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STF mantém decisão que anulou processo contra Palocci na Lava Jato

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (15) manter a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou os processos abertos contra o ex-ministro Antonio Palocci na Operação Lava Jato.

Durante julgamento virtual, o colegiado negou recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para derrubar a decisão do ministro.

Em março deste ano, o ministro atendeu ao pedido de anulação feito pelos advogados de Palocci e aplicou os precedentes da Corte que consideraram o ex-juiz Sergio Moro parcial para proferir as sentenças contra os réus das investigações. Moro era o juiz titular da 13ª Vara Federal em Curitiba.

Com a decisão, todos os procedimentos assinados por Moro contra Palocci foram anulados. Apesar da anulação, o acordo de delação assinado por Palocci ficou mantido. Em um dos processos, ele foi condenado a 12 anos de prisão.

 No recurso, a PGR disse que Palocci assinou acordo de delação premiada no qual denunciou “esquemas ilícitos” envolvendo agentes públicos e empresários investigados na Lava Jato. Dessa forma, segundo o procurador-geral, Paulo Gonet, não há prejuízos à defesa que justifiquem a anulação dos processos contra o ex-ministro.

Apesar dos argumentos da procuradoria, o recurso foi rejeitado pela turma. Por 3 votos a 2, a Segunda Turma seguiu voto de Toffoli. O ministro entendeu que a assinatura de delação não tem o condão de convalidar nulidades.

O voto de Toffoli foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques. André Mendonça e Edson Fachin ficaram vencidos.

Fonte: Agência Brasil

CBF divulga datas e horários das oitavas da Copa do Brasil Feminina

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, nesta sexta-feira (15), as datas e horários dos confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil Feminina, que serão disputadas em um jogo único. As partidas envolvendo as 16 equipes restantes serão realizadas entre os dias 16 e 18 setembro.

A disputa por uma vaga nas quartas da competição nacional terá início com duas partidas no dia 16 de setembro: Sport contra Realidade Jovem (a partir das 15h, horário de Brasília) e Bahia versus Atlético-MG (às 18h).

Outros quatro confrontos estão programados para o dia 17 de setembro: Corinthians e Juventude (às 15h), Bragantino contra Atlético-PI (às 17h), São Paulo versus Flamengo (às 18h) e o encontro entre Palmeiras e América-MG (às 19h).

As oitavas de final da Copa do Brasil Feminina chegam ao fim no dia 18 de setembro com dois jogos: Ferroviária e Vitória (às 16h) e Internacional contra Fluminense (às 18h).

Além disso, a CBF anunciou que as quartas de final serão jogadas no dia 24 de setembro, as semifinais em 5 de novembro e a decisão em 19 de novembro.

Fonte: Agência Brasil

São Paulo recebe a primeira montadora da GWM do Hemisfério Sul

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A nova fábrica da empresa chinesa Great Wall Motors (GWM), em Iracemápolis, no interior paulista, inaugurada nesta sexta-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a primeira da montadora no Hemisfério Sul e a terceira fora da China com base completa de produção. As outras estão na Rússia e na Tailândia.

A estrutura, com área total de 1,2 milhão de m² e área construída de 94 mil m², conta com área de soldagem, linha de pintura robotizada, linha de montagem, sistemas de fornecimento de energia e equipamentos, além de uma cadeia de suprimentos e logística integrada.

A planta, que atualmente emprega cerca de 600 funcionários, produz o SUV híbrido Haval H6, disponível em quatro versões; a picape média Poer P30, e o SUV de sete lugares Haval H9, ambos equipados com motorização turbodiesel.

Atualmente, a GWM Brasil tem mais de 110 empresas nacionais cadastradas interessadas em fornecer componentes, das quais 18 já são fornecedores que estão participando da produção e desenvolvimento dos primeiros veículos, caso de empresas como Basf, Bosch, Dupont e Pirelli.

“O Brasil é estratégico para a GWM. Com esta fábrica, não estamos apenas produzindo carros, mas também gerando empregos de qualidade no país e desenvolvendo tecnologia e inovação para todo o continente”, disse o CEO da GWM global, Mu Feng.

A unidade da GWM no Brasil tem capacidade para produzir 50 mil veículos por ano e deverá, até o final deste ano, gerar 1 mil empregos diretos.

Centro de pesquisa

Durante a cerimônia de inauguração, a montadora anunciou a criação do primeiro Centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da GWM na América do Sul. O centro contará com mais de 60 técnicos e engenheiros atuando no desenvolvimento e nos testes de produtos locais, com foco em tecnologia flex e na adaptação de veículos globais às condições de rodagem brasileiras. 

O novo centro será construído no terreno ao lado da fábrica de Iracemápolis e terá 15.000 m² de área total, sendo 4.000 m² de área construída.

“O novo centro contará com uma estrutura técnica de ponta, com laboratórios de última geração, para desenvolvimento de sistemas híbridos e elétricos, combustíveis de nova geração e inteligência artificial”, explicou o presidente da GWM Internacional, Parker Shi.

O investimento total da GWM no Brasil será de R$ 10 bilhões, em 10 anos. Desse montante, a primeira fase de investimento, de R$ 4 bilhões, vai até 2026, que inclui o lançamento da marca no país e a reativação e ampliação da fábrica de Iracemápolis. Na segunda fase, a empresa investirá R$ 6 bilhões, entre 2027 e 2032.

Fonte: Agência Brasil

Padilha diz ser "ato covarde" cancelamento de vistos da filha e esposa

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou como “ato covarde” o cancelamento dos vistos de sua esposa e filha pelos Estados Unidos. O ministro está com o visto vencido desde 2024, portanto, não é passível de cancelamento.

De acordo com Padilha, ele soube da sanção a partir de uma mensagem enviada pela esposa, já que o ministro cumpre hoje (15) agenda de compromissos em Pernambuco.

Padilha questiona o fato de o governo de Trump ter aplicado uma sanção a sua filha, de 10 anos, e critica o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, que está vivendo nos Estados Unidos. Eduardo têm articulado com integrantes do governo norte-americano sanções ao Brasil, como forma de pressionar o país, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF), para que seu pai não seja julgado por tentativa de golpe de Estado. 

“As pessoas que fazem isso e o clã Bolsonaro, que orquestra isso, têm que explicar. Não para mim, nem só para o Brasil, mas para o mundo inteiro: Qual o risco de uma criança de 10 anos de idade pode ter para o governo americano?”, disse em entrevista nesta sexta-feira (15) à Globonews

Padilha afirmou ainda que o filho de Bolsonaro e aliados montaram “um verdadeiro escritório do lobby da traição nos Estados Unidos”.

Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos. Foram cancelados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).

Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justifica que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos.

Padilha era ministro da Saúde quando o Mais Médicos foi criado, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013. O programa atende regiões remotas e com escassez desses profissionais. De 2013 até 2018, médicos cubanos participaram do programa por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

“Minha filha sequer tinha nascido quando eu criei o programa Mais Médicos, com muito orgulho”, afirmou.

O ministro disse que atualmente não há nenhuma parceria do Brasil com médicos cubanos. Porém, outros países mantêm parcerias com esses profissionais e citou a Itália, ressaltando que a primeira-ministra Giorgia Meloni é aliada de Trump. 

“Qual é a explicação para não ter qualquer tipo de sanção, qualquer crítica a esses outros países [que continuam com a parceria com os médicos cubanos]. Vem fazer uma sanção aqui no Brasil contra servidores brasileiros, contra a família do ministro da Saúde, contra uma criança de 10 anos, sendo que a gente não tem mais parceria com médicos cubanos”, questionou Padilha.  

Fonte: Agência Brasil

Aprovados em três carreiras do CNU têm resultados finais homologados

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) homologou os resultados finais dos candidatos aprovados em três carreiras da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 1), após os respectivos cursos de formação. São elas: analistas de infraestrutura, analistas de tecnologia da informação e auditores-fiscais do trabalho.

O Ministério também autorizou as nomeações de 42 aprovados para o cargo de analista de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com a publicação de portaria no Diário Oficial da União dessa quinta-feira (14).

Homologação de resultados finais

A homologação de resultados finais das três carreiras do chamado Enem dos Concursos é a confirmação oficial de que todas as etapas do processo seletivo foram concluídas e validadas pela administração pública federal.

O cargo de analista de infraestrutura (AIE) envolve as áreas de arquitetura, engenharia civil e engenharia elétrica. De acordo com o MGI, os profissionais dessa categoria atuam no planejamento, coordenação, fiscalização, assistência técnica e execução de projetos e obras de grande porte, em áreas como infraestrutura viária, hídrica, de saneamento, de energia, de produção mineral, de comunicações e de desenvolvimento regional e urbano. Confira os nomes dos aprovados do bloco 1 (infraestrutura, exatas e engenharia) divulgados.

Já o analista em tecnologia da informação (ATI) atuará no MGI em funções estratégicas de planejamento, supervisão, coordenação e controle dos recursos de tecnologia da informação na administração federal. O edital também  publicado, nesta quinta-feira, traz os nomes dos aprovados nesta carreira.

Por fim, os aprovados na carreira de auditor-fiscal do trabalho (AFT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) serão responsáveis por fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista em todo o território nacional e promoverem um ambiente de trabalho seguro e justo.

A atuação inclui a inspeção de empresas, lavratura de autos de infração e aplicação de medidas corretivas.

Após a autorização do MGI para nomeação de 42 aprovados para o cargo, o Mdic será responsável pelas próximas etapas de convocação e posse dos novos analistas de comércio exterior.

O Ministério da Gestão descreve que a carreira de analista de comércio exterior, que exige nível superior, tem atribuições voltadas à gestão governamental, o que abrange a formulação, a implementação, o controle e a avaliação de políticas de comércio exterior do Brasil.

O objetivo é fazer com que o país participe mais ativamente do mercado global, seja exportando mais, atraindo investimentos estrangeiros ou firmando parcerias comerciais para impulsionar a economia brasileira. O que deve refletir no aumento da produtividade, da competitividade, do emprego e da inovação nos setores produtivos.

Aprovados no CNU 1

Nesta página eletrônica estão disponíveis os resultados da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 1) divulgados até o momento, desde fevereiro deste ano.

Dados gerais dos perfis dos candidatos aprovados neste certame mostram que:

  • 63% dos aprovados são homens e 37% são mulheres;
  • 24,5% dos aprovados são pessoas negras; 2,29% são pessoas indígenas e 6,79% são pessoas com deficiência;
  • 70% dos aprovados têm entre 25 e 40 anos;
  • 76,8% foram aprovados em uma das três primeiras opções feitas dentro do bloco de concorrência.

Enem dos Concursos

Pela primeira vez, um concurso público contou com a participação efetiva de 970.037 candidatos que disputaram 6.640 vagas para trabalhar em 21 órgãos e entidades do governo federal.

Em agosto de 2024, as provas objetivas e discursivas do CNU 1 foram aplicadas em 228 cidades de todos os estados, mais o Distrito Federal, em 3.647 locais, o que permitiu aos candidatos realizarem o exame próximo de suas residências.

Em 2025, a segunda edição do CPNU oferecerá 3.652 vagas para 32 órgãos federais. As provas serão aplicadas, igualmente, em 218 municípios de todo o país em dois dias. A primeira fase agendada para outubro e a segunda em dezembro. O CPNU 2 registrou 761.528 inscrições confirmadas.

Fonte: Agência Brasil

Rito do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF deve durar cinco dias

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O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta sexta-feira (15) as datas do julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista ocorrida em 2022 para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. As sessões foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

A ação penal que trata do caso se refere ao núcleo crucial da trama e será julgada pela Primeira Turma da Corte. O colegiado é responsável pela análise do caso porque o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, pertence à Primeira Turma.

São réus do núcleo crucial da trama golpista:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. 

Rito

No dia 2 de setembro, às 9h, primeiro dia de julgamento, a sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, o ministro dará a palavra a Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório. Após a leitura do relatório, Zanin passará a palavra para a acusação e as defesas dos réus.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, será responsável pela acusação. Ele terá a palavra pelo prazo de até uma hora para defender a condenação dos réus.

Após a sustentação da PGR, os advogados dos réus serão convidados a subir à tribuna para as sustentações orais em favor dos réus. Eles também terão prazo de até uma para suas considerações.

O primeiro a votar será Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. 

A condenação ou absolvição ocorrerá com o voto da maioria de três dos cinco ministros da turma. 

Um pedido de vista do processo não está descartado. Pelo regimento interno, qualquer integrante da Corte pode pedir mais tempo para analisar o caso e suspender o julgamento. Contudo, o processo deve ser devolvido para julgamento em 90 dias.

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática e só poderá ser efetivada após julgamento dos recursos contra a condenação.

Em caso de condenação, os réus não devem ficar em presídios comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição. 

Fonte: Agência Brasil

Manifestação no Eixo Monumental encerra Semana de Combate ao Feminicídio

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A programação da Semana de Combate ao Feminicídio chegou ao fim nesta sexta-feira (15) com um ato público no Eixo Monumental. Estudantes de duas escolas de Ceilândia e a procuradora especial da Mulher da CLDF, deputada Paula Belmonte (Cidadania), ocuparam a pista em frente ao prédio da CLDF empunhando faixa e cartazes com palavras de ordem contra o feminicídio.

Antes disso, também nesta manhã, foi realizada a solenidade de encerramento do evento, que este ano teve como tema “Falando delas com eles: reflexão, diálogo e empatia”. Na ocasião, estudantes e professores do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, localizado na Asa Sul, encenaram a peça “Os filhos dela”, que aborda a vida de órfãos de mães vítimas da violência contra a mulher.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

Jovens como público alvo

Organizada pela Procuradoria Especial da Mulher, a Semana de Combate ao Feminicídio movimentou a Casa com rodas de conversa, homenagens, abertura de exposição e apresentações culturais pensadas, especialmente, para o público jovem. Estudantes da rede pública de ensino de várias regiões administrativas, como Paranoá, Planaltina, São Sebastião  e Ceilândia, participaram da programação.

“A gente resolveu fazer esse trabalho com adolescentes e jovens, porque vocês são o presente e são o futuro. Através de vocês, a gente pode romper um padrão”, disse a deputada Paula Belmonte, dirigindo-se aos estudantes que acompanhavam a solenidade de encerramento da Semana, no auditório da CLDF.

Também presente ao evento, a professora de linguística da Universidade de Brasília (UnB) Cíntia Pacheco falou sobre o poder da palavra: “A palavra tem poder porque a violência também acontece pela palavra”. A docente é orientadora da pesquisa que deu origem à exposição “Feminicídio na Mídia”, da jornalista Anna Clea Maduro. A mostra está exposta na Casa desde o começo desta semana.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

“O discurso midiático, jornalístico, é estrutural; ele reflete a sociedade, reflete o status quo da nossa sociedade. Então, a linguagem tem o poder de manipular, tem um poder coercitivo, tem um poder de discriminar, mas também tem o poder de transformar”, explicou Pacheco.

Por sua vez, o professor de luta e fundador do projeto “Mulheres em Ação”, Francisco Mesquita Júnior, falou sobre machismo e sobre a importância de as mulheres aprenderem defesa pessoal: “Quero que a minha filha jamais passe por esse tipo de situação, de sofrer uma violência, de sofrer uma agressão, seja qual for. E, pensando nisso, ela começou a treinar aos quatro anos de idade, ela treina boxe, muay thai e jiu-jitsu”, afirmou. 

Representantes das polícias Civil e Militar também participaram da solenidade e defenderam a necessidade de as pessoas denunciarem qualquer caso ou suspeita de violência contra a mulher.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

 

Canais de denúncia

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece atendimento específico para o enfrentamento da violência contra as mulheres. A ligação é gratuita, e o serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana. A central ainda disponibiliza um canal via chat no Whatsapp pelo (61) 9610-0180.

Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190. 

Fonte: Agência CLDF

Mais de 600 mil ainda não aderiram a acordo sobre descontos no INSS

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Pelo menos 613 mil aposentados e pensionistas do INSS, que têm direito ao ressarcimento de descontos indevidos, ainda não fizeram a adesão ao acordo para receber o dinheiro de volta.

O acordo garante que as vítimas da fraude possam receber os valores que foram descontados, de forma integral e corrigidos pela inflação, diretamente na conta bancária onde o benefício é pago.

Podem fazer a adesão aqueles que contestaram e não receberam, em até 15 dias úteis, resposta da entidade ou associação responsável pelos descontos indevidos. Se enquadram todos que tiveram descontos entre março de 2020 e março de 2025 e aqueles com processo na justiça, que devem desistir da ação para ter o ressarcimento.

Ainda para aderir ao acordo, o beneficiário deve formalizar a contestação dos descontos junto à Previdência Social até o dia 14 de novembro, pelo aplicativo Meu INSS, na central 135 ou em agências dos Correios. Até agora, mais de 1,8 milhão de beneficiários, o que representa 75% dos que estão aptos, já aderiram ao acordo.  A expectativa é que 99% deles recebam os valores descontados indevidamente até a próxima segunda-feira, dia 18.

Fonte: Agência Brasil

Deputado Ricardo Ayres é escolhido relator da CPMI do INSS

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O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar a fraude do INSS envolvendo o desvio de recursos de descontos de aposentados e pensionistas será o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).

A escolha foi comunicada nesta sexta-feira (15) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

“Desejo a ele, ao presidente [da CPMI] Omar Aziz (PSD-AM) e a todos os integrantes um excelente trabalho nesta pauta tão relevante para o país”, escreveu Motta em uma rede social.

O deputado Ricardo Ayres disse à Agência Brasil que conduzirá um trabalho imparcial. 

“Vamos conduzir um trabalho técnico, imparcial, mas com rigor e responsabilidade, sobretudo para proteger nossos aposentados e pensionistas. Devemos isso ao país”, afirmou.

A presidência do colegiado será conduzida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), cuja escolha foi divulgada na quarta-feira (13) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A CPMI deve ser instalada na próxima semana e será composta por 15 deputados e 15 senadores titulares, e terá 180 dias para apresentar o relatório final sobre as fraudes nos descontos de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

A Polícia Federal (PF) reuniu indícios da existência de irregularidades em parte dos cerca de R$ 6,3 bilhões da cobrança das mensalidades associativas de 2019 a 2024.

Fonte: Agência Brasil

Comitê finaliza texto com princípios para regulação de redes sociais

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O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) apresentou, nessa quinta-feira (14), o texto final dos dez princípios que servirão de referência para a regulação de plataformas de redes sociais no Brasil. O texto foi construído a partir de uma proposta preliminar, colocada em consulta aberta para ser aperfeiçoado com a ajuda da sociedade.

A consulta – feita entre maio e junho, na busca por contribuições multissetoriais de todas regiões do país – servirá de base para a construção de um marco regulatório brasileiro sobre o tema.

Cerca de 300 contribuições foram apresentadas ao comitê. Muitas delas tiveram origem na comunidade acadêmica, no setor governamental, no setor empresarial e no terceiro setor.

Coordenadora do CGI.br, Renata Mielli lembra que a regulação de plataformas é um dos temas mais urgentes e complexos da atualidade.

“O CGI.br tem a responsabilidade de contribuir com uma visão equilibrada, que nasce do nosso modelo multissetorial. Esses princípios, resultado de amplo diálogo com a sociedade, buscam garantir que qualquer regulação fortaleça a democracia, proteja os direitos fundamentais dos cidadãos e promova um ambiente digital mais transparente e seguro para todos, sem sufocar a inovação”, afirma.

A expectativa é fazer com que esses princípios sirvam de “guia essencial” para legisladores e a sociedade, uma vez que foram produzidos com “rigor técnico e pluralidade de visões” obtidas a partir da consulta pública.

Dessa forma, busca reduzir os efeitos colaterais negativos relacionados ao uso das plataformas de redes sociais.

“Com base nesse diagnóstico, o CGI.br vai trabalhar na formulação de diretrizes para a regulação, tomando esses princípios como referência para propor soluções equilibradas, eficazes e alinhadas à dinâmica da nternet e ao interesse público”, informou, em nota, Henrique Faulhaber, coordenador do grupo de trabalho escalado para preparar o documento.

Conheça os “Dez Princípios para a Regulação de Plataformas de Redes Sociais”* que pautam a regulação proposta pelo CGI.br:

1. Estado Democrático de Direito, soberania e jurisdição nacional

As atividades das plataformas de rede social devem respeitar a supremacia da Constituição Federal e o ordenamento jurídico do país, garantindo a prevalência e a jurisdição do Estado brasileiro de aplicar suas leis, medidas e políticas para a proteção do Estado Democrático de Direito, da democracia, da segurança e direitos de seus cidadãos. Deve também promover a diversidade das expressões culturais em seu território e o desenvolvimento socioeconômico do país.

2. Direitos humanos, liberdade de expressão e privacidade

Os direitos humanos são interdependentes e não hierarquizáveis. A regulação deve assegurar a proteção da dignidade humana e dos direitos fundamentais, incluindo a liberdade de expressão, consideradas suas dimensões individual e coletiva, a privacidade, igualdade, o direito a não discriminação e à proteção absoluta aos direitos da criança e do adolescente, buscando combater a incitação à violência, o discurso de ódio e todas as formas de discriminação nas redes sociais.

3. Autodeterminação informacional

A regulação deve promover meios que permitam aos usuários decidir informadamente quando, como e em que medida seus dados pessoais podem ser coletados, usados, armazenados e compartilhados. Especialmente em tratamento de dados não essenciais, como processos de perfilização, moderação e recomendação de conteúdos, a autodeterminação informacional deve ser exercida sem prejuízo no acesso ao serviço. Inclui também o direito de usuários e grupos escolherem a que informações querem ter acesso, como o padrão da oferta de conteúdos que lhes é destinada com base em seus dados pessoais.

4. Integridade da informação

A regulação deve atuar para proteger o direito à informação e promover a precisão, consistência e confiabilidade dos conteúdos, dos processos e dos sistemas de informações. Para a manutenção de um ecossistema informacional íntegro, saudável e seguro devem ser promovidas informações de interesse público, como conteúdos jornalísticos e científicos e desenvolvidas medidas de enfrentamento a fraudes e à desinformação. Deve promover, também, a garantia da preservação da memória, determinando a criação de mecanismos para organizar e armazenar conteúdos — mesmo que não disponíveis ao público — para fins de pesquisa e registro histórico.

5. Inovação e desenvolvimento socioeconômico

A regulação deve estimular a inovação, a autonomia tecnológica e o desenvolvimento socioeconômico, criando condições para a geração de renda, a valorização de produtos e serviços, o surgimento de novas formas de trabalho (respeitados os parâmetros de trabalho decente*) e o fortalecimento da economia digital, promovendo ambiente competitivo e plural. Deve-se incentivar a diversidade de modelos e a viabilidade econômica de iniciativas baseadas na colaboração e no bem comum e contribuir para uma economia digital mais inclusiva e sustentável.

* Trabalho decente, nos termos da Organização Internacional do Trabalho, é aquele adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir vida digna ao trabalhador.

6. Transparência e prestação de contas

As plataformas de redes sociais devem ser transparentes e prestar contas com relação ao seu funcionamento, inclusive sobre os mecanismos de impulsionamento, distribuição, moderação e recomendação algorítmica e sobre políticas de monetização. Devem ser proporcionados meios adequados de verificação das remoções de conteúdos, garantido o devido processo. As plataformas devem oferecer aberturas qualificadas de dados relevantes para pesquisadores independentes e autoridades públicas.

7. Interoperabilidade e portabilidade

A regulação deve garantir aos usuários de redes sociais o direito de portabilidade, permitindo a transferência de dados em um formato estruturado, comumente usado e legível por máquina. Deve também promover a interoperabilidade, isto é, a capacidade de diferentes serviços digitais comunicarem entre si e em tempo real, permitindo que usuários combinem serviços com funcionalidades similares, ressalvados os desafios técnicos, jurídicos e de segurança. Neste contexto, deve ser promovido o emprego de protocolos e padrões abertos.

8. Prevenção e responsabilidade

As plataformas de redes sociais devem adotar medidas preventivas eficazes de mitigação para reduzir os riscos sistêmicos decorrentes do desenho, funcionamento e das diretrizes de seus serviços, sobretudo aqueles que possam favorecer a disseminação de conteúdos lesivos ao Estado Democrático de Direito e aos direitos fundamentais. Quando tais riscos resultarem em danos, incumbe-lhes a responsabilidade pela devida reparação.

9. Proporcionalidade regulatória

A regulação deve reconhecer a pluralidade e o dinamismo de atores no ecossistema digital, prevendo obrigações de acordo com as diferenças de porte, atividades e impacto das plataformas de redes sociais, adotando modelos assimétricos e proporcionais que considerem essa diversidade e mecanismos de revisão periódica de critérios.

10. Ambiente regulatório e governança multissetorial

A regulação das redes sociais deve estruturar-se a partir de um arranjo institucional robusto, composto por órgãos da administração pública dotados das capacidades necessárias ao exercício eficaz de suas competências, e incluir instituições e entidades independentes. Esse modelo deve ser orientado por uma governança multissetorial, que reconheça e corrija as assimetrias de participação entre os distintos atores, garantindo o interesse público.

Fonte: Agência Brasil