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Reeducandos auxiliam na revitalização de espaços públicos em Goiás

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Reeducandos executam serviços de limpeza, manutenção e construção em espaços públicos e privados de diversas cidades goianas (Fotos: PPGO)

Considerada modelo na gestão penitenciária do Brasil, a Polícia Penal de Goiás (PPGO) desenvolve um trabalho que vai além das suas competências fundamentais, ao disponibilizar para prefeituras e outras instituições públicas e privadas a mão de obra das pessoas privadas de liberdade.

Em dezembro de 2024, 4.918 reeducandos exerciam alguma atividade laboral. Outros 2.330 foram matriculados em cursos profissionalizantes ao longo do ano.

“Hoje, temos privados de liberdade exercendo atividades de limpeza de praças, ruas e avenidas, pintura de prédios e outros equipamentos públicos, construção de delegacias para a Polícia Civil, reformas de batalhões da Polícia Militar, dos Bombeiros. Temos apenados atuando nas mais diversas frentes, com ganhos para todas as partes”, explica o diretor-geral da Polícia Penal de Goiás, Josimar Pires.

“Se por um lado as instituições recebem mão de obra qualificada, com total segurança, por outro os presos têm a oportunidade de mostrar que estão prontos para retornar ao convívio em sociedade”, emenda o gerente de Produção Agropecuária e Industrial da PPGO, Paulo Sérgio Silva Santos.

A cada 3 dias trabalhados, o preso tem direito a 1 dia remido.

Reeducandos contribuem para revitalização de espaços públicos em GoiásReeducandos contribuem para revitalização de espaços públicos em Goiás
Somente na revitalização do autódromo, em parceria com Seel-GO, 35 custodiados trabalharam na manutenção e pintura da praça esportiva (Fotos: PPGO)

Os exemplos dessas frentes de trabalho são inúmeros. Ano passado, por exemplo, a mão de obra carcerária atuou nas revitalizações do Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna, do Estádio Serra Dourada e do Parque Agropecuário da capital, dentre outros espaços.

Somente na revitalização do autódromo, em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), 35 custodiados trabalharam na manutenção e pintura da praça esportiva.

Revitalização de espaços públicos

Diversas cidades goianas iniciaram 2025 com frentes de trabalho organizadas pela Polícia Penal com mão de obra carcerária.

Somente em Goiânia, no mês de janeiro, 200 reeducandos do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel participam do primeiro mutirão de serviços urbanos da Prefeitura de Goiânia. Os custodiados trabalham na limpeza de bairros da região Noroeste durante três dias.

Os reeducandos eram dos regimes fechado e semiaberto e já executavam atividades laborais dentro do Complexo Prisional.

Eles foram vigiados por aproximadamente 110 policiais penais e trabalharam em quatro frentes na região, a partir do bairro Morada do Sol, liderados por servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Executaram atividades rotineiras de limpeza urbana, como recolhimento de lixo e auxílio na poda de árvores, e foram elogiados pelos moradores.

Em Aparecida de Goiânia, 80 reeducandos participaram de uma força-tarefa de limpeza e roçagem de áreas públicas e privadas da cidade. O trabalho de zeladoria percorreu a região do Pontal Sul durante uma semana.

A força-tarefa teve escolta de 40 policiais penais e o suporte de oito fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SDU). Entre os serviços realizados estavam roçagem, remoção de entulhos, e limpeza de tapa-buracos.

“Nosso objetivo é trazer um bem-estar para a população, por meio da limpeza urbana, e aprimorar a reintegração social dos apenados, que, com toda certeza, voltarão ao convívio da sociedade recuperados”, resume o diretor-geral da PPGO, Josimar Pires.

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Polícia Penal – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

EUA suspendem vistos para pessoas de Gaza

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) informou que está suspendendo todos os vistos de visita para indivíduos de Gaza enquanto conduz revisão “completa e minuciosa”. A medida foi condenada por grupos pró-Palestina.

O departamento disse que “um pequeno número” de vistos médicos e humanitários temporários foi emitido nos últimos dias, mas não forneceu números.

Até agora, em 2025, os EUA emitiram mais de 3.800 vistos de visita B1/B2, que permitem que estrangeiros busquem tratamento médico no país, para portadores do documento de viagem da Autoridade Palestina, de acordo com análise dos números mensais fornecidos no site do departamento.

Esse número inclui 640 vistos emitidos em maio.

A Autoridade Palestina emite esses documentos de viagem para residentes na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O site do departamento não incluiu um detalhamento para os dois territórios.

A medida do Departamento de Estado, de suspender os vistos de visita para pessoas de Gaza, ocorre depois que Laura Loomer, ativista de extrema-direita e aliada do presidente Donald Trump, disse nas redes sociais, na sexta-feira (15), que “refugiados” palestinos haviam entrado nos EUA neste mês.

A declaração de Loomer provocou indignação entre alguns republicanos, com o deputado Chip Roy dizendo que iria se informar sobre o assunto e o deputado Randy Fine descrevendo-o como um “risco à segurança nacional”.

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas condenou a medida, dizendo que é o mais recente sinal da “crueldade intencional” do governo Trump.

Gaza tem sido devastada por uma guerra, desencadeada em 7 de outubro de 2023, quando o grupo militante palestino Hamas lançou ataque contra Israel, matando 1.200 pessoas e fazendo 251 reféns, de acordo com dados israelenses.

A ofensiva de Israel contra o Hamas em Gaza desde então matou mais de 61 mil palestinos, segundo autoridades de saúde locais.

Os EUA não têm indicado que aceitarão os palestinos deslocados pela guerra. No entanto, fontes disseram à Reuters que o Sudão do Sul e Israel estão discutindo um plano para reassentar os palestinos.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Maioria do STF vota a favor da União em disputa previdenciária

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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para manter a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998.

O tema tem repercussão geral, e o desfecho do julgamento deve servir de orientação para todos os tribunais do país. O julgamento ocorre no plenário virtual, com sessão prevista para durar até as 23h59 desta segunda-feira (18). O voto da maioria será confirmado caso não haja pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (remessa do caso ao plenário físico). 

Uma vez confirmada, a decisão evita impacto de R$ 131,3 bilhões sobre os cofres da União, segundo estimativa apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU). O valor corresponde à revisão de benefícios pagos entre os anos 2016 e 2025, segundo o órgão. 

Criado em 1999, o fator previdenciário é um redutor aplicado sobre o valor do benefício e que leva em consideração fatores como idade, tempo de contribuição e expectativa de vida. A ideia foi desestimular aposentadorias precoces. 

Muitos aposentados, contudo, passaram a reclamar na Justiça por terem os benefícios submetidos a regras diferentes daquelas previstas nas regras de transição da reforma da Previdência de 1998, que resultava em benefícios melhores. 

No caso analisado pelo Supremo, uma aposentada do Rio Grande do Sul que deu entrada no benefício em 2003 reclamou por ter sido submetida a duas regras para a redução do benefício, aquelas da transição e mais o fator previdenciário. Ela argumentou que possuía, ao se aposentar, a confiança legítima de que seriam aplicadas apenas as regras de transição. 

Para a maioria do Supremo, no entanto, a aplicação do fator previdenciário foi legítima, uma vez que as regras de transição não garantem que a aposentadoria não seja submetida a normas posteriores que visem ao equilíbrio atuarial da Previdência Social e garantam a aplicação do princípio contributivo, isto é, o princípio de que quem contribuiu mais ganha mais. 

“A criação do fator previdenciário insere-se nesse contexto de ajustes estruturais necessários. Ao vincular o valor da renda mensal inicial à expectativa de vida e ao tempo de contribuição do segurado, o fator não viola a confiança legítima, mas realiza uma adequação atuarial compatível com o modelo contributivo estabelecido pela Constituição”, escreveu o relator, ministro Gilmar Mendes, em seu voto. 

Até o momento, seguiram esse entendimento na íntegra os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça e Luiz Fux, formando maioria. 

Fonte: Agência Brasil

STF Julga Bolsonaro em condições de parcialidade e em descompasso com a Constituição

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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal tem despertado indignação em setores jurídicos e políticos do país. A questão que se impõe não é apenas o conteúdo das acusações, mas sobretudo a forma como o processo vem sendo conduzido. Uma análise detida mostra que o julgamento fere princípios basilares da ordem constitucional brasileira: a imparcialidade judicial, a isenção de ânimo e o devido processo legal.

1. O Princípio da Imparcialidade Esvaziado

O STF, em decisão recente (ADI 5.953), eliminou barreiras que protegiam a imagem de neutralidade da magistratura ao permitir que parentes de ministros atuassem como advogados em casos julgados pelos próprios familiares. Esse precedente fragilizou a confiança pública na imparcialidade judicial.
Agora, esse déficit se revela de forma prática no julgamento de Bolsonaro: ministros que já declararam posições políticas explícitas contra o ex-presidente permanecem no processo, sem qualquer autolimitação ou reconhecimento de suspeição.

2. O Papel Político dos Ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino

  • Alexandre de Moraes: reiteradas manifestações públicas contra Bolsonaro, além de uma condução processual marcada por medidas excepcionais e criticadas por juristas como abusivas.

  • Cristiano Zanin: nomeado por Lula, adversário político direto de Bolsonaro, o ministro já foi advogado pessoal do atual presidente, carregando consigo uma evidente marca de parcialidade em processos que envolvem o principal opositor político de seu padrinho político.

  • Flávio Dino: indicado por Lula após exercer papel de ministro da Justiça em governo declaradamente hostil a Bolsonaro. Dino também já se manifestou publicamente em discursos e entrevistas contra o ex-presidente.

Essas trajetórias configuram o que a doutrina chama de suspeição objetiva: não se trata apenas da imparcialidade subjetiva do julgador, mas da aparência de parcialidade — suficiente para comprometer a legitimidade do julgamento.

3. O Descompasso com a Constituição

A Constituição Federal de 1988 é clara: todo réu tem direito ao juiz natural, imparcial e independente.
No caso em tela:

  • Juiz natural: comprometido, pois ministros com vínculo político direto e manifesta pré-disposição contra o réu permanecem atuando.

  • Ampla defesa e contraditório: fragilizados por decisões processuais que limitaram meios de defesa da parte.

  • Devido processo legal: relativizado em nome de interpretações casuísticas, colocando em risco a segurança jurídica.

4. Um Crime Contra a Constituição

Não se trata apenas de um julgamento político, mas de um ato que viola a espinha dorsal do sistema jurídico brasileiro. A provável condenação de Bolsonaro, conduzida por ministros que já se posicionaram contra ele fora dos autos, fere os princípios da imparcialidade, da isenção e da legalidade, configurando um atentado contra a Constituição, contra o direito de defesa e contra o Estado Democrático de Direito.

Mais do que um caso individual, o julgamento de Bolsonaro se apresenta como um teste da integridade institucional brasileira. Se ministros que já demonstraram animosidade pública contra o réu continuam a julgá-lo, então a Suprema Corte deixa de ser guardiã da Constituição e passa a atuar como parte interessada no jogo político.
Esse cenário não apenas enfraquece o direito de defesa de um ex-presidente, mas lança sombra sobre a própria credibilidade do STF. Em termos jurídicos, é possível afirmar que estamos diante de um crime contra a Constituição e contra todos os princípios jurídicos que sustentam o Brasil como Estado de Direito.

Takahashi bate australiana em estreia no Europe Smash de tênis de mesa

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Primeira brasileira a estrear no Europe Smash 2025 de tênis de mesa, em Malmo (Suécia), a paulista Bruna Takahashi venceu de virada a australiana Constantina Psihogios, por 3 sets a 1 (10/12, 11/1, 11/4 e 11/60. Na próxima rodada, Bruna enfrentará a vencedora do confronto entre a romena Elisabeta Samara (32ª) e a japonesa Harimoto Miwa (6ª), que jogam na terça (19). A competição em Malmo vai até o próximo domingo (24).

Número 19 do mundo, a paulista de 25 anos foi surpreendida no início da partida contra a australiana (60ª no ranking), de apenas 16 anos a forçou nos. Bruna abriu vantagem de 5 a 3 no primeiro game, mas Constantina virou o placar para 8 a 5. Bruna se recuperou e passou a liderar por 10 a 8, no entanto a australiana retomou domínio do jogo e fechou o set em 12 a 10.

Na segunda parcial, Bruna acelerou o ritmo das jogadas, neutralizou a australiana e ganhou por 10 a 1, empatando o jogo. Embalada, Bruna seguiu com jogo acelerado e levou a terceira parcial por 11 a 4, passando à frente no placar. O set seguinte foi bem disputado: a australiana abriu vantagem de 4 a 2, mas não durou muito: Bruna acertou seis pontos consecutivos e deslanchou até levar o set por 11 a 6, selando a vitória por 3 sets a 1.

Calderano estreia nesta segunda-feira (18)

Número 3 do mundo e recém-campeão em do WTT Contender de Forz do Iguaçu (Paraná), o carioca Hugo Calderano disputa a primeira rodada contra o paulista Vitor Ishiy (53º no ranking) às 14h45 (horário de Brasília) desta segunda (18). Quem ganhar, terá pela frente o vencedor do embate entre o japonês Yuta Tanaka (34º) e o chinês Wen Ruibo (35º).


São Paulo - 06/07/2025 - Dirigente responsabiliza Hugo Calderano por imbróglio com visto
Sem poder competir nos EUA, brasileiro perderá competição importante. Foto: Divulgação/WTT
São Paulo - 06/07/2025 - Dirigente responsabiliza Hugo Calderano por imbróglio com visto
Sem poder competir nos EUA, brasileiro perderá competição importante. Foto: Divulgação/WTT

Hugo Calderano estreia no Europe Smash contra o compatriota Vitor Ishiy, às 14h45 desta segunda-feira (18) – Foto: Divulgação/WTT

Calderano também competirá a chave de duplas mistas ao lado de Bruna Takahashi. Em julho, eles faturaram o primeiro título juntos no WTT Contender de Buenos Aires (Argentina). A dupla brasileira estreará direto na fase de oitavas de final. Os adversários serão conhecidos na terça (19). Já Vitor Ishiy disputará as duplas masculinas ao lado do equatoriano Alberto Mino.



Fonte: Agência Brasil

Líderes europeus se juntarão a Zelensky em encontro com Trump

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 Líderes europeus, incluindo os da Alemanha, França e do Reino Unido, se juntarão ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em seu encontro com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em Washington, disseram neste domingo (17), buscando reforçar sua posição enquanto Trump pressiona por um acordo de paz.

Trump está tentando convencer Zelensky a concordar com um acordo depois que ele se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca. Neste domingo, prometeu “grande progresso em relação à Rússia” em publicação nas redes sociais, sem especificar o que poderia ser.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Trump tinha visto o suficiente para justificar a reunião com Zelensky e os europeus na segunda-feira (18), mas acrescentou que tanto a Rússia quanto a Ucrânia precisarão fazer concessões.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o premiê britânico, Keir Starmer, estavam organizando uma reunião neste domingo para reforçar a posição de Zelensky, esperando obter garantias de segurança robustas para a Ucrânia, que incluiriam um papel dos EUA.

De acordo com fontes, os líderes dos EUA e da Rússia discutiram, em sua cúpula na sexta-feira, propostas para que a Rússia renuncie a territórios ocupados na Ucrânia em troca de Kiev ceder uma faixa de terra fortificada no leste e congelar as linhas de frente em outros lugares.

Pelo seu valor nominal, algumas das exigências de Putin seriam extremamente difíceis de serem aceitas pela Ucrânia, preparando o terreno para discussões tensas sobre o fim da guerra mais mortal da Europa em 80 anos, que já se arrasta por três anos e meio e matou ou feriu mais de 1 milhão de pessoas.

Os aliados europeus estão ansiosos para ajudar Zelensky a evitar uma repetição da última reunião no Salão Oval, em fevereiro. O encontro foi desastroso, com Trump e o vice-presidente JD Vance dando uma bronca pública no líder ucraniano, acusando-o de ser ingrato e desrespeitoso.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também viajará para Washington, assim como o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, cujo acesso a Trump incluiu partidas de golfe neste ano, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que é admiradora de muitas das políticas de Trump.

“É importante que Washington esteja conosco”, disse Zelensky ao lado de Von der Leyen em uma visita a Bruxelas, afirmando que as atuais linhas de frente da guerra devem ser a base para as negociações de paz. “Putin não quer parar a matança, mas deve fazê-lo”.

Von der Leyen afirmou que os aliados da Ucrânia querem garantias de segurança robustas, sem limites para as Forças Armadas ucranianas e um assento na mesa para Kiev discutir seu território.

As potências europeias querem ajudar a organizar uma reunião trilateral entre Trump, Putin e Zelensky para garantir que a Ucrânia tenha um lugar à mesa para moldar seu futuro.

Em entrevista à CBS, Rubio disse que tanto a Ucrânia quanto a Rússia terão que fazer concessões para chegar a um acordo de paz e que as garantias de segurança para a Ucrânia serão discutidas nesta segunda-feira. 

“Não estou dizendo que estamos à beira de um acordo de paz, mas estou dizendo que vimos movimento, suficiente para justificar uma reunião com Zelensky e os europeus, suficiente para dedicarmos ainda mais tempo a isso”, disse Rubio.

Ele acrescentou, no entanto, que os EUA podem não ser capazes de criar um cenário para acabar com a guerra.

Por sua vez, Putin informou a seu aliado próximo, o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, sobre as negociações no Alasca, e também conversou com o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev.

Trump disse, na sexta-feira, que a Ucrânia deveria fazer um acordo para acabar com a guerra porque “a Rússia é uma potência muito grande, e ela não é”.

Após a cúpula no Alasca, Trump telefonou para Zelensky e lhe disse que o chefe do Kremlin havia oferecido congelar a maioria das linhas de frente se a Ucrânia cedesse Donetsk, a região industrial que é um dos principais alvos de Moscou, disse uma fonte familiarizada com o assunto.

Zelensky rejeitou a exigência. A Rússia já controla 20% da Ucrânia, incluindo cerca de 75% da província de Donetsk, onde entrou pela primeira vez em 2014.

Trump também disse que concorda com Putin que um acordo de paz deve ser buscado sem o cessar-fogo prévio exigido pela Ucrânia e seus aliados europeus. Isso foi uma inversão de sua posição antes da cúpula, quando disse que não ficaria satisfeito a menos que um cessar-fogo fosse acordado.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Federação critica lei que desobriga Petrobras de operar todo o pré-sal

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O anúncio de um reservatório de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, no último dia 4, provocou queixa da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Não que a instituição que representa trabalhadores da indústria do petróleo seja contra a exploração, mas é que o anúncio foi feito pela multinacional britânica BP Energy.

A empresa classificou a descoberta como “significativa” e afirmou ser a maior da companhia em 25 anos. O reservatório anunciado fica no bloco Bumerangue, a cerca de 400 metros da costa do Rio de Janeiro. Para efeito de comparação, é quase a distância entre as cidades do Rio e de São Paulo (417 km).

A insatisfação da FUP é pelo fato de o bloco pertencer cem por cento à BP, sem participação da Petrobras. O direito de explorar o bloco foi arrematado em 2022, em leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador da indústria do petróleo, vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Em comunicado divulgado após o anúncio de Bumerangue, a FUP considera que a descoberta mostra “os riscos da entrega do pré-sal ao capital estrangeiro e os retrocessos causados pela flexibilização do regime de partilha”.

“A operação reforça a perda de controle nacional sobre recursos estratégicos”, diz o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar.

Mudança na lei

Bacelar critica a Lei 13.365, de 2016, que desobriga a Petrobras de ser operadora de todos os blocos do pré-sal. O texto alterou uma legislação de 2010, fazendo com que a Petrobras tenha o chamado direito de preferência, isto é, pode escolher se quer ou não ser operadora. Em caso positivo, terá participação de ao menos 30% do consórcio explorador. 

À época, os defensores da mudança diziam que desobrigar a Petrobras de ser operadora de todos os blocos seria um alívio para a situação financeira da companhia, que enfrentava grave crise em 2016, na esteira da Operação Lava Jato, e apresentava dificuldade para investir. O então presidente da estatal, Pedro Parente, entendia que a obrigatoriedade impedia a empresa de escolher as opções que atendessem melhor ao interesse dela.

Para a FUP, a flexibilização abriu espaço para importantes descobertas pelas petroleiras internacionais. A representação de trabalhadores aponta ainda que a mudança fez com que blocos pudessem ser arrematados com menor ágio, ou seja, pagando mais barato.

Em Bumerangue, a BP ofereceu à União parcela de óleo excedente de 5,9%, caracterizando ágio de 4,24%. Ágio é a diferença entre o excedente mínimo exigido pelo leilão e o oferecido pelo lance.

“A mesma BP ofertou apenas 6,5% no bloco Tupinambá, arrematado em 2023, consolidando uma tendência de baixa compensação ao país e alta concentração de exploração por empresas estrangeira”, diz Deyvid Bacelar.

Como funciona o leilão

A descoberta do pré-sal foi tão significativa para o potencial de produção de petróleo brasileiro que levou o governo ─ com o aval do Congresso nacional ─ a mudar o regime que autorizava as empresas a explorarem a riqueza submersa.

Dessa forma, nas áreas de pré-sal vigora o regime de partilha. Nesse modelo, além de a petroleira pagar o chamado bônus de assinatura, a produção de óleo excedente (saldo após pagamento dos custos) é dividida entre a empresa e a União.

Quando é realizado o leilão, vence o direito de explorar a companhia que oferece a maior parcela de lucro à União, ou seja, maior percentual do excedente. As empresas pagam também royalties.

Essa regra é diferente do modelo de concessão, válido nos demais blocos de óleo e gás. No modelo tradicional, o risco de investir e encontrar – ou não – petróleo é da concessionária, que se torna dona de todo o óleo e gás que venham a ser descobertos. Além do bônus de assinatura ao arrematar o leilão, a petrolífera paga royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção).

Tanto no leilão de Bumerangue quanto no de Tupinambá, a BP disputou sozinha. Em Tupinambá, o ágio foi de 33,20%. 

Indústria defende modelo

A indústria do petróleo defende o modelo atual, com a Petrobras tendo apenas o direito de preferência. Procurado pela Agência Brasil, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás ─ que representa empresas do setor, entre elas a Petrobras ─ afirmou que a atual política brasileira de exploração e produção de óleo e gás, que prevê a presença de múltiplos operadores, tem demonstrado resultados positivos.

“A atuação de vários operadores, inclusive no pré-sal, permite aumentar o conhecimento geológico da região, acelerar a exploração e maximizar o potencial da bacia”, defendeu o presidente do IBP, Roberto Ardenghy.

“O IBP defende que a presença de diversas empresas, nacionais e internacionais, com suas diferentes tecnologias e expertises, distribui o risco, promove maior competição, atrai investimentos e, consequentemente, amplia a arrecadação de royalties e participações especiais para o país. Isso resulta em maior valor para a sociedade brasileira”, completou.

Agência Brasil pediu comentários à Petrobras sobre o modelo atual de preferência sem obrigatoriedade, mas não recebeu retorno. Na última sexta-feira (8), durante teleconferência com analistas e investidores, a presidente da companhia, Magda Chambriard, foi questionada sobre participação em outros tipos de leilão, como o de áreas não contratadas (quando o governo vende direitos de produção de campos ainda não contratados). Na resposta, Chambriard afirmou que “a empresa estará sempre presente em toda e qualquer oportunidade de leilão da ANP”.

“O território brasileiro é nossa casa e, quando se oferta áreas do pré-sal, então, nem se fala, claro que estaremos presentes do leilão,  é do nosso interesse”, respondeu.

Entretanto, Magda Chambriard ponderou os interesses da empresa. “Independentemente de qualquer coisa, isso só vai acontecer se fizer sentido econômico para nós. Ninguém aqui está pensando em nenhuma aventura desmedida. Se o projeto for bom, se o projeto estiver valendo a pena e se estiver previsto no nosso plano de negócios, é essa direção que vamos seguir”, afirmou.

Procurada pela Agência Brasil, a ANP afirmou que não cabe à instituição, enquanto agência reguladora, comentar leis aprovadas pelo Congresso. “A ANP cumpre a legislação em vigor e implementa políticas emanadas do governo”, disse em nota.

O MME não respondeu ao pedido de comentários.

Prós e contras

O professor Geraldo Ferreira, do Departamento de Engenharia Química e Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), lembrou que a alteração na lei e na postura da Petrobras se deu após mudança de governo, com a presidência de Michel Temer (2016-2018), o que Ferreira classifica como “mais orientada para o mercado”.

“A gestão da Petrobras também é trocada para ficar em sintonia com os novos tempos do mercado”, diz o professor, que cita prós e contras na mudança de legislação.

Ele assinala que, desonerando a Petrobras de ter que investir em todas as áreas, há uma flexibilidade que permite “desenvolvimento mais rápido onde a empresa não priorizaria”.

Por outro lado, Ferreira acredita que há “enfraquecimento do controle estratégico do setor de óleo e gás pelo Estado brasileiro”.

Entre os efeitos desse enfraquecimento estão “menor participação governamental por barril em alguns contratos, coordenação mais fraca para a política industrial e maior risco de subfinanciamento do Fundo Social — especialmente em empresas de petróleo com lances baixos, como a Bumerangue”.

O Fundo Social foi criado para que parte dos recursos que o governo arrecada no pré-sal seja destinada a áreas como saúde, educação e meio ambiente.

Para Ferreira, o atual cenário é mais favorável a empresas estrangeiras e isso, não necessariamente, é um incentivo para a indústria brasileira do petróleo.

“Somente se combinada com condições firmes e inteligentes que transformem a presença de operadores estrangeiros em capacidade doméstica, provendo a industrialização, formação de recursos humanos e absorção de tecnologia”, diz.

Caso contrário, completa o especialista da UFF, o Brasil será mero exportador de commodities (matérias-primas negociadas em larga escala e com preços internacionais). “Como ocorre desde o passado, sendo exemplos o ouro e diamante em Minas Gerais no século 19”, acrescenta.

Ferreira acredita também que a não onipresença da Petrobras no pré-sal resulta em “não haver mais garantia de liderança na coordenação do desenvolvimento de vários blocos, com planejamento e implantação associada de infraestrutura”.

Outros leilões

O próximo leilão de exploração será daqui a pouco mais de dois meses. É o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, marcado para 22 de outubro. Estarão em disputa 13 blocos exploratórios, localizados nas bacias de Santos e Campos.

Quinze empresas se habilitaram, entre elas as brasileiras Petrobras, Prio e 3R (Brava Energia), e as multinacionais Chevron (Estados Unidos), Ecopetrol (Colômbia), Equinor (Noruega), Petrogal (Portugal), Petronas (Malásia), QatarEnergy (Catar), Shell (anglo-holandesa), Total Energies (França), Karoon (Austrália), além das chinesas Cnooc e Sinopec.

Em junho, a ANP realizou o leilão do 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que incluía áreas na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, região considerada “o novo pré-sal”, com expectativa de grandes descobertas. A Petrobras já detém blocos na região, mas ainda precisa de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autoridade ambiental ligada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Foram oferecidos 19 blocos na região, sendo a Petrobras um dos destaques, com 10 áreas arrematadas, todas em consórcio com a americana ExxonMobil. Nove blocos foram adquiridos pela Chevron em consórcio com a chinesa CNPC.

Fonte: Agência Brasil

Granizo e ventos de 100km/h devem atingir sul do país nesta semana 

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O aprofundamento de um sistema de baixa pressão deve trazer instabilidade para a Região Sul nesta semana, em especial ao Rio Grande do Sul. No litoral gaúcho os ventos podem chegar a 100km/h em alguns locais, alerta a Defesa Civil. 

O tempo começa a piorar nesta segunda-feira (18), com previsão de precipitações de 5 a 30 milímetros (mm) nas regiões gaúchas de Oeste, Campanha, Missões e Centro, podendo chegar a 40mm em algumas localidades do Oeste.

Na terça (19), há previsão de temporais isolados, com eventual queda de granizo, chuva pontualmente intensa, descargas elétricas e rajadas de vento nas regiões Oeste, Campanha, Sul, Missões, noroeste, norte, centro e em parte da Costa Doce e do Litoral Sul. 

As chuvas podem superar os 60mm em algumas regiões gaúchas. Na quarta-feira (20), as rajadas de vento ficam entre 45 e 80 km/h pelo RS, podendo chegar aos 100 km/h no litoral gaúcho. Há possibilidade também de tempestade de raios. 

Com isso, o acumulado de segunda a terça em algumas regiões gaúchas pode chegar a 150mm de chuva, de forma rápida e pontual, aumentando a atenção com alagamentos. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, de perigo iminente, para os ventos costeiros no litoral gaúcho e na costa sul de Santa Catarina, com possível avanço de dunas sobre as construções. As condições devem durar das 18h de terça às 21h de quarta. 

No fim de julho, a passagem de um ciclone extratropical provocou estragos no RS, com ventos que chegaram a 105km/h em Porto Alegre. Nessa velocidade, a ventania é capaz de provocar destelhamentos, colapsos de estrutura e desligamentos de energia. Na ocasião, mais de 400 mil clientes gaúchos ficaram sem energia. 

Resto do país

Para o resto do país, são esperados vendavais também no Paraná, em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Na região de fronteira, do MS até o Acre, são esperadas chuvas com pancadas isoladas ao longo da semana.

Na área central do país, incluindo a maior parte do Centro-Oeste e do Sudeste, o tempo deve seguir firme ao longo da semana, e as temperaturas devem se manter elevadas, chegando a 38ºC em Cuiabá, por exemplo. 

Com exceção da costa sul da Bahia, a previsão é que a semana seja nublada ou com sol entre nuvens na maior parte do litoral brasileiro. Já no extremo norte, em Roraima e nas partes setentrionais do Amazonas, Pará e Amapá, o calor aliado à alta umidade provoca precipitações diárias. 

Fonte: Agência Brasil

STF confirma direito de recusar transfusão de sangue por religião

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O Supremo Tribuna Federal (STF) formou maioria para reafirmar o direito de negar transfusões de sangue por motivos religiosos, rejeitando recurso do Conselho Federal de Medicina, que buscava reverter a decisão favorável ao grupo Testemunhas de Jeová.

O julgamento dos embargos ocorre no plenário virtual, em sessão prevista para durar até as 23h59 desta segunda-feira (18). Votaram por negar o recurso o relator, ministro Gilmar Mendes, e os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça e Dias Toffoli. 

A maioria será confirmada caso não haja pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa ao plenário físico). A decisão tem repercussão geral, devendo ser observada por todos os tribunais do país. 

Em setembro de 2024, o plenário do Supremo decidiu por unanimidade que os cidadãos têm o direito de recusar a realização de procedimentos médicos por motivos religiosos. Esse é o caso, por exemplo, das testemunhas de Jeová, cuja fé não permite as transfusões de sangue. 

“A recusa a tratamento de saúde por razões religiosas é condicionada à decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente, inclusive quando veiculada por meio de diretivas antecipadas de vontade”, diz a tese estabelecida na ocasião. 

A tese vencedora também estabeleceu a possibilidade da realização de procedimento alternativo, sem a transfusão de sangue, “caso haja viabilidade técnico-científica de sucesso, anuência da equipe médica com a sua realização e decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente”.

A CFM recorreu da decisão alegando haver omissões na medida, pois o Supremo não teria esclarecido o que fazer em cenários nos quais o consentimento esclarecido do paciente não seria possível, ou em casos com risco de morte iminente. 

Dois casos concretos serviram de base para a decisão. Um dizia respeito a uma mulher de Maceió que se recusou a fazer uma transfusão para a realização de uma cirurgia cardíaca. O outro tratava de uma paciente do Amazonas que exigia o custeio pela União de uma cirurgia de artroplastia total em outro estado, em que poderia ser feita sem a transfusão de sangue. 

No voto seguido pela maioria, em que rejeitou o recurso da CFM, o relator Gilmar Mendes escreveu que, ao contrário do argumentado, os pontos de omissão foram levantados e esclarecidos no julgamento. 

“Em situações nas quais a vida do paciente esteja em risco, o profissional de saúde deve atuar com zelo, adotando todas as técnicas e procedimentos disponíveis e compatíveis com a crença professada pelo paciente”, reiterou o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Palmeiras e Cruzeiro vão duelar nas semifinais do Brasileirão Feminino

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Palmeiras e Cruzeiro avançaram neste domingo (17) e se enfrentarão nas semifinais do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Ambos os times buscam o título inédito na competição. Nos jogos de volta das quartas, realizados no mesmo horário nesta manhã, as palestrinas reverteram a mau resultado na primeira partida (derrota de 3 a 2) e aplicaram 3 a 0 contra o Flamengo na Arena Barueri, em São Paulo. Tainá Maranhão, Brena e Amanda Gutierres, artilheira do campeonato com 15 gols.

Já o Cruzeiro se classificou pela primeira vez às semifinais do Brasileirão Feminino ao derrotar o Bragantino por 2 a 0 no Estádio Independência, em Belo Horizonte, com gols de Letícia e Gisseli na segunda etapa. O jogo de ida no último domingo (10) terminou em 0 a 0.

A outra semifinal da Série A1 (primeira divisão) será entre Corinthians, atual hexacampeão, e São Paulo, que sonha com o primeiro título na história. As datas e horários das próximas partidas ainda serão definidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Palmeiras sobra na Arena Barueri

As Palestrinas entraram em campo decididas a reverter a desvantagem da derrota para o Flamengo no primeiro confronto das quartas. Mais ofensivo, o Verrdão abriu o placar aos 15 minutos com um golaço da atacante Tainá Maranhão. A camisa 29 recebeu a bola na esquerda, se livrou da primeira marcação e depois driblou a zaga antes de chutar colocado no canto superior da rede. A atacante já havia marcado duas vezes no jogo de ida das quartas no Rio de Janeiro e com o gol na Arena Barueri deixou tudo igual no placar agregado: 3 a 3.. Aos 27 minutos, o Palmeiras quase amplia com Brena, que viu a goleira Vivi adiantada e chutou do meio do campo, mas a goleira atenta espalmou para fora. No minuto seguinte, Vivi fez outra grande defesa, em chute de longe de Ingryd. Já aos 38 minutos, o Flamengo desperdiçou a melhor chance de chegar ao empate, após Cristiane tocar para Ju Ferreira fazer de cara para o gol, mas Cristiane coloca Ju Ferreira na cara do gol, mas a volante chutou para fora.

Após o intervalo, as Palestrinas voltaram ainda mais concentradas. Logo aos oito minutos, Brena enxerga novamente a goleira Vivi adiantada e não perdoa: arrisca um chute do meio-campo e faz belo gol de cobertura, ampliando para 2 a 0 a vitória das Palestrinas, que passam a mandar na partida. O Flamengo pouco construiu na segunda etapa. A melhor chance surgiu aos 28 minutos, na tentativa de Gláucia marcar de bicicleta, mas a bola passou por cima do travessão. Desorganizado em campo, o Rubro-Negro acabou dando espaço para as Palestrinas. Já aos 49 minutos, Greicy avança pela direita e cruza para Amanda Gutierres sem marcação cabecear e sela a vitória por 3 a 0 e a classificação do Palmeiras às semifinais.

Cruzeiro avança pela 1ª vez às semifinais

Mal a partida começou e o Bragantino perdeu um boa oportuniade de abrir o placar aos dois minutos, pós bola mal recuada pela goleira Camila. A partir daí, as Cabulosas – apelido do time feminino do Cruzeiro – tiveram boas oportunidades de gol. Aos 11 minutos, com Gaby Soares, chutou certeira da entrada da área, mas a goleira Thalya espalmou para fora. Quatro minutos depois, após cobrança de falta de Byanca Brasil, a zaga tenta desviar mas a bola sobrar para Vitória Calhau, que cabeceou no travessão. A goleira do Bragantino seguiu tendo o gol ameaçado. Aos 17 minutos, foi a vez de Byanca Brasil mandar por cobertura da entrada da grande área e Thayla evitou o gol mandando para escanteio. Depois, Byanca voltou a desferir novo chute aos 28 minutos, obrigando Thayla a ótima defesa. Já o Bragantino deperdiçou uma boa chance de inaugurar o placar aos 30 minutos: Ana Clara aproveitou falha da goleira Camila e chutou da entrada da pequena área. No entanto pegou mal na bola, que foi para fora.

Na segunda etapa, logo aos quatro minutos, Carol Tavares quase marca para o Bragantino ao desferir uma bomba, mas a bola explodiu no travessão, Três minutos depois, quem abriu o placar foram as Cabulosas: Letícia Ferreira se valeu do rebote da goleira Thayla para acertar um chute similar voleio no fundo da rede. A partir daí, o Cruzeiro passou a ditar o ritmo de jogo, obrigando Thayla a enfileirar boas defesas. Primeiro salvou o gol do Brangantino ao pegar uma bola venenosa de Byanca Brasil aos 18 minutos e, na sequência, evitou o gol de fora da área de Gaby Rodrigues. Mas, numa das tentativas de longe, Gisseli acabou ampliando aos 23 minutos: Thayla deu rebote ao tentar defender um chute de longe desferido por Isabela.de Isabela e a bola sobrou para Gisseli balançar a rede. O jogo seguiu movimentado, até o fim, mas terminou mesmo com a vitória do Cruzeiro por 2 a 0.



Fonte: Agência Brasil