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Relações com países sul-americanos são prioridades, diz Lula a Noboa

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (18), a ampliação do comércio com o Equador e disse que as relações com os países sul-americanos são prioridade para o Brasil.

Lula recebeu o presidente do Equador, Daniel Noboa, em visita oficial a Brasília e reafirmou a importância da diversificação comercial.

“Em um cenário global desafiador, em que rivalidades se agravam e instituições multilaterais são esvaziadas, é preciso firmeza na defesa da nossa independência. Para o Brasil, a autonomia é um sinônimo de diversificação de parcerias. Os laços com o Equador e com os demais vizinhos sul-americanos são prioridades para nós”, disse, em declaração à imprensa após o encontro.

De acordo com Lula, o Brasil voltará a importar bananas do Equador, conforme decisão judicial. Em 1997, o Brasil restringiu a importação do produto do país vizinho, em razão de questões fitossanitárias. Após um período de autorização de entrada, em 2017, novas suspensões e disputas foram estabelecidas.

O Brasil chegou a ser questionado pelo Equador na Organização Mundial do Comércio (OMC), que alegou violação de regras comerciais.

“Estamos dispostos a trabalhar por um comércio mais equilibrado, reduzindo barreiras a produtos equatorianos. Vamos começar cumprindo a decisão judicial que determinou a abertura do mercado brasileiro para a banana produzida pelo Equador. Iniciaremos pela banana desidratada e, até o fim do ano, concluiremos a análise e risco para a banana in natura”, disse Lula.

“Da mesma forma, tenho certeza de que o governo do Equador estará atento aos produtos de interesse do Brasil a começar pela carne suína”, acrescentou o presidente, ao destacar a necessidade de atualização do acordo entre Mercosul e o Equador.

“A recente entrada em vigor do nosso acordo de cooperação e facilitação de investimentos dará mais segurança aos negócios”, disse.

Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e Equador somou US$ 1,1 bilhão, com exportações brasileiras da ordem de US$ 970 milhões. Os principais itens exportados para o país vizinho são veículos, máquinas, medicamentos e produtos das indústrias de papel e celulose.

Criminalidade

O presidente brasileiro também falou sobre a cooperação para o combate ao crime organizado entre os países amazônicos e quer reforçar a parceria com o Equador no combate a ilícitos diversos.

“Vamos reabrir a adidância da Polícia Federal em Quito e já promovemos treinamento sobre investigação de crimes financeiros. Podemos fazer muito mais, desde ações para coibir atividades criminosas dentro de prisões até operações para reprimir o contrabando de armas”, disse.

Lula voltou a defender a regulação das redes digitais e responsabilização das big techs, grandes empresas de tecnologia que controlam essas redes.

“Expus ao presidente Noboa a urgência com que o governo e a sociedade brasileira vêm procurando enfrentar a criminalidade na esfera digital. Nossas sociedades estarão sob constante ameaça sem regulação das big techs. Esse é o grande desafio contemporâneo de todos os Estados.”

“As redes digitais não devem ser terra sem lei, em que é possível atentar impunemente contra a democracia, incitar o ódio e a violência. Erradicar a exploração sexual de crianças e de adolescentes é uma imposição moral e uma obrigação do Poder Público”, completou.

Atos oficiais

Entre os temas tratados por Lula e Noboa no encontro estão comércio e investimentos; combate ao crime organizado; desenvolvimento social; ciência e tecnologia; integração sul-americana; cooperação amazônica; meio ambiente; e mudança do clima.

Durante a visita oficial foram assinados atos nas áreas de segurança alimentar, inteligência artificial e agricultura familiar. O primeiro sobre cooperação técnica para a luta contra a fome e a pobreza, por meio da troca de experiências, estudos e conhecimentos entre os dois países.

Foi assinado ainda um memorando de entendimento para cooperação na área de inteligência artificial. O objetivo é fortalecer a cooperação acadêmico-científica e a capacitação de profissionais em infraestrutura de computação de alto desempenho, para o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial latino-americanos.

Por fim, foi estabelecido entendimento para promover políticas públicas sobre agricultura familiar, desenvolvimento agropecuário e rural sustentáveis, transição agroecológica, circuitos curtos de comercialização, sistemas públicos de abastecimento de alimentos, aumento da produção da agricultura orgânica e redução das perdas e desperdícios.

Após o encontro no Palácio do Planalto, Lula recepcionou Noboa e demais autoridades em almoço no Palácio Itamaraty.

 

Fonte: Agência Brasil

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,95%

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,05% para 4,95% este ano. É a décima segunda redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (18). A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,41% para 4,4%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em julho, pressionada pela conta de energia mais cara, a inflação oficial  divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou em 0,26%, sendo o segundo mês seguido de queda no preço dos alimentos, o que ajudou a segurar o índice. No acumulado em 12 meses, o IPCA alcançou 5,23%, acima do teto da meta de até 4,5%.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, no mês passado, após sete altas seguidas na Selic.

Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nos 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. 

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,21% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,87%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,87% e 2%, respectivamente.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.

Fonte: Agência Brasil

Prova de Vida já foi feita por 90% dos beneficiários do INSS

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O governo federal calcula que, em 2025, mais de 30,5 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) validaram a prova de vida, procedimento anual que garante a continuidade dos repasses previdenciários.

O número corresponde a 90% dos que precisam fazer o procedimento de comprovação de vida para garantir a continuidade dos benefícios.

“Trata-se de um procedimento importante para evitar fraudes e pagamentos indevidos e, por isso, ocorre periodicamente”, justifica a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A verificação costuma ser feita por meio de cruzamento de dados oficiais, o que possibilita, à maioria dos beneficiários, não ser necessária a ida ao banco ou mesmo o acesso ao Meu INSS para manter o benefício ativo.

No caso de beneficiários não localizados pelo sistema automático, uma notificação exclusiva é enviada pelo banco responsável pelo pagamento do benefício.

Alerta contra golpistas

O governo alerta que há golpistas tentando enganar aposentados e pensionistas com ligações e mensagens falsas, ameaçando corte do benefício, solicitando dados pessoais ou até marcando falsos agendamentos.

O INSS não liga pedindo a realização da Prova de Vida nem envia mensagens por WhatsApp, SMS ou aplicativos, ameaçando bloqueio imediato do benefício. Também não envia servidores às residências dos beneficiários para recolher documentos ou para fazer o procedimento de comprovação de vida.

“Desconfie de qualquer contato fora dos canais oficiais. Nunca informe dados pessoais, senhas ou documentos por telefone, mensagem ou para desconhecidos”, explicou a Secom.

Meu INSS e 135

Caso alguma dúvida persista, é possível, ao beneficiário, fazer consultas sobre a necessidade ou não de fazer a comprovação de vida por meio do aplicativo Meu INSS; e do telefone 135 (de segunda a sábado, das 7h às 22h).

Pelo Meu INSS, basta acessar o site ou aplicativo, fazer login com CPF e senha, e seguir as instruções para reconhecimento facial, caso seja solicitado. Procure então o serviço “Prova de Vida”. Se aparecer a data da última atualização, está tudo certo.

“Caso apareça a mensagem ‘Comprovação de vida não realizada’, será preciso regularizar a situação”, informou o Planalto.

 

Fonte: Agência Brasil

Barroso rebate acusação sobre “ditadura do Judiciário” no Brasil

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, rebateu nesta segunda-feira (18) acusações de que há no país uma “ditadura do Judiciário”.

Sem citar críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, Barroso disse que considera “imprópria e injusta” a acusação. O ministro participou de um evento em Cuiabá.

“Só afirma isso quem nunca viveu uma ditadura. Ditaduras são regimes políticos com falta de liberdade, em que há censura, pessoas que são aposentadas compulsoriamente. Nada disso acontece no Brasil”, afirmou.

Barroso também descartou rumores de que deixará o Supremo após sair da presidência da Corte. “Não estou me aposentando, estou feliz da vida”, completou.

No dia 29 de setembro, Barroso deixará o cargo após completar mandato de dois anos. Ele será sucedido por Edson Fachin. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes.

Ataques ao judiciário

A Justiça Brasileira tem sido alvo de ataques de autoridades dos Estados Unidos, que acusam o Supremo Tribunal Federal de violar a liberdade de expressão em decisões contra empresas de tecnologia americanas e de perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da trama de golpe de Estado que culminou no 8 de janeiro de 2025, quando apoiadores de Bolsonaro atacaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

>> Entenda como será o rito do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF

No fim de julho, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou sanções financeiras contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com base em uma lei local, a Lei Magnitsky, criada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior. O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar “prisões arbitrárias”.

As tentativas de interferências na Justiça Brasileira tiveram início depois que o deputado federal Eduardo Boilsonaro se licenciou do cargo na Câmara e foi aos Estados Unidos, passando a defender sanções contra ministros do STF e ações contra o Brasil. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de nova investigação para apurar tentativa de obstrução do processo penal contra Eduardo e o pai, Jair.

Os americanos também citaram esses argumentos para justificar as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre importações vindas do Brasil. Apesar de prever mais de 700 exceções, as tarifas afetam setores importantes da economia brasileira, como o agronegócio.

>> Saiba quais são as medidas do Plano Brasil Soberano

Motim no Congresso

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro protagonizaram recentemente um motim no Congresso Nacional contra a decisão em que Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro, pelo descumprimento reiterado de medidas cautelares.

Deputados e senadores ocuparam as mesas diretoras das duas Casas para obstruir as votações, até que fosse votado um projeto que prevê anistia aos condenados e acusados pelos ataques do 8 de janeiro, além de um pedido de impeachment de Moraes e mudanças no foro de senadores e deputados para que eles não fossem mais julgados pela suprema corte. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), enviou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 deputados da oposição que participaram do motim.

Fonte: Agência Brasil

Fuvest abre inscrições para o vestibular

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As inscrições para a prova da Fuvest, porta de entrada para a Universidade de São Paulo (USP), começaram nesta segunda-feira (18). Uma novidade da edição deste ano é a indicação do local de preferência para a prova. 

De 13 a 17 de outubro, os candidatos da primeira fase podem indicar a escola que desejam fazer o vestibular na área do candidato no site da Fuvest.

A escolha será somente nas cidades ou regiões da capital em que há duas ou mais escolas aplicadoras para a área de atuação desejada pelo candidato.

A taxa de inscrição é R$ 211 e R$ 105,50 caso tenha direito à redução de taxa.

Inscrição

Após criar uma conta no site da Fuvest, o próximo passo para a inscrição no vestibular é a comprovação de documentos. O candidato deve apresentar CPF, documento de identificação com foto, uma foto do rosto, sem acessórios ou filtros, e um e-mail de fácil acesso.

O candidato deve escolher a carreira e curso que deseja concorrer. O vestibulando pode escolher até quatro cursos. A Fuvest criou um guia digital que orienta sobre as possibilidades de carreiras e apresenta informações sobre a USP.

A inscrição estará garantida após o candidato pagar a taxa e escolher o local da prova. 

Calendário

  • Data limite para inscrição no vestibular e pagamento da taxa: 7 de outubro.
  • Indicação de local de preferência para a prova: de 13 a 17 de outubro. 
  • Divulgação dos locais de prova: 31 de outubro.
  • Prova de conhecimentos gerais: 23 de novembro.
  • Lista de convocação para a 2ª fase e divulgação dos locais de prova: 1º de dezembro.
  • Provas da 2ª fase: 14 e 15 de dezembro.
  • Primeira lista de chamada para matrícula: 23 de janeiro de 2026.

* Estagiário sob supervisão de Eduardo Luiz Correia

Fonte: Agência Brasil

UEG abre seleção para 300 vagas remanescentes do Vestibular 2025/2

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Sala de aula na UEG_Marcelo Pedro
UEG oferece vagas para cursos com atividades presenciais e EAD em várias áreas (Foto: Marcelo Pedro)

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) informa que está aberto o edital de seleção para aproveitamento de vagas remanescentes do Vestibular 2025/2, destinadas a alunos que queiram ingressar ainda neste semestre nos cursos de graduação da universidade por meio do aproveitamento de seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

São ofertadas 162 vagas em 13 cursos de graduação presencial e 138 vagas em dois cursos na modalidade Ensino à Distância (EAD).

Entre os cursos presenciais estão Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Farmácia, Gastronomia, Medicina Veterinária, Química Industrial e Zootecnia. Já as vagas de EAD são para os cursos superiores de Tecnologia em Gestão de Turismo e Tecnologia em Desenvolvimento de Sistemas para Internet.

Os candidatos interessados podem fazer suas inscrições gratuitamente até a próxima sexta-feira (22/8) pelo site nucleodeselecao.ueg.br, onde também estão disponíveis os editais. Podem concorrer às vagas candidatos que tenham concluído o ensino médio e realizado o Enem nos anos de 2015 a 2025, tendo obtido resultado igual ou superior a 200 pontos na média das notas das quatro provas objetivas e da redação, não tendo tirado zero em nenhuma delas.

A classificação dos candidatos será feita por ordem decrescente da média das quatro provas objetivas e da redação do Enem, respeitando-se o limite de vagas de cada curso, cidade e turno indicados no formulário de inscrição.

Serviço

Confira o passo a passo
Para fazer sua a inscrição, o candidato deve acessar o endereço eletrônico nucleodeselecao.ueg.br até a próxima sexta-feira (22/8) e:

  • Ler o Edital;
  • Fazer o cadastro geral, por meio do CPF, e guardar a senha gerada;
  • Preencher o formulário de inscrição;
  • Gerar e imprimir o comprovante de inscrição.

Universidade Estadual de Goiás – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Mais de 70% das metas do GDF avançam conforme o planejado, aponta relatório

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Com o objetivo de demonstrar o comparativo entre o que havia sido previsto no Plano Plurianual (PPA 2024/27) e as políticas públicas que realmente foram executadas pelo Governo do Distrito Federal no ano passado, técnicos da Secretaria de Economia apresentaram um relatório de monitoramento à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) em Reunião Pública presidida pelo deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) nesta segunda-feira (18).

O parlamentar ressaltou a importância do acompanhamento realizado pela pasta, pois a análise auxilia na identificação de avanços, gargalos e desvios de execução do orçamento, permitindo corrigir incorreções durante o curso de realização das metas sugeridas pelo PPA.

“O PPA é um dos instrumentos mais importantes que temos. Ele vai ser o guia de um período de governo de quatro anos, em que temos condições de planejar e estruturar as metas e os indicadores. É muito difícil você chegar em algum lugar se você não sabe como chagar até lá”, avaliou Pedrosa.

O distrital afirmou ainda que vai submeter o relatório aos demais deputados para que possam fazer questionamentos e sugestões futuras.

 

Presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa. Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

Execução do orçamento em 2024

O documento apresentado pelo chefe da Unidade de Planos e Programas, Rafael Duarte, aponta que no PPA estavam previstos R$ 61,08 bilhões em orçamento para 2024, mas o valor total liquidado alcançou R$ 63,61 bilhões.

O incremento foi impulsionado principalmente pelo desempenho do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, que liquidou 108,14% do previsto – cerca de R$ 3 bilhões a mais que o descrito no PPA. O Fundo Constitucional do DF – responsável por aportes nas áreas da saúde, segurança e educação –, executou 97,96% do total programado, uma diferença de R$ 473 milhões para menos do que constava no plano.

Já na parte do orçamento destinada ao investimento das estatais, há ligeiro acréscimo no que foi de fato liquidado com relação ao que era previsto. No PPA constavam R$ 2,09 bilhões para a área e foram executados R$ 2,1 bi.

 

A apresentação foi feita pelo chefe da Unidade de Planos e Programas, Rafael Duarte.
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

 

Indicadores e metas

O relatório apresenta os indicadores do PPA, que são instrumentos de medição e servem para acompanhar e avaliar o desempenho das políticas públicas, mostrando se os objetivos foram alcançados em 2024. Ao todo, são 224 indicadores, como, por exemplo, a “Taxa de Adolescentes em Medidas Socioeducativas”, a “Taxa de Evasão Universitária” e a “Cobertura Vacinal em Crianças Menores de 1 Ano”.

O documento demonstra que 76,44% dos indicadores avaliados atingiram entre 76% e 100% das metas estabelecidas, enquanto 7,56% ficaram entre 51% e 75%. Apenas 6,67% tiveram desempenho inferior a 25%. As principais razões para resultados abaixo do esperado foram de ordem administrativa (45,45%), técnica (9,1%) e orçamentária ou financeira (pouco mais de 3% somadas).

O monitoramento também faz uma avaliação sobre as metas, que estabelecem compromissos concretos que o governo assume para alcançar determinados resultados. A título de exemplo, na área da saúde, o GDF estabeleceu a meta de “ampliar de 25% para 80% o monitoramento entomológico por meio de ovitrampas em áreas urbanas”; na segurança pública, estabeleceu “construir a Penitenciária III do Distrito Federal”; e na educação, “ampliar o número de sedes construídas de Conselhos Tutelares de sete para nove”.

Dentre as 439 metas monitoradas, 70,04% estavam em andamento conforme o previsto, 2,42% concluídas, e 15,64% em desconformidade com o planejamento.

As Ações Não Orçamentárias — atividades que não demandam aporte direto de recursos financeiros — também apresentaram bom desempenho: 66,01% estavam em andamento conforme o previsto e 9,57% concluídas. Ainda assim, 14,85% não foram iniciadas e 9,57% estavam em desacordo com o planejamento. Problemas administrativos (55,81%) e técnicos (24,42%) lideraram as justificativas para atrasos.

Eixos temáticos

O relatório detalha ainda a execução por eixos temáticos, que agrupam programas e ações conforme áreas prioritárias como saúde, educação, segurança, meio ambiente e desenvolvimento social. Na educação, incluindo recursos do Fundo Constitucional, a execução totalizou R$ 12,26 bilhões, acima do previsto (R$ 11,5 bi). Na saúde, também com aporte do Fundo Constitucional, foram executados R$ 12,33 bilhões, R$ 1,4 bilhão a mais do que que constava no PPA. A segurança pública recebeu R$ 12,43 bilhões, com forte participação dos repasses federais.

O Eixo de Desenvolvimento Econômico apresentou execução de R$ 1,54 bilhão, superior ao previsto no PPA, enquanto o Desenvolvimento Social somou R$ 2,16 bilhões, englobando programas de assistência social e direitos humanos. No Meio Ambiente, apesar de dotação inicial de R$ 281 milhões, a execução ficou em R$ 283,6 milhões, revelando reforço nos investimentos ao longo do exercício.

O documento reforça que a execução orçamentária e financeira está alinhada ao Plano Estratégico 2019-2060 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, integrando ações transversais entre áreas como saúde, educação, segurança, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Segundo o governo, o desafio permanece em conciliar a execução de curto prazo com o planejamento de médio e longo prazos, garantindo responsabilidade fiscal e avanços na entrega de políticas públicas.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

 

A avaliação indica que, apesar dos avanços na execução orçamentária e na maioria dos indicadores e metas, há gargalos administrativos e técnicos que precisam ser superados para garantir maior eficiência. A integração entre órgãos e a melhoria dos processos de gestão são apontadas como prioridades para os próximos anos do PPA, com o objetivo de maximizar resultados e assegurar que o orçamento previsto seja convertido em benefícios concretos para a população do Distrito Federal.

Para o secretário executivo de finanças da Secretaria de Economia, Thiago Conde, o monitoramento dos índices é uma excelente oportunidade de o Poder Executivo mensurar o impacto de suas ações e as áreas que carecem de maior aporte de recursos.

“O resultado primordial é o atendimento à população. Apesar de todos os percalços orçamentários que a gente tem, conseguimos verificar uma entrega significativa e satisfatória de resultados à população”, avaliou Conde.

A reunião pública, que teve transmissão ao vivo pelo YouTube da Casa, contou ainda com a participação da subsecretária de planejamento governamental, Luiza Londe. O relatório completo pode ser acessado na página da CEOF no portal da Câmara legislativa.

Fonte: Agência CLDF

Lideranças comunitárias recebem homenagem na Câmara Legislativa

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O deputado Eduardo Pedrosa ressalta a importância do líder comunitário na mediação de demandas locais e na interlocução com os órgãos do GDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza sessão solene nesta terça-feira (19), a partir das 19h, em homenagem às lideranças comunitárias do Plano Piloto, incluindo prefeitas, prefeitos, presidentes e vice-presidentes de associações de moradores, em reconhecimento ao trabalho voluntário e essencial que desenvolvem em prol da organização, do bem-estar e do desenvolvimento de suas comunidades.

A homenagem é uma iniciativa do deputado Eduardo Pedrosa (União) e será realizada no plenário da Câmara. Na opinião do distrital, as lideranças são “representantes legítimos da sociedade civil, eleitos de forma democrática ou escolhidos por seus pares, que dedicam seu tempo, de maneira voluntária, à promoção do bem-estar coletivo, à mediação de demandas locais e à interlocução com os órgãos do Governo do Distrito Federal”.

Pedrosa acredita que a atuação dessas lideranças é essencial para o fortalecimento da cidadania e para a construção de soluções que atendam às reais necessidades da população.

“Reconhecer publicamente essa atuação, por meio de uma sessão solene, é valorizar o compromisso cívico e a participação ativa dessas lideranças na construção de uma cidade mais justa, organizada e democrática”, justificou o parlamentar.

Fonte: Agência CLDF

EUA querem impor solução constitucionalmente impossível para o Brasil

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje (18), que o Brasil continua buscando manter um diálogo com os Estados Unidos (EUA) para tentar reduzir a aplicação de uma tarifa de 50% às exportações brasileiras. No entanto, afirmou ele, a negociação não tem sido possível porque os Estados Unidos insistem em impor ao Brasil uma solução “constitucionalmente impossível”. Para o ministro, está ocorrendo “um dificuldade de compreensão do que se passa no Brasil”.

“Hoje nós temos documentos oficiais demonstrando que a negociação só não ocorre porque os Estados Unidos está tentando impor ao Brasil uma solução constitucionalmente impossível, que é Executivo se imiscuir em assuntos de outro poder, que é o Poder Judiciário. Nós não temos uma situação constitucional que nos permita, política e juridicamente, atuar no caso. Então, gerou-se um impasse que é pedir o que não pode ser entregue”, falou.

Segundo o ministro, o comércio bilateral entre os dois países já representa hoje metade do que foi nos anos 80 e a tendência, afirmou ele, é que continue caindo ainda mais.

“Nós tínhamos exportações da ordem de 25% com os Estados Unidos, hoje elas significam 12% e, pelo andar dos acontecimentos, eu acredito que o comércio bilateral, infelizmente, vai cair ainda mais”, disse.

Na manhã de hoje, Haddad participou da cerimônia de abertura do evento FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030: Uma Nação de Oportunidades, promovido pelo Times Brasil/NBC, em parceria com o Financial Times, em São Paulo.

Durante a entrevista ao canal de TV, o ministro também disse que o cancelamento da reunião que ele teria com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi provocado por interlocutores da extrema-direita brasileira. Ele ressaltou que o ministério tem todos os documentos para comprovar as tratativas com o governo americano e detalhou o encontro que teve com Scott Bessent em maio havia sido positivo.

“[Foi uma reunião] excelente. Agora, o que mudou de maio para julho, tem que ser perguntado para eles”.

Segundo ele, causou estranhamento o fato da reunião ter sido cancelada e, no mesmo momento em que ela ocorreria, Bessent ter aparecido conversando com um “concorrente” do governo brasileiro [no caso, o deputado federal Eduardo Bolsonaro]. Para Haddad, cada país tem uma maneira de proceder em situações como essa, mas ele disse que jamais cancelaria uma reunião que tivesse sido agendada.

“Eu nunca faria cometeria uma deslealdade dessa com um homólogo meu de outro país, por mais hostil que o outro país fosse. Se eu marquei um compromisso, eu cumpro”.

Mais tarde, em entrevista a jornalistas, Haddad comentou que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro tem trabalhado “para impedir que as negociações se estabeleçam”. E que, neste momento, o governo brasileiro está trabalhando para regulamentar o plano de contingência para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano.

“A tarefa dessa semana é regulamentar o plano de contingência, fazer chegar na ponta os recursos liberados e proteger o Brasil dessa agressão externa”, disse a jornalistas.

Para o ministro, o plano de contingência “está bem calibrado” e não precisará ser ampliado.

“Se o cenário se confirmar, eu não vejo razão para ampliar. Mas vamos ver o desdobramento da coisa. Nesse momento, eu devo dizer que não”.

Globalização

Para Haddad, o movimento atual que está sendo feito pelo governo Trump, inclusive com a imposição de novas tarifas, indica que os Estados Unidos decidiram “mudar o jogo” da globalização.

“Eles venderam para o mundo a globalização, com desregulamentação financeira, a descentralização das atividades produtivas, o ganho de eficiência que isso ia gerar, a acumulação flexível. E aí, quando eles perceberam que eles ganharam muito, mas que a China ganhou ainda, aí [decidiram] ‘vamos melar o jogo’, ‘vamos mudar o jogo’”, falou.

Segundo o ministro, os Estados Unidos ganharam muito com a globalização, mas enfrentaram um “desafio inesperado” e decidiram “mudar as regras do jogo”.

 

Fonte: Agência Brasil

FGV: com juro alto, economia desacelera e cresce 0,5% no 2º trimestre

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A economia brasileira cresceu 0,5% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. O resultado mostra desaceleração, uma vez que, no primeiro trimestre, a alta tinha sido de 1,3%.

As estimativas são do Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro.

O levantamento apresenta estimativas sobre o comportamento do PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve como prévia do dado oficial, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de maio para junho, houve expansão também de 0,5%, segundo a FGV. Esses dados são dessazonalizados, ou seja, foram excluídas variações típicas da época do ano, para que efeitos do calendário (por exemplo, diferença no número de dias úteis) não distorçam a comparação entre períodos diferentes.

O Monitor do PIB aponta que a economia brasileira cresceu 2,4% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2024. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 3,2%. Em termos monetários, a FGV estima o PIB do primeiro semestre em R$ 6,109 trilhões.

Freio dos juros altos

Juliana Trece, economista do Ibre, explicou que o crescimento do segundo trimestre se deve aos desempenhos dos setores de serviços e da indústria. Nos serviços, detalha ela, “este crescimento foi disseminado na maior parte das atividades”.

Já na indústria, o desempenho positivo foi concentrado na atividade extrativa, “o que mostra maior fragilidade do setor”.

Segundo Trece, a “relevante desaceleração” do crescimento no segundo trimestre pode ser atribuída tanto por não ter havido a forte contribuição positiva da agropecuária que houve no primeiro trimestre, quanto pelo “efeito defasado do elevado patamar dos juros na atividade econômica”.

O levantamento evidencia que o consumo das famílias, apesar de mostrar crescimento, apresenta números declinantes desde o fim de 2024. No quarto trimestre daquele ano, a expansão foi de 3,7%. No primeiro trimestre de 2025, 2,6%; e no segundo trimestre, 1,5%. Todas as comparações são em relação ao mesmo período dos anos anteriores.

Por que juros altos?

A escalada dos juros começou em setembro do ano passado, quando a taxa básica (Selic) saiu de 10,5% ao ano e, gradativamente, chegou aos atuais 15%, maior nível desde julho de 2006 (15,25%). 

A taxa Selic é decidida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e consiste na principal forma de a instituição fazer a inflação convergir para a meta estipulada pelo governo ─ de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desde setembro de 2024, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está acima do teto da meta (4,5%).

Uma face do juro alto é o efeito contracionista, que combate a inflação. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e desestimula investimentos, uma vez que pode valer mais a pena manter o dinheiro investido, rendendo juros altos, do que arriscar em atividades produtivas.

Esse conjunto de efeitos freia a economia. Daí vem o reflexo negativo: menos atividade tende a ser sinônimo de menos emprego e renda. De acordo com o Banco Central, o efeito da Selic na inflação leva de seis a nove meses para se tornar significativo, coincidindo com a percepção do Monitor do PIB.

PIB oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado também nesta segunda-feira (18), que indicou expansão de 0,3% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, o IBC-Br sobe 3,9%.  

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A divulgação referente ao segundo trimestre será no dia 2 de setembro.

Fonte: Agência Brasil