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Yaras jogam no Mundial de Rugby pela primeira vez na história

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A seleção brasileira de rugby feminino viveu um dia memorável no último domingo (24), pois, pela primeira vez na história, disputou uma partida de Copa do Mundo. Atuando no estádio Franklin’s Gardens, em Northampton (Inglaterra), as Yaras foram derrotadas pelo placar de 66 a 6 pela África do Sul.

No entanto, o resultado e o placar pouco importaram diante de um feito tão importante, como afirmou a capitã da seleção brasileira, Eshyllen Coimbra: “É uma honra estar aqui. Temos 100% de certeza de que saímos daqui orgulhosas por termos dado tudo de nós. Sabíamos que não seria um jogo fácil, mas lutamos até o final e demos o nosso melhor”.

“O placar não é o que estávamos buscando, mas as jogadoras deram tudo que podiam. Elas precisam de mais jogos deste nível para evoluir, é a única opção. Não é fácil estar sempre se defendendo, já que ficam pouco com a posse de bola e acabam tendo um desgaste maior. Mas vejo que agora entenderam melhor a dinâmica dos jogos que terão pela frente e acredito que teremos uma segunda rodada melhor”, declarou o técnico da seleção brasileira, o uruguaio Emiliano Caffera.

O próximo compromisso do Brasil na competição será contra a França, partida que está programada para ser disputada no próximo domingo (31).

Fonte: Agência Brasil

Presidente do TRT da 10ª Região recebe o título de Cidadão Honorário de Brasília

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O desembargador José Ribamar de Oliveira Lima Júnior, presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região, foi homenageado na tarde desta segunda-feira (25) com o título de Cidadão Honorário de Brasília. A concessão da honraria foi uma iniciativa do deputado Wellington Luiz (MDB), presidente da Câmara Legislativa.

José Ribamar Oliveira Lima Junior nasceu em São Luís (MA), no dia 22 de junho de 1965, e é graduado pelo UNICEUB. O novo Cidadão Honorário iniciou sua carreira como juiz em 1992 e ocupou várias funções até chegar ao TRT da 10ª Região, onde também ocupou inúmeros postos. Foi eleito para a presidência do TRT da 10ª Região para o biênio 2024/2026.
 

O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz, foi o autor da homenagem em plenário (Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

 

“É inegável o importante serviço prestado por este cidadão à sociedade do Distrito Federal, que teve expressiva atuação em diversos e relevantes cargos públicos”, justificou o deputado Wellington Luiz.

Emocionado, José Ribamar Oliveira Lima Júnior agradeceu a homenagem. “Saiba que este é um dos momentos mais significativos da minha vida. Por que aqui estão as pessoas que contribuíram para que eu chegasse até este momento”, disse.

Durante a sessão solene para entrega do título, alguns convidados se manifestaram com elogios ao novo Cidadão Honorário. Também foi exibido um vídeo sobre a trajetória do homenageado, com depoimentos de familiares, amigos e auxiliares. 
 

José Aparecido, presidente da Fecomércio (Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

 

José Aparecido, presidente da Fecomércio, por exemplo, destacou a característica de promover o diálogo do homenageado. Já o juiz auxiliar da presidência do TRT-10, Luiz Fausto de Medeiros, fez um breve relato da trajetória do novo cidadão desde sua chegada em Brasília com 15 anos, em 1981. Ele apontou a “firmeza de espírito e a grandeza de caráter” do homenageado.

O desembargador do TRT-10, Grijalbo Fernandes Coutinho, enalteceu o “rico e denso perfil” de José Ribamar, que, entre outros feitos, passou em primeiro lugar no concurso para o TRT-10.
 

(Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

 

Também participaram da solenidade o presidente do Tribunal de Contas do DF, conselheiro Manoel de Andrade; o desembargador Roberval Belinati, vice-presidente do Tribunal de Justiça do DF; a desembargadora do TRT-10, Cilene Ferreira Santos; além de familiares, amigos, juízes, procuradores, advogados e servidores do Tribunal.

Fonte: Agência CLDF

Candidatos ao ProUni 2/2025 já podem participar da lista de espera

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A partir desta segunda-feira (25), os candidatos que não foram pré-selecionados nas duas primeiras chamadas do Programa Universidade para Todos (ProUni), edição 2/2025, podem se inscrever para participar da lista de espera.

O prazo termina amanhã, às 23h59, e a manifestação de interesse deverá ser feita pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.   

Para o segundo semestre de 2025, o ProUni ofereceu mais de 211 mil bolsas. Desse total, cerca de 118 mil eram integrais e  93 mil parciais, que custeiam metade da mensalidade. As bolsas são destinadas a mais de 370 cursos de 887 instituições privadas de ensino superior. 

A lista dos candidatos pré-selecionados por meio da lista será divulgada no dia 29 de agosto. Quem for pré-selecionado deverá comparecer à instituição de ensino escolhida, entre 29 de agosto e 5 de setembro, para comprovar as informações prestadas em sua inscrição, incluindo a entrega de documentos, que também poderá ser feita por meio eletrônico. 

A partir do registro da aprovação do candidato, as instituições de ensino deverão providenciar a emissão do Termo de Concessão de Bolsa, entre 30 de agosto e 12 de setembro.  

O Ministério da Educação reforça que é proibida a cobrança por parte das instituições de qualquer tipo de taxa para a seleção dos candidatos ao Prouni. No entanto, de acordo com o edital, as instituições podem optar por efetuar um processo próprio de seleção, desde que já tenham comunicado aos candidatos pré-selecionados sobre a existência dessa exigência.  

Sobre o ProUni 

Em 2025, o Prouni comemora 20 anos e contabiliza mais de 3,5 milhões de estudantes beneficiados desde a primeira edição, em 2005. O programa oferece bolsas de estudo parciais e integrais a estudantes de baixa renda que tenham concluído o ensino médio preferencialmente em instituições públicas, ou em colégios privados na condição de bolsista. 

Fonte: Agência Brasil

Audiência pública vai debater novo Setor Habitacional Guará Park

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O deputado João Cardoso observa que a nova nomenclatura está alinhado com as expectativas dos moradores e com o potencial de desenvolvimento da área

A Câmara Legislativa do Distrito Federal vai promover audiência pública no próximo dia 3 de setembro para debater a mudança de nome do Setor Habitacional Bernardo Sayão, da Colônia Agrícola de Águas Claras e da Colônia Agrícola IAPI, todos situados na Região Administrativa do Guará, para Setor Habitacional Guará Park (SHGP). A iniciativa é do deputado João Cardoso (Avante), autor do projeto de lei 1636/2025, que dispõe sobre esta alteração de nomes. 

“A mudança de nome visa refletir melhor a identidade e o desenvolvimento da região, promovendo um sentimento de pertencimento e valorização do espaço urbano. Além disso, a nova denominação busca facilitar a identificação e localização dos setores habitacionais, contribuindo para uma melhor organização administrativa e urbanística. O nome Guará Park sugere um ambiente mais moderno e acolhedor, alinhado com as expectativas dos moradores e com o potencial de desenvolvimento da área”, explica o deputado. 

A audiência pública será realizada a partir das 19h do dia 3 de setembro na chácara 34, situada na Colônia Agrícola Águas Claras, que fica na região do Guará II. Deverão participar representantes das comunidades interessadas, integrantes do governo e deputados distritais. A audiência será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital. 

Fonte: Agência CLDF

Brasil e Nigéria firmam acordos bilaterais durante visita de Estado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil quer ampliar o fluxo comercial com a Nigéria e afirmou que os dois países apostam no livre comércio, em um momento em que ressurgem “o protecionismo e o unilateralismo” no mundo. Lula recebeu o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, para uma visita de Estado, nesta segunda-feira (25), no Palácio do Planalto, e reafirmou sua preocupação com o desenvolvimento do continente africano.

Ele lembrou que o intercâmbio entre Brasil e Nigéria “diminuiu drasticamente” na última década, de US$ 10 bilhões em 2014 para US$ 2 bilhões no ano passado, sendo a Nigéria o quarto maior parceiro comercial brasileiro na África.

“Nos últimos governos, o Brasil se distanciou da África. Duas das maiores economias da América Latina e da África devem ter um intercâmbio muito maior”, disse, durante declaração à imprensa.

“Nesse momento, em que ressurgem o protecionismo e o unilateralismo, Nigéria e Brasil reafirmam a sua aposta no livre comércio e na integração produtiva. Seguimos empenhados na construção de um mundo de paz e livre de imposições hegemônicas”, acrescentou.

Entre as áreas possíveis de cooperação, Lula citou agricultura e pecuária, petróleo e gás, fertilizantes, aeronaves e máquinas. Hoje, o Brasil exporta principalmente açúcares e melaços (74%), enquanto as importações são concentradas em fertilizantes (48%) e petróleo e derivados (48%).

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Lula reafirmou que o Brasil tem uma dívida com o continente africano diante dos 350 anos de escravidão a que o povo negro foi submetido no território brasileiro. Para o presidente, a dívida histórica deve ser paga com solidariedade, transferência de tecnologia e assistência para o desenvolvimento da agricultura local, por meio de uma relação “solidária, fraterna e igualitária”.

“A única forma de a gente pagar não pode ser mensurada em dinheiro, tem que ser mensurada em solidariedade, em alinhamento político, econômico, cultural, porque o Brasil tem que ajudar a África transferindo tecnologia, transferindo conhecimento, tudo aquilo que a gente aprendeu aqui no Brasil que deu certo, sobretudo na área agrícola. O Brasil tem obrigação de ajudar o continente africano a ter o mesmo desenvolvimento que nós tivemos aqui”, disse.

Por sua vez, o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, contou que a Nigéria tem uma população muito jovem, que está pronta para troca de ideias e para aproveitar as oportunidades com as transferências tecnológicas. “Eles sabem que o Brasil tem os ativos que nós precisamos”, afirmou.

Segundo Tinubu, a Nigéria tem interesses na produção industrial de medicamentos genéricos, já consolidada no Brasil, e em parcerias com a Petrobras, na exploração de gás natural. “Somos o terceiro maior produtor de petróleo da África e isso não está levando a atividades comercias de valor como deveria”, afirmou.

Retomada

A Nigéria é um dos principais parceiros do Brasil no continente africano, com 65 anos de relacionamento bilateral.

Em junho, em Abuja, capital nigeriana, o vice-presidente Geraldo Alckmin presidiu, pelo lado brasileiro, a sessão do Mecanismo de Diálogo Estratégico. No primeiro semestre, em março, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, realizou visita oficial à Nigéria.

Nessa retomada da cooperação, Lula contou que vários acordos já foram firmados em áreas como defesa, agricultura e pecuária, segurança, produção audiovisual, comércio, investimentos, turismo e energia.

Durante a visita desta segunda-feira, foram assinados outros cinco atos bilaterais. Um deles é o acordo sobre aviação civil, com o propósito de estabelecer e explorar os serviços aéreos entre os dois territórios. Foi aprovado o início da operação de um voo direto entre São Paulo e Lagos, cidade litorânea da Nigéria, a ser operado pela maior companhia aérea do país africano, a Air Peace.

Também foram assinados memorandos de entendimento para a formação de diplomatas, para o estabelecimento de consultas políticas sobre temas bilaterais e questões regionais e internacionais e, também, entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil (BNDES) e o Banco de Agricultura da Nigéria (BoA) para promoção de comércio e investimentos.

Por fim, os dois países firmaram memorando para cooperação em ciência, tecnologia e inovação. O objetivo é promover a colaboração eficaz em pesquisas sobre biotecnologia e bioeconomia, ciência oceânica, ecossistemas de inovação, energia, desenvolvimento espacial, transformação digital e desenvolvimento de matérias-primas.

Durante sua declaração, Lula contou que, ainda neste semestre, o Brasil vai designar um adido da Polícia Federal para atuar em Abuja, capital nigeriana. “A preocupação com o combate ao crime organizado, o terrorismo e ao tráfico internacional de drogas também esteve no centro da nossa reunião de hoje”, disse.

“Uma das consequências perversas da globalização é a articulação de grupos criminosos para além das fronteiras nacionais. Nenhum país isoladamente conseguirá debelar a criminalidade nacional. A criminalidade está evoluindo a uma velocidade sem precedentes, exigindo ações multilaterais urgentes e coordenadas”, acrescentou o presidente.

Após o encontro no Palácio do Planalto, Lula recepcionou as autoridades para um almoço no Palácio do Itamaraty. Ainda hoje, o presidente nigeriano será recebido pelos presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal e participa do encerramento do Fórum Empresarial Nigéria-Brasil, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Fonte: Agência Brasil

Governo pode prorrogar Brasil Soberano, diz Teixeira 

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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que, se necessário, o governo federal prorrogará a validade da Medida Provisória (MP) que criou o Programa Brasil Soberano pelo tempo que durarem as consequências das sobretaxas que o governo dos Estados Unidos (EUA) impôs à compra de alimentos brasileiros por importadores norte-americanos.

“A MP tem validade de 180 dias. Seis meses [durante os quais] esses mecanismos podem ser utilizados. Evidentemente, se for preciso prorrogar [a MP], o governo brasileiro vai prorrogar”, declarou Teixeira em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25).

Publicada no Diário Oficial da União no último dia 13, a MP nº 1.309 institui o chamado Plano Brasil Soberano – um conjunto de medidas de apoio às empresas exportadoras diretamente afetadas pela decisão do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, bem como a fornecedores e trabalhadores dessas empresas.

Entre as medidas de socorro está a autorização para que os governos federal, estaduais e municipais e órgãos públicos comprem, em processo simplificado, sem a necessidade de licitação, alimentos que deixarem de ser exportados devido ao impacto das tarifas estadunidenses sobre os preços dos produtos. Inicialmente, na aquisição excepcional de gêneros alimentícios, sem licitação e estudos técnicos preliminares, o contrato de compra não deverá exceder 180 dias.

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Como toda MP, o texto entrou em vigor assim que foi publicado no Diário Oficial da União, mas precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. Além disso, o governo regulamentou a lista de alimentos que a administração pública poderá adquirir para abastecer escolas, hospitais e outros órgãos públicos que têm restaurantes próprios, ou mesmo para formar estoques, por meio de portaria interministerial que cita açaí, água de coco, castanha de caju, castanha do Brasil, mel, manga, pescados e uva, com a possibilidade de essa lista ser atualizada a qualquer momento.

“Essa é uma medida que será monitorada cotidianamente para que saibamos como as coisas estão acontecendo e, junto com os governos estaduais e municipais, vermos a absorção desses produtos a fim de dar uma resposta rápida para que não haja perdas”, comentou Teixeira.

O programa Brasil Soberano também destina R$ 30 bilhões, do Fundo Garantidor de Exportações (FGE), para uma linha de crédito destinada a ajudar os produtores que atuam em território brasileiro que deixarem de fechar negócios; altera regras do seguro de crédito à exportação e prorroga a suspensão de tributos.

“A validade dessa medida é o tempo para a solução definitiva do tema imprevisto tanto para o governo, quanto para a sociedade brasileira, assegurou o ministro, confiante na aprovação da MP pelo Congresso Nacional.

“Creio que o Congresso tem simpatia por essa medida que dialoga com a economia agrícola dos estados brasileiros, com o agricultor familiar e com o pequeno produtor”, comentou Teixeira, acrescentando que o próprio Congresso Nacional, ao aprovar a MP, transformando-a em lei, poderá definir um prazo de validade maior que o inicialmente estabelecido.

Fonte: Agência Brasil

Reforma administrativa avança na Câmara e servidores temem retrocessos

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A Câmara dos Deputados marcou para o próximo dia 3 de setembro uma audiência pública no plenário para debater a reforma administrativa em meio a temores de servidores quanto a retrocessos, em especial, pelo possível aumento das contratações temporárias no funcionalismo público.

Ainda sem o texto apresentado, a Câmara retomou neste segundo semestre, com prioridade, a agenda da reforma administrativa, inicialmente pautada pelo governo anterior por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 de 2020.

No lugar da PEC 32, o atual presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), criou um grupo de trabalho coordenado pelo relator, deputado Pedro Paulo (MDB-RJ). O parlamentar ainda não apresentou os dois projetos de leis e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que devem formar o conjunto da reforma. Estima-se que os textos sejam apresentados a partir da próxima semana. 

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O tema é controverso por opor, de um lado, setores que cobram por redução dos gastos do funcionalismo público e mais eficiência e, do outro, servidores públicos e movimentos sociais que denunciam que parte das mudanças envolveria retrocessos e fragilizaria o serviço público.

O fim da estabilidade do servidor público – medida prevista na PEC 32 – não estaria mais na nova reforma, garante o relator Pedro Paulo, que também nega que a proposta retire direitos de servidores.

Contratos temporários

O diretor do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) Diego Marques citou, como retrocesso, a previsão de criação de um cadastro nacional para contratação de funcionários temporários, o que seria um risco para a estabilidade do servidor público.

“Mesmo que não exista um dispositivo dentro da legislação que viole a estabilidade dos servidores públicos que estão na ativa, na prática, a tendência é que amplas áreas de serviço público não tenham mais concurso com estabilidade”, disse o dirigente sindical.

Para Diego, ao disciplinar o contrato temporário em lei, com a figura do empregado contratado via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), haverá o fim “indireto” da estabilidade ao substituir os servidores concursados por empregados temporários “por meio de uma naturalização, como figura de gestão do Estado dos contratos temporários através desse cadastro”.

A estabilidade no serviço público impede a demissão sem causa fundamentada e sem processo administrativo com amplo direito de defesa. A regra é apontada como necessária para impedir interferências políticas e pressões indevidas na prestação dos serviços públicos.

O dirigente da Andes acrescentou que o relator ainda não ouviu as entidades que representam servidores.

“Não há diálogo. O deputado ouviu representantes, não apenas do Congresso, mas de entidades patronais para pensar a reforma. Porém, não houve interlocução com as entidades de servidores públicos”, concluiu Diego.  

Eficiência

Ao mesmo tempo, os defensores da reforma sustentam que o objetivo é dar maior eficiência ao serviço público, principalmente por meio da digitalização dos serviços e critérios de avaliação de desempenho dos servidores. O presidente da Câmara, Hugo Motta, vem defendendo que o tema não pode ser mais adiado.

“O Brasil precisa de coragem para enfrentar suas verdades. E uma delas é inescapável: o Estado brasileiro não está funcionando na velocidade da sociedade. A cada dia, a vida real cobra mais do que a máquina pública consegue entregar. E quando o Estado falha, é o cidadão quem paga a conta”, disse Motta em uma rede social nesta segunda-feira (25).

Medidas da reforma

Apesar de não ter ainda apresentado o texto, o deputado Pedro Paulo tem concedido entrevistas quando divulga algumas das 70 medidas previstas. Ele reconhece que a reforma trará economia de recursos, mas nega que o objetivo principal das mudanças seja a questão fiscal.

Entre as medidas destacadas pelo relator, estão os dispositivos para combater os supersalários; para limitar o trabalho remoto a um dia por semana; fixar em 30 dias as férias por ano [juízes gozam de 60 dias de férias]; e o fim da aposentadoria compulsória para magistrados expulsos do serviço por irregularidades.

O relator também tem defendido o estabelecimento de regras gerais nacionais para avaliação de desempenho de servidores; estabelecimento de metas de produtividade e pagamento de bônus por resultados; análise mais rígida para avaliação durante estágio probatório e regras gerais para realização de concursos, com previsão de vagas do Concurso Nacional Unificado (CNU) valendo para estados e municípios.

Há, ainda, a previsão de, no mínimo, o estabelecimento de 20 níveis na carreira das categorias; e salário de ingresso limitado a aproximadamente metade daquele recebido no final da carreira.

“A reforma administrativa vem para cortar privilégios e modernizar o Estado, com foco em mérito e eficiência”, justificou Pedro Paulo em uma rede social.  

A Agência Brasil procurou o deputado para comentar o tema, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Princípios da PEC 32

Diego Marques, dirigente sindical do Andes, pondera que o relator tem destacado as medidas de maior aceitação social para tentar ganhar a opinião pública.  

“Elas visam ganhar apoio da sociedade sem fazer o debate de todos os outros fenômenos discutidos na reforma. Hoje, na verdade, menos de 0,23% dos servidores ganha os supersalários que estão concentrados, sobretudo, na magistratura”, assegurou.

O representante dos docentes destacou, ainda, que as organizações do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) avaliam que diversos princípios da Proposta de Emenda Constitucional 32 do governo anterior sobreviveram no atual grupo de trabalho criado sob a presidência de Hugo Motta.

“A proposta de um sistema unificado de avaliação de desempenho ignora as peculiaridades de cada autarquia e vai submeter os servidores a critérios produtivistas que precarizam o serviço prestado para a população”, avaliou.

Outra crítica é diz respeito ao bônus de produtividade que, na avaliação dele, vai achatar a massa salarial do funcionalismo público e piorar a qualidade do serviço em detrimento de critérios quantitativos de avaliação.

“A maioria absoluta dos servidores ganha menos do que 10 salários mínimos. Converter uma parte da remuneração dos servidores em bônus de resultado, na prática, vai tornar o atendimento à população mais precário. As fiscalizações ambientais, por exemplo, serão mais precárias para atender critérios quantitativos”, completou.

Os servidores reunidos na Fonasefe e na Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CondSef) prometem realizar uma agenda de mobilização nas próximas semanas, em Brasília e nos estados, contra a reforma administrativa.

Fonte: Agência Brasil

Inmet emite alertas vermelho e laranja para baixa umidade do ar

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A semana começa com mais um alerta vermelho, que indica grande perigo, em razão da baixa umidade do ar nesta segunda-feira. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 147 municípios do Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Bahia, além do Distrito Federal, poderão registrar umidade relativa abaixo 12% na tarde desta segunda-feira (25). O alerta entra em vigor às 13h de hoje e se encerra às 18h.  

O aviso cobre todo o Distrito Federal, além o Leste, Centro, Norte e Noroeste de Goiás. Estão sob alerta ainda o extremo Oeste da Bahia, o Norte e Noroeste de Minas, a região Ocidental do Tocantins, além do Nordeste mato-grossense.

Confira no mapa abaixo: 
 


Brasília (DF), 25/08/2025 - Alerta vermelho do inmet sobre baixa umidade. INMET publica aviso iniciando em: 25/08/2025 13:00. Umidade relativa do ar abaixo de 12%. Grande risco de incêndios florestais e à saúde (doenças pulmonares, dores de cabeça e etc). Foto: Inmet/Divulgação
Brasília (DF), 25/08/2025 - Alerta vermelho do inmet sobre baixa umidade. INMET publica aviso iniciando em: 25/08/2025 13:00. Umidade relativa do ar abaixo de 12%. Grande risco de incêndios florestais e à saúde (doenças pulmonares, dores de cabeça e etc). Foto: Inmet/Divulgação

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Alerta Laranja  

Além do alerta vermelho, há ainda um alerta laranja em vigor, também relativo à baixa umidade, que indica perigo. Neste caso, as regiões afetadas deverão enfrentar umidade relativa variando entre 20% e 12%, desde as 12h até as 19h de hoje. O aviso atinge, além dos estados já cobertos pelo alerta vermelho, parte de São Paulo, do Pará, do Maranhão e do Piauí.

Confira no mapa abaixo:
 


Brasília (DF), 25/08/2025 - Alerta laranja do inmet sobre baixa umidade. INMET publica aviso iniciando em: 25/08/2025 12:00. Umidade relativa do ar variando entre 20% e 12%. Risco de incêndios florestais e à saúde. Ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Foto: Inmet/Divulgação
Brasília (DF), 25/08/2025 - Alerta laranja do inmet sobre baixa umidade. INMET publica aviso iniciando em: 25/08/2025 12:00. Umidade relativa do ar variando entre 20% e 12%. Risco de incêndios florestais e à saúde. Ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Foto: Inmet/Divulgação

Cuidados   

O Inmet alerta que, em caso de baixa umidade, há risco potencial de incêndios florestais e à saúde das populações nesta região. Pode haver ressecamento da pele, dor de cabeça, risco de doenças pulmonares, desconforto nos olhos, boca e nariz. A recomendação é beber bastante líquido, não se expor ao sol nas horas mais quentes, umidificar os ambientes e hidratar a pele. Atividades físicas não são recomendadas. Há ainda uma indicação para não consumir bebidas diuréticas, como café e álcool. 

Confira a reportagem do telejornal Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre a situação do clima

 

 

Fonte: Agência Brasil

Trama golpista: Moraes abre prazo para alegações finais de kids pretos

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo para que acusação e defesas apresentem as alegações finais na ação penal que tem como alvo o chamado Núcleo 3 de uma trama golpista cujo objetivo seria manter o ex-presidente Jair Bolsonaro ilegalmente no poder. 

O grupo é formado por um policial federal e nove militares que teriam participado do planejamento de operações para consumar o golpe, todos integrantes ou ex-integrantes das Forças Especiais do Exército, cujos membros são conhecidos como kids pretos, numa referência à tradicional farda com a boina na cor preta. 

Todos respondem por cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. 

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os integrantes desse núcleo seriam responsáveis por executar planos golpistas, entre os quais o plano Punhal Verde e Amarelo, que segundo a acusação teria o objetivo de assassinar o próprio Moraes, em novembro de 2022, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin. 

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A parte das alegações finais é uma das últimas etapas antes do julgamento final da ação penal. Ao intimar acusação e defesa, Moraes declarou encerrada a instrução processual do caso. Isso quer dizer que todos os testemunhos foram dados e todas as providas produzidas. 

Nas alegações finais, tanto acusação e defesa têm a oportunidade de apresentar as versões finais sobre os fatos investigados. O prazo legal é de 15 dias para a acusação, seguido por mais 15 dias para as defesas. 

Após essa etapa, caberá a Moraes, como relator, elaborar seu voto e liberar o processo para julgamento pela Primeira Turma, composta por cinco ministros: além do próprio relator, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Uma vez liberada a ação penal, não há prazo determinado para que o julgamento seja marcado. 

Saiba quem são os réus do Núcleo 3: 

Bernardo Romão Correa Netto (coronel);

Estevam  Theophilo (general);

Fabrício Moreira de Bastos (coronel);

Hélio Ferreira (tenente-coronel);

Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);

Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);

Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);

Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);

Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);

Wladimir Matos Soares (policial federal).

Fonte: Agência Brasil

Envelhecimento saudável é tema do II Fórum Internacional Sábias Vivências 2025

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Com o objetivo de compartilhar experiências sobre o envelhecimento saudável e estimular o intercâmbio de ideias entre pesquisadores, parlamentares e a sociedade, a Câmara Legislativa do DF abriu, nesta segunda-feira (25), o II Fórum Internacional Sábias Vivências 2025, evento organizado pela Procuradoria Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa – PRO60+, em parceria com a Rede Internacional de Pesquisas em Gerontologia e Sistemas de Cuidados no Envelhecimento (Rede Geronto).

Na abertura do evento, o procurador especial do idoso, deputado Chico Vigilante (PT), ressaltou que o Brasil ainda tem muito a avançar nas pautas relacionadas à terceira idade. Para ele, a causa precisa ganhar relevância no debate político e social, uma vez que os indicadores apontam o envelhecimento da população brasileira.

“Infelizmente, o idoso no Brasil é muito maltratado. Todo mundo protesta reivindicando creche para as crianças, e eu concordo. Todo mundo exige um atendimento médico-hospitalar diferenciado para as crianças, e é importante que tenha. Mas, e os idosos? A gente vai continuar aceitando uma cidade em que o idoso sequer pode caminhar em razão da destruição das calçadas?”, refletiu o distrital.

Vigilante aproveitou para mencionar iniciativas em âmbito distrital que reforçam a luta em prol da terceira idade. Uma delas é a Lei nº 7.298/2023, de sua autoria, que reduziu de 65 para 60 anos a prioridade no embarque e gratuidades nos ônibus do Sistema de Transporte Público Coletivo do DF.

O parlamentar comentou ainda sobre casos de sucesso em outros países, como China e Itália, e frisou que o Brasil pode adotar medidas semelhantes em benefício da causa. “Nós queremos fazer com que, aqui no Brasil, o idoso seja respeitado e que seus direitos sejam garantidos”, frisou.

 

Foto: Hannah Duarte/ Assessoria Chico Vigiante

Demência e estigma social

O primeiro evento do fórum foi uma mesa redonda que reuniu especialistas do Brasil e da Itália com o tema “Envelhecimento Saudável e a Perspectiva da Longevidade em um Mundo Real, Local e Global”. A demência foi o tema central da apresentação do geriatra e pesquisador italiano Andrea Fabbo.

O médico destacou que a demência não é uma doença única, mas um conjunto de sintomas provocados pela deterioração do cérebro, que incluem alterações cognitivas, comportamentais, psicológicas e dificuldades para realizar atividades da vida diária. Embora existam mais de 100 doenças relacionadas, o Alzheimer é a forma mais comum, representando cerca de 80% dos casos.

Os dados apresentados reforçam que o envelhecimento populacional é um desafio global. Projeções do IBGE mostram que, no Brasil, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais quase dobrou entre 2000 e 2023, passando de 8,7% para 15,6% da população. Até 2070, a expectativa é que os idosos representem 37,8% dos brasileiros. O cenário se repete no mundo: até 2050, uma em cada três pessoas terá mais de 65 anos, e uma em cada dez ultrapassará os 80 anos.

O pesquisador destacou que o avanço da demência acarreta dependência funcional, preconceito e exclusão. Para os cuidadores, as consequências incluem sobrecarga emocional, física e financeira. O especialista ressaltou que cada fase da doença demanda estratégias específicas de apoio, desde a promoção de hábitos de vida saudáveis até cuidados paliativos nas fases mais avançadas.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Outro ponto enfatizado foi o alto nível de estigmatização ainda associado à demência. Dados globais mostram que 80% da população acredita, de forma equivocada, que a demência faz parte natural do envelhecimento; inclusive 65% dos profissionais de saúde compartilham dessa visão. “Esse estigma gera isolamento, perda de papel social e falta de participação comunitária para os pacientes”, ressalta Fabbo.

Segundo ele, identificar a demência precocemente é crucial. O diagnóstico na fase inicial possibilita melhor organização dos serviços de apoio, reduz incertezas familiares e fortalece a capacidade de pacientes e cuidadores lidarem com a doença de forma conjunta e no nível emocional.

A experiência italiana também foi compartilhada como exemplo de modelo de intervenção social. O projeto Dementia Friendly Communities já está ativo em países da Europa, Japão, Canadá e Austrália, e busca combater o isolamento, reduzir crises e dividir a responsabilidade do cuidado com toda a comunidade. As ações incluem conscientização, formação cultural e apoio a iniciativas de inclusão, criando ambientes mais acolhedores para pessoas com demência e suas famílias.

O ponto de partida, segundo o especialista, deve ser sempre o reconhecimento de que “qualquer pessoa diagnosticada com demência tem o direito de viver uma vida que valha a pena ser vivida”. Isso só é possível com apoio familiar, envolvimento comunitário e políticas públicas que assegurem dignidade e não discriminação.

 

Foto: Hannah Duarte/ Assessoria Chico Vigiante

 

Capacitação

A pesquisadora e professora da Universidade de Brasília (UnB) Margô Karnikowski trouxe para o debate a necessidade de se formar pessoas que saibam lidar com as características do idoso na sociedade. Seja nas relações privadas, profissionais ou familiares, a avaliação é que o brasileiro não vem sendo capacitado a dar o suporte necessário às demandas da terceira idade.

“Precisamos do apoio social qualificado. Quem precisa falar por nós? nós mesmos. Temos que transformar Brasília num lugar profícuo para se viver em todas as fases da vida”, defendeu.

A mediadora da mesa redonda e diretora da Rede Geronto, Suzana Schwerz Funghetto, destacou a necessidade de incentivo à formação escolar e acadêmica de idosos, mas também alertou que é preciso capacitar docentes para isso. “Temos que melhorar a formação de professores para o envelhecimento. Não adianta abrir a porta da universidade ou da escola se não a porta da formação de professores”, pontuou.

A mesa redonda contou também com a participação da pesquisadora da Università degli Studi di Parma Maria Augusta Nicoli. A programação do fórum segue na tarde desta segunda-feira (25) e terá uma segunda parte no dia 7 de outubro, com a apresentação dos trabalhos científicos que serão publicados na Revista Diálogos em Gerontologia. O evento pode hoje pode ser assistido na íntegra pelo YouTube da CLDF.

Fonte: Agência CLDF