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Flamengo goleia Sport e assume liderança do Campeonato Brasileiro

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O Flamengo goleou o Sport por 5 a 1, na noite deste sábado (15) na Arena Pernambuco, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro conseguiu garantir a ponta da classificação porque o Palmeiras foi derrotado por 1 a 0 na Vila Belmiro.

Com a vitória na partida atrasada da 12ª rodada da competição nacional, o time da Gávea chegou aos 71 pontos. Já o Leão, que permaneceu na lanterna da classificação com apenas 17 pontos, teve o rebaixamento para a Série B matematicamente confirmado.

Apesar de encerrar a partida com vitória, o Flamengo começou a partida perdendo. Aos 14 minutos o atacante Pablo abriu o placar. Porém, aos 35 minutos o lateral Matheus Alexandre acabou sendo expulso por acúmulo de cartões amarelos e o Rubro-Negro assumiu o comando das ações. Assim, aos 40 minutos Luiz Araújo acertou um belo chute para deixar tudo igual.

E qualquer possibilidade de vitória do Sport foi por água abaixo aos 41 minutos, quando o zagueiro Ramon Menezes também recebeu o segundo cartão amarelo na partida e foi expulso. Assim, na etapa final o time da Gávea não teve dificuldades para se impor e golear graças ao faro de gol de Juninho, Bruno Henrique, Ayrton Lucas e Douglas Telles.

Santos respira

Quem acompanhou com atenção a vitória do Flamengo foi o Palmeiras, que, mesmo cheio de desfalques, precisava vencer o Santos na Vila Belmiro para permanecer na liderança do Brasileiro. Porém, o Verdão acabou derrotado por 1 a 0 na partida atrasada da 13ª rodada da competição.

Com o tropeço no clássico, a equipe do técnico português Abel Ferreira permaneceu com 68 pontos, agora na vice-liderança. Já para o Peixe os três pontos conquistados em casa representaram um respiro na luta para fugir do rebaixamento. Graças à vitória, obtida com um gol do argentino Rollhseirer aos 45 minutos do segundo tempo, o Santos agora está na 16ª posição, com 36 pontos.



Fonte: Agência Brasil

Agropecuária ajudou oito estados a crescerem mais que o Brasil em 2023

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Treze estados e o Distrito Federal tiveram crescimento proporcional maior que o da economia brasileira em 2023. Desses, oito foram empurrados principalmente pela atividade agropecuária: Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Paraná, Roraima e Minas Gerais.

Enquanto o Brasil viu o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) crescer 3,2% em 2023, os estados impulsionados pelo agro apresentaram expansão de 3,4% a 14,7%.

As informações são do Sistema de Contas Regionais, divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo é um detalhamento do comportamento da economia das unidades da federação, com dados até 2023. Em termos nacionais, o IBGE já divulgou que o Brasil cresceu 3,4% em 2024, marcando quatro anos seguidos de crescimento.

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Veja a lista das 14 unidades da federação que apresentaram expansão de PIB maior que a do Brasil em 2023:

  1. Acre: 14,7%
  2. Mato Grosso do Sul: 13,4%
  3. Mato Grosso: 12,9%
  4. Tocantins: 7,9%
  5. Rio de Janeiro: 5,7%
  6. Goiás: 4,8%
  7. Paraná: 4,3%
  8. Rio Grande do Norte: 4,2%
  9. Roraima: 4,2%
  10. Maranhão: 3,6%
  11. Alagoas: 3,5%
  12. Minas Gerais: 3,4%
  13. Espírito Santo: 3,4%
  14. Distrito Federal: 3,3%

Os quatro líderes do ranking contaram com bom desempenho especialmente do cultivo da soja. Já o Rio de Janeiro teve a contribuição da indústria de óleo e gás. O Distrito Federal foi impulsionado pelas atividades financeiras e administração pública.

Apesar de alguns números serem bem superiores ao do crescimento do país, os dados não significam que os estados são os que mais influenciam a média nacional. Isso acontece porque cada unidade da federação tem um peso no conjunto do país.

O Acre, por exemplo, representa apenas 0,2% do PIB brasileiro. Já o Rio de Janeiro, 10,7%. O estado com maior participação é São Paulo, que concentra praticamente um terço do PIB nacional (31,5%).

Em 2023, a economia paulista cresceu 1,4%, terceira menor expansão, à frente apenas de Rio Grande do Sul e Rondônia, ambos com variação de 1,3%.

Regiões

Ao medir o crescimento da economia por regiões, o Centro-Oeste se destaca, com expansão superior ao dobro da nacional.

  • Centro-Oeste: 7,6%
  • Norte: 2,9%
  • Nordeste: 2,9%
  • Sudeste: 2,7%
  • Sul: 2,6%

Desconcentração econômica

O IBGE apresentou também o comportamento das economias estaduais no período de 2002 a 2023. Dezessete UFs tiveram crescimento médio anual superior ao do Brasil nesse intervalo de tempo.

Enquanto o país teve taxa média de 2,2% ao ano, Mato Grosso (5,2%), Tocantins (4,9%) e Roraima (4,5%) superaram a marca de 4%, todos influenciados pela agropecuária.

Rio de Janeiro (1,6%) e Rio Grande do Sul (1,4%) tiveram os menores resultados. Os dois colheram recuos na indústria de transformação.

O comportamento das duas últimas décadas indica desconcentração da economia brasileira. Considerado a locomotiva do país, São Paulo era 34,9% do PIB brasileiro em 2002, passando para 31,5% em 2023.

O Rio de Janeiro é o segundo que mais perde participação em 21 anos, indo de 12,4% para 10,7%.

Na outra ponta, Mato Grosso foi o que mais cresceu no período, quase duplicando a participação – de 1,3% para 2,5% do PIB brasileiro. Assim, o estado que era o 15% maior PIB do país em 2002 terminou 2023 como o 10º maior.

Fonte: Agência Brasil

Polícia desarticula fabricação ilegal de armas na Baixada Fluminense

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O ex-cabo do Exército Carlos Henrique Martins Cotrin foi um dos alvos da operação da Polícia Civil, realizada nessa quinta-feira (13), contra a fabricação e o comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos.

As diligências ocorreram simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná, com o apoio da Polícia Civil, e teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados à quadrilha.

O ex-militar é dono de um dos pontos de produção e fabricação de armas localizado nos fundos de uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com a chegada da polícia, ele tentou fugir pelos fundos do terreno, mas acabou preso.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e começou após a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores da operação, submetidos à perícia digital.

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Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil

O material revelou um intenso fluxo de comunicações, vídeos e registros de transações ilegais, comprovando a existência de uma rede estruturada de fabricação e venda de armas, clandestinamente, tanto de uso permitido quanto restrito.

Durante as investigações, os agentes identificaram relações diretas entre fabricantes, intermediários e compradores, responsáveis por produzir e comercializar pistolas, fuzis e metralhadoras artesanais, além de munições montadas manualmente. As mensagens interceptadas e os registros financeiros apontam lucros que chegavam a 150% e indicam o uso de transportadoras privadas para o envio disfarçado de armamentos, com instruções para ocultar o conteúdo e a identidade dos remetentes.

As equipes localizaram pontos de produção e armazenamento com ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos usados para recarga de munições. Parte das armas produzidas ou adquiridas irregularmente era distribuída a terceiros sem qualquer controle legal ou registro.

“Essa operação é mais uma prova de que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da nossa política de segurança. Estamos desarticulando quem fabrica, quem vende e quem financia a violência”, disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

De acordo com o delegado da Desarme, Luiz Otávio Franco, a empresa de Carlos Henrique Cotrin consertava armas para as milícias de Nova Iguaçu e também produzia fuzis para vendas na internet por valores que variavam entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.

Em outro fábrica na Baixada, cinco pessoas foram presas. Entre as armas apreendidas estão pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores, munições e até um lança-rojão.

No Paraná, com o apoio da Polícia Civil do estado, foi preso, em casa, Márcio Marcelo Ivanklo. Lá, foram encontradas mais de 80 armas, entre espingardas, pistolas e revólveres. Ele também comercializava armas e munições por meio de grupos de WhatsApp. Ivanklo já tinha sido preso pela Polícia Federal em 2008.

Fonte: Agência Brasil

Caso Samarco: nova etapa de responsabilização é marcada para dezembro

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A Justiça da Inglaterra marcou audiências nos dias 17 e 18 de dezembro em que serão definidas as próximas etapas e respectivos prazos do processo judicial de responsabilização da mineradora anglo-australiana BHP pelo crime socioambiental provocado pelo rompimento de uma barragem da Samarco, em Mariana, Minas Gerais.

Nesta sexta-feira (14), o Tribunal Superior de Justiça de Londres condenou a BHP pelo crime, ocorrido há uma década, em 5 de novembro de 2015. A empresa é acionista da Samarco, que mantinha atividades na Barragem de Fundão, que se rompeu e liberou 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro. 

Está marcado para outubro de 2026 o início das audiências em que o magistrado responsável pelo caso irá mensurar os prejuízos gerados às vítimas das mineradoras. A estimativa é de que esse estágio dure cerca de 6 meses.

A advogada Caroline Narvaez, sócia do Pogust Goodhead, escritório que representa famílias que tiveram seus direitos violados pela Samarco e a BHP, explicou como se dará o processo a partir de agora. 

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Segundo a advogada, alguns casos servirão de referência para se calcular o valor dos danos às pessoas em situações semelhantes, como o de certas vítimas que se tornarão representativas de um grupo. 

Como exemplo, Caroline citou o caso de um pescador que teve perdas materiais e de laços comunitários e que poderá ser um parâmetro para se dimensionar as reparações devidas a outras pessoas, já que muitas vítimas não têm como comprová-las individualmente. 

“Em paralelo à espera pela decisão [de condenação ou absolvição], a gente está avançando com a segunda fase do julgamento, que será a quantificação dos danos. Condenada como foi, existe a necessidade de avaliar qual foi o impacto sofrido pelas vítimas, e a gente tem um número muito grande de vítimas que abrange diferentes tipos de perdas”, disse. 

Ainda segundo a advogada, “há municípios, pessoas de comunidades tradicionais, de comunidades quilombolas, pessoas que perderam a casa, pessoas que perderam a família e perdas como a de acesso à água. Tudo isso será quantificado nesta segunda parte”.

Caroline considerou como “inconcebível” a elevação das barragens, por decisão das duas companhias, que já haviam chegado ao limite de operação e ignoraram os riscos que isso significaria para o entorno. 

“A BHP tinha ciência, mas por querer maximizar seus lucros, continuou subindo e aconteceu o que aconteceu”, disse.

O saldo do episódio da Samarco, considerado uma das mais graves calamidades socioambientais do país, foi de 19 mortes de pessoas de comunidades locais, a devastação de plantações, casas e ecossistemas e a poluição severa de toda a bacia do Rio Doce. 

Não somente municípios mineiros foram irreversivelmente afetados, como cidades capixabas. Até mesmo a foz do rio e o Oceano Atlântico foram atingidos, embora a Samarco tenha afirmado que tanto a água do rio como a condição de vida de animais como peixes e crustáceos tenham voltado ao normal.

Fonte: Agência Brasil

Enem 2025: pausa nos estudos e foco na logística até a hora do exame

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Sábado de feriado nacional de Proclamação da República, neste 15 de novembro. Enquanto muita gente descansa, os milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio de 2025 vivem as últimas 24 horas antes do segundo dia de provas, na tarde deste domingo (16), quando vão encarar 90 questões, sendo 45 de matemática e outras 45 de ciências da natureza, que englobam as áreas de química, física e biologia.

Especialistas aconselham que este o momento final é a hora exata de dar um “Pause” nos estudos e apertar o botão “Start” na logística de deslocamento e preparação do que vai levar para a sala de aplicação do Enem. Somente, depois, é chegada a hora de relaxar antes do Enem.

O estudante de Brasília, João Pedro Pinheiro Oliveira, de 17 anos, é um dos mais de 4,8 milhões de inscritos confirmados no exame nacional. João entende que, na reta final, não é hora de estudar mais nada na tentativa de aprender algo. O que ele tinha que aprender foi durante o ano de preparação.

“Vou somente ver um vídeo ou outro que me ajude em um macete final”, exemplifica.

O jovem deseja cursar a graduação de Administração e, apesar de considerar que foi bem na prova do último domingo (9), agora, para o segundo dia, ele se diz ainda mais confiante.


Brasília (DF) 14/11/2025 –  Último dia antes do segundo dia de provas do Enem
Foto: João Pedro Pinheiro Oliveira/Arquivo pessoal
Brasília (DF) 14/11/2025 –  Último dia antes do segundo dia de provas do Enem
Foto: João Pedro Pinheiro Oliveira/Arquivo pessoal

“Eu tenho mais dificuldade em humanas do que em exatas. É a questão de ciências da saúde eu acho mais difícil. Mas, em matemática eu sou bom. Quero ter muitos acertos nesta disciplina.”

Como estratégia, quando João estiver frente a frente com o caderno de provas, João quer na Teoria de Resposta ao Item (TRI), adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para pontuar o desempenho final de cada candidato.

 “Tentarei focar nas questões mais fáceis por causa da TRI, sempre começar com calma, respirando e tomando cuidado com isso.”

Tranquilidade de quem estudou

Para a colega de escola de ensino médio do João, a estudante Sofia Biacchi Emanuelli Hardt, de 17 anos, o Enem é o principal processo seletivo para ter acesso ao ensino superior, principalmente, porque ela pretende usar a nota final das provas para estudar fora da capital federal.

Desde o início do ano, tenho focado nas matérias que mais caem no Enem e, agora, para esse último mês fiz somente uma revisão pontual e dediquei a sexta-feira para uma última revisão de fórmulas, porque tenho medo de esquecê-las no meio da prova. Amanhã, vou ficar tranquila”, disse a estudante.

Sofia ainda não escolheu o que irá cursar na universidade, somente tem a certeza que será um curso da área de área de humanas. E uma das estratégias que ela adotou para ficar bem psicologicamente para o segundo dia de provas foi não conferir o gabarito oficial das provas realizadas no domingo passado (9) e divulgado nesta quinta-feira (13).


Brasília (DF) 14/11/2025 –  Último dia antes do segundo dia de provas do Enem
Foto: Sofia Biacchi Emanuelli Hardt/Arquivo pessoal
Brasília (DF) 14/11/2025 –  Último dia antes do segundo dia de provas do Enem
Foto: Sofia Biacchi Emanuelli Hardt/Arquivo pessoal

“Nem corrigi a primeira prova, porque se tiver ido mal ou pior do que eu penso que eu iria para a segunda prova com pesar. Mas, estou confiante porque eu acho que eu fui bem na primeira prova e a segunda não é a que eu preciso ir melhor. Então, estou tranquila.”

Palavra de quem entende

Na escola de onde estudam, João e Sofia foram orientados, entre outros, pelo professor de química, Samuel Ribeiro, que conhece bem a rotina da boa preparação durante todo o ensino médio até a véspera dos dois dias do Enem.

Para o docente, a prioridade deve ser o descanso, como destacado pelos dois concluintes do ensino médio.

“O candidato não deve se esquecer de descansar antes da prova para chegar menos ansioso e com a cabeça mais tranquila para fazer a prova. Nada de chegar muito afobado”, prega o professor Samuel Ribeiro.

“Kit sobrevivência”

Sábado é dia dos candidatos separarem pelo menos duas canetas pretas de material transparente, o documento oficial e original com foto e se planejarem para chegar com tranquilidade ao local de prova, o mesmo do primeiro dia de provas. As dicas estão na rede social do Inep

O objetivo é evitar qualquer tipo de imprevisto ou ter tempo suficiente para solucionar possíveis problemas de última hora.

É recomendável também levar o Cartão de Confirmação de Inscrição impresso. O documento tem o endereço e o número certo da sala de prova.

O candidato também deve ensacar lanches leves e práticos e garrafa de água em material transparente, sem rótulo, para se hidratar. A estudante Sofia escolheu chocolate e sucos de uva e de laranja, como fonte de energia para se dedicar integralmente às respostas da prova.

“No domingo de manhã, estarei completamente relaxada para ir para a prova tranquila. Com caneta, documento, chocolatinho e um suco gostoso”, diz confiante.

Nesta véspera do Enem, os participantes devem confirmar o tempo de deslocamento até o local da prova e calcular uma boa margem de segurança, afinal, os portões serão fechados pontualmente às 13 horas, no horário de Brasília, em todos os locais de prova do país. Portanto, a orientação é chegar cedo!

Diante das 90 questões

O professor de química, Samuel Ribeiro, declara que, dentro da sala de aplicação do Enem, diante do caderno de provas, não é momento de desespero. Reconhecer os assuntos que o candidato tem mais familiaridade ajudará a tranquilizar o candidato  nesta trajetória de cinco horas de provas.

“Lembre-se de passar aquele olho geral na prova e ver quais são as questões que já sabe fazer. Isso já representa um ponto bom para se tranquilizar.”

Mais uma estratégia é priorizar aquelas questões que são mais fáceis de fazer para agilizar a solução das questões.

Mas, atenção: “Nem sempre aquelas questões que o candidato sabe fazer, serão as questões também mais rápidas, Por isso, também tem que ter uma estratégia conta para isso”, chama à atenção o professor.

Por fim, a dica de ouro é sempre ler muito atentamente as questões. “Há muitas questões ali, principalmente de estatística, que é o caso de química, que trazem alguns assuntos que a gente tem como garimpar, no texto referente à questão.”

Enem 2025

Neste domingo, os portões abrem às 12 horas e fecham às 13 horas, no horário de Brasília.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30 e se encerram às 18h30 (meia hora mais cedo em relação ao primeiro domingo).

A saída dos participantes será autorizada a partir das 15h30, sem a prova.

Já aqueles que quiserem levar consigo o caderno de questões poderão deixar o local de prova a partir das 18h, 30 minutos antes do final da aplicação regular.

 



Fonte: Agência Brasil

Brasil joga bem e derrota Senegal por 2 a 0 no amistoso em Londres

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A seleção brasileira deu mais uma mostra de que está evoluindo na sua preparação para a Copa do Mundo de 2026 ao jogar bem e derrotar o Senegal pelo placar de 2 a 0 em partida amistosa disputada na tarde deste sábado (15) no Emirates Stadium, em Londres.

Diante de um adversário que tem bons valores individuais, em especial o zagueiro Koulibaly, do Al-Hilal (Arábia Saudita), e o atacante Sadio Mané, do Al-Nassr (Arábia Saudita), o técnico italiano Carlo Ancelotti optou por posicionar a equipe brasileira de forma adiantada, para fazer pressão na defesa adversária, e optou nas constantes associações do quarteto ofensivo formado por Estêvão, Vinicius Júnior, Rodrygo e Matheus Cunha.

 

Esta proposta de jogo se mostrou acertada desde os primeiros movimentos, com a seleção brasileira não demorando a levar perigo ao gol defendido pelo goleiro Édouard Mendy. Logo aos três minutos Estêvão finalizou mal após boa jogada de Vinicius Júnior, e a bola sobrou para Matheus Cunha, que bateu colocado para a bola explodir no pé da trave. O camisa 21 do Brasil queria jogo e voltou a colocar uma bola na trave. Desta vez de cabeça, aos 16 minutos, após o meio-campista Bruno Guimarães levantar na área.

Mas aos 27 minutos não teve jeito. Bruno Guimarães tentou uma tabela, a defesa senegalesa cortou parcialmente e a bola sobrou na entrada da área, onde Estêvão apareceu em velocidade para bater forte de esquerda para abrir o marcador. Este foi o quarto gol do atacante do Chelsea (Inglaterra) pela seleção principal do Brasil.

O time verde-amarelo continuou dominando as ações e não demorou a ampliar. Aos 35 minutos o juiz assinalou falta na entrada da área do Senegal. Rodrygo levantou a bola no capricho, e Casemiro dominou na pequena área para bater colocado e superar o goleiro Édouard Mendy.

Após o intervalo a equipe brasileira passou a dar sinais de que cansou um pouco em razão do esforço para marcar o adversário sob pressão. Assim, o Senegal chegou com perigo ao gol defendido por Ederson. Carlo Ancelotti fez mudanças para oxigenar seu time, que não correu grandes perigos para manter a vantagem até o apito final.

Na próxima terça-feira (18) a equipe de Carlo Ancelotti terá mais uma oportunidade de realizar testes para a Copa do Mundo de 2026, quando enfrentará a Tunísia, a partir das 16h30, no Decathlon Stadium, em Lille (França).



Fonte: Agência Brasil

Relações entre Brasil e Moçambique fazem 50 anos e Lula viaja ao país

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Brasil e Moçambique completam 50 anos de relações diplomáticas neste sábado (15) e o presidente Luiz Inácio do Lula da Silva está com viagem marcada ao país africano. No próximo dia 24, Lula realiza sua quarta visita a Moçambique, na sequência da cúpula do G20 que ocorre nos dias 22 e 23, em Joanesburgo, na África do Sul.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores lembrou que além das relações bilaterais estabelecidas em 15 de novembro de 1975, Brasil e Moçambique também são parceiros no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“As relações bilaterais foram construídas sobre a base da identidade cultural compartilhada, de afinidades históricas, de fortes laços humanos e do idioma comum. Brasil e Moçambique desenvolveram, nesse período, significativa cooperação em áreas como saúde, agricultura e educação”, diz.

Segundo o governo brasileiro também há “ampla convergência” na atuação dos dois países em foros internacionais, como exemplo o “expressivo apoio” moçambicano às iniciativas apresentadas pelo Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que está ocorrendo em Belém, no Pará.

O Brasil também já apoiou Moçambique com forças de segurança e reconstrução em momentos cruciais, como após o ciclone que devastou o país há seis anos (foto).

No último dia 7, Lula e o presidente de Moçambique, Daniel Chapo, tiveram encontro bilateral à margem da Cúpula de Líderes da COP30. Eles trataram sobre temas que deverão ser aprofundados durante a visita que Lula realizará a Maputo, capital do país.

“Os presidentes comprometeram-se a aprofundar a cooperação em áreas como agricultura, empreendedorismo, saúde, educação e combate ao crime organizado. Também deverão redobrar esforços para ampliar o comércio e os investimentos entre os dois países”, diz nota da Presidência da República, divulgada na ocasião.

Moçambique é o maior beneficiário da cooperação brasileira com recursos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) na África, cobrindo áreas diversificadas – saúde, agricultura, educação, formação profissional, entre outros – e envolvendo projetos estruturantes.

O intercâmbio comercial entre Brasil e Moçambique foi de US$ 40,5 milhões em 2024, com exportações brasileiras totalizadas em US$ 37,8 milhões, e importações de US$ 2,7 milhões.

Os produtos exportados são constituídos, sobretudo, por carnes de aves fresas, congeladas ou resfriadas (41%), produtos de perfumaria ou toucados (4,7%) e móveis e suas partes (5%). Já as importações são compostas por tabaco descaulificado ou desnervado (95%).

Fonte: Agência Brasil

Sobretaxa de 40% continua a ser entrave com EUA, apontam entidades

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Apesar de indicar a disposição para negociações por parte dos Estados Unidos, a retirada da tarifa de 10% para 238 produtos traz apenas pequeno alívio para a maioria dos setores. Segundo a maior parte das entidades dos setores afetados pelo tarifaço, o principal entrave permanece: a sobretaxa adicional de 40% imposta no fim de julho pelo governo Donald Trump.

A medida beneficia diretamente 80 itens que o Brasil vende aos Estados Unidos, mas a sobretaxa de 40% continua a afetar a maior parte dos produtos brasileiros. Na avaliação das entidades, o Brasil precisará intensificar o diálogo diplomático para buscar a eliminação completa das tarifas extras e restaurar condições de competitividade no mercado norte-americano.

Apenas quatro produtos passam a ter isenção completa de tarifas para os Estados Unidos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 continuam sujeitos à tarifa de 40%, entre os quais cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.

Indústria

As entidades industriais brasileiras avaliaram a medida como um gesto positivo, mas insuficiente. Segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os 80 itens beneficiados pela suspensão da tarifa de 10% representaram US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos EUA.

A CNI afirma que a manutenção da sobretaxa de 40% mantém o Brasil em desvantagem frente a concorrentes que não enfrentam as mesmas barreiras. A entidade reforça a urgência no avanço das negociações.

“É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores”, declarou em nota o presidente da entidade, Ricardo Alban.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também considera o corte um avanço limitado.

“É um passo importante, mas ainda insuficiente”, afirmou em comunicado o presidente Flávio Roscoe. A federação reforça que produtos importantes da pauta de exportação do estado, como carnes e café, continuam afetados.

Carne

Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) teve a reação mais favorável, destacando o retorno de previsibilidade ao comércio bilateral. Em nota, a associação afirmou que a redução “reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países.”

“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou a entidade.

“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”, completou o comunicado da Abiec.

Segundo a entidade, a tarifação sobre carne bovina brasileira caiu de 76,4% para 66,4%, com a retirada da tarifa global de 10%. Antes do governo de Donald Trump, os Estados Unidos taxavam o produto em 26,4%.

Café

O setor cafeeiro mantém cautela e aguarda esclarecimentos sobre o alcance da redução. Em nota emitida na noite de sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera necessária uma análise técnica adicional. Produtor de metade do café tipo arábicas do planeta, o Brasil fornece cerca de um terço dos grãos aos Estados Unidos.

No caso brasileiro, a concorrência com outros grandes exportadores de café representa o principal obstáculo. A tarifa estadunidense para os grãos brasileiros caiu de 50% para 40%, mas as tarifas foram zeradas para o produto colombiano e praticamente zeradas para o café vietnamita.

“O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, disse no início da tarde o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

 

Fonte: Agência Brasil

Funcionáría da Caixa é suspeita de fraudes em contas de clientes

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A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (14) uma operação com o objetivo de apurar a prática de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal (CEF), em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, envolvendo uma servidora da instituição que alterava cadastro de clientes, com prejuízo de R$ 500 mil a correntistas da agência.

Na ação, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Parque Tamandaré e Centro, bairros localizados no município de Campos dos Goytacazes. Além das determinações judiciais expedidas pela 2ª Vara Federal de Niterói, região metropolitana do Rio, foram impostas à suspeita medidas cautelares diversas da prisão.

De acordo com as investigações, as fraudes eram praticadas por uma servidora da Caixa que atuava de forma individual em um esquema que envolvia a alteração irregular de dados cadastrais de clientes da instituição financeira, a reemissão indevida de cartões bancários e a realização de saques presenciais em terminais de autoatendimento, além de contratações suspeitas de cartões de crédito.

A apuração teve início após relatórios internos da Caixa identificarem movimentações atípicas, como manipulação sistemática de informações em contas de clientes, diversos cartões reemitidos para um mesmo endereço e saques efetuados em diferentes agências da cidade. Até o momento, foram identificados 52 clientes com cadastros alterados de forma irregular e um prejuízo estimado em cerca de R$ 500 mil.

Durante a ação, foram apreendidos dois aparelhos celulares, dois notebooks e sete cartões bancários em nome de terceiros, além de diversos documentos.

A investigada poderá responder pela prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação, peculato e furto qualificado.

Em nota, a Caixa informou que abriu procedimento administrativo para apuração dos fatos. O banco não divulga informações sobre eventuais denúncias e procedimentos correcionais de empregado, considerando o sigilo dos dados pessoais dos envolvidos.

“O banco atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que  auxiliam no combate a fraudes e golpes, monitorando initerruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos”.

 

Matéria atualizada às 13h51 para acréscimo de informações.


Fonte: Agência Brasil

Comunidades denunciam demora na titulação de terras quilombolas no Rio

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Comunidades quilombolas do estado do Rio de Janeiro se reuniram neste sábado (15), no Rio, em encontro para debater a Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. De acordo com a Associação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj), das 54 comunidades quilombolas instaladas no estado do Rio, apenas três têm titulação.

A presidenta da Acquilerj, Bia Nunes denunciou a lentidão e as contradições nos processos de titulação dos territórios quilombolas. Das 54 comunidades reconhecidas no estado do Rio de Janeiro, apenas três possuem títulos de posse: Marambaia (Mangaratiba), Preto Forro (Cabo Frio) e Campinho (Paraty), sendo que dois deles apresentam equívocos jurídicos que precisam ser revistos. 

“Há uma chantagem emocional e psicológica quando nos pedem para abrir mão de grandes áreas para que a titulação avance. É uma situação injusta e desumana”, destacou Bia.

A primeira mesa, intitulada “Vozes Quilombolas”, reuniu representantes de 16 territórios para apresentar suas pautas, demandas e estratégias de resistência. A proposta, segundo Bia Nunes, foi criar um espaço de fala onde as comunidades não fossem apenas tema, mas sujeito das discussões.

“A Cúpula do Rio tem esse diferencial: somos nós discutindo e falando de nós. Nossas vozes, nossas dores, nossas soluções. Essa é a força da nossa existência”, afirmou.


Rio de Janeiro (RJ), 15/11/2025 - Lideranças quilombolas falam durante a Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima, na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/11/2025 - Lideranças quilombolas falam durante a Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima, na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Lideranças quilombolas falam durante a Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima, na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

Dificuldades 

Alessandra Rangel Oliveira, ligada às questões do meio ambiente e do clima da Acquilerj, e integrante do quilombo Maria Joaquina, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, disse que o município tem sete comunidades quilombolas e apenas uma delas tem titulação de terra, a “Preto Fogo”. As outras são certificadas pela Fundação Palmares, mas isso não dá garantia de terra, apenas reconhece como remanescentes de comunidades quilombolas.

Alessandra explicou que Cabo Frio é uma região que tem um potencial turístico lindo, onde todo mundo quer morar e todo mundo quer visitar.

“O problema é a questão da especulação imobiliária muito grande. Então nós temos conflitos territoriais com grileiros, fazendeiros, com loteamentos e os donos dos terrenos têm de ser ressarcidos pelo Estado”.

Ela explicou ainda que quando as terras do quilombo são sobrepostas as dos fazendeiros “a gente começa a receber ameaças de morte, perseguição e algumas lideranças quilombolas sofrem ameaças quando denunciam qualquer tipo de impacto ambiental na região”.

Alessandra contou também que o Estado sempre diz que não há recursos para financiar o reembolso dessas famílias por esses territórios, que são grandes fazendas na região. Recentemente, quando o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) esteve na região em três comunidades para negociar a primeira fase da titulação das terras, “houve uma resistência das lideranças comunitárias por causa do medo dos monopólios dos grileiros, fazendeiros e as lideranças comunitárias chegaram a conclusão de se mexer com isso, acabam correndo risco de vida”, acrescentou Alessandra.

A líder comunitária disse que a COP 30, que acontece em Belém, não tem grande efeito para as comunidades quilombolas

“Nós estivemos lá com a Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conac) junto com a Coligação Internacional dos Povos Afrodescentes para a Ação Climática (Citafro), mas a nossa participação foi limitada porque o governo nos disponibilizou quatro credenciais apenas e a gente se sentiu excluída, porque não tivemos espaço nas tomadas de decisão”, explicou.

A  representante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e gestora do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar Pacheco, disse no encontro, que a comunidade quilombola Pedra Bonita, que funciona dentro do parque, foi certificada há três anos e isso mudou o olhar “no sentido de reconhecer que essa comunidade tem direito ao território, direitos aos seus modos de vida e a gente está estabelecendo um termo de compromisso, até a titulação da terra, com direitos e deveres entre as partes”. Viviane disse que está sendo terminado o cadastramento, “mas que a comunidade é pequena com 20 a 25 famílias”.

Fonte: Agência Brasil