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Dupla de Stefani vira sobre atual campeã e vai à semi do WTA Finals

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A dupla da brasileira Luisa Stefani com húngara Timea Babos garantiu nesta quinta-feira (6) a classificação às semifinais do WTA Finals com vitória de virada sobre as atuais campeãs Gabriela Dabrowski (Canadá) e Erin Routliffe (Nova Zelândia). É a primeira vez que uma representante do país chega às semifinais do torneio, que reúne as oito melhores duplas da temporada. Stefani e  Babos (cabeça de chave 7) derrotaram as adversárias (cabeça de chave 3) por 2 sets a 1 (parciais de 2/6, 7/5 e 10-5), em Riad (Arábia Saudita).

A parceria Brasil-Hungria avançou em segundo lugar no Grupo B (Liezel Huber) e terá pela frente na semi a única dupla invicta no WTA Finals, formada pela taiwanesa Su-wei Hsieh e a letã Jelena Ostapenkko – elas terminaram a fase de grupos (Martina Navratilova) na liderança. O jogo que garantirá vaga na final será nesta sexta-feira (7), em horário ainda indefinido.

“Eu nunca estive preparada para voltar para casa. Isso não funciona no tênis, precisávamos lutar e foi isso o que fizemos. Teve um ponto decisivo no segundo set onde salvamos algumas bolas, muita energia, acabamos quebradas a seguir, mas o momento mudou para mim e para nós também. Disse à Timea que tinha um motivo por ter vencido esse torneio três vezes e no final ela jogou demais e tivemos um grande esforço de equipe para vencer essa partida. As adversárias são duras, tínhamos perdido dois jogos para elas, mas lutamos e estamos orgulhosas”, comemorou Stefani, estreante na competição, referido-se à parceira que detém três títulos de duplas de WTA Finals (2017, 2018 e 2019).

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As adversárias na semi, Hsieh e Ostapenko, iniciaram a competição como cabeça de chave 6. Neste ano, elas foram vice-campeãs dos torneios de Wimbledon, Dubai e Aberto da Austrália. Já Stefani e Babos, foi a sétima dupla melhor do ano, com três títulos: um WTA 250 SP Open e três WTA 500 – Linz (Áustria(, Estrasburgo (França).  



Fonte: Agência Brasil

Goiás tem 86% dos municípios sem homicídios em outubro

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Goiás registrou, em outubro de 2025, o menor número de homicídios de toda a série histórica, iniciada em 2016. Conforme dados do Observatório da Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram contabilizados 57 casos em 35 municípios.

Isso significa que, do total de 246 cidades goianas, 86% não tiveram nenhuma ocorrência de assassinato no período. O número também representa uma redução de 77,7% em relação a outubro de 2016, quando houve 256 homicídios.

“A segurança é hoje a principal preocupação do brasileiro e, desde 2019, Goiás passou por uma transformação completa, que permitiu a redução da criminalidade a números nunca antes vistos”, disse o governador Ronaldo Caiado.

Índices

Número representa redução de 77,7% em relação a outubro de 2016 (Foto: Secom)

Os indicadores oficiais mostram que, antes de 2019, Goiás registrava sucessivos recordes no número de mortes violentas.

Em 2016, o estado teve ainda 246 homicídios apenas no mês de abril e 235 no mês de dezembro, fechando o ano com 2.019 mortes. No ano seguinte, em 2017, atingiu o maior total anual da série histórica, com 2.272 homicídios.

A trajetória mudou a partir da reformulação da política de segurança pública, que incluiu aumento de investimentos, reestruturação do sistema prisional, ampliação do efetivo e valorização das carreiras. Desde então, os números passaram a cair de forma contínua, chegando em 2024 ao menor registro anual já contabilizado: 960 homicídios.

Para o secretário da Segurança Pública, Renato Brum dos Santos, os resultados são atribuídos à atuação integrada das forças. “Esses resultados são fruto do esforço conjunto entre as forças de segurança e dos investimentos do Governo de Goiás. A integração das operações tem sido determinante no enfrentamento ao crime”, afirmou.

Os dados são do sistema Qlik Sense (RAI), atualizados em 3 de novembro, e incluem os casos de feminicídio na soma total de homicídios. Renato Brum destacou que as ações de policiamento e repressão continuarão.

“Chegamos a números que mostram a redução dos índices de violência, mas o trabalho seguirá intensificado”, concluiu.

Fonte: Portal Goiás

Aluguel Social convoca mulheres em situação de violência doméstica

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Aluguel Social atende mulheres vítimas de violência doméstica por meio de edital específico (Fotos: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

O Governo de Goiás publicou uma nova lista composta por 72 candidatas, residentes em 38 cidades goianas, habilitadas junto ao programa Para Ter Onde Morar – Aluguel Social, por meio de edital destinado exclusivamente a mulheres em situação de violência doméstica. Além destas, outras 4 foram beneficiadas por se enquadrarem no perfil de responsável por criança em situação de violência.

A ação é realizada por meio do Goiás Social, da Agência Goiana de Habitação (Agehab) e da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra). Para a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, o programa demonstra a sensibilidade do Governo de Goiás ao facilitar o acesso do benefício a mulheres nestas situações.

“Em atenção a essas vulnerabilidades sociais, o Governo as dispensou da obrigação de estarem domiciliadas no município ou possuírem vínculo com a cidade, conforme regras dos programas habitacionais goianos”, destaca Gracinha. “A intenção é garantir mobilidade e segurança para que elas possam optar por se distanciar fisicamente de seus agressores”, pontua.

Candidata tem um prazo de 10 dias para realizar o procedimento (Fotos: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

As beneficiárias devem preencher a declaração de aceitação do programa e anexá-la no site ou no aplicativo Aluguel Social. O modelo da declaração está disponível no site da Agehab e a candidata habilitada tem um prazo de 10 dias para realizar o procedimento, senão perde o benefício.

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, explica que, por se tratar de vítimas de violência, a segurança é prioridade. “As beneficiárias recebem um atendimento personalizado e sigiloso”, garantiu.

Para o titular da Seinfra, Adib Elias, a habitação é um importante instrumento de combate à violência doméstica. “Esta é mais uma ação do Governo de Goiás para proteção da mulher e sua família”, sublinha o secretário.

O Aluguel Social é um benefício de R$ 350 concedido por até 18 meses e pode ser uma saída para a vítima deixar a dependência econômica do agressor.

A lista de beneficiárias está disponível no site da Agehab.

Fonte: Portal Goiás

Entenda como é calculada a nota das provas objetivas do Enem 2025

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No próximo domingo (9), mais de 4,81 milhões de candidatos farão as primeiras provas do Exame Nacional do Ensino Médio de 2025. Dia de encarar a prova de redação e mais 90 questões de múltipla escolha.

Para se sair bem no exame, será preciso muito mais do que interpretação de textos, gramática e análise de trechos de obras literárias. Além de responderem questões de história, geografia, filosofia e sociologia, sem deixar de lado a língua estrangeira (inglês ou espanhol) escolhida no momento da inscrição no Enem, os candidatos deverão, sobretudo, gerenciar bem o tempo de duração das provas: 5 horas e 30 minutos.


Brasília (DF) 05/11/2025 – Glauco Pinheiro - Pedagogo e Professor de História dos colégios Start Anglo Bilingual School e STG, do Rio de Janeiro

Foto: Cintia Etsuko Yamashita/Arquivo pessoal
Brasília (DF) 05/11/2025 – Glauco Pinheiro - Pedagogo e Professor de História dos colégios Start Anglo Bilingual School e STG, do Rio de Janeiro

Foto: Cintia Etsuko Yamashita/Arquivo pessoal

O pedagogo e professor de história dos colégios Start Anglo Bilingual School e STG da cidade do Rio de Janeiro Glauco Pinheiro recomenda ler o tema da redação no primeiro momento da prova e não deixar a transcrição do texto para a folha de redação para última hora.

“O estudante deve separar de uma hora a uma hora e meia para montar sua redação e deixar para ir para a prova depois desta parte”.

Outra recomendação do professor é não chutar as questões por falta de tempo. Tudo para não atrapalhar o cálculo na nota do candidato, a partir da metodologia chamada Teoria de Resposta ao Item (T.R.I.), adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para calcular a nota no exame.

“A prova do Enem exige muito a coerência pedagógica para se sair bem. A Teoria de Resposta ao Item, que chamamos de TRI, não vai adotar a quantidade de acertos que o candidato vai conseguir. E sim, sua coerência no Cartão-Resposta”, diz o pedagogo Glauco Pinheiro.

A recomendação vale também para o segundo dia de provas, em 16 de novembro, quando os candidatos terão testados os conhecimentos nas seguintes áreas: matemática, biologia, química e física, com foco total em raciocínio lógico e aplicação de fórmulas.

Teoria de Resposta ao Item

No Enem, não são utilizados pesos para cada questão para o cálculo das notas. O Inep adota a Teoria de Resposta ao Item (TRI) que considera para o cálculo da nota a coerência das respostas corretas do participante.

Este modelo matemático identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão.

“Espera-se que participantes que acertaram as questões difíceis devam também acertar as questões fáceis, pois, entende-se que a aquisição do conhecimento ocorre de forma cumulativa, de modo que habilidades mais complexas requerem o domínio de habilidades mais simples”, explica o Inep em seu site.

A metodologia da TRI ainda pontua os acertos dos candidatos considerando a particularidade de cada questão, conforme suas características (parâmetros).

Cada item leva em conta três variáveis, chamadas parâmetros, no cálculo total da nota:

  1. parâmetro de discriminação: poder que cada questão possui de diferenciar participantes que dominam a habilidade avaliada daqueles que não dominam.
  2. .parâmetro de dificuldade: quanto mais difícil a questão, maior seu valor.
  3. .parâmetro de acerto casual: probabilidade de um participante acertar a questão no “chute”, sem necessariamente ter domínio do tema.

Enfim, este conjunto de modelos matemáticos busca representar a relação entre a probabilidade de o participante responder corretamente a uma questão; seu conhecimento na área em que está sendo avaliado; e as características dos itens.

Quantidade de acertos

Na atribuição de pontos na prova do Enem, a nota não leva em consideração apenas a quantidade bruta de erros e de acertos.

Isto significa que duas pessoas com a mesma quantidade de acertos e de erros podem ter notas diferentes, pois tudo depende de quais foram as questões acertadas ou erradas.

Apesar de a nota do Enem não ser calculada diretamente pelo número de acertos, o Inep explica que existe uma relação entre o número de acertos e a nota calculada pela TRI. Isso quer dizer que um participante que teve um número de acertos alto terá nota alta no Enem, e um participante que teve poucos acertos, necessariamente, terá nota baixa.

Chutar ou deixar em branco?

Apesar de não recomendado, o Inep explica que participante que acertou uma questão “no chute”, não significa que sua nota irá diminuir, mas ela não tem tanto valor como se o participante tivesse acertado os itens com a coerência pedagógica esperada.

Mas, ao deixar em branco, a questão será considerada necessariamente como errada. Então, “sempre é melhor responder à questão do que deixá-la em branco, pois uma questão certa sempre aumenta a nota, e uma questão deixada em branco é corrigida como errada”, assegura o Inep.

Mínimas e máximas

As notas mínimas e máximas variam e dependem das questões da prova. Como as questões das provas não são as mesmas, em cada ano, há notas mínima e máxima diferentes.

Na divulgação dos resultados, em janeiro de 2026, o Inep disponibilizará as notas mínima e máxima das provas objetivas por área de conhecimento.

Saiba mais

Os critérios adotados pela banca examinadora do Inep no TRI podem ser conferidos no canal do Inep no Youtube. O portal do instituto também disponibiliza um guia que detalha ao participante a metodologia adotada

Fonte: Agência Brasil

Isenção do IR é vitória dos trabalhadores, dizem centrais sindicais

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical classificam o avanço da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, na Câmara e no Senado, como uma conquista histórica e uma vitória decorrente da luta do movimento sindical e dos trabalhadores. A aprovação da isenção tem sido alvo de campanha de defesa de diversas centrais sindicais. O texto com a matéria segue para sanção do presidente Lula.

“É mais uma grande e histórica vitória do movimento sindical para os trabalhadores e trabalhadoras, que novamente demonstra a nossa relevância para a sociedade brasileira e para o desenvolvimento do país, no rumo da justiça tributária e social. A luta faz a lei!”, disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, em nota, ao comentar a aprovação no Senado.

A CUT destacou que a isenção beneficiará mais de 20 milhões de brasileiros e defendeu a taxação da parcela mais rica da população.

“A taxação dos mais ricos é necessária para compensar os R$ 25,84 bilhões anuais que, segundo o Ministério da Fazenda, deixarão de ser arrecadados com a ampliação da faixa de isenção”, divulgou a entidade, em nota.

Na ocasião da aprovação pela Câmara, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que a isenção é uma vitória histórica da classe trabalhadora.

“A gente vem há muitos anos com a bandeira da justiça tributária, denunciando que os ricos praticamente não pagam imposto, enquanto quem paga de verdade é a classe trabalhadora”, disse, na ocasião.

Segundo a Força Sindical, a proposta do governo foi encaminhada ao Congresso Nacional, mas só foi aprovada após a mobilização popular. 

“Diversas vezes, líderes sindicais da Força e demais centrais debateram e dialogaram com lideranças políticas cobrando a aprovação dessa medida, que só irá trazer benefícios para a sociedade”, diz nota da entidade.

Fonte: Agência Brasil

Campo progressista não pode romantizar segurança, diz Contarato

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O senador do PT Fabiano Contarato, eleito para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, defendeu que é preciso mudar o “estigma” de que o “campo progressista” defende apenas os direitos humanos dos presos.

“Direitos humanos é muito amplo. Mas, durante muito tempo, ficou esse estigma de que nós defendemos pessoas que violaram qualquer âmbito criminal. É isso que tem que ser mudado”, afirmou.

Delegado da Polícia Civil por 27 anos no Espírito Santo, o presidente da CPI instalada nesta semana no Senado falou com exclusividade à Agência Brasil.


Brasília - 05/11/2025 - Senador, Fabiano Contarato, presidente da CPI do crime organizado, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Brasília - 05/11/2025 - Senador, Fabiano Contarato, presidente da CPI do crime organizado, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

O parlamentar defende o endurecimento de penas para adolescentes em conflito com a lei, critica a saída temporária de presos condenados por crimes contra a vida, não vê problema em equiparar as facções ao terrorismo e acredita que o “campo progressista” não pode romantizar o tema da segurança pública.

“Passou da hora – e isso é público e notório – de o campo progressista começar a falar com responsabilidade, com os pés no chão e sem romantizar essa área, para dar uma resposta à sociedade”, afirmou.

Eleito senador em 2018 pelo partido Rede, Contarato se filiou ao PT em 2022 e tem atuado em temas ligados à segurança pública. Ele disse que vai trabalhar para evitar que a comissão seja dominada por disputas eleitorais.

Confira a entrevista completa abaixo:

Agência Brasil: Como o senhor pretende evitar, como presidente, que a CPI seja capturada por uma disputa eleitoreira, entre governo e oposição, em vez de construir propostas para combater o crime organizado?
Fabiano Contarato: Tenho a plena convicção que tanto eu, como presidente, como o senador Alessandro Vieira [o relator], ambos egressos da Polícia Civil como delegados de polícia, bem como o vice-presidente da CPI, que é o senador Hamilton Mourão, queremos focar esse trabalho de forma mais técnica, de forma mais objetiva e sem pirotecnia, sem ficar deixando se levar para um comportamento mais ideológico e partidário.

É legítimo que um parlamentar queira fazer uso dessa CPI para isso [disputa político-eleitoral], mas o que eu puder fazer para evitar esse tipo de comportamento não tenho dúvida de que assim farei.

Importante ressaltar também que aqui no Senado essa relação entre os colegas é muito respeitosa. A gente tem que ter a responsabilidade de dar uma resposta para a população sem se deixar contaminar com esse viés político partidário ou eleitoral.

Temos que fazer dessa CPI um resultado positivo em defesa daquilo que é elementar, que é a segurança pública como direito de todos e dever do Estado.

Agência Brasil: As posições politico-ideológicas entre governo e oposição são muito divergentes em relação ao tema da segurança pública. É possível encontrar alguma convergência na CPI para construir uma proposta comum?
Contarato: Eu aceitei ser presidente dessa comissão com o pré-requisito de não renunciar às minhas convicções. Eu fiquei 27 anos trabalhando na ponta da segurança pública. Eu leciono, desde 1999, disciplinas de direito e processo penais.

Passou da hora – e isso é público e notório – de o campo progressista começar a falar com responsabilidade, com os pés no chão e sem romantizar essa área, para dar uma resposta à sociedade.

Segurança pública não deve ser tratada com uma pauta exclusiva da direita ou do campo conservador. A gente tem que entender que segurança pública é uma pauta de todos os partidos políticos, independentemente da colaboração partidária.

Eu era líder do PT no Senado quando foi avaliado manter ou não o veto da chamada saidinha, que é a saída temporária de presos. Argumentei que um homicídio doloso por disparo de arma de fogo, que tem pena de seis a 20 anos de reclusão, tem a tendência de condenar a pena mínima, mas vamos supor que não condenou a seis anos, condenou a nove anos.

Com um sexto da pena, aquele autor daquele homicídio com disparo de arma de fogo já sai em regime aberto. Se vai dar ainda 35 dias de saída temporária para um condenado que violou o principal bem jurídico? Não é razoável.

É preciso se colocar no lugar daquela mãe que perdeu um filho por disparo de arma de fogo. Se a pessoa foi condenada a nove anos de reclusão, não vai ficar nem um ano e oito meses preso.

Na época dessa votação, era líder do PT e falei que, se isso acontecesse, eu não poderia renunciar às minhas convicções e iria votar pela derrubada do veto. E foi isso que aconteceu.

 


Brasília - 05/11/2025 - Senador, Fabiano Contarato, presidente da CPI do crime organizado, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Brasília - 05/11/2025 - Senador, Fabiano Contarato, presidente da CPI do crime organizado, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Agência Brasil: O senhor também foi relator do Projeto de Lei (PL) 1.473/2025, que aumenta a pena mínima para adolescentes em conflito com a lei que cometem violações graves.
Contarato: No Espírito Santo, um rapaz de 16 anos, com a arma do pai, que era policial militar, entrou numa escola atirando e matou quatro pessoas – uma estudante e três professoras. Deixou dezenas feridas. Agora, em novembro, ele completa três anos de internação e vai sair. Não é razoável.

O Brasil é o mais permissivo dentro do G20. O mais permissivo. E olha que eu estou falando das grandes democracias.

Então, aumentei o período de internação de três para cinco anos se ele praticar ato infracional com violência, grave ameaça, equiparado ao [crime] hediondo ou tráfico de entorpecente, esse prazo pode chegar a dez anos. Já foi aprovado aqui em decisão terminativa, está na Câmara.

Agência Brasil: Como o campo progressista peca em dar uma resposta à sociedade na área da segurança pública?
Contarato: Por que o campo progressista ficou rotulado que nós defendemos direitos humanos apenas para a população que está cerceada de sua liberdade de ir e vir? Nós temos que repensar isso.

Direitos humanos são todos os direitos que a pessoa tem, independentemente da raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual. Direitos humanos é também para proteger as vítimas dos policiais que são alvejados no confronto lá no Complexo do Alemão, por exemplo.

Direitos humanos também são para atender aos órfãos dos feminicídios, que o Brasil é o que mais mata, que é para atender às vítimas de violência sexual.

Direitos humanos é [um conceito] muito amplo. Mas, durante muito tempo, ficou esse estigma de que nós defendemos, entre aspas, pessoas que violaram qualquer âmbito criminal. É isso que tem que ser mudado.

Eu aprovei aqui no Senado também o projeto transformando corrupção ativa, passiva, peculato, crimes contra a autoridade, contra o sistema financeiro em crimes hediondos.

Porque um político, quando desvia verba da saúde, ele mata milhões de pessoas. Um político, quando desvia verba da educação, ele mata milhões de jovens. Veja quanta coisa boa que a gente pode dar de forma propositiva, sem se deixar contaminar com essa coisa de que é da direita, porque é conservador.

Volto a falar: segurança pública, isso não sou eu que estou dizendo, está no Artigo 144 [da Constituição], é direito de todos e dever do Estado.

Agência Brasil: A oposição quer equiparar as facções criminosas ao terrorismo. Especialistas apontam que a medida abre caminho para intervenções dos Estados Unidos aqui no Brasil, como o senhor avalia esse tema?  
Contarato: Não vejo essa possibilidade de intervenção de outro país na nossa democracia porque a nossa democracia é sólida, é forte, as instituições são firmes. O Executivo, o governo do presidente Lula, fortalece as instituições. Nós temos harmonia, autonomia e independência dos Poderes.

Nós aprovamos aqui, em 2023, a alteração da Lei de Terrorismo [PL 3.283/2021] e está também na Câmara dos Deputados, equiparando a atos de terrorismo as condutas praticadas, por qualquer razão, com finalidade de provocar terror social generalizado, em nome ou favor de organização terrorista ou grupo criminoso organizado, que elenca ali sete hipóteses.

Isso já foi aprovado e é uma resposta que o Parlamento já pode dar. Eu não vejo essa preocupação de que, se você fizer qualquer alteração na Lei de Terrorismo, isso vai legitimar para que outro país, como os Estados Unidos, que venha aqui.

Não, nós temos que dar uma resposta naquilo que a população está sentindo, e a população mais pobre é que sofre. É fácil para mim que sou homem, branco, engravatado, que tem saúde pública, que tem alimentação adequada, que tem plano de saúde.

Mas temos que nos colocar no lugar daquela mulher que está lá no morro, no Complexo do Alemão, e que tem que pagar para ter o seu comerciozinho, que tem que pagar para ter água, tem que pagar para entrar na comunidade, que tem que pagar para viver sendo subjugada, porque, quando o Estado não está presente, o medo se instala, e aí a barbárie se impõe.

Fonte: Agência Brasil

Polícia de SP faz operação contra comércio de bebidas adulteradas

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A Polícia Civil de São Paulo faz nesta quinta-feira (6) uma operação contra bebidas falsificadas. São 17 mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo (9 mandados) e também no interior do estado em Marília, Taquaritinga, Americana, Matão e Sertãozinho e também em Londrina, no Paraná.

Até agora, três homens foram presos em flagrante. Dois deles foram encontrados em depósitos clandestinos de garrafas de bebidas alcoólicas em Ermelino Matarazzo e Vila Cruzeiro, ambos na zona leste da capital paulista. No primeiro bairro havia milhares de garrafas usadas na falsificação de bebidas como gim, uísque e vodca. No segundo, policiais identificaram mais vasilhames, rótulos e embalagens adulteradas.

Nas fases anteriores da Operação Parece, Mas Não É a polícia descobriu um grande esquema de falsificação de bebidas alcoólicas.

* Matéria atualizada às 9h10min. para acrescimento de informação.

 

 


Fonte: Agência Brasil

MP do Rio pede à Justiça nova prisão de líderes do Comando Vermelho

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu à Justiça a prisão preventiva de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, de Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, e de Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, líderes da facção criminosa Comando Vermelho, por adotarem medidas para atrasar o andamento de um processo por homicídio que tramita há quase 23 anos na Justiça.

Os três cumprem pena por outros processos, mas esse, especificamente, tramita com lentidão devido a manobras protelatórias recorrentes, o que tem impedido a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido de prisão será analisado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

De acordo com o Ministério Público, as condutas adotadas pelos réus incluem a desistência dos advogados de defesa às vésperas do julgamento e a entrega de grande volume de documentos nos momentos finais do prazo, prática conhecida como “document dumping”.

O objetivo dessas manobras evidencia a intenção de obstruir a Justiça, adiar o julgamento e assegurar a liberdade de Marcinho VP, que deverá concluir o tempo máximo legal de reclusão em 2026, quando completará 30 anos de prisão. O MPRJ destacou que, mesmo estando presos, os acusados continuam a comandar atividades criminosas dentro do sistema prisional, razão pela qual a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública.

“Embora atualmente custodiados em razão de outros processos criminais, é certo que eventual revogação ou término dessas prisões resultaria na imediata colocação dos réus em liberdade, o que representaria risco concreto à sociedade, diante da comprovada permanência de suas influências e atuações no comando da facção criminosa”, destaca o documento.

Uma das principais lideranças do Comando Vermelho, Marcinho VP está preso há 29 anos. Por meio de advogados e familiares, passa determinações para a facção criminosa de dentro da cadeia. Ele poderá ser libertado em 2026, após cumprir o tempo máximo de prisão de 30 anos, estabelecido pela legislação vigente no momento de sua condenação.

My Thor tem várias condenações e fuga do sistema penitenciário. A última condenação é de junho de 2006, pela qual cumpre pena de 22 anos e seis meses de reclusão. Passou 14 anos e dois meses migrando entre prisões do sistema penitenciário federal. Atualmente, está no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, mas o governo do estado pediu a sua transferência, depois da Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão. A Vara de Execuções Penais do Rio concedeu a transferência de My Thor para um presídio federal, por sua liderança no Comando Vermelho.

Após quase duas décadas atrás das grades, Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, fugiu em agosto de 2013 de uma unidade estadual de Porto Velho, em Rondônia, depois de uma visita de sete dias à família e não retornou mais ao presídio. De volta ao Rio, passou algum tempo foragido, mas foi novamente recapturado. Preso até abril deste ano na unidade federal de segurança máxima de Porto Velho, foi beneficiado com a progressão de regime e está no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio.

Fonte: Agência Brasil

CLDF debate implementação de monitoramento inteligente em veículos de aplicativos

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza audiência pública, nesta quinta-feira (6), às 19h, para debater a implementação de sistemas de monitoramento inteligente em veículos de motoristas de aplicativos no DF. Iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos), o encontro no plenário da CLDF também discute preocupações dos profissionais quanto à privacidade, autonomia e regulamentação adequada.

Os sistemas de monitoramento inteligente integram tecnologias como geolocalização, análise de dados em tempo real e inteligência artificial, que fornecem informações detalhadas sobre a rota, o comportamento do motorista e o consumo de combustível. No entanto, a implementação do monitoramento é controversa, com alguns defendendo o uso da abordagem para ampliar a segurança dos passageiros, enquanto outros veem o sistema como uma violação da privacidade dos profissionais.
 

Deputado Martins Machado (Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

Segundo Martins Machado, diante da complexidade do tema, é necessário discutir mecanismos que garantam maior segurança e transparência nas relações entre motoristas e usuários. “Essa audiência pública representa um espaço essencial para a construção de políticas públicas que assegurem um transporte por aplicativos mais seguro, justo e eficiente para todos os envolvidos”, enfatiza.

A audiência pública desta quinta-feira pode ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pelo canal da CLDF no YouTube.
 

 

Fonte: Agência CLDF

Nos últimos dias, o STF analisou a Reclamação Constitucional 77.179/PR e, mais uma vez, tocou num ponto que é central para a saúde institucional do Brasil: o limite da interpretação judicial.

Porque não é só de hermenêutica que estamos falando; é de economia real!

Cada vez que um juiz interpreta “criativamente” algo que o legislador não disse, não é apenas um parágrafo que se desloca: é custo de produção que sobe, é risco de investimento que aumenta, é capital de giro que desaparece.

No campo, isso não é teoria; é tonelada, saque, juros, margem, plantio, colheita.

Por isso o In Dubio Pro Agro, chave hermenêutica por nós advogada, nasce como um postulado de reconstrução:
quando houver dúvida interpretativa, o Estado não pode punir quem produz riqueza — o Estado deve proteger quem produz!

A Reclamação 77.179/PR revela exatamente esse ponto: o Supremo reconhece que o Judiciário não pode criar obrigação onde o legislador não criou. Esse é o marco civilizatório mínimo da segurança econômica do país.

E é esse o debate que eu estou institucionalizando.

Porque não existe desenvolvimento sustentável sem previsibilidade normativa mínima.

E não existe previsibilidade se cada juiz puder escrever um país diferente em sua própria sentença.