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Segurança Pública mobiliza Congresso e mostra preocupação da sociedade

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A Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, no dia 28 de outubro, trouxe a segurança pública ao centro do debate político. Nos dias que se seguiram, o governo federal encaminhou um Projeto de Lei para agravar penas para lideranças e integrantes de organizações criminosas.

O texto chegou ao Congresso e tem sido fartamente discutido entre governo, sua base no parlamento e a oposição. O relator do projeto na Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou nesta terça-feira (18) a quinta versão do texto.

Além desse projeto, está desde abril naquela casa legislativa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18, também iniciativa do Poder Executivo, que trata das competências da União, estados e municípios relativas à segurança pública – por isso chamada de PEC da Segurança Pública.

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As duas pautas têm o poder de mobilizar a sociedade e devem levar a segurança pública aos holofotes eleitorais no ano que vem. O cientista social Mauro Paulino, expert em opinião pública e eleições, assinala que, nos últimos anos, as pesquisas de opinião têm mostrado que o tema da segurança pública supera as preocupações tradicionais, como economia e saúde.


Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

“Essas questões chegaram muito mais próximas da população. Especialmente para os mais pobres, ficaram muito mais perceptíveis. Tornaram-se algo mais presente na vida das pessoas”, descreve Paulino se referindo à visibilidade crescente das facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além das milícias.

“A população brasileira está estressada com sentimento de insegurança”, avalia o estatístico Marcelo Souza, diretor do Instituto MDA de Pesquisa. Segundo ele, o apoio verificado em diferentes pesquisas de opinião à Operação Contenção no Rio de Janeiro demonstra que há tendência de se aceitar “um modelo mais punitivista de enfrentamento às facções.”

Operação midiática

Souza explica que operações como “são mais midiáticas” e na percepção de boa parte da sociedade há um entendimento de que “estão combatendo ali o bandido.”

“Por ter sido algo tão contundente, algo tão avassalador, com imagens fortes dos corpos estendidos, criou um ambiente de apoio”, acrescenta Mauro Paulino.

Ele destacou que a repercussão contrasta com a desaprovação que houve após o massacre do Carandiru (1992), quando 111 pessoas presas foram mortas pela Polícia Militar de São Paulo em uma intervenção no presídio para por fim a uma rebelião.

“A gente tem percebido que há na sociedade brasileira também um aumento constante do apoio a esse tipo de ação. E isso se dá especialmente pelo medo, por conta da percepção da violência cada vez mais próxima, da ameaça inerente ao sair à rua”, relata Paulino.

Nesse contexto, “essas soluções aparentemente mais fáceis”, com o apoio em redes sociais e mais o suporte da mídia tradicional, “fez com que houvesse dessa vez aprovação da atuação policial”, avalia o cientista social.

Problema não resolvido

Para a cientista política Walkiria Zambrzycki, pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), operações como a Contenção ocorrem sem que o problema da criminalidade seja resolvido.

“Nós prendemos mal, prendemos muito e a sociedade ainda entende que encarceramento ou que matar bandido são as alternativas”, salienta a pesquisadora.

Para ela, é importante a sociedade refletir sobre que tipo de respostas ela quer dos governos na área de segurança pública.

O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mais de 670 mil pessoas – em sua maioria, homens (94,5%), negros (70%) e que não completaram o ensino fundamental (54,8%).


São Paulo (SP), 31/10/2025 - Pessoas na Avenida Paulista durante manifestação contra a operação policial Contenção no Rio de Janeiro. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 31/10/2025 - Pessoas na Avenida Paulista durante manifestação contra a operação policial Contenção no Rio de Janeiro. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Para Walkiria Zambrzycki, “a forma de atuação policial nas comunidades, nas favelas é uma forma diferente de outros bairros. Tem uma questão racial, tem uma questão social, e tem uma questão econômica.”

“De alguma forma a gente autoriza que os policiais arrisquem a vida em operações e que parte da sociedade sofra o efeito colateral dessas operações policiais. A gente precisa refletir até que ponto alguém se sente mais seguro com esse tipo de atuação”, pondera a especialista.

Apoio polarizado

O jornalista Orjan Olsen, consultor em análise de dados, explica que o apoio à operação Contenção muda conforme as categorias sociodemográficas. Ou seja, depende do bairro, idade ou escolaridade. E a distinção é mais clara quando se compara o posicionamento de homens e mulheres, e, ainda mais, quando se confronta o posicionamento político.

“O pessoal da direita justifica [a operação] e o pessoal mais progressista manifesta indignação [quanto as mortes que resultaram]. Nós temos choque de dois discursos. Essa polarização foge das meras perguntas eleitorais e atinge uma série de políticas públicas e ações de governo”, aponta o consultor.

Desinformação

Os choques de discursos e disputas de narrativas se dão em meio a um contexto de desinformação, alerta o comunicólogo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

“O que existe é a população com medo da violência. A violência muitas vezes relacionada ao tráfico de drogas. E a população não enxergando soluções com o Estado cumprindo a lei, soluções capazes de resolver o problema da violência. Do outro lado, há uma grande desinformação sobre como essa ação aconteceu.”

Conforme o comunicólogo, a mensagem que chega à maioria das pessoas é que ‘existia um monte de bandido numa favela, e a polícia foi lá e matou os bandidos’ e a maioria da população é a favor. “A discussão do devido processo legal não chega na maior parte da população e nem a informação que era possível que muitos fossem inocentes.”

Meirelles avalia que a população é favorável que o problema da violência seja resolvido, mas isso não quer dizer que haja acolhimento total ao que a polícia fez nos complexos da Penha e do Alemão.

“Se nas pesquisas de opinião perguntassem ‘você a favor de que a polícia mate ou prenda alguém sem o devido processo legal? Sem que essas pessoas possam ser julgadas e condenadas?’ ou ‘você acha correto ou incorreto que a polícia mate pessoas moradoras de favelas sem que elas tenham sido condenadas antes?’, as respostas seriam diferentes.”

Fonte: Agência Brasil

Justiça suspende novos licenciamentos no antigo Comperj

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A Justiça Federal do Rio decidiu, em caráter liminar, pela suspensão da concessão de novos licenciamentos ambientais para a área do antigo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, atualmente denominado Complexo de Energias Boaventura. A medida liminar foi obtida pelo Ministério Púbico Federal do Rio (MPF-RJ).

A decisão determina que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) implementem medidas para reduzir os impactos das obras em unidades de conservação federais. A área onde fica o complexo tem manguezais e estuários com rica biodiversidade.

 A suspensão vale para novos empreendimentos, unidades, polos, linhas de transmissão e demais estruturas do complexo. 

 Em caso de descumprimento da medida, será aplicada multa de R$ 1 milhão.

Irregularidades

O MPF ajuizou a ação após constatar que o Inea teria desconsiderado ou modificado condicionantes ambientais previstas pelas instituições federais, o que impacta na preservação da Área de Proteção Ambiental (APA Guapimirim) e da Estação Ecológica Guanabara e suas zonas de amortecimento.

Ainda na ação, o MPF cita que o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) confirmou que duas condicionantes não haviam sido completamente cumpridas e que o Inea havia alterado uma delas, sem manifestação prévia do ICMBio. Segundo o órgão federal, dos 4.322 hectares que deveriam ter sido restaurados, apenas cerca de 80 hectares (1,85% do total previsto) foram restaurados.


Fonte: Agência Brasil

Brasil desperdiça pênalti e não passa de empate com Tunísia

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A seleção brasileira jogou mal e empatou com a Tunísia por 1 a 1, no final da tarde desta terça-feira (18) na Decathlon Arena, em Lille (França), em seu último compromisso no ano de 2025. O resultado ficou marcado pelo pênalti desperdiçado pelo meio-campista Lucas Paquetá, aos 32 minutos do segundo tempo.

Desta forma o técnico Carlo Ancelotti somou o seu segundo empate no comando do Brasil. Em oito partidas, o italiano tem também quatro vitórias e duas derrotas no comando da equipe verde-amarela.

Após a boa atuação diante de Senegal, havia a expectativa de que o time brasileiro voltasse a apresentar um bom futebol. Além disso, Ancelotti optou por fazer poucas mudanças no time titular, o que criou a impressão de que a equipe manteria o alto nível de atuação.

Porém, o que se viu foi a baixa produtividade do quarteto ofensivo formado por Matheus Cunha, Estêvão, Rodrygo e Vinicius Júnior, que encontraram muitas dificuldades para achar espaços numa defesa tunisiana muito fechada.

Na defesa, a opção por laterais mais ofensivos (Wesley e Caio Henrique) acabou oferecendo espaços para o contra-ataque da Tunísia. E foi justamente desta forma que a seleção africana abriu o placar aos 22 minutos do primeiro tempo. Wesley errou domínio de bola e Abdi aproveitou para avançar pela esquerda e levantar a bola na área, onde Mastouri, com muita liberdade, teve tempo para dominar e bater para superar o goleiro Bento.

A desvantagem deu um novo ímpeto ofensivo ao Brasil, que continuava com dificuldades de encontrar oportunidades de finalizar. Até que, aos 39 minutos, Estêvão cruzou na área, onde a bola bateu no braço de Bronn. Com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), o juiz confirmou a penalidade máxima e Estêvão cobrou com muita qualidade para igualar o marcador.

Após o intervalo, Ancelotti realizou algumas mudanças em sua equipe, entre elas a entrada em campo de Lucas Paquetá. E o jogador do West Ham (Inglaterra) teve participação direta no resultado final da partida. Isto porque, aos 32 minutos da etapa final, desperdiçou uma cobrança de pênalti que poderia garantir a vitória do Brasil.

Agora, a seleção brasileira volta a entrar em ação apenas na Data Fifa de março, quando enfrentará duas equipes europeias, provavelmente a França e a Croácia.



Fonte: Agência Brasil

Anulação de 3 questões do Enem ocorre por “precaução”, diz ministro

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O ministro da Educação, Camilo Santana, disse, em entrevista à TV Educativa do Ceará, nesta terça (18), que a anulação de três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorreu por precaução e para manter a lisura no concurso. O possível vazamento das perguntas vai ser investigado pela Polícia Federal. 

Segundo o ministro, o Enem dispõe de um banco de perguntas e os itens são utilizados em um pré-teste com diferentes grupos de estudantes. “Segundo as informações que eu tenho, uma pessoa que participou desse pré-teste, divulgou e fez essa fala em uma live”. 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais cedo, informou que teve relatos de uma possível antecipação de questões similares às do Enem. 

Camilo Santana expressou, ainda na entrevista à TVE do Ceará, que o Enem foi um sucesso e que candidatos e familiares devem ficar tranquilos com o exame.

“O que ocorreu foi que houve ruídos em rede social. E eu determinei ao Inep, de imediato, quando tomei o conhecimento, que apurasse e tomasse as medidas cabíveis”, disse o ministro.

Santana ressaltou que a anulação leva em conta garantir que nenhum candidato fosse prejudicado. “O Inep anulou, mas continuam valendo todos os outros 87 itens e também a redação”.

As investigações de possíveis fraudes no Enem são de competência da Polícia Federal, porque as provas são serviço federal, de interesse público. O Enem é coordenado pelo Inep, autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Pré-teste

Para a elaboração e correção do Enem, o Inep adota um modelo estatístico chamado de Teoria da Resposta ao Item (TRI).  A metodologia  usa um conjunto de modelos matemáticos e considera a particularidade de cada questão.  Por isso, conforme salienta o MEC, os itens são pré-testados com grupos de estudantes antes de fazerem parte da prova. Isso seria necessário para “calibrar” o nível de dificuldade de cada questão que compõem o exame.

Por isso, quem participa de pré-testes tem contato com questões de múltipla escolha que podem vir a compor as provas do Enem em alguma de suas edições.  Todos os itens aprovados nos pré-testes passam a compor o Banco Nacional de Itens, que reúne as questões a serem utilizadas para elaborar as edições do exame. 

O Inep informa que promove diversas estratégias para calibrar as questões que compõem o Banco Nacional de Itens e podem ser usadas na elaboração das provas do Enem. 

Fonte: Agência Brasil

Brasil fecha torneio internacional de para tênis de mesa com 17 pódios

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Após conquistar oito medalhas nas disputas de simples (individual), a delegação brasileira de tênis de mesa paralímpico voltou ao brilhar no ITTF World Para Challenger Giza (Egito). Nesta terça-feira (18), último dia de competições, os brasileiros subiram ao pódio outras nove vezes no torneio de duplas. Foram três medalhas de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

A mesatenista goiana Lethícia Lacerda, que já faturara ouro no torneio de simples, voltou a garantir o topo do pódio hoje ao lado do catarinense Gabriel Antunes. Na final da classe XD17 mista (para atletas andantes), os brasileiros derrotaram os japoneses Yuri Tomono e Koyo Iwabhuchi por 3 sets a 1 (11/7, 11/7, 4/11 e 11/4). Letícia também assegurou prata na classe WD10 feminina (cadeirantes) ao lado da paulista Aline Ferreira. Elas ficaram em segundo lugar no grupo, com três vitórias e apenas uma derrota.

A segunda medalha dourada desta terça (18) para a dupla do paulista Fábio Silva com a goiana Thaís Fraga na classe XD7-10 (cadeirantes) que superaram na final os indianos Bhavina Patel e Shubham Wadhwa por 3 sets a 0 (11/5, 11/9 e 11/9). Depois Thais Fraga arrematou outro ouro nas duplas da classe WD10 feminina (cadeirantes), em parceria com a sul-coreana Oejeong Kang. Elas tiveram 100% de aproveitamento, com quatro vitórias nas quatro partidas do grupo.

Também subiram ao pódio com medalha de bronze as duplas de Iranildo Espíndola e Nicole Santos (classe XD4); Carlos Eduardo Moraes e Fábio Silva (MD8); Lucas Arabian e Welder Knaf (MD8); Jean Mashki e Gabirel Antunes (MD18); e Guilherme Costa e Iranildo Espíndola (MD4).

A delegação brasileira contou com 14 mesatenistas no Para Challenger Giza, que começou no último domingo (15) com as disputas individuais. 

Fonte: Agência Brasil

Cesta de Natal deverá ter alta de 4,5%, abaixo da inflação de 2024

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O preço da cesta de Natal em 2025 deverá ter elevação de 4,53%, segundo prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (18) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Em 2024, a alta foi de 9,16%.

A cesta é composta por peru, lombo de porco, atum sólido, macarrão espaguete, caixa de bombom, panetone com frutas cristalizadas, vinho tinto, champagne, sucos néctar de laranja e morango, molho de tomate, azeitona verde com caroço, palmito, queijo ralado e azeite de oliva extra-virgem.

Todos os itens da lista sofreram altas, com exceção do azeite de oliva, que teve o preço reduzido em 23,06%. Já as maiores elevações ocorreram nos preços do quilo de peru (+13,62%), azeitona (+12,53%), e caixa de bombom (+10,81%).

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Outros itens, comuns nas festas de Natal, também foram analisados no estudo – embora não componham a cesta. Ave (tipo chester) registrou um aumento de +13,85%, enquanto a alta do filé mignon foi de +9,70%. O pêssego de feira (-6,85%), além do quilo de sorvete (-6,99%), por outro lado, registraram quedas.

“A mensagem principal que este estudo passa, ano após ano, é que os números reforçam a importância do planejamento antecipado para economizar nas festas de fim de ano”, destacou o coordenador do IPC-FIPE, Guilherme Moreira.

Fonte: Agência Brasil

Lula defende o estado do Pará após declaração de chanceler alemão

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta terça-feira (18) uma declaração dada pelo primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, no último dia 13 de novembro, que fazia uma comparação depreciativa de Belém (PA), com Berlim, capital da Alemanha.

“Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém”, afirmou o presidente brasileiro durante a cerimônia de inauguração da Ponte que liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA).

A afirmação ocorreu depois que o chanceler alemão Merz, declarou publicamente que ninguém de sua equipe quis permanecer em Belém para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), porque Berlim é uma cidade muito bonita.

O presidente Lula lembrou em discurso que quando decidiu fazer a COP no Pará muitos reclamaram e disseram que deveria ser no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Reclamaram de muitas coisas como o preço do refrigerante, mas nunca reclamaram do preço de uma água em um aeroporto internacional.

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Ao citar a declaração de Friedrich Merz, o presidente brasileiro reforçou que faltou conhecimento por parte dos visitantes.

“Ele, na verdade, devia ter ido em um boteco no Pará. Ele, na verdade, deveria ter dançado no Pará. Ele deveria ter provado a culinária do Pará. Porque ele ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará, a cidade de Belém”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Governo sanciona proibição do uso de linguagem neutra em órgão público

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O governo federal definiu que a redação de documentos oficiais dirigidos ao cidadão não pode usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa.

Desta forma, está proibido o uso da linguagem neutra, caracterizada pela não designação de gênero masculino ou feminino.

A nova determinação está na Política Nacional de Linguagem Simples, recém-criada pela Lei 15.263/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17), que pretende garantir a comunicação pública mais clara e fácil de entender pela população.

Pela nova legislação, devem ser seguidas a norma padrão e as regras gramaticais consolidadas pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto 6.583/2008).

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Linguagem simples

A Política Nacional de Linguagem Simples criada pelo governo federal estabelece padrões para que todos os órgãos públicos comuniquem informações de forma objetiva, direta e acessível à população.

Além de tornar a comunicação acessível a todos, o objetivo é ajudar o cidadão a entender e usar as informações oficiais; fortalecer o direito à informação e facilitar o controle social e a participação popular.

Com a iniciativa, o governo federal ainda pretende diminuir tempo e custos com atividades de atendimento e reduzir a necessidade de intermediários.

Entenda: todes, amigue, elu e delu

A linguagem neutra usa as letras “x” e “e” e símbolo “@”, em vez das vogais “o” e “a” em palavras como “todes”, “todxs” ou “tod@s”, “amigues”, no lugar de todos e todas, amigos e amigas.

Outros exemplos de linguagem neutra são os pronomes “elu” e “delu”, que substituiriam os pronomes “ele/ela” e “dele/dela”, respectivamente, para se referir a pessoas não-binárias, ou seja, que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher.

A criação da linguagem neutra surgiu na intenção de ser inclusiva e promover igualdade de gênero.

População brasileira

Outro destaque da nova Política Nacional de Linguagem Simples é que a comunicação governamental deve ser centrada nas pessoas, considerando a diversidade populacional do Brasil.

Por isso, quando a comunicação for destinada a comunidades indígenas, deverá ser disponibilizada, sempre que possível, uma versão na língua da comunidade.

De acordo com o Censo 2022 do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 391 etnias e 295 línguas indígenas.

Padrões

A nova lei federal define padrões e detalha técnicas que todos os órgãos e entidades públicas deverão seguir na redação de documentos oficiais.

Entre as principais diretrizes estão:

  • Priorizar frases curtas, em ordem direta e com voz ativa
  • Desenvolver uma ideia por parágrafo
  • Usar palavras comuns, evitando jargões e explicando termos técnicos quando necessários
  • Evitar estrangeirismos que não estejam incorporados ao uso cotidiano
  • Colocar as informações mais importantes logo no início
  • Não utilizar formas de flexão de gênero ou número que estejam fora das regras da língua portuguesa
  • Usar listas, tabelas e outros recursos gráficos sempre que ajudarem na compreensão
  • Testar a compreensão do texto com o público-alvo
  • Garantir linguagem acessível às pessoas com deficiência (PCD), conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência

Entendimentos anteriores

A Academia Brasileira de Letras (ABL) já se posicionou contra a linguagem neutra e declarou que “os documentos oficiais devem seguir as normas oficiais vigentes”. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) também derrubou leis municipais e estaduais a respeito do uso e ensino da linguagem neutra em institutos de ensino, em diversos julgamentos. 

O colegiado do STF definiu que é da União a competência para editar normas que garantam uma base curricular única e nacional para a educação infantil e os ensinos fundamental e médio, como estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – lei 9.394/1996).

Extensão da lei

A lei sancionada tem validade para os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e para todas as esferas de governo (União, estados, Distrito Federal e municípios).

Mas, caberá aos Poderes de cada ente federativo definir normas complementares para o devido cumprimento da lei federal.

A nova legislação também foi assinada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck; pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski; e pelo advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias.

Fonte: Agência Brasil

Por unanimidade, STF condena mais nove réus pela trama golpista

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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (18) nove réus do Núcleo 3 da trama golpista ocorrida durante o governo Jair Bolsonaro. O colegiado também decidiu absolver o general de Exército Estevam Theophilo por falta de provas.

A turma formou placar de 4 votos a 0 para condenar oito militares do Exército e um policial federal. Os militares são conhecidos como kids pretos e integraram o grupamento de forças especiais do Exército. 

Eles foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar ações táticas para efetivar o plano golpista e tentar sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os acusados foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Os réus Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior tiveram as condutas desclassificadas para os crimes de incitação ao crime e associação criminosa. Com a alteração, eles terão as penas abrandadas.

A sessão continua para a leitura das penas dos condenados, a chamada dosimetria.

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Votos

Pela manhã, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferiu o voto que baseou as condenações dos réus.

Na parte da tarde, o ministro Cristiano Zanin acompanhou o relator e afirmou que os acusados mobilizaram militares da alta patente para cometer crimes contra a democracia e criar um ambiente político propício à tentativa de golpe.

“Parte dos réus efetivou poder de liderança, com foco em ações de campo, destinadas a monitorar e neutralizar autoridades públicas, enquanto outra parte executou ações táticas para convencer e insuflar o alto comando do Exército a consignar um golpe de Estado”, afirmou.

A ministra Cármen Lúcia acrescentou que a tentativa de Golpe se caracterizou pela tentativa de instigar as Forças Armadas a aderirem ao golpe. A ministra citou mensagens de WhatsApp apreendidas durante as investigações.

“A influência vem de quem tem influência, e não de que tem cargo. Se trata de cogitar que pessoas atuaram contra essas instituições [Forças Armadas]”, disse.

Último a votar, Flávio Dino destacou que o STF realiza o primeiro julgamento envolvendo uma tentativa de golpe de Estado no país.

“Em um novembro como este, em 1823, houve o primeiro golpe de Estado no Brasil, com o fechamento da Constituinte daquele ano. Depois houve uma longa sequência, e temos uma singularidade nesse caso. É o primeiro julgamento judicial que se processa no Brasil em relação a golpes e contragolpes”, afirmou.

Dino também afirmou que não pode ser razoável entender que as mensagens em que os militares combinaram monitorar e sequestrar o ministro Alexandre de Moraes sejam apenas de descontentamento.

“O Brasil chegou à beira do precipício de atos muito violentos. Atos que levariam ao inédito assassinato de um ministro do STF, ao assassinato de um presidente da República, do vice-presidente. Isso não são fatos corriqueiros que possam ser vistos como meras conversas de confraternização ou meros planejamentos aleatórios”, completou.

Com a mudança de Luiz Fux para a Segunda Turma, somente os quatro ministros participaram do julgamento.

Fonte: Agência Brasil

Brasil despacha França nos pênaltis e vai às quartas do Mundial Sub-17

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O Brasil avançou às quartas de final do Mundial de futebol masculino Sub-17 ao derrotar a França nos pênaltis por 4 a 3, após arrancar o empate em 1 a 1 aos 44 minutos do segundo tempo regulamentar, no Estádio Ibrahim Khalfan em Doha (Catar). Pela segunda vez consecutiva, o goleiro João Pedro (Santos) foi decisivo para a classificação ao defender duas cobranças – na partida anterior contra o Paraguai ele já salvara três penalidades. 

A seleção comandada pelo técnico Dudu Patetuci volta campo na próxima sexta (21) contra Marrocos, que eliminou Mali por 3 a 2. O horário da partida ainda será definido pelos organizadores. O Brasil busca o pentacampeonato mundial, após os títulos de 1997, 1999, 2003 e 2019.

O jogo começou equilibrado, com a seleção pressionando na saída de bola da França. A primeira finalização da Amarelinha foi aos 10 minutos: Ruan Pablo chutou de fora da área, mas a defesa desviou. Aos 22 minutos, o camisa 7 teve outra oportunidade em cobrança de falta na área pelo lado direito. A bola quicou e só não entrou porque o goleiro Jourdren espalmou no reflexo.

Os franceses ameaçavam nos contra-ataques, principalmente com Camara. Na segunda investida aos 28 minutos, ele invadiu a área e o goleiro  João Pedro se jogou na bola e o árbitro anotou pênalti. A decisão foi mantida após revisão do VAR. Bartola cobrou e João Pedro evitou o gol, mas Himbert aproveitou o rebote e abriu o placar para os franceses. O Brasil quase arrancou o empate nos acréscimos, após jogada individual de Ruan Pablo: ele se livrou da marcação dentro da área chutou forte, mas a bola desviou na zaga e foi para fora.

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Após o intervalo, logo aos cinco minutos, a seleção quase iguala o placar, após cobrança de falta de Ruan Pablo. . Ao espalmar a bola, o goleiro Jourdren deu rebote e Luís Eduardo quase marcou de carrinho. Cinco minutos depois, Moungueque disparou com a bola e ficou cara a cara com Joao Pedro, que foi na bola e salvou o gol do Brasil. A seleção seguiu pressionado pelo empate. Aos 35 minutos Diarrassouba derrubou Pietro na área e o árbitro anotou pênalti. Na cobrança, Ruan Pablo desperdiçou ao acertar a trave.  Na luta contra o tempo, a seleção manteve o foco, e coube a Pietro acertar um golaço, empatando aos 44 minutos.

Cobrança de pênaltis

O francês Camara foi o primeiro a cobrar e João Pedro defendeu. Na sequência, Dell marcou para o Brasil, assim como Luís Pacheco e Gabriel Mec. Do lado francês, Mounguegque, Nassoko e Ameline também aproveitaram e converteram as penalidades. Na quarta cobrança, Pietro bateu mal e Joudren defendeu. O placar estava em 3 a 3, quando Leccese cobrou do lado esquerdo e Joâo Pedro  de outra bela defesa. Na sequência, o camisa 7 Pablo Juan chutou no fundo da rede e selou a classificação da Amarelinha às quartas de final.



Fonte: Agência Brasil