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Brasileiros não resgatam de R$ 10 mil a R$ 50 mil de parentes mortos

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A dor de perder um parente próximo traz prejuízos para o bolso. Abaladas pela partida do ente querido, as famílias brasileiras deixam de resgatar, em média, de R$ 10 mil a R$ 50 mil em benefícios a que a pessoa falecida tinha direito. O levantamento foi divulgado pela Planeje Bem, primeira plataforma digital brasileira dedicada ao planejamento sucessório e ao apoio pós-perda.

Segundo a diretora executiva e fundadora da Planeje Bem, Carolina Aparício, a principal causa desse prejuízo é o desconhecimento em torno de direitos financeiros e sociais em nome do falecido, classificados como “ativos invisíveis”. Somados ao luto, à burocracia e à falta de orientação financeira, as famílias se esquecem de resgatar os valores.

“É comum que as pessoas imaginem que todos os bens e direitos passem obrigatoriamente pelo inventário, mas há diversos ativos que podem ser resgatados de maneira simples, desde que se saiba onde e como procurar. Muitos desses valores são esquecidos porque não há uma orientação clara no momento do luto, que já é delicado por si só”, diz Carolina.

Com base em levantamento dos clientes atendidos pela plataforma, os ativos mais negligenciados pelas famílias, com o respectivo percentual de esquecimento, são os seguintes:

  1. Indenização do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (DPVAT) por acidente ou morte: 40%
  2. Auxílios e benefícios trabalhistas (FGTS, PIS/Pasep, salário, férias, décimo terceiro e outros): 25% a 30%;
  3. Contas bancárias, investimentos e consórcios: 25%;
  4. Seguros de vida e de acidentes pessoais: 20%;
  5. Seguros corporativos e previdência privada (PGBL/VGBL): 20%;
  6. Pensão por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): 10%.

Também existem outros benefícios menos divulgados, mas o levantamento não divulgou o percentual de esquecimento. Eles são os seguintes:

  1. Auxílios-funeral: oferecidos por bancos e operadoras de cartão, geralmente entre R$ 2 mil e R$ 5 mil;
  2. Milhas aéreas: podem representar perdas de até R$ 4 mil se não transferidas a tempo;
  3. Carteiras virtuais e auxílios vinculados a cartões de crédito: recursos que também exigem atenção.

Segundo a Planeje Bem, grande parte desses recursos de menor porte pode ser acessada diretamente, sem necessidade de inventário, mas isso exige prazos legais e documentação específica, desconhecidos pela maioria das famílias. A maior parte dos pedidos e das verificações pode ser feita online, mas precisa ser feita rapidamente, porque os benefícios podem expirar.

Perfis

Os perfis de clientes que mais se esquecem dos ativos invisíveis são os seguintes:

  • Gênero: homens representam de 65% a 70% dos casos de esquecimento, enquanto mulheres correspondem de 30% a 35%;
  • Idade: a faixa etária predominante é de 25 a 45 anos. Segundo a Planeje Bem, isso sugere uma necessidade de conscientização na juventude, numa fase em que a organização financeira costuma dividir espaço com múltiplas responsabilidades;
  • Vínculo familiar: em muitos casos, os homens de 25 a 40 anos que esquecem os benefícios são sobrinhos, filhos, netos do falecido, fora da gestão financeira daquela pessoa. Após resolverem as burocracias mais práticas, como questões do funeral, esses parentes retomam as rotinas e deixam os prazos expirarem.

Causas do esquecimento

No caso do DPVAT, o benefício mais ignorado, a diretora executiva da Planeje Bem atribui a causa do esquecimento ao choque das famílias após uma perda provocada por acidentes de trânsito inesperados. “A inesperada natureza das mortes por acidente de trânsito e o forte luto emocional levam ao adiamento da busca por esses direitos. A pessoa, às vezes, até sabe que tem, mas deixa para ver depois. E aí, o tempo vai passando, e ela acaba deixando para lá”, explica Carolina.

Em relação aos auxílios trabalhistas, a diretora da Planeje Bem diz que, caso os herdeiros estejam de acordo, não é necessário esperar o inventário para sacar os valores. “Em alguns casos, quando já há inventário, o valor entra no processo, mas, muitas vezes, se os herdeiros estiverem de acordo apenas com um alvará judicial simples, eles conseguem fazer essa solicitação de resgate”, destaca.

Sobre as contas bancárias, investimentos e consórcios, Carolina diz que a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central tem ajudado os herdeiros a reaver os valores, mas o esquecimento do próprio falecido ou direitos adquiridos em casamentos anteriores contribuem para ampliar o desconhecimento.

“Às vezes, até a própria pessoa que faleceu esquece que tem aquele benefício e acaba não informando aos familiares. Muitas vezes, os beneficiários também ficam desatualizados. Quando acaba acontecendo a morte, a pessoa, às vezes, está na quarta esposa, mas o beneficiário ainda é a primeira”, diz.

Para diminuir o acúmulo de ativos invisíveis, a diretora da Planeje Bem aconselha que todo mundo, ainda em vida, converse com a família sobre os bens que possui e faça um planejamento sucessório.

“Ao contrário do que muita gente pensa, conversar sobre a morte não é um tabu. É um processo natural da vida que pode evitar muita confusão depois da partida”, diz Carolina.

Matéria alterada às 14h44 para inclusão dos dois últimos parágrafos.

Fonte: Agência Brasil

Exposição de artista maranhense exalta identidade latina e ancestral

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Um dos nomes em ascensão da nova leva de artistas visuais brasileiros, prestes a completar 44 anos, o maranhense Thiago Martins de Melo inaugurou esta semana, em São Luís, sua primeira exposição individual.

A coletânea – batizada de Cosmogonia Colérica -, reúne 21 obras produzidas entre 2013 e 2025. Ela ocupa salas do Convento das Mercês e do Espaço Cultural Chão SLZ, que ficam no Centro Histórico de São Luís.  

Com curadoria de Germano Dushá – um dos curadores do último Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo —, a exposição abriga uma multiplicidade de linguagens, incluindo pinturas de grandes dimensões, esculturas, gravuras, vídeos experimentais e instalações realizadas por Thiago, transitando entre técnicas expressionistas e realistas.

Germano aponta alguns aspectos considerados no processo de escolha das peças da mostra que materializam a identidade do artista. Ele diz que “a ideia foi não exatamente criar uma exposição cronológica, mas, sim, que pudesse pegar um nervo, pudesse sintetizar os principais eixos espirituais, políticos e estéticos da trajetória de Thiago. Eu acho que o núcleo da obra é exatamente essa profusão de linguagens, formas e temas. E esse título – Cosmogonia Colérica – fala muito sobre criações, criação do mundo e sobre gênese, mas sempre com muita força, muita energia e carga, argumenta.

Os trabalhos aglutinam história, política, misticismo e espiritualidade. O título Cosmogonia Colérica aponta para essa conjugação entre criação e fúria, entre gênese e confronto materializando batalhas, ritos sincréticos e epifanias.

Vocabulário

“Pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar do Thiago e que talvez não sejam tão próximas do campo da arte contemporânea. Eu acho que ele oferece uma riqueza de profundidade temática, conceitual, visual, formal, mas ele pode ter uma dimensão muito aberta, muito popular. Acho que é um trabalho de forte impacto visual, que traz imagens muito claras, muito fortes. [Algo que] consegue percorrer questões figurativas e abstratas, questões mais conceituais e  mais diretas, mais claras, literais até, de forma muito sensível, muito singular. De um jeito muito próprio. E é um artista de um vocabulário, de um repertório, de um universo tão rico, e que está sempre falando das questões humanas”, enfatiza.


Brasilia 07/02/2023 - Uma mulher é vista em silhueta observando a obra sobre drywall e quatro monitores de TV da série Teatro Nagô Cartesiano. A cruz que penetra Pindorama, do artista, Thiago Martins de Melo, na Exposição Brasil futuro
Brasilia 07/02/2023 - Uma mulher é vista em silhueta observando a obra sobre drywall e quatro monitores de TV da série Teatro Nagô Cartesiano. A cruz que penetra Pindorama, do artista, Thiago Martins de Melo, na Exposição Brasil futuro

Mulher observa trabalho feito sobre drywall e quatro monitores de TV no Convento das Mercês – foto – Tomaz Silva/Agência Brasil

Thiago diz que as escolhas dos temas abordados no seu trabalho transmutam sua identidade, vivências e suas referências visuais, bem como pesquisas literárias sobre assuntos que quer materializar em suas obras. 

O artista diz que “vejo o meu trabalho a partir do lugar onde nasci, minha identidade está fincada na América Latina, na luz, nas cores, nas lutas e no respeito à ancestralidade. Nós somos um povo mestiço, por isso muitas narrativas espirituais, míticas e lendárias são fusões de narrativas europeias, indígenas e africanas com as mesmas histórias contadas de maneiras diferentes em muitas regiões. Também fui muito influenciado pela iconografia hermética e pela alquimia, assim como pelo tarô.”

Bagagem artística

Nascido em 1981, em São Luís, Maranhão, o artista vive e trabalha entre as terras ludovicenses, São Paulo e Guadalajara, no México. Ele abriu exposições individuais em várias cidades no Brasil como na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre; no Museu Nacional da República, em Brasília; no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista; e na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife.

Também participou de dezenas de exposições coletivas dentro e fora do país, com destaque para a Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, 31ª Bienal de São Paulo,  primeira Bienal das Amazônias, a Bienal de Lyon, na França e a 12ª Bienal de Dakar, no Senegal, entre outras. 

Seus trabalhos integram coleções permanentes em museus voltados para a arte contemporânea em cidades como Miami, em Oslo (Fearnley Museum de Arte Moderna), o Masp e a Pinacoteca, em São Paulo; e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

André Mendonça valida repactuação de acordo de leniência da Lava Jato

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta sexta-feira (15) a repactuação dos acordos de leniência firmados com empresas envolvidas com pagamento de propinas investigadas pela Operação Lava Jato. 

Os novos termos dos acordos foram enviados ao Supremo pelo governo em setembro, após longa negociação, e chegaram a entrar na pauta do plenário virtual nesta sexta-feira (15) para julgamento colegiado, mas a análise acabou interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. 

A repactuação ainda deve ser referendada pelos demais ministros do Supremo, depois da devolução de vista, mas enquanto isso vale a decisão monocrática de Mendonça, que confere validade à renegociação das leniências. 

A nova negociação das leniências ocorreu após Psol, PCdoB e Solidariedade terem acionado o Supremo para pedir a anulação de todos os acordos firmados com a participação da hoje extinta força tarefa da Lava Jato. 

São beneficiados pela repactuação as empresas:

  • Novonor (antiga Odebrecht),
  • Andrade Gutierrez,
  • Braskem,
  • Camargo Corrêa,
  • Nova Engevix,
  • Metha (antiga OAS)
  • UTC Engenharia.

O acordo fechado agora prevê, por exemplo o afastamento de multas e juros previstos pelo descumprimento dos acordos anteriores e o abatimento dos valores que já foram pagos em outros processos administrativos e judiciais. 

Também, as empresas podem abater até metade da dívida restante usando créditos fiscais provenientes de prejuízos no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 

Mendonça fez questão de destacar em sua decisão, contudo, que “não foi concedida redução ou desconto quanto ao débito principal”, mas somente em relação às multas e juros. A dívida principal restante deve ser paga com correção monetária pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

O ministro destacou que, em relação à dívida principal, houve somente readequação do cronograma de pagamentos, diante da realidade financeira das empresas. 

“Com tal medida, pois, preservam-se os acordos, viabilizando-se o seu adimplemento, ainda que diferido no tempo, sem concessão de desconto às empresas”, escreveu Mendonça.

O valor atualizado da dívida das companhias com o governo é R$ 11,8 bilhões, segundo cálculos da CGU.

Pelos acordos de leniência, as empresas concordam em ressarcir o erário e colaborar com investigações. Em troca, podem continuar a firmar contratos com a administração pública.

Diversas empresas dos ramos de petróleo, gás, tecnologia e construção civil fecharam acordos de leniência com o governo, durante o auge das investigações da Lava Jato. Anos depois, contudo, algumas dessas companhias alegaram não ter como honrar os pagamentos. Parte delas encontra-se em recuperação judicial.

Fonte: Agência Brasil

São Paulo bate Ferroviária e avança à semi do Brasileirão Feminino

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O time feminino do São Paulo avançou na noite deste sábado (16) às semifinais da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro após eliminar a Ferroviária nas penalidades (4 a 2) no Estádio do Morumbis, na capital paulista. A goleira tricolor Carlinha defendeu a cobrança de Mariana Santos e Andressa desperdiçou o pênalti chutando a bola na trave. A vaga foi definida nas penalidades após empate em 1 a 1 nos 90 minutos. Mylena Carioca abriu o placar para as Guerreiras Grenás (apelido da Ferroviária) e Giovanna Crivelari empatou no início da etapa final. Neste domingo (17), às 10h30 (horário de Brasília), a TV Brasil transmite ao vivo outro duelo das quartas: Palmeiras x Flamengo.

Em busca do título inédito na competição, as Soberanas – como é conhecido o time feminino do São Paulo – enfrentarão o Corinthians em busca de uma vaga na final. O duelo reeditará a final do Brasileirão no ano passado, quando as Brabas corintiana levar a melhor em campo, conquistando o hexacampeonato brasileiro. Na noite de sexta (15), o Corinthians assegurarou a primeira vaga nas semifinais ao derrotar o Bahia por 4 a 1 (placar agregado).

Jogando em casa, o São Paulo foi mais ofensivo nos primeiros minutos da partida, bom boas jogadas pela esquerda com Bia Menezes. Mas durou pouco: com marcação encaixada, a Ferroviária passou a ditar o ritmo, e abriu o placar aos 20 minutos, após Júlia Beatriz arrancar com a bola pela esquerda e rolar para Mylena carioca chutar para o fundo da rede. Com mais posse de bola, as Guerreiras Grenás quase ampliaram aos 39 minutos, com um belo gol de cobertura de Nat Vendito. A goleira Carlinha se esticou para defender, mas a bola explodiu no travessão.

Na volta do intervalo, as Soberanas não pederam tempo: logo aos cinco minutos, Bruna Calderan avançou pela direita e cruzou para Giovanna Crivelari se antecipou à zagueira Andressa e cabeceou certeira para o fundo do gol. Tudo igual no Morumbis. Seis minutos depois, por muito pouco a Ferroviária não passa a frente o placar, com uma linda arrancada de Júlia Beatriz, que invadiu a área, driblou a marcação, mas na hora de finalizar chutou mal com a esquerda e bola passou rente ao gol.

Aos 22 minutos, após cruzamento do São Paulo, a zagueira Camilinha da Ferroviária tentou desviar e quase marca contra, mas a goleira Luciana espalmou para fora, no reflexo. Já nos acréscimos, em cobrança de falta, Luciana desferiu uma bomba, e a goleira Luciana brilhou de novo e impediou o segundo gol são paulino. O jogo terminou mesmo em 1 a 1 e como o jogo de ida também terminou empatado (0 a 0), a definição da vaga seguiu para a cobrança de pênaltis. . 

Penalidades

Primeira a cobrar pênalti, Camila converteu para a Ferroviária. Na sequência, Jé Soares marcou para o São Paulo. Depois, brilhou a estrela da goleira Carlinha que defendeu a cobrança de Mariana Santos. Em seguinda,Kaká converteu para o São Paulo. Na terceira cobrança da Ferroviária, Andressa desperdiçou chutando a bola na trave. Já Bruna Calderan coverteu mais um para as Soberanas, e o placar já estava 3 a 1 para o São Paulo. Na quarta cobrança das Guerreira Grenás, Fátima Dutra conseguiu converter, mesmo chutando à meia altura; a goleira chegou a tocar na bola. Coube à Maressa acertar a última cobrança e selar a classificação das Soberanas às semifinais do Brasileirão.



Fonte: Agência Brasil

Alckmin: socorro a exportador não causará impacto fiscal

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, neste sábado (16), em Brasília, que as medidas de apoio às empresas afetadas pelas taxas que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros não causarão impacto fiscal negativo, pois, a rigor, não configuram um novo gasto para a União.

“O que estamos fazendo é antecipando algo que vai ser devolvido; recursos que não pertencem ao governo”, declarou Alckmin ao visitar uma concessionária de automóveis de Brasília para checar como estão as vendas de veículos contemplados pelo programa federal Carro Sustentável, que reduz alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de modelos que atendam requisitos de sustentabilidade.  O programa foi lançado em 10 de julho deste ano.

“Nem o Drawback, nem o Reintegra, deveriam ter qualquer questão fiscal, porque o dinheiro não é do governo, que está apenas devolvendo mais rápido para aqueles que foram atingidos pelo tarifaço [dos Estados Unidos] e tiveram suas exportações frustradas”, acrescentou o vice-presidente, referindo-se a dois dos mecanismos previstos na medida provisória (MP) que o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional na última quarta-feira (13).

Chamada de Plano Brasil Soberano, a MP reúne medidas de apoio estatal às empresas exportadoras e de proteção aos trabalhadores dos setores afetados, liberando cerca de R$ 30 bilhões para compensar eventuais prejuízos aos exportadores brasileiros.

Recurso

O chamado Drawback é um recurso que possibilita a suspensão da cobrança de tributos que incidem sobre insumos importados utilizados na produção de artigos nacionais exportados para os EUA. Com isso, o prazo para que as empresas consigam exportar as mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime será prorrogado.

Já o Novo Reintegra prevê incentivos fiscais que permitirão às empresas brasileiras afetadas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados, na forma de créditos tributários. Dessa forma, ajuda as empresas a reduzirem custos e melhorar a competitividade no mercado externo.

“Vamos dar 3% de Reintegra. Ou seja, a empresa [afetada pela sobretaxa dos EUA] receberá 3% do valor do produto. Isso não deveria ter impacto fiscal, pois é resíduo tributário”, reiterou Alckmin ao destacar que, embora a Constituição Federal estabeleça que as exportações brasileiras não devem ser tributadas, os produtos acumulam tributos embutidos que devem ser restituídos aos fabricantes.

“Quando eu exporto um automóvel [por exemplo], mesmo não pagando imposto de exportação, eu paguei imposto ao comprar os pneus, o aço, o vidro. Então, estes impostos precisam ser devolvidos ao exportador. Só que os governos demoram a devolvê-los e o exportador fica com um crédito tributário. O que estamos fazendo é antecipando [a devolução] de algo que vai ser devolvido”, explicou Alckmin.

Princípio

“O Drawback segue o mesmo princípio. Quando vou comprar um produto para exportar, eu não pago imposto, mas se eu não cumprir o regime [dentro do prazo legal], tenho não só que pagar o imposto como também uma multa […] O que estamos dizendo é que quem comprou um produto para exportar para os EUA terá mais um ano [de prazo] para exportar. Estamos adiando por um ano este Drawback para que o exportador possa buscar outro mercado ou [renegociar com seus clientes] nos Estados Unidos”, assegurou o vice-presidente.

A seguir, Alckmin sinalizou que o governo federal tem pressa na aprovação, pelo Congresso Nacional, da medida provisória (MP) e do projeto de lei complementar apresentados pelo Poder Executivo. A MP já está em vigor, mas precisa ser referendada pelos parlamentares em, no máximo, até 120 dias. Além disso, algumas das medidas que constam da MP precisam ser regulamentadas por meio da aprovação de projeto de lei.

O vice-presidente da República salientou, ainda, que “temos a expectativa de que isso seja feito rapidamente. Porque um é vinculado ao outro”, concluiu Alckmin ao defender que o Poder Legislativo “tem um papel importante a cumprir, que é o de dar uma resposta rápida” à proposta do governo federal.

Fonte: Agência Brasil

Exames de Bolsonaro indicam resquícios de inflamações pulmonares

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O ex-presidente Jair Bolsonaro fez, neste sábado (16), em Brasília, novos exames clínicos – os primeiros desde que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou sua prisão domiciliar.

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star, os testes laboratoriais e de imagem realizados para investigar recentes episódios de febre, tosse e refluxo constataram resquícios de inflamações no sistema digestivo (esôfago e da mucosa que reveste o estômago) e nos pulmões.

“Os exames evidenciaram imagem residual de duas infecções pulmonares recentes, possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração”, afirmam os quatro profissionais que assinam o boletim divulgado esta tarde.

“Já a endoscopia mostrou persistência da esofagite e da gastrite, agora menos intensa, porém, com a necessidade de tratamento medicamentoso contínuo”, acrescenta a equipe médica, prescrevendo que Bolsonaro deve seguir tratando o quadro de refluxo, controlando a hipertensão arterial e observando as medidas preventivas de broncoaspiração.

Prisão domiciliar

Esta foi a primeira vez que o ex-presidente deixou sua casa, em um condomínio fechado do Lago Sul, em Brasília, desde que começou a cumprir a prisão domiciliar no dia 4.

Ao atender o pedido da defesa de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu que o ex-presidente deve retornar para seu condomínio em, no máximo, oito horas, e apresentar, em até 48 horas, um atestado de comparecimento especificando os procedimentos realizados.

Bolsonaro chegou ao hospital às 9 horas e foi liberado às 13h58, tendo se submetido a diferentes exames. Desde 2018, quando foi alvo de um atentado, Bolsonaro necessita de acompanhamento médico periódico devido às consequências das cirurgias a que se submeteu em virtude da facada que recebeu na região do abdômen e que provocou graves lesões nos intestinos delgado e grosso.

Fonte: Agência Brasil

Hytalo e marido passam por audiência de custódia e seguem presos em SP

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O influenciador Hytalo Santos e seu marido Israel Natã Vicente foram ouvidos em audiência de custódia neste sábado (16). De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a audiência foi realizada em formato virtual para verificar se alguma ilegalidade foi cometida no ato da prisão.

Diante da ausência de violações de direitos dos detidos, a prisão preventiva foi mantida. Os advogados de defesa entraram com pedido de habeas corpus.

Hytalo e o marido estão presos desde sexta-feira (15) e são investigados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais. Ainda há suspeita de abuso sexual e tráfico humano.

O caso ganhou repercussão após denúncias do youtuber Felca sobre adultização de crianças e adolescentes.

Acusações

A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo (PC-SP) em conjunto com o Ministério Público do Estado da Paraíba, o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Civil do Estado da Paraíba. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux (PB) pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa. Na casa de Hytalo, os policiais apreenderam oito celulares.

“As apurações criminais vêm sendo conduzidas com rigor técnico e absoluto respeito aos direitos e à dignidade das vítimas, especialmente crianças e adolescentes. Entretanto, o vazamento de informações sigilosas e a execução de medidas de natureza civil, dissociadas dos métodos próprios da investigação criminal, têm prejudicado a eficiência e a segurança do trabalho investigativo, além de potencialmente expor as vítimas a novos riscos”, disse o MPPB.

Segundo o órgão, o caso exige tratamento responsável, sem sensacionalismo e com máxima proteção à intimidade das vítimas, sobretudo no enfrentamento à exploração sexual, em especial no ambiente digital.

“É importante destacar a necessidade do efetivo combate ao tráfico humano em âmbito estadual, pois se trata de uma grave violação de direitos que, embora muitas vezes menos visível que o transnacional, provoca impactos profundos nas comunidades locais.” 

Por meio de nota, a defesa de Hytalo Santos e Israel Natã Vicente afirmou a inocência de seus clientes.

Fonte: Agência Brasil

TV Brasil transmite hoje jogos decisivos do Brasileirão Feminino

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A TV Brasil transmite, neste sábado (16), jogos de volta que definirão vagas e títulos no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. As partidas prometem fortes emoções para os torcedores e fazem parte das fases decisivas das Séries A1 e A3 da competição.

Às 15h45, pela Série A1, São Paulo e Ferroviária se enfrentam no MorumBis, em São Paulo, pelo duelo de volta das quartas de final. No primeiro jogo, em Araraquara, as equipes no 0x0. Com isso, quem vencer hoje garante vaga na semifinal. Caso haja novo empate, a decisão será nos pênaltis.

Mais tarde, às 20h45, será a vez da grande final da Série A3. Atlético Piauiense e Vila Nova (GO) entram em campo, no estádio Albertão, em Teresina (PI), para definir o campeão da temporada.

No jogo de ida, em Goiânia, o Vila Nova venceu por 2 a 1 e agora joga pelo empate para conquistar o título inédito. O Atlético precisa vencer por dois gols de diferença para levantar a taça no tempo normal; se ganhar por um gol, a disputa vai para os pênaltis.

A transmissão das partidas reforça o compromisso da TV Brasil em valorizar o esporte feminino, ampliando a visibilidade das competições nacionais.

Além do Brasileirão Série A1, A2 e A3, a emissora exibe – com exclusividade – os jogos da Liga de Basquete Feminino (LBF Caixa).

Por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) – composta por 167 emissoras de televisão e 165 rádios – torcedores de todas as regiões do país poderão acompanhar as emoções ao vivo. Saiba como sintonizar

Crescimento d audiência

Em 2025, a transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino tem apresentado crescimento expressivo na audiência da TV Brasil. A média de público aumentou 23,8% em relação a 2024, considerando as praças do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

O índice é 51% superior à média geral da emissora neste ano, com os domicílios alcançados por jogo saltando de 118 mil para 140 mil.

Videocast Copa Delas

Para quem deseja acompanhar curiosidades, bastidores e análises da competição, o videocast Copa Delas, disponível no YouTube, traz entrevistas exclusivas, destaques das rodadas e conteúdos inéditos sobre as equipes participantes.

Sobre as competições

A Série A1 é a principal divisão do futebol feminino brasileiro, reunindo as 16 melhores equipes do país, com disputa em formato tradicional: fase classificatória, quartas de final, semifinais e final.

Já a Série A3 começa com 32 times, divididos em oito grupos. Os quatro semifinalistas garantem vaga na Série A2 da temporada seguinte.

Ao vivo e on demand

A TV Brasil pode ser assistida por canal aberto, parabólica e TV por assinatura. Os jogos também estarão disponíveis ao vivo e sob demanda na plataforma TV Brasil Play, no site ou no aplicativo para Android e iOS. Outra opção é acompanhar pela WebTV

Fonte: Agência Brasil

Conferência aprova 80 propostas de políticas sobre economia solidária

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A 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes) terminou neste sábado (16), no Centro de Treinamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em Luziânia (GO), com a aprovação de 80 propostas de políticas públicas que serão entregues ao governo federal. O setor envolve iniciativas que adotam um modelo de autogestão baseado no cooperativismo, na solidariedade e no comércio justo.

O encontro foi aberto na quarta-feira (13) e marcou a retomada da iniciativa de participação social interrompida desde 2014, quando foi elaborado o 1º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária.

Segundo o secretário nacional de Participação Social, Renato Simões, além de promover uma atualização do Plano Nacional de Economia Popular e Solidária, a retomada do Conaes faz parte da Estratégia Nacional de Participação Social, que, desde 2023, já restabeleceu 100 conselhos nacionais e retomou 28 conferências realizadas no país com o objetivo de ouvir a população. “Foi um processo muito rico de reconstrução dessa participação desde a base até o plano nacional, na reconstrução das políticas públicas”, afirmou durante o encerramento do encontro.

O 4º Conaes sintetizou os debates e as sugestões apresentadas nas etapas preparatórias, quando foram realizadas 185 conferências locais, 27 estaduais e 14 temáticas e envolveram a participação de 6 mil pessoas de 1.584 municípios.

As propostas aprovadas foram organizadas em quatro eixos temáticos:

  1. Produção, comercialização e consumo;
  2. Financiamento, crédito e finanças públicas;
  3. Educação, formação e assessoramento técnico;
  4. Ambiente institucional, legislação, gestão e integração de políticas públicas.

Entre as demandas apresentadas estão a criação de um Ministério da Economia Popular e Solidária, de centros públicos de economia solidária nos municípios e territórios, além de um Programa Nacional de Feiras da Economia Popular Solidária.

As demandas preveem ainda um Sistema Nacional de Finanças Solidárias e um Fundo Rotativo Nacional de Economia Solidária, além da destinação de no mínimo 0,1% do Orçamento público para contratação de assistência técnica, formação de educadores e outras iniciativas de apoio ao modelo de autogestão.

A plenária final aprovou também 17 moções a serem integradas no relatório da conferência e encaminhadas aos órgãos citados.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro deixa prisão domiciliar e vai a hospital para exames médicos

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O ex-presidente da República Jair Bolsonaro deixou hoje (16), pela primeira vez, sua casa em um condomínio fechado do Lago Sul, em Brasília, desde que começou a cumprir a prisão domiciliar, no dia 4. Com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro se deslocou até um hospital particular da capital federal a fim de realizar exames clínicos.

O ex-presidente chegou ao hospital DF Star às 9h e, até as 11h30, permanecia no local. Ao atender o pedido dos advogados de Bolsonaro e autorizar que ele saísse de casa, Moraes estabeleceu que o ex-presidente deve retornar para seu condomínio em no máximo oito horas, e apresentar, em até 48 horas, um atestado de comparecimento especificando os procedimentos realizados.

Bolsonaro deve passar por exames de sangue, urina, endoscopia, tomografia computadorizada, ultrassonografia e ecocardiograma. Segundo a defesa do ex-presidente, os exames são necessários porque, nos últimos dias, ele tem apresentado quadro de refluxo e soluços refratários.

Desde 20218, quando foi alvo de um atentado, Bolsonaro necessita de acompanhamento médico periódico devido às consequências das cirurgias a que se submeteu em virtude da facada que recebeu na região do abdômen e que provocou graves lesões nos intestinos delgado e grosso.

Durante o período em que estiver fora de casa, Bolsonaro continuará sendo monitorando por tornozeleira eletrônica. O ministro determinou que a Secretaria Administração Penitenciária (Seap-DF) acompanhe todo o deslocamento. O órgão é responsável pelo monitoramento eletrônico do equipamento.

Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro no último dia 4, por entender que o ex-presidente usou redes sociais de seus filhos (Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro) para burlar a proibição de usar essas redes, inclusive por intermédio de terceiros.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado pela atuação junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo. Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política.

Nesse processo, o ex-presidente é investigado por mandar recursos, via Pix, para bancar a estadia de seu filho no exterior. Bolsonaro também é réu na ação penal da trama golpista no Supremo. O julgamento está marcado para setembro.

A reportarem ainda não conseguiu contato com a assessoria do ex-presidente.

Fonte: Agência Brasil