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Dores lombares tiram João Fonseca de mais um torneio na Austrália

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O brasileiro João Fonseca está fora do ATP 250 de Adelaide, na Austrália. Neste sábado (10), o tenista carioca publicou um vídeo na rede social Instagram, em que comunica a desistência em razão de dores lombares. É a mesma lesão que já o tirou do ATP 250 de Brisbane, também em solo australiano, e do compromisso do Brasil diante do Canadá pela Copa Davis, torneio equivalente a um Mundial masculino de seleções no tênis.

“Infelizmente, tive que me retirar do torneio de Adelaide. Estou sentindo uma dor nas costas e tentando me recuperar o mais rápido possível para estar 100% em quadra de novo”, declarou o carioca de 19 anos, no vídeo.

Fonseca corre contra o tempo para disputar o Aberto da Austrália, primeiro dos quatro principais torneios do circuito – os chamados Grand Slams – da temporada. Depois da publicação nas redes sociais, ele concedeu uma entrevista coletiva em Adelaide. Segundo o brasileiro, as dores lombares têm sido crônicas.

“Eu nasci com um algo nas minhas costas e às vezes fica mais dolorido. Já tive uma fratura por estresse há cinco anos, mas é algo que vai estar no meu corpo, então preciso lidar com isso. Fizemos uma ressonância magnética e não é nada muito sério, mas pode ficar sério, então queremos estar 100%”, disse Fonseca.

O brasileiro é o 29º colocado do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Ele caiu cinco posições em relação a 2025, após ficar fora do ATP de Brisbane, e deve perder mais alguns lugares pela ausência em Adelaide. Mesmo assim, está garantido como um dos 32 cabeças de chave do Aberto da Austrália, o que significa evitar um confronto com um top-30 do mundo, ao menos, nas duas primeiras fases.

Fonte: Agência Brasil

Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

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O governo da Venezuela anunciou, na noite de sexta (9), que uma operação conjunta com os Estados Unidos (EUA) determinou o retorno do navio petroleiro Minerva. Segundo o comunicado assinado pela estatal petrolífera do país, a PDVSA, a embarcação havia deixado o país sem pagamento ou autorização venezuelana.

“Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota.
 

O próprio presidente Donald Trump (dos Estados Unidos) divulgou em sua rede social que, em coordenação com as “autoridades interinas” da Venezuela, foi apreendido um navio-tanque que deixou o país sem autorização.

“Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda”, escreveu.

Abertura de embaixadas

A operação conjunta ocorreu no mesmo dia em que a presidente interina, Delcy Rodríguez, tratou do “processo diplomático” para a abertura de embaixadas dos Estados Unidos.

“Seu principal objetivo é reiterar nossa condenação à agressão sofrida pelo nosso povo”, escreveu. Neste sábado (10), a intervenção armada dos estadunidenses (com o sequestro e prisão do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores),  completa uma semana

Ela ponderou ainda que a resposta à intervenção estadunidense será por meio da diplomacia.

“Usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a estabilidade, o futuro e nossa sagrada soberania”.
 

Delcy Rodrigues afirmou que esse será o caminho que “para proteger o povo e também para garantir o retorno do Presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores”. Ela cita que isso ocorrerá com “paciência e determinação estratégica”.

Fonte: Agência Brasil

Haddad e Tebet destacam benefícios para Brasil com acordo UE-Mercosul

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Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) se manifestaram nesta sexta-feira (9) para celebrar o anúncio da União Europeia pela aprovação do acordo comercial com o Mercosul. 


Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o acordo como histórico e uma sinalização para um futuro de “pluralidade e oportunidade”.

“Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, disse Haddad.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou que o acordo irá proporcionar a chegada de produtos brasileiros a mais consumidores, ampliação de investimentos, o que poderá ajudar a reduzir a inflação no país. 


Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos Econômicos
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB.

Mesa:
ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos Econômicos
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB.

Mesa:
ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

“Um marco histórico para o multilateralismo! O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, afirmou a ministra, em nota oficial. 

Acordo Mercosul-UE

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou a aprovação, por ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE), do acordo de livre comércio com o Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil.

Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Repercussões 

Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser “uma vitória do diálogo”.

“Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou o presidente.

Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é “uma sinalização em favor do comércio internacional”. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.

Líderes europeus comemoram aprovação do acordo.

Segundo a agência de notícias Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus governos na manhã desta sexta-feira, mas cada país deve confirmar seu voto por escrito até as 17h (13h, em Brasília) de hoje.

Ainda de acordo com a Reuters, ao menos 15 países, que juntos representam pelo menos 65% da população total do bloco europeu, votaram a favor da assinatura, conforme exigido.

Se o resultado for confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acerto com os os países-membros do Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor. 

Fonte: Agência Brasil

Inmet emite alerta de tempestade e vento na Região Sul

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu neste sábado (10) um alerta laranja para a ocorrência de tempestade e ventos costeiros nos estados do Sul do país.

O alerta laranja, que é válido até as 12h deste domingo (11), é o grau intermediário entre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

De acordo com o Inmet, estão previstos para os três estados da Região Sul chuva de 30 a 60 milímetros por hora ou 50 a 100 mm por dia, ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. 

Há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

Na região da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, ocorrerá Intensificação dos ventos nas regiões litorâneas, movimentando dunas de areia sobre construções na orla.

Segundo o Inmet, em caso de rajadas de vento, a orientação é não se abrigar debaixo de árvores e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. É recomendado também evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Caso necessário, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros, 193

 

 

Fonte: Agência Brasil

Secretário executivo é nomeado ministro interino da Justiça

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto, para chefiar a pasta interinamente. A indicação foi publicada nessa sexta-feira (9) no Diário Oficial da União. 

Ele substitui temporariamente o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que entregou, na quinta-feira (8), uma carta com pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Lewandowski assumiu a pasta em fevereiro de 2024 e alegou que questões pessoais e familiares o levaram a tomar a decisão.

“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, escreveu Lewandowski na carta.

Interino

O ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto já foi secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em 2014, teve o nome aprovado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para ocupar o cargo de secretário-geral da Corte. 

Almeida Neto exerceu por oito anos o cargo de diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). No âmbito acadêmico, foi professor e cursou pós-doutorado e doutorado em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Agência Brasil

Maioria planeja reaproveitar material escolar na volta às aulas

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Oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar os materiais do ano passado. A estimativa é resultado de uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, levantou dados sobre como as famílias brasileiras estão se organizando para a volta às aulas de 2026.

O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, avalia que “a parte otimista das conclusões obtidas é que esse movimento mostra mais planejamento do que desespero”.

“As famílias estão ficando mais ‘profissionais’ em lidar com orçamento curto”, afirma.

Impacto financeiro 

A pesquisa aponta que a busca por economia se tornou uma estratégia central das famílias diante dos custos associados ao início do ano escolar. Ainda assim, esse custo gera desgastes financeiros. Entre as categorias mais citadas estão material escolar (89%), uniforme (73%) e livros didáticos (69%). 

Cerca de 88% dos brasileiros que vão às compras afirmam que os gastos afetam o orçamento familiar, percepção que é mais acentuada em famílias de menor renda.

Para 52% das classes D e E, o impacto é considerado muito grande. Entre as classes A e B, esse percentual cai para 32%. 

Além disso, 84% dos entrevistados afirmam que os preços dos materiais escolares influenciam decisões em outras áreas, como lazer, alimentação ou contas do mês.

E quando se deparam com preços acima do esperado, dois em cada três brasileiros optam por substituir o item por uma marca mais barata.

As lojas físicas continuam sendo o principal canal de compra para 45% dos brasileiros. Outros 39% afirmam que pretendem combinar compras em lojas físicas e online. Uma parcela de 16% planeja adquirir a maior parte do material exclusivamente pela internet, o que indica um comportamento de consumo cada vez mais híbrido.

Tendências de compra


Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscilla Pires e o seu filho Gabriel. Foto: Priscilla Pires/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscilla Pires e o seu filho Gabriel. Foto: Priscilla Pires/Arquivo Pessoal

Para a consultora de vendas Priscilla Pires, de 40 anos, mãe do Gabriel, de 13, a organização para as compras começa ainda em dezembro, separando parte do pagamento do 13° e completando com parcelas no cartão de crédito. A moradora do Rio de Janeiro conta que o objetivo é equilibrar qualidade, orçamento e as vontades da criança, reaproveitando o que estiver funcional. 

“Eu sempre procuro uma loja que sei ter bom preço e acabo comprando todo o material no mesmo lugar por conveniência. Não procuro muito nem vou em várias lojas”, conta Priscilla, que confirma que os gastos afetam bastante o planejamento financeiro. 

“Principalmente os livros, que são itens essenciais. O material, podemos ajustar de acordo com o orçamento e necessidade, mas os livros não nos dão essa escolha. Sem dúvida, o material didático é a parte mais cara”, completa. 


Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscila Alves e o seu filho Carlos. Foto: Priscila Alves/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscila Alves e o seu filho Carlos. Foto: Priscila Alves/Arquivo Pessoal

Já a professora Priscila Alves, de 40 anos, prefere se adiantar e, antes do fim do ano, entra em contato com a escola do filho Carlos, de 5 anos, para pedir a lista de materiais da próxima volta às aulas. Lápis de cor, mochila, lancheira e estojo são alguns dos materiais que ela reaproveita, e o que precisa repor é todo comprado ainda em dezembro, visitando diversas lojas para garantir a economia. 

“Quando vira o ano vêm os ajustes e tudo fica mais caro, então acaba que eu consigo ainda fazer essa jogada de comprar o material escolar do meu filho ali no ano anterior. As pessoas falam ‘ah, você é maluca, o natal é a prioridade’, mas aí eu agora eu vejo as mães, os pais, todo mundo reclamando que as coisas estão muito mais caras. Então é dessa forma que eu trabalho, né?”, disse. 

Buscando garantir o equilíbrio nas contas, para além do trabalho como professora, Priscila Alves conta com outros recursos, como aulas particulares, e pequenos serviços que consegue fazer de casa. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia 

Fonte: Agência Brasil

Ação de Trump nas Américas favorece Putin na Ucrânia, diz historiador

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A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos (EUA) e as ameaças de Donald Trump contra Colômbia, Groenlândia e México favorecem o avanço militar da Rússia contra a Ucrânia, avalia o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva.

“Os EUA estão muito ocupados com aquilo que o Marco Rubio [secretário do Departamento de Estado dos EUA] chamou, infelizmente, de hemisfério ‘deles’. Então, é possível que isso dê uma autorização tática para a Rússia liquidar de vez o problema ucraniano”, disse.

A Ucrânia sofreu, na última noite, um amplo ataque russo com drones e com o míssil hipersônico Oreshnik, que pode chegar a dez vezes a velocidade do som e não pode ser detectado. Está é a segunda vez que Moscou usa essa arma na Ucrânia.

Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o mundo vem inaugurando uma nova ordem mundial onde “é cada um por si” nas relações internacionais.


Casa Branca
Casa Branca

“Trump se empoderou com o que fez na Venezuela. É muito provável que ele passe a agir em outros territórios, como a Groenlândia. Ele disse também que pode mandar expedições terrestres contra o México. Se o Trump está resolvendo o que ele acha ser o ‘quintal’ dos EUA, então o ‘quintal’ da Rússia também tem que ser organizado”, destacou Silva. 

No final do ano passado, os EUA publicaram documento com a estratégia de segurança nacional reafirmando a “proeminência” de Washington no Hemisfério Ocidental, que engloba as Américas do Sul, Central e do Norte, o que foi interpretado como um recado à China e outros adversários da Casa Branca.

Europa encurralada

O analista militar e de geopolítica Robinson Farinazzo, oficial da reserva da Marinha do Brasil, disse à Agência Brasil que as ambições de Trump com a Groenlândia colocam a Europa em uma posição ainda mais delicada.

“O Trump querendo a Groenlândia, de um lado, e os russos atacando do outro. Com uma arma sofisticada dessa [míssil Oreshnik], eu acho que alguns líderes europeus vão ter que pensar duas vezes quais vão ser as próximas decisões. O grande perdedor, lógico, é a Ucrânia. Mas o segundo maior perdedor nessa guerra é a Europa”, comentou Farinazzo.

O militar brasileiro acrescenta que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não tem equipamentos para interceptar o míssil hipersônico da Rússia. Ao mesmo tempo, a aliança militar estaria em risco com as ameaças do Trump à Groenlândia. 

“A Europa não pode brigar em duas frentes. Se o Trump tomar a Groenlândia à revelia da Europa, acabou a Otan. Além disso, a Otan está dividida porque a Turquia tem ambições no Oriente Médio que contrariam as políticas de muitas lideranças da organização”, acrescentou Farinazzo.

Para o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva, o ataque com míssil hipersônico foi um aviso de Putin para a Europa, que tem dificultado um acordo para a guerra na Ucrânia e que estaria por trás do ataque a uma das residências de Putin.


Ukrainian President Volodymyr Zelensky delivers a speech to the nation at the presidential palace.
Ukrainian President Volodymyr Zelensky delivers a speech to the nation at the presidential palace.

“A Ucrânia não teria meios de atingir Novgorod [cidade russa], muito menos a residência do Putin ou a base de Murmansk da aviação russa. Isso tudo é feito com assessores militares, principalmente britânicos. E é uma forma de a Europa dizer que está na guerra e que o Trump não pode negociar sozinho com o Putin”, comentou.

Na avaliação do professor da UFRJ, os EUA não devem mais tentar barrar o avanço militar da Rússia na Ucrânia.

“Por outro lado, eles vão tentar deter a Rússia em relação aos Brics ou por meio de retaliações à compra de petróleo russo, como fizeram com a Índia, mas não por causa da Ucrânia, mas para tirar a Rússia do mercado de petróleo”, disse.

Campo de batalha

O professor fluminense acrescenta que a Ucrânia vem se fragilizando a cada dia no campo de batalha, apesar das ações espetaculares que realiza para tentar mostrar que ainda teria “cartas” na manga para usar.

“Entre 20% e 25% do território ucraniano está ocupado pelas tropas russas. A Rússia avançou muito. O mais importante foi que a Rússia tomou o chamado Corredor de Odessa, que é a saída de grãos da Ucrânia, o pulmão da Ucrânia”, disse.

O especialista destaca que as vitórias da Rússia não costumam ser noticiadas. “Há um verdadeiro bloqueio de notícias em relação a isso. Em grande parte, porque essas agências de notícias são americanas, francesas e alemãs. Então eles não noticiam isso”, completou.

O analista militar Robinson Farinazzo pondera que a Rússia vai continuar investindo no campo de batalha porque não confia nos negociadores europeus e norte-americanos, apesar de avaliar que Moscou não consegue uma ação definitiva e rápida para neutralizar Kiev completamente.

“O objetivo russo é neutralizar completamente o exército ucraniano, mas a Rússia não pode fazer avanços rápidos em profundidade, ou em amplitude, porque ela vai sofrer muitas baixas. Os sistemas defensivos ucranianos são bons, então eles apelam para uma guerra de desgaste. Essa guerra ainda pode durar muito tempo”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Confira calendário de pagamentos do INSS para 2026

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Os cerca de 35 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem conferir a data de pagamento das aposentadorias, dos auxílios e das pensões em 2026. A autarquia divulgou, em dezembro, o calendário de depósitos para todo o próximo ano.

Os depósitos seguirão a sequência de anos anteriores, com um calendário para quem recebe um salário mínimo e outro para quem ganha mais de um salário. Para cada categoria, as datas de pagamento serão determinadas pelo número final do cartão, sem considerar o dígito verificador (que vem depois do traço).

A aposentadoria, a pensão ou o auxílio de janeiro serão depositados de 26 de janeiro a 6 de fevereiro para quem ganha um salário mínimo. Segurados com renda superior a esse valor receberão de 2 a 6 de fevereiro.

Consulta aos valores

Os segurados do INSS podem consultar o valor a receber do benefício por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site meu.inss.gov.br.

Também é possível verificar por telefone, ligando na central 135. O usuário deve ligar de segunda-feira a sábado das 7h às 22h, informando o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmando os dados cadastrais.

Os reajustes do salário mínimo e dos benefícios acima do mínimo entraram em vigor em janeiro. No entanto, o valor reajustado só será pago entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, após a conclusão da folha de pagamentos do INSS.

 

>> Confira o calendário de pagamento dos benefícios do INSS em 2026:

– Quem ganha um salário mínimo:

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– Quem recebe mais de um salário mínimo:

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Fonte: Ministério da Previdência Social

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 13,5 milhões neste sábado

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As seis dezenas do concurso 2.958 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 13,5 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Trump e Petro vão se reunir na Casa Branca em fevereiro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai se reunir com o presidente colombiano na Casa Branca no início do próximo mês, disse o líder norte-americano nesta sexta-feira, na esteira de conversa telefônica entre os dois líderes após ameaças de Trump ao país latino-americano.

“Tenho certeza de que funcionará muito bem para a Colômbia e para os Estados Unidos, mas é preciso impedir que a cocaína e outras drogas entrem nos EUA”, escreveu Trump em uma postagem em rede social, acrescentando que a reunião com o presidente Gustavo Petro deve ocorrer na primeira semana de fevereiro.

* É proibida a reprodução deste conteúdo

Fonte: Agência Brasil