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Ana Cristina lidera vitória brasileira pela Liga das Nações de vôlei

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O Brasil chegou à sexta vitória em sete jogos pela Liga das Nações de vôlei feminino. Neste sábado (21), a seleção dirigida por José Roberto Guimarães bateu a República Dominicana por 3 sets a 0, parciais de 25/23, 25/18 e 25/20, em Istambul, na Turquia.

O triunfo verde e amarelo teve assinatura de Ana Cristina. A ponteira de 21 anos – e que já é duas vezes medalhista olímpica – cravou 27 pontos, sendo 23 em lances de ataque, dois de saque e dois de bloqueio. O duelo marcou, também, o volta de Gabi, capitã da equipe, que vinha sendo poupada na competição, devido à carga de jogos que disputou na temporada pelo Conegliano, time que defende no vôlei italiano.

Presente durante poucos minutos na partida contra a República Dominicana, Gabi deve ser mais acionada por José Roberto Guimarães no compromisso deste domingo, às 13h30 (horário de Brasília), diante das anfitriãs turcas. A ponteira é uma das 14 atletas relacionadas pelo treinador para o confronto. A Turquia ganhou os sete duelos que disputou pela Liga das Nações até o momento.

As brasileiras ocupam a quarta posição na primeira fase da Liga das Nações. As oito primeiras classificadas avançam às quartas de final. A seleção feminina tem mais quatro jogos em Chiba, no Japão, entre 9 e 13 de julho, antes do mata-mata, que será disputado em Lodz, na Polônia, de 23 a 27 de julho.

Fonte: Agência Brasil

Brasil participa de evento climático em Londres com 45 mil pessoas

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O governo brasileiro vai participar da 7ª edição da Semana de Ação Climática de Londres, que ocorre entre este sábado (21) e o próximo dia 29 de junho, e deve reunir 45 mil pessoas em 700 eventos na capital do Reino Unido. Esse é um dos principais eventos sobre clima da Europa.  

Governos, especialistas, investidores, empresas e organizações da sociedade civil de todo o mundo discutem medidas para combater a crise climática causada, principalmente, pela queima de combustíveis fósseis que ameaça a segurança global devido ao aumento dos eventos climáticos extremos.

Entre os objetivos do encontro está o de contribuir com o debate rumo à COP30, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climática, que vai ocorrer em Belém (PA), em novembro deste ano. A participação do Brasil na Semana Climática de Londres é mais um esforço para mobilizar governos e sociedades para construir soluções globais contra a crise climática, facilitando acordos na COP30.  

Reuniões preparatórias

Nos últimos 10 dias, representantes do governo brasileiro e da sociedade civil do país estiveram em Bonn, na Alemanha, em reuniões preparatórios para o evento em Belém. Nesses encontros, discutiu-se medidas para implementação dos acordos firmados nas COPs anteriores.

“Já estamos vivendo a emergência climática, que invade nossas casas e nossas vidas, e atinge desproporcionalmente os mais vulneráveis. Para termos uma chance, precisamos de ação coletiva e urgente”, informou a secretária nacional de mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e diretora-executiva da COP30, Ana Toni, no evento na Alemanha.

Na Alemanha, o Brasil apresentou carta com 30 objetivos chaves para aumentar a proteção ao clima, como reverter a degradação florestal até 2030 e triplicar as fontes de energia renováveis. 

Além de Ana Toni, irão representar o governo brasileiro na Semana de Ação Climática de Londres o presidente da COP30, embaixador André Aranha Corrêa do Lago, e a secretária de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito. Também está prevista a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres.

 


Brasília, (DF) 10/03/2025 - A secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Diretora-Executiva (CEO) da COP30, Ana Toni, e o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e Presidente da COP30, Embaixador, André Corrêa do Lago (Fora de quadro), durante coletiva sobre o lançamento da Carta da Presidência da COP30. 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Brasília, (DF) 10/03/2025 - A secretária Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Diretora-Executiva (CEO) da COP30, Ana Toni, e o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e Presidente da COP30, Embaixador, André Corrêa do Lago (Fora de quadro), durante coletiva sobre o lançamento da Carta da Presidência da COP30. 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Crise climática

O aquecimento da Terra é provocado, principalmente, pela emissão de gases do efeito estufa durante a queima de combustíveis fósseis. As mudanças causadas no clima são debatidas, pelo menos, desde 1992, em inúmeras conferências governamentais e da sociedade civil e empresarial.

Em 2015, o Acordo de Paris fixou compromisso de limitar o aquecimento da terra em 1,5º C acima dos níveis pré-industriais. Para isso, será preciso reduzir substancialmente o nível da emissão de gases do efeito estufa.

Após eleição de Donald Trump, os Estados Unidos (EUA), um dos maiores poluidores do planeta, decidiram abandonar o Acordo de Paris, prejudicando os esforços para limitar o aquecimento da terra. Além disso, as emissões vêm crescendo ano a ano principalmente por causa da queima de carvão, petróleo e gás

A ONU informou que 2024 foi o ano mais quente em 175 anos. As mudanças climáticas ainda impulsionam os desastres climáticos, a exemplo da catástrofe que se abateu sobre o Rio Grande do Sul (RS) em maio do ano passado. Estudo mostra que desastres climáticos no Brasil aumentaram 250% em quatro anos (2020-2023)

 

 

Fonte: Agência Brasil

Brasileirão Feminino A3: Itabirito e Vila Nova empatam pela semifinal

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O primeiro jogo do confronto entre Itabirito e Vila Nova, pelas semifinais da Série A3 (terceira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino, terminou sem vencedor. Neste sábado (21), a TV Brasil transmitiu ao vivo o empate em 3 a 3 entre mineiras e goianas, que ocorreu no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima, Minas Gerais.

Os dois clubes se reencontram no dia 5 de julho, às 11h (horário de Brasília), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, também com transmissão ao vivo da TV Brasil. Em caso de nova igualdade, a decisão da vaga na final será nos pênaltis.

Itabirito e Vila Nova se garantiram no confronto deste sábado por terem superado Pérolas Negras e Operário-MS, respectivamente, nas quartas de final. A presença nas semifinais assegurou à dupla o acesso à Série A2 (segunda divisão) do Brasileirão em 2026.

Com o principal objetivo da temporada alcançado, os times foram a campo leves e proporcionaram um jogo movimentado. O Itabirito saiu na frente, aos 14 minutos, com Giovana, que ganhou a disputa de bola na entrada da área e finalizou na saída da goleira.

O Vila Nova conseguiu a virada ainda no primeiro tempo, com dois gols de Vânia. Aos 23, ela aproveitou um vacilo da defesa mineira, entrou na área e deixou tudo igual. Aos 34, a camisa 7 recebeu a bola na entrada da área pela direita, arriscou dali mesmo e marcou um golaço.

O Itabirito buscou o empate aos 4 minutos do segundo tempo, com Evelin, de cabeça, após cobrança de escanteio pela direita. Aos 37 minutos, o Vila retomou a dianteira do placar com Naytielle, que foi lançada na área e não desperdiçou. Nos acréscimos, as mineiras igualaram novamente. Aninha cruzou pela esquerda e Ludmila cabeceou para o gol, evitando a derrota das anfitriãs.

Neste domingo (22), a TV Brasil transmite o jogo de ida da outra semifinal da Série A3, entre Doce Mel e Atlético-PI. A bola rola no Waldomirão, em Jequié, na Bahia, às 11h. Os clubes baiano e piauiense também estão assegurados na Série A2 do ano que vem.

Fonte: Agência Brasil

Vítimas tentavam desembarcar quando balão voltou a subir, diz delegado

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O delegado-geral Ulisses Gabriel, chefe da Polícia Civil de Santa Catarina, confirmou que três pessoas que estavam no balão que caiu em Praia Grande (SC) foram encontradas abraçadas e carbonizadas ainda dentro do cesto da aeronave. Ao todo, o acidente deixou oito mortos, enquanto 13 sobreviveram.

“Dói na alma a cena de três pessoas morrendo abraçadas”, lamentou Gabriel, em uma publicação na rede social X.

Mais cedo, o delegado contou parte da dinâmica do acidente relatada à Polícia Civil pelo piloto do balão, que sobreviveu.

Conforme as informações preliminares, em meio ao princípio de incêndio no cesto, o balão desceu até perto do chão, quando 13 pessoas conseguiram desembarcar. Antes que as outras oito saíssem também, a aeronave voltou a subir de repente. Quem não conseguiu sair morreu com os ferimentos causados pelo fogo ou pela queda, ao saltar para fugir das chamas.

“O piloto e outras 12 pessoas conseguem sair do balão, mas outras pessoas não conseguem, e, novamente, o balão acaba subindo involuntariamente”, disse Gabriel à Rádio CBN. “A partir daí, quando ele [o balão] está numa certa altura, algumas pessoas acabam pulando desse balão. Três pessoas não pularam e acabaram morrendo abraçadas”.

As 13 pessoas que sobreviveram foram levadas a um hospital de Praia Grande, sendo que cinco permanecem em observação, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Vídeos publicados nas redes sociais por testemunhas do acidente mostram o momento em que alguns passageiros saltam do balão, antes de ele despencar em chamas.

O local em que o balão caiu, próximo a um posto de saúde em uma área rural de Praia Grande, segue sob perícia. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o acidente pode ter relação com um maçarico utilizado para iniciar a chama do tanque que esquenta o ar do balão.

Luto

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, publicou nota afirmando que “estamos todos consternados com essa tragédia. As equipes seguem prestando todo o apoio necessário às famílias”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também publicou nota oficial, lamentando as mortes e colocando o governo federal à disposição das autoridades estaduais e municipais.

Em nota, a Confederação Brasileira de Balonismo (CBB) lamentou o acidente e disse cooperar com as autoridades na tentativa de esclarecer os acontecimentos. “Neste momento de dor, nos colocamos à disposição das autoridades competentes para colaborar, dentro dos limites estatutários da nossa atuação, com qualquer informação técnica ou suporte que possa contribuir com os desdobramentos e investigações necessárias”, diz o texto. 

A entidade esclareceu que tem como objetivo fomentar a prática esportiva do balonismo, mas não tem competência para regular ou fiscalizar passeios turísticos em balões de ar quente.

“Neste instante delicado, nos unimos em respeito e sentimento às famílias enlutadas. Que encontrem força para atravessar este momento irreparável. Seguiremos atentos aos desdobramentos do caso e disponíveis para apoiar no que estiver ao nosso alcance, dentro das atribuições que nos cabem legalmente”, diz o texto assinado por Johny Alvarez, presidente da confederação. 

O município de Praia Grande, em Santa Catarina, é um dos principais destinos para quem busca passeios turísticos em balões, devido a condições geográficas e meteorológicas favoráveis e à proximidade de cânions de grande beleza cênica. Na região ficam os parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral. A cidade vizinha de Torres (RS) é reconhecida como a capital brasileira do balonismo. 

Fonte: Agência Brasil

Brasileira cai durante trilha a vulcão e aguarda resgate na Indonésia

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A embaixada brasileira em Jacarta, capital da Indonésia, disse que acompanha o caso da brasileira Juliana Martins, de 26 anos, que caiu durante uma trilha ao vulcão Rinjani, em Lombok, na madrugada deste sábado (21), no horário local, que é dez horas à frente do fuso de Brasília.

Juliana Marins está viva e ainda aguardava ser resgatada no fim da manhã deste sábado, no horário de Brasília. Segundo a embaixada, o local é de difícil acesso, mas as autoridades locais estão empenhadas em salvar a brasileira.

Segundo informações divulgadas em diversos veículos de comunicação, durante o passeio, Juliana caiu da montanha e foi parar a uma distância de cerca de 300 metros da trilha.

“A Embaixada em Jacarta está em contato com as autoridades locais sobre o caso desde cedo da manhã da Indonésia. O local é de difícil acesso, mas os indonésios estão empenhados no resgate. A embaixada segue acompanhando operação”, disse a assessoria de Comunicação do Itamaraty.

Fonte: Agência Brasil

Balão pega fogo e cai em SC; 8 pessoas morrem e 13 sobrevivem

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Ao menos oito pessoas morreram na queda de um balão que pegou fogo e caiu na manhã deste sábado (21), com 21 pessoas a bordo, em Praia Grande, cidade catarinense que é um dos destinos mais conhecidos para prática de balonismo com ar quente.

Informações preliminares do Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina confirmaram quatro mortes. Às 11h deste sábado, o governador Jorginho Mello disse em sua conta verificada na rede social X que havia 21 pessoas a bordo, das quais oito morreram e 13 sobreviveram.

Imagens do acidente circulam nas redes sociais e mostram o balão pegando fogo antes de despencar. As imagens mostram que o céu sem nuvens e o tempo firme na região em que os balões alçam voo.

Praia Grande ganhou fama pelos passeios de balão sobre os diversos cânions da região.

 



Fonte: Agência Brasil

"Z de zangão": projeto aproveita vivências para alfabetizar no mangue

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Na Vila dos Pescadores de Ajuruteua, no município de Bragança, no nordeste do Pará, o abecedário ensinado a crianças e adolescentes é diferente. Sentados em círculo em um galpão com estrutura de palafita, erguido por troncos de madeira que impedem que as marés inundem a escola, os estudantes associam o ambiente que os cerca a cada uma das letras. O “R” é de rancho, o “O” é de ostra, o “Z” ali não é de zebra, mas de zangão e o “M”, de mangue – ecossistema no qual estão imersos e do qual a maior parte das famílias ali retira o sustento.

“O que a gente faz aqui é com que eles identifiquem o espaço deles a partir da leitura. Explicamos, não pela escrita em si, mas pela fala, pelos desenhos, por jogos. Assim, eles conseguem identificar as letrinhas com aquilo que eles vivenciam diariamente”, explica a professora alfabetizadora Pâmela Gonsalves. As aulas fazem parte de uma das iniciativas do projeto Mangues da Amazônia, o AlfaMangue.

 


Bragança (PA), 13/06/2025 – A professora Pamela Gonsalves atua com crianças da Vila dos Pescadores de Ajuruteua na Alfamangue, atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 13/06/2025 – A professora Pamela Gonsalves atua com crianças da Vila dos Pescadores de Ajuruteua na Alfamangue, atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Além de promover o reflorestamento, o mapeamento do manguezal e das espécies que ali habitam, o projeto também é voltado para a educação ambiental e para as necessidades das comunidades que vivem nas áreas de mangue. O AlfaMangue surgiu a partir da identificação de uma dessas necessidades: muitas crianças e adolescentes estavam com a aprendizagem defasada ou não sabiam ler ou escrever. As aulas funcionam como um reforço ao ensino regular, em contraturnos e nos finais de semana.

A Vila dos Pescadores não possui escola, e os estudantes precisam ir à comunidade vizinha, a Vila do Bonifácio, para assistir às aulas. O problema, diz Pâmela, é que para isso precisam atravessar uma ponte, o que frequentemente não é possível.

“A maré enche e, então, essas crianças faltam muita aula, porque não conseguem atravessar a ponte. Elas têm dificuldade na escrita porque elas não vão muito para escola por causa da maré”.

 


Bragança (PA), 13/06/2025 – Manguezal da Vila dos Pescadores de Ajuruteua, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 13/06/2025 – Manguezal da Vila dos Pescadores de Ajuruteua, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na comunidade, cerca de 25 crianças são atendidas pelo reforço. O AlfaMangue ocorre nos quatro municípios onde o projeto atua: além de Bragança, em Tracuateua, Augusto Corrêa e Viseu, atendendo, em cada localidade, de 20 a 25 crianças. Ao todo, envolvendo esta e outras iniciativas voltadas para educação ambiental, o Mangues da Amazônia chega a mais de 1,6 mil crianças de 7 a 11 anos em toda a área na qual atua. O projeto todo conta com 5,6 mil pessoas participando diretamente das ações e, nas aulas, o mangue é o centro.

“Sempre trabalhamos o manguezal. Ele é o nosso objeto de estudo e é também a nossa sala de aula. A gente realmente o usa como sala de aula ─ as raízes são nossas cadeiras para aprender lá também”, diz Pâmela. Os resultados já podem ser sentidos: “A importância da alfabetização é de ter leitura do mundo. Essas crianças conseguem se inserir na sociedade, conseguem mudar a realidade delas quando conseguem escrever seu próprio nome”.

 


Bragança (PA), 13/06/2025 – Crianças da Vila dos Pescadores de Ajuruteua participam da Alfamangue, atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 13/06/2025 – Crianças da Vila dos Pescadores de Ajuruteua participam da Alfamangue, atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Letras e peixes

Hévelly Fernandes, de 8 anos, é uma das estudantes atendidas pelo projeto. “Eu já sei escrever meu nome melhor. Eu aprendi coisas que nem eu nem eu sabia que existiam. Eu tenho um sonho na minha vida: ser pilota de avião. Só que, para isso, eu tenho que focar nos meus estudos. E eu tô focando”, diz.

No livro de estudos, ela desenhou o animal preferido que vive no mangue: um peixe. “Eu gosto muito de peixe, eu tenho um peixe, o nome dele é Rafael”, diz. “Eu aprendi que cuidar do mangue é bom porque do mangue vem no nosso alimento”.

 


Bragança (PA), 13/06/2025 – A estudante Hévelly Fernandes, da Vila dos Pescadores de Ajuruteua, participa da Alfamangue, atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 13/06/2025 – A estudante Hévelly Fernandes, da Vila dos Pescadores de Ajuruteua, participa da Alfamangue, atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ao lado de Hévelly, a mãe, Rutelene Sousa, de 48 anos, acompanha orgulhosa os progressos da futura pilota. Rutelene vende os peixes que o marido pesca na região e é daí que vem o sustento da família.

“Saio 5h da manhã de casa, pego meu peixe e vou para Bragança vender, com ela. Aí, quando nós chegamos, ela vai para a aula. Ela estuda às 13h e sai às 17h. Quando ela vai pra lá, eu vou deitar um pouquinho, descansar. À noite, sou eu que estudo. Aí, de manhã, no outro dia, vou de novo para o meu trabalho”, conta Rutelene.

Ela percebeu que a filha tinha dificuldades na escrita e na leitura, e até chegou a buscar aulas particulares, mas isso não chegou a ser viável. “A minha filha tem muito conhecimento hoje em dia. Nós, pais, moramos na beira da praia, mas não temos tempo, às vezes, para levar o nosso filho, mostrar e explicar, porque o nosso dia a dia é muito corrido”, diz. “Hoje em dia, a minha filha pega uma cartilha e ela sabe ler”.

Com a filha estudando, Rutelene também se animou a retomar as aulas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), em que passou a cursar o ensino médio, à noite. Ela diz que sempre foi um sonho, que acabou sendo adiado com o casamento, os filhos e a correria do dia a dia.

“A educação ensina muita coisa para a gente, abre muito as portas. Quando a gente é analfabeto, a gente é um cego de olho aberto. A gente não enxerga as coisas. Quando a gente sabe ler, sabe escrever, a gente vê as coisas com outro olhar, tem outro conhecimento”.

Mangue como inspiração

Em outra comunidade atendida pelo projeto Mangues da Amazônia, também em Bragança, na Vila do Tamatateua, é Edite Ribeiro da Silva que, aos 61 anos, está prestes a realizar o sonho de ter uma formação. Em dois meses, ela vai se formar em educação do campo no Instituto Federal do Pará (IFPA).

 


Bragança (PA), 12/06/2025 – Edite Ribeiro da Silva, liderança comunitária da Vila do Tamatateua, atua com o projeto Mangues da Amazônia na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 12/06/2025 – Edite Ribeiro da Silva, liderança comunitária da Vila do Tamatateua, atua com o projeto Mangues da Amazônia na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Edite coordena um grupo de mulheres que, na comunidade, cuidam no viveiro das mudas que serão plantadas nas áreas degradadas dos mangues. Elas também atuam na conscientização dos moradores e levam debates para as escolas.

“Minha mãe pescava, ela tirava caranguejo, minha avó também”, diz. “Às vezes, as pessoas não têm consciência do que estão fazendo dentro do manguezal. Não têm consciência do quanto nós, da comunidade de Tamatateua, precisamos desse ecossistema, de onde nós tiramos a nossa sobrevivência. Nossos pais, nossas mães, eles vivem do mangue. Eles pescam, eles tiram o caranguejo todos os dias”.

Edite se casou aos 15 anos, teve quatro filhos e seis netos. Os estudos, assim como os de Rutelene, acabaram ficando para depois. Mas ela nunca desistiu deles.

“Hoje, eu estou lá, estudando e ajudando também a nossa juventude, mostrando para eles a importância de se educar, de trabalhar, de cuidar, dentro daquilo que é nosso”, defende. “A gente tem que estudar para compreender, entender e buscar o conhecimento. O que é nosso direito, que às vezes nós temos, mas muitas das vezes é negado para nós”.

 


Bragança (PA), 13/06/2025 – Manguezal da Vila dos Pescadores de Ajuruteua, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 13/06/2025 – Manguezal da Vila dos Pescadores de Ajuruteua, na área da Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

*A equipe da Agência Brasil viajou à Bragança entre os dias 11 e 14 de junho para conhecer o projeto Mangues da Amazônia, a convite da Petrobras, patrocinadora do projeto.

 

Fonte: Agência Brasil

Quatro em cada 10 brasileiros já foram alvo de fraudes pela internet

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Um levantamento feito para o relatório semestral Global de Tendências de Fraude Omnichannel da TransUnion mostrou que 40% dos brasileiros já foram alvo de fraudes por e-mail, internet, telefone ou mensagens de texto e 10% dos pesquisados disseram ter caído nos golpes. As perdas atingiram uma média de R$ 6.311.

Os dados mostram ainda que 53% dos entrevistados globalmente foram alvo de esquemas fraudulentos por canais como e-mail, internet, telefone e mensagens de texto entre agosto e dezembro de 2024. E ao menos 47% dos entrevistados disseram não reconhecer que foram alvos desses golpes.

Segundo o levantamento, o golpe mais relatado é o vishing, quando os criminosos realizam ligações telefônicas simulando representar empresas legítimas, como operadoras de celular, planos de saúde ou instituições financeiras, para induzir a vítima a fornecer dados confidenciais, como senhas bancárias, números de cartão de crédito, CPF, entre outras informações pessoais.

Pelo menos 29% dos entrevistados (13.387 adultos em 18 países e regiões) relataram prejuízos financeiros em decorrência de golpes no último ano, com uma perda média de US$ 1.747, o que equivale a R$ 10.683, na cotação do dia da pesquisa. 

A Geração Z, os nascidos entre 1997 e 2010, foi a que mais relatou perdas (38%), enquanto os Baby Boomers,os nascidos entre 1946 e 1964, foram os que menos relataram (11%) perdas.

“A evolução das fraudes exige que as empresas estejam sempre um passo à frente, inclusive ajudando a conscientizar sobre golpes como o vishing. É importante destacar que, assim como em outros golpes de engenharia social, o objetivo final dos fraudadores é obter informações ou acessos privilegiados para cometer fraudes financeiras”, explicou o gerente de Soluções de Prevenção à Fraude da TransUnion Brasil, Wallace Massola.

O estudo também revelou que houve o aumento de 11% nas transações financeiras suspeitas de tentativa de fraude digital em 2024, na comparação com 2023. Entre os tipos de fraude digital com crescimento mais acelerado a invasão de conta foi o mais relatado, com aumento de 20% ante o ano anterior.

Segundo Massola, com os modelos de prevenção a fraudes transacionais se tornando cada vez mais eficazes após anos de aprimoramento, os fraudadores têm mudado seu foco para processos de invasão de contas. 

“Esse tipo de fraude representa um desafio crescente para as empresas. Para enfrentar essa ameaça, é essencial investir em tecnologias avançadas de monitoramento e autenticação, além de considerar soluções robustas de avaliação de risco de dispositivos e behaviour analytics”, disse.

O índice de fraude digital do Brasil foi de 5,4% em 2024, acima da média global, ficando ao lado de países como Canadá, Colômbia, República Dominicana, Hong Kong, Índia e Filipinas. 

A taxa média de tentativas suspeitas de fraude em transações realizadas por consumidores dentro do Brasil foi de 6,1% em 2024, a sexta mais alta entre os quase 20 mercados analisados.

De acordo com o documento, 59% dos consumidores entrevistados afirmaram que trocariam de empresa em busca de uma experiência digital melhor, incluindo segurança de dados. Para 77% dos entrevistados, ter confiança de que seus dados pessoais não serão comprometidos é um fator muito importante na hora de escolher com quem fazer negócios ou comprar online.

O relatório aponta ainda que 34% dos entrevistados no mercado global realizaram mais da metade de suas transações pela internet (mesmo percentual de 2023). Outros 62% afirmaram que preocupações com fraudes são o principal motivo para não voltarem a usar um site. Quase metade (48%) relatou ter abandonado um carrinho de compras online por suspeita de fraude ou preocupações com segurança.

No caso de aplicações para obter produtos financeiros ou de seguros feitas online, a maioria (51%) das pessoas disse ter desistido por razões que envolvem tanto segurança quanto experiência na jornada de compra, com 46% desistindo após excesso de informações solicitadas, 41% por não confiarem na segurança dos dados pessoais e 38% por acharem o processo frustrante. 

No Brasil, 40% das pessoas disseram que não confiaram na segurança dos dados ou consideraram excessivo o volume de informações exigidas e, por isso, deixaram de comprar ou contratar um serviço online.

“Proteger os dados dos consumidores é inegociável. Com o aumento dos riscos em todos os canais, o investimento em prevenção à fraude é estratégico e se torna um dos grandes diferenciais competitivos. Tanto para reduzir atritos desnecessários com o consumidor quanto para evitar impactos reputacionais para as organizações”, ressaltou o vice-presidente de Soluções da TransUnion Brasil, Claudio Pasqualin.

Segundo a pesquisa, ambientes de comunidades, como sites de relacionamento e fóruns virtuais, registraram a maior taxa global de tentativas suspeitas de fraude digital em 2024, com quase 12%, o que significa um aumento de 9% no volume em relação a 2023. Em seguida, aparecem os jogos eletrônicos (11%), jogos online como apostas e pôquer (8%) e o varejo (8%), completando o ranking dos segmentos mais afetados. No Brasil, as comunidades também foram o segmento com a maior taxa de suspeita de fraude digital, com 15,2%.

Massola explicou que os fraudadores aproveitam a confiança inerente às plataformas de interação social, como aplicativos de relacionamento, para enganar os usuários, criando perfis falsos e construindo um relacionamento aparentemente genuíno, manipulando emocionalmente as vítimas.

“Uma vez conquistada a confiança, os criminosos solicitam informações confidenciais ou dinheiro, alegando emergências ou situações pessoais difíceis. Esse método de exploração não apenas compromete dados privilegiados, mas também pode resultar em perdas financeiras significativas para aqueles que acreditam estar seguros nas comunidades online”, alerta Massola.

Fonte: Agência Brasil

Sem pódio por equipes, Brasil acaba Mundial de Judô com duas medalhas

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A participação do Brasil no Campeonato Mundial de Judô, em Budapeste, na Hungria, chegou ao fim nesta sexta-feira (20). O país se despediu com duas medalhas: a prata de Daniel Cargnin (categoria até 73 quilos) e o bronze de Shirlen Nascimento (até 57 kg).

A última possibilidade de medalha era a competição por equipes, em que cada país escala seis judocas para duelos individuais, em diferentes categorias, e vence quem ganhar quatro lutas. O Brasil foi superado pelo Japão na disputa do bronze, com os orientais (que conquistaram 14 medalhas no Mundial, sendo seis douradas) levando a melhor nos quatro primeiros combates. A Georgia ficou com o título, batendo a Coreia do Sul na final.

No primeiro duelo, para lutadores acima de 90 kg, Leonardo Gonçalves foi derrotado por ippon (golpe “perfeito”), em que o adversário é derrubado de costas no tatame) por Kanta Nakano. No combate seguinte (judocas até 57 kg), Jéssica Lima não resistiu à Momo Tamaoki, prata na disputa individual do Mundial. Em seguida, na luta até 73 kg, Vinícius Ardina sofreu dois wazaris (quando o atleta cai de ombro, lado ou com a parte superior das costas) de Tatsuki Ishihara, bronze em sua categoria. A campeã olímpica Rafaela Silva, por fim, levou um ippon de Utana Terada no embate até 70 kg.

O Brasil tinha estreado com vitória sobre o Cazaquistão (quatro lutas a zero). Em seguida, perdeu da Alemanha por 4 a 3 (as equipes empataram em 3 a 3 e um duelo extra foi sorteado para definir o ganhador do confronto). Na repescagem, os brasileiros superaram a França, atual bicampeã olímpica, por 4 a 1, para chegar à disputa do bronze.

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O desempenho brasileiro em Budapeste supera o do Mundial do ano passado, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, quando o país não conquistou pódios. O torneio ocorreu dois meses antes da Olimpíada de Paris, na França, em que o Brasil alcançou quatro medalhas: uma de ouro (Beatriz Souza), uma de prata (William Lima) e duas de bronze (Larissa Pimenta e por equipes).

Fonte: Agência Brasil

Embaixada começa a identificar brasileiros que querem deixar Israel

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A Embaixada do Brasil em Tel Aviv, Israel, deu início ao processo de identificação dos brasileiros que desejam sair do país, em razão do recente conflito com o Irã, iniciado dia 13 de junho. Em um alerta consular divulgado hoje (20) a representação diplomática disse que monitora os efeitos dos ataques de mísseis e demais projéteis contra o território israelense e divulgou um formulário para preenchimento dos brasileiros em Israel.

“De modo a permitir a identificação e localização atualizadas de brasileiros que se encontram em Israel e que tenham intenção de deixar o país, a embaixada solicita que seja preenchido o formulário abaixo indicado”, diz o comunicado.

O formulário deve ser respondido por pessoa, independentemente da idade. Entretanto, a embaixada disse que, até o momento, “não há um plano para eventual operação de repatriação ou evacuação de brasileiros a partir de Israel.

Por decisão do governo de Israel, o Aeroporto Ben-Gurion e o espaço aéreo israelense permanecem fechados a todos os voos, sem previsão de reabertura, exceto para voos com permissão prévia excepcional, concedida pela Autoridade de Aviação Civil de Israel (ICAA) e pelo centro de operações do respectivo aeroporto internacional.

O alerta consular diz ainda que os brasileiros que têm a intenção de deixar o país através de fronteiras terrestres deverão fazê-lo por meios próprios. Neste momento, os postos de fronteira terrestre encontram-se operacionais, seguindo horários determinados e que podem ser consultados na página que traz informações sobre pagamento de taxas e demais orientações.

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A embaixada orienta avaliar os riscos da empreitada e seguir, com atenção especial, às regras de segurança pertinentes e a eventuais exigências de visto nos países para os quais tencionam se deslocar. “A assistência consular possível nesses casos é limitada”, diz o comunicado.

Na quinta-feira (18), o governo israelense, por meio do Comando da Frente Interna de Israel (Homefront Command/Pikud HaOref), decidiu reduzir o nível de alerta na maior parte do país para estado de Atividade Limitada. A decisão, vigorará, a princípio, até às 20h deste sábado (20).

O comando também estabelece os horários de funcionamento dos postos de fronteira e a restrições de segurança, que estão sujeitos a alterações a qualquer momento, de acordo com a evolução do cenário de segurança.

“Recomenda-se, portanto, verificar continuamente as fontes oficiais aqui indicadas antes de qualquer deslocamento”, diz o alerta.

A Embaixada do Brasil em Tel Aviv reitera ainda o Alerta Consular, vigente desde outubro de 2023, que recomenda evitar viagens não essenciais a Israel.

Fonte: Agência Brasil