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CLDF celebra meio século do curso de enfermagem da UnB

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Alunos antigos e atuais, técnicos e docentes do curso de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB) comemoraram os 50 anos do curso nesta sexta-feira (19), na Câmara Legislativa. O evento organizado pela distrital e enfermeira Dayse Amarilio (PSB) marcou o jubileu de ouro do curso.

“A UnB fez parte de um sonho de vida. Costumo brincar que só estou aqui como deputada porque eu quis ser enfermeira. Passava pela UnB e achava algo tão distante de uma menina de periferia, mas foi ali que Deus começou a construir uma história na minha vida, uma história de luta pelo SUS, uma história de acreditar na ciência, de cuidado com humanidade, coisas que aprendemos no dia a dia da universidade,” destacou a parlamentar.

 

Deputada Dayse Amarilio. Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

A presidente do Centro Acadêmico (CA) da UnB, Bruna Coelho Magalhães, apontou que a história da enfermagem na Universidade de Brasília é a de quem nunca deixou de lutar por uma universidade pública gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. O nome do CA homenageia a primeira docente enfermeira da UnB, Maria José dos Santos Rossi, que também compareceu à sessão. Maria citou as colegas que ajudaram a criar o curso e refletiu sobre desafios da carreira: “Como uma profissão tradicionalmente ligada ao gênero feminino, a enfermagem sofre os preconceitos da sociedade contra as mulheres, que são a maioria invisível considerada como minoria no nosso contexto social”, criticou.

Com a experiência de vínculos diferentes com a enfermagem da UnB —  graduação, mestrado, doutorado e docência — a coordenadora do Centro de Memória da Enfermagem da Unb, Mariana Franzoi, traçou um panorama sobre a profissão. “Seja na docência ou não, estamos sempre no vir a ser de aprender e ensinar, como diz o nosso mestre Paulo Freire. A enfermagem transforma o mundo de cada pessoa que a gente encontra, cuida, ensina”, sintetizou.

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

Nesse sentido, a chefe do Departamento de Enfermagem da UnB, Elaine Ferreira, afirmou que o trabalho na UnB tem impacto social. Para a coordenadora do curso, Thatianny Paranagua, isso pode ser percebida por meio do legado dos egressos em áreas distintas, como na ciência, na política ou na saúde.

Ao final, a vice-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, Solange Baraldi, resgatou marcos da área: a enfermagem é uma profissão de saúde reconhecida desde a segunda metade do século XIX. No Brasil, a enfermagem moderna foi introduzida em 1923, com a criação do Departamento de Saúde Pública, embora o ensino tenha começado oficialmente em 1890, por meio do Decreto 791.

Fonte: Agência CLDF

Comitê mira expansão sustentável da pesca amadora e esportiva no país

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A criação do Comitê da Pesca Amadora e Esportiva, por meio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), foi publicada esta semana no Diário Oficial da União (DOU). Entre as competências do órgão, elencadas na portaria MPA nº 478, na última segunda-feira (15), estão a promoção de iniciativas para desenvolvimento sustentável do setor e a expansão da prática com inclusão social e respeito aos povos e territórios tradicionais.

O Comitê está no âmbito do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape), que formula políticas públicas para gestão do setor em parceria com a sociedade. Segundo a Confederação Brasileira de Pesca Esportiva (CBPE), com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o segmento gera 200 mil empregos diretos e indiretos e movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano no Brasil.

“Essa decisão [criação do Comitê] surgiu da necessidade de organizar e fortalecer um setor com grande potencial, ainda pouco explorado no Brasil, mas que pode gerar empregos, renda e novas oportunidades econômicas”, explicou Adriana Toledo, secretária-executiva do Conape, à Agência Brasil.

“O surgimento do Comitê traz maior governança e estabilidade para esse segmento, contribuindo diretamente para a formulação de políticas públicas, diretrizes e estratégias específicas, além de facilitar o diálogo entre governos e a sociedade civil. O Conape, por sua vez, terá um papel de coordenação e assessoramento, garantindo que as decisões do Comitê sejam incorporadas às ações e políticas nacionais de pesca”, completou.

O secretário-executivo da CBPE, Régis Portari, é quem preside o Comitê. Segundo ele, aproximadamente sete milhões de brasileiros se declaram pescadores que praticam a pesca de competição e de lazer.

“[A pesca] é um dos esportes mais praticados no país. Temos mais de mil campeonatos regionalmente distribuídos, ou seja, há mais de três campeonatos por dia acontecendo simultaneamente no país. É um setor bastante desenvolvido, grande e com possibilidade de crescimento”, afirmou Portari à Agência Brasil.

“A função do Comitê é de também auxiliar, a exemplo do Conape, o Ministério em ações do segmento. A ideia é fazer com que esse esporte seja mais consolidado, tenha mais pujança, mais condição de organização, de trazer eventos melhores para o país e fazer distribuição de renda como ferramenta de prospecção e de aumento dos praticantes”, completou.

Mais representatividade

A primeira reunião do colegiado está prevista para a próxima semana, em Brasília. A portaria MPA nº 352, também publicada no DOU do último dia 15, mostra que o órgão tem membros de quatro ministérios (Pesca e Aquicultura, Esporte, Turismo e Meio Ambiente e Mudança do Clima), de entidades dos setores ambiental e pesqueiro e do próprio Conape, que tem Portari como titular e a diretora de Promoção da Igualdade da CBPE, Hellen Pontieri, como suplente.

“Ter um espaço específico para discutir as demandas, desafios e oportunidades da pesca esportiva é essencial para garantir que a atividade seja valorizada, respeitada e desenvolvida de forma sustentável”, disse Hellen à Agência Brasil.

“Ele [Comitê] pode contribuir com a construção de políticas públicas mais justas, com o fortalecimento da representatividade da pesca esportiva nos espaços de decisão e a promoção de ações voltadas à conservação dos recursos naturais, algo fundamental para a continuidade da atividade”, emendou a diretora da CBPE.

Segundo Hellen, sua atuação na Confederação visa fazer da pesca um ambiente inclusivo e convidativo para mulheres, que ainda são minoria, apesar do aumento na participação. A diretora da CBPE destacou o evento “Anzol Rosa”, apresentado como o maior encontro feminino da América Latina no segmento, com mais de 600 pescadoras em 20 barcos hotéis em Corumbá (MS), no Pantanal, em novembro do ano passado. Na edição anterior, em 2022, foram 502 participantes reunidas em 15 barcos hotéis.

“A presença feminina na pesca esportiva é uma realidade crescente, mas é preciso que as estruturas também evoluam para acompanhar esse avanço. Promover igualdade é uma questão de justiça, mas também de fortalecimento do próprio segmento: diversidade gera inovação, engajamento e desenvolvimento”, concluiu a pescadora goiana, natural de Anápolis.

Cenário da pesca esportiva

A pesca amadora e esportiva é definida pela Lei 11.959, de 29 de junho de 2009, como uma atividade não comercial, na qual o peixe capturado não é fonte de renda ou subsistência e é devolvido a seu habitat natural – o chamado “pesque e solte”. Em maio, no lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora e Esportiva (PNPA), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, revelou que, somente no ano passado, foram emitidos mais de 330 mil novos registros de pescadores esportivos.

Até agosto deste ano, conforme o Painel do Pescado Amador e Esportivo do MPA, mais de 263 mil licenças já foram emitidas. Os estados de São Paulo (57,5 mil) e de Minas Gerais (50,1 mil) lideram a estatística. O mês de março – geralmente quando termina a piracema, período de reprodução dos peixes em que a pesca é proibida – foi o que teve mais registros (55.421).

“O público é diverso, com impactos econômicos diretos e indiretos referentes à pesca amadora e esportiva, como guias, instrutores, donos de pesque e pague, fabricantes e comerciantes de equipamentos e profissionais do turismo ligado à pesca”, descreveu Adriana Toledo, do Conape.

O Brasil tem 8,5 mil quilômetros (km) de litoral e 35 mil km de vias navegáveis internas. As águas das regiões Norte e Centro-Oeste – devido à Amazônia e ao Pantanal – são as mais procuradas pelos pescadores. Apenas no Amazonas, segundo a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), o mercado movimenta quase R$ 200 milhões por temporada de pesca, sendo uma das principais atrações turísticas locais.

Diferença entre as pescas

O engenheiro civil Zenizir Rodrigues é do Rio de Janeiro. Começou a pescar no Aterro do Flamengo, zona sul carioca, com vara de bambu. Em depoimento à Agência Brasil, ele contou que foi justamente após se mudar a trabalho para Manaus que a atividade esportiva despertou interesse.

“A pesca esportiva foi uma das responsáveis por eu ter permanecido em Manaus. A firma foi embora e eu continuei. Gosto muito da técnica da pesca esportiva. Sou um estudioso e tento entender sobre todas as modalidades, como arremesso, isca artificial, peixe de couro [sem escamas], fly [também conhecida como pesca com mosca]”, disse.

No site do MPA há uma cartilha que indica o que é permitido e proibido na prática da pesca amadora e esportiva no país. Itens como linha de mão, caniço simples, vara com molinete ou carretilha, uso de isca natural ou artificial, por exemplo, estão entre os liberados. Por outro lado, são vedadas a comercialização do peixe capturado e a utilização de espécies aquáticas ornamentais como iscas, entre outros.

“[A diferença da pesca amadora e profissional] começa na escolha dos apetrechos, das iscas. Há toda uma técnica vinculada à pesca esportiva que possibilita os peixes serem capturados e depois devolvidos em condições de sobrevivência na água. A gente preza para que a pesca esportiva continue sendo um esporte que mantenha a natureza o mais intacta possível”, descreveu Régis Portari, presidente do Comitê​.

“O que precisa ser amador [na pesca esportiva] é o pescador. A pesca esportiva tem que ser profissional. E como a gente faz isso? Regulamentando rios, espécies, sem deixar de pensar no pescador que vive da pesca comercial. Essa é a atividade econômica dele, com a qual coloca comida na mesa. Acredito que o Comitê poderá equacionar essa questão”, concluiu Rodrigues.

Fonte: Agência Brasil

Marina Silva integra lista de líderes de sustentabilidade da Forbes

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, passou a integrar a lista de Líderes de Sustentabilidade 2025 da revista Forbes. Marina é a única brasileira a integrar o ranking, que destaca líderes globais – empreendedores, investidores, ativistas e cientistas – à frente de iniciativas para combater a crise climática. 

Entre os 50 nomes apresentados estão Damilola Ogunbiyi, CEO e representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para Energia Sustentável; Wanjira Mathai, diretora para África e Parcerias Globais no World Resources Institute, e Sumant Sinha, fundador e CEO da ReNew.

Segundo a Forbes, os homenageados foram escolhidos com a orientação de jurados como a investidora Laurene Powell Jobs, viúva de Steve Jobs; a atriz e ativista Jane Fonda; o investidor e financiador climático Tom Steyer; o empreendedor de energia limpa Jigar Shah; e a fundadora de impacto social Charlot Magayi.

Conforme biografia disponibilizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva é professora, ambientalista e política brasileira. Formada em história, tem especialização em psicopedagogia e teoria psicanalítica. É doutora honoris causa pela Universidade Federal da Bahia e pela Academia Chinesa de Silvicultura.

Recebeu dezenas de títulos e prêmios nacionais e internacionais. Foi vereadora, deputada estadual e senadora, eleita sempre com votações recordes. Foi também ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008. Disputou as eleições presidenciais de 2010, 2014 e 2018. Foi eleita deputada federal por São Paulo em 2022.

Fonte: Agência Brasil

Caixa tem lucro de R$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2025

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 A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2025. O rendimento é 44,9% maior do que o registrado no mesmo período de 2024, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (18), na capital paulista. A margem financeira somou R$ 32,7 bilhões, o que equivale a um aumento de 6,3% em relação ao primeiro semestre do ano passado. As receitas de intermediação financeira somaram R$ 115,1 bilhões, correspondendo a  25,4% a mais do que no primeiro semestre de 2024.

As despesas administrativas e de pessoal totalizaram R$ 21,7 bilhões no segundo semestre de 2025, uma redução de 2,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as despesas de intermediação financeira somaram R$ 82,4 bilhões, aumento de 34,9% quando comparadas ao mesmo período do ano de 2024.

Segundo o balanço, a carteira de crédito encerrou junho de 2025 com saldo de R$ 1,294 trilhão, crescimento de 10,1% em relação a junho de 2024. No segundo trimestre de 2025, a Caixa concedeu R$ 159,7 bilhões em crédito total, aumento de 0,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior e de 5,3% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Os dados também revelam que o índice de inadimplência da carteira de crédito total encerrou junho de 2025 em 2,66%, aumento de 0,46 p.p. em relação a junho de 2024 e 0,17 p.p. quando comparado a março de 2025. A cobertura da provisão finalizou o trimestre em 163,8%, redução de 31,6 p.p. em comparação a junho de 2024 e de 10,1 p.p. em relação a março de 2025.

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A Caixa manteve a liderança no mercado do segmento imobiliário com 66,8% de market share em financiamentos imobiliários totais, além de principal operador do Programa MCMV (Minha Casa Minha Vida), com mais de 99% de share.

Segundo os dados, o saldo da carteira imobiliária finalizou junho de 2025 com o valor de R$ 875,5 bilhões, crescimento de 11,7% em relação a junho de 2024 e 2,9% na comparação com março de 2025. No primeiro semestre de 2025 foram R$ 106,7 bilhões em contratações, redução de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado (considerando recursos SBPE e FGTS).

Fonte: Agência Brasil

Alckmin diz que "Judiciário tem a última palavra" sobre anistia

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O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta quinta-feira (18) que é preciso cumprir a separação e a harmonia entre os Três Poderes, mas que ninguém está acima da lei e que a última palavra é do Poder Judiciário, ao comentar a aprovação do regime de urgência para tramitação do Projeto de Lei da Anistia, na Câmara dos Deputados. 

“O Legislativo legisla, estabelece a lei, as regras do convívio em sociedade, ninguém está acima da lei. O Executivo as implementa. E o Judiciário dá a última palavra no cumprimento da lei. Cabe ao Judiciário a última palavra”, afirmou. 

O vice-presidente participou da cerimônia de abertura da 2ª Cúpula da Coalizão Global para Alimentação Escolar, em Fortaleza. 

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A Coalizão reúne 109 países que firmaram o compromisso de garantir alimentação escolar para mais de 700 milhões de crianças em todo o mundo até 2030. Brasil, França e  Finlândia lideram a coalizão. 

* A repórter viajou a convite do Ministério da Educação

Ouça na Radioagência Nacional:

 

Fonte: Agência Brasil

Semana Nacional de Trânsito debate a redução da velocidade nas vias

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Com o tema Desacelere, seu bem maior é a vida, foi aberta oficialmente nessa quarta-feira (17) a Semana Nacional de Trânsito 2025, na sede do Ministério dos Transportes. A campanha é promovida pelo Conselho Nacional de Trânsito e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e tem como objetivo reforçar atitudes mais humanas e responsáveis nas vias públicas.

O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, explicou que o tema desta edição serve para provocar a reflexão das autoridades locais sobre os limites de velocidade das vias.

“O tema deste ano, sobre desacelerar, está preocupado com uma questão muito importante, que é um grande fator de risco para sinistros e mortes no trânsito, que é o tema da gestão das velocidades. A gente quer apontar para esse problema para que as autoridades, especialmente as autoridades locais, os gestores das vias, avaliem se a gestão da velocidade daquelas vias está adequada para o uso que a gente faz delas”.

Adrualdo Catão também chama a atenção para as metas alcançadas pela campanha. “A Semana Nacional de Trânsito sempre gera resultados interessantes porque mobiliza né, muita gente, e amplia esse debate. Então o que a gente verifica na verdade é que o resultado é um resultado a longo prazo e que tende a levar a ações mais concretas relacionadas ao tema que foi definido”.

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A Semana Nacional de Trânsito vai até o dia 25 de setembro. Como parte da campanha, o Detran do Distrito Federal e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares realizam ações educativas e interativas, no estacionamento da Funarte, em Brasília, na quinta e sexta-feira.


Fonte: Agência Brasil

STF tem 3 votos contra aval do Legislativo para buscas no Congresso

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (19) por rejeitar um pedido da Mesa Diretora do Senado para que mandados de busca e apreensão contra parlamentares só pudessem ser cumpridos com o aval do presidente da Câmara ou do Senado. 

Relator do tema, Zanin foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, somando assim três votos no sentido de não ser necessária a autorização legislativa para que mandados expedidos pelo Supremo possam ser cumpridos nas dependências do Congresso Nacional ou em imóveis funcionais. 

“Isso porque a Constituição ou a lei não fazem essas exigências e não cabe ao Supremo Tribunal Federal a estipulação de critérios que não foram previstos pelo legislador”, escreveu Zanin. 

O tema é julgado no plenário virtual, em sessão iniciada às 11h desta sexta-feira. Os demais ministros têm até as 23h59 para votar. O julgamento pode ser interrompido por pedidos de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa para discussão no plenário convencional). 

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Em seu voto, Zanin destacou que a entrada em espaço protegido, como residência e local de trabalho, só deve ocorrer mediante autorização do morador ou, se isso não for possível, por meio de ordem judicial que suplante essa autorização. 

“Em se falando das casas legislativas, as ordens de busca e apreensão, por exemplo, buscam justamente prevenir que o ingresso da polícia seja impedido pelo presidente da Câmara ou do Senado, caso contrário não haveria a necessidade do mandado judicial”, entende Zanin. 

Caso prevaleça o entendimento do relator, o Supremo estará reafirmando sua jurisprudência contra a blindagem de endereços ligados a parlamentares. Essa interpretação, porém,  ainda não foi expressa em uma ação de controle concentrado, isto é, numa ação que produza efeitos amplos e vinculantes, como a que está sendo agora julgada. 

Competência

Os ministros que votaram até agora, contudo, concederam um dos pedidos do Senado, declarando que cabe somente ao Supremo, e nunca a juízes de outras instâncias, a competência para determinar medidas de investigação nas instalações do Congresso e nos imóveis funcionais. 

Para Zanin, “ainda que a investigação não tenha como alvo direto o parlamentar, a apreensão de documentos ou aparelhos eletrônicos dentro do Congresso Nacional ou em imóvel funcional de parlamentar repercute, mesmo que indiretamente, sobre o desempenho da atividade parlamentar e, consequentemente, sobre o próprio exercício do mandato, o que atrai a competência do Supremo Tribunal Federal”. 

O tema está sendo votado poucos dias depois da aprovação, na Câmara, da PEC da Blindagem, que prevê a necessidade de aval da respectiva Casa legislativa para que processos criminais contra deputados e senadores possam tramitar no Supremo. 

Entenda 

A Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) sobre o assunto foi aberta em outubro de 2016 pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), então presidente do Senado, após a deflagração da Operação Métis.

A operação foi deflagrada a pedido da Polícia Federal (PF), que à época apurava a suspeita de que policiais legislativos e equipamentos do Senado eram empregados na varredura de endereços funcionais, com objetivo de desativar possíveis escutas instaladas com autorização judicial no âmbito da Operação Lava Jato. 

Na ocasião, a 10ª Vara Federal de Brasília determinou buscas nas dependências do Senado, bem como a apreensão dos equipamentos supostamente utilizados. O então ministro Teori Zavascki, do Supremo, acabaria suspendendo as investigações e determinando a remessa do processo e de todo material apreendido para o Supremo.

Fonte: Agência Brasil

Flamengo vence e ainda sonha com vaga na final do Mundial de basquete

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Se perdeu na estreia com uma cesta no último segundo, desta vez o Flamengo saiu de quadra vencedor graças aos pontos nos instantes finais. Nesta sexta-feira (19), o Rubro-Negro superou o Illawarra Hawks, da Austrália, por 84 a 82, pela fase de grupos da Copa Intercontinental de Clubes da Federação Internacional de Basquete (Fiba), considerada o Mundial da modalidade. O torneio acontece em Singapura.

O armador Alexey foi o protagonista da vitória. Além de maior pontuador do Flamengo na partida, com 22 pontos, o camisa 47 foi responsável tanto pela cesta de três pontos que levou o duelo para a prorrogação, como a que fez no segundo final do tempo extra, ao invadir o garrafão e garantir os dois pontos que deram o triunfo ao Rubro-Negro. Alexey ainda distribuiu oito assistências e apanhou nove rebotes, sendo o principal jogador do time brasileiro nos dois fundamentos.

A situação do Flamengo no Grupo B do Mundial é dramática. A equipe terminou a participação na primeira fase com uma vitória, uma derrota e saldo zero (175 pontos feitos e 175 sofridos). Na quinta-feira (18), o Rubro-Negro foi derrotado por 93 a 91 para o NBA G-League United, time norte-americano com destaques da G-League, uma espécie de “liga de acesso” à NBA.

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Apenas o líder da chave vai à final, então os brasileiros precisam que o Illawarra vença o NBA G-League United por exatos dois pontos de diferença na partida deste sábado (20), às 6h (horário de Brasília). Desta forma, haveria um tríplice empate no saldo de pontos e o finalista seria o time com mais pontos feitos. Os norte-americanos se classificam mesmo se perderem por um ponto. A equipe australiana fica com a vaga apenas se ganhar por três ou mais pontos.

Quem for à decisão já sabe que terá pela frente o Unicaja, atual campeão. Nesta sexta, o time espanhol venceu o Utsunomiya Brex, do Japão, por 97 a 68, alcançando a segunda vitória em dois jogos e garantindo a liderança do Grupo A. A final está marcada para domingo (21), às 8h. Mais cedo, às 5h, ocorre a disputa de terceiro lugar.

O Flamengo busca o terceiro título mundial após as conquistas de 2014 e 2022. Além do Rubro-Negro, outros dois clubes brasileiros já venceram a competição: o Sírio, em 1979, e o Sesi Franca, em 2023.

Fonte: Agência Brasil

Sete cachoeiras são destaques para visitar em Goiás

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Cachoeira Santa Helena em Caiapônia
Uma das atrações é a Cachoeira Santa Helena, em Caiapônia (Foto: Luciano Guimarães)

No Cerrado goiano, o calor de setembro não precisa ser sinônimo de sufoco. Entre paisagens deslumbrantes e um ecoturismo em plena expansão, o estado revela também mananciais de água cristalina que refrescam corpo e alma. Pensando nisso, a Goiás Turismo selecionou sete cachoeiras imperdíveis para aproveitar nesta época do ano.

Cachoeira Santa Helena, em Caiapônia

Um poço de água verdinha e morna (Foto: Divulgação)

Região Turística: Chapada das Emas
Distância do município a Goiânia: 335 km
Distância do município a Brasília: 536 km

A Cachoeira Santa Helena é uma das maravilhas que podem ser contempladas em Caiapônia, município que recebeu da Assembleia Legislativa de Goiás, em 2023, o título oficial de “Capital das Cachoeiras”. Lá, a água é morna; a profundidade, rasa; e as pedras servem de apoio para desfrutar de uma poderosa hidromassagem natural.

A Santa Helena faz parte de um complexo de quedas d’água com o mesmo nome, com várias outras cachoeiras como a da Cascata, o Poço Azul e a Piscina Lua de Mel.

A região é conhecida por ter mais de 40 quedas d’água. O local é procurado por turistas de todo o Brasil que buscam contato com a natureza e momentos de tranquilidade. A entrada só é permitida com guias e condutores autorizados.

Cachoeira Santa Bárbara, em Cavalcante

Onde mais se faz selfie no Brasil (Foto: Luciano Guimarães)

Região Turística: Chapada dos Veadeiros
Distância do município a Goiânia: 512 km
Distância do município a Brasília: 311 km

Parece cenário de novela. A água azul turquesa e cristalina da Cachoeira Santa Bárbara atrai olhares – e flashes de celulares – do mundo todo. Apesar de ainda não haver uma pesquisa, estima-se que seja uma das cachoeiras onde mais se fazem selfies no Brasil. Também não é para menos! Como não exibir registros desse local que mais parece o paraíso na terra?

Para alcançar o local, os turistas devem percorrer 27 km de estradas de terra em direção à comunidade quilombola Kalunga Engenho II. A trilha de caminhada é fácil, com apenas 1,7 km.

A dica é chegar na Cachoeira Santa Bárbara entre 11h e 14h. O local é cercado de vegetação e, nesse horário, o sol está totalmente acima dela, o que faz com que a água fique ainda mais clara.

Os ingressos devem ser adquiridos antecipadamente de forma on-line. O acompanhamento de um guia kalunga é obrigatório. O almoço é um capítulo à parte, com oferta de comida caseira saborosa.

Salto Paraguassu, em Baliza

Salto ParaguassuSalto Paraguassu
Instagramável e com direito a arco-íris (Foto: Luciano Guimarães)

Região Turística: Chapada das Emas
Distância do município a Goiânia: 414 km
Distância do município a Brasília: 620 km

Uma cachoeira super acessível – os carros chegam a 100 metros dela -, na região da Chapada das Emas. O Salto Paraguassu, que conta com duas quedas d’água de 96 metros de altura e é rodeado por um paredão de rochas, está a apenas 38 quilômetros do município de Baliza, no Noroeste Goiano.

O local lembra uma prainha e não tem quem não saia de lá presenteado pela natureza com um belíssimo arco-íris! Há ainda a possibilidade de atividades de aventura como a rapel.

Cachoeira do Funil, em Mambaí

Cachoeira do FunilCachoeira do Funil
A queda d’água vista de dentro de uma caverna (Foto: Luciano Guimarães)

Região Turística: Terra Ronca
Distância do município a Goiânia: 511 km
Distância do município a Brasília: 309 km

Uma queda d’água que pode ser vista de dentro de uma caverna. Cartão-postal de Mambaí, a Cachoeira do Funil é um convite à contemplação do belo e também à aventura.

Além de se deliciar nas águas da cachoeira, o turista pode praticar esportes radicais no local, como pêndulo e rapel. O atrativo está a apenas seis quilômetros de Mambaí, na Fazenda do Funil. O acesso é feito por uma trilha de 980 metros que atravessa labirintos de pedras, rios e a rica vegetação do Cerrado.

A entrada só é permitida com guias e condutores autorizados. O percurso pode ser feito de duas formas: por fora da caverna, com observação da fauna e flora, ou por dentro, numa aventura de cerca de dez minutos. Dentro da caverna, a experiência inclui atravessar pedras e rios com água até a cintura, além de sentir a emoção do breu total quando as lanternas se apagam. Já na saída, surge a visão mágica da cachoeira vista de dentro para fora, com seus 20 metros de altura.

Cachoeira do Label, em São João D’Aliança

Maior queda d’água de Goiás (Foto: Prefeitura Municipal de São João D’Aliança)

Região Turística: Chapada dos Veadeiros
Distância do município a Goiânia: 357 km
Distância do município a Brasília: 155 km

Maior queda d’água do Estado e uma das dez maiores do País, com 187 metros de altura, a Cachoeira do Label fica em São João D’Aliança, na região turística da Chapada dos Veadeiros. O local conta com cinco poços/piscinas naturais, um paredão e uma vista de tirar o fôlego.

Localizada na Reserva Bellatrix, a fazenda onde a cachoeira fica foi transformada em reserva em 2016 e, nos últimos anos, a área ganhou trilha, sinalização, restaurante e espaço para camping com o intuito de atrair mais turistas.

O acesso à cachoeira inclui 26 km de estrada de terra e mais uma trilha de 1.800 metros.

Salto do Itiquira, em Formosa

Salto do ItiquiraSalto do Itiquira
A maior queda d’água acessível do Brasil (Foto: Luciano Guimarães)

Região Turística: Encantos do Planalto Central
Distância do município a Goiânia: 281 km
Distância do município a Brasília: 78 km

Considerada a queda d’água mais acessível do Brasil – já que crianças, idosos e pessoas com algum tipo de limitação motora conseguem chegar ao local com certa facilidade -, o Salto do Itiquira está numa reserva formada por corredeiras, mirantes, cânions e mais de 35 nascentes de águas cristalinas.

O melhor horário para fazer uma visita ao salto é durante a manhã, principalmente em dias ensolarados, já que por ali se forma um arco-íris gigante que encanta a todos. Uma brisa d’água refresca os turistas que chegam ao local.

As estradas de acesso são boas, com pistas duplas e pavimentadas (Goiânia e Brasília), com boa sinalização e placas indicativas.

Saltos do Rio Preto, em Alto Paraíso

Cachoeira Saltos do Rio PretoCachoeira Saltos do Rio Preto
Atrativo mais clássico do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Foto: Divulgação)

Região Turística: Chapada dos Veadeiros
Distância do município a Goiânia: 424 km
Distância do município a Brasília: 224 km

Atrativo mais clássico do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, patrimônio natural mundial, os Saltos do Rio Preto ficam a uma distância de aproximadamente 36 km de Alto Paraíso de Goiás. O passeio pela Trilha dos Saltos inclui quatro paradas obrigatórias para quem ama contemplar a natureza num belo mirante: salto de 120 metros (apenas para fotos), salto de 80 metros (cachoeira do Garimpão), Cachoeira do Carrossel e as Corredeiras. A trilha é de 11 km (ida e volta), com nível de dificuldade de moderada a superior.

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Fonte: Portal Goiás

Copa do Brasil Feminina terá São Paulo e Corinthians nas quartas

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou, nesta sexta-feira (19), em sua sede, no Rio de Janeiro, os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil Feminina. Um deles é o clássico Majestoso, entre São Paulo e Corinthians, reeditando as finais do Campeonato Brasileiro do ano passado e da Supercopa Feminina de 2025.

Na decisão do Brasileirão de 2024, as Brabas levaram a melhor. O troco das Soberanas veio na Supercopa deste ano, com vitória nos pênaltis. As tricolores, aliás, serão as mandantes do jogo único entre os rivais, valendo lugar nas semifinais.

Nos outros confrontos, destaque para Internacional e Ferroviária, que se enfrentam em um duelo eliminatório pelo terceiro ano seguido. As partidas foram sempre pelas quartas de final do Brasileirão. Tanto em 2023 como em 2024, as Guerreiras Grenás se classificaram. As Gurias Coloradas foram sorteadas como donas da casa para o duelo desta Copa do Brasil.

Os outros jogos opõem times paulistas e nordestinos. O Palmeiras tem pela frente o Sport, enquanto o Red Bull Bragantino enfrenta o Bahia. As Palestrinas e o Massa Bruta são os mandantes dos confrontos. A data-base para realização das partidas é a próxima quarta-feira (24), mas a CBF ainda divulgará os dias e horários dos jogos.

A Copa do Brasil Feminino retornou este ano ao calendário da modalidade. A competição organizada pela CBF foi disputada, inicialmente, entre 2007 e 2016, sendo a principal do país até 2012 – o Brasileirão surgiu na temporada seguinte. Com dois títulos, Santos e São José são os maiores vencedores.

Entre os participantes de 2025, somente Ferroviária (2014) e Corinthians (2016) tiveram o gosto de serem campeões. A conquista alvinegra se deu em parceria com o Audax, que era o dono da vaga no torneio.

Fonte: Agência Brasil