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Violência contra profissionais de enfermagem é tema de audiência pública

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Os altos índices de violência contra enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem no Distrito Federal foram tema de audiência pública na manhã desta sexta-feira (5), na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O debate, proposto pela deputada Dayse Amarilio (PSB), surgiu após a divulgação de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPE-DF) sobre o perfil dos casos de agressão nas unidades de saúde do DF. 

A pesquisa, baseada em questionários e entrevistas realizados com 280 enfermeiras e 422 auxiliares e técnicas de enfermagem do DF, revelou números preocupantes sobre os casos de violência sofrida pelos profissionais de saúde. Segundo o estudo, 61,7% das profissionais respondentes afirmaram já terem sofrido agressões verbais no ambiente de trabalho, 35,6% dizem ter sofrido assédio moral, 15% sofreram algum tipo de violência física e 8,4% disseram ter sofrido assédio sexual. As profissionais entrevistadas também apontaram as agressões verbais e o assédio moral como os tipos de violência mais recorrentes. 

O estudo também mapeou o perfil dos agressores nas unidades de saúde do DF. Pacientes, familiares e acompanhantes, de acordo com a pesquisa, são os principais agressores em caso de violência física, agressão verbal e assédio sexual. Colegas de trabalho e chefes são os principais agressores em casos de assédio moral e assédio sexual. A pesquisa revelou ainda que as alas de internação são os locais predominantes de todas as violências, mas os abusos também ocorrem em salas de triagem, salas de procedimentos e corredores. Chama a atenção também o alto percentual de profissionais que consideram a agressão verbal uma violência típica de seu ambiente de trabalho, resposta de 84,1% das profissionais entrevistadas. 

O percentual de denúncias é baixo para todos os tipos de violência, principalmente para o assédio sexual. Apenas 15,2% das profissionais que sofreram violência física fizeram denúncias formais. O motivo apontado é a descrença na tomada de providências. No caso de assédio sexual, apenas 10,2% das entrevistadas efetivamente denunciaram os casos. O motivo apresentado pelas entrevistadas é o medo das consequências negativas da denúncia. A pesquisa indica ainda que 63,2% das entrevistadas sugerem a contratação de mais profissionais como solução para o enfrentamento de situações de violência. A pesquisa conclui que há maior incidência de atos violentos contra profissionais mulheres. Outro fato constatado pela pesquisa é que a violência costuma ser normalizada pelas profissionais entrevistadas. 
 

Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

“O aumento da violência contra os profissionais gera um absenteísmo muito grande que, no fim das contas, acaba afetando o atendimento à população. Proteger a força de trabalho da enfermagem é proteger a qualidade da assistência. O prejuízo com o absenteísmo é muito grande. O governo diz que não tem dinheiro para nomear ninguém na saúde, mas cria uma nova secretaria do direito do consumidor para acomodar um deputado federal que perdeu o mandato. Isso é um absurdo, uma falta de respeito com as pessoas que estão peregrinando em busca de atendimento na saúde. Para quebrar o ciclo de violência é necessário investimento na saúde. Contratar seguranças é somente um paliativo. A saúde precisa ser de fato prioridade”, defendeu a deputada Dayse Amarilio.

Para a enfermeira fiscal do Conselho Federal de Enfermagem, Katia Calegaro, a questão é grave e precisa ser resolvida com urgência. “Sete em cada dez profissionais de enfermagem do Brasil já sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho. Isso não é normal e não pode ser naturalizado. Há uma tendência preocupante de subnotificação dos casos. Não existe um fluxo para atendimento do profissional de enfermagem vítima de violência. O índice de suicídio dos profissionais de enfermagem ascende de tal maneira que nos preocupa profundamente”, observou.
 

Karine Afonseca, da Aben-DF, cobrou mais investimenoto em saúde (Foto: Ângelo Pignaton/CLDF)

A presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben-DF), Karine Afonseca, ressaltou que a causa da violência não está no caráter das pessoas, mas sim na falta de investimentos na saúde. “A violência nas unidades de saúde não é fruto do caráter das pessoas, há também que se considerar o fator da natureza do trabalho. O aumento da violência contra profissionais de saúde não é desvinculado da redução do número desses profissionais nas unidades, da falta de investimentos e da precarização das relações de trabalho. Instalar câmeras e colocar policiais nas unidades de saúde não vai resolver o problema”, aponta Afonseca. 

Esse diagnóstico foi compartilhado pelo presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (Sindenfermeiros), Jorge Henrique de Sousa e Silva. “Vemos um processo de desvalorização contínua do trabalho de enfermeiros, que se evidencia pela queda nos investimentos públicos em saúde. Além disso, desde 2019 testemunhamos incursões de parlamentares em hospitais para criminalizar os profissionais. Isso é um incentivo à violência contra os enfermeiros. Precisamos de políticas públicas integradas que envolvam os sindicatos, conselhos, movimentos sociais, a academia e os observatórios de violência no trabalho”, sugeriu.
 

O secretário-executivo de gestão administrativa da Secretaria de Saúde, Valmir Lemos (Foto: Ângelo Pignaton/CLDF)

Por fim, representando o Governo do Distrito Federal na audiência pública, o secretário-executivo de gestão administrativa da Secretaria de Saúde do DF, Valmir Lemos de Oliveira, destacou a importância de se pensar soluções para diferentes tipos de profissionais. “Temos que trabalhar regras que envolvam os servidores públicos e os prestadores de serviço. Essa quantidade de pessoas que frequentam as unidades têm que ser contempladas em um planejamento. Cada profissional tem seus problemas, suas faixas salariais diferentes. Muitos já chegam ao trabalho chateados por algum motivo externo à área hospitalar. Uma vez que tivermos uma ideia do que vamos fazer, vamos convidar as categorias para realizar esse trabalho”, prometeu. 

Fonte: Agência CLDF

Em sessão solene do Dia do Psicólogo, CLDF debate desafios e piso salarial da categoria

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Neesta sexta-feira (5), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma sessão solene em homenagem ao Dia do Psicólogo. Presidida pelo deputado Jorge Vianna (PSD), a cerimônia reuniu profissionais da saúde mental para celebrar conquistas e debater os principais desafios enfrentados pela categoria.

Entre os temas discutidos, os homenageados destacaram o Projeto de Lei 3.086/2024 que estabelece um piso salarial nacional para psicólogos — atualmente em análise no Senado — e a regulamentação da psicoterapia como prática exclusiva da categoria, assegurando que apenas profissionais com formação acadêmica e registro possam atuar diretamente no cuidado da saúde mental.

Durante a cerimônia, Vianna reforçou, ainda, a necessidade de incluir psicólogos na Política Nacional de Atenção Básica, para ampliar o modelo de serviço de saúde voltado majoritariamente para o cuidado de doenças físicas. “Se continuarmos insistindo em fazer saúde só com médico, enfermeiro e técnico e agentes comunitários de saúde, não vamos resolver [os desafios de atendimento médico da população]. O psicólogo deve estar também na atenção primária”, frisou.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

 

Mobilização coletiva

A representante do Sindicato dos Psicólogos (Sindpsi-DF), Tamara Levy Valente de Carvalho, ressaltou a urgência de uma mobilização coletiva da categoria para debater estratégias de enfrentamento a precariedade do ambiente de trabalho, escassez de recursos básicos para prestação do serviço, falta de nomeações e ausência de um piso salarial para os profissionais da saúde mental.

“Nós sabemos da fragilidade dos vínculos, da ausência de condições dignas de trabalho, vagas de emprego, piso salarial e várias outras dificuldades que enfrentamos”, ressaltou Tamara Levy.  “A psicologia está sempre preocupada em cuidar da sociedade, em se doar, em se colocar no lugar do usuário do serviço, mas poucas vezes nos organizamos enquanto sujeitos que tem direitos”, frisou.

Vianna também ressaltou a importância de intensificar e estimular a participação sindical nos profissionais de saúde mental para que as reivindicações da categoria sejam atendidas e o atendimento psicossocial da população do DF seja ampliado. “Se não fortalecemos o sindicato, a parte política, os psicólogos vão ficar de fora. A psicologia, hoje, é protagonista deste século. A doença mental está superando qualquer outro tipo de doença”, enfatizou o parlamentar.

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

 

Desafios e avanços

No encontro, os homenageados compartilharam os desafios e avanços da atuação profissional da categoria no DF. A vice-diretora do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, Eliane Ribeiro, salientou que os psicólogos enfrentam constantes dificuldades financeiras e de valorização. “As nossas lutas são muitas, desde relacionadas a salário, condições de trabalho, reconhecimento de atuação em determinados campos até a manutenção de um ensino público e gratuito na Universidade de Brasília”, listou.

Paula Giraldelle, representante da Secretaria de Saúde (SES-DF), ressaltou a presença da categoria nos órgãos e serviços que funcionam dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), como as Unidades Básicas de Saúdes (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps), hospitais e redes de urgência e emergência.

“A psicologia desempenha um papel fundamental no SUS, contribuindo de forma ética, técnica e comprometida”, enfatizou Paula Giraldelle. “Temos psicólogos em todos os níveis de atenção na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, sempre cuidando das pessoas em suas singularidades, mas também entendendo que o sofrimento e as demandas são coletivas”, salientou.

Ela destacou, ainda, a implantação da Subsecretaria de Atenção à Saúde Mental, em janeiro deste ano, em resposta ao aumento na demanda por cuidados psicológicos e psiquiátricos da população do DF entre 2023 e 2024. Apesar dos avanços, segundo Paula Giraldelle, a Secretaria de Saúde do DF enfrenta um déficit de cerca de 400 profissionais da área, reforçando a “invisibilidade” do serviço realizado pelos profissionais de saúde mental.

Ao fim do evento, os homenageados foram prestigiados com moções de louvor. A solenidade desta sexta-feira (5) foi transmitido pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, pode ser reassitida no canal da CLDF no YouTube.

Fonte: Agência CLDF

Economia regulamenta emissão de nota fiscal vinculada a pagamentos eletrônicos

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Economia regulamenta emissão de nota fiscal vinculada a pagamentos eletrônicos
Medida facilita controle de recursos recebidos e reduz risco de fraudes (Foto: Secretaria de Economia)

A Secretaria da Economia publicou, nesta quinta-feira (04/09), a Instrução Normativa nº 1608/25, que torna obrigatória a vinculação das transações feitas por meio de pagamento eletrônico à emissão de nota fiscal correspondente nas operações sujeitas ao ICMS.

A medida representa avanço na modernização das obrigações acessórias e traz benefícios também aos contribuintes, ao facilitar o controle dos recursos recebidos e reduzir o risco de fraudes. Estão dispensados da regra os contribuintes enquadrados como Microempreendedores Individuais (MEIs).

A exigência entra em vigor em 1º de novembro de 2025, de forma escalonada.

Na primeira etapa, será aplicada a supermercados, hipermercados, postos de combustíveis e farmácias com faturamento superior a R$ 4,8 milhões em 2024. A maioria desses estabelecimentos já utiliza sistemas integrados, o que deve tornar a adaptação mais simples.

Calendário

A obrigatoriedade se estenderá gradualmente, conforme o faturamento anual:

  • 1º de novembro de 2025 – supermercados, hipermercados, postos de combustíveis e farmácias com faturamento acima de R$ 4,8 milhões;
  • 1º de fevereiro de 2026 – demais atividades com faturamento acima de R$ 4,8 milhões;
  • 1º de maio de 2026 – empresas com receita entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões;
  • 1º de agosto de 2026 – empresas com receita de até R$ 360 mil.

Em todos os casos, o ano de referência para o faturamento é 2024. Para contribuintes que iniciaram atividades a partir de 2025, o prazo de adequação será o da última faixa (1º de agosto de 2026).

Saiba mais

Economia disponibiliza novo sistema de download de NF-e, NFC-e e CT-e

Secretaria de Estado da Economia – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

TV Brasil transmite domingo 1º jogo da final do Brasileirão feminino

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A TV Brasil exibe neste domingo (7), às 10h30, o jogo de ida da grande final da Série A1 do Brasileirão feminino de futebol, entre Cruzeiro e Corinthians, dando sequência à cobertura especial do campeonato. A partida será disputada no Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG), e promete fortes emoções aos torcedores.

O Cruzeiro chega embalado após eliminar o Palmeiras com o placar agregado de 4 a 3, conquistando de forma inédita uma vaga na final da elite do futebol feminino. As Brabas, tricampeãs da competição, avançaram ao superar o São Paulo no jogo de ida por 2 a 0 e empatar o de volta em 2 a 2, garantindo mais uma vez presença na decisão.

O confronto marca o início da disputa pelo título nacional. O jogo de volta será no domingo seguinte (14), com mando de campo do Corinthians, por ter somado mais pontos ao longo do campeonato.

A transmissão reforça a estratégia da TV Brasil de ampliar a visibilidade das competições femininas. Além da Série A1, a emissora também exibiu partidas das Séries A2 e A3 do Brasileirão Feminino e transmitiu a Liga de Basquete Feminino (LBF Caixa).

Por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), torcedores de todo o Brasil poderão acompanhar a decisão em sinal aberto e gratuito, com qualidade de imagem e som. Saiba como sintonizar.

Videocast Copa Delas

Para quem deseja aprofundar a experiência, o videocast Copa Delas, disponível no YouTube da TV Brasil, traz entrevistas, análises, comentários técnicos e bastidores dos clubes participantes.

Ao vivo e on demand

A programação da TV Brasil pode ser acompanhada pelo sinal aberto, TV por assinatura, parabólica e online. Os jogos ficam disponíveis ao vivo e sob demanda no TV Brasil Play, pelo site ou aplicativo gratuito para Android e iOS.

Assista também pela WebTV.

Fonte: Agência Brasil

Furto de energia no país gerou custo de R$ 10,3 bilhões em 2024

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O furto de energia, conhecido como perdas não técnicas de energia elétrica no Brasil, representaram um custo de R$ 10,3 bilhões em 2024, de acordo com relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Conhecido como “gato”, o furto de energia ocorre no mercado de baixa tensão, que é composto por consumidores residenciais, pequenos comércios, escritórios e pequenas indústrias. Esse furto de energia gera também um consumo sem controle da carga distribuída. Inúmeros aparelhos, tecnicamente precários, estão conectados a essa carga furtada, o que provoca danos ao sistema e prejudica o atendimento aos demais consumidores.

As concessionárias de grande porte, que têm o mercado maior do que 700 Gwh (gigawatt-hora), são as responsáveis por fazer a gestão dos níveis dessas perdas comerciais, devido à amplitude do mercado de distribuição e à complexidade de combater práticas irregulares.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) detalha a complexidade e os desafios impostos por essa prática, considerada crime, no estudo “Furto de energia: Perdas não técnicas”, que acaba de ser lançado. O material explica de que forma os custos com furtos impactam a tarifa de energia de todos os consumidores regulares.

O sistema elétrico brasileiro trata diariamente com perdas de energia. Parte dessas perdas é técnica, inerente ao transporte e transformação da eletricidade. Outra parte refere-se às originadas de ligações irregulares, fraudes e erros de medição ou faturamento, que têm crescido e atingiram 16,02% do mercado de baixa tensão em 2024.

Além do impacto financeiro na conta de luz dos consumidores, essa prática gera consumo sem controle, podendo sobrecarregar o sistema, provocar danos à infraestrutura e prejudicar a qualidade do serviço aos demais consumidores.

De acordo com a Aneel, em 2024, as interrupções no fornecimento por roubo de energia somaram 88.870 – cada uma delas com duração média de 8,64 horas.

A segurança da população também é comprometida: em 2024, 45 pessoas perderam a vida e 69 ficaram feridas em acidentes relacionados a furtos ou ligações clandestinas, de acordo com levantamento da Abradee.

“O combate ao furto de energia é uma responsabilidade coletiva. Mais do que prejuízo financeiro, as ligações clandestinas, colocam vidas em risco, sobrecarregam o sistema elétrico e penalizam o consumidor regular com tarifas mais altas. Precisamos de políticas públicas integradas, conscientização da população e reforço na fiscalização para garantir um fornecimento seguro, justo e sustentável para todos os brasileiros. Furto de energia no Brasil é equivalente ao total gerado pela usina de Tucuruí, no Tocantins, a segunda maior do país”, explicou o presidente da Abradee, Marcos Madureira.

A Associação e suas distribuidoras atuam ativamente no combate ao furto, com iniciativas como a Campanha Nacional de Segurança, que foca na prevenção de acidentes e na conscientização. As empresas têm buscado identificar e coibir os furtos com o uso de tecnologia, incluindo equipamentos mais resistentes e inteligência artificial. 

Fonte: Agência Brasil

Veículos da EBC transmitem Desfile Cívico-Militar do 7 de setembro

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Empresa Brasil de Comunicação (EBC) prepara transmissão e cobertura especiais do Dia da Independência, neste domingo, 7 de setembro. O tradicional Desfile Cívico-Militar de Brasília (DF) ganha espaço nos veículos da instituição, levando aos lares de milhões de brasileiros imagens, informações e análises sobre a data. O tema das celebrações deste ano é ‘Brasil Soberano’. O início do Desfile na capital federal está previsto para as 9 horas.

O diretor-presidente da EBC, Andre Basbaum, destaca a relevância da iniciativa: “Para a EBC, o 7 de Setembro equivale a uma Copa do Mundo. É um momento de mobilização total, em que tradição, expertise, carinho e vontade se unem para entregar uma cobertura à altura da celebração da nossa soberania”.

Basbaum lembra que a empresa reforça o papel essencial da comunicação pública na valorização da identidade nacional, alinhando-se ao tema do evento, ‘Brasil Soberano’.

“A cobertura do 7 de Setembro é um marco no calendário da EBC e manteremos o padrão de excelência que o público já conhece, oferecendo uma transmissão ampla, informativa e acessível a todos os brasileiros e em diferentes canais”, completa.

“Este ano, o 7 de Setembro ainda tem um diferencial, que é o de reafirmar a soberania do país e a força de suas instituições democráticas. E a transmissão da EBC vai corresponder a este momento, trazendo detalhes de cada eixo que serão tratados no desfile”, complementa o diretor-geral da EBC, Bráulio Ribeiro.

 


Brasília, DF 07/09/2024 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado de diversos ministros e autoridades, participa do desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Brasília, DF 07/09/2024 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado de diversos ministros e autoridades, participa do desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

Veículos públicos

A programação da TV Brasil começa logo cedo, às 8h, com a expectativa para a cerimônia e a chegada do público. Além de Brasília, haverá entradas também do Rio de Janeiro e de São Paulo. A transmissão especial do desfile começa a partir das 9h, com especialistas comentando os símbolos da festa e o significado histórico do 7 de setembro.

Na Rádio Nacional, boletins jornalísticos ao longo do dia vão atualizar os ouvintes sobre o andamento do Desfile. A Rádio Nacional da Amazônia apresenta ainda edições especiais do programa Natureza Viva, às 9h, e Ponto de Encontro, às 10h.

Agência Brasil e a Radioagência Nacional integram a cobertura factual direcionada ao público amplo e também a outros veículos de comunicação que queiram aproveitar os materiais, seja em texto, foto ou áudio.

Rede Gov

No Canal Gov, a transmissão terá início às 8h, com a apresentação de um programa especial com reportagens, entradas ao vivo da Esplanada dos Ministérios, do Rio de Janeiro e de São Paulo, e convidados especiais. Além da participação do público via redes sociais, a emissora contará com representantes do governo federal e de cada uma das Forças Armadas, que vão falar sobre os detalhes da cerimônia.

Já a Rádio Gov entrará em rede, ao vivo. Emissoras de rádio de todo o país poderão retransmitir o desfile pelo mesmo sinal de satélite do programa A Voz do Brasil ou por streaming. Para os ouvintes, a cobertura completa estará disponível no player do portal, no endereço radiogov.ebc.com.br.

 


Brasília, DF 07/09/2024 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado de diversos ministros e autoridades, participa do desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Brasília, DF 07/09/2024 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado de diversos ministros e autoridades, participa do desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

Redes sociais

As equipes de redes sociais da EBC estarão com repórteres produzindo conteúdo exclusivo para os perfis do Canal Gov, da EBC e da Agência Brasil no Instagram, além de publicações no TikTok do Canal Gov e da EBC, bem como highlights no X da TV Brasil.

Pelo Youtube da TV Brasil e Canal Gov, também é possível assistir ao Desfile. Além das transmissões em seus veículos, a EBC será a responsável pela geração de imagens para os demais canais de televisão. Para garantir a qualidade e todos os detalhes da cerimônia para os telespectadores, a cobertura conta com cerca de 22 câmeras que serão distribuídas ao longo do percurso.



Fonte: Agência Brasil

Financiamentos de motos crescem 10,3%; carros e caminhões têm queda

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Levantamento da B3, operadora da Bolsa de Valores, aponta aumento de 10,3% nas vendas financiadas de motos em agosto, na comparação com o mesmo mês no ano passado. Ao todo, foram 170 mil unidades financiadas, dos quais 126 mil novos. Em agosto de 2024, foram 154 mil unidades, sendo 114 mil novas. 

Em julho deste ano, foram 160 mil unidades (115 mil novas).

O crescimento, no entanto, não ocorreu para outros tipos de veículos. Os veículos leves financiados (carros, utilitários, SUV) apresentaram redução de 4,5% frente a agosto de 2024 e de 5,6% comparado a julho de 2025.

Os veículos pesados (caminhões, ônibus, reboques) tiveram queda de 15,9% em relação a agosto de 2024 e 9,9%, em comparação a julho deste ano .

O total de vendas financiadas de veículos no país chegou a 622 mil unidades no mês, o que representa queda de 1,5% na comparação com agosto de 2024 e de 2,7% em relação a julho de 2025.

No acumulado do ano, os financiamentos já atingiram a marca de 4,669 milhões de unidades, com ligeira queda em relação ao ano passado (0,4%). 

No mês de agosto, foram 29,6 mil veículos financiados vendidos por dia útil, melhor média do ano. 

“Esse desempenho mostra que o mercado continua aquecido, superando inclusive o excelente resultado registrado no ano anterior”, afirmou Daniel Takatohi, Superintendente de Produtos de Financiamentos na B3.

A B3 gerencia o Sistema Nacional de Gravames, base de dados que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos, como garantia em operações de crédito no país.

Fonte: Agência Brasil

PP e União saem do governo para herdar voto bolsonarista, diz analista

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O desembarque da Federação dos partidos União Brasil (UB) e Progressistas (PP) do governo Lula tem como objetivo tentar herdar os votos fieis do ex-presidente Jair Bolsonaro, avalia o cientista político João Feres Júnior.

O anúncio da saída foi no mesmo dia do início do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), momento que se aproxima da possível condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Professor titular do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), Feres Júnior afirmou à Agência Brasil que esses de partidos da direita que compõem o governo temem o enfraquecimento eleitoral diante da polarização entre PL e PT.  

“A saída deles do governo é em busca de uma revitalização por meio do voto e aí eles colam no bolsonarismo. Afinal, Bolsonaro é capaz de mobilizar uma quantidade imensa de votos e eleger desconhecidos, como fez em 2018 e 2022. Por outro lado, acho que não vai ter espaço para todo mundo nessa competição”, destacou Feres.

A Federação União-PP reúne 109 deputados na Câmara, configurando, juntos, a maior bancada da Casa. No Senado, a Federação reúne 14 parlamentares, seis do União Brasil e oito do Progressistas.

A cientista política e professora da Universidade de Brasília (UnB) Michelle Fernandez destacou que a saída desses partidos do governo tem relação com as movimentações políticas para a eleição geral de 2026.

“Alguns partidos cobraram dos seus parlamentares que se desvinculassem do governo para que pudessem estar na composição da oposição no processo eleitoral do ano que vem”, disse.

A saída

Ao anunciar a saída, a Federação disse que a decisão “representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”. As legendas cobraram a saída dos ministros que estão na Esplanada, como o do Turismo, Celso Sabino (União), e o do Esporte, André Fufuca (PP). 

Por outro lado, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, cobrou compromisso com o governo daqueles que decidirem ficar.

“Precisam trabalhar conosco para aprovação das pautas do governo no Congresso Nacional. Isso vale para quem tem mandato e para quem não tem mandato, inclusive para aqueles que indicam pessoas para posições no governo, seja na administração direta, indireta ou regional”, disse em uma rede social.

O espólio

Para João Feres, na medida em que Bolsonaro vai selando seu destino, aumenta a ansiedade do campo da direita na competição pelos votos do ex-presidente.


Brasília (DF), 12/09/2024 - O cientista político João Feres Júnior, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Repercussão PL da Anistia. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Brasília (DF), 12/09/2024 - O cientista político João Feres Júnior, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Repercussão PL da Anistia. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

“A direita viu Bolsonaro como sendo esse baú de votos e muita gente se beneficiou disso. Com ele saindo da cena política, provavelmente para nunca mais voltar, eu acho que a competição fica muito grande”, completou o cientista político da Uerj.

Para o professor João Feres, a disputa por esse voto também explica o apoio que esses partidos estão dando ao projeto de lei da anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado.

“É uma tentativa de reavivar o Bolsonaro porque ele organiza esse campo da direita. Se eles conseguirem a anistia do Bolsonaro, imaginam que o ex-presidente põe ordem na direita e a competição fratricida pelos votos diminui. Sem Bolsonaro, a coisa fica mais complicada. Existe uma ansiedade desses caras verem esses votos se dissiparem”, comentou o especialista. 

Michelle Fernandez destacou ainda que o movimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de pressionar pela anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado faz parte dessa estratégia de herdar os votos bolsonaristas.


Brasília (DF) 04/09/2025 - A cientista política e professora da Universidade de Brasília (UnB) Michelle Fernandez. Foto: Casa de América/Divulgação
Brasília (DF) 04/09/2025 - A cientista política e professora da Universidade de Brasília (UnB) Michelle Fernandez. Foto: Casa de América/Divulgação

“O Tarcísio ainda precisa do Bolsonaro para conseguir decolar politicamente como possível candidato nas eleições do ano que vem, se é que ele vai se candidatar à Presidência da República, porque isso também não é algo certo”, disse.

Para João Feres, Tarcísio pode não ter consenso da direita. “O Tarcísio não vai ser candidato de consenso, eles não vão produzir um candidato de consenso”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Seis pessoas morrem em operação contra o Terceiro Comando Puro no Rio

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Uma operação conjunta das polícias civil e militar na Vila Aliança, em Bangu, zona oeste do Rio, resultou na morte de seis criminosos, além da prisão de dois homens, que tentavam roubar um ônibus urbano para atravessar na pista, na entrada da comunidade para dificultar a ação das forças de segurança do estado. 

Ao todo, seis ônibus e dois caminhões foram roubados por criminosos e atravessados nas principais ruas de acesso à Vila Aliança. Os criminosos também fecharam as entradas da comunidade com barricadas e atearam fogo em pneus em vários pontos da Vila Aliança. Dois helicópteros das forças de segurança foram usados na ação para dar apoio as equipes de terra.

A ação começou por volta das 9h da manhã, depois que as subsecretaria de inteligência das duas instituições confirmaram a presença dos traficantes Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, e José Rodrigues Gonçalves Silva, o Sabão, ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) estavam na comunidade. As duas lideranças não foram localizadas.

Durante a ação, os agentes chegaram a um imóvel onde seis criminosos mantinham um pastor e uma criança como reféns. Houve resistência e os bandidos foram mortos. As vítimas foram liberadas em segurança.

Coronel é apontado como mandante do assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, após se recusar a se relacionar com o traficante, no dia 17 do mês passado, na saída de um baile funk na favela da Coreia, em Senador Camará e ser espancada até a morte.

A ação também teve como objetivo a prisão dos envolvidos no ataque a um helicóptero da Polícia Civil e atingir o co-piloto da aeronave com um tiro de fuzil em uma ação na mesma localidade, em março deste ano.

Além das tropas de elite das polícias Civil e Militar, participaram da ação agentes da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil, da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

A Polícia Militar também realizou um cinturão de segurança em torno das comunidades Vila Aliança, Coreia, Cavalo de Aço, Rebu, Sapo, Sossego e Santo André, na zona oeste. A ação teve a finalidade de reprimir o roubo de veículos e evitar a movimentação de criminosos.


Fonte: Agência Brasil

Justiça mantém patente das canetas emagrecedoras Victoza e Saxenda

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A farmacêutica Novo Nordisk informou nesta quinta-feira (4) que a Justiça Federal no Distrito Federal concedeu uma liminar para manter a patente da liraglutida, princípio ativo das canetas emagrecedoras Victoza e Saxenda, produzidas pela empresa.

De acordo com a decisão, a patente, que estava expirada, ficará mantida pelo prazo de 8 anos, 5 meses e um dia.

A decisão foi tomada após a Justiça reconhecer as alegações de demora na concessão da patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que, segundo a empresa, demorou 13 anos para analisar o processo de registro de exclusividade.

Diante da demora, a Justiça decidiu recompor o prazo da patente para compensar o atraso.

Na avaliação da Novo Nordisk, a decisão representa segurança jurídica nos processos de patentes.

“Sem a garantia de que o direito à patente será respeitado e o exame ocorrerá em um prazo razoável, o Brasil corre o risco de ficar para trás no acesso a novas tecnologias em saúde”, declarou a empresa.

Após a decisão, a Novo Nordisk informou que também busca o mesmo entendimento para a patente da semaglutida, substância presente nos medicamentos injetáveis Wegovy e Ozempic, também produzidos pela farmacêutica.

Cabe recurso do INPI contra a decisão da Justiça Federal.

Fonte: Agência Brasil