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População deve cobrar Câmara sobre PEC da Blindagem, diz ministro

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O ministro da Educação, Camilo Santana, disse nesta quinta-feira (18) que o governo federal não pode interferir nos outros poderes, mas que a população brasileira precisa cobrar a Câmara dos Deputados pela aprovação da proposta de emenda à Constituição que vai dificultar a investigação de crimes cometidos por deputados e senadores, chamada de PEC da Blindagem.

“São poderes autônomos, independentes, está no papel dos legisladores. Mas a população também pode cobrar se é justo um cidadão brasileiro responder por suas atitudes e o Congresso Nacional ter blindagem”, afirmou. 

O ministro participa da 2ª Cúpula Global da Coalizão para Alimentação Escolar, realizada em Fortaleza, que reúne representantes de mais de 80 países.

Questionado se a aprovação da PEC da Blindagem pode atrapalhar a fiscalização dos recursos destinados à merenda escolar, Camilo Santana disse que o programa já conta com as instâncias de fiscalização.

“Nós temos os órgãos de controle para acompanhar. Nós temos os Tribunais de Contas dos estados e dos municípios, temos o Tribunal Contas da União, temos os conselhos escolares, inclusive o próprio PNAE tem os seus conselhos que são responsáveis por acompanhar”.

O Brasil é apontado como referência por ter o maior programa de alimentação escolar do mundo. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) atende 40 milhões de estudantes em todo o país.  Em 2025, o orçamento foi R$ 5,5 bilhões.

Fiscalização

Entre 2017 e 2018, os auditores do TCU foram a 130 escolas nos 26 estados e no Distrito Federal e avaliaram as respostas de questionários enviados para outras 3 mil escolas de todo o país. O resultado é que foram constatadas irregularidades na gestão dos recursos repassados para a alimentação dos estudantes em dez estados. Em abril deste ano, em uma sessão plenária, o TCU concluiu que é preciso melhorar o controle interno de recursos do PNAE. 

Para Renata Carvalho, auditora chefe da Unidade de Auditoria Especializada em Educação, Esporte, Cultura e Direitos Humanos do TCU, os métodos de fiscalização precisam ser atualizados conforme a legislação.

Ela não acredita que a PEC da Blindagem vá interferir na fiscalização dos recursos originários de emendas parlamentares:

“A execução das emendas pode não necessariamente alcançar o próprio parlamentar, às vezes ela passa pela execução direta pelo ente que recebeu o recurso, que é derivado da emenda [parlamentar].”

Para Renata Carvalho, o diferencial está na transparência. “A entrega do serviço à população conversa muito com o nível de transparência que a gente tem, para que a gente possa fiscalizar a execução desses recursos. Isso de uma forma geral. Não só em relação ao TCU.  A gente tem trabalhado pela transparência. Se a gente tiver transparência nas emendas, aí eu acho que a blindagem é um assunto diferente”. 

Outro caminho apontado pela auditora também passa pelo controle social.

Durante o evento em Fortaleza, o TCU lançou uma nova edição da cartilha para ajudar a atuação dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAEs). Os conselhos são formados por diferentes atores da comunidade escolar, profissonais de educação, familiares dos estudantes, sociedade civil e foram criados para acompanhar a execução do PNAE. 

Fonte: Agência Brasil

Idosa morre em Mauá após tubulação da Sabesp cair em cima de sua casa

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Uma mulher morreu nesta quarta-feira (17), em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, após uma tubulação da Sabesp cair em sua casa.  A Sabesp estava executando uma obra numa adutora para abastecer um reservatório de água. Enquanto estava no sofá da sala de sua casa, Clelia dos Santos Pimentel, de 79 anos, foi esmagada por um tubo que soltou-se devido ao excesso de peso no momento do içamento da estrutura.

A Defesa Civil da cidade foi chamada para acompanhar o caso. A casa de Clelia, no bairro Jardim Zaíra, foi interditada até o fim da perícia e da remoção da tubulação. Uma nova avaliação será realizada depois que acabar a investigação.

A Sabesp informou, em nota, que prestará suporte à família da vítima e contribuirá nas investigações. Também afirmou que a empresa responsável pela execução das obras foi imediatamente desligada.

“A Sabesp lamenta profundamente o acidente ocorrido nesta quarta-feira. A segurança dos trabalhadores e da população é sempre a maior prioridade da Sabesp e um acidente como este é absolutamente inaceitável. Estamos todos profundamente consternados e nos solidarizamos com os familiares e amigos da vítima. A Sabesp está prestando todo o apoio possível à família da moradora.” escreveu a empresa.

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A prefeitura de Mauá também lamentou o ocorrido e informou que atendimento social e de saúde será colocado à disposição dos familiares da Clelia.

*Estagiário sob supervisão de Eduardo Luiz Correia

 

Fonte: Agência Brasil

Dino mantém cassação do mandato do ex-deputado Chiquinho Brazão

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (28) um mandado de segurança impetrado pela defesa e manteve a cassação de mandato do ex-deputado Chiquinho Brazão, um dos réus pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018. 

Em abril deste ano, Brazão foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara por excesso de ausências não justificadas, em razão de ele ter ficado mais de um ano preso preventivamente, sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato. Ao todo, foram registradas 72 faltas às sessões plenárias. Atualmente, ele aguarda o julgamento do caso em prisão domiciliar. 

Dino destacou que o Regimento Interno da Câmara não prevê, entre as hipóteses de licença do mandato, as prisões preventivas, motivo pelo qual não poderia reverter a decisão da Mesa Diretora. 

O ministro disse que o ato é também compatível com o artigo 55 da Constituição, que prevê a perda de mandato para o parlamentar que faltar a um terço das sessões ordinárias. 

“No exercício de funções de membro de Poder, diretamente delegadas da soberania popular, a presença física na sede do respectivo Poder deve ser a regra, admitindo-se apenas episodicamente o ‘trabalho remoto’ em razão da imperatividade do controle social mais forte e eficaz sobre os órgãos de cúpula do Estado”, escreveu o ministro. 

Dino afirmou que tais circunstâncias indicam não haver a “probabilidade do direito” de reverter a cassação. Ele ressalvou, contudo, que a nulidade da cassação poderá ser novamente analisada a depender do desfecho da ação penal sobre o assassinato de Marielle. 

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Defesa 

A defesa de Brazão argumenta que o ato da Mesa Diretora é inconstitucional, por violar a presunção de inocência, uma vez que não há condenação. 

Para a defesa, além disso, a Mesa Diretora desvirtua as regras para a cassação de mandato ao dizer que as ausências por causa da prisão preventiva equivalem a faltas injustificadas. A Câmara estaria assim inaugurando “uma nova hipótese de restrição dos direitos políticos”, escreveu a defesa. 

O advogado Cleber Lopes de Oliveira, que defende o parlamentar, sustenta ainda que Brazão somente não compareceu às sessões da Câmara por ter sua liberdade cerceada de modo provisório e diante da impossibilidade de acesso remoto às votações a partir das instalações carcerárias. 

Relembre o caso

Chiquinho Brazão foi denunciado junto com seu irmão, Domingos Brazão, que ainda se mantém como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Os dois foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco. 

A denúncia foi apresentada após o ex-policial militar Ronnie Lessa, executor confesso do crime, ter fechado um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público e delatado os irmãos Brazão. Também é réu pelo crime o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa. 

A PGR apontou como motivação para o assassinato as disputas políticas e territoriais pela regularização de áreas na Zona Oeste do Rio de Janeiro marcadas pela atuação de milícias. 

 

Fonte: Agência Brasil

Com direito a gol relâmpago, Flamengo derrota Estudiantes no Maracanã

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Quinze segundos, esse foi o tempo que a torcida do Flamengo precisou esperar para soltar o primeiro grito de gol na noite desta quinta-feira (18) no estádio do Maracanã. Em partida transmitida pela Rádio Nacional, o Rubro-Negro da Gávea foi melhor na maior parte do confronto e derrotou o Estudiantes (Argentina) pelo placar de 2 a 1 para partir em vantagem na busca de uma vaga nas semifinais da Copa Libertadores da América.

Empurrado por um Maracanã lotado, o time do técnico Filipe Luís pressionou a equipe argentina desde o apito inicial. E essa aposta precisou de apenas 15 segundos para dar resultado. No primeiro lance da partida, o centroavante Pedro recebeu passe na entrada da área e tabelou com Plata antes de se livrar da marcação de Núñez com um giro e bater colocado para superar o experiente goleiro uruguaio Muslera.

Após abrir o placar, o time da Gávea aumentou a pressão e chegou ao segundo logo aos oito minutos. O lateral Ayrton Lucas avançou em velocidade pela ponta esquerda e cruzou na medida para Varela, que acertou um voleio, de primeira, para marcar um golaço.

A partir daí o Flamengo começou a mostrar outra qualidade que é resultado direto do trabalho do técnico Filipe Luís, o controle do jogo a partir do toque de bola. Com isso, o time da Gávea pouco sofreu diante do Estudiantes até os minutos finais do segundo tempo.

Mas, aos 36 minutos, um lance mudou a dinâmica do confronto. O atacante equatoriano Plata recebeu o segundo cartão amarelo e acabou sendo expulso (em marcação muito controversa). Com um homem a mais o Estudiantes passou a se arriscar mais e conseguiu descontar aos 45 minutos com o atacante Carrillo.

Este resultado deixou o Flamengo em boa situação para a partida de volta das quartas de final, que será disputada a partir das 21h30 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (25) no estádio Jorge Luis Hirschi, em Buenos Aires. O Rubro-Negro avança até mesmo em caso de empate.

Derrota do São Paulo

Quem teve uma jornada para esquecer foi o São Paulo, que, jogando no estádio Casablanca, nos 2.850 metros de altitude de Quito, foi derrotado por 2 a 0 pela LDU (Equador) no confronto de ida das quartas de final da competição continental.

A equipe comandada pelo técnico argentino Hernán Crespo até teve um bom início de partida. Mas o time equatoriano não demorou a assumir o controle das ações e abriu o marcador aos 14 minutos da etapa inicial, quando Adalla lançou Bryan Ramírez, que bateu de primeira para superar o goleiro Rafael.

Após o intervalo o São Paulo até teve oportunidades de marcar o seu gol, em especial com o atacante Luciano, mas não foi eficiente e acabou vendo a LDU ampliar a sua vantagem aos 32 minutos com o atacante Estrada.

Com isso, o Tricolor terá que vencer por ao menos dois de diferença na próxima quinta-feira no Morumbis para forçar a disputa de pênaltis. A classificação ao final dos 90 minutos só será possível em caso de um triunfo com três gols de vantagem.



Fonte: Agência Brasil

Com eliminação em Seul, Bia Haddad terá queda no ranking mundial

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A eliminação na segunda rodada do WTA 500 de Seul, na Coreia do Sul, terá impacto negativo significativo para Beatriz Haddad Maia no ranking de simples da Associação de Tênis Feminina (WTA, na sigla em inglês). A paulista deve cair do 25º para, no mínimo, o 40º lugar, sua pior colocação desde junho de 2022.

Bia chegou a Seul como atual campeã do torneio e precisava repetir o feito em 2025 para não perder os 500 pontos conquistados no ano passado. Nesta quinta-feira (18), porém, a brasileira, perdeu da alemã Ella Seidel, número 105 do mundo, por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (7/4), 6/7 (3/7) e 7/5. No segundo set, ela chegou a ter 5/2 e um match point a favor, mas sofreu a virada. O jogo durou três horas e 28 minutos.

Com a derrota, Bia fica somente com os 60 pontos da classificação à segunda rodada e sem os 500 do título de 2024. Ou seja, uma perda de 440 pontos no ranking. E a queda, de pelo menos 15 posições, pode ser maior. A holandesa Suzan Lamens, por exemplo, está nas oitavas de final em Seul e pode somar até 1.479 pontos caso siga adiante na competição, o que a deixaria à frente dos agora 1.335 pontos da paulista.

A queda se dá em um momento delicado de Bia, que não engrenou nas disputas de simples da temporada. São 16 vitórias e 26 derrotas em 2025. A brasileira era a principal favorita ao título do SP Open, torneio nível WTA 250 realizado em São Paulo na semana passada, mas caiu nas quartas de final para a mexicana Renata Zarazua. O título em casa renderia 250 pontos e poderia amenizar a perda em outras competições.

A paulista esteve duas vezes no top-10 do mundo, em junho de 2023 e em outubro de 2024. Nesta última ocasião, o título do WTA de Seul e a classificação às quartas de final do US Open – um dos quatro principais torneios do circuito, os Grand Slams – renderam pontos importantes, que ela não conseguiu defender em 2025.

O próximo desafio de Bia será o WTA 1000 de Pequim, na China, a partir da próxima quarta-feira (24). Em 2024, ela foi eliminada na terceira rodada pela norte-americana Madison Keys.

Fonte: Agência Brasil

Produtores rurais pedem retirada de projeto que altera política de regularização de terras

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A Câmara Legislativa realizou comissão geral, nesta quinta-feira (18), para discutir o projeto de lei nº 1.787/2025, do Poder Executivo, que altera a Política de Regularização de Terras Públicas Rurais do Distrito Federal (Lei nº 5.803/2017). Na ocasião, produtores rurais de várias regiões administrativas do DF criticaram a proposta do governo e defenderam a retirada de tramitação do texto. O pleito contou com a concordância dos deputados presentes: Pepa (PP) e Roosevelt (PL).

O debate foi proposto pela Comissão de Produção Rural e Abastecimento da CLDF. “Esta pauta é de suma importância para o DF, e quem é mais atingido é aquele que está na ponta, quem produz, quem coloca o alimento em nossa mesa”, disse o presidente do colegiado, deputado Pepa.

 

Presidente da Comissão, deputado Pepa. Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

De acordo com o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater/DF), Cleison Duval, a unidade federativa registra 32 mil produtores em cerca de 20 mil propriedades rurais. “Esses agricultores, independentemente de estarem em área urbana, periurbana ou rural, estão atendendo as dimensões importantes de sustentabilidade, conferindo segurança alimentar, hídrica e ambiental para o DF”, apontou.

Discussão antiga, a regularização e a titulação das terras rurais e das terras urbanas com características rurais ainda não foi solucionada. “Acompanhamos esse assunto há vários anos, já vimos avanços e retrocessos”, afirmou o segundo vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do DF (Fape/DF), Alexandre Cenci.

Na opinião dos produtores rurais e moradores dessas áreas, o projeto do Buriti está longe de ser uma solução. A representante da Associação Preserva Serrinha, Lúcia Mendes, leu um manifesto da Fape/DF, assinado por mais de 80 entidades, solicitando a retirada de tramitação do projeto de lei “por contrariar interesses da sociedade e não ter sido objeto de debate amplo e transparente com a coletividade”.

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

 

“Ficamos assustados quando recebemos a minuta do PDOT e desse PL. Eles têm um ponto em comum: retiram do texto da lei a possibilidade de regularização com a venda direta das terras. Agora, só com a anuência da Terracap; e as áreas urbanas com características rurais não têm mais essa opção, só CDU [Concessão de Direito de Uso] ou CDRU [Concessão de Direito Real de Uso]”, reclamou Mendes, para quem essas alterações representam “um retrocesso injustificável e inaceitável”.

A ativista ainda continuou: “Isso é muito grave, porque, na prática, transforma todas as áreas rurais do DF – e não só as urbanas com características rurais – em estoque de terra da Terracap, que vai vender a seu bel-prazer, quando quiser”.

“O governo Ibaneis avançou muito em regularização de terras, mas esse projeto é um retrocesso”, reconheceu o deputado Roosevelt. “Muitas garantias estão sendo derrubadas, por exemplo: garantir que os valores a serem aplicados na regularização das terras rurais serão os mesmos das terras urbanas com características rurais; mudar a metragem para a regularização. É uma afronta a todos nós”, avaliou o distrital.

 

Deputado Roosevelt. Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

A despeito das críticas ao projeto, o texto foi elogiado pelo secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Rafael Borges Bueno. Ele elencou algumas “inovações”, como a questão da autodeclaração do produtor no processo de regularização; a possibilidade de se contratar um engenheiro agrônomo ou florestal para apresentar laudo comprovando a atividade rural e ambiental, e mudanças na tramitação que podem conferir celeridade ao processo.

Terracap

Apesar de ter sido convidada para a comissão geral, a Terracap não enviou representante. Essa ausência não passou em branco e foi bastante criticada. O órgão é um dos integrantes do grupo de trabalho que redigiu o projeto de lei em debate, e sua atuação foi avaliada negativamente.

A militante Lúcia Mendes pregou mudança na “lógica estabelecida pela Terracap, que pensa a ocupação do território e a disponibilização das terras numa lógica imobiliária”. “Isso é o câncer que não permite que a gente avance”, disse.

Alguns produtores chegaram a defender a extinção do órgão, e outros criticaram as desapropriações empreendidas pela Terracap, sugerindo que ela estaria se apropriando de terras particulares.

Outra instituição que foi alvo de críticas foi a Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR), criada em 2023. “Funciona há quase dois anos e não fez nada”, disparou o deputado Roosevelt (PL).

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

 

Encaminhamento

“Não iremos admitir que esse projeto avance, já conseguimos apoio de vários deputados para retirá-lo de pauta”, anunciou Roosevelt, que defendeu que a  Comissão de Produção Rural e Abastecimento da Casa solicite a retirada de tramitação do texto.

O deputado Pepa concordou: “O recado foi dado, o PL não é bom, não pode avançar e precisa ser ajustado, pois só prejudica”.

Veja mais fotos do evento no Flickr da Agência CLDF.

Fonte: Agência CLDF

EUA liberam visto de Padilha para acompanhar Lula em evento da ONU

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu nesta quinta-feira (18) o visto norte-americano necessário para que possa acompanhar a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), agendada para a próxima semana em Nova York.

“Recebi o visto hoje. Uma obrigação de um país que tem um acordo-sede com um organismo internacional. Tem que garantir o acesso de uma autoridade que é convidada para o evento”, disse, em coletiva de imprensa em Brasília.

Padilha foi escalado para integrar a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viaja aos Estados Unidos em meio a um período de tensão entre os governos brasileiro e norte-americano – sobretudo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ministro também foi convidado a participar de conferência da Organização Panamericana da Saúde (Opas), que acontece em setembro na capital norte-americana de Washington.

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Entenda

Em agosto, o governo do presidente Donald Trump cancelou o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o ministro estava com o visto vencido desde 2024 e, portanto, não passível de cancelamento.

Na mesma semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos.

Foram cancelados os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales, e do ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), Alberto Kleiman.

Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justificou que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos.

Fonte: Agência Brasil

Vendas de produtos de alumínio crescem 3%; exportações caem 11%

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As vendas de produtos de alumínio totalizaram 1.040,9 mil toneladas no primeiro semestre de 2025, uma alta de 2,9% sobre o registrado em igual período de 2024.

As vendas internas foram de 947,9 mil toneladas (alta de 4,6%) e as exportações, 93 mil toneladas, uma queda de 11% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

Os números confirmam a resiliência da indústria brasileira do alumínio, mesmo em um cenário global marcado por desafios como o tarifaço e a desaceleração da economia mundial. Ainda assim, é importante destacar que já observamos sinais de arrefecimento na demanda, o que reforça a necessidade de mantermos atenção redobrada ao contexto internacional e às políticas comerciais que impactam diretamente nossa competitividade”, afirmou a presidente-executiva da ABAL, Janaina Donas.

Em agosto, os Estados Unidos aliviaram parte das sanções a produtos brasileiros que levam alumínio, aço ou cobre na sua composição. A medida alcança pouco mais de 6% das exportações que eram sobretaxadas e unificou essas tarifas para o mundo todo.

Entre os segmentos que mais cresceram no primeiro semestre, destacam-se o de eletricidade, com aumento de 18% nas vendas, principalmente pelo significativo aumento da demanda por cabos elétricos para transmissão e distribuição de energia; embalagens, com elevação de 7%; e transportes, com alta de 2,4% impulsionada pelas vendas de implementos para caminhões. 

 

Fonte: Agência Brasil

União Brasil determina exoneração de filiados em cargos federais

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O União Brasil deu prazo de 24 horas para que filiados peçam exoneração de cargos ou funções comissionadas no governo federal.

A determinação consta de uma resolução aprovada pela executiva nacional do partido, divulgada na tarde desta quinta-feira (18). O movimento reforça o afastamento da legenda da base de apoio da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o que já havia sido anunciado no início do mês , juntamente com o Progressistas, partido que compõe uma federação com o União Brasil.

Na ocasião, a exigência de exoneração abrangia apenas os “detentores de mandato” em cargos, o que impactaria, em tese, a permanência dos ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA). Ambos são deputados federais, ou seja, detentores de mandatos filiados aos partidos da federação. Até o momento, eles seguem nos cargos.

“Esse posicionamento, aliás, foi hoje [18] unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 horas, dos cargos públicos de livre nomeação na Administração Pública Federal direta ou indireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária”, diz a nota oficial do partido.

Na mesma nota, o União Brasil manifesta solidariedade ao presidente do partido Antonio Rueda, em meio a publicação de reportagem que aponta suposto envolvimento do político com empresa de táxi aéreo que prestava serviço para pessoas investigadas por lavagem de dinheiro e envolvimento com o crime organizado. A matéria foi publicada pelo portal UOL e o site ICL Notícias.

“União Brasil, por meio de sua Executiva Nacional e de suas Lideranças na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, manifesta irrestrita solidariedade ao Presidente Antonio Rueda, diante de notícias infundadas, prematuras e superficiais que tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente”, diz a nota.

O texto prossegue em uma crítica indireta ao governo federal sobre eventual investigação contra Rueda.

“Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias partidárias. Tal ‘coincidência’ reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfraquecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo”.

A nota é assinada pelo vice-presidente Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, os líderes na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes, e no Senado Federal, Efraim Filho, além de quatro governadores do partido, que fazem oposição ao governo federal: Mauro Mendes (Mato Grosso), Ronaldo Caiado (Goiás), Wilson Lima (Amazonas) e Marcos Rocha (Rondônia).

Fonte: Agência Brasil

Fraudes enfraquecem fiscalização na mineração, dizem movimentos

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As organizações da sociedade civil Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Associação dos Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (Muvb) se pronunciaram sobre a Operação Rejeito, da Polícia Federal (PF), que prendeu esta semana os diretores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Eles são suspeitos de fraudes no processo de autorização da exploração de minério de ferro em Minas Gerais.

Para o MAB, o suposto envolvimento de servidores públicos é “revoltante”. Desde a década de 1980, o movimento luta pelos direitos das populações atingidas por usinas hidrelétricas e outros empreendimentos energéticos.

Segundo o membro da coordenação do MAB Joceli Andrioli, a cumplicidade entre agentes do Estado e mineradoras e outras empresas, cuja atuação eles deveriam fiscalizar, compromete a segurança e a vida de milhares de pessoas suscetíveis às consequências de eventuais desastres ambientais.

“Foram práticas como essas, de corrupção, que levaram aos crimes de Brumadinho e de Mariana”, afirmou Andrioli, referindo-se ao rompimento das barragens da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, em janeiro de 2019, e de Fundão, em Mariana, em 2015.

“Infelizmente, estamos vendo essa cena se repetir. Teremos novos crimes? A população voltará a pagar esta conta?”, questiona o representante do MAB, em alusão à conclusão preliminar dos investigadores da PF.

A Polícia Federal sustenta que os investigados no âmbito da Operação Rejeito “teriam corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas, utilizadas para usurpar e explorar, irregularmente, minério de ferro em larga escala”, inclusive em locais tombados próximos a áreas de preservação, “com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos”.

“Temos que defender os órgãos de controle do Estado, penalizando as pessoas que cometem este tipo de corrupção. Temos que, cada vez mais, fortalecer o serviço público para que [o Poder Público] fiscalize [e impeça] estas práticas a fim de que crimes como os de Brumadinho e Mariana não voltem a se repetir”, defende Andrioli, da coordenação do MAB.

Em nota, o Muvb aponta que as prisões preventivas do diretor da ANM, Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e do diretor de Administração e Finanças do SGB, Rodrigo de Melo Teixeira, “lança luz sobre uma dura realidade que o movimento vem denunciando há anos”.

“Não se trata de um detalhe isolado. Trata-se de um sintoma de como interesses econômicos e políticos podem se sobrepor à vida das pessoas”, argumenta a organização, lembrando que a agência reguladora e o serviço geológico são os entes responsáveis por fiscalizar e investigar o afundamento do solo em ao menos sete bairros de Maceió, em decorrência das décadas de extração, por empresas privadas, de sal-gema da área da petroquímica Braskem, que paralisou definitivamente a extração em maio de 2019.

“A prisão de dirigentes da ANM e do SGB expõe a fragilidade e a falta de independência técnica das instituições que deveriam proteger vidas, garantir segurança e agir com transparência”, diz o Muvb, ressaltando o Serviço Geológico do Brasil como uma “entidade pública com técnicos sérios, mas que é impedida de investigar de modo isento o que efetivamente acontece em Maceió”.

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), que representa empresas do setor mineral, também manifestou preocupação com a operação da PF. A entidade defende a punição dos envolvidos em irregularidades. 

“O IBRAM representa e defende uma mineração ética, transparente e sustentável; que respeita a legislação, protege o meio ambiente, valoriza as pessoas e contribui para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Práticas como as supostamente reveladas pela ‘’Operação Rejeito” são absolutamente incompatíveis com os princípios que orientam nossa atuação e a de nossas associadas”, diz a entidade em nota.

A Agência Brasil entrou em contato com a ANM e com o SGB e está aberta às manifestações.

Na quarta-feira (17), ao comentar a prisão de seus diretores, a Agência Nacional de Mineração garantiu ter compromisso com a legalidade e a transparência e que, sempre que formalmente demandada, e observado o devido processo legal e a continuidade dos serviços regulatórios, colabora com as autoridades. 

Também em nota, o Serviço Geológico do Brasil reiterou seu compromisso com a ética, a legalidade e a transparência, garantindo estar à disposição para colaborar com as autoridades para investigar as suspeitas que pesam contra qualquer um de seus colaboradores.

Fonte: Agência Brasil