidade nacional? Algo específico da nossa cultura política?

Carlos Fico: Existe autoritarismo em muitos países, inclusive com intervencionismo militar. Não é uma peculiaridade do Brasil. Agora, o que a gente percebe é que há democracias mais consolidadas, inclusive de países que já tiveram esse tipo de intervencionismo, que se baseiam fundamentalmente na proeminência do poder civil.

O que aconteceu em 2022 e 2023 é uma marca da fragilidade institucional da nossa democracia. Eu falo sobre isso na conclusão do livro, me refiro aos episódios ocorridos no fim do governo Bolsonaro, que mostram a atualidade dessa tradição intervencionista.

Agência Brasil: Militares estiveram à frente das crises institucionais, mas o que dizer do apoio que eles receberam de outros segmentos sociais?

Carlos Fico: A utopia autoritária está presente em outros setores, que também têm visão elitista de que a sociedade é despreparada. Em muitos momentos da história política brasileira, a gente vê que a elite tem essa percepção de que o eleitor, sobretudo os mais pobres, não entendem bem a política.

Sobre a participação popular, há algumas tentativas de golpe que não tiveram muito apoio. Algumas iniciativas golpistas de militares foram desconhecidas da maior parte do povo e não contavam com apoio amplo.

Em outros casos, como em 1964, a gente pode falar que houve muitos setores da sociedade que defendiam a derrubada do presidente João Goulart. E, mais recentemente, houve durante o governo Bolsonaro um ativismo militar muito grande, que repercutiu em vários setores da sociedade.

Agência Brasil: Alguns desses ativistas evocavam até a Constituição para defender o golpe militar.

Carlos Fico: Sim, vimos bolsonaristas mais radicais pedindo a intervenção militar por meio daquela loucura que é a aplicação do artigo 142 da Constituição. Esse é um tema que eu trabalho muito no livro. O que ele é e por que foi tão mencionado pelos bolsonaristas radicais.

A história começa na Proclamação da República, no que chamo de atribuição excessiva de poderes aos militares por todas as nossas constituições. Começou na Constituição de 1891, justamente porque os militares tiveram papel preponderante, afinal foi um golpe militar.

Acabaram conquistando poderes excessivos de garantia dos poderes constitucionais, que eles chamam de GPC, uma atribuição que não deveria estar presente na Constituição e está desde a de 1891. Depois, isso foi sendo reproduzido de alguma forma nas diversas constituições seguintes, em 1930, 1946, 1967, 1969, inclusive na de 1988.

Uma pretensão grande que tenho é que as pessoas na leitura desse livro se deem conta da necessidade de alterar essa passagem do artigo 142, que é a atribuição aos militares de serem os garantidores dos poderes constitucionais. Passagem que eles interpretam como uma substituição do velho Poder Moderador do Império. O que é uma interpretação equivocada. Embora todo mundo saiba disso, os militares até hoje continuam interpretando como sendo uma licença constitucional para intervir na política.

Agência Brasil: Quando a gente lembra da ditadura militar de 1964 a 1985, um dos pontos críticos é a Lei da Anistia, de 1979, que teve seus benefícios estendidos dos presos e exilados políticos para os agentes do Estado que cometeram uma série de crimes. Qual o peso da falta de responsabilização dos militares para que essa lógica intervencionista na política continue durante tanto tempo?

Carlos Fico: É total, é total. Você lembra muito bem desse aspecto e, no livro, eu mostro uma coisa chocante que é o fato de nenhum militar golpista ter sido preso. Nenhum. E quando começou a ter algum inquérito, alguma coisa nesse sentido, imediatamente veio uma anistia aprovada pelo Congresso. Nunca houve qualquer punição.

De modo que o que está acontecendo hoje em dia é totalmente inédito. O fato de a Justiça atuar, de a Polícia Federal ter feito um inquérito, de a Procuradoria da República ter encaminhado a denúncia, de a denúncia ter sido aceita e agora de o Supremo transformar os denunciados em réus, isso jamais aconteceu.

Então, é claro que tem um significado. Espero que essas pessoas sejam condenadas e que não haja anistia. Muita gente me pergunta se vai haver anistia. Se eu olhar para a história, é mais fácil acreditar que sim, porque o padrão foi de impunidade. E isso tem impacto realmente muito grande na perpetuação desse intervencionismo até hoje.

Fonte: Agência Brasil

INSS: mais de 1,7 milhão de aposentados solicitaram reembolso

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Mais de 1,74 milhão de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) solicitaram reembolso de descontos não autorizados feitos por entidades associativas, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (20). Os dados foram contabilizados até as 17h de hoje. 

De acordo com o INSS, 35.854 segurados informaram ter autorizado os descontos em seus benefícios. 

No total, 1.784.528 beneficiários realizaram consultas. A maioria (91,6%) consultou se houve ou não o desconto pelo aplicativo Meu INSS. Os demais segurados usaram a central telefônica 135.

São 41 entidades associativas contestadas em todos esses lançamentos, abrangendo todas que têm ou tinham algum credenciamento com o órgão para fazer o desconto.

Cerca de 9 milhões de segurados foram notificados sobre descontos por entidades e associações. Com a notificação, é possível saber o nome da entidade à qual o aposentado ou pensionista que teve desconto, por meio do serviço Consultar Descontos de Entidades Associativas, disponível no aplicativo.

O prazo para solicitar o reembolso é indeterminado.

Os descontos dos aposentados e pensionistas são alvo de investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que apuram a atuação de organizações criminosas para fraudar os benefícios previdenciários, associando de forma não autorizada os segurados do INSS.

Alerta de golpes

O INSS alerta que não faz ligações telefônicas ou envio de mensagens SMS, por e-mail, WhatsApp ou outro canal diferente dos oficiais para informar sobre os descontos de entidades associativas.

As informações  serão divulgadas pelos meios oficiais do instituto: site do INSS e redes sociais oficiais do INSS com o símbolo de conta verificada.

Em caso de dúvidas, o cidadão deve ligar para a central de teleatendimento 135.

Fonte: Agência Brasil

Eleitor com título cancelado pode regularizar na Justiça Eleitoral

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Quem teve o título cancelado pela Justiça Eleitoral ainda pode requerer a regularização do documento, evitando assim impedimentos como o de votar e ser votado.

Na segunda-feira (19), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que mais de 5 milhões de títulos foram cancelados pois seus detentores faltaram às três últimas eleições de votação obrigatória e não justificaram a ausência ou pagaram a multa estipulada pela legislação.

Além de não poder participar do pleito, seja votando ou sendo votado, o cidadão com título cancelado fica sujeito a uma série de impedimentos, não podendo tomar posse em concursos públicos, renovar matrícula em instituições de ensino pública ou tirar passaporte.

Para regularizar, o eleitor deve primeiro checar a situação de seu título, presencialmente no cartório eleitoral de seu domicílio eleitoral ou no autoatendimento pela internet. Se for confirmado o cancelamento, o cidadão pode protocolar um requerimento para que o documento seja regularizado fora do prazo.

É necessário justificar, de preferência com provas documentais, a ausência nos pleitos de comparecimento obrigatório, ou pagar as multas correspondentes. Também não adianta somente cumprir as exigências, sendo imprevisível também preencher o requerimento específico, seja no próprio cartório ou no autoatendimento online, clicando na opção Título Eleitoral e, depois, em opção 6

A verificação e o cancelamento de títulos irregulares ocorrem sempre em anos não eleitorais, como forma de manter atualizado o cadastro nacional de eleitores e conforme determina a legislação eleitoral.

Fonte: Agência Brasil

Solenidade comemora 25 anos da Liga Independente das Quadrilhas Juninas do DF

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Doutora Jane celebra o legado cultural que remonta às origens portuguesas, indígenas e africanas que formaram identidade nacional

A Câmara Legislativa comemora os 25 anos da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (LINQDFE) nesta quarta-feira (21) às 19h. A solenidade, uma realização da deputada Doutora Jane (MDB), acontece no auditório da Casa e vai contar com a participação das quadrilhas juninas Fornalha, Matulão, Sol de Maria e Tengo Lengo.

Um dos objetivos da LINQDFE é a promoção da valorização da cultura popular nordestina no Distrito Federal e em regiões próximas. Atuando como uma entidade cultural sem fins lucrativos, a liga é responsável por organizar o circuito anual de quadrilhas juninas, um evento que reúne diversos grupos para celebrar tradições por meio da dança, música, trajes típicos e encenações que remetem às festas de São João.

Doutora Jane explica que as festas representam um legado cultural que remonta às origens portuguesas, indígenas e africanas que formaram identidade nacional brasileira.

“É um momento para falar sobre a cultura e sobre a grande importância do trabalho que as quadrilhas juninas fazem para o DF. Já ouvi relatos emocionantes sobre o quanto o apoio do nosso mandato mudou a realidade dos grupos. Tenho certeza de que meu papel de madrinha e parlamentar que defende essa manifestação cultural está sendo cumprido e me sinto muito orgulhosa por isso”, declarou.

O evento será aberto ao público e vai contar com a presença de administradores regionais, de representantes do Senado Federal, do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do presidente da LINQDFE, Márcio Nunes.

 

 

Fonte: Agência CLDF

Inscrição para Olimpíada Mirim de Matemática termina em 10 de junho

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Terminam no dia 10 de junho, as inscrições para a 4ª Olimpíada Mirim de Matemática direcionada a alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Criada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) ), a competição é aberta para escolas públicas e privadas de todo o país.

Nas três edições anteriores, quase 11 milhões de alunos participaram da competição que também envolve professores, como explica o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana. 

“A Olimpíada Mirim está voltada tanto para as crianças dos anos iniciais quanto para seus professores, visando levar a matemática para dentro da sala de aula numa perspectiva lúdica e instigante”.

Ao despertar o interesse pela matemática logo na infância, a Impa contribui para formar uma geração mais preparada para os desafios do século 21. “Acreditamos que a educação é um dos caminhos mais potentes para a transformação social. Apoiar a Olimpíada Mirim é uma forma de estimular o interesse das crianças pela matemática desde cedo, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades fundamentais e para a redução das desigualdades educacionais no país”, diz Fabiana Prianti, da área de investimento da B3 Social, associação sem fins lucrativos que atua no campo social, com foco em reduzir desigualdades sociais e contribuir para o desenvolvimento sustentável. Eles financiam projetos sociais através de doações diretas e leis de incentivo fiscal.

Um exemplo do impacto da Olimpíada Mirim é o estudante Guilherme Dangió, de 11 anos, morador do Rio de Janeiro. Vencedor de uma medalha de prata em 2024 e de ouro em 2023, ele conta como a experiência tem impulsionado sua trajetória escolar.

“As Olimpíadas oferecem um desafio maior do que na escola e são muito importantes para o nosso desenvolvimento acadêmico. Uma medalha pode fazer diferença no currículo e mudar a nossa vida”, afirma Guilherme, que ingressou neste ano no 6º ano do Ensino Fundamental.

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Prova

Realizada em duas fases, as provas da Olimpíada Mirim-Obmep são aplicadas pelas escolas. A 1ª etapa será em 26 de agosto e consiste em uma prova classificatória composta de 15 questões objetivas (múltipla escolha). Estudantes classificados nesta etapa poderão participar da 2ª fase, em 11 de novembro. A prova também é composta de 15 questões objetivas.

A Olimpíada Mirim vai disponibilizar certificados digitais correspondentes a medalhas de ouro, prata e bronze. “A iniciativa tem se consolidado como um importante estímulo ao raciocínio lógico e matemático entre alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Esperamos uma participação expressiva de escolas públicas e privadas de todo país em mais esta edição”, informa o diretor-adjunto e gerente de olimpíadas do Impa, Jorge Vitório Pereira.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelas escolas públicas municipais, estaduais, federais, secretarias de educação e pelas unidades privadas até 10 de junho. É necessário acessar o site olimpiadamirim.obmep.org.br e utilizar o código MEC/INEP para cadastrar uma senha. O acesso à área restrita será feito a partir do login (código MEC/INEP) e senha criada no ato de inscrição.

A inscrição das escolas públicas é gratuita. Para as escolas privadas, é necessário pagar a taxa de inscrição no prazo estipulado. No ato de inscrição, o responsável pela candidatura deve informar o número total de alunos participantes por nível: Mirim 1 e Mirim 2. Não é necessário fazer a inscrição nominal de cada estudante.


Fonte: Agência Brasil

Caixa paga hoje Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (21) a parcela de maio do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 667,49. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,46 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,64 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: 

  • Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança 
  • Acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos 
  • Acréscimo de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento antecipado

Os beneficiários de 168 cidades receberam o pagamento na segunda-feira (19), independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores de sete estados, afetados por chuvas ou por estiagens ou com povos indígenas em situação de vulnerabilidade: Amazonas, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe.

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 3,02 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 366,07.

A partir do próximo mês, o tempo de permanência na regra de proteção será reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrangerá as novas famílias que entrarem na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em junho.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.


Calendário Bolsa Família 2025 - maio
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Fonte: Agência Brasil