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BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço

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Em dois dias após a abertura para pedidos, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço americano.

O plano de socorro a empresas exportadoras prevê um total de R$ 40 bilhões em crédito para negócios afetados pela barreira comercial que aplica taxas de até 50% às exportações brasileiras.

O balanço de pedido e aprovação foi divulgado na noite de sexta-feira (19) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco de fomento do governo federal.

No período, o total de pedidos de 533 empresas chegou a R$ 3,1 bilhão. Ou seja, 1,9 bilhão anda estão em análise.

O total de R$ 40 bilhões do Brasil Soberano inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES.

Os recursos são emprestados a juros subsidiados, ou seja, mais baixo do que cobram os demais bancos. Uma das contrapartidas das empresas que se habilitam a receber os empréstimos é não realizar demissões.

Os financiamentos são para linhas de capital de giro (contas do dia a dia, como salário e pagamento de fornecedores), investimentos em adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Quem pediu empréstimo

Enrte quinta (18) e sexta-feira (19), foram feitas 75 operações de crédito, todas na linha destinada a capital de giro.

Nos primeiros dias de aprovação, 84,1% dos pedidos aprovados foram empresas da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria).

Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%).

Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas.

Ao total, 2.236 empresas acessaram o sistema do BNDES para fazer consultas no Brasil Soberano, sendo 533 elegíveis, isto é, com pelo menos 5% do faturamento bruto total, no período de julho de 2024 a julho de 2025, composto por produto na lista de tarifação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, aponta agilidade na aprovação de recursos e atribui isso ao compromisso do banco e 50 instituições financeiras parceiras.

“Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, diz.

Dos valores ainda em análise, R$ 1,7 bilhão são referentes à linha destinada à busca de novos mercados.

Como acessar

O primeiro passo para acessar os recursos é consultar se a empresa é elegível para o plano de socorro. A consulta pode ser feita no site do BNDES

Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa.

Caso o sistema indique que a empresa é apta ao crédito, a recomendação é entrar em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Grandes empresas podem procurar diretamente o BNDES.

Efeitos do tarifaço

Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa empresas que atuam no comércio entre os dois países, estima que as exportações de produtos afetados pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança de taxas de até 50% a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

>> Confira a lista de quase 700 produtos que não serão taxados pelos EUA

Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.

O presidente americano usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que terminou na semana passada.

 

Fonte: Agência Brasil

Presidente de torcida do Fla e mais 7 são presos por morte de vascaíno

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O presidente da Torcida Jovem do Flamengo (TJF), Tiago de Souza Câmara Melo, conhecido como Boinha, e outras sete pessoas foram presas, neste sábado (20), no Rio de Janeiro, por envolvimento na morte do torcedor vascaíno Rodrigo José da Silva Sant’anna, no dia 11 deste mês.

As detenções foram feitas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Contra os detidos foram cumpridos mandados de prisão temporária por 30 dias. Uma das prisões foi por flagrante.

Rodrigo Sant’anna foi morto no dia em que o Vasco jogou contra o Botafogo – 11 de setembro – no estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, na zona norte do Rio de Janeiro.

O torcedor estava ​com outros vascaínos no bairro Oswaldo Cruz, também na zona norte, a cerca de sete quilômetros do estádio, quando foi alvo de uma emboscada por parte de integrantes da torcida.

De acordo com a delegacia, o crime teve motivação “fútil, abjeta e primitiva”, com os criminosos organizados para atacar outros torcedores. Ainda segundo os investigadores, eles não utilizaram símbolos do Flamengo, para dificultar a identificação.

Os vascaínos foram atacados com fogos de artifícios e ao menos quatro disparos de arma de fogo, conforme relataram testemunhas. Um dos tiros atingiu Rodrigo. Os criminosos também responderão pela tentativa de assassinato de um outro torcedor.

A investigação contou também com análise de imagens de câmeras de segurança, que demonstraram a participação dos envolvidos.

Torcida banida

A Torcida Jovem do Flamengo tem histórico de envolvimento com violência e banimento dos estádios. O mais recente foi determinado pela Justiça na última terça-feira (17).

A decisão do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos afasta a torcida dos estádios e de qualquer evento esportivo pelo período de dois anos.

Para fundamentar a determinação judicial, foram consideradas informações apresentadas pelo Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que apontam envolvimento de pessoas com uniformes da torcida organizada em tumultos, roubos, invasões de ônibus e em estações de trem e ações de violência ocorridas no dia 31 de agosto.

A nova proibição ocorre poucos meses depois de encerrado outro banimento. A TJF ficou proibida de comparecer aos estádios, pelo período de três anos, a contar de setembro de 2021, por envolvimento em tumultos e violência, em janeiro de 2015, durante a partida pelo campeonato estadual, entre Macaé e Flamengo; e em março de 2015, momentos antes da partida entre Botafogo e Flamengo.

Operação contra infiltrados

Na última quinta-feira, uma operação da Polícia Civil prendeu duas pessoas envolvidas com torcidas organizadas.

Os alvos das investigações utilizavam as redes sociais para marcar brigas que terminavam com tumulto, roubos e mortes.

As duas prisões foram em flagrante: uma por confrontar os policiais e outra por porte ilegal de arma.  

Fonte: Agência Brasil

Antes de assumir presidência do STF, Fachin visita papa Leão XIV

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Poucos dias antes de tomar posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin esteve neste sábado (20) no Vaticano, onde se encontrou com o papa Leão XIV.

O papa sediou, na praça de São Pedro o Jubileu dos Operadores da Justiça, encontro voltado a juízes, advogados, procuradores e outros profissionais do direito e atrai delegações de todo o mundo.

Devido ao grande número de peregrinos neste ano, o evento precisou ser deslocado para a área externa da praça de São Pedro, onde uma estrutura foi montada para que o papa pudesse ficar mais próximo dos presentes.

Católico, Fachin assistiu ao discurso de Leão XIV, em que o pontífice disse que a justiça “não pode ser reduzida à mera aplicação da lei ou à atuação dos juízes”. Ele prosseguiu afirmando que “a justiça se concretiza quando se volta para os outros, quando a cada um é dado o que lhe é devido, até alcançar a igualdade em dignidade e oportunidades”.

Em outro trecho, ao citar ensinamentos de Santo Agostinho sobre as relações entre Estado, justiça e fé, o papa Leão XIV disse que “sem justiça não se pode administrar o Estado; é impossível que haja direito em um Estado onde não há verdadeira justiça”.

Em seguida ao discurso, Fachin entrou na fila e cumprimentou o papa. O ministro custeou a própria viagem, que foi realizada em articulação com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Posse

Fachin toma posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em solenidade marcada para 29 de setembro. O ministro Alexandre de Moraes será empossado vice.

Ambos foram eleitos em agosto em votação simbólica pelo plenário, já que os ministros se revezam para mandatos de dois anos na chefia do Judiciário, tendo como critério a antiguidade no tribunal.

Como presidente do STF no biênio de 2025 a 2027, Fachin terá o poder de organizar a pauta do plenário e presidir as sessões, nas quais fica responsável por conduzir os trabalhos.

No cargo, Fachin terá também que exercer a função administrativa de comandar o Judiciário, sendo responsável, por exemplo, por conduzir a elaboração e encaminhar o orçamento desse Poder.

Fonte: Agência Brasil

Celebração à memória de Víctor Jara ocorre neste sábado em São Paulo

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A 8ª edição brasileira das Mil Guitarras para Víctor Jara ocorre neste sábado (20), das 11h às 20h, no Galpão Cultural Elza Soares, nos Campos Elísios, região central da capital paulista. Com entrada gratuita, o público poderá participar de manifestações artísticas, música, dança, poesia, artes visuais, além de visitar uma feira de livros, artesanato e gastronomia.

Originalmente, o evento surgiu no Chile para celebrar o legado e a memória do cantor e militante Víctor Jara, que foi morto pela ditadura chilena em 1973, apenas alguns dias após o golpe militar de Augusto Pinochet, que ficou no poder até 1990. 

O cantor foi brutalmente espancado e assassinado, cinco dias após ser preso em 12 de setembro. O corpo foi encontrado em um matagal, com vários ossos quebrados e 44 marcas de bala, descreve o projeto Memórias da Ditadura, do Instituto Vladimir Herzog. A ditadura chilena foi uma das mais sangrentas no continente, com cerca de 40 mil mortos. 

Jara foi um grande militante na área da cultura, colocando a música, o teatro e a poesia a serviço das transformações e lutas sociais. Desde 2009, a homenagem é realizada no Chile.

Na celebração aqui no Brasil, que acontece desde 2018, os artistas apresentam canções do universo Víctor Jara, ou seja, não apenas canções do autor, mas músicas do cancioneiro latino-americano que tratam das temáticas que ele abordava em suas obras. Os temas incluem o trabalho, o cotidiano, a luta pela terra e a cultura popular.

O Galpão Elza Soares está localizado na Alameda Eduardo Prado, 474, bairro Campos Elíseos, em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

Sem reajustes regulares, PNAE perde poder de compra

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Desde o último reajuste, em 2023, o poder de compra do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ficou pelo menos 8,8% menor. O cálculo leva em conta o Índice de Preços ao Consumidor dos alimentos acumulado entre os anos de 2023 e 2024. O IPCA-Alimentos é o indicador do IBGE que mede a inflação nos grupos dos alimentos e bebidas.

O PNAE é um dos maiores programas de alimentação escolar do mundo, atende 40 milhões de estudantes em todo país e é considerado referência pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

Só que o valor repassado por dia para cada estudante do ensino fundamental e médio da rede pública é de R$ 0,50. Os dois grupos somam 27,8 milhões de estudantes ou 70% dos atendidos. Esse valor pode variar para cima ou para baixo conforme a modalidade de ensino.

O que parece pouco já foi menor.

“A gente ficou muitos anos sem ter reajuste, sobretudo durante os anos do governo Temer e do governo Bolsonaro. Quando o Lula entrou, ele deu um reajuste significativo, mas depois disso não houve mais reajuste”, lembra Mariana Santarelli, coordenadora do ÓAÊ, o Observatório da Alimentação Escolar.  

Em 2023, o aumento foi, em média, de 34%, sendo que para os ensinos fundamental e médio foi de 39%, repondo a inflação acumulada no período em que ficou congelado. Antes de 2023, o último reajuste tinha sido em 2017.

Para Luana de Lima Cunha, assessora de políticas públicas da Fian Brasil, organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas, o orçamento curto tem impacto direto na saúde e na aprendizagem dos estudantes, além de exigir malabarismos de quem administra os recursos. 

“Imagina o desafio que é para uma nutricionista, uma cozinheira, uma unidade escolar, conseguir uma alimentação adequada de qualidade com 50 centavos por dia para um estudante”.

Além do governo federal, estados e municípios precisam complementar esse valor com recursos próprios. Mas nem sempre isso acontece. Levantamento da ÓAÊ mostra que mais de 30% dos municípios das regiões Norte e Nordeste não conseguem complementar os repasses desde 2022.

Para Mariana, apesar do reconhecimento internacional, o orçamento do PNAE ainda “fica muito à mercê da vontade política dos governantes”. Para ela, é preciso criar mecanismos que deem estabilidade à política: “O que a gente gostaria é que existisse algo que fosse independente das decisões do Congresso Nacional ou do Executivo Federal”.

“A gente pauta muito para que o orçamento seja atualizado a partir do IPCA-Alimentos e Bebidas, que é o melhor indicador para conseguir blindar da flutuação de preços dos alimentos e as defasagens a partir dos processos de inflacionários”, argumenta Luana.

O Congresso Nacional tem 15 projetos de lei propondo gatilhos para o reajuste automático do PNAE. Todos estão parados. 

Fernanda Pacobahyba, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, órgão responsável pela gestão do programa concorda que a criação de gatilhos para reajustar o orçamento do PNAE é importante:

“Somos muito favoráveis. Agora, é óbvio que o contexto orçamentário é um contexto de disputa.  Então, estamos nessa disputa que passa pelo Congresso Nacional”.

Pacobayba lembra que outro caminho para garantir a eficiência do programa é retirar o orçamento do PNAE da política de contenção de gastos públicos, o chamado arcabouço fiscal.

“O PNAE está dentro do arcabouço. Alguns deputados até falam em colocar fora do arcabouço. Nós ainda não vimos isso acontecer, portanto, a gente precisa seguir as regras”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

Júris popular e oficial elegem “Maré Viva Maré Morta” melhor longa do 27º Troféu Câmara Legislativa

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Desde 2012, ano em que foi estabelecido o júri popular do Troféu Câmara Legislativa (a escolha do júri oficial acompanhou a premiação a partir da criação, em 1996), esta é a primeira vez que o resultado na categoria longa-metragem coincide. O público que acompanhou a competição e os jurados indicaram o filme Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert, como o melhor longa desta edição do prêmio.

Os vencedores do 27º Troféu Câmara Legislativa foram conhecidos neste sábado (20) na cerimônia de encerramento do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (veja lista completa abaixo). Além de preferido pela plateia e pelo júri oficial, Maré Viva Maré Morta ficou com o prêmio de Edição de Som, para Olivia Hernández.
 

Cena do curta-metragem Três, vencedor do prêmio do júri oficial

Três, dirigido por Lila Foster, e Rainha, de Raul de Lima, receberam o Troféu Câmara Legislativa de melhor curta-metragem, segundo o júri oficial e júri popular, respectivamente. O diretor de Rainha ainda levou o prêmio de melhor Montagem. O curta também conquistou o Troféu de Trilha Sonora, assinada por C-Afro Brasil.

A dupla Edileuza Penha de Souza e Edymara Diniz, à frente do documentário longa-metragem Vozes e Vãos, sobre jovens quilombolas da região de Cavalcante (GO), recebeu o prêmio de melhor Direção.

As atuações de Leonardo Vieira Teles, no longa A Última Noite da Rádio, e de Tuanny de Araujo – atriz de dois curtas da competiçao, Terra e Notas Sobre a Identidade – foram consideradas as melhores da 27ª edição do Troféu Câmara Legislativa. O filme A Última Noite da Rádio deu ainda o prêmio de Direção de Arte a Douglas Queiroz.
 

Cena do Filme Dois Turnos, vencedor do troféu de melhor fotografia

 

A melhor Fotografia foi para Elder Miranda Jr, do curta-metragem Dois Turnos, e o melhor Roteiro é de autoria de Clara Maria Matos, do filme O Cheiro do Seu Cabelo, apresentado no último dia da Mostra Brasília.

Reconhecimento e incentivo

O melhor longa-metragem, escolhido pelo júri oficial, recebe R$ 124 mil. Já o curta fica com R$ 37 mil. O melhor diretor, R$ 15 mil e as demais categorias técnicas – nas quais não há distinção entre longas e curtas –, R$ 7 mil, cada. Os valores são aproximados (há desconto de impostos, conforme a legislação).
 

Cine Brasília (Carolina Curi/Agência CLDF)

 

No caso dos vencedores do júri popular, os prêmios somam R$ 50 mil, para o longa, e R$ 12 mil, para o curta-metragem. O melhor longa do júri popular também faz jus a um total de R$ 25 mil, em equipamentos de elétrica e maquinaria para produções audiovisuais, concedidos pela AICON – Ações Cinematográficas. O SESC DF também premiou o longa-metragem Maré Viva Maré Morta e os curtas Rainha, Dois Turnos e O Cheiro do Seu Cabelo.

“Em 2025, mais uma vez, o Troféu Câmara Legislativa confirma a vitalidade e a pujança do cinema brasiliense”, comentou Claudinei Pirelli, em nome do Comitê Gestor da premiação, criada pela CLDF, há quase três décadas, para reconhecer o talento dos cineastas brasilienses e incentivar os jovens realizadores.

Os 16 filmes – cinco longas-metragens e onze curtas – que disputaram os prêmios da 27ª edição do Troféu participaram da Mostra Brasília durante o 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e foram exibidos na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, sede do Festival, além do Complexo Cultural Planaltina e unidades do SESC no Gama, Ceilândia e 504 Sul.
 

Cine Brasília (Carolina Curi/Agência CLDF)

 

Compuseram o júri oficial do 27º Troféu Câmara Legislativa: Alice Stefânia; Bertrand Lira e Ewerton Belico. Já a comissão de seleção que escolheu os 16 concorrentes foi formada por Glaucia Rabelo Veloso, Juliana Araujo Cruvinel, Nicolau Araújo, Letícia Bispo e Renan Montenegro.

 

27º Troféu Câmara Legislativa – Mostra Brasília

Vencedores – 2025

Prêmios do Júri Oficial

Melhor Longa-Metragem: Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert
Melhor Curta-Metragem: Três, de Lila Foster
Melhor Direção: Edileuza Penha de Souza e Edymara Diniz, pelo filme Vozes e Vãos
Melhor Ator: Leonardo Vieira Teles, do filme A Última Noite da Rádio
Melhor Atriz: Tuanny de Araujo, dos filmes Terra e Notas Sobre a Identidade
Melhor Roteiro: Clara Maria Matos, do filme O Cheiro do Seu Cabelo
Melhor Fotografia: Elder Miranda Jr, do filme Dois Turnos
Melhor Montagem: Raul de Lima, pelo filme Rainha
Melhor Direção de Arte: Douglas Queiroz, do filme A Última Noite da Rádio
Melhor Edição de Som: Olivia Hernández, do filme Maré Viva Maré Morta
Melhor Trilha Sonora: C-Afrobrasil, do filme Rainha

Prêmios do Júri Popular

Melhor Longa-Metragem: Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert
Melhor Curta-Metragem: Rainha, de Raul de Lima

Fonte: Agência CLDF

Caio Bonfim é campeão mundial dos 20 km da marcha atlética em Tóquio

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Caio Bonfim é o campeão mundial dos 20 km da marcha atlética. A conquista foi confirmada no início da madrugada deste sábado (20), no horário de Brasília, em prova disputada em Tóquio. Caio Bonfim venceu a prova com o tempo de 1:18:35, seguido pelo chinês Zhaozhao Wang (1:18:43) e pelo espanhol Paul McGrath (1:18:45). Matheus Corrêa (AABLU-SC) terminou a prova em 17º (1:21:04) e Max Batista, em 42º (1:27:34).

Na prova feminina, Viviane Lyra foi a 12ª colocada, com o tempo de 1:29:02, e Gabriele Muniz (CASO-DF) terminou em 32º (1:34:28). Érica Sena (Pinheiros-SP) abandonou a prova após o terceiro quilômetro

A conquista transformou o atleta no maior medalhista do país em mundiais. São quatro medalhas em oito edições disputadas: bronze em Londres-2017 e Budapeste-2023 no 20 km, e a prata nos 35 km conquistada no primeiro dia do Mundial (12/9).

O Brasil soma 19 pódios em Mundiais. São três ouros: a conquista marchador brasiliense em 2025, Alison dos Santos, nos 400 metros com barreiras, em Eugene-2022, e Fabiana Murer, no salto com vara, em Pequim-2015. Esta também é a melhor campanha do Brasil em Mundiais, com um ouro e duas pratas: além das duas medalhas de Caio Bonfim, Alison dos Santos sagrou-se vice-campeão dos 400 metros com barreiras.

“Ainda não caiu a ficha. Eu não sabia que era ouro. Eu passei o chinês e o espanhol na última volta, fiz a vinda para o estádio (marchando) rápido, porque eu pensei: ‘eles vão lutar e eu posso perder a medalha, são caras velozes’. Quando chego no estádio, vejo a faixa e penso: ‘ué, nos 35 km eu fui segundo e não tinha faixa’. E aí pensei: ‘meu Deus, eu vou ser campeão do mundo!'”, disse o atleta à assessoria da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Fonte: Agência Brasil

Impunidade levou Congresso a rever blindagem parlamentar em 2001

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Centenas de casos de impunidade de senadores e deputados investigados em crimes que incluíam corrupção, assassinatos e tráfico de drogas chocaram a opinião pública durante toda a década de 1990.

Como a Justiça precisava de autorização da Câmara ou do Senado para processar parlamentares, na prática, eles ficavam imunes a processos enquanto durava o mandato, atrasando, por anos, as investigações.  

A revolta contra essa situação levou o Congresso Nacional a aprovar, em dezembro de 2001, a Emenda Constituição (EC) 35, que acabou com a exigência de autorização prévia para processar criminalmente um parlamentar.

Agora, a Câmara dos Deputados tenta retomar a proteção inicialmente prevista na Constituição de 1988, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3 de 2021, conhecida também como PEC da Blindagem e PEC das Prerrogativas. A medida prevê que seja necessária a autorização da maioria das casas legislativas, em uma votação com voto secreto, para que parlamentares respondam a processos judiciais. 

A jornalista Tereza Cruvinel trabalhou na editoria de política do jornal O Globo por mais de 20 anos, acompanhando o trabalho legislativo da Constituição à promulgação da emenda 35.

“Começaram a surgir parlamentares com envolvimentos criminais. Muitas vezes, eles pertenciam a partidos poderosos, e o Judiciário não conseguia as licenças para processá-los. Quando o Supremo pedia, era invariavelmente negado. Quase 300 pedidos foram negados até 2001”, lembrou.

Segundo a profissional, a aprovação da emenda que acabou com a necessidade de autorização do Congresso para as investigações foi motivada pelos inúmeros casos de impunidade relatos pela mídia. “Foi uma reprovação da sociedade àquele protecionismo extremo de parlamentares, que eram praticamente inalcançáveis pela lei. Houve uma confusão entre imunidade e impunidade”, completou a jornalista que, entre 2007 e 2011, foi presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)

 


JORNALISTA TEREZA CRUVINEL. Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
JORNALISTA TEREZA CRUVINEL. Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Deputado da motosserra

Um dos casos que contribuiu para mudar a Constituição foi o do “deputado da motosserra”. Eleito em 1998, o parlamentar acreano Hildebrando Pascoal acabou condenado, após deixar o Parlamento, por tráfico de drogas e diversos homicídios, entre os quais, o esquartejamento de desafetos com um motosserra.

Cruvinel destacou que, mesmo nos casos mais chocantes, o Congresso preferia caçar o mandato do que permitir que o Judiciário abrisse uma ação penal.

“O caso do Hildebrando foi apenas o caso mais emblemático. Quando os crimes dele estavam provados, e o Supremo pediu a licença, em vez de conceder, preferiram caçá-lo para não dar precedente e preservar aquele mecanismo”, comentou.

 


Rio Branco (AC), 21/09/2001 - Hildebrando Pascoal. Foto: TJAC/Divulgação
Rio Branco (AC), 21/09/2001 - Hildebrando Pascoal. Foto: TJAC/Divulgação

Sérgio Naya e o Palace 2

Outro caso que apressou a aprovação da EC 35 foi a desabamento do Edifício Palace 2, que matou oito pessoas no Rio de Janeiro, em 1998, e pertencia ao engenheiro e deputado federal Sérgio Naya, responsável técnico pela construção do prédio.  

“As PECs que tramitavam sobre o tema nesta casa tiveram o seu andamento acelerado pela pressão popular, entrando na pauta de discussão da Comissão de Constituição e Justiça”, diz documento dos anais do Senado

Atentado no restaurante

Outro caso que contribuiu para aprovação da EC 35 foi o do senador Ronaldo Cunha Lima, da Paraíba. Quando era governador, ele atirou contra seu rival político, o ex-governador Tarcísio Burity, em um restaurante de João Pessoa, em 1993.

Cunha Lima chegou a ser preso, mas conseguiu habeas corpus. Em 1995, foi eleito senador e contou com a imunidade que duraria 8 anos. Ainda em 1995, o STF pediu licença para processar o parlamentar, mas o Senado só analisou o caso quatro anos depois, em 1999, negando a autorização.

Cunha Lima só foi processado depois da emenda 35. Porém, em outubro de 2007, a poucos dias de ser julgado no STF, o parlamentar renunciou ao cargo para levar o caso para a 1ª instância do Judiciário

A família de Buricy reagiu com indignação. “Ele passou 14 anos ludibriando a Justiça. Agora, quando sabia que ia ser julgado, renunciou para ser julgado pelo Tribunal do Júri. É uma palhaçada”, lamentou à época a viúva do político, Glauce Burity

 


Brasília (DF), 19/09/2025 - Ex-senador Ronaldo Cunha Lima. Foto: Roque Sá/Arquivo Senado
Brasília (DF), 19/09/2025 - Ex-senador Ronaldo Cunha Lima. Foto: Roque Sá/Arquivo Senado

Constituinte de 1988

Quando o constituinte de 1988 incluiu na Constituição a exigência de autorização para processos criminais contra deputados e senadores, ele tinha em mente criar uma proteção aos deputados depois de 21 anos de ditadura militar.

Tereza Cruvinel, que também cobriu a Constituinte de 1988, destacou que, na época, os constituintes temiam perseguições políticas após a redemocratização.

“A constituinte, que vinha para encerrar uma ditadura, teve a intenção de proteger os parlamentares contra eventuais futuros abusos, um retrocesso, uma nova ditadura ou meia ditadura. O deputado de hoje, por outro lado, está pensando em garantir uma blindagem contra quaisquer iniciativas da Justiça, inclusive dos delitos que envolvem emendas parlamentares”, acrescentou.

Segundo especialistas e organizações que trabalham com o combate a corrupção, a atual PEC da Blindagem pode favorecer a corrupção no uso de emendas

A analista legislativa Orlange Maria Brito escreveu artigo sobre o tema e destacou que a proteção pensada para os parlamentares que saíam de uma ditadura começou a ser questionada uma vez que foi “desviada da sua correta utilização”.

“Permite-nos questionar a necessidade e atualidade em tempos em que não mais existiam a situação de autoritarismo do momento histórico e político em que foram concebidas”, ponderou.

Ainda segundo a especialista, “diante de inúmeros fatos, ocorridos à época, instalou-se a preocupação em evitar que a imunidade se degenerasse como mecanismo que lograsse acobertar atos delituosos que não deveriam fugir da atuação do Poder Judiciário”.

Proteger o Parlamento

Os defensores da PEC 3 de 2021 afirmam que a proposta visa proteger o exercício do mandato parlamentar contra interferências indevidas do Judiciário e contra supostas “perseguições políticas”. 

O relator da PEC na Câmara, deputado Claudio Cajado (PP-BA), rejeita o argumento de que a proposta limite as ações criminais contra parlamentares.

“Isso aqui não é uma licença para abusos do exercício do mandato, é um escudo protetivo da defesa do parlamentar, da soberania do voto e, acima de tudo, do respeito à Câmara dos Deputados e ao Senado”, justificou.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que o Congresso Nacional não barraria investigações contra quem cometeu crimes.

“Quem cometer crime vai pagar, uai. É simples assim, a gente vota, e a gente mostra que essa casa é contra criminoso”, disse Nikolas durante a sessão.

Fonte: Agência Brasil

Ministro de Israel promete lucro e “boom imobiliário” em Gaza

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Questionado sobre os planos para colonização israelense na Faixa de Gaza após a guerra, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que há um “plano de negócios” na mesa do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que vai trazer muito lucro com a destruição da infraestrutura civil do território palestino.

“Existe um plano de negócios, elaborado pelos profissionais mais qualificados, que está sobre a mesa do presidente Trump, sobre como transformar esta situação numa mina de ouro imobiliária, sem brincadeira”, disse o ministro ligado ao partido ultranacionalista Religious Zionism (Sionismo Religioso), que faz parte da coalizão do governo de Israel.

Conhecido por pregar o controle de Israel sobre todos os territórios palestinos, Smotrich acrescentou que Israel já realizou a fase da demolição das estruturas.

“Tendo investido muito dinheiro nesta guerra, devemos partilhar os lucros da comercialização de terrenos em Gaza. A fase de demolição, que sempre foi a primeira fase da renovação urbana que realizamos, agora é preciso construir”, completou o ministro israelense.

Estima-se que Israel já tenha destruído cerca de 90% da infraestrutura de Gaza e deslocado quase a totalidade dos 2 milhões de palestinos que vivem na região.

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Devido as ações militares em Gaza, o governo de Tel Aviv vem sendo acusado de praticar um genocídio, por países, organizações de direitos humanos, relatórios das Nações Unidas e por grupos de estudiosos sobre o crime de genocídio. O governo de Benjamin Netanyahu nega. 

Já o presidente dos EUA tem defendido a expulsão dos palestinos de Gaza e a construção de uma espécie de “Riviera do Oriente Médio”, espécie de litoral turístico.

A proposta é rejeitada pelas organizações palestinas, pelos Estados árabes e maioria dos países do planeta. 

Resoluções da ONU proíbem a aquisição de territórios por meio da guerra, sendo essa prática uma violação do direito internacional

Fonte: Agência Brasil

Delegados da PF alertam sobre riscos da PEC da Blindagem

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Os delegados da Polícia Federal (PF) manifestaram preocupação com os riscos que a chamada PEC da Blindagem traria para o país, caso venha a se tornar lei. A proposta de emenda à Constituição (PEC) foi aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados e encontra-se agora para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Na avaliação dos delegados, além de não fortalecer a democracia, a PEC da Blindagem fortalece a impunidade. As críticas vieram a público por meio de uma nota da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), divulgada nesta sexta-feira (19).

“A proposta representa um grave retrocesso institucional, ao enfraquecer os avanços conquistados com a Emenda Constitucional nº 35/2001 e reabrir espaço para cenários de impunidade. Na prática, operações da Polícia Federal que envolvam parlamentares correm o risco de se tornarem inócuas, já que o início de processos penais dependerá de autorização das respectivas Casas Legislativas”, diz a nota.

De acordo com os delegados, “tal medida compromete a transparência, fragiliza o combate à criminalidade e fere o princípio da igualdade de todos perante a lei”.

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Ameaça

Ainda segundo a entidade, o controle político irrestrito sobre investigações envolvendo deputados e senadores ameaça o equilíbrio entre os Poderes da República, além de limitar gravemente a atuação dos órgãos de persecução penal.

“Os delegados de Polícia Federal reafirmam que o Parlamento é o espaço legítimo para os grandes debates nacionais. Contudo, ressaltam que as demandas da sociedade e o fortalecimento da democracia devem prevalecer sobre qualquer iniciativa que crie privilégios injustificáveis”, complementa a nota.

Fonte: Agência Brasil