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Não estão precisando de dinheiro? Mais de 80 ganhadores do último sorteio da Nota Goiana ainda não resgataram prêmios

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Mais de 80 ganhadores do sorteio de dezembro da Nota Goiana ainda não resgataram prêmios
Entre prêmios não resgatados estão dois no valor de R$ 20 mil, um de R$ 10 mil, 28 de R$ 2 mil e 50 de R$ 1 mil. Prazo final para solicitar resgate termina no dia 29 de março (Foto: Denis Marlon/Economia-GO)

Parte dos ganhadores do último sorteio de 2025 do programa Nota Fiscal Goiana, realizado em 18 de dezembro, ainda não solicitou o resgate dos prêmios em dinheiro. Ao todo, 81 pessoas seguem com valores pendentes de saque.

Entre os prêmios não resgatados estão dois no valor de R$ 20 mil, um de R$ 10 mil, 28 de R$ 2 mil e 50 de R$ 1 mil. O prazo final para solicitar o resgate desse concurso termina no dia 29 de março.

Por outro lado, 76 ganhadores já pediram o pagamento e receberam os valores de forma automática na conta bancária cadastrada no programa.

O próximo sorteio da Nota Fiscal Goiana está previsto para o dia 29 de janeiro, na Secretaria da Economia, responsável pela execução do programa. A iniciativa distribui prêmios mensalmente a consumidores que informam o CPF nas compras do varejo e estão regularmente inscritos no programa.

Os prêmios mensais da Nota Fiscal Goiana chegam a até R$ 50 mil e, a cada mês, são distribuídos 158 prêmios em dinheiro. A iniciativa busca incentivar a cidadania fiscal e conscientizar a população sobre a importância da exigência do documento fiscal, contribuindo para o combate à sonegação fiscal e a concorrência desleal.

Atualmente, o programa conta com mais de 1 milhão de inscritos. A cada R$ 100,00 gastos é gerado um bilhete eletrônico para concorrer nos sorteios mensais. Quanto maior o número de bilhetes acumulados, maiores são as chances de premiação.

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Em 2025, Nota Goiana distribuiu R$ 2,9 milhões em prêmios

Secretaria de Estado da Economia – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Enel diz que apagão impactou mais de 4 milhões de clientes em SP

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A Enel, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em São Paulo, informou que o número de clientes impactados no apagão em dezembro, provocado pela chegada de um ciclone extratropical, foi de 4,4 milhões.

Anteriormente, a empresa havia divulgado que cerca de 2 milhões de clientes haviam sido atingidos em São Paulo e na região metropolitana.

“2 milhões de clientes impactados nos dias do ciclone extratropical, dias 10 e 11 de dezembro, corresponde ao pico de clientes registrados, em tempo real, simultaneamente”.

Em seu comunicado, a empresa afirma que “foram 12 horas seguidas de fortes ventos e, na medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. O número acumulado de clientes desligados ao longo do dia 10 foi significativamente maior, apurado em análise posterior ao evento climático”.

A Enel diz que estes dados foram auditados por ela própria e que as informações foram encaminhadas à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 19 de dezembro.

Crise

A crise no fornecimento de energia em São Paulo, especialmente após os eventos de dezembro, fez o governo do Estado de São Paulo e a prefeitura pedirem o rompimento do contrato com a Enel. Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, junto ao ministério das Minas e Energia anunciaram ainda em dezembro que levariam à Aneel um pedido de caducidade do contrato de concessão de distribuição e energia que a Enel tem com a capital paulista.

Nesta segunda-feira (12), o presidente Lula determinou uma investigação das falhas da concessionária em São Paulo.

Ventania

O ciclone que atingiu São Paulo nos dias 10 e 11 de dezembro gerou ventos que chegaram a 98km/h em algumas áreas da região metropolitana. Mais de 330 árvores caíram, parte delas sobre a fiação, o que acabou interrompendo o fornecimento de energia.

Milhares de pessoas ficaram sem luz durante alguns dias.

 

Fonte: Agência Brasil

USP desenvolve bateria funcional de nióbio de 3 volts

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A Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu uma bateria funcional de nióbio, que atinge 3 volts, é recarregável, funciona em ambientes reais – fora das condições ideais de laboratório – e já está em fase de testes industriais. 

De acordo com o Instituto de Física de São Carlos, da USP, o desenvolvimento da bateria começou há dez anos, pelo professor Frank Crespilho, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), líder do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces da USP e pesquisador do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica e Sustentabilidade (INCT), sediado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

O pesquisador conseguiu resolver o principal obstáculo para a construção de uma bateria de nióbio, que é a degradação do metal em ambientes eletroquímicos convencionais, especialmente na presença de água e oxigênio. Ele descobriu como controlar o ambiente químico para estabilizar o nióbio. 

“Eu já sabia que a natureza resolvia esse problema há bilhões de anos”, destaca Crespilho. “Em sistemas biológicos, como enzimas e metaloproteínas, metais altamente reativos mudam de estado eletrônico o tempo todo sem se degradar, porque operam dentro de ambientes químicos muito bem controlados”.

O pesquisador explica que o grupo criou  uma caixa de proteção inteligente para o nióbio. “Essa caixa é o NB-RAM [Niobium Redox Active Medium]. Dentro dela, o interruptor [nióbio] pode mudar de nível várias vezes, de forma controlada, sem se degradar. É exatamente isso que os sistemas biológicos fazem, e foi isso que adaptamos para a bateria de nióbio”.

Grande parte do avanço da bateria de nióbio é resultado do trabalho conduzido pela pesquisadora da USP Luana Italiano, que dedicou dois anos ao refinamento do sistema até alcançar estabilidade e reprodutibilidade. O processo envolveu dezenas de versões experimentais, com ajustes sucessivos no ambiente químico e nos mecanismos de proteção do material ativo.

“Não bastava fazer a bateria funcionar uma única vez. Ao longo de dois anos de trabalho no projeto, nosso foco foi garantir estabilidade, repetibilidade e controle fino dos parâmetros”, ressalta Luana.

De acordo com a pesquisadora, o principal desafio foi encontrar o equilíbrio entre proteger o sistema e manter seu desempenho elétrico. “Se você protege demais, a bateria não entrega energia. Se protege de menos, ela se degrada”.

Como resultado, o sistema passou a funcionar de forma estável não apenas em condições de laboratório, mas também em arquiteturas próximas das utilizadas pela indústria. “É um sistema que já funciona em formatos reais”, diz a pesquisadora.

A tecnologia, que já tem um protótipo funcional, teve sua patente depositada pela USP. A bateria de nióbio desenvolvida alcançou 3 volts, faixa de tensão da maioria das baterias comerciais atuais.

A bateria já foi testada em formatos industriais padrão, como células tipo coin (moeda) e pouch (laminadas flexíveis), em parceria com o pesquisador Hudson Zanin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nesses sistemas, a bateria foi carregada e descarregada diversas vezes, demonstrando a prova de conceito em ambientes controlados.

Segundo Crespilho, para avançar para a fase final do desenvolvimento da bateria será necessário a criação de um centro multimodal de pesquisa e inovação, envolvendo governos estadual e federal, universidades e startups de base tecnológica.

“A bateria de nióbio desenvolvida na USP mostra que o Brasil não precisa apenas exportar recursos, mas pode liderar tecnologias; desde que a ciência seja tratada como prioridade nacional”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar

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A defesa voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, por motivos de saúde, diante de enfermidades sofridas pelo político de 70 anos, incluindo as consequências de uma queda recente. 

Bolsonaro foi condenado em setembro pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de estado. Desde então, os advogados tentaram diversas vezes convencer o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a conceder prisão domiciliar humanitária para ao ex-presidente, todas sem sucesso. 

No pedido mais recente, a defesa cita “riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica”. Tais riscos deixaram de ser projeções e se tornaram “realidade objetiva”, escreveram os advogados. 

Preso na Polícia Federal

“Nesse contexto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado”, alega a defesa. 

Bolsonaro está preso em uma sala nas instalações da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde 22 de novembro, quando tentou violar a tornozeleira eletrônica que utilizava.

Desde então, obteve mais de uma vez autorização para ser deslocado sob escolta até um hospital particular, inclusive para a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal. 

Outra ida ao hospital ocorreu após uma queda dentro da sala especial em que Bolsonaro está preso, em 7 de janeiro, quando o ex-presidente foi autorizado a realizar exames que confirmaram um traumatismo craniano leve. 

Isonomia

Em todas as ocasiões, contudo, Moraes entendeu não haver justificativa para a concessão da prisão domiciliar. Na visão do ministro, a legislação não permite a concessão do benefício a Bolsonaro, uma vez que a equipe médica da PF assegura ter condições de prestar atendimento adequado ao preso. 

No pedido protocola na noite de terça-feira (13), a defesa de Bolsonaro pediu ainda isonomia em relação ao tratamento dado ao ex-presidente Fernando Collor, que teve concedido o benefício de prisão domiciliar uma semana após ter sido preso, depois de comprovar enfermidades como transtorno de personalidade e humor. 

Bolsonaro sofre de diversas enfermidades relacionadas a uma facada que tomou na barriga durante a campanha eleitoral de 2018 e teria condições de saúde “ainda mais graves” que Collor, alegou a defesa do ex-presidente.

Fonte: Agência Brasil

Sua mochila já está pronta? Aulas na rede estadual iniciam na próxima terça, dia 20

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Aulas na rede estadual iniciam na próxima terça, dia 20
Ano letivo de 2026 da rede pública estadual de ensino de Goiás terá início na próxima terça-feira (20/01) (Fotos: Seduc-GO)

O ano letivo de 2026 da rede pública estadual de ensino de Goiás terá início na próxima terça-feira (20/01), garantindo a continuidade dos programas educacionais e a ampliação dos investimentos na área. Entre os destaques está a inauguração do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Lyceu de Goiânia, no dia 23 de janeiro, o primeiro colégio público bilíngue do Estado, um marco para a educação goiana.

O calendário escolar prevê 200 dias letivos, com término do primeiro semestre em 30 de junho e início do segundo semestre em 3 de agosto, encerrando-se em 18 de dezembro. Atualmente, a rede estadual atende mais de 444 mil estudantes em todas as regiões de Goiás.

“Com planejamento estruturado e políticas públicas integradas, o governo goiano reafirma seu compromisso com uma educação pública de qualidade. O nosso objetivo é formar jovens talentosos, preparados, competentes, para que sejam os melhores em cada uma de suas áreas”, afirma o governador Ronaldo Caiado.

Entre as principais ações em andamento na rede estadual, destacam-se a entrega de kits escolares e uniformes, os programas Bolsa Estudo e entrega de Chromebooks, além do Profissionaliza Goiás e GoiásTec.

Aulas na rede estadual iniciam na próxima terça-feira (20/01)Aulas na rede estadual iniciam na próxima terça-feira (20/01)
“Nosso objetivo é formar jovens talentosos, preparados, competentes, para que sejam os melhores em cada uma de suas áreas”, afirma o governador Ronaldo Caiado (Foto: Seduc-GO)

Kits escolares e uniformes

Há cinco anos, o Governo de Goiás faz a distribuição de kits escolares a todos os alunos das escolas estaduais, uma iniciativa que contribui para a permanência dos estudantes na escola e para a melhoria do aprendizado.

Os alunos também recebem, gratuitamente, uniformes completos, garantindo mais conforto, padronização e equidade no ambiente escolar.

Titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Fátima Gavioli a uniformização é básica para a promoção da equidade.

“Com a distribuição do kit de uniformes estamos gerando equidade entre os estudantes, proporcionando a todos a oportunidade de uma roupa nova, confortável e do tamanho adequado”, destaca.

Bolsa Estudo e Chromebooks

Outro importante instrumento de apoio aos alunos é o Bolsa Estudo, benefício financeiro que contribui para a permanência e o bom desempenho escolar. Os alunos do ensino regular recebem 10 parcelas mensais de R$ 130, enquanto os estudantes do ensino integral contam com o valor de R$ 150.

No campo da inovação e da inclusão digital, o Governo de Goiás mantém a distribuição de Chromebooks para os estudantes do 9º ano e da 2ª e 3ª séries do ensino médio, ampliando o acesso à tecnologia e fortalecendo o processo de aprendizagem.

Profissionaliza Goiás

Já na área da formação para o mercado de trabalho, o Programa Profissionaliza Goiás segue em andamento, oferecendo cursos profissionalizantes que ampliam as perspectivas de empregabilidade dos jovens goianos.

A iniciativa é realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), unindo aulas teóricas e práticas para a profissionalização dos estudantes.

GoiásTec

O Programa GoiásTec, que teve mais de 9 mil alunos matriculados em 2025, continua as atividades com o objetivo de levar educação de qualidade para as comunidades distantes e de difícil acesso.

A iniciativa faz uso de tecnologia para levar o ensino médio (e anos finais do ensino fundamental) para regiões rurais, distritos e locais com carência de professores, transmitindo aulas ao vivo por satélite de estúdios em Goiânia.

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Programa Bolsa Mais Professores abre período de inscrição

ProBem abre inscrições para 5 mil bolsas universitárias em Goiás

Novo Lyceu de Goiânia será entregue no próximo dia 23

Passe Livre Estudantil 2026: cadastramento e recadastramento começam nesta terça-feira

Secretaria de Estado da Educação (Seduc) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

TV Brasil inicia transmissão do Campeonato Cearense nesta quarta

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A TV Brasil inicia, nesta quarta-feira (14), a transmissão do Campeonato Cearense 2026 de futebol masculino, com o confronto entre Ceará e Maranguape, válido pela terceira rodada da competição estadual. O jogo será exibido para todo o país, com sinal gerado pela emissora parceira TV Ceará, integrante da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

A jornada esportiva ao vivo começa às 21h20, preparando o público para a bola rolar às 21h30, direto do Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza.

Sobre o Campeonato Cearense 2026

O Campeonato Cearense 2026 teve início no dia 6 de janeiro. A competição é dividida em quatro fases: primeira fase, segunda fase, semifinais e final.

Na primeira fase, os clubes são divididos em dois grupos e se enfrentam dentro das próprias chaves, totalizando quatro partidas para cada equipe. Os três primeiros colocados de cada grupo avançam para a segunda fase, enquanto os dois últimos disputam o Quadrangular da Permanência. A classificação é definida pela soma de pontos, com critérios de desempate baseados em vitórias, saldo de gols, gols marcados e confronto direto.

A segunda fase conta com seis equipes distribuídas em dois novos grupos, que se enfrentam em jogos únicos. Os dois melhores de cada grupo avançam às semifinais. As últimas equipes disputam o 5º lugar, que garante vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027.

A fase final será disputada em sistema de mata-mata. As semifinais acontecem em jogos de ida e volta, assim como a decisão. Em caso de empate no placar agregado da final, o campeão será definido nos pênaltis.

Participam do campeonato dez equipes: Ceará, Fortaleza, Floresta, Ferroviário, Iguatu, Maracanã, Tirol, Horizonte, Maranguape e Quixadá.

Jornada esportiva da TV Brasil em 2026

A transmissão do Campeonato Cearense integra a ampla cobertura esportiva da TV Brasil em 2026. A emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) exibe, ao longo da temporada, partidas dos Campeonatos Baiano, Capixaba e Cearense, com sinal gerado pelas emissoras parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

As transmissões na telinha para todo o país serão geradas a partir das emissoras parceiras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A cobertura das partidas nos estádios, a narração e os comentários serão realizados pelas equipes dos canais dos três estados: TVE Bahia, TVE Espírito Santo e TV Ceará.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

A programação também está no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

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Fonte: Agência Brasil

Haddad estima déficit primário de 2025 em 0,1% do PIB

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Os números preliminares da equipe econômica indicam que o Governo Central encerrou 2025 com déficit primário de cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), informou nesta terça-feira (13) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O resultado está dentro da margem de tolerância da meta fiscal para o ano, que prevê déficit zero, com limite de até 0,25% do PIB.

“Pelo terceiro ano consecutivo, estamos cumprindo a meta de [déficit] primário. O número é preliminar, mas devemos ter terminado o ano com 0,1% de déficit”, disse Haddad em conversa com jornalistas, no Ministério da Fazenda.

Pelas regras do arcabouço fiscal, em vigor desde 2023, o resultado primário, que são as receitas e despesas, sem os juros da dívida pública, pode variar dentro da banda de tolerância em até 0,25 ponto percentual do PIB sem caracterizar descumprimento da meta.

Precatórios

Haddad explicou que o percentual de 0,1% leva em conta apenas as despesas incluídas na contabilidade fiscal regular. Quando são incorporados gastos autorizados por decisões judiciais e pelo Congresso, como precatórios e indenizações a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o déficit sobe.

“Se considerarmos as exceções aprovadas pelo Congresso e decisões judiciais, estamos falando de algo em torno de 0,17% de déficit. Já com os precatórios, vamos fechar o ano em 0,48%”, disse.

Segundo o ministro, a inclusão desses valores representa maior transparência fiscal e corrige distorções herdadas de anos anteriores, quando parte dessas despesas ficou fora do cálculo da meta.

Dívida pública e juros

Haddad também comentou projeções divulgadas nesta semana pelo Tesouro Nacional, que apontam uma piora na trajetória da dívida pública, com possibilidade de o endividamento alcançar 95,4% do PIB em 10 anos, caso não haja novas medidas de aumento de receita.

De acordo com o ministro, o principal fator de pressão sobre a dívida não é o resultado primário, mas o nível elevado dos juros reais no país.

“Hoje, o que mais afeta a dívida pública é o juro real, mais do que o resultado primário. O primário está sendo cumprido de forma consistente, e vamos continuar nessa atuação”, disse.

Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 ainda serão divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no fim de janeiro. Até lá, os números apresentados pelo ministro são estimativas iniciais.

Fonte: Agência Brasil

Espanha apreende cocaína a bordo de navio que fez escala no Brasil

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Agentes da Polícia Nacional da Espanha apreenderam a cerca de 10 toneladas de cocaína escondidas a bordo de um navio que navegava em águas internacionais, com destino à Europa, após fazer escala em portos brasileiros.

Segundo a Polícia Nacional espanhola, a ação contou com a colaboração da Polícia Federal (PF) brasileira; da Agência Antidrogas (DEA) dos Estados Unidos (EUA) e de autoridades da França e de Portugal, resultando na maior apreensão de drogas já realizada pela Espanha em alto-mar.

A PF confirmou, em nota, a participação no que classificou como “operação internacional de combate ao tráfico transnacional de drogas”, levada a cabo entre os dias 6 e 7 de janeiro, próximo ao arquipélago das Canárias.

De acordo com o Ministério do Interior da Espanha, 13 tripulantes do navio (cujo nome e procedência não foram informados) foram detidos pelos agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Nacional que interceptaram a embarcação.

A operação, batizada de Maré Branca, foi resultado de investigação coordenada pela Procuradoria Especial Antidrogas do Tribunal Superior Nacional da Espanha, que apontou que o navio mercante estaria sendo usado por uma “organização multinacional” para transportar “enormes quantidades” de cocaína da América do Sul para a Europa.

As quase dez toneladas de cocaína apreendida estavam embaladas em 294 pacotes escondidos entre a carga de toneladas de sal que o navio transportava licitamente para a Europa. Já retido, o navio ficou sem combustível e, após quase 12 horas parado, teve que ser rebocado até o arquipélago canário por embarcações da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (Sasemar) da Espanha.

Para a PF, o resultado da operação evidenciou a importância das forças de segurança internacionais atuarem de forma integrada no enfrentamento às organizações criminosas transnacionais. “Os procedimentos legais serão conduzidos na Espanha, enquanto a Polícia Federal brasileira acompanha as investigações, mantendo o intercâmbio de informações e o apoio às ações de repressão ao crime organizado transnacional”, informou a corporação.

Fonte: Agência Brasil

Lula cria comitê gestor e lança plataforma da reforma tributária

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (13), com vetos, o segundo e último projeto de lei que regulamenta pontos centrais da reforma tributária, como a gestão e a fiscalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Este novo tributo substituirá gradativamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios.  

Arrecadação, fiscalização e distribuição do novo imposto ficarão a cargo do Comitê Gestor do IBS (CG-IBS), formado por representantes da União, estados e municípios. O evento que marcou a sanção do Projeto de Lei Complementar (PLC) 108/2024 foi realizado na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública de tecnologia, em Brasília. Na ocasião, também foi lançada Plataforma Digital da Reforma Tributária.

Desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro, o portal da Reforma Tributária pode ser acessado por meio do Gov.br e concentra funcionalidades como calculadora de tributos, apuração assistida e monitoramento em tempo real de valores a pagar e créditos a receber pelas empresas. Considerada a maior infraestrutura digital já desenvolvida para o sistema tributário brasileiro, a plataforma tem capacidade estimada para processar cerca de 200 milhões de operações por dia e movimentar aproximadamente 5 petabytes de dados por ano. O portal foi testado por mais de 400 empresas nos últimos seis meses, segundo o governo.

“Assim como as pessoas de outros países ficam maravilhadas com a nossa declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, que é motivo de orgulho da Receita Federal e para o Brasil, todos ficarão ainda mais impressionados com o esse novo sistema da tributação sobre o consumo”, destacou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

A nova plataforma tecnológica, segundo o secretário, eleva o Brasil a um patamar de facilidade, transparência e segurança em informações tributárias que “não existe em nenhuma outra parte do mundo”.

Entre os melhores

Na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a conclusão de mais essa etapa da reforma tributária, que entra no terceiro ano desde a aprovação de uma emenda constitucional, vai colocar o Brasil entre os países com o melhor sistema de gestão e cobrança de impostos do planeta.

“É uma das primeiras reforma tributárias sobre o consumo que tem pretensão de ter progressividade porque o pobre recebe cashback [devolução do imposto] sobre um conjunto expressivo de bens tributados, mas que ele não vai pagar imposto. Além de uma cesta básica muito mais generosa, com proteína animal, e de uma cesta de medicamentos essenciais que também não serão tributados. Ela muda muito a vida de brasileiros, em geral, e de quem empreende, em particular”, observou o ministro.

Segundo Haddad, as facilidades do novo sistema vão tirar muitos trabalhadores das tarefas burocráticas de lidar com questões tributárias complexas que serão completamente simplificadas.


Brasília (DF), 13/01/2026 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 13/01/2026 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Transição

O ano de 2026 será dedicado a testes de adaptação da reforma tributária. Empresas terão até o quarto mês após o regulamento da lei para testar os novos sistemas, ajustarem seus documentos fiscais, com identificação dos novos impostos (CBS e IBS), embora sem recolhimento efetivo. Não haverá penalidades.

A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente – começa em janeiro  2027. A CBS é a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e substituirá o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais.

Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.

Outras mudanças

A nova lei sancionada por Lula estabelece também que o imposto estadual sobre heranças deverá ser progressivo, o que é uma vitória na trajetória de construção de um sistema tributário progressivo no qual quem tem menos, paga menos. As alíquotas do Imposto sobre Transmissão Causa mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) serão definidas por cada estado, respeitado teto de alíquota definido pelo Senado Federal.

Os detalhes sobre quais foram os vetos presidenciais à nova lei não foram informados pelo governo até o fechamento da matéria.

Fonte: Agência Brasil

Lei autoriza pagamento retroativo de direitos suspensos na pandemia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Complementar 226/26, que autoriza o pagamento retroativo para servidores da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios, de direitos remuneratórios – como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio – que haviam sido congelados em razão da pandemia da covid-19.

A lei foi publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União e estabelece que os pagamentos estão relacionados ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. De acordo com a norma, os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública à época da pandemia e conte com orçamento disponível.

Em nota, o Palácio do Planalto reforçou que deve ser respeitada a disponibilidade orçamentária da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios e destacou que a norma tem caráter autorizativo, ou seja, permite que cada ente federativo decida, de forma autônoma e por meio de lei própria, sobre o pagamento retroativo das vantagens pessoais em questão.

“Durante o período do regime emergencial, a legislação impediu a concessão dessas vantagens e a contagem do tempo necessário para adquiri-las, como forma de controlar os gastos públicos. Com o fim do estado de emergência sanitária, a proposta busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema”, explica o comunicado.

Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, do ponto de vista fiscal, a lei não gera despesas automáticas nem obriga pagamentos imediatos. “Qualquer recomposição fica condicionada à disponibilidade de recursos no orçamento, à estimativa de impacto financeiro e à autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias”.

“A norma também impede a transferência de custos para outro ente, como a União, preservando a responsabilidade fiscal e os recursos públicos”, diz o Planalto.

Entenda

A norma teve origem no Projeto de Lei Complementar 143/2020, de autoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), aprovado no Senado no final de dezembro de 2025 com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR). 

Durante a votação da matéria no plenário, Arns lembrou que a medida não traz qualquer criação de despesa a mais, uma vez que o valor já estaria previsto no Orçamento. Para o senador, a Lei Complementar 173 de 2020 impôs restrições severas à contagem de tempo para vantagens funcionais com o objetivo de conter gastos públicos em um momento de crise.

Tais restrições, na avaliação do parlamentar, embora justificadas no contexto emergencial da covid-19, acabaram produzindo prejuízos duradouros aos servidores, que continuaram exercendo suas funções, muitas vezes em condições difíceis, sem que pudessem usufruir de direitos que normalmente decorreriam do tempo de serviço. 

Para Arns, a nova lei “restabelece esse equilíbrio, reconhecendo o esforço e o trabalho prestado, sem romper com a lógica de responsabilidade fiscal”. 

O senador alterou o texto original do projeto para substituir a expressão “a servidores públicos” para “ao quadro de pessoal”, ou seja, a mudança valerá para servidores públicos efetivos e para empregados públicos contratados por meio da CLT. 

* Com informações da Agência Senado

** Matéria alterada às 14h15 para correção do número da lei sancionada, no primeiro parágrafo.

Fonte: Agência Brasil