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Moraes rejeita recurso de Bolsonaro contra condenação por golpe

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O ministros Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (7) para que seja rejeitado um último recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro contra sua condenação a 27 anos e três meses de cadeia por crimes contra a democracia. 

Moraes também votou pela rejeição dos recursos de outros seis réus no caso. O grupo é formado por aliados de Bolsonaro que compunham o chamado “núcleo crucial” da trama golpista, ou núcleo 1, conforme divisão feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

O julgamento desses recursos é a última etapa que separa os condenados de uma eventual ordem para cumprimento de pena. Por ser relator, Moraes votou primeiro, às 11h desta sexta. Os demais ministros da Primeira Turma – Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia – têm até as 23h59 de 14 de novembro para votar.

O ministro Luiz Fux, único a votar pela absolvição de Bolsonaro e demais acusados do núcleo crucial, não participa do julgamento dos recursos. Em outubro, o magistrado mudou da Primeira para a Segunda Turma do Supremo, ocupando vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

Ao anunciar a troca, Fux chegou a dizer que gostaria de continuar participando do julgamento de Bolsonaro, mas o ministro acabou não formalizando nenhum pedido nesse sentido. O Supremo confirmou que, nesse caso, prevalece o Regimento Interno, que não prevê a participação do ministro de uma turma em julgamento da outra. 

Os recursos em julgamento são os embargos de declaração, que servem para o esclarecimento de alguma contradição ou omissão no texto final da condenação. Em tese, mesmo que aceito, esse tipo de apelo não teria o alcance de modificar o resultado do julgamento. 

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Voto 

Em seu voto, Moraes afirmou que o recurso de Bolsonaro não apresentou, de fato, contradições, ambiguidades ou obscuridade na condenação, e que os embargos representaram “mero inconformismo com o desfecho do julgamento”. 

O ministro voltou a rejeitar questões ligadas ao que seria sua suspeição para julgar o caso e também de cerceamento de defesa. Moraes destacou que ambas as questões já foram “exaustivamente analisadas” ao longo do julgamento. 

O ministro também negou a tentativa da defesa de desvincular Bolsonaro dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro, quando seus apoiadores invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. 

“Diversamente do alegado pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, inexiste qualquer contradição no acórdão condenatório com relação à prática delitiva do embargante nos atos ilícitos ocorridos em 8/1/2023”. 

A defesa de Bolsonaro havia pedido ainda o recálculo de pena, argumentando que, mesmo que tenha praticado atos preparatórios para o golpe, ele desistiu da empreitada golpista antes de consumá-la.  

Os advogados evocaram o princípio da desistência voluntária, previsto no Código Penal. Segundo esse princípio, o condenado responde apenas pelos atos praticados até o momento em que ele desistiu de praticar o crime. 

Nesse ponto, Moraes afirmou que a condenação “foi fundamentada na análise das condutas imputadas na denúncia e comprovadas durante a instrução processual, de modo que restou demonstrada a inexistência de qualquer desistência voluntária com relação aos crimes, pelo qual foi condenado”. 

Prisão

Se a rejeição dos recursos for confirmada pela Primeira Turma, a prisão de Bolsonaro e dos demais acusados poderá ser decretada.

Ainda não há definição do eventual local em que o ex-presidente pode cumprir a pena definitiva na ação penal do golpe. Pelo tamanho de sua pena, a legislação prevê o regime inicial fechado, numa unidade prisional se segurança máxima, como o presídio da Papuda, em Brasília. 

Pela jurisprudência, Bolsonaro poderia também ficar numa sala do Estado Maior, por ser ex-presidente. Trata-se de uma instalação especial, separada de outros presos, que poderia ser instalada, por exemplo, nas dependências da Polícia Federal (PF), como aconteceu quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso em Curitiba. 

Outra hipótese é que Bolsonaro cumpra pena em casa. A medida é uma exceção e pode ser concedida somente por motivos humanitário, caso o condenado possua alguma enfermidade que não tenha condições de ser tratada no cárcere. 

Foi o que ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor, que em maio deste ano teve concedida a prisão domiciliar por ser portador de Mal de Parkinson e ter mais de 75 anos. 

Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar em função do inquérito no qual é investigado por supostamente tentar coagir o Supremo a arquivar seu caso. O caso está relacionado deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ao tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, bem como sanções da Casa Branca contra ministros do Supremo e o Procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Ao decretar a medida cautelar, Moraes citou “fundado risco de fuga” do ex-presidente.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Confira as penas definidas para os condenados 

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;

– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;

 – Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos; 

– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal: 24 anos;

– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos; 

– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos; 

– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.

Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica. 

 

Fonte: Agência Brasil

Primeiro Mercadão Goiano é de Águas Lindas

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O governador Ronaldo Caiado e a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, inauguraram, nesta sexta-feira (07/11), o Mercadão Goiano de Águas Lindas de Goiás, na região do Entorno do Distrito Federal.

O centro comercial é multifuncional, dispondo de áreas de alimentação, convivência e serviços públicos. A obra, que recebeu investimento de R$ 50 milhões, tem impacto social e marca o resgate das condições de dignidade aos trabalhadores da antiga Feira do Entorno.

O Mercadão é uma aposta estratégica do Estado, viabilizada pelo Goiás Social, para impulsionar desenvolvimento e consolidar a autoestima e a identidade regional.

“É uma substituição de uma feira que era totalmente inóspita, na terra, com todos os produtos expostos ao tempo. Não tinha proteção para as mercadorias. Hoje, entregamos uma obra que dá dignidade e altivez aos comerciantes”, ressaltou Caiado.

“Nenhuma obra é apenas cimento e concreto. É vida transformada”, destacou Gracinha Caiado, ao enfatizar a transformação social alcançada com a entrega que atende os trabalhadores que, por mais de 20 anos, permaneceram em condições precárias.

“Não era apenas levantar um prédio, era a missão de transformar vidas e devolver às pessoas dignidade, pessoas que lutaram por tanto tempo e com tanto esforço”, frisou ao comparar com o espaço anterior.

Mercadão Goiano em Á guas Lindas
Mercadão Goiano em Águas Lindas é multifuncional, dispondo de áreas de alimentação, convivência e serviços públicos (Foto: Rômullo Carvalho e André Saddi)

Mercadão Goiano em Águas Lindas

A estrutura de 8,5 mil metros quadrados possui dois pisos e foi planejada para garantir conforto e segurança aos comerciantes e visitantes.

Construído em dois anos, o Mercadão foi entregue com climatização, energia sustentável e layout padronizado para lojas, incluindo todo mobiliário com vitrines, expositores, bancadas e prateleiras. Além disso, o setor de alimentação recebeu equipamentos de refrigeração, fogões e coifas.

O vice-governador Daniel Vilela mencionou a valorização do Entorno do Distrito Federal a partir da gestão Caiado, lembrando o cenário anterior de indefinição administrativa que gerou prejuízos à população.

“Vocês lembram, vocês mais do que eu, lembram o que era isso aqui. E hoje vocês olhem pra cá e vejam o novo Goiás que surgiu”, pontuou. “Diferentemente dos governos anteriores, nós temos muito orgulho do Entorno de Brasília”, reforçou.

Comerciante no Mercadão Goiano em Águas LindasComerciante no Mercadão Goiano em Águas Lindas
Estrutura de 8,5 mil metros quadrados possui dois pisos e foi planejada para garantir conforto e segurança aos comerciantes e visitantes (Foto: Rômullo Carvalho e André Saddi)

Multifuncional

Com modernidade, o espaço atende cerca de 300 empreendedores em uma gama diversificada de atividades, entre hortifruti, açougues, lanchonetes, vestuário, entre outros.

“Vamos dar exemplo para o Brasil, porque isso aqui só existe em lugar privado. Não existe um lugar público com essa estrutura para levar as pessoas em condições de vulnerabilidade para dentro de um local com dignidade”, enalteceu o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

O local também é ponto de acesso a serviços públicos com uma unidade do Vapt Vupt em operação e inaugura o atendimento da Defensoria Pública na cidade.

“É a possibilidade da Defensoria Pública iniciar suas atividades neste município. Ressaltando nosso compromisso de, nos próximos Mercadões, caminharmos em conjunto oferecendo esse serviço de qualidade e de transformação social”, afirmou o defensor-público de Goiás, Tiago Gregório Fernandes.

“Nós temos um sonho de 300 famílias que serão alimentadas com seu suor de domingo a domingo, porque o senhor [governador] e a dona Gracinha abraçaram esse sonho”, reforçou o prefeito Dr Lucas.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Enem 2025: saiba o que é permitido levar no primeiro dia de provas

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As primeiras provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 serão realizadas neste domingo (9) em 1.804 municípios brasileiros, nas 27 unidades da federação. As três únicas exceções são Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, devido à realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) na região.

Neste sábado, é a hora de os candidatos se organizarem, separarem o checklist de “sobrevivência” e ajustarem os relógios. O objetivo é evitar contratempos na chegada aos locais de prova antes das 13h e, também, durante a aplicação do exame.

Agência Brasil reuniu as principais orientações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, sobre documentos de identificação, itens permitidos, horários e questões que envolvem a realização das provas.

As regras estão listadas no edital completo do Enem 2025, disponível também na Página do Participante do Inep.

Documentação

O fiscal somente autorizará a entrada dos candidatos na sala de aplicação do Enem se estes apresentarem documentos oficiais de identificação com foto e válidos. A organização do Enem aceitará a identificação com documentos nos formatos físico ou digital, mas prints de tela do smartphone e fotos dos documentos não serão aceitos.

Desde a edição de 2024, é aceita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) digital, que integra os dados de identificação do cidadão e reduz a possibilidade de fraudes.

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) digital e demais documentos, como e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou a Carteira de identidade, antigamente chamada de Registro Geral (RG), também poderão ser apresentados, por meio do aplicativo de serviços do governo federal, o Gov.br.

O candidato ainda pode acessar o aplicativo oficial da CNH Digital Gov.br.

Basta mostrar tudo nos aplicativos oficiais, previamente instalados no celular do candidato. Por isso, a dica de ouro é não deixar para o último momento a instalação dos apps.

Além dos já citados, também será aceita a documentação para estrangeiros, conforme os termos do Acordo sobre Documentos de Viagem dos Estados Partes do Mercosul [Mercado Comum do Sul] e Estados Associados.

O que levar e o que guardar

Embora não seja item obrigatório, o Inep recomenda levar impresso o Cartão de Confirmação de Inscrição, disponível também na Página do Participante, com login único da plataforma Gov.br.

Entre outras informações, o documento traz o número de inscrição, data, hora e local de prova, além de registrar que a pessoa deverá contar com determinado atendimento especializado ou tratamento pelo nome social, se for o caso. 

A prova deve ser respondida com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Caneta azul não será aceita.

Os participantes com atendimento especializado para transtorno do espectro autista poderão utilizar caneta em material transparente com tinta colorida exclusivamente nas marcações do caderno de questões.

Contudo, o Cartão-Resposta, independentemente da situação, deve ser preenchido exclusivamente com caneta de tinta preta.

O que guardar no envelope

Não serão permitidos quaisquer tipos de consultas pelo candidato a livros, manuais impressos e anotações. Esses itens devem ser guardados no envelope porta-objetos, antes de o participante entrar no local de aplicação.

Antes de ingressar na sala, também devem ser guardados no envelope: óculos escuros, protetor auricular e artigos de chapelaria (boné, chapéu, viseira, gorro ou similares).

Igualmente, não podem ser deixados sob a carteira do candidato materiais de papelaria, como lápis, lapiseira, borrachas, réguas, nem mesmo caneta esferográfica de material não transparente.

O envelope porta-objetos deve ser mantido debaixo do assento, lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local de provas.

Lanches e medicamentos

Os candidatos podem levar lanches ou medicamentos necessários. Eles são permitidos, desde que sejam vistoriados pelo chefe de sala de aplicação da prova.

Os candidatos portadores de artigos religiosos, como véu, quipá, burca e outros, poderão ter estes itens sujeitos à vistoria do coordenador local.

Proibidos

É vetado o porte de armas de qualquer espécie, exceto para os casos previstos em lei (Art. 6º da Lei nº 10.826/2003). Nestes casos, é obrigatória a apresentação da autorização de porte de armas, pelo participante.

Os candidatos não podem levar ou ingerir bebidas alcoólicas, ou consumir cigarro, inclusive eletrônico, bem como outros produtos derivados do tabaco, no local de provas. Evidentemente, drogas ilícitas não serão permitidas.

O uso de qualquer equipamento eletrônico é proibido. Esses itens devem ser guardados desligados no envelope porta-objetos, antes de o participante entrar no local de aplicação.

O edital lista exemplos de dispositivos eletrônicos que não podem ficar à mostra: relógios, garrafa/copo digital, cigarro eletrônico, telefone celular, smartphone, chave com alarme, tablet, máquina calculadora, agenda eletrônica e/ou similares, gravador, pen drive, mp3 e/ou similar, alarme.

As restrições englobam ainda fone de ouvido ou com qualquer outro componente eletrônico, e/ou qualquer transmissor, gravador e/ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens.

Incomunicáveis

Será eliminado o candidato que se comunicar ou tentar se comunicar verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma, com qualquer pessoa que não seja da equipe de aplicação, a partir das 13 horas, até o fim da aplicação, 19 horas, no horário de Brasília.

Ausências

Os participantes não podem se ausentar da sala de provas, a partir das 13 horas, sem o acompanhamento de um fiscal.

Para se ausentar em definitivo da sala de provas, é preciso que se passem duas horas do início das provas.

Banheiros

Após o fechamento dos portões, a partir de 13 horas, se o participante precisar usar o banheiro antes do início da prova ou durante a aplicação desta, será acompanhado pelo fiscal.

Ao retornar à sala de provas, o participante deverá passar por um novo processo de identificação, mesmo tendo realizado a identificação anteriormente.

O objetivo é garantir que a pessoa que saiu da sala é a mesma que está retornando para a aplicação do exame.

Após o término do exame e a saída definitiva da sala de provas, o candidato não poderá mais usar o banheiro do local de aplicação.

Saída definitiva

Quando o participante decide entregar seus materiais (cartão-resposta e folha de redação) e se retira permanentemente da sala, sua participação é considerada encerrada.

A partir desse momento de saída definitiva, o participante está proibido de retornar à sala de aplicação e de usar as instalações sanitárias do local.

Materiais de prova

A regra do edital estabelece as condições para a retirada de materiais de prova do local de aplicação pelo participante. As medidas visam proteger a segurança e o sigilo das provas.

Por isso, a retirada do caderno de questões é autorizada apenas se o participante deixar a sala de forma definitiva dentro dos últimos 30 minutos que antecedem o horário oficial de término da prova, ou seja, 18h30.

O cartão-resposta e a folha de redação não poderão ser levados em nenhuma hipótese.

Portanto, se o participante optar por finalizar o exame e se retirar da sala antes desse intervalo de 30 minutos, o caderno de questões deverá ser obrigatoriamente devolvido ao aplicador, juntamente com os demais materiais.

Horários

A aplicação das provas segue o horário de Brasília. Pontualmente, os portões abrem às 12 horas e se fecham às 13h.

No primeiro dia do Enem 2025, as provas começam às 13h30 e se encerram às 19h.

Os participantes resolverão questões de linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; língua estrangeira (inglês ou espanhol); além da redação, com texto dissertativo-argumentativo.

Dúvidas

Para saber mais sobre o que fazer antes, durante e depois do exame, acesse o link criado pelo Inep com respostas às perguntas mais frequentes.

Fonte: Agência Brasil

Poupança tem retirada líquida de R$ 9,7 bilhões em outubro

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O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em outubro, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 9,7 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 351,9 bilhões, contra saques da ordem de R$ 361,6 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,4 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão.

Trata-se do quarto mês seguido de resultado negativo na poupança. Os quatro primeiros meses do ano também foram de retiradas, seguidos dos meses de maio e junho com entradas líquidas. No acumulado de 2025, a caderneta tem resgate líquido de R$ 88,1 bilhões.

Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente.

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Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Em julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC interrompeu o ciclo de aumento de juros após sete altas seguidas na Selic e, desde então, vem mantendo a taxa em 15% ao ano

O objetivo da autoridade monetária é garantir que a meta da inflação, de 3%, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Em 12 meses, até setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – acumula alta de 5,17%.

Fonte: Agência Brasil

Governo anuncia envio de equipes para região destruída por ciclone

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O governo federal anunciou o envio de equipes de ajuda humanitária e de apoio às ações de reconstrução dos municípios paranaenses atingidos por um forte ciclone. A declaração foi feita pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, por meio das redes sociais. 

Um dos municípios mais atingidos foi Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná. Até o momento, a Defesa Civil do estado registra quatro mortes e 432 feridos na cidade. Mais de 50% da área urbana do município foi afetada. Diversos imóveis, incluindo residências, comércios e prédios públicos, sofreram destelhamentos — muitos deles totais. Houve ainda colapsos estruturais, danos à malha viária e à rede elétrica, o que deixou parte da população sem energia.

O ministro afirmou que está em contato com os prefeitos de Rio Bonito do Iguaçu e de Laranjeiras para prestar orientações sobre os procedimentos para o decreto de situação de emergência.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se manifestou prestando solidariedade às famílias. “Este é um momento de união e de soma de esforços entre governos e sociedade para apoiar a população e reconstruir o que foi perdido”, afirmou por meio das redes sociais.   

 

Fonte: Agência Brasil

Moraes vota por tornar ex-assessor réu por vazamento de informação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (7) para que Eduardo Tagliaferro, seu ex-assessor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se torne réu pelo vazamento de informações sobre processos que tramitavam nas duas Cortes. 

O julgamento ocorre na Primeira Turma do Supremo, em ambiente virtual. Como relator, Moraes foi o primeiro a votar, às 11h de hoje. Os demais ministros do colegiado – Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia – têm até as 23h59 de 14 de novembro para votar. 

Tagliaferro foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Segundo a acusação, Tagliaferro entregou para a imprensa conversas privadas que manteve com outros servidores dos dois tribunais em razão de seu cargo como assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. 

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Na época, o caso gerou questionamentos sobre a legalidade de decisões tomadas por Moraes em relação a alvos em inquéritos sobre ataques ao Supremo. O gabinete do ministro negou qualquer irregularidade e ele foi defendido pelos demais ministros da Corte

Para Gonet, o ex-assessor agiu com “intenções pessoais”, com o objetivo de atacar o processo eleitoral e favorecer a disseminação de notícias falsas. A meta, ao final, seria “potencializar reações ofensivas contra o legítimo trabalho das autoridades brasileiras responsáveis pelas investigações e ações penais que seguem em curso regular”, disse o PGR. 

Gonet sustentou ainda que os atos de Tagliaferro buscaram atender aos interesses da própria milícia digital que buscava combater. 

Com dupla nacionalidade, Tagliaferro mora hoje na Itália e sustenta em entrevistas ser perseguido por Moraes por ter provas de irregularidades na condução de processos sob relatoria do ministro. 

A pedido de Moraes, o Brasil solicitou à Itália a extradição de Tagliaferro para que possa responder no Brasil ao processo criminal do qual é alvo. Uma audiência sobre a extradição foi marcada para 17 de dezembro pela Justiça italiana. 

Fonte: Agência Brasil

Sesc promove circuito de esportes em SP com atletas consagrados

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O Serviço Social do Comércio (Sesc) promove, desde a última quinta-feira (6) até o dia 14 de dezembro, a primeira edição do Circuito Sesc de Esportes, um projeto que visa incentivar a prática esportiva em 36 cidades do estado de São Paulo em que não há unidades do serviço social.

Com entrada gratuita, o evento conta com a presença de diversos atletas e técnicos, como Fofão, do vôlei feminino, Júlia Soares, da ginástica artística, e Gabi Mazetto, do skate.

>> Confira a programação completa

Cada cidade receberá um atleta e atividades relacionadas à modalidade esportiva que ele representa. Com o tema ‘Movimento que Aproxima’, o objetivo é despertar o interesse dos jovens nas práticas esportivas, através do contato com ícones de diversas gerações. Entre as atividades presentes estão o atletismo, judô, basquete, vôlei, futsal, natação, skate, tênis de mesa, ginástica rítmica, ginástica artística, além de suas versões paralímpicas.

“A estratégia é levar o atleta ao que chamamos de encantamento. Você ver alguém praticar qualquer modalidade esportiva em alta performance é muito bonito. É até forma de entretenimento. É fundamental para nós também não trazer somente ícones dos jovens, mas também das pessoas mais velhas, que viram, por exemplo, a Fofão jogar”, apontou o técnico da Gerência de Esportes do Sesc, Leonardo Calix Soares.

Ex-jogadora de vôlei da seleção brasileira e campeã olímpica, Fofão, estará na região de Araraquara, e conversará com os jovens para ensinar o básico do esporte. Para ela, além de ensinar sobre o esporte e dar dicas, são interessantes a interação e a convivência.

“Nós conversamos um pouco, e eles sempre têm muita curiosidade. Depois fazemos a parte prática, onde eu mostro para eles como é feito o movimento. Não somos treinadores deles. Temos pouco tempo, então, tentamos mostrar que eles podem melhorar e evoluir”, explicou a atleta.

Fofão contou que quando era criança tinha problemas com anemia e se sentia sempre muito desanimada, o que a desmotivava bastante. O incentivo da professora na escola foi essencial para que ela se tornasse atleta.

“Quando eu fazia as aulas de educação física, eu me sentia muito bem. E minha professora me incentivou muito, tanto que me levou para fazer o teste no Centro Olímpico”, disse.

Outros atletas estão confirmados no evento: Fabiana Claudino (vôlei); Janeth (basquete); Pâmela Rosa (skate); Antônio Tenório (judô paralímpico); Luizão (futebol); Bruna Alexandre (tênis de mesa); Barbara Domingos (ginástica rítmica); Petrúcio Ferreira (atletismo paralímpico); Alison (vôlei de areia); Rosana Augusto (futebol feminino), entre outros.

*Estagiário sob a supervisão de Odair Braz Junior.

Fonte: Agência Brasil

Cashback de impostos beneficiará mais os pobres de regiões mais ricas

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O chamado cashback de impostos – novidade criada pela reforma tributária que estabelece a devolução de tributos pagos pela pessoas mais pobres ─ deve ter impactos distintos na renda dessa parte da população, dependendo da região do país em que o contribuinte resida.

O benefício pode elevar a renda das famílias mais pobres em 10% em média, sendo que as regiões Centro-Oeste (12%), Sudeste (11%) e Sul (10,1%) terão expansões maiores que as do Norte (8,32%) e Nordeste (7,76%).

No entanto, a medida não deixa de ser um instrumento de combate à desigualdade de renda. Os cálculos e a avaliação estão em um estudo dos pesquisadores Rafael Barros Barbosa, Glauber Nojosa e Francisco Mário Martins, publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV)

A explicação para a diferença entre as regiões está no nível de consumo das famílias. Como o Norte e Nordeste têm rendas e consumos menores, eles são menos beneficiados que as famílias das demais regiões.

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Quem tem direito?

A reforma tributária, sancionada em janeiro de 2025, criou o cashback como forma de tornar o sistema de cobrança de impostos mais progressivo, ou seja, fazer os pobres pagarem, proporcionalmente, menos impostos que os mais ricos.

Por exemplo, o imposto cobrado na conta de água é o mesmo para todos os consumidores, mas pesa bem mais no orçamento de uma família mais pobre. Com o cashback, esse valor pago é devolvido aos mais pobres, fazendo com que tenham um alívio tributário não estendido às demais famílias.

Por isso, um dos critérios para ser elegível ao cashback é estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que admite renda mensal por pessoa na família de até meio salário mínimo. Hoje, o mínimo é de R$ 1.518, e o CadÚnico tem quase 95 milhões de inscritos.

De quanto é o cashback?

O cashback é de 100% do valor pago em Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e de 20% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), presentes na compra de bens e serviços considerados essenciais, como nas contas de água e esgoto, energia, telefonia, internet e gás de cozinha.

Para os demais produtos consumidos por essas famílias, o ressarcimento é de 20% do CBS e do IBS. Essas duas siglas são a nova nomenclatura de tributos que foram unificados (ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS) pela reforma.

A previsão é o cashback de CBS começar em 2027; e a do IBS em 2029.

>> Entenda mais sobre o cashback tributário

 


Botijão de gás
Botijão de gás

Nível de consumo

Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador Rafael Barros Barbosa, professor de economia aplicada na Universidade Federal do Ceará (UFC), detalha que famílias do Norte e Nordeste têm menor renda e, consequentemente, menor nível de consumo ─ dessa forma, a devolução de imposto também acaba sendo menor que nas demais regiões.

“O pobre no Nordeste consome menos que um pobre no Sudeste e um pobre no Sul, isso é um fato, não tem muito como a gente contrariar quando a gente olha os dados”, afirma.

Para medir o comportamento de consumo das famílias, os pesquisadores utilizaram dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O pesquisador ainda aponta outro fator: a informalidade, maior no Norte e Nordeste.

Essas famílias gastam no comércio informal valores proporcionalmente maiores que no Sudeste, por exemplo. No entanto, o cashback só pode ser apurado em compras formais, com emissão de nota fiscal.

“Tal fato pode excluir grande parte do consumo de famílias de baixa renda, realizado em comércios informais, como feiras livres, vendedores ambulantes ou pequenos negócios não regularizados, que são cruciais no cotidiano da população de menor poder aquisitivo nessas regiões mais pobres”, diz trecho do estudo.

Com informações do IBGE, os autores apontam que, enquanto a taxa de informalidade no país era, em média, 40,9% da população em 2022, no Norte e no Nordeste era 60,1% e 56,9%, respectivamente.

Estímulo à formalidade

Rafael Barbosa acredita que um dos efeitos da reforma tributária será justamente diminuir a informalidade no país. O motivo é que a reforma determina que uma empresa, para se beneficiar dos créditos tributários, deverá ter fornecedores legalizados. Isso forçaria uma formalização da cadeia de produção, da matéria-prima ao bem final.

“Com esse procedimento em cadeia, isso força que o agente, lá na ponta, obrigue que seus fornecedores sejam formais”, diz.

Outro incentivo viria pelo interesse das próprias famílias, que tenderiam a dar preferência para fazer compras em estabelecimentos formais para receber cashback.

“A pessoa pobre pode ter duas opções, ou compra no mercado informal, onde não vai ter cashback, ou em um mercado formal, onde vai ter o cashback”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 02/11/2025 - Feira na rua José Rucas, onde foram depositados os corpos dos mortos durante a Operação Contenção no Complexo da Penha, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 02/11/2025 - Feira na rua José Rucas, onde foram depositados os corpos dos mortos durante a Operação Contenção no Complexo da Penha, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Distribuição de renda

Apesar da diferença regional, os pesquisadores do Ibre/FGV reforçam que o cashback tributário é uma ferramenta que favorece a melhor distribuição de renda.

“O que a gente mostra é que, no geral, olhando do ponto de vista nacional, o cashback vai aumentar a renda da população mais pobre aproximadamente 10%, então haverá uma redução da desigualdade”, diz Barbosa.

O pesquisador do Ibre acrescenta que política direcionada, como o cashback, pode ser mais efetiva que isenção linear de impostos, como a desoneração da cesta básica, outro item da reforma tributária. 

“Cashback é um dinheiro que retorna para um grupo específico de pessoas. Já a isenção não distingue classes sociais. Seja eu pobre ou não pobre, se eu for no supermercado comprar esse item, eu vou me beneficiar”.

Sem pressão de migração

O professor da Universidade Federal do Ceará não espera que a diferença de aumento de renda entre as regiões possa intensificar a migração interna no país.

“O efeito é muito pequeno para forçar uma migração. A migração, em geral, é por questões mais de oportunidade de trabalho, e não necessariamente para ter acesso a um benefício maior”, avalia.

Fonte: Agência Brasil

Familiares, amigos e políticos se despedem de Paulo Frateschi na Alesp

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O ex-deputado Paulo Frateschi está sendo velado desde a manhã desta sexta-feira (7) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Familiares, políticos e amigos prestam homenagens ao político que morreu na quinta-feira (6) após ser agredido a facadas pelo próprio filho Francisco Frateschi, em sua casa, no bairro da Lapa, zona oeste da capital.

Entre os políticos presentes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se deslocou de Belém, onde está acontecendo a COP30, para homenagear o amigo. Bastante emocionado, o ministro lembrou da amizade com Frateschi há mais de 40 anos. 

“O Paulo Frateschi era uma figura excepcional. Um amigo assim, sem sombra de dúvida uma das pessoas mais queridas no PT por seus gestos, pela sua postura, pela amizade, pela sua generosidade, uma das pessoas mais adoráveis que a gente tinha”, disse

Ainda segundo Haddad, “até nos piores momentos era uma pessoa sempre disponível, sempre serena, sempre determinada e é um dos grandes construtores dessa história”. 

“Das pessoas que eu conheço, ele talvez seja a que passou pelas maiores provações que alguém pode passar. Não conheço ninguém que teve que se refazer e superar tantos acontecimentos trágicos”, ressaltou o ministro. 

“E em que pese tudo isso, Paulo sempre estava disponível para lutar por um país melhor. Ele ajudou a organizar o movimento popular em torno de bandeiras  importantes. Em especial, a questão da redemocratização do país, a campanha das diretas”, reforçou o ministro. 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impossibilitado de ir ao velório, enviou uma mensagem que foi lida pelo irmão de Paulo, o ator Celso Frateschi. 

Também estiveram no velório políticos como Ivan Valente, José Dirceu, José Genoíno, Rui Falcão, Adriano Diogo, Eduardo Suplicy e o escritor Fernando Morais. 

Em entrevista à imprensa, o presidente do PT, Edinho Silva, exaltou a capacidade de liderança de Paulo e sua luta pela redemocratização do país. 

“Ele era uma liderança muito forte na história do PT. Alguém que dedicou sua vida em um projeto de construção, de um sonho e na construção de um Brasil mais justo e humano. É uma perda trágica”, declarou. 

“Paulo era uma figura inesquecível. Construiu sua história e esse legado e é imortal. Ele dedicou sua vida na construção da democracia no Brasil e na construção de um país mais justo, humano e igualitário”, acrescentou Edinho Silva. 

Às 14h um cortejo saiu da Alesp com destino ao Cemitério Memorial Parque Jaraguá. O sepultamento está previsto para as 15h30.

O ex-parlamentar deixou a esposa Yolanda Maux Vianna, filhas, netos e irmãos.

“Meu pai foi um lutador, um guerreiro, alguém que passou a vida lutando por esse país e pela democracia brasileira. Ele merece ser tratado com amor, com respeito nesse momento”, disse a filha mais velha Yara.

Em entrevista a jornalistas durante o velório do pai, ela explicou que o irmão, Francisco, está passando por sofrimento psíquico e não tem consciência sobre seu ato. 

“O Francisco Frateschi é um menino maravilhoso. O Chico nunca levantou a voz para uma pessoa, ele nunca bateu em uma pessoa. Por onde o Chico passou, o Chico levou alegria, o Chico levou amor, ele tinha um carinho imensurável pelo pai”, disse. 

“O Chico sofreu um acidente há alguns anos. E ele foi um menino muito machucado, que perdeu os dois irmãos mais novos em acidentes e por uma coisa inacreditável, ele também sofreu um acidente há alguns anos atrás. O que o Chico teve foi uma doença, ele está doente, ele não sabe o que ele fez. É uma doença psíquica e a gente precisa saber lidar com isso. Ele não é um monstro, o que não significa que a gente não esteja sofrendo uma dor imensa”, esclareceu.  

Frateschi foi membro histórico do PT. Quando estudante, se opôs e combateu a ditadura militar. Em 1969 foi preso e torturado pelo regime militar. Mais tarde, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, do qual é filiado desde os primeiros anos. Foi eleito deputado estadual em 1982 e ocupou o cargo  entre os anos de 1983 e 1987. 

Foi presidente do Partido dos Trabalhadores no estado de São Paulo e dirigente do diretório nacional do partido. Também exerceu o cargo de secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Marta Suplicy e de Fernando Haddad.


Fonte: Agência Brasil

STF tem 2 votos para rejeitar recurso e manter condenação de Bolsonaro

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu integralmente o voto do relator, Alexandre de Moraes, para manter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado. 

Mais cedo, Moraes abriu o julgamento e votou pela rejeição deste que é o último recurso de Bolsonaro no caso. Outros seis condenados, todos antigos aliados do ex-presidente, também tiveram seus recursos rejeitados por Moraes e Dino, que apenas seguiu o relator, sem anexar voto escrito. 

Os ministros julgam os recursos do chamado “núcleo crucial” do golpe, ou núcleo 1, conforme divisão feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O julgamento ocorre na Primeira Turma, em ambiente virtual. Os outros dois ministros do colegiado – Cristiano Zanin e Cármen Lúcia – têm até 14 de novembro para votar. 

O julgamento desses recursos é a última etapa que separa os condenados de uma eventual ordem de prisão. 

É possível acompanhar o julgamento e ler as manifestações dos ministros na ação penal 2668 por meio do portal do Supremo Tribunal Federal. Os relatórios e os votos relativos a cada um dos recursos dos réus ficam disponíveis na aba “Sessão Virtual”

Os recursos em julgamento são os embargos de declaração, que servem para o esclarecimento de alguma contradição ou omissão no texto final da condenação. Em tese, mesmo que aceito, esse tipo de apelo não teria o alcance de modificar o resultado do julgamento. 

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Fux

O ministro Luiz Fux, único que votou pela absolvição de Bolsonaro e dos demais acusados do núcleo 1, não participa do julgamento dos recursos. Em outubro, o magistrado mudou da Primeira para a Segunda Turma do Supremo, aproveitando vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

Ao anunciar a troca, Fux chegou a dizer que gostaria de continuar participando do julgamento de Bolsonaro, mas o ministro acabou não formalizando nenhum pedido nesse sentido. O Supremo confirmou que, nesse caso, prevalece o Regimento Interno, que não prevê a participação do ministro de uma turma em julgamento da outra. 

Confira as informações sobre o julgamento no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Voto 

Em seu voto, divulgado mais cedo, Moraes afirmou que o recurso de Bolsonaro não apresentou contradição, ambiguidade ou obscuridade que precisasse ser esclarecido no texto final da condenação. Para o ministro, os embargos representaram “mero inconformismo com o desfecho do julgamento”. 

Moraes voltou a rejeitar questões ligadas ao que seria sua suspeição para julgar o caso e também de cerceamento de defesa. Ele destacou que ambas as questões já foram “exaustivamente analisadas” ao longo do julgamento. 

O ministro também negou a tentativa da defesa de desvincular Bolsonaro dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro, quando seus apoiadores invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. 

“Diversamente do alegado pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, inexiste qualquer contradição no acórdão condenatório com relação à prática delitiva do embargante nos atos ilícitos ocorridos em 8/1/2023”. 

 

A defesa de Bolsonaro havia pedido ainda o recálculo de pena, argumentando que, mesmo que tenha praticado atos preparatórios para o golpe, ele desistiu da empreitada golpista antes de consumá-la.  

Os advogados evocaram o princípio da desistência voluntária, previsto no Código Penal. Segundo esse princípio, o condenado responde apenas pelos atos praticados até o momento em que ele desistiu de praticar o crime. 

Nesse ponto, Moraes afirmou que a condenação “foi fundamentada na análise das condutas imputadas na denúncia e comprovadas durante a instrução processual, de modo que restou demonstrada a inexistência de qualquer desistência voluntária com relação aos crimes, pelo qual foi condenado”. 

Prisão

Se a rejeição dos recursos for confirmada pela Primeira Turma, a prisão de Bolsonaro e dos demais acusados poderá ser decretada por Moraes. 

Ainda não há definição do eventual local em que o ex-presidente poderia cumprir a pena definitiva na ação penal do golpe. Pelo tamanho de sua pena, a legislação prevê o regime inicial fechado, numa unidade prisional de segurança máxima, como o presídio da Papuda, em Brasília. 

Pela jurisprudência, Bolsonaro poderia também ficar numa sala do Estado Maior, por ser ex-presidente. Trata-se de uma instalação especial, separada de outros presos, que poderia ser instalada, por exemplo, nas dependências da Polícia Federal (PF), como aconteceu quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso em Curitiba. 

Outra hipótese é que Bolsonaro cumpra a pena em casa. A medida é uma exceção e pode ser concedida somente por motivos humanitários, caso o condenado possua alguma enfermidade que não tenha condições de ser tratada no cárcere. 

Foi o que aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor, que em maio deste ano teve concedida a prisão domiciliar por ser portador de Mal de Parkinson e ter mais de 75 anos. 

Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar em função do inquérito no qual é investigado por supostamente tentar coagir o Supremo a arquivar seu caso. 

A investigação está relacionado ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e as medidas como o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e sanções impostas pela Casa Branca contra ministros do Supremo e o Procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Ao decretar a medida cautelar, Moraes citou “fundado risco de fuga” do ex-presidente.

Os demais condenados do núcleo crucial da trama golpista são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Confira as penas definidas para os condenados 

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;

– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;

 – Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos; 

– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal: 24 anos;

– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos; 

– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos; 

– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.

Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica. 

 

 

Fonte: Agência Brasil