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Pioneira do Rap do DF, Vera Verônika é homenageada na Câmara Legislativa

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Marcando o encerramento da III Semana Distrital do Hip Hop, a Câmara Legislativa realiza sessão solene nesta quarta-feira (19), às 19h, para entrega do Título de Cidadã Benemérita de Brasília à rapper Vera Verônica. A homenageada é reconhecida como uma das primeiras rappers feminina do Distrito Federal e uma das pioneiras do rap nacional. 

De origem humilde, Vera Verônica morou em Valparaíso de Goiás e desde muito cedo teve que ajudar financeiramente sua família. Ela começou a trabalhar precocemente como feirante e, apesar das dificuldades, conseguiu seguir os estudos acadêmicos e formou-se em pedagogia pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), tendo feito pós-graduação em “Ensino de África” pela Universidade de Brasília (UnB).

Na década de 1990, teve os primeiros contatos com a música participando de grupos de axé music. Conheceu o rap posteriormente por meio de Dino Black que a emprestou fitas cassetes com raps. Após familiarizar-se com o gênero, passou a fazer apresentações musicais com outro músico da cena do hip-hop brasiliense, DJ Chokolaty. 
 

Deputado Max Maciel (à esquerda) – Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

“Vera Verônica é um dos principais nomes do hip-hop do DF e sua atuação ultrapassa a música e se consolida como compromisso social, educativo e cultural”, observa Max Maciel, deputado que propôs a homenagem na Câmara Legislativa.

Em 2003, lançou seu primeiro álbum intitulado “Vera Verônika Canta MPB-rap: Música para o povo brasileiro em ritmo e poesia”. Já em 2012, lançou o álbum “Vera Verônika 20 anos”, que contou com a participação de inúmeros músicos regionais e de artistas como Ellen Oléria.

No ano de 2017, gravou o disco “Mojumbá” pela gravadora Agente Digital e, no ano seguinte, em comemoração aos seus vinte e cinco anos de carreira, lançou o álbum “Afrolatinas”. O disco, como toda a carreira de Vera, é marcado pela participação de músicos regionais e músicas que falam sobre diversidade, cidadania e política.

Também em 2018, a artista lançou o DVD, “Vera Verônika – 25 anos” gravado no dia 25 de julho de 2017, no Teatro Plínio Marcos do Complexo Cultural da Funarte. 
 

Patrimônio Cultural 
 

 

Semana contou com diversas oficinas, como a de grafite (Foto: Andressa Anholete/CLDF) 

Entre os dias 12 e 19 de novembro, a III Semana Distrital do Hip-Hop celebrou artistas, coletivos e agentes culturais que fortalecem o movimento no Distrito Federal. Foram dias marcados por debates, apresentações e ações em prol da cultura hip hop. Todas as atividades abertas ao público, numa uma celebração que coloca o movimento no centro do debate público, da memória e da política cultural do DF. 

Além da homenagem a Vera Verônika nesta quarta, a programação incluiu a entrega do título de Cidadão Benemérito de Brasília ao rapper X e uma celebração dos 35 anos da banda Câmbio Negro. Também foi lançado o Mapa das Desigualdades 2025, um projeto que analisa indicadores socioeconômicos para mostrar as desigualdades entre diferentes regiões.

Exposição do artista Makina de Rabisco
 

O artista Makina de Rabisko na exposição Vestígios do Invisível (Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF)

A III Semana Distrital do Hip-Hop começou com a abertura da exposição “Vestígios do Invisível”, do artista Flávio Mendes, conhecido como Makina de Rabisko. A mostra ficará em exibição no foyer do plenário da Câmara Legislativa, até o dia 28 de novembro, com obras que unem técnicas do grafite e da arte urbana com abordagens contemporâneas das artes visuais. A exposição traz quadros das séries Portais (2024) e Clarões do Invisível (2025), além de trabalhos inéditos, com uma proposta que aprofunda a pesquisa estética do artista, conectando espiritualidade, memória e imaginação coletiva.

“O Hip Hop, enquanto segmento cultural e musical, possui não somente importância para a cultura do Distrito Federal, mas também atua enquanto movimento de resistência em periferias e comunidades carentes. Com isso, o Hip Hop vem atuando no combate à criminalidade, diminuindo problemas sociais e incentivando o contato artístico para os jovens”, destaca o deputado Max Maciel.

Confira a transmissão da entrega do Título de Cidadã Benemérita de Brasília e do encerramento da III Semana Distrital do Hip-Hop pela transmissão da TV Câmara Distrital.
 

 

Fonte: Agência CLDF

Transporte clandestino traz riscos, e passageiro ainda pode perder viagem

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AGR alerta usuário a evitar uso do transporte clandestino
Veículos clandestinos flagrados serão apreendidos (Foto: AGR)

A Agência Goiana de Regulação (AGR) orienta os usuários do transporte rodoviário de passageiros a evitar o uso do transporte clandestino para se deslocar de uma cidade a outra dentro do estado de Goiás.

A prática traz grandes riscos à segurança e à vida dos passageiros, além de causar prejuízos aos operadores do sistema de transporte intermunicipal que atuam de forma regular e cumprindo as normas para o setor.

Neste feriado prolongado, as equipes de fiscalização da AGR estarão nas principais rodovias de todo o estado, em parceria com a Polícia Militar de Goiás (PMGO) e com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que oferecem segurança e apoio aos fiscais.

O objetivo central da operação é garantir a segurança dos usuários e coibir a atuação de veículos não autorizados. A coordenadora de Fiscalização da AGR, Cristina da Rocha Zanin, alerta que o transporte clandestino, muitas vezes contratado via redes sociais ou aplicativos de mensagens, oferece riscos severos à população.

“O maior inimigo é a cultura do ‘jeitinho’ e a busca por preços menores, ignorando a segurança. O passageiro viaja com desconhecidos, sem saber a procedência ou a condição mecânica do veículo e, em caso de acidente, não possui nenhuma cobertura de seguro”, destaca.

Além dos riscos físicos, o usuário do transporte irregular está sujeito a prejuízos financeiros e transtornos na viagem. Durante a fiscalização, se um veículo clandestino for flagrado, ele é imediatamente apreendido, e a viagem é interrompida no local.

A AGR não se responsabiliza pela continuidade do trajeto, restando ao passageiro buscar meios próprios para chegar ao destino ou retornar, enquanto o veículo é guinchado para um pátio credenciado.

Para os infratores, a penalidade é rigorosa. A multa inicial é de R$ 7 mil, valor que aumenta em 50% em caso de reincidência, somada aos custos de guincho e diárias de pátio.

Fiscalização AGR e PMGO contra transporte clandestinoFiscalização AGR e PMGO contra transporte clandestino
No feriado prolongado, fiscalização da AGR e PMGO estarão nas principais rodovias de todo o estado (Foto: AGR)

A AGR orienta que os passageiros verifiquem sempre se o veículo possui os adesivos de vistoria da agência e a licença de viagem autorizada antes de embarcar.

“Priorize a sua segurança e a da sua família. A empresa que está cadastrada na AGR está apta a fazer esse serviço, segue normas rigorosas de manutenção e não vai deixar o passageiro na mão”, reforça a coordenadora Cristina Zanin.

Saiba mais

AGR autoriza novas linhas de ônibus em Goiás

Agência Goiana de Regulação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Claque Cultural tem início nesta quarta-feira, no Teatro Goiânia

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Renato Teixeira no Teatro Goiânia - Claque Cultural
Renato Teixeira se apresenta gratuitamente com Almir Pessoa nesta quarta-feira (Foto: Divulgação Secult)

O Teatro Goiânia, unidade da Secretaria da Cultura (Secult), será palco do Projeto Claque Cultural a partir desta quarta-feira (19/11). As atrações gratuitas serão realizadas de quarta a sábado, por iniciativa da Secretaria da Retomada, com o apoio do Sesc-GO.

Programação da Claque Cultural

Na programação desta quarta-feira (19/11), shows do Duo Assis Machado e dos cantores Almir Pessoa e Renato Teixeira. Os ingressos devem ser retirados antecipadamente, mediante doação de 1 quilo de alimento não perecível, com limite de duas unidades por CPF.

As trocas já estão feitas na Secretaria da Retomada (Praça Cívica) ou no Sesc Centro, por quem possui credencial Sesc, das 9 às 17 horas.

Almir Pessoa - Claque CulturalAlmir Pessoa - Claque Cultural
Almir Pessoa fará duo com Renato Teixeira (Foto: Divulgação Secult)
Duo Assis se apresenta no dia da abertura (19/11) (Foto: Divulgação Secult)

Sexta-feira (21/11)

Na sexta-feira (21/11), três duplas sobem ao palco do Teatro Goiânia: Marden e Marley, Matão e Monteiro, e Willian Couto e Adrian. Além disso, haverá uma sessão de vocalização de poesia com a artista Dalva Alves.

No sábado (22/11), é a vez do comediante GV Silva apresentar o espetáculo de comédia A Culpa Não é Minha. Nestes dias a entrada será por ordem de chegada, sem retirada de ingressos.

Além das apresentações, a exposição de artes visuais Vermelho Encarnado, de Leandro de Araújo, fica em cartaz no Teatro nos dias 19, 21 e 22 de novembro, das 18 às 21 horas.

A programação completa do Claque Cultural está disponível no Instagram.

Serviço

Claque Cultural no Teatro Goiânia
Data: Quarta, sexta e sábado (19, 21 e 22/11)
Local: Teatro Goiânia – Rua 23, 252 – St. Central, Goiânia – GO
Entrada gratuita
Mais informações: instagram.com/claquecultural/

Secretaria da Cultura – Governo de Goiás



Fonte: Portal Goiás

Haddad avalia como robusto processo do BC sobre o Banco Master

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (18), que as investigações sobre o Banco Master devem estar muito robustas para terem levado à prisão do seu proprietário, Daniel Vorcaro.

Durante entrevista à imprensa, Haddad evitou comentar sobre a operação da Polícia Federal (PF), mas disse que a pasta está à disposição do Banco Central (BC), que vai lidar com os desdobramentos do caso.

“O Banco Central é órgão regulador do sistema financeiro e eu tenho certeza que, para ter chegado a esse ponto, todo esse processo deve estar muito robusto”, disse, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda nesta manhã.

Prisão

 


Brasília (DF) 18/11/2025 – Daniel Vorcaro -  Banco Master.
Foto: Banco Master
Brasília (DF) 18/11/2025 – Daniel Vorcaro -  Banco Master.
Foto: Banco Master

Brasília (DF) 18/11/2025 – Daniel Vorcaro foi preso quando tentava deixar o país. Foto: Banco Master – Banco Master

​Vorcaro foi preso pela PF no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto tentava deixar o país. A prisão ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada hoje, com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.}

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Liquidação

O BC também comunicou, hoje, a liquidação extrajudicial da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Imobiliários. A autarquia ainda decretou como indisponíveis os bens de controladores e ex-administradores do grupo.

“Eu penso que o Banco Central vai dando as informações na medida das suas possibilidades, à medida do andamento do processo de liquidação. O que cabe à Fazenda é dar suporte para as consequências desse ato; se houver, nós estamos aqui prontos para colaborar”, afirmou o ministro Haddad.

Com a liquidação da Master Corretora, umas das consequências, por exemplo, é o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir os investidores. “É uma coisa que diz respeito ao sistema financeiro como todo, mas aí nós vamos ver os desdobramentos e o impacto disso”, acrescentou Haddad.

Entidade privada gerida pelos bancos associados, mas regulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o FGC garante os saldos em conta e os investimentos de pessoas físicas e jurídicas de até R$ 250 mil para cada instituição financeira, com limite global de até R$ 1 milhão em quatro anos. O dinheiro é pago aos investidores em caso de quebra ou liquidação da instituição financeira.

Em agosto, em reunião extraordinária, o CMN apertou as instituições financeiras para poderem se associar ao fundo. Previstas para entrarem em vigor em 1º de junho de 2026, as novas regras foram definidas após o Banco Master passar a ser investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, em meio ao anúncio de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), instituição financeira ligada ao governo do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

CPI do Crime ouve direção da PF e promotor que atua contra PCC

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga a atuação do crime organizado realiza as primeiras oitivas do colegiado nesta terça-feira (18) com depoimentos do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, a partir das 9 horas. 

Na quarta-feira (19), será a vez da CPI ouvir o diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Antônio Glautter de Azevedo Morais, além do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) desde o início dos anos 2000. 

Instalada no último dia 4 de novembro após repercussão da operação policial no Rio de Janeiro (RJ) que matou 121 pessoas, as primeiras reuniões de trabalho da CPI do Crime Organizado do Senado ocorrem no momento que a Câmara dos Deputados tenta votar o substitutivo do projeto de lei (PL) Antifacção, que enfrenta resistências no governo e na oposição. 

Em entrevista à Agência Brasil, o relator da CPI do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), explicou que o objetivo da Comissão é produzir um diagnóstico completo da atuação das facções e milícias no Brasil que possibilite a adoção de políticas de segurança mais eficientes. 

“Com esse diagnóstico, daremos o encaminhamento de quais são as soluções que funcionam e aquelas que nunca funcionaram, embora sejam repetidas de tempos em tempos”, comentou o relator Vieira. 

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

A Comissão é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), que promete trabalhar para evitar que a CPI se transforme em palco político-eleitoral sem contribuições objetivas para o combate ao crime organizado no Brasil. 

“A gente tem que ter a responsabilidade de dar uma resposta para a população sem se deixar contaminar com esse viés político partidário ou eleitoral. Temos que fazer dessa CPI um resultado positivo em defesa daquilo que é elementar, que é a segurança pública como direito de todos e dever do Estado”, disse Contarato à Agência Brasil. 

 

Fonte: Agência Brasil

CNU: governo autoriza nomeação de mais 303 aprovados para vagas extras

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a nomeação de mais 303 aprovados para as vagas extras da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), realizado em 2024.

As autorizações estão publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (18), em três portarias do MGI (nº 10.293, nº 10.294, nº 10.295).

As novas nomeações são para os seguintes órgãos da administração pública federal: Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa); da Saúde; e da Gestão e da Inovação em Serviços Público, além da Fundação dos Povos Indígenas (Funai), do Ministério dos Povos Indígenas; e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).

  1. Portaria MGI nº 10.293/2025: autoriza o preenchimento adicional de 15 vagas de nível superior para o cargo de analista de infraestrutura (AIE), carreira criada para gerir grandes projetos na administração federal, com atuação em planejamento, coordenação, fiscalização, assistência técnica e execução de projetos e obras de grande porte.

Os profissionais dessa categoria atuam em áreas como infraestrutura viária, hídrica, saneamento, energia,  produção mineral, comunicações e desenvolvimento regional e urbano, listou o Ministério da Gestão.

       2. Portaria MGI nº 10.294/2025 autoriza o provimento adicional de 173 vagas de nível intermediário em três órgãos federais de atuação estratégica:

·         Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa): 60 vagas, sendo 25 agentes de atividades agropecuárias; 25 agentes de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal; e 10 técnicos de laboratório;

·         Funai: 38 vagas para o cargo de técnico em indigenismo;

·         IBGE: 75 vagas para técnicos em informações geográficas e estatísticas.

      3.   Portaria MGI nº 10.295/2025: autoriza mais 115 novas nomeações de nível superior para o Ministério da Agricultura e o Ministério da Saúde, assim distribuídas:

·         Ministério da Agricultura e Pecuária: 60 vagas, sendo 50 auditores fiscais federais agropecuários e 10 tecnologistas com lotação no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet);

·         Ministério da Saúde (MS): 55 vagas para tecnologistas.

Próximos passos

Com a publicação das três portarias, os próximos passos abrangem a nomeação pelos respectivos órgãos da administração pública federal.

As nomeações dependem da existência de vagas na data da posse e da comprovação de adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

A medida assegura que o reforço no quadro de pessoal seja compatível com a sustentabilidade ou “saúde fiscal” do Estado, o que significa que o governo federal só pode nomear novos servidores se tiver orçamento para pagar os salários.

Adicionalmente, cada pasta deverá verificar os documentos e a obediência dos requisitos pelos aprovados, de forma a garantir a nomeação somente daqueles que cumprirem todas as exigências.

CNU 1: vagas

A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) ofertou, inicialmente, 6.640 vagas em 21 órgãos públicos federais.​​

As vagas foram divididas em oito blocos temáticos, com oportunidades para candidatos de nível médio e superior.

Foi a primeira vez que uma única inscrição em um modelo de processo seletivo permitiu que o candidato concorresse a mais de um cargo, dentro do mesmo eixo temático, o que aumentou as chances de ser aprovado.

No momento da inscrição, os candidatos puderam indicar sua ordem de preferência para os cargos do bloco escolhido, em uma possível chamada.

Outra inovação foi que as provas foram aplicadas simultaneamente, em agosto de 2024, em 228 cidades de todo o Brasil. Os candidatos fizeram as provas em até 100 km do local de residência, o que reduziu a necessidade de grandes deslocamentos.

A medida reduziu para os candidatos os custos com deslocamentos, hospedagem e alimentação, o que tornou a participação mais democrática e acessível. 

Fonte: Agência Brasil

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso pela PF em Guarulhos

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​A Polícia Federal prendeu, no Aeroporto de Guarulhos (SP), o dono do banco Master Daniel Vorcaro, que tentava deixar o país. Ele está detido na Superintendência da PF, em São Paulo.

A prisão de Vorcaro ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF nesta terça-feira (18) com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.

Os agentes cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Segundo nota da Polícia Federal, as investigações começaram em 2024, depois que o Ministério Público Federal requisitou que se investigasse a possível fabricação de carteiras de crédito falsas por uma instituição financeira.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada, informou a PF.

Vorcaro foi detido um dia depois de a Fictor Holding Financeira ter anunciado que compraria o Master.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa de Daniel Vorcaro e está aberta para publicar seu posicionamento em relação ao caso. 

 

Fonte: Agência Brasil

Renda e cor são determinantes para não concluir ensino médio no país

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Estudo feito pela organização Todos pela Educação concluiu que a quantidade de estudantes que concluíram o ensino fundamental e o ensino médio no país avançou nos últimos dez anos, com aumento considerável da inclusão, porém ainda insuficiente para diminuir a disparidade, tanto considerando critérios raciais quanto de renda.

A pesquisa avaliou os índices de conclusão da educação básica na idade correta (16 anos para o fundamental e 19 para o médio), comparando os dados de 2015 e de 2025, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do seu Módulo Educação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Entre as conclusões apontadas pela pesquisa estão o avanço no ensino fundamental, no qual o número de concluintes até 16 anos passou de 74,7% em 2015 para 88,6% em 2025, um crescimento de 13,9 pontos percentuais. No ensino médio. o avanço foi ainda maior: de 54,5% para 74,3%, com aumento de 19,8 pontos percentuais.

“Esse avanço nós podemos atribuir a uma série de fatores. Houve melhorias no ensino ao longo da última década, políticas importantes, pedagógicas, na base de formação de professores, que melhoram o ensino de fato, disse Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação.

Para ela, há outras hipóteses, mais em relação aos últimos anos, que podem ser consideradas, como por exemplo as aprovações durante o período pandêmico (que diminuíram a distorção idade-série). Pode também, acrescentou, ser um reflexo ao longo das últimas décadas de maior acesso, pois são mais estudantes indo à escola na educação básica, o que é muito positivo”, explicou Manoela.

Cruzando os dados de conclusão em critérios de diferenças raciais, de gênero e de renda, o fator mais determinante ainda é a renda. No ensino médio, a diferença na taxa de conclusão entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos caiu 15,2 pontos percentuais ao longo da década, passando de 49,1 em 2015 (36,1% versus 85,2%) para 33,8 em 2025 (60,4% versus 94,2%). Ou seja, ambos os grupos avançaram, porém a disparidade ainda é considerável. Hoje, entre os 20% mais pobres, a quantidade dos que se formam no ensino médio ainda é 25% menor do que aqueles que se formavam, entre os 20% mais ricos, há dez anos. Essa diferença indica que, mantido o ritmo atual, os jovens mais pobres só terão as mesmas chances que os mais ricos de concluir o ensino médio em mais de duas décadas.

Embora menos determinante, o critério de raça ou cor ainda é importante e não deve ser desconsiderado. Segundo o resumo do estudo, a análise por recortes de cor ou raça também ressalta diferenças nas taxas de conclusão entre estudantes brancos e amarelos e pretos, pardos e indígenas (PPI). Em 2025, a taxa de conclusão foi de 81,7% para brancos/amarelos e 69,5% para PPI, uma diferença de 12,2 pontos percentuais, quase um terço da diferença entre os mais ricos e mais pobres.

Mesmo entre os mais pobres, a questão racial é determinante. Ao comparar os homens mais pobres, os PPIs têm taxa de conclusão hoje de 78,6%, a menor entre os segmentos. Jovens do sexo masculino pobres, porém, fora do critério de PPI, têm média de 86% de conclusão. O inverso ocorre entre as meninas, pois para elas as 20% mais pobres entre os PPIs têm 86,5% de taxa de conclusão, ante 85,5% de brancas e orientais. Na outra ponta, mulheres entre os PPIs têm 100% de taxa de conclusão, e as de descendência branca ou asiática, 99,3%. Homens brancos ou asiáticos têm taxa de 99,1% de conclusão, enquanto homens PPIs têm 93,2%. 

A disparidade regional também permanece relevante. Segundo o estudo, no ensino médio as maiores evoluções na década ocorreram nas regiões Norte (com alta de 25,7 pontos percentuais, passando de 43,4% em 2015 para 69,1% em 2025) e Nordeste (com avanço de 23 pontos percentuais, de 46,3% para 69,3% no mesmo período). Apesar dos aumentos, as taxas ainda estão bem distantes do Sudeste, com 79,6% de conclusão, do Centro-Oeste, com 75,4%, e do Sul, com 73,6% de concluintes dentro da idade correta.

“A gente tem que olhar para esse território, para as igualdades regionais que se refletem em outros indicadores também da educação básica. Então é muito importante olhar para políticas que possam avançar nesse sentido e, intencionalmente, para as desigualdades, olhando para as particularidades, principalmente no Norte e Nordeste, onde os estudantes mais precisam”, avalia Manoela.

Os resultados do estudo também indicam que é preciso ampliar e acelerar os esforços, principalmente para evitar evasão escolar e o atraso na conclusão dos ciclos de ensino. Entre as soluções consideradas está a ampliação de políticas de apoio à continuidade de estudos, inclusive políticas de complementação de renda, e o uso do ensino integral como política pedagógica de fomento. 

“Pesquisas recentes em alguns estados brasileiros já apontam uma redução da evasão no ensino médio quando o estudante está no ensino médio integral, comparado ao ensino médio regular.

Para a gerente da organização Todos pela Educação, políticas de recomposição das aprendizagens também são muito importantes. “E, claro, políticas que visam à redução das desigualdades, tanto socioeconômicas, quanto raciais ou regionais. Então, é muito importante que cada estado tenha um bom diagnóstico e entenda os maiores motivos e as causas desse abandono na sua rede de ensino para pensar uma combinação de ações e políticas de permanência que façam mais sentido para o seu território”, afirma. 

Fonte: Agência Brasil

Demori: Heloisa Villela relata bastidores de coberturas internacionais

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Com mais de 30 anos de experiência em cobertura internacional e análise política, a jornalista Heloisa Villela é a próxima convidada do DR com Demori. Na conversa, a repórter relembra os tempos de correspondente em Nova York, com destaque para o atentado de 11 de setembro às torres do World Trade Center, analisa a conjuntura política dos Estados Unidos nas últimas décadas e comenta o cenário brasileiro na atualidade. A atração vai ao ar às 23h desta terça-feira (18), na TV Brasil.

Com passagens pelo jornal O Globo, TV Globo e Rede Record, a jornalista conta que o início da trajetória ocorreu sem muita “organização”.

“Ninguém me mandou para lá. Eu ia passar um ano fora, era só esse o projeto. Tinha 25 anos. Queria viajar um pouco, ganhar experiência e aprender inglês. Era bem simples a minha proposta”, lembra.

Ao chegar a Nova York, Heloisa Villela recebeu a recomendação do então chefe do jornal O Globo de propor trabalhos eventuais para o veículo. “Uma das primeiras coisas que eu fiz foi um show do Gilberto Gil, que aconteceu em um lugar aberto, todo mundo em pé, maravilhoso. Depois fui de penetra no camarim dele, bati na porta, e ele me deu uma entrevista que acabou virando matéria de capa”, explica.


Brasília (DF), 11/11/2025 – A Jornalista Heloisa Villela é a convidada do programa DR com Demori, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 11/11/2025 – A Jornalista Heloisa Villela é a convidada do programa DR com Demori, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Assim, a jornalista começou a carreira com coberturas relevantes do cenário internacional. Ao programa DR com Demori, recorda, em especial, o atentado de 11 de setembro, em Nova York. “Eu estava com o meu filho recém-nascido em casa. Meu então marido me ligou e disse: ‘Liga a televisão, acho que a sua licença-maternidade acabou’.”, relembra. 

“Peguei o pequeno, botei umas fraldas, o berço portátil e corri para o trabalho. Aí eu comecei a trabalhar (…) foi uma coisa assim, muito surreal, né”, aponta. Além disso, no currículo de Heloisa há coberturas de eleições presidenciais norte-americanas, do Furacão Katrina, do terremoto no Haiti, entre outros eventos.

Após os anos dedicados ao jornalismo internacional, Heloisa Villela retornou ao Brasil. “Eu não aguentava mais não ter nenhum tipo de conexão mais profunda com o resultado do meu trabalho. Entrei na faculdade de jornalismo porque achava que podia fazer modificações importantes na vida das pessoas, e nunca ia fazer isso nos Estados Unidos”, afirma.

Atualmente, é comentarista de política do portal ICL Notícias, em Brasília. “Eu acho que cobrir política não podia ter sido a melhor decisão, porque eu queria trabalhar em algo que estivesse intrinsecamente ligado à vida da população, mesmo que fosse difícil”, conta.

Nesse sentido, Heloisa Villela defende o caráter essencial do jornalismo para a vida das pessoas. “É uma ferramenta essencial da democracia e que pode fazer os alertas, as críticas e ajudar a população a entender o que está acontecendo, para que ela cobre mais”.

Após a exibição na TV Brasil, o DR com Demori também fica disponível, na íntegra, no Youtube e no aplicativo da TV Brasil Play. O programa é transmitido em áudio, simultaneamente, na Rádio MEC, e as entrevistas ficam disponíveis em formato de podcast no Spotify.

Fonte: Agência Brasil

STF deve publicar nesta terça acórdão do julgamento de Bolsonaro

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve publicar nesta terça-feira (18) o acórdão do julgamento no qual a Primeira Turma da Corte manteve a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

O documento conterá o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, e dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O julgamento virtual do caso foi encerrado na sexta-feira (14).

Os ministros formaram o placar de 4 votos a 0 para rejeitar os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis réus para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

Com a publicação do acórdão, as defesas de Bolsonaro e de seus aliados devem apresentar novos recursos para tentar evitar as prisões para início de cumprimento da pena.

Novo recurso

Em princípio, Bolsonaro e outros réus não têm direito a novo recurso para levar o caso ao plenário, composto por 11 ministros, incluindo André Mendonça e Nunes Marques, que foram indicados pelo ex-presidente, e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro.

Para conseguir que o caso fosse julgado novamente pelo pleno, os acusados precisavam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2 no julgamento realizado no dia 11 de setembro e que os condenou.

Nesse caso, os embargos infringentes poderiam ser protocolados contra a decisão.  No entanto, o placar pela condenação foi de 4 votos a 1.

Contudo, as defesas devem insistir na tese de que novos recursos podem ser apresentados contra as condenações, e a questão terá que ser decidida por Alexandre de Moraes. 

Dessa forma, a partir desta quarta-feira (19), os infringentes poderão ser apresentados em até 15 dias.  

Os advogados também poderão optar por novos embargos de declaração, mas o mesmo tipo de recurso foi rejeitado na sessão da semana passada. 

Prisão

Atualmente, Bolsonaro está em prisão cautelar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se a prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor.

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde.

Condenados

Além de Bolsonaro, também já tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto;  Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

 Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.

 Confira a pena de cada condenado.

Fonte: Agência Brasil