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Motta: adultização é tema que saiu das telas e ganhou as ruas

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu hoje (20) a votação do Projeto de Lei (PL) nº 2.628 de 2022, que obriga plataformas digitais a tomarem medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos ilegais ou considerados impróprios para determinadas faixas etárias. A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital foi tema de debate, nesta quarta-feira, no plenário da Casa.

O tema da adultização ganhou destaque após a divulgação de um vídeo pelo influenciador Felipe Bressanim, o Felca, denunciando o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas a fim de conseguir engajamento e monetização dos canais. Motta avaliou que a discussão “saiu das telas e ganhou as ruas”. “Virou conversa de família, de bar, de escola, de igreja. E que bom que isso aconteceu, porque hoje o tema também ganha o Congresso Nacional”.

“O Brasil inteiro viu aquele vídeo. O país inteiro se chocou. Mas, mais do que o choque, o país se moveu”, disse. “E o Congresso nada mais é do que a extensão da rua, o ouvido e a pele da sociedade. Proteger nossas crianças não é escolha, não é gesto de governo, não é pauta de partido. É obrigação moral de qualquer pai, de qualquer mãe, de qualquer ser humano que entenda a dimensão do próximo. A própria palavra criança vem de criar. Criar exige tempo, exige cuidado, exige respeito.”

“Uma infância roubada não se recupera. Se falharmos nesse dever, que sentido tem a política? Que sentido tem um Parlamento? Que sentido tem viver em sociedade se não somos capazes de proteger aquilo que nos dá futuro?”, questionou o presidente da Câmara, ao citar que, ao longo das últimas semanas, o Brasil despertou para “uma urgência que já não pode mais ser empurrada adiante”.

“Essa Casa tem a chance de escrever uma página histórica, de construir, com os melhores especialistas e com a força de todos os deputados, a lei que vai blindar a infância brasileira contra a exploração, a violência e a perversão do nosso tempo”, disse. “Essa não será apenas mais uma lei. Será um pacto. Um pacto entre gerações, para que cada criança deste país tenha o direito sagrado de viver sua infância com dignidade, com inocência e com respeito”, concluiu Motta.

Momento crucial

Em sua fala, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, avaliou o momento como “crucial e decisivo” para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. “É imprescindível que essa Casa aprove o PL 2.628, que já passou por um amplo diálogo, com a participação social direta. Sabemos o quanto a ausência de responsabilização e regulação contribui para a manutenção da impunidade, uma marca infeliz que o país carrega quando o assunto são as violações de direitos humanos de grupos historicamente vulnerabilizados”.

“Todos perdem com a impunidade. Todos estão expostos e sofrem com esses efeitos danosos. Isso está exposto na saúde mental, nos relacionamentos interpessoais e nos censo de vida coletiva das crianças e adolescentes e de nossas famílias, tão massacradas pela ilusões que as redes sociais promovem em nossa sociedade quando não há limites e regramentos nítidos.”

>> Conheça projeto que regula redes sociais para crianças e adolescentes

Durante o debate, Macaé lembrou do “imenso potencial democrático e de acesso a direitos” que o mundo digital permite, mas alertou que a ausência de regras que protejam os mais frágeis inverte essa lógica, “priorizando violência, ódio e lucro financeiro em detrimento da vida de nossas crianças”.

“Todo nós sofremos com essa realidade, mas a proteção de crianças e adolescentes é um imperativo moral e ético já estabelecido em marcos de fundamental importância, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.

“Não é possível conviver em um ambiente no qual o engajamento ao ódio seja a marca do conteúdo que será entregue ou visualizado, deixando o bem-estar e as noções universais dos direitos humanos de lado. Nessa conta, perdemos todas e todos. Por essa razão, nosso Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, manifesta-se de forma favorável ao Projeto 2.628 de 2022”, concluiu a ministra.

Responsabilidade compartilhada

Em sua fala, a coordenadora de Relações Governamentais do Instituto Alana, organização de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, Tayanne Galeno, lembrou que o mesmo plenário que promove o debate hoje aprovou o que ela considera o artigo mais importante da Constituição brasileira: o 227, “o único que alia as palavras absoluta e prioridade e estabelece que família, Estado e sociedade têm o dever de garantir os direitos de crianças e adolescentes”.

“Gostaríamos de ressaltar a importância que a Câmara dos Deputados, sob a liderança dom presidente Hugo Motta, tem de equiparar os direitos de crianças e adolescentes do Brasil, que representam um quarto da população brasileira, a outras legislações internacionais que versam sobre seus direitos em ambiente digital. Hoje, crianças e adolescentes brasileiros estão sendo tratados com menos proteção do que são tratadas em outros países.’

“O artigo 227 da Constituição traz a noção da responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias e sociedade na promoção da prioridade absoluta de crianças e adolescentes. O PL 2.628 convoca as empresas de tecnologia a, enfim, partilharem dessa responsabilidade”, destacou. “Apoiamos a aprovação desse projeto, para que tenhamos uma resposta à sociedade brasileira, que anseia por essa proteção”. 

Outro lado

Ainda durante o debate, a gerente de Políticas de Segurança e Bem-Estar da Meta na América Latina, Taís Niffinegger, classificou a discussão como “tão urgente e tão necessária quanto a proteção de crianças e adolescentes em ambiente digital”. “Para nós, a segurança dos jovens nas nossas plataformas é uma prioridade. Para tanto, adotamos uma abordagem em múltiplas camadas, a fim de proteger os usuários, especialmente os mais vulneráveis”.

A Meta, segundo ela, investe continuamente em segurança de jovens em suas plataformas. Dados destacados pela gerente dão conta de que, globalmente, mais de 40 mil colaboradores da empresa atuam na área de segurança, incluindo revisores de conteúdo e equipes especializadas em jovens e em grupos de risco. Ainda de acordo com Taís, nos últimos 10 anos, a Meta investiu mais de US$ 30 bilhões em segurança online, priorizando a integridade da plataforma e a segurança dos usuários.

“Ao pensar na nossa abordagem para enfrentar a segurança infantil, existem três principais pilares: prevenção, controle e resposta. Queremos que os adolescentes tenham experiências positivas e apropriadas para a sua idade nos nossos aplicativos e trabalhamos para impedir que criminosos se utilizem das nossas plataformas para se aproximarem de menores de idade.”

“Investimos continuamente para detectar e remover conteúdos e comportamentos impróprios nos nossos serviços e aperfeiçoamos nossas políticas e recursos para fazer frente a essas novas formas de ameaça. Nossas políticas não permitem nudez, abuso e exploração de menores. Isso inclui o compartilhamento ou solicitação de imagens de exploração infantil, interações inadequadas e sexualização explícita de menores”, completou.

Segundo Taís, a empresa mantém ainda regras contra formas mais implícitas de sexualização, além de remover contas dedicadas a compartilhar imagens aparentemente inofensivas de menores quando existem comentários “ou qualquer forma de deturpar esse conteúdo”. “Utilizamos tecnologia para identificar contas de adultos que demonstrem comportamento potencialmente suspeito e fornecemos também ferramentas como bloqueio e denúncia”.

“Reitero que nossos esforços para poder manter os jovens protegidos de maneira direta e indireta é continuo. Estamos comprometidos em seguir aperfeiçoando a nossa tecnologia e o investimento em novas funcionalidades para oferecer uma experiência mais segura para os jovens e coibir a ação de atores mal-intencionados”, concluiu.



Fonte: Agência Brasil

Relatório da PF diz que Bolsonaro movimentou R$ 30,5 milhões em um ano

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Informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o ex-presidente Jair Bolsonaro movimentou R$ 30,5 milhões nas suas contas bancárias entre março de 2023 e junho deste ano.

Os valores fazem parte do relatório de inteligência financeira, que foi usado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que indiciou Bolsonaro e um de seus seu filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no caso do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

“No período de 01/03/2023 a 07/02/2024, foram movimentados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos, cujos resumos por tipo de lançamento constam nas tabelas a seguir”, escreveu a PF.

O relatório não cita ilegalidades quanto à origem dos recursos movimentados por Bolsonaro, mas relata cerca de 50 comunicações de movimentações atípicas envolvendo o ex-presidente e pessoas ligadas a ele, como o filho, Eduardo, e a esposa, Michele Bolsonaro.

Das 50 comunicações, quatro informaram operações suspeitas em contas de Bolsonaro e outras quatro nas contas de Eduardo. Outras 42 operações foram feitas em contas de terceiros.

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Segundo os investigadores, as movimentações “apresentam indícios de possíveis práticas de lavagem de dinheiro ou outros ilícitos, tendo os principais investigados como vinculados às referidas movimentações”.

Entre as operações atípicas envolvendo Bolsonaro, consta o repasse de R$ 2 milhões para bancar a estadia de Eduardo nos Estados Unidos. A transferência foi feita no dia 13 de maio deste ano.

O repasse já era de conhecimento público e foi confirmado pelo próprio Bolsonaro. O dinheiro faz parte do montante de R$ 19 milhões recebido em doações de apoiadores, via Pix, entre 2023 e 2024.

O Coaf registrou outra operação de R$ 2 milhões da conta de Bolsonaro para Michele Bolsonaro. De acordo com a PF, a quantia foi omitida pelo ex-presidente no depoimento prestado durante as investigações.

No caso de Eduardo, foi encontrada uma operação de câmbio de R$ 1,6 milhão para uma conta no banco Wells Fargo, nos Estados Unidos. A operação foi realizada no dia 26 de maio deste ano.

“Adicionalmente, a empresa [corretora]declarou, na mesma comunicação, que o valor teria como origem uma doação realizada por seu genitor, Jair Bolsonaro, conforme indicado em extrato bancário encaminhado à corretora”, completou o relatório.

As informações financeiras também apontam que Bolsonaro teve despesas de R$ 6,6 milhões com dois escritórios de advocacia. 

Defesa

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Bolsonaro e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação. 

Mais cedo, os advogados do ex-presidente disseram que foram surpreendidos com o indiciamento. 

Fonte: Agência Brasil

Exame de Residência bate recorde com 138 mil candidatos inscritos

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A edição 2025 do Exame Nacional de Residência (Enare) registrou o número recorde de 138.974 inscritos, o que representa um crescimento de 56% em relação à prova do ano passado, que contou com mais de 89 mil inscritos.

A residência médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação, destinada somente a médicos formados, sob a forma de cursos de especialização na área escolhida.

A residência médica conta com atividades de treinamento em serviço e teórico-práticas complementares, realizadas dentro de instituições de saúde, universitárias ou não. Os residentes atuam sob a orientação e supervisão de profissionais médicos de elevada qualificação ética e profissional. 

Dos quase 139 mil inscritos no Enare 2025,  51 mil estão interessados em residência uni e multiprofissional, contemplando 15 profissões da área da saúde. A residência uniprofissional foca em uma única profissão da área da saúde, enquanto a multiprofissional reúne profissionais de diversas áreas para atuarem em conjunto.

Outros 87 mil se inscreveram para residência médica. Desses, mais de 80 mil farão as provas de acesso direto via Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

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Vagas

Os candidatos do Enare concorrerão a 11.174 vagas ofertadas nas modalidades de residência médica, uni e multiprofissional, em 235 instituições. O número de vagas cresceu 28% em comparação com a última edição.

Pela primeira vez, o exame contará com a participação de instituições privadas com ou sem fins lucrativos, além das unidades públicas. 

Essas instituições ofertaram, nesta edição, 3.877 programas de residência reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), com vagas autorizadas e bolsas financiadas

Confira aqui as instituições participantes do Enare 2025, o mapa das vagas disponibilizadas e os editais disponíveis. 

Enare & Enamed 

Uma das principais novidades deste ano é a integração do Enare com o Enamed, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao MEC. 

O Enamed estreia em 2025 e será anual, em substituição ao Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) – Medicina. 

O Enamed é obrigatório para estudantes de medicina que concluem o curso em 2025. Estes formandos poderão optar por usar a nota obtida para concorrer a vagas em programas de residência médica de acesso direto pelo Enare. Os médicos que já se formaram em anos anteriores também puderam se inscrever para fazer o Enamed para disputar as vagas. 

A prova

A aplicação das provas ocorrerá no dia 19 de outubro. A edição de 2025 do exame será composta por uma única etapa obrigatória, eliminatória e classificatória: uma prova objetiva que corresponderá a 100% da nota final do candidato. 

A prova para os programas de residência médica de acesso direto será o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), com aplicação prevista em 225 municípios, 275% a mais que o número de cidades de 2024.

Já para os programas de residência médica com pré-requisito e para as residências uni e multiprofissional, a banca responsável será a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com aplicação em 60 cidades.  

Fonte: Agência Brasil

Secretaria de Saúde presta contas sobre primeiro quadrimestre à Comissão de Saúde

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Nesta quinta-feira (21), em audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal, gestores da Secretaria de Saúde do GDF prestaram contas sobre a atuação da pasta nos primeiros quatro meses deste ano aos deputados integrantes da Comissão de Saúde. Na ocasião, o secretário da pasta, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior apresentou os resultados alcançados e ouviu questionamentos e críticas de parlamentares e representantes da sociedade civil.

Orçamento – De acordo com os dados apresentados pelo governo, a dotação inicial do orçamento da Saúde saltou de R$ 11 bilhões em 2024 para R$ 13,1 bilhões em 2025, o que representa um aumento de 19,37% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados da secretaria apontam para uma despesa empenhada de R$ 4,8 bilhões até abril deste ano, sendo que R$ 3,4 bilhões foram efetivamente liquidados. Segundo os números apresentados, o Fundo Constitucional do DF responde por 61,6% dos recursos do orçamento da Secretaria de Saúde. O orçamento próprio do GDF representa 24,2% do total e os recursos do Ministério da Saúde representam 13,8% do total.

Para a presidente da Comissão de Saúde, deputada Dayse Amarilio (PSB), é preciso aumentar o aporte do GDF no orçamento da saúde. “A maior parte do dinheiro que usamos na Secretaria de Saúde vem do Fundo Constitucional. São 61.6% do fundo e 24,2% do orçamento do GDF. Estamos realmente investindo o dinheiro do GDF na saúde ou fica tudo por conta do fundo? Se for assim, isso se reflete na ponta. Na atenção primária, alguns projetos estão com 0% de execução. Além disso, a verba do Ministério da Saúde não tem sido utilizada”, apontou a parlamentar.

Já o deputado Gabriel Magno (PT) questionou a forma como o governo vem gerenciando o orçamento da Saúde. “Tem sido uma prática corriqueira do governo enviar um orçamento subestimando receitas e, ao longo do ano, emitir novas receitas sem autorização legislativa desta Casa. Por isso o governo gasta sem controle, sem fiscalização e sem planejamento. Esse valor que fica fora do orçamento fica sem controle, sem nem mesmo a possibilidade de disputa política para direcionar verbas para determinadas áreas do governo”, afirmou.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

O orçamento aprovado para a Saúde neste ano, na visão de Gabriel Magno, ainda é baixo. “Todas as LDOs dos últimos anos vieram com previsão orçamentária para nomeações na Saúde e terminamos todos esses anos sem conseguir efetivar essas nomeações. O orçamento deste ano para a Saúde é de R$ 13 bilhões. De acordo com o censo do IBGE, a população do DF é composta por 3 milhões de pessoas. Estamos falando de um orçamento anual de R$ 4.300 por pessoa, ou R$ 360 por mês. Nem o plano de saúde ofertado pelo GDF custa R$ 360 por mês. Alguns dizem que o SUS é muito caro, mas não há paralelo no mundo de um sistema como esse que custa somente R$ 360 por pessoa”, comparou o parlamentar.

O deputado também criticou o uso de emendas parlamentares como forma de financiar a Saúde do DF. “Já estamos com metade do recurso de investimento nas unidades de saúde provenientes de emendas parlamentares. A emenda parlamentar não pode ser o fator estruturante da política pública. Não pode servir para retirar a responsabilidade do estado. A Secretaria de Saúde não pode contar todos os anos com as emendas parlamentares. Isso está equivocado do ponto de vista do planejamento. A descentralização financeira é importante, pois dá mais dinamismo para os gestores da Saúde. Mas não podemos transformar isso numa política que retira a responsabilidade o Executivo de financiar o sistema e transfere essa responsabilidade ao Poder Legislativo”, argumentou.

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, garantiu que a pasta vai realizar nomeações de novos servidores e admitiu que há espaço para melhorias na gestão. “Há um planejamento de nomeações e estamos ansiosos para efetivá-las. O fato é que podemos fazer muito mais com o que nós temos. É preciso lembrar que o orçamento é finito e a expectativa de vida da população tem aumentado. Estamos buscando trabalhar para fazer a gestão de desperdícios, melhorar a gestão assistencial e buscar receitas de outros estados, pois atendemos muitos pacientes de fora do DF”, pontuou.

Atenção primária

Do orçamento reservado para financiar a atenção primária, que engloba o funcionamento de Unidades Básicas de Saúde, médicos da família, vacinação, acompanhamento de gestantes, atendimentos odontológicos, entre outros, 41% foi autorizado e somente 19% efetivamente liquidados.

“A atenção primária tem baixíssima execução. Verificamos que para a compra de equipamentos como ar-condicionado e reformas das estruturas, havia R$ 1 milhão empenhado e não foi executado nada. O mesmo vale para as previsões de reformas das Unidades Básicas de Saúde, nada foi executado. Precisamos reforçar a atenção primária, que é a porta de entrada do sistema”, observou a deputada Dayse Amarilio.

Para o secretário Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, há muita burocracia no sistema. “Os processos de compra são muito burocráticos. Sobre as reformas, temos uma equipe pequena para cuidar disso. Estamos buscando redesenhar o modelo, senão não vamos evoluir. Estamos buscando também experiências de outros estados”, prometeu o secretário de Saúde.

Os próprios números do governo evidenciam a baixa performance da atenção primária. Segundo os dados da Secretaria de Saúde, foram realizados 1,1 milhão de atendimentos individuais no primeiro quadrimestre de 2025, ante 1,5 milhão de atendimentos no mesmo período de 2024, representando uma queda de 24,12%. O número de procedimentos realizados apresenta resultado semelhante. No primeiro quadrimestre deste ano foram realizados 3,3 milhões de procedimentos, contra 4,2 milhões no primeiro quadrimestre de 2024, uma queda de 28,6% no número de procedimentos realizados.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

Força de trabalho

No primeiro quadrimestre deste ano, a força de trabalho ativa da Secretaria de Saúde estava composta por 32.122 servidores, ante 31.965 servidores no mesmo período de 2024. Técnicos de enfermagem representam a maior fatia de servidores da pasta, com 28% da força de trabalho. Em seguida, estão os servidores da assistência pública à saúde, com 18%, médicos, com 15%, enfermeiros, com 13%, especialistas em saúde, com 11%, vigilância ambiental e agentes comunitários de saúde, com 7% e cirurgiões-dentistas, com 2%.

Nos primeiros quatro meses deste ano, foram nomeados 228 novos servidores para a pasta, sendo 225 médicos, 2 técnicos de enfermagem e 1 cirurgião-dentista. No mesmo período, foram nomeados 343 servidores temporários, sendo 200 médicos generalistas, 80 padioleiros, 50 motoristas e 13 médicos neonatologistas.

A taxa de absenteísmo, que demonstra os índices de afastamento do trabalho, caiu de 10,75% no primeiro quadrimestre de 2024 para 9,50% no primeiro quadrimestre de 2025. Os principais motivos de afastamento são doenças infecciosas, doenças do sistema osteomuscular, doenças do aparelho respiratório e transtornos mentais ou comportamentais.

Para o promotor de justiça de defesa da saúde do Ministério Público do Distrito Federal, Clayton da Silva Germano, é preciso unidade nas ações do governo para viabilizar novas contratações. “A secretaria de Economia trava os processos de interesse da Secretaria de Saúde de tal maneira que há uma dificuldade muito grande para contratação de novos servidores da Saúde. Houve algumas nomeações, mas ainda há um déficit considerável. É preciso contratar mais gente. Infelizmente, nossos profissionais de saúde estão adoecendo e um dos motivos é a sobrecarga de trabalho”, apontou o promotor.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

Credenciamento da rede privada

O presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Domingos de Brito Filho, levantou uma questão sobre a origem dos recursos públicos usados para financiar o credenciamento do sistema privado de saúde para o atendimento de pacientes que não conseguem vaga no sistema público. “Foi aprovado recentemente um edital de credenciamento para realização de cirurgias com verba pública sem nenhum centavo de contrapartida do GDF. E logo depois vemos um contingenciamento da verba federal para a realização de cirurgias. Assim, qual é o papel do GDF?”, questionou.

O secretário de saúde pontuou que o valor pago ao sistema privado é baixo e precisa ser atualizado. “O problema é que o edital contempla valores muito baixos para consultas e cirurgias. Aqui no DF, somente um pequeno hospital privado aderiu. Por isso o GDF vai precisar complementar o valor. Há uma discussão nacional hoje entre as secretarias de saúde dos estados para que seja corrigida a tabela de valores pagos às entidades privadas para viabilizar esse atendimento”, justificou.

Fonte: Agência CLDF

Câmara debate falta de execução orçamentária do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente

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A baixa execução dos recursos do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA) do Distrito Federal foi tema de debate na tarde desta quinta-feira (21), na Câmara Legislativa. Por iniciativa da deputada Paula Belmonte (Cidadania), 2ª vice-presidente da Câmara, a sessão ordinária foi transformada em comissão geral para discussão do assunto com especialistas e representantes da sociedade civil e do governo.

Com o título “Fundo da Infância e do Adolescente: Para onde vai o dinheiro da infância no Distrito Federal?”, Belmonte cobrou explicações sobre o baixo índice de execução dos recursos do Fundo. “Nossa responsabilidade é com a prioridade absoluta para nossas crianças e adolescentes e há mais de 16 anos sequer 40% dos recursos do Fundo são utilizados. A pergunta é: onde está o dinheiro da criança e do adolescente do DF?”, enfatizou a distrital.

Durante o debate, a deputada apresentou um gráfico comparativo da dotação do Fundo com o montante executado, de 2010 até 2025, que demonstra como os recursos do fundo não foram executados ao longo de todos estes anos. No período, cerca de R$ 400 milhões deixaram de ser utilizados em projetos de defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Segundo dados mais recentes da Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF, entre 2021 e 2024, menos de um terço da verba autorizada para o Fundo foi de fato executada, com percentuais de apenas 25,3% em 2021, 32,4% em 2022, 20% em 2023 e 29,8% em 2024.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

 

“Esses números revelam que, apesar da previsão legal da prioridade absoluta para crianças e adolescentes, expressa na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente, essa prioridade não se traduz em efetividade orçamentária no DF. A baixa execução dos recursos vem comprometendo políticas fundamentais à infância e adolescência, evidenciando retardo no atendimento de demandas urgentes”, assinalou a distrital.

O FDCA, instrumento previsto na Lei Complementar nº 151/1998, tem como missão garantir recursos para a promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes de forma ágil e eficaz. Belmonte destacou ainda como um marco histórico uma decisão recente do Tribunal de Contas do DF (TCDF) que determinou que os recursos do Fundo não sejam mais devolvidos aos cofres do GDF.

Aprimoramento da legislação

O presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF, Eduardo Chaves da Silva, salientou que a legislação do Fundo e do Conselho são do início dos anos 90 e tem se mostrado ineficaz para garantir a execução dos recursos. Ele apontou a necessidade de aprimoramento da legislação.

O dirigente defendeu a mobilização da sociedade e das secretarias do GDF para que apresentem projetos ao Conselho. Sugeriu a realização de um mutirão social, com a participação da sociedade civil, do Legislativo, do Executivo e do Ministério público para aprimorar os processos de aprovação de projetos financiados com recursos do FDCA.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

 

O secretário executivo da secretaria de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, se colocou como um facilitador da execução dos recursos do Fundo. Disse ainda que a secretaria está estudando a melhor forma de garantir quer os recursos sejam executados com prioridade. Uma das possibilidades é o aumento do número de servidores na comissão que analisa os processos, além de melhorias na formação deles.

O presidente da Federação das Organizações da Sociedade Civil do DF e do Entorno, Márcio Vasconcelos Filho, destacou a importância da elaboração de um manual para facilitar e simplificar o entendimento das entidades sobre as normas para utilização de recursos do Fundo.

Já Jozélia de Medeiros, representante do conselheiro do Tribunal de Contas do DF, André Clemente, acredita que a decisão de garantir a manutenção da dotação do Fundo possa contribuir para a execução dos recursos. Com a decisão, a partir deste ano, os recursos destinados ao Fundo permanecem para utilização nos anos seguintes.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

 

Para o promotor de Justiça Renato Bianchini o problema da baixa execução orçamentária reflete o fato de “o Estado brasileiro não ser efetivamente democrático”. “É necessário ouvir a população e utilizar os recursos de acordo com os anseios da população”, afirmou ele.

Fonte: Agência CLDF

Robô desentope redes de drenagem pluvial nas rodovias

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Goiás utiliza robô na desobstrução de redes de drenagem pluvial
Serviço está contratado por um ano, com previsão de investir mais de R$ 34,4 milhões e atender de forma eficiente a demandas em toda a malha rodoviária do Estado (Foto: Silvano Vital)

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) inova mais uma vez e, agora, utiliza robôs para a realização de desobstrução em redes de drenagem pluvial em rodovias que integram a malha estadual.

A nova modelagem de trabalho prevê o mapeamento e o diagnóstico do sistema de drenagem, com tecnologia de vídeo inspeção robotizada. As primeiras vias a receber o serviço são a GO-070, entre Goiânia e Itaberaí, e a GO-060, da capital até Trindade. Dois trechos considerados críticos com relação à drenagem.

Presidente da Goinfra, Pedro Sales ressalta que a iniciativa inédita irá promover mais segurança e trafegabilidade, sobretudo em períodos chuvosos, quando a demanda por manutenção aumenta significativamente.

“Esse é um serviço novo que o Estado implanta na conservação rodoviária. Com os dispositivos de drenagem funcionando bem, podemos evitar transbordo, danos e prejuízos à trafegabilidade da malha. Com isso, a gente protege a rodovia e garante mais segurança mesmo sob intensas chuvas”, afirmou. 

Robô

Para a execução do trabalho, serão utilizadas ferramentas e processos tecnológicos de alta precisão, com destaque para o uso de robôs que permitem a detecção de interferências estruturais, como o Robodog, assim como a realização de inspeções minuciosas e formulação de relatórios técnicos detalhados. 

Robodog: equipamento inspeciona condição estrutural de equipamentos de drenagem das rodovias

Os principais serviços serão: vídeo inspeção robotizada; hidrojato de ultra pressão, para limpeza e remoção de resíduos; e desobstrução de redes de drenagem pluvial. Esse trabalho irá reduzir e prevenir alagamentos causados por bueiros obstruídos; identificar problemas estruturais com precisão e evitar danos futuros; realizar ações preventivas e corretivas; e garantir melhorias na segurança e trafegabilidade das rodovias estaduais.

“Primeiro, é feita uma sucção do assoreamento do dispositivo de drenagem e, após ser limpo e desobstruído, entrará em campo o Robodog, que fará um relatório de condição estrutural, apontando exatamente onde pode haver uma fissura, um rompimento que demande uma intervenção da Goinfra para vai salvar esse dispositivo de drenagem”, explicou Sales. 

Os primeiros trechos foram escolhidos a partir de levantamentos realizados pela Goinfra do histórico de alagamentos da região e de vistorias em campo, quando foram identificados bueiros obstruídos. Cada operação de desobstrução pode durar de duas horas até uma semana, conforme as condições do local.

O serviço está contratado por um ano, com previsão de investir mais de R$ 34,4 milhões e atender de forma eficiente a demandas em toda a malha rodoviária do Estado.

Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Batata e cebola estão mais baratas, diz Conab

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O preço da batata e da cebola apresentaram queda nas principais Centrais de Abastecimentos (Ceasas) do país, no mês de julho. É o que mostra o 8º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quinta-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No caso das batatas, a queda ocorre pelo segundo mês seguido nos principais mercados atacadistas. A redução chegou a 31,61% na média ponderada nos 11 mercados atacadistas analisados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

Segundo a Conab, os menores preços se explicam pela oferta abundante do produto nos mercados.

“A maior quantidade da cebola no mercado também influenciou nos menores preços. As cotações na média ponderada de julho ficaram 25,57% abaixo do valor praticado em junho. Se compararmos com o mesmo período de 2024, os preços estão quase 60% abaixo dos registrados no ano anterior”, detalhou o levantamento.

Já a variação de preços do tomate e da cenoura não foi uniforme nas Centrais analisadas.

“No caso do tomate, a Ceasa no Paraná registrou queda de 16,68%, enquanto que em Santa Catarina foi verificada alta de 4,68%. Ainda assim, a Conab verificou uma queda de 5,68% na média ponderada de preços”.

No caso da alface, a média ponderada dos preços apresentou aumento de 9,93%, com a maior elevação registrada na Ceasa no Paraná.

“No entanto, esse comportamento de alta não foi unânime. Como a produção da folhosa tende a ser próxima aos centros consumidores, cada mercado atacadista reage de acordo com a intensidade de oferta, qualidade e demanda”, informou a companhia.

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Frutas

A laranja apresentou queda de 9,8% na média ponderada das cotações observadas pela Conab. A redução se deve à menor demanda devido ao período das férias escolares, da concorrência com a mexerica poncã e do clima mais frio.

“Cenário semelhante foi verificado para a maçã. As temperaturas mais baixas e o recesso dos estudantes também impactaram nos preços de comercialização da maçã, que apresentaram uma ligeira redução de 1,92% na média ponderada”, informou a Conab.

A melancia teve queda de demanda por conta do clima mais frio, apesar do aumento da produção em Goiás e no Tocantins. Houve alta de 3,92% na média ponderada dos valores de comercialização desse produto.

Banana e mamão também tiveram alta. No caso da média ponderada dos preços nas centrais para a banana, a alta ficou em 10,48%, devido à menor oferta da variedade nanica, que, segundo o boletim, apresentou “redução no volume de envio do produto a partir das principais regiões produtoras, situação comum no inverno”.

O aumento do mamão chegou a 21,65% na média ponderada. Alta que se deve às condições climáticas, segundo o levantamento.

“Se por um lado as baixas temperaturas influenciam em uma menor demanda, por outro o clima frio também impacta em uma menor oferta do produto”, justificou.

 

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova urgência para isenção do IR de quem ganha até R$ 5 mil

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (21), por unanimidade, o requerimento de urgência do projeto de lei (PL) que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil. A matéria prevê também redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

De autoria do governo federal, o PL 1.087 de 2025 é relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda de arrecadação com a isenção do IR, o texto já aprovado em comissão especial da Câmara prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês.

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a mudança pode ampliar de 10 milhões para 20 milhões o total de trabalhadores isentos do IR. Já a redução parcial do imposto para quem ganha até R$ 7,3 mil deve alcançar 16 milhões de pessoas. Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).

A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) argumentou que a medida faz justiça social com os trabalhadores. 

“Chega de este Parlamento dar incentivos para grandes empresas, para bets, para bilionários, sempre falando que esse é o verdadeiro investimento no Brasil. O verdadeiro investimento no Brasil é quando nós conseguimos aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil”, destacou na tribuna.

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A votação foi elogiada pelo líder do PP, deputado Doutor Luizinho (RJ), que pediu que os partidos deixem divergências de lado para trabalhar por medidas como essa.

“É muito importante que a gente aqui no Parlamento deixe de lado os problemas políticos. Trabalhar a favor do país, a favor da população brasileira, presidente, sob o seu comando. Sem dúvida nenhuma, tem a nossa legitimidade para a gente continuar trabalhando em prol do Brasil, e não em prol da política”, comentou.

O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL), disse que essa é uma das agendas mais importantes do ano.

“É uma correção histórica. A tabela do Imposto de Renda vem há anos sem ser corrigida nem pela inflação. Agora, o presidente Lula, por intermédio desse projeto de lei, cumpre um compromisso de campanha e corrige as injustiças feitas pelo governo anterior”, disse.

A oposição, que vinha questionando as mudanças no IR, orientou o voto favorável, como explicou o líder do PL, deputado Cabo Gilberto Silva (PB).

“Nós iremos votar favoráveis porque a gente não pode estar com um discurso e jogando para a plateia. Quando chega um projeto interessante para o povo brasileiro, nós votaremos sim”, disse o parlamentar.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a pauta é importante e que vai definir, junto com os demais líderes, a data para votar o mérito do projeto. Se aprovado na Câmara, o texto seguirá para análise do Senado.

 


Brasília (DF), 21/08/2025  -  Sessão da Câmara que votou a urgência do PL de Isenção de Imposto de Renda pra quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 21/08/2025  -  Sessão da Câmara que votou a urgência do PL de Isenção de Imposto de Renda pra quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Ricos

A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. O relator também manteve a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, o parlamentar instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento, remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administrem benefícios previdenciários.

Compensação

A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para estados e municípios e o Distrito Federal.

Pelos cálculos apresentados no projeto, o governo federal conseguirá, entre 2026 e 2028, uma receita com superávit de cerca de R$ 12,27 bilhões, valor que deverá ser usado para compensar, caso haja, perdas de estados, do Distrito Federal e de municípios em razão da redução da arrecadação do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de seus próprios servidores.

Fonte: Agência Brasil

Rio inicia demolição de construções irregulares em comunidade

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Duas construções irregulares erguidas na Rua Zenitildes Alves Meira, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio, começaram a ser demolidas nessa quarta-feira (20). Os imóveis estão em fase de construção, mas não têm licença municipal. A demolição está sendo feita de forma manual e deve demorar alguns dias.

Os proprietários já haviam sido notificados em junho deste ano para providenciar a regularização. Na ocasião, as obras foram embargadas. Uma das edificações fica situada no número 151 da rua (construção de um pavimento de aparente uso comercial) e a outra na esquina com a Rua Marcelo Yuca (construção de três pavimentos de aparente uso misto). Os imóveis estão localizados na Favela Beira do Canal, que sofre influência de facção criminosa.

A ação é um desdobramento de dois processos abertos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento. Em fase de construção em alvenaria, as obras, que totalizam aproximadamente 600 metros quadrados, foram erguidas sem autorização da prefeitura do Rio. Uma delas está situada em loteamento clandestino e a outra ocupa área destinada a um terreno público.

“O espaço público precisa ser respeitado. Não vamos tolerar que o cidadão ocupe o logradouro e promova uma desordem no território. Toda a obra precisa ser feita dentro dos trâmites legais e com todas as autorizações devidas. É um trabalho que a prefeitura do Rio vem realizando desde 2021 e daremos continuidade com mais rigor, sempre com foco na preservação da vida e na desobstrução do espaço público. Além disso, é importante asfixiar financeiramente o crime organizado, uma vez que eles se utilizam, muitas vezes, dessas construções ilegais para benefícios financeiros”, destacou o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.

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As edificações vinham sendo fiscalizadas desde o início das obras, sendo embargadas em junho de 2025. As obras seguiam em total descumprimento ao embargo e a outras notificações que determinavam sua imediata paralisação. Engenheiros da prefeitura estimam um prejuízo de R$ 1,5 milhão aos responsáveis pelas obras.

Fonte: Agência Brasil

Defesa de Bolsonaro se diz surpreendida com indiciamento

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A defesa de Jair Bolsonaro disse ter sido surpreendida com o indiciamento de seu cliente por crime de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Bolsonaro e seu filho Eduardo, segundo a decisão, teriam atuado junto ao governo dos Estados Unidos com a finalidade de submeter o funcionamento da Suprema Corte brasileira “ao crivo de outro Estado estrangeiro”.

“Os elementos apontados na decisão serão devidamente esclarecidos dentro do prazo assinado pelo ministro relator, observando-se, desde logo, que jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta”, diz a nota dos advogados de Bolsonaro.

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Áudios e mensagens

O indiciamento da Polícia Federal foi anunciado pela Polícia Federal na noite da quarta-feira (20), em meio à divulgação de uma série de mensagens e áudios do ex-presidente, em conversas com o pastor Silas Malafaia e com Eduardo Bolsonaro.

As conversas foram encontradas no celular de Jair Bolsonaro. Nelas, o ex-presidente condiciona a aprovação de anistia aos condenados pela trama golpista à negociação para retirada das tarifas aplicadas pelo governo norte-americano contra produtos com origem no Brasil.

Prazo

Diante da situação, o minsitro do STF, Alexandre de Moraes, deu prazo de 48 horas para a defesa de Bolsonaro esclarecer algumas informações obtidas pela PF durante a investigação.

Uma delas é sobre o documento em que ele pede asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei. Foram pedidos esclarecimentos também sobre o contato de Bolsonaro com o general Braga Netto, com quem o ex-presidente estava proibido de falar.

“Diante do exposto. Intime-se a defesa de Jair Bolsonaro para que, no prazo de 48 horas, preste esclarecimentos sobre os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”, decidiu Moraes.

 

Fonte: Agência Brasil