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Ao som de “Evidências”, Brasil conquista prata na série mista

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O conjunto brasileiro voltou a brilhar neste domingo (24) no Mundial de ginástica rítmica disputado na Arena Carioca 1 do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. Ao som de “Evidências”, Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha fizeram uma grande apresentação na final da série mista (com três bolas e dois arcos) para somarem o total de 28.550 pontos e conquistarem a medalha de prata.

Este feito foi alcançado um dia após o Brasil garantir uma inédita medalha de prata na prova geral (que tem a nota composta pela performance na série mista e na série de cinco fitas).

Apesar da grande performance, que levou a torcida presente à Arena Carioca 1 ao delírio, o conjunto brasileiro acabou sendo superado pela Ucrânia, que somou 28.650 pontos para conquistar o ouro. Já a medalha de bronze ficou com a China, que fechou a disputa com 28.350 pontos.

Série de cinco fitas

Neste domingo o Brasil participou de outra final, na série de cinco fitas. Com uma apresentação marcada por alguns erros de execução, o conjunto brasileiro somou 22.850 pontos e fechou a disputa na 6ª colocação. O ouro foi conquistado pela China (27.550 pontos), a prata com o Japão (26.650) e o bronze com a Espanha (25.950).



Fonte: Agência Brasil

Bahia derrota Santos e ganha força na luta por vaga na Libertadores

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O Bahia derrotou o Santos por 2 a 0, neste domingo na Fonte Nova, em Salvador, e ganhou força na luta por vaga para próxima edição da Copa Libertadores. O triunfo do tricolor baiano na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro foi construído graças a gols do lateral Luciano Juba e do atacante uruguaio Lucho Rodríguez.

Após vencer a segunda consecutiva na competição nacional, a equipe comandada pelo técnico Rogério Ceni chegou aos 36 pontos, garantindo a 4ª colocação da classificação. Já o Peixe continua muito próximo da zona do rebaixamento após o revés fora de casa. O time de Neymar está na 15ª colocação com 21 pontos.

Revés vascaíno

Quem também está lutando para se afastar do Z4 é o Vasco da Gama. Em partida transmitida ao vivo pela Rádio Nacional, o Cruzmaltino foi superado pelo placar de 3 a 2 pelo Corinthians em pleno estádio de São Januário para permanecer com 19 pontos na 16ª colocação.

Mesmo atuando na condição de visitante, o Timão, que é comandado pelo técnico Dorival Júnior, foi superior durante todo o confronto e contou com gols de Gui Negão, Maycon e Gustavo Henrique. Já o time de Fernando Diniz descontou com Vegetti, de pênalti, e Rayan.

Outros resultados:

Bragantino 4 x 2 Fluminense
Cruzeiro 2 x 1 Internacional
Grêmio 0 x 0 Ceará
Fortaleza 0 x 1 Mirassol
Juventude 1 x 3 Botafogo



Fonte: Agência Brasil

Projeto da Embrapa apoia cultura alimentar em comunidades do Nordeste

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“É um divisor de águas”. “É transformador”. Essas são as avaliações de duas mulheres de comunidades que participam do projeto de pesquisa agro alimentar Paisagens Alimentares, coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Alimentos e Territórios Alagoas e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que está transformando comunidades rurais no semiárido nordestino.

Sem a presença do pai, Anatália Costa Neto, a Nat, a caçula dos dez filhos, começou a trabalhar com 11 anos em casa de família. Ainda criança, ia para o mangue ajudar a mãe a pescar aratu e ostras. 

Hoje, aos 41 anos, é uma das 14 integrantes da Associação das Mulheres Empoderadas de Terra Caída de Indiaroba, em Sergipe. Nat chegou na comunidade aos 18 anos para se casar e não saiu mais. Além do artesanato que já faziam no local, com peças em crochê, macramê, madeira e conchas, agora após a pesquisa da Embrapa Alimentos e Territórios Alagoas, desenvolvem o projeto de turismo de base comunitária, que se tornou mais uma fonte de renda para a comunidade.

Nat ganhou, neste mês, o prêmio Mulher de Negócio, na categoria Microempreendedora Individual com o conjunto de ações que realiza na comunidade como a criação do hambúrguer de carne de aratu, um caranguejo típico do local, no qual concorreu com 150 mulheres do estado de Sergipe. Segundo ela, o produto que já era produzido anteriormente, ganhou atratividade após o trabalho da Embrapa.

“O projeto me fez vender mais, saber como calcular o preço, que eu não tinha noção. Foi através deles que eu agreguei valor ao meu produto. Vendo na lanchonete e outras de fora pegam comigo. O turista vem e leva para o consumo próprio com uma caixinha de isopor. Muita gente leva para fazer em casa”, contou à Agência Brasil.

O projeto Paisagens Alimentares tem como objetivo promover a valorização da cultura alimentar e do turismo sustentável de base comunitária na região. Os locais escolhidos receberam as visitas dos técnicos da Embrapa que começaram a trabalhar com os moradores em oficinas, intercâmbio e imersões, envolvendo diretamente mais de 500 participantes e provocando um impacto estimado em mais de cinco mil pessoas da região. 

No caso da Nat, a orientação para agregar valor beneficiou também outros produtos como os biscoitos de capim santo e de batata-doce, os produzidos a partir da fruta mangaba com geleias, cocadas, compotas, bolos e pudins, e os mariscos, que também têm sido um sucesso. 

“Assim a gente vai criando produtos para poder trazer mais fontes de renda para a nossa vida. São muitas coisas é só a gente ter a ideia que vai fluindo na mente. Foi através da Embrapa que a gente foi conhecendo mais”, comentou.

Visibilidade

Ana Paula Ferreira, 38 anos, é do assentamento Olho D’Água do Casado de Palmeira dos Índios, no alto sertão de Alagoas, onde junto com outras sete mulheres é coordenadora. Segundo ela, o projeto da Embrapa promoveu mudanças no assentamento.

“É um projeto transformador, que está trazendo economia e liberdade, pertencimento principalmente, no território com essa questão de fortalecer o que é nosso e desse conceito que é viver da agricultura familiar com a contemplação para mostrar o que há de mais belo para nossos visitantes sobre o cotidiano dos agricultores que colocam a mão na terra para produzir o alimento saudável”, relatou a coordenadora, em entrevista à Agência Brasil. 

O território está inserido em uma área de reforma agrária tendo ao redor o Pôr do Sol dos Cânions Dourados e Cânions do São Francisco, permitindo ainda a exploração turística do local.

Para Ana Paula, a busca pela visibilidade do trabalho feito na agricultura familiar e em assentamentos é um fato importante para esses produtores. 

“No conceito de mostrar para o mundo o que estamos fazendo e as pessoas tirem essa venda dos olhos. Quando um visitante vem para a nossa comunidade e tem esse contato com o agricultor, os animais e o povo da roça é exaltado e dando importância a quem produz o alimento”, indicou.

Ela destaca que um dos avanços do projeto na comunidade foi trabalhar com o envolvimento de jovens do território que começavam a se afastar do trabalho feito no local. “Hoje com as universidades ao redor, os institutos e as oportunidades eles não precisam sair e nem sonhar ir tão longe” disse.

Além disso, houve uma expansão das atividades que podem ser desenvolvidas no Olho D’Água do Casado e resultar em geração de renda na agricultura que não eram vistas antes pela comunidade. “Depois da Embrapa e do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] na comunidade, a gente contemplou tudo dentro do assentamento, com esse conceito de preservação”, afirmou, completando com mais um avanço que é o projeto de artesanato desenvolvido com as mulheres locais aproveitando a biodiversidade da caatinga.

“Muitas pessoas têm o conceito de que a caatinga está morta no período de seca do verão, mas com os conhecimentos da Embrapa a gente viu que pode aproveitar a caatinga o ano todo e a preservação aumentou, ainda mais, pelas pessoas estarem cultivando as suas árvores nativas”, explicou.


São Paulo- 24/08/2025 Sabores da Serra das Pias_ pratos elaborados com produtos da agricultura familiar destacam alimentos nativos e cultivados de forma sustentável em Palmeira dos Índios (AL), celebrando a riqueza e a identidade alimentar da região. Foto Elias Rodrigues
São Paulo- 24/08/2025 Sabores da Serra das Pias_ pratos elaborados com produtos da agricultura familiar destacam alimentos nativos e cultivados de forma sustentável em Palmeira dos Índios (AL), celebrando a riqueza e a identidade alimentar da região. Foto Elias Rodrigues

Criação do projeto

O supervisor do setor de inovação e tecnologia da Embrapa Alimentos e Territórios Alagoas, Aluísio Goulart Silva, contou que o projeto surgiu de uma articulação com o BID ainda em 2018. As negociações continuaram e, quando a Embrapa Alimentos e Territórios Alagoas começou a funcionar, o projeto se enquadrava perfeitamente na missão da nova unidade criada pela empresa.

Ao todo foram três anos de desenvolvimento. No primeiro foi feita uma pesquisa exploratória dos territórios, que levou em consideração dados de instituições, universidades, secretarias de estado de turismo e agricultura e do Sebrae nos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. O comitê técnico gestor elencou 20 critérios para avaliar as possibilidades de participação de territórios e comunidades, que foram visitados pelos técnicos.

Com a avaliação, foram identificados cinco territórios e seis comunidades, duas delas em Alagoas foram duas comunidades. Uma é a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa (Coopcam) de Palmeira dos Índios, na região da Serra da Barriga.

“Uma região muito interessante que tem um histórico grande relacionado à cultura indígena, o próprio nome da cidade representa isso e essa cooperativa já trabalhava com um fermentado de jabuticaba há 40 anos”, explicou, em entrevista à Agência Brasil, acrescentando que outro fator que contribuiu com a escolha foi a intenção da comunidade de desenvolver uma atividade de turismo rural.

A outra foi a do município de Olho D’Água do Casado, que contemplou ainda cidades vizinhas Piranhas, bem conhecida no turismo no Vale do São Francisco, e Delmiro Gouveia. 

“Ali concentramos as nossas ações no Assentamento Nova Esperança que é relativamente novo, em vista de outros no estado, que deve ter entre 25 e 30 anos de existência, cujas famílias trabalham basicamente com produção agroecológica e exploram todo o potencial, principalmente dos sítios arqueológicos da região, inclusive vários deles já catalogados pelo Iphan”, contou, acrescentando que nesta localidade ainda tinha a atividade de pesca artesanal no Rio São Francisco.

Em Sergipe, mais duas comunidades: uma em Indiaroba, município que faz divisa com a Bahia, em uma região que fica quase em frente a Mangue Seco, local bem conhecido do ponto de vista turístico. 

“Ali temos uma comunidade grande de catadoras de mangaba e também elas se autodenominam marisqueiras. Sobrevivem tanto do marisco na pesca artesanal, quanto do fruto da restinga, que são a mangaba, o murici, o araçá, vários tipos de frutos”, disse, informando que essa comunidade já vem trabalhando ao longo do tempo em outros projetos da Embrapa com foco em recursos genéticos.

Ainda em Sergipe, na região metropolitana de Aracaju, foi escolhida São Cristóvão, a quarta cidade mais antiga do Brasil, que tem arquitetura colonial. O que contribuiu para a escolha foi a atividade das mulheres conhecidas como beijuzeiras, que produzem o beiju, um bolo tradicional feito com três ingredientes que contam a história da miscigenação brasileira que são o coco, a mandioca e o açúcar.

“O coco vindo da África, a mandioca dos indígenas e o açúcar da Europa. Elas trabalham muito, inclusive com alguns doces conventuais, originais dos conventos europeus, um exemplo de um dos doces, considerado um patrimônio cultural e imaterial da cidade, a queijadinha que não tem queijo. Na Europa utilizavam queijo, mas quando chega no Brasil, foi substituído pelo coco”, declarou, destacando que além dos doces, a cidade vive em torno do artesanato original que conversa com a cultura alimentar local.

Em Pernambuco, são dois grupos que dividem o mesmo território que é o Manguezal situado na área de proteção ambiental de Guadalupe, próximo a Praia de Carneiros de um lado da margem tem o grupo da Associação das Marisqueiras de Sirinhaém (Amas), do povoado de Aver-o-Mar. Do outro lado da margem, no município de Rio Formoso tem a Associação Quilombola Engenho Siqueira.

“É muito interessante a composição porque eles compartilham os mesmos recursos naturais do manguezal enorme muito bonito e preservado, justamente porque está em uma área de proteção ambiental. As marisqueiras contam muito da sua história pelos frutos do mangue, enquanto os quilombolas que também sobrevivem da pesca artesanal, ainda fazem uma agricultura agroecológica auto sustentável muito interessante”, completou Goulart Silva.


São Paulo- 24/08/2025 Sabores da Serra das Pias_ pratos elaborados com produtos da agricultura familiar destacam alimentos nativos e cultivados de forma sustentável em Palmeira dos Índios (AL), celebrando a riqueza e a identidade alimentar da região. Foto Renata Silva
São Paulo- 24/08/2025 Sabores da Serra das Pias_ pratos elaborados com produtos da agricultura familiar destacam alimentos nativos e cultivados de forma sustentável em Palmeira dos Índios (AL), celebrando a riqueza e a identidade alimentar da região. Foto Renata Silva

Protagonismo feminino

Uma situação comum entre as comunidades é o protagonismo feminino com mulheres rurais à frente das atividades, liderando associações, coordenando trilhas turísticas, organizando vivências e estimulando a produção artesanal e agroecológica. 

“Coincidentemente, todas as lideranças são femininas. Foi um projeto praticamente trabalhando com mulheres rurais, que é a nomenclatura usada na Embrapa”, pontuou o supervisor.

Durante três anos, os técnicos da Embrapa ficaram em contato direto com os moradores das comunidades dos três estados que participaram do projeto. “É a missão de valorizar os ingredientes da biodiversidade brasileira e promover o desenvolvimento territorial a partir de estratégias de valorizações diversas. Entendemos que neste caso do projeto, conectar os alimentos com a cultura alimentar local e o turismo de base comunitária seria uma boa ideia”, informou.

O supervisor chamou atenção de uma característica da comunidade quilombola que tem no funje, um tipo de papa parecida com pirão, feito com farinha de mandioca, água e sal para acompanhar outros preparos caldosos como a peixada. 

“A grande curiosidade é que este mesmo prato com esse nome é original de Angola. Os estudos mostram que este grupo de fato tem uma conexão muito forte com Angola. A cultura alimentar daquele povo nos certifica a origem deles”, comentou, admitindo que podem ter origem na Nação Bantu.

Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: igualdade de gênero, tabagismo e esclerose são destaques

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Iniciamos esta semana falando sobre o Dia Internacional da Igualdade Feminina, celebrado em 26 de agosto. A data marca a aprovação da 19ª emenda à Constituição dos Estados Unidos, que garantiu às mulheres o direito de votar. No ano passado, o Relatório Global de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial analisou 146 países em pontos como participação econômica e oportunidade, educação, saúde, sobrevivência e empoderamento político. A conclusão é preocupante. Serão necessários 130 anos para que se alcance a paridade de gênero no mundo, como destacou o programa Viva Maria, da Rádio Nacional. No Brasil, a conclusão é de que o cenário melhorou para as mulheres, mas ainda há muita desigualdade, como mostra esta reportagem da Agência Brasil. No ano passado, a Radioagência Nacional destacou que elas ainda ganham 20,7% a menos do que os homens no mercado de trabalho. Em cargos de liderança, a diferença sobe para 26,8%, como mostrou esta reportagem do Repórter Brasil, da TV Brasil

Ainda abordando os direitos femininos, 29 de agosto é o Dia da Visibilidade Lésbica. A efeméride faz referência ao 1º Seminário Nacional de Lésbicas, realizado nesta data em 1996, no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, a legislação brasileira avançou para garantir uma série de garantias a essa parcela da população, mas ainda há uma sistemática tendência de violação de direitos, como noticiou a Agência Gov, em 2023. Pode parecer absurdo, mas até mesmo uma ida ao ginecologista pode ser algo traumático, já que uma a cada quatro mulheres lésbicas sofrem algum tipo de violência psicológica ou não têm atendimento adequado nos consultórios, como destacou a Agência Brasil e o Repórter Brasil, da TV Brasil, também em 2023. Para celebrar o Dia da Visibilidade Lésbica, em 2024 o Viva Maria, da Rádio Nacional, entrevistou a professora e militante Rebecca Religare sobre a luta por equidade de gênero.

Saúde

O ato de fumar tem relação com mais de 60 problemas de saúde, entre eles vários tipos de câncer, doenças do aparelho respiratório e cardiovasculares. Por ano, oito milhões de pessoas morrem por causa do tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, reforça a importância do controle desse hábito para a boa saúde. Os cigarros eletrônicos, com a falsa ideia de serem “menos prejudiciais”, tem atraído sobretudo a população jovem e, por isso, têm sido alvo das campanhas de conscientização, como destacou a Radioagência Nacional, em 2022, a Agência Brasil (2024), e o Repórter Brasil, da TV Brasil (2023). A Rádio Nacional aproveitou a efeméride para abordar os males do tabaco para quem o consome diretamente, no programa Revista Brasil, e para os fumantes passivos, no Tarde Nacional.

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla é celebrado em 30 de agosto. A data tem o objetivo de informar e conscientizar a população sobre esta enfermidade. A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central. Afeta geralmente pessoas entre 20 e 40 anos, especialmente mulheres. Os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) aproveitaram a efeméride em várias ocasiões para explicar os sintomas, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. É o caso desta reportagem da Radioagência Nacional, veiculada em 2021, desta da Agência Brasil, de 2024, desta edição do Nacional Jovem, da Rádio Nacional, veiculada em 2023, e do Repórter Brasil, da TV Brasil, de 2022. 

Comunicação 

O Repórter Esso foi o primeiro noticiário radiofônico diário do Brasil. O programa foi ao ar pela primeira vez em 28 de agosto de 1941, trazendo notícias sobre a Segunda Guerra Mundial. Nos 27 anos de sua existência, virou sinônimo de credibilidade e definiu os padrões para o gênero. O Repórter Esso era um produto de comunicação da Standart Oil Company of Brazil, gigante do petróleo estadunidense que dá nome ao radiojornal, e era veiculado em 15 países. No Brasil, ganhou notoriedade sendo transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, emissora hoje integrante da Empresa Brasil de Comunicação. Os veículos da EBC deram destaque à história do programa em 2022, quando o rádio no Brasil completou 100 anos, como nesta reportagem da Agência Brasil, nesta da Radioagência Nacional, e nas edições do É Tudo Brasil e Revista Rio, da Rádio Nacional. A TV Brasil também relembrou o Repórter Esso nesta edição do Fique Ligado, de 2018, e neste especial exibido em 2021.

A Rádio Nacional FM de Brasília, um dos veículos da EBC, faz aniversário nesta semana. No dia 29 de agosto completa 49 anos. Ela foi a primeira emissora a operar na frequência FM na capital federal, iniciando suas atividades em 1976. Desde a sua criação, a Rádio Nacional FM é sinônimo de música brasileira de qualidade, com foco na MPB tradicional e contemporânea, e também música instrumental. Para além da parte cultural, oferece ao ouvinte notícias de credibilidade do Brasil e do mundo, com três edições diárias do jornal Repórter Nacional. A importância da Nacional FM de Brasília já foi destacada pelo Repórter Brasil, da TV Brasil, em 2016, pela Agência Brasil (2021), e pela Radioagência Nacional (2023).

Busca pela paz

Desde julho de 1945 já foram realizados mais de 2 mil testes de armas nucleares no planeta. Cada evento desse tipo libera uma carga de radioatividade que afeta o solo, os mares, a biodiversidade e a vida humana. Como parte dos esforços para evitar novos testes, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial Contra Testes Nucleares, fixado em 29 de agosto. A efeméride foi destaque da Agência Brasil, neste texto publicado em 2017. Já esta reportagem da Radioagência Nacional mostra que, desde 1957, cientistas já pediam um acordo que colocasse fim aos testes nucleares.

Finalizamos relembrando a missionário Agnes Agonxha Bojaxhiu, mais conhecida como Madre Teresa de Calcutá. Ela nasceu há 115 anos, no dia 26 de agosto de 1910. A religiosa de origem albanesa fundou na Índia a congregação “Missionárias da Caridade”, e seu trabalho humanitário e serviço aos necessitados lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz de 1979. Sua trajetória foi relembrada no História Hoje, da Rede Nacional, em edição de 2014. Madre Tereza foi canonizada pelo Vaticano 17 anos após sua morte, em 2016, como noticiou a Agência Brasil e a TV Brasil no Repórter Brasil e no Repórter Brasil Tarde.

Confira a relação completa de datas do Hoje é Dia de 24 a 30 de Agosto de 2025.

Agosto de 2025

24

Eclosão da Revolução Liberal do Porto (205 anos) – o movimento resultou no retorno (1821) da Corte Portuguesa, que se transferira para o Brasil durante a Guerra Peninsular, e no fim do absolutismo em Portugal, com a ratificação e implementação da primeira Constituição Portuguesa (1822)

Lançamento do Microsoft Windows 95 (30 anos) – sistema operacional que revolucionou o mercado e passou a vir instalado por padrão com o MS-DOS 7.0 (e não mais separado, como era antes), sendo o principal lançamento da empresa na década de 1990

25

Morte do filósofo prussiano Friedrich Nietzsche (125 anos)

Uruguai declara independência do Brasil (200 anos)

Dia do Soldado – a data homenageia o dia do nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, em 25 de agosto de 1803, patrono do Exército Brasileiro que se tornou conhecido como “o pacificador”, após sufocar muitas rebeliões contra o Império

26

Nascimento da religiosa naturalizada indiana Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, conhecida como Madre Teresa de Calcutá (115 anos) – canonizada em 2016 pelo Papa Francisco

Dia Internacional da Igualdade Feminina

27

Nascimento do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (255 anos) – considerado um dos mais importantes e influentes filósofos da história, pode ser incluído naquilo que se chamou de Idealismo Alemão

Morte do jurista, político, historiador, professor, ensaísta e crítico mineiro Afonso Arinos de Melo Franco (35 anos) – destaca-se pela autoria da Lei Afonso Arinos contra a discriminação racial, em 1951. Ocupou a Cadeira 25 da Academia Brasileira de Letras

Instituição do Código Brasileiro de Telecomunicações (63 anos) – lei que garantiu a reserva do horário das 19h às 20h para a série radiofônica “A Voz do Brasil”, de veiculação obrigatória (exceto em fins de semana e feriados nacionais) em todas as emissoras de rádio do Brasil

28

Primeira transmissão do extinto programa “Repórter Esso”, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro (84 anos) – o primeiro radiojornal brasileiro

Estreia do quadro Rádio Memória, parceria da Gerência de Acervo da EBC com a Rádio MEC (06 anos)

29

Nascimento (provável) do escultor, entalhador e arquiteto mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (295 anos)

Dia Nacional de Combate ao Fumo – comemoração do Brasil, instituída pela Lei Nº 7.488 de 11 de junho de 1986

Dia Nacional da Visibilidade Lésbica – foi instituída no Brasil pelo 1º SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas), ocorrido em 1996 na cidade do Rio de Janeiro, com debates sobre sexualidade, saúde, violência, entre outras questões relacionadas com o direito inalienável de uma mulher amar outra mulher

Dia Mundial Contra Testes Nucleares – data reconhecida pela ONU

Início do funcionamento da Rádio Nacional FM de Brasília (49 anos) – a inauguração oficial foi em 23 de junho de 1977

30

Nascimento do cantor cubano Bienvenido Rosendo Granda Aguillera (110 anos)

Morte do cantor e compositor fluminense Antônio Gilson Porfírio, o Agepê (30 anos)

Dia Internacional das Nações Unidas para as Vítimas de Desaparecimentos Forçados – comemoração instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas na Resolução Nº 65/209 de 21 de dezembro de 2010, que já era celebrada desde 1981 na América Latina e Caribe, contando também com o apoio de conceituadas entidades internacionais de ajuda humanitária em todo o mundo

Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla

Aniversário do Lago Sul, região administrativa do Distrito Federal (65 anos)

Primeira transmissão do programa “Ao vivo entre amigos”, da Rádio MEC (33 anos)

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.

 


Fonte: Agência Brasil

Vôlei: Brasil permanece com 100% de aproveitamento no Mundial

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A seleção brasileira derrotou a França por 3 sets a 2 (parciais de 21/25, 20/25, 25/15, 25/17 e 15/13), neste domingo (24), e permanece com 100% de aproveitamento no Campeonato Mundial de vôlei feminino, que está sendo disputado em Chiang Mai (Tailândia). O triunfo também garantiu a presença do Brasil nas oitavas da competição.

O grande destaque brasileiro na partida foi a ponteira Gabi, que somou o total de 18 pontos (13 de ataque e cinco de bloqueio).

A equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães estreou na competição, na última sexta-feira (22), com um triunfo por 3 sets a 0 (parciais de 25/18, 25/16 e 25/16) sobre a Grécia. O próximo desafio do Brasil será diante de Porto Rico, a partir das 9h30 (horário de Brasília) da próxima terça-feira (26).

Na Tailândia o Brasil busca uma conquista inédita, após o vice-campeonato de 2022. A seleção brasileira está no Grupo C ao lado de Grécia, França e Porto Rico. Os dois melhores de cada chave passam para as oitavas de final, que serão disputadas em Bangcoc.



Fonte: Agência Brasil

Brasil fecha Jogos Pan-Americanos Júnior com campanha histórica

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Uma campanha histórica. Esta é a avaliação que Comitê Olímpico do Brasil (COB) faz da campanha brasileira na última edição dos Jogos Pan-Americanos Júnior, que chegaram ao final no último sábado (23) em Assunção (Paraguai). No evento esportivo o Brasil bateu recorde de pódios (175), de medalhas de ouro (70) e de vagas conquistadas para o Pan adulto de Lima, que será realizado em 2027.

“Nosso balanço é extremamente positivo. Tínhamos três metas para esses Jogos. A primeira era ser Top 3, que eu até brinquei com a equipe que era muito fácil. Mas, em Jogos Pan-Americanos, a meta será sempre essa, estar entre os três primeiros. Fomos campeões em Cali e desejávamos repetir esse resultado. Garantir esse primeiro lugar foi muito importante e, mais do que isso, mostrar a evolução de todos os esportes. Em todos os itens da meta melhoramos os resultados de Cali. Superamos o número de ouros, o número de vagas por atletas e de vagas por modalidade para o Pan de Lima, em 2027. Essa era uma meta muito importante, pois o Pan de 27 distribuirá vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Foi fundamental também para os atletas terem essa experiência, usufruir dos serviços de uma missão do Comitê Olímpico do Brasil e entender como funciona toda essa sistemática”, declarou o presidente do COB, Marco La Porta.

A delegação brasileira em Assunção contou com 363 atletas, que garantiram 48 vagas diretas para o Pan adulto de Lima. “Os resultados acabaram ultrapassando os objetivos e, mais do que isso, vimos como os atletas valorizaram a participação nesses Jogos”, declarou o chefe de missão pelo COB, Leandro Guilheiro.

Fonte: Agência Brasil

INSS usa barcos para orientar aposentados da Amazônia sobre descontos

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Aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS e que moram em áreas de difícil acesso na Amazônia contarão com um serviço de informações prestado pelo governo federal a partir desta segunda-feira (25).

A ação, denominada PREVBarco, transforma embarcações em agências flutuantes da Previdência Social. A operação contará, nesta semana, com cinco embarcações para chegar aos locais acessíveis pelos rios.

Segundo o calendário divulgado pelo governo, são três barcos para o Estado do Amazonas (para chegar a 29 comunidades) e duas para o Pará (com previsão de atender 39 lugares).

Os barcos têm as seguintes indicações:

  • Manaus I – Vovó Jandira II,
  • Manaus II – Manaós II, 
  • Manaus III – Vovô Alarico, 
  • Belém I – Leon IV e 
  • Barco Santarém I – Barão do  Amazonas. 

O calendário completo de onde chegará os serviços está disponível no site do INSS

Segundo o INSS, mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país podem ter sofrido descontos indevidos em seus benefícios. 

Ressarcimento

O serviço prevê que os beneficiários possam verificar se tiveram descontos irregulares, contestar imediatamente e aderir ao processo de ressarcimento para receber o dinheiro de volta.

Cada embarcação tem uma equipe com 10 servidores do INSS e do Ministério da Previdência Social, incluindo técnicos, assistentes sociais e peritos médicos. A expectativa divulgada é de atender entre 150 e 200 pessoas por dia em cada barco.

Fonte: Agência Brasil

Municípios reclamam de apoio técnico para universalizar o saneamento

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Após 5 anos da entrada em vigor, municípios apontam fragilidades e desafios para o cumprimento do Marco Legal do Saneamento Básico. A insegurança jurídica, carência de apoio técnico e baixa capacidade de investimento são fatores que dificultam a universalização dos serviços, segundo os municípios.  

A lei estabeleceu que todas as localidades brasileiras devem atender a 99% da população com abastecimento de água e 90% com esgotamento sanitário até 2033. Mas pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Trata Brasil mostra, no entanto, que o cenário atual ainda é precário, com 16,9% da população brasileira sem acesso à água potável e 44,8% sem coleta de esgoto.

A pesquisa mostra também que é necessário praticamente dobrar o investimento para que a meta seja atingida. 

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, os municípios que são os principais responsáveis pela oferta dos serviços precisam de mais ajuda dos estados e da União. 

“Para os gestores locais, é imprescindível que a União e os estados garantam apoio técnico-financeiro consistente, planejamento adequado dos blocos regionais e contratos que considerem de fato as realidades municipais, sob pena de se perpetuar desigualdades históricas no acesso ao saneamento”, defende.

Regionalização

Uma das mudanças do Marco Legal é a facilitação na privatização das empresas que prestam esse tipo de serviço. A lei incentiva também a regionalização do saneamento, ou seja, que blocos de municípios possam ofertar juntos o serviço. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 44,8% dos 5.570 municípios brasileiros, são pequenos e têm até 10 mil habitantes. Dessa forma, a oferta conjunta de saneamento daria maior escala e poderia ser mais barata.

Na prática, no entanto, de acordo com Ziulkoski, a regionalização não tem aumentado significativamente a cobertura dos serviços. 

“Em muitos casos [a regionalização] foi instituída de forma unilateral pelos estados, sem estudos consistentes e sem a participação efetiva dos municípios. Isso gerou arranjos frágeis, voltados principalmente à viabilização de concessões ou privatizações de estatais, e não ao atendimento integral das populações, sobretudo em áreas rurais e periferias urbanas, justamente onde a lei exige cobertura universal”, constata.

Ele ressalta ainda que outro ponto de preocupação da CNM é que a regionalização se concentrou quase exclusivamente em água e esgoto, “negligenciando os demais componentes do saneamento, como resíduos sólidos e drenagem urbana, que seguem como passivos relevantes para os municípios”.

Segundo a CNM, 67% dos municípios já estão inseridos em arranjos regionais, “mas nem sempre participaram das decisões sobre a forma de prestação”. 

É indispensável “que a União assegure apoio técnico qualificado e recursos não onerosos”, defende a CNM.

“Auxiliar os municípios significa não apenas oferecer recursos, mas sobretudo garantir condições estruturais para que possam planejar, decidir e fiscalizar, assegurando que a regionalização e os investimentos previstos se revertam, de fato, em avanços rumo à universalização”, ressalta o presidente da CNM.

A pesquisa do Instituto Trata Brasil mostra que dos 26 estados passíveis de passar pelo processo de regionalização, uma vez que o Distrito Federal é isento desse processo, apenas Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentaram regionalização parcial. 

O Amapá, Mato Grosso do Sul e parte do Rio de Janeiro passaram por processos de licitação que já contemplavam a estruturação de blocos regionalizados de prestação dos serviços de saneamento.

“Ainda que a maioria dos estados já tenham leis aprovadas, e que contemplem os seus municípios dentro da prestação regionalizada, ainda está pendente a operacionalização desses blocos, o que representa desafios significativos devido à coexistência de diferentes prestadores de serviços e à necessidade de alinhar os interesses de múltiplos municípios”, aponta o instituto. 

Ministério das Cidades

O governo federal é responsável por coordenar e implementar as políticas públicas de saneamento básico. O Ministério das Cidades, reconhece “a necessidade de acelerar o ritmo de execução, uma vez que a universalização exige esforços coordenados, contínuos e abrangentes”.

“Do lado do governo federal, a política pública está sendo fortalecida com investimentos em todas as frentes do saneamento – abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana -, com atenção especial à redução das desigualdades regionais, à inclusão das populações rurais e à adaptação às mudanças climáticas”, informou o ministério à Agência Brasil.

O ministério destaca como principais ações, o apoio financeiro à implantação de infraestrutura por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a capacitação de técnicos e gestores municipais e o fomento de discussões estratégicas no âmbito do Comitê Interministerial de Saneamento Básico (Cisb), por meio da criação de grupos de trabalho voltados para a regionalização dos serviços de resíduos sólidos urbanos, o desenvolvimento de tecnologias de reuso de água, o armazenamento de água de chuva e a dessalinização. 

“Essas ações visam fortalecer a governança do setor e garantir que os investimentos sejam aplicados de forma eficiente e sustentável”, diz o ministério.

O Ministério das Cidades ressalta que a modernização da prestação dos serviços de saneamento, por meio da digitalização e do uso de tecnologias avançadas, pode ser mais um diferencial para o avanço da universalização. A pasta ressalta, entretanto, que nem todas as empresas estão preparadas para essa transição, “o que reforça a importância de incentivos para inovação e capacitação”.

Para o cumprimento do Marco Legal do Saneamento Básico, o ministério defende ainda que é necessário a cooperação entre as esferas de governo – federal, estaduais e municipais -, a iniciativa privada e a sociedade civil. 

“O novo marco consolidou avanços relevantes, mas impõe a responsabilidade de intensificar a cooperação entre União, estados, municípios, iniciativa privada e sociedade civil para que as metas de universalização sejam alcançadas”, ressalta o Ministério das Cidades.

Fonte: Agência Brasil

Cruzeiro abre vantagem sobre Palmeiras na semi do Brasileiro Feminino

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Em partida transmitida ao vivo na TV Brasil, o Cruzeiro derrotou o Palmeiras pelo placar de 3 a 1, neste domingo (24) na Arena Barueri, em São Paulo, no confronto de ida das semifinais da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

Após este triunfo, as Cabulosas podem até mesmo perder por um gol de diferença no confronto de volta, no próximo domingo (31) na arena Independência, em Belo Horizonte, que avançam para a grande decisão da competição nacional.

Jogando na condição de mandante, o Palmeiras abriu o placar aos 37 minutos do primeiro tempo. A volante Andressinha cobrou falta com muita categoria da entrada da área e superou a goleira Camila Rodrigues.

Porém, após o intervalo o Cruzeiro assumiu o controle das ações. Logo aos três minutos, Byanca Brasil avançou pela ponta esquerda e cruzou na medida para Letícia Ferreira se esticar toda para igualar o marcador. E a virada demorou apenas cinco minutos, quando Vanessinha recebeu lançamento longo e precisou de apenas um toque para bater na saída da goleira Tapia.

E o terceiro saiu aos 14 minutos. Byanca Brasil voltou a desequilibrar pela ponta esquerda e cruzou para Gaby Soares, que, dentro da área, dominou e bateu colocado para dar números finais ao marcador.



Fonte: Agência Brasil

País precisa dar prioridade política à alfabetização, diz especialista

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Até o fim de 2025, o Brasil espera que ao menos 64% dos estudantes concluintes do 2º ano do ensino fundamental estejam plenamente alfabetizados. Isso significa serem capazes de ler frases e textos curtos e, ainda, localizar informações explícitas em textos curtos, como os de bilhetes ou crônicas, entre outras habilidades definidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A meta foi estabelecida no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) do Ministério da Educação (MEC), lançado em 2023, que opera em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.

Para o CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, o país precisa dar prioridade política para a alfabetização e compreender que, apesar de ser considerado um assunto “velho” na pauta de educação, o problema ainda não foi superado.

Em entrevista à Agência Brasil, ele comentou os desafios a serem superados para que o patamar de 80% das crianças alfabetizadas possa ser alcançado e destacou a necessidade de melhorar a aplicação dos recursos do programa e empenhar esforços para buscar as crianças mais vulneráveis dentro de cada escola e rede de ensino. 

Em 2024, a proposta do compromisso nacional foi de ter 60% dos estudantes alfabetizados, mas as redes de ensino “passaram raspando”: 59,2% dos 2 milhões de crianças brasileiras avaliadas pelos estados nessa etapa de ensino, em 42 mil escolas brasileiras, alcançaram o Indicador Criança Alfabetizada, ou seja, foram consideradas alfabetizadas. Para 2030, a meta é mais ambiciosa: no mínimo, 80% das crianças brasileiras devem saber ler e escrever ao fim do 2º ano do ensino fundamental.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada já tem a adesão de todos os estados e de 99% dos municípios, o que foi comemorado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a entrega do Prêmio MEC da Educação Brasileira, neste mês. Até 2024, apenas o estado de Roraima não havia firmado o CNCA.

A Fundação Lemann compõe, desde 2019, a Aliança pela Alfabetização, juntamente com o Instituto Natura e a Associação Bem Comum. O intuito é apoiar tecnicamente estados e municípios brasileiros no planejamento e na implementação de políticas públicas de alfabetização. O programa já foi implementado em 18 estados, impactando 2,8 milhões de estudantes.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista com o especialista:

Agência Brasil: Como avalia o fato de o Brasil quase chegar à meta do Indicador Criança Alfabetizada para 2024, com 59,2% das crianças alfabetizadas?

Denis Mizne: A gente esteve muito perto. Pelas nossas medições, a gente já estava capturando que o Brasil tinha avançado. Então, essa é uma boa notícia. Se o Rio Grande do Sul não tivesse tido as enchentes de 2024 e só mantivesse o nível de alfabetização do ano anterior, a gente teria superado a meta como país.

Agência Brasil:  O que deve ser ajustado nas políticas públicas para que o indicador bata a marca de ter, pelo menos, 80% das crianças brasileiras alfabetizadas até 2030, rumo à universalização?

Denis Mizne: Precisamos intensificar aquilo que vem sendo feito. A primeira ação é dar prioridade política para a alfabetização. Até pouco tempo atrás, no Brasil, a alfabetização era considerada um assunto velho, que parecia ter sido superado. O que não é verdade. Em 2019, só metade das crianças eram alfabetizadas na idade certa. E na pandemia [da covid-19], somente 31%. Então, a prioridade política dada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com a liderança de vários governadores, em compromisso com a alfabetização, fez com que o governo federal passasse a investir nisso. Os governos estaduais ajudassem os municípios e esses pudessem ter mais condições de fazer esse trabalho. A segunda dimensão é usar bem os recursos disponíveis. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada disponibiliza bastante dinheiro para os municípios acelerarem a alfabetização, para formar os professores alfabetizadores e para ajudar as crianças que estão com mais dificuldade. Ainda tem muito dinheiro que não está sendo usado. Isso é [fruto da] dificuldade de execução da secretaria [de Educação] lá na ponta. O terceiro [foco] é que a gente siga buscando as crianças com maiores dificuldades. Dentro de cada escola, de cada município, de cada regional [de ensino], de cada estado, há crianças mais vulneráveis e escolas que têm mais dificuldades. A combinação desses esforços gera maiores ganhos na alfabetização de crianças e no progresso dessa meta.

Agência Brasil: A meta para 2030 é factível em todo o Brasil?

Denis Mizne: Os 80% de alfabetizados são factíveis, mas acho a meta tímida. Gostaria até de vê-la mais alta, mirando todas as crianças, o que é possível. Uma série de estados superaram a meta, ricos, mais pobres, em regiões diferentes do Brasil, conseguindo fazer um bom trabalho de superação dessas metas.

Agência Brasil:  O monitoramento do Indicador Criança Alfabetizada ajuda nessa tarefa?

Denis Mizne: Como todo ano sai o índice, quanto mais a gente acompanhar, gerar responsabilização e estímulos, porque há várias políticas associadas a esses índices, dinheiro do ICMS, apoio para as redes [de ensino], a gente também vai aprendendo o que funciona. Os municípios podem fazer mais trocas entre eles, entre as regionais [de ensino], entre os estados, daquilo que está funcionando e como é que se copia, no bom sentido, e leva para frente.

Agência Brasil: A fundação considera baixos os parâmetros estabelecidos sobre habilidades básicas de leitura e de escrita a serem desenvolvidas por um estudante alfabetizado? O que esperar do aprendizado de uma criança no fim do segundo ano do ensino fundamental?

Denis Mizne: É desejável e importante ter uma barra alta [na alfabetização]. Por outro lado, precisa ser uma barra crível, senão as redes [de ensino] vão desistir de perseguir. Historicamente, no Brasil, uma criança de uma família rica tem acesso em casa a livros, materiais de leitura, e o vocabulário é muito amplo, desde a primeira infância. Na pré-escola dessas crianças, já há uma introdução e elas chegam ao primeiro ano, muitas vezes, alfabetizadas. Nos estados com renda mais alta, é comum ter crianças alfabetizadas aos cinco, ou seis anos de idade. Não aos sete anos. Mas, ainda não é possível ser essa barra para o Brasil inteiro. É mais importante ter uma barra que esteja alinhada à Base Nacional Comum Curricular, quando o Brasil diz qual é a expectativa ao fim do segundo ano e que está indo atrás de cumpri-la. Por isso, está certa a meta do Inep de colocar os 743 pontos [na escala Saeb]. Mas, é desejável, daqui a alguns anos, que a gente discuta se não é possível subir um pouco essa barra. Foi o que aconteceu em Sobral, no Ceará. Houve a primeira, a segunda barra e a terceira delas. Conforme foi mostrada a capacidade de entregar, as pessoas iam subindo um pouco a expectativa. Agora, é hora de colocar a alfabetização no centro, medir, saber o que está acontecendo, trocar boas práticas e, gradativamente, ir subindo mais a barra para que essa distância de renda não persista.

Agência Brasil: As desigualdades socioeconômicas regionais mudam a qualidade da alfabetização na idade certa?

Denis Mizne: No Brasil, há mais ou menos 500 cidades, ou cerca de 10% dos municípios do país, com mais de 90% de crianças alfabetizadas. Desses municípios, um número grande está entre os menores PIB do Brasil. Então, é possível alfabetizar crianças independentemente do nível socioeconômico. A maior referência de alfabetização no Brasil é Sobral, no Ceará. Não é São Caetano, São Paulo ou Rio de Janeiro, que são cidades muito mais ricas. Municípios muito pobres estão alfabetizando as suas crianças em grandes números. Então, essa desculpa não vale. Temos que saber o que tem de ser feito. Não é a renda das famílias das crianças que impede alguém de ser alfabetizado. Cabe à prefeitura, ao estado, à sociedade civil, apoiar para que essas crianças consigam efetivamente ter esse resultado. 

Agência Brasil: Efetivamente, quais são os prejuízos de uma alfabetização de baixa qualidade ou fora da idade adequada?

Denis Mizne: A alfabetização é a base de tudo. Se eu não aprender a ler, eu não vou conseguir ler para aprender. A criança que sai do 2º ou do 3º ano [do ensino fundamental] não alfabetizada, o que significa a escola para ela? Como que ela consegue fazer a lição de casa, fazer as provas? Como que ela consegue ler a lousa? Ela não consegue. Então, essa criança não vai abandonar imediatamente a escola, porque é muito pequena, os pais vão mandá-la para a escola. Mas quando chegar à metade do fundamental 2, ou ela vai abandonar ou, se persistir, terá um desempenho muito, muito baixo. 

Agência Brasil: E a médio e longo prazos?

Denis Mizne: Não é um prejuízo somente para essa criança, é para o Brasil. À medida que as crianças não terminam a escola, diferentemente do esperado, não vão poder contribuir com o país da mesma maneira, não irão para ensino superior, ao ensino técnico, e vão ter muitas limitações. Há décadas, o Brasil paga o preço de não dar atenção total à educação básica. Não é suficiente alfabetizar a criança no segundo ano, mas é uma condição absolutamente necessária para que se possa ter uma educação de qualidade e dar também às escolas essa sensação de que toda criança é capaz de aprender.

Agência Brasil: Qual o diferencial de Sobral, no Ceará, para ter conquistado bons índices na educação básica?

Denis Mizne: Prioridade política. Em 2005, Sobral era o município de número 1,5 mil no ranking equivalente do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], que avalia o desempenho no fim do 5º ano. Em 2015, Sobral foi o número um, ou seja, subiu 1,5 mil posições em dez anos. Fez isso com trabalho, foco, apoio aos professores, medição para saber o que está acontecendo, e consequências. Se está indo bem, ótimo. Se não está indo bem, o que precisa mudar para ir bem? Lá eles valorizaram se as crianças estavam aprendendo. Porque é para isso que existe a escola, fundamentalmente, para garantir que as crianças consigam se desenvolver, ter seu direito à educação garantido. Aos poucos, isso foi se expandindo a tal ponto que, hoje, Sobral vai bem, não só na alfabetização, mas em todo o fundamental 1, no fundamental 2 e, agora, no ensino médio.

Agência Brasil: E virou exemplo de excelência.

Denis Mizne: O Ceará foi o primeiro a pegar a experiência de Sobral e replicar para todos os seus municípios e se comprometeu a apoiá-los. O ministro [Camilo Santana, do Ministério da Educação] foi governador do Ceará, e a Isolda [Cela], que foi secretária-executiva [do MEC], foi secretária de Educação de Sobral e do Ceará, e governadora do Ceará, levaram essa experiência para todo o país, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. É preciso sustentar isso no tempo. A gente está só no segundo ano do Índice Criança Alfabetizada. Desejo que isso vire uma política de Estado.

Agência Brasil: Surpreendem os resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em que crianças que não compreendem leituras, sem falar no aprendizado abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em matemática e ciências?

Denis Mizne: Não surpreende, porque não tem milagre. Não há jeito de ignorar os primeiros anos da escola e tentar recuperar tudo aos 15 anos de idade. A aprendizagem é um processo contínuo e que depende de uma coisa para chegar na outra. Se há buracos e eles são ignorados, não tem como desenvolver as próximas habilidades. Então, o descaso com o tema da alfabetização gerou muitos prejuízos. A boa notícia é que não se pode mais falar em descaso, onde todos os governadores estão comprometidos e, praticamente, a totalidade dos municípios fazem a prova do ICA. E ainda, há, agora, incentivos tributários associados à alfabetização, algo que tem muito valor no mundo político, porque ganha-se mais orçamento se eu conseguir fazer bons progressos em alfabetização. O gestor tem apoio do MEC, apoio dos estados, apoio da Fundação Lemann, do Instituto Natura, da Associação Bem Comum, todos trabalhando em direção a garantir a alfabetização. Fizemos uma virada de página importante e vamos colher esses resultados. Não podemos desistir. Ainda tem 40% de crianças não alfabetizadas. Temos que ir atrás e garantir que isso aconteça e, gradativamente, ir melhorando esse processo.

Agência Brasil: O Indicador Criança Alfabetizada usa uma metodologia censitária que avalia todos os alunos do 2º ano do ensino fundamental 1, por meio das avaliações estaduais da educação básica alinhadas ao MEC. A Fundação Lemann concorda com a substituição do Saeb, que faz avaliações por amostragem, pelo novo indicador?

Denis Mizne: Concordo. O Saeb do segundo ano tem uma amostra muito pequena e ele trouxe muitos problemas. O Saeb não é feito para avaliar o aluno. Desde que foi criado, 20 anos atrás, a função do Saeb é avaliar o sistema. O Saeb demora muito para sair, acontece a cada 2 anos, mas é divulgado quase um ano depois da prova, o que é um absurdo. Deveria ser muito mais rápido, mas não é. O Saeb não é uma avaliação para dizer se o aluno está indo bem, mas para dizer como está indo a educação no Brasil, no geral. O que é importante e poucos países fazem. O Brasil faz. Mas para dar mais velocidade, priorizar, oferecer suporte e ter consequências, ter incentivos, é preciso ter uma prova em uma frequência menor e que seja censitária. Por isso, o Índice Criança Alfabetizada é uma boa ideia, porque é censitário e acontece todos os anos. Acho que, a cada ano, conforme for se aprimorando, o índice estará melhor. O importante é que ele foi abraçado.

 

Fonte: Agência Brasil