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Está se preparando para Vestibular da UEG? Confira locais de prova

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Está se preparando para Vestibular 2026/1 da UEG? Confira locais de prova - Prédio da UEG com alunos no pátio
São ofertadas 4.350 vagas em 35 cursos de graduação (Foto: Divulgação)

O Núcleo de Seleção da Universidade Estadual de Goiás (NS|UEG) divulgou nesta quarta-feira (29/10), os locais das provas objetivas e redação do Vestibular 2026/1. São ofertadas 4.350 vagas em 35 cursos de graduação. 

As provas serão realizadas no domingo (02/11). Os portões dos locais de provas serão abertos às 12 horas e fechados às 13 horas, horário oficial de Brasília.

Vestibular

O candidato deverá comparecer com antecedência ao local de prova munido de caneta esferográfica de corpo transparente e de tinta preta ou azul, o comprovante de inscrição, documento oficial e original de identidade que contenha foto e, preferencialmente, impressão digital.

Confira aqui a lista com os locais de prova.

Foi também divulgada a concorrência por curso. Confira aqui a lista completa

Para mais informações consulte o Edital do Vestibular UEG 2026/1 e o site do Núcleo de Seleção.

Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Inscrições ao processo seletivo das escolas militares terminam nesta sexta

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Inscrições para processo seletivo 2026 de colégios estaduais militares são realizadas pela internet, até 31 de outubro (Foto: Solimar de Oliveira)

As inscrições ao processo seletivo 2026 para ingresso de novos alunos nas unidades dos Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMGs) podem ser feitas até as 18 horas do dia 31 de outubro, pelo link cepmgo.gr8.com.br.

Sorteio

O sorteio será digital e transmitido ao vivo por meio de lives no Canal do Comando de Ensino no Facebook https://www.facebook.com/ensino.pmgo.5

Será realizada uma live individualizada para o sorteio de vagas para cada CEPMG, sendo que a data e o horário do sorteio de cada unidade foram estabelecidos em ordem alfabética, conforme relação divulgada no edital.

Período de sorteio de 11/11/2025 à 12/11/2025, no horário das 8 às 19 horas.

Atenção!

Cada candidato poderá se inscrever somente uma vez, ficando vedada a inscrição em duas ou mais unidades, sob pena de desclassificação.

Após a realização do sorteio, as listas dos candidatos sorteados serão divulgadas no facebook pelo link https://www.facebook.com/ensino.pmgo.5 e também no portal cepmgo.gr8.com.br.

Clique no link abaixo para baixar o edital:

Edital SORTEIO VAGAS 2026

Polícia Militar – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Beneficiários com NIS final 9 recebem Auxílio Gás nesta quinta-feira

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Beneficiários inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9 recebem nesta quinta-feira (30) o Auxílio Gás de outubro no valor de R$ 108.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,01 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

O benefício é pago duas vezes a cada semestre e segue o calendário do Bolsa Família, com pagamentos até 31 de outubro, para beneficiários com NIS final 0Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Neste mês, o investimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para o Auxílio Gás é de pouco mais de R$ 542 milhões.

Gás do povo

Em setembro, o governo federal lançou o programa Gás do Povo, que vai gradualmente substituir o Auxílio Gás.

Em vez do benefício em dinheiro, as famílias vão retirar a recarga do botijão de gás em revendedoras credenciadas.

O novo programa pretende triplicar o número de favorecidos, alcançando cerca de 15 milhões de famílias.

Fonte: Agência Brasil

"Cabeça do crime organizado não está no barraco da favela", diz Boulos

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Diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou nesta quarta-feira (29) a Operação Contenção, que deixou ao menos 119 mortos no Rio de Janeiro. 

“Tenho orgulho de fazer parte do governo do presidente que sabe que a cabeça do crime organizado desse país não está no barraco de uma favela, muitas vezes está na lavagem de dinheiro lá na [Avenida] Faria Lima, como vimos na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal”, disse Boulos em seu discurso de posse no Palácio do Planalto.  

No começo de sua fala, Boulos pediu um minuto de silêncio a “todas as vítimas”, incluindo os policiais e os moradores das comunidades do complexo do Alemão e da Penha. O presidente Lula não discursou no evento.

Cerimônia

A cerimônia de posse teve a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin,e de ministros de Estado, como Fernando Haddad (Fazenda) e de Gleisi Hoffman (Relações Institucionais). No salão, havia centenas de representantes de movimentos sociais. 

“O presidente Lula me deu a missão de ajudar nessa reta final do seu terceiro mandato com o governo na rua”, afirmou. 

Ele explicou que a proposta é dialogar não só com quem já concorda com todas as políticas públicas, mas também com grupos como entregadores e motoristas de aplicativos. 

“A gente sabe que as políticas que mudam pessoas não nascem só nos palácios e nos gabinetes. Elas nascem do povo, dos territórios populares. Elas nascem das ruas”, considerou. 

No entanto, acrescentou que um papel será também expor “a hipocrisia dos que dizem ser contra o sistema”. “Se são contra o sistema, por que é que não apoiam a nossa proposta de taxar bilionário e bets?”, questionou.

Ao final do discurso, agradeceu aos companheiros dos movimentos sociais, que foram “escola de vida e de luta”. “São companheiros que não tiveram a oportunidade de sentar no banco de escola, mas me ensinaram muitas lições que eu não aprendi com nenhum professor da universidade. Me ensinaram o valor da solidariedade”. 


Brasília (DF), 29/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, partcipa de cerimônia de posse do Secretário-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, realizada no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 29/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, partcipa de cerimônia de posse do Secretário-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, realizada no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Novo ministro 

O novo ministro tem 43 anos e uma trajetória política voltada ao ativismo urbano. No novo cargo terá como desafio a articulação política entre Palácio do Planalto, movimentos sociais e sociedade civil. 

Ele nasceu em São Paulo e é filho caçula dos médicos infectologistas e professores universitários Maria Ivete e Marcos Boulos.

Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi eleito deputado federal em 2022, com mais de 1 milhão de votos, tornando-se não apenas o candidato mais votado do estado, mas o segundo mais votado de todo o país.

Fonte: Agência Brasil

Fórum Brasileiro de Segurança Pública condena operação no Rio

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O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG especializada em segurança pública, reprovou à megaoperação das polícias civil e militar nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 120 pessoas, entre elas 4 policiais, além da apreensão de 118 armas, a maioria fuzis e 14 artefatos bélicos. O posicionamento da entidade foi manifestado em nota pública divulgada nesta quarta-feira divulgada nesta quarta-feira (29).

O texto destaca que o fórum é integrado por mais de 230 policiais, pesquisadores e representantes de outras organizações da sociedade civil.  “Portanto, não falamos por sermos contra as instituições policiais, muito pelo contrário. Falamos por defendermos, de forma transparente, que segurança pública é um direito social universal e condição básica para o exercício da cidadania”.

“Sem coordenação federativa e investimentos massivos na interconexão entre investigação criminal e inteligência financeira de órgãos como Coaf [Conselho de Controle das Atividades Financeiras] e Receita Federal, com as forças policiais federais e estaduais, os mortos de ontem, muitos dos quais eram crianças em 2010 quando da última grande operação no Complexo do Alemão, serão rapidamente repostos pelo crime organizado, que não será afetado pela operação de ontem”, acrescentou.

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Para a entidade o Comando Vermelho é uma das principais facções criminosas do país e representa “uma ameaça real ao Estado de Direito e precisa, sem dúvida nenhuma, ser enfrentado”, e critica a forma de condução a operação.

“Ao que tudo indica, [a ação] foi conduzida pelo governo do Rio de Janeiro mais pelo viés político daqueles que propugnam o morticínio como prática na atividade policial, do que pela racionalidade técnica e pelo adequado planejamento estratégico e operacional”.

Corpos

A forma como os corpos foram resgatados também foi criticada pela entidade. “Pior, foi a forma como dezenas de corpos foram deixados na mata próxima ao Complexo de Favelas, sem nenhuma ação para isolamento e preservação da cena de crime, é prova de que não houve a observância de regras básicas da legislação processual penal. Não é sobre ideologia, é sobre a observância da lei”.

Fonte: Agência Brasil

STJ suspende operações da Refinaria de Manguinhos, no Rio

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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, decidiu nesta quarta-feira (29) suspender as operações da Refinaria de Petróleo de Manguinhos (Refit), no Rio de Janeiro.

O ministro atendeu ao recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para derrubar uma decisão da Justiça do Rio que determinou a retomada das atividades da refinaria.

Em setembro, as instalações da Refit foram interditadas durante uma operação deflagrada pela Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A interdição ocorreu em função de suspeitas de irregularidades na importação e venda de combustíveis.

No sábado (25), a ANP liberou parcialmente as atividades da refinaria após a Refit cumprir 10 das 11 condicionantes que foram determinadas pela a agência durante a interdição.

A Agência Brasil entrou com contato com a Refit e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação. 

Fonte: Agência Brasil

Palmeiras joga futuro na Libertadores diante da LDU

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O Palmeiras tem uma nova montanha para escalar na Copa Libertadores. Se na última semana teve que, literalmente, subir os 2.850 metros de altitude da cidade de Quito, nesta quinta-feira (30) terá que reverter, jogando no Allianz Parque, uma desvantagem de três gol diante da LDU (Equador) para tentar alcançar a decisão da competição sul-americana.

Após perder por 3 a 0 na noite da última quinta-feira (23) no estádio Casa Blanca, em Quito, a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira tem agora o desafio de alcançar ao menos uma vitória por três gols de diferença para buscar a classificação para a final nos pênaltis. Para conseguir avançar no tempo regulamentar, o Palmeiras tem que triunfar por uma vantagem de quatro gols ou mais.

Apesar de um cenário tão desfavorável, o técnico Abel Ferreira já deixou claro que acredita na capacidade de sua equipe alcançar a classificação. “Acredito muito. Vocês podem escolher seu lado. Fico distante das nuvens negras, pois não agregam nada. Como vim de muito baixo e consegui o que tenho com muito trabalho, acredito e tenho fé de que vamos conseguir. E, para isso, precisamos da alma da nossa equipe, que são nossos torcedores. Vamos fazer tudo que conseguirmos para conseguir o que poucos acreditam. Eu acredito”, declarou o comandante do Verdão em entrevista concedida no último domingo (26) após empate com o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro.

Para o confronto com a LDU o Palmeiras tem a possibilidade de contar com um importante retorno, do volante argentino Aníbal Moreno, que se recuperou de uma lesão na perna esquerda. Desta forma o Verdão pode iniciar a partida com a seguinte formação: Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Emi Martínez (Aníbal Moreno), Andreas Pereira, Mauricio e Felipe Anderson; Flaco López e Vitor Roque.



Fonte: Agência Brasil

Bolsa volta a bater recorde e ultrapassa os 148 mil pontos

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Apesar de pressões do exterior, a bolsa de valores voltou a bater recorde e fechou acima dos 148 mil pontos pela primeira vez. O dólar reduziu a queda perto do fim das negociações, mas fechou em baixa pela terceira sessão seguida.

O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 148.633 pontos, com alta de 0,82%. O indicador chegou a ficar acima dos 149 mil pontos durante a tarde, mas desacelerou após o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), Jerome Powell.

O mercado de câmbio teve um dia menos favorável. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (29) vendido a R$ 5,358, com recuo de apenas 0,03%. A cotação chegou a cair para R$ 5,33 por volta das 12h15, mas a moeda anulou o recuo perto do fim das negociações, também influenciada pelas falas de Powell.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 8 de outubro. A divisa sobe 0,69% em outubro, mas acumula queda de 13,28% em 2025.

Embora o Fed, como esperado pelo mercado financeiro, tenha reduzido os juros básicos nos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, o presidente do órgão afirmou, em entrevista após a reunião desta quarta-feira, que um novo corte de juros em dezembro ainda está em aberto e que a política monetária é imprevisível.

Apesar das indefinições do Fed, a expectativa em torno da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, ajudou os países emergentes. A redução das tensões comerciais entre as duas principais economias do planeta favorece exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.

*com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Operação policial no Rio tem críticas e defesas de deputados federais

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Deputados das federações Psol-Rede e PT-PCdoB-PV criticaram nesta quarta-feira (29) a Operação Contenção, realizada pelas polícias do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. O foco principal era as lideranças do Comando Vermelho, mas mais de 100 pessoas foram mortas. 

Em entrevista coletiva na Câmara dos Deputados, os parlamentares acusaram o governo fluminense de promover uma “chacina” e cobraram mudanças na política de segurança pública do estado.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Reimont (PT-RJ), disse que a operação pode ter deixado mais de 200 mortos. 

“É a maior chacina do Brasil, superando a do Carandiru”, declarou. 

Para ele, trata-se de “uma chacina continuada”, que se repete em diferentes ações policiais.

A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), afirmou que a operação demonstra “falta de planejamento” e criticou o modelo de enfrentamento adotado pelo governo estadual. 

“O que tem sido feito para enfrentar as organizações criminosas é um banho de sangue. Há décadas a gente enxuga sangue, e as famílias continuam sendo destruídas por um modelo de segurança pública encampado pelo governador Cláudio Castro, que é incompetente e covarde”, disse.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou que a ação foi “a mais letal da história do Rio de Janeiro” e defendeu a aprovação da PEC da Segurança como alternativa para “garantir uma política de segurança com inteligência, cidadania e eficácia”. 

“O governador Cláudio Castro insiste em um modelo falido, que ao invés de privilegiar inteligência e integração, prefere operações de guerra”, diz o parlamentar, que é vice-líder do governo no Congresso Nacional. 

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também criticou a atuação do governo estadual. 

“A política de segurança de Cláudio Castro é a política da chacina. Um governo que transforma medo e morte em palanque eleitoral. O Rio precisa de inteligência e planejamento, não de operações que executam o próprio povo”, afirmou.

O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) disse, em discurso no plenário, que quatro jovens, filhos de integrantes da Igreja Ministério Missão de Vida, estão entre os mortos. Pastor e fundador da igreja, o deputado disse que eles não tinham envolvimento com o crime organizado. 

“Meninos que nunca portaram fuzis, mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos. E sabe quem vai saber se são bandidos ou não? Nunca [vão saber], ninguém vai atrás, porque preto correndo em dia de operação na favela é bandido”, afirmou. 

Os integrantes da Comissão de Direitos Humanos devem visitar nesta quinta-feira (30) o Complexo do Alemão, o Instituto Médico-Legal (IML), a Defensoria Pública do Rio de Janeiro e a Procuradoria-Geral de Justiça do estado para acompanhar as investigações e ouvir familiares das vítimas.

Defesas

Parlamentares de partidos de direita defenderam a ação das forças de segurança do Rio. Para o deputado Rodrigo Valadares (União-SE), a operação foi necessária para conter a violência e o avanço do crime organizado. 

“Esses criminosos não respeitam a lei, nem a vida. A polícia do Rio fez o que precisava ser feito para garantir a segurança da população de bem”, declarou.

O deputado Delegado Caveira (PL-PA) também apoiou a atuação policial e criticou as manifestações contrárias. 

“É fácil condenar a polícia de dentro do ar-condicionado. Lá na ponta, quem enfrenta o tráfico arrisca a vida todos os dias. Não há chacina, há legítima defesa da sociedade contra o crime”, afirmou.

Na mesma linha, o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) disse que a operação foi resultado de “planejamento e coragem”.

“A polícia agiu com base em informações de inteligência. O que não podemos aceitar é que bandidos armados controlem territórios e amedrontem comunidades inteiras.”

Já o deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) classificou a chacina de um “teatro espetacular” e disse que jovens da igreja, sem relação com o crime, estão entre os mortos.

“Quatro policiais tombaram. Mais de cem pessoas morreram. E o Estado? Continua de braços cruzados, indiferente, tratando a tragédia como manchete. Mas o verdadeiro poder do crime não está na favela, está no dinheiro sujo, lavado em bancos, combustíveis, ouro e negócios milionários”, destacou.

“O Rio não precisa de encenação. O Rio precisa de estratégia, inteligência e coragem pra enfrentar quem realmente lucra com o caos.”

Tortura

Familiares e lideranças comunitárias ouvidos pela Agência Brasil dizem que a Operação Contenção foi marcada por execuções e torturas.

Para impedir a fuga dos suspeitos, a estratégia das polícias teria sido invadir as comunidades e montar “um muro” com agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), bloqueando a fuga pelo alto da mata que circunda as duas comunidades.

No local, segundo os relatos, se deu o confronto mais violento, com sinais de tortura e execução de dezenas de corpos resgatados e dispostos na manhã de hoje em frente à associação comunitária, na Praça São Lucas, na localidade conhecida por Vila Cruzeiro.

*Com informações da Agência Câmara

Fonte: Agência Brasil

"Não era razoável", diz PF sobre planejamento da operação no Rio

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A Polícia Federal (PF) foi informada que a Operação Contenção estava sendo planejada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, mas avaliou que a ação “não era razoável” para que a instituição participasse. A informação é do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (29), em Brasília.

Segundo Rodrigues, a superintendência regional foi procurada para dar apoio no cumprimento dos mandados, mas a participação foi descartada “por falta de atribuição legal”, já que a PF atua na investigação, não na ação ostensiva. Sobre a deflagração da operação policial nesta terça-feira (28), a PF diz que não foi comunicada.

“A partir da análise do planejamento operacional, a nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, disse em entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada, local da reunião.

De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a operação foi deflagrada após mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento. Houve cumprimento de centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça a partir de inquéritos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

“Houve um contato no nível operacional informando que haveria uma grande operação e se a Polícia Federal teria alguma possibilidade de atuação na sua área, no seu papel […]. Não tivemos detalhes mais do planejamento, a partir da análise geral, entendemos que não era o modo que a Polícia Federal atua, o modo de fazer operações”, acrescentou Rodrigues.

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Operação

A Operação Contenção ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, na capital do estado, deixou mais de 130 mortos, mas a contagem de corpos – muitos retirados de área de mata pelos próprios moradores dessas comunidades – ainda não está fechada.

operação já é considera a mais letal da história, superando em número de violações o Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo. Em retaliação, os criminosos interditaram 35 ruas em diversos pontos da cidade, com veículos atravessados, latões de lixo, barricadas e pilhas de materiais em chamas, gerando caos na cidade.

O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação. Segundo o governador Claudio Castro, aqueles que se entregaram foram presos. No total, foram feitas 113 prisões. 

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil criticaram a ação que gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado. 

Hoje pela manhã (29), ativistas que acompanharam a retirada de mais de 60 corpos de uma área de mata no Complexo do Penha classificaram a ação policial como um “massacre”.

Grupo de trabalho

Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal segue o trabalho no Rio de Janeiro, de investigação de polícia judiciária, no cumprimento das diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Em abril deste ano, a Corte definiu medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.

“Já estruturamos um grupo de trabalho que está atuando lá nessa questão de atividade de inteligência, instauração de inquérito policial e a determinação também, da própria decisão do Supremo, para que COAF e Receita Federal atuem coordenadamente conosco, trazendo mais elementos para a Polícia Federal atuar”, disse.

“Nós sempre fazemos na área de polícia judiciária, com inteligência, com estratégia, descapitalizando o crime, enfrentando aquilo que o crime organizado tem de mais é relevante que é o poder econômico e prendendo lideranças. É assim que a Polícia Federal atua e é assim que nós já estamos atuando no Rio de Janeiro”, acrescentou o diretor-geral da PF.

Fonte: Agência Brasil