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Hezbollah no Líbano volta à guerra e conflito escala no Oriente Médio

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O grupo político-militar Hezbollah, do Líbano, voltou a lançar ataques com mísseis e drones contra Israel, nesta segunda-feira (2). Em resposta, Israel lançou novos ataques em diversas partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute, a capital do país.  

Este foi o primeiro ataque do grupo xiita desde o cessar-fogo costurado em novembro de 2024. Apesar do acordo, Israel tem feito ataques e incursões militares contra o território do Líbano. Tel Aviv alega atingir alvos do Hezbollah para evitar sua recuperação militar.

Em comunicado, o Hezbollah justificou os ataques contra uma das defesas antimísseis de Israel, na cidade de Haifa, como um ato “legítimo” de autodefesa, após 15 meses de violações do cessar-fogo pelo governo israelense.

“O inimigo israelense não pode continuar sua agressão de 15 meses sem uma resposta de advertência para que cesse essa agressão e se retire dos territórios libaneses ocupados”, diz o grupo xiita, aliado do Irã na região.

Ainda segundo o Hezbollah, o ataque foi também uma retaliação “pelo sangue puro do líder supremo dos mulçumanos”, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado durante a agressão dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã. 

O grupo xiita defendeu que as autoridades e os envolvidos “devem pôr fim à agressão israelense-americana contra o Líbano”.

A atual fase do conflito entre o Hezbollah e Israel teve inicio com a guerra na Faixa de Gaza, quando o grupo libanês começou a lançar ataques contra o norte israelense em solidariedade ao povo palestino. 

Após Israel assassinar os principais líderes do grupo libanês, entre eles o secretário-geral Hassan Nasrallah, infligindo pesadas perdas ao Hezbollah, foi costurado o cessar-fogo, que não foi respeitado por Israel. O país seguiu bombardeando e ocupando áreas do território libanês.

Governo do Líbano

O presidente do Líbano, Josefh Aoun, condenou a ação do Hezbollah afirmando que o lançamento de mísseis contra Israel mina os esforços do país para mantê-lo afastado dos conflitos militares do país.

“Embora condenemos os ataques israelenses em território libanês, alertamos que a utilização contínua do Líbano como plataforma para guerras por procuração que nada têm a ver conosco exporá mais uma vez o nosso país a perigos”, afirmou em comunicado. 

Israel

Também por meio de comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o ataque do Hezbollah atingiu áreas civis, que “eles pagarão um preço alto” pela ação e que “os ataques continuam – e sua intensidade aumentará”.  

“Lançamos uma primeira onda ampla de ataques em Beirute e no sul do Líbano, visando importantes operativos, quartéis-generais e infraestrutura terrorista. Também estamos agindo para evacuar civis no sul do Líbano antes de novos ataques”, afirmou a FDI.

História

Apesar da atual fase da guerra entre Israel e o Hezbollah ser um desdobramento dos ataques à Gaza, o conflito entre a resistência libanesa e o Estado de Israel não começou com o 7 de outubro, mas sim em 1978. Nesse ano, os militares de Tel Aviv invadiram o Líbano ao perseguir a resistência palestina, que se refugiava no país vizinho.  

Em 1982, Israel invade novamente o Líbano e ocupa parte de Beirute, a capital do país, obrigando os militantes da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) a fugir da região. Israel então cria uma área tampão e permanece ocupando o sul do Líbano até o ano 2000.  

O grupo Hezbollah surge como uma guerrilha – apoiada pelo Irã – que luta contra a ocupação militar de Israel no Líbano. Em 25 de maio de 2000, a resistência libanesa consegue expulsar Israel do país árabe. 

Houve ainda mais três campanhas militares de Israel contra o Líbano, em 2006, 2009 e 2011. A maior foi em 2006, durou cerca de 30 dias e matou mais de 10 mil civis.

Fonte: Agência Brasil

Grêmio faz 3 a 0 no Inter e está com uma mão na taça do Gauchão

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O Grêmio abriu grande vantagem na decisão do Gauchão 2026. Nesse domingo (1º), fez 3 a 0 no Internacional, na arena em Porto Alegre. Mesmo antes da expulsão do lateral-esquerdo Bernabei (do Inter), aos 32 minutos de jogo, o time da casa foi sempre melhor.

Enamorado (aos 38 minutos) e Amuzu (aos 45 minutos) marcaram ainda na primeira etapa, e Carlos Vinicius (aos 22 minutos da etapa final) fechou o placar na etapa final.

O resultado do Grenal 450 fez a festa total dos mais de 50 mil tricolores que lotaram a arena do Grêmio em Porto Alegre.

Na partida decisiva, no próximo domingo (8), no Estádio Beira-Rio, o Grêmio volta a ser campeão estadual mesmo perdendo por dois gols de diferença. A repetição do placar a favor do Inter leva a disputa aos pênaltis. E o Colorado, que fez a melhor campanha em toda a competição, só comemora a conquista nos 90 minutos fazendo quatro ou mais gols de diferença.

Fonte: Agência Brasil

Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

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As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026 – a expansão da economia e o índice de inflação – ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (2) do Boletim Focus. A pesquisa com instituições financeiras é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025 a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para esta terça-feira (3).

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,42 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Inflação

Após sete semanas seguidas de queda, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – permaneceu em 3,91% para este ano. Para 2027, a projeção da inflação passou de 3,8% para 3,79%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5%, para ambos os anos.

A estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o IBGE, o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não interferiu nos juros na última reunião, pela quinta vez seguida, no fim de janeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi reduzida nesta edição do Boletim Focus – de 12,13% ao ano para 12% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Fonte: Agência Brasil

Estiagem: quinze cidades têm situação de emergência decretada

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A seca e a estiagem que atingem o Nordeste brasileiro levaram o governo a decretar situação de emergência em 15 cidades. O Ministério da Integração Nacional publicou decreto nesta segunda-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU). 

Com a medida, prefeituras podem solicitar apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para ações de socorro e assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas atingidas.

Ao todo, serão beneficiadas cinco cidades na Bahia, quatro no Ceará, três na Paraíba, uma em Pernambuco e duas no Rio Grande do Norte. As localidades sofrem com a estiagem (falta de chuva) ou com a seca.

  • Estiagem – período prolongado de baixa ou nenhuma pluviosidade, em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição. Está relacionada com a redução no volume das reservas hídricas da superfície e do subsolo. 
     
  • Seca – a seca é a estiagem prolongada, durante período de tempo suficiente para que a falta de precipitação provoque grave desequilíbrio hidrológico.
     

Veja a lista de cidades publicada nesta segunda-feira no DOU:
 

UF           Município
BA Abaré
BA Campo Alegre de Lourdes
BA Jaguarari
BA Maracás
BA Pilão Arcado
CE Assaré
CE  Irauçuba
CE  Pedra Branca (seca)
CE  Tabuleiro do Norte
PB  Boa Ventura
PB  Congo
PB  Nova Olinda
PE  São Joaquim do Monte
RN  Lucrécia (seca)
RN  Pedra Preta (seca)

   

Fonte: Agência Brasil

Novidade em comunicação! Governo de Goiás lança novo portal oficial de notícias do Estado

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Governo de Goiás lança novo portal oficial de notícias do Estado
Governo do Estado lança Agência Goiás de Notícias (Foto: André Saddi)

O Governo de Goiás dá início, nesta segunda-feira (02/03), a uma nova etapa em sua comunicação oficial com o lançamento da Agência Goiás de Notícias (www.agencia.go.gov.br). A mudança marca a transição da Agência Cora de Notícias para um portal mais moderno, dinâmico e alinhado às atuais formas de consumo de informação.

Mais do que uma alteração de nome, a iniciativa representa a evolução da plataforma digital responsável por divulgar, de forma transparente e responsável, as ações, programas e investimentos do Estado. A essência permanece a mesma: compromisso com a informação de qualidade, com a publicidade dos atos oficiais e com o registro diário das políticas públicas que impactam a vida dos goianos.

O novo site foi desenvolvido para ampliar o acesso da população ao conteúdo institucional. A plataforma reúne notícias atualizadas, galeria de fotos dos principais eventos e obras, materiais em áudio para download, além de acesso facilitado ao Diário Oficial do Estado, a dados e estudos produzidos pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e ao canal do Governo de Goiás no Youtube.

O portal também disponibiliza informações sobre a história de Goiás, calendário oficial de eventos culturais, contatos das assessorias de comunicação das secretarias estaduais e acesso aos aplicativos do governo, concentrando em um único ambiente digital serviços e conteúdos de interesse público.

Rádio

A Agência Goiás de Notícias também mantém produção diária de conteúdo em áudio, com notas e reportagens completas sobre os principais assuntos do dia relacionados às ações, programas e serviços do Governo de Goiás.

O material é disponibilizado para download no portal, com uso liberado para reprodução por emissoras de rádio e demais veículos de comunicação, ampliando o alcance da informação oficial e fortalecendo a parceria com a imprensa em todo o Estado.

Acesse

Com a nova identidade e endereço eletrônico (www.agencia.go.gov.br), a Agência Goiás de Notícias reforça o objetivo de aproximar ainda mais o cidadão da informação oficial, garantindo transparência, acessibilidade e modernização contínua da comunicação pública.

A mudança consolida um novo momento da comunicação institucional do Estado: mais conectada, mais acessível e preparada para os desafios do ambiente digital, sem abrir mão da credibilidade e do compromisso com a sociedade goiana.

Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Fortaleza e Ceará ficam no empate na primeira partida da final

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Fortaleza e Ceará ficaram no 1 a 1 na tarde desse domingo (1°), no Estádio Castelão, em Fortaleza, pelo jogo de ida da final do Campeonato Cearense, em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil.

Os dois gols do clássico foram marcados quase no final do jogo. Aos 41 minutos do segundo tempo, Lucas Emanoel abriu para o Fortaleza. Só que, nos acréscimos, aos 46, Lucca empatou.

Com esse resultado, o vencedor da partida de volta (no dia 8, próximo domingo) será campeão do Estadual. Novo empate leva a decisão do título aos pênaltis.

No histórico, o Leão do Pici busca voltar a conquistar o estadual depois de três anos. O Vozão quer o tricampeonato e abrir vantagem sobre o rival no ranking de títulos estaduais. O Ceará soma 47. E o Fortaleza, 46.

Fonte: Agência Brasil

Mecaniza Campo entrega R$ 8,5 milhões em máquinas a produtores de 23 municípios goianos

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Mecaniza Campo entrega R$ 8,5 milhões em máquinas a 23 municípios goianos
De 2019 a 2025, programa beneficiou 246 municípios com 1.308 equipamentos, reforçando mecanização rural em Goiás (Foto: Giovanna Curado/Seapa)

O Programa Mecaniza Campo da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento realizará nesta terça-feira (03/03), às 9 horas, no auditório da Seapa, a entrega de 26 máquinas e implementos a 23 municípios goianos.

Mecaniza Campo – Equipamentos

Totalizando investimento de R$ 8,5 milhões em maquinários, com recursos de emenda parlamentar do deputado federal José Nelto, serão destinados aos produtores rurais:

  • nove retroescavadeiras;
  • sete caminhões basculantes;
  • quatro caminhões pipa;
  • três tratores agrícolas com grades aradoras.

Receberão retroescavadeiras os municípios de:

  • Turvânia;
  • Nova Glória;
  • Ouro Verde de Goiás;
  • Nazário;
  • Gameleira de Goiás;
  • Petrolina de Goiás;
  • Campos Verdes;
  • Trombas;
  • Orizona.

Os caminhões basculantes serão entregues a:

  • Carmo do Rio Verde;
  • Nova Crixás;
  • Doverlândia;
  • Itapaci;
  • Ipiranga de Goiás;
  • Uirapuru;
  • Panamá.

Os caminhões pipa contemplam:

  • Jaraguá;
  • Niquelândia;
  • Goianésia;
  • Nova Planalto.

Já os tratores agrícolas com grades aradoras serão destinados a:

  • Davinópolis;
  • Barro Alto;
  • Rubiataba.

Mecaniza +

Como complemento às entregas será apresentado o Mecaniza +, ferramenta integrada à política estadual de mecanização rural com foco no controle, monitoramento e avaliação dos serviços executados com os maquinários disponibilizados aos municípios.

A ferramenta adota registro padronizado e auditável das ações realizadas, com inserção de dados sobre:

  • o serviço executado;
  • utilizados;
  • operadores envolvidos;
  • produtores beneficiados;
  • registro fotográfico georreferenciado, antes, durante e após a execução.

Serviço

Assunto: Primeira entrega do Mecaniza Campo de 2026
Quando: Terça-feira (03/03), às 9h
Onde: Auditório da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), R. 256, 52 – Setor Leste Universitário, Goiânia – GO
(https://share.google/C4CIzExLZEprEis6R)

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Vai prestar concurso para auditor fiscal da Receita Estadual? Fique atento! Inscrição vai até dia 12

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Inscrições ao concurso da Receita Estadual terminam em 12 de março
Interessados em concorrer ao cargo de auditor fiscal têm até dia 12 de março para se inscrever no concurso da Receita Estadual (Foto: Economia)

As inscrições para o concurso público para o cargo de auditor fiscal da Receita Estadual, com lotação na Secretaria da Economia de Goiás, terminam em 12 de março. Os interessados devem acessar o site www.concursosfcc.com.br para fazer a inscrição. A taxa é de R$ 250 e deve ser paga até 13 de março, dentro do horário bancário.

A seleção destina-se ao preenchimento de 50 vagas, além da formação de cadastro de reserva com 25 posições. O edital prevê 20% das vagas para candidatos negros e 5% às pessoas com deficiência. O cargo de auditor fiscal, Classe A, Padrão 1 exige ensino superior completo em qualquer área de formação.

A remuneração mensal é de R$ 28.563,30 para carga horária de 40 horas semanais.

Concurso da Receita Estadual – provas

A Fundação Carlos Chagas é responsável pela realização do certame. As provas serão aplicadas em 17 de maio, em Goiânia.

Durante a manhã, os candidatos responderão às questões objetivas de conhecimentos básicos. À tarde, será aplicada a prova objetiva de conhecimentos específicos, incluindo conteúdos de:

  • tecnologia da informação;
  • auditoria;
  • contabilidade avançada e de custos;
  • direito tributário;
  • legislação tributária estadual.

A segunda fase do certame será a avaliação de títulos, de caráter classificatório, realizada de 14 a 17 de agosto. O resultado final está previsto para 14 de outubro.

O cronograma completo (sujeito a alterações), edital e conteúdo programático estão disponíveis em www.concursosfcc.com.br.

Saiba mais

Integração de pagamento e documento fiscal tem novo prazo

Fonte: Portal Goiás

Bombardeio a Teerã mata ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad

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O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, teve a morte divulgada neste domingo (1º) pela agência estatal de notícias Iranian Labor News Agency (ILNA). Ahmadinejad presidiu o Irã entre 2005 e 2013 e foi um dos alvos dos bombardeios promovidos desde sábado (28) por Estados Unidos e Israel contra o país.

Segundo as informações publicadas, o político, de 69 anos, morreu após os ataques aéreos a Teerã, junto com seus guarda-costas. Ele estava em sua residência, no distrito de Narmak, na zona leste da capital iraniana.

Outras autoridades iranianas foram confirmadas entre os mortos pelos ataques, como o próprio líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto vitalício há 36 anos.

Também foram confirmadas pela mídia estatal iraniana as mortes do secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani; e do comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.

Visita ao Brasil

Em 2009, Mahmoud Ahmadinejad fez uma visita oficial ao Brasil, em que tratou de temas internacionais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época em seu segundo mandato. O ex-líder iraniano defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Fonte: Agência Brasil

Derrubar Irã busca deter China e projetar Israel, dizem analistas

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A segunda agressão dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã, em um intervalo de oito meses, busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

Essa avaliação é de especialistas em geopolítica e relações internacionais consultados pela Agência Brasil neste domingo (1°). Os analistas questionam o discurso oficial dos EUA e de Israel de que o ataque é “preventivo”, contra supostas ambições do Irã de construir uma bomba atômica que ameaçaria a Casa Branca e seus aliados.

A professora de pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, Rashmi Singh, destacou que os enviados de Trump ao Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner, foram desmentidos pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi.

Enquanto os enviados de Trump alegavam que as conversas não avançavam, o diplomata de Omã, responsável pela mediação das negociações, veio a público afirmar que o acordo para limitar o programa nuclear de Teerã estava próximo.

Albusaidi revelou, um dia antes dos ataques, que o Irã aceitou não manter em estoque qualquer quantidade de urânio enriquecido, que é o material necessário para a fabricação de artefatos nucleares.

“Os EUA e Israel entraram em guerra quando um avanço diplomático e a paz estavam ao alcance. Então, por que agora? Tanto os EUA quanto Israel acreditam que o Irã está fraco e veem isso como uma oportunidade estratégica para instalar um governo mais moderado no país”, afirmou Rashmi Singh.

 


24/10/2023, Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas, durante entrevista a TV Assembleia MG. Foto: Frame/TV Assembleia MG
24/10/2023, Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas, durante entrevista a TV Assembleia MG. Foto: Frame/TV Assembleia MG

Para a professora da PUC Minas, o objetivo da guerra é instalar um governo “fantoche” de Washington no Irã e eliminar o principal obstáculo à hegemonia de Tel Aviv em todo o Oriente Médio.

“Também devemos lembrar que Netanyahu enfrenta eleições gerais ainda este ano e tentará usar o Irã para fortalecer sua posição política. Já vimos nos últimos dois anos de atuação israelense em Gaza, contra o Hamas, como Netanyahu é hábil em usar a guerra, e até o genocídio, não apenas para se manter no poder, mas também para escapar da Justiça”, completou a professora Singh. 

Conter a China

O professor de relações internacionais Robson Valdez, do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ponderou à Agência Brasil que “dificilmente” pode se explicar os ataques contra o Irã pela versão da “contenção nuclear”.

Para o analista, o ponto fundamental envolve a disputa pelo equilíbrio de poder no Oriente Médio, com a tentativa de Israel e EUA conter a influência regional de Teerã.

“[A guerra] pode afetar especialmente a China, grande importadora do petróleo iraniano, que passa ali pelo Estreito de Ormuz. O conflito combina essa contenção estratégica em relação ao Irã, e também a eterna e tradicional rivalidade regional envolvendo Israel, Turquia, Irã e Arábia Saudita, e, mais recentemente, também os Emirados Árabes Unidos”, ponderou o professor Valdez.

 


09/10/2023, O doutor em Estudos Estratégicos Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Robson Valdez acrescentou que, assim como os Acordos de Abraão, os acordos da China no Oriente Médio por meio dos investimentos da chamada Rota da Seda pressionam para uma maior estabilidade política na região, o que o ataque do Hamas acaba por desestabilizar. Foto: Arquivo Pessoal
09/10/2023, O doutor em Estudos Estratégicos Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Robson Valdez acrescentou que, assim como os Acordos de Abraão, os acordos da China no Oriente Médio por meio dos investimentos da chamada Rota da Seda pressionam para uma maior estabilidade política na região, o que o ataque do Hamas acaba por desestabilizar. Foto: Arquivo Pessoal

Doutor em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Robson Valdez. Foto: Arquivo Pessoal

Na avaliação do cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos, como Israel não conseguiu derrubar o governo do Irã na guerra dos 12 dias de 2025, se fez necessária essa nova investida contra Teerã. 

“Enquanto houver mísseis balísticos e drones iranianos, Israel não terá a supremacia estratégica regional e poderá ser atingido. Além disso, o Irã é o coração do mundo no projeto geoeconômico chinês”, afirmou.

Ramos acrescenta que, caso o Irã caia, voltam a chegar armas nas mãos do Partido Islâmico do Turquestão Oriental, via Quirguistão. Segundo ele, o grupo estaria armando, historicamente, os uigures, que lutam contra Pequim na região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China.

“O Irã alinhado ao eixo ocidental também concederia uma cabeça de ponte perfeita ao sufocamento e à sabotagem dos projetos de infraestrutura da China na Ásia Central”, completou Ali Ramos.

Para o historiador de conflitos armados e de geopolítica Rodolfo Queiroz Laterza, os EUA tentam retirar o Irã da rota econômica e comercial construída pela China e pela Rússia na Eurásia, que é o território que une Europa e Ásia.  

Segundo essa tese, a guerra contra o Irã deve ser analisada no contexto mais amplo da chamada “guerra comercial” entre Washington e Pequim, pela supremacia da economia global.

O Irã é o quinto maior produtor de petróleo do planeta, e disputa a terceira posição entre os países com maiores reservas comprovadas de hidrocarbonetos do mundo.

Projetar Israel

O especialista em Oriente Médio Mohammed Nadir, professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC Paulista (UFABC), descarta a justificativa oficial de “ameaça nuclear” do Irã, ou mesmo a neutralização do programa de mísseis balísticos e a contenção do Eixo da Resistência, apoiado pelo Irã.

“O real motivo é acabar com qualquer possibilidade de uma potência pujante no Oriente Médio e manter a hegemonia de Israel. Esta guerra não é uma guerra americana, mas é uma guerra de Benjamin Netanyahu e, por extensão, de Israel, que quer se tornar o hegemônico incontestável no Oriente Médio. E os EUA querem garantir essa primazia a Israel”, disse.

Nadir lembra ainda da justificativa da existência de “armas de destruição em massa” usada pelos Estados Unidos para a invasão do Iraque, em 2003, que depois se mostrou falsa.

 


Protesters supporting Iraqi Shi'ite armed groups demonstrate near the entrance of the Green Zone after the killing of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei, in Baghdad, Iraq, March 1, 2026. REUTERS/Thaier Al-Sudani   REFILE - QUALITY REPEAT
Protesters supporting Iraqi Shi'ite armed groups demonstrate near the entrance of the Green Zone after the killing of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei, in Baghdad, Iraq, March 1, 2026. REUTERS/Thaier Al-Sudani   REFILE - QUALITY REPEAT

Política imperialista

Para o professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes, os EUA sempre usaram o programa nuclear do Irã como pretexto contra Teerã, em mais de meio século de relações hostis entre os dois países.

“O Irã faz parte do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), então o Irã pode ser inspecionado a qualquer momento, sem aviso prévio, pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia), e o Irã sempre tem contribuído”, ponderou Menezes.

Por outro lado, o especialista avalia que a invasão da Ucrânia e outros acontecimentos recentes incentivam o Irã a desenvolver cada vez mais seu programa nuclear. De toda forma, o professor da UnB avalia que os EUA querem redesenhar o mapa geopolítico do Oriente Médio.

“Trump fala abertamente que nenhum governo hostil aos EUA, que os ameacem de alguma forma, vai permanecer no poder, e ele está aplicando essa política que nós estamos vendo, imperialista, uma política agressiva”, afirmou Roberto Goulart Menezes.

O imperialismo é o conceito usado quando “um país central se vale de seu maior poderio econômico, político e militar para subordinar países periféricos de acordo com seus próprios interesses”, explicou o sociólogo Raphael Seabra, professor da Universidade de Brasília (UnB).

 


01/03/2026 - Dezenas mortos em ataque israelense à escola do Irã, segundo relatos da mídia estatal. Foto: Frame/Reuters - Proibido Reprodução
01/03/2026 - Dezenas mortos em ataque israelense à escola do Irã, segundo relatos da mídia estatal. Foto: Frame/Reuters - Proibido Reprodução

Entenda

Pela segunda vez em oito meses, Israel e EUA lançam uma agressão contra o Irã, em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e que se colocavam à disposição para inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional em seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato, em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã, exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e o fim do apoio a grupos de resistência a Israel, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.

Um dia antes da agressão contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador nas negociações, informou que eles estariam muito próximos de um acordo, e que o Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido, decisão até então inédita.

“Isso é, sem dúvida, uma grande conquista. É algo que não estava presente no antigo acordo negociado durante o governo do presidente Obama. Portanto, haverá zero acumulação, zero estocagem e verificação completa”, informou o ministro das Relações Exteriores de Omã, em entrevista à rede de TV CBS.

As atuais hostilidades entre Israel, EUA e Irã têm origem em 1979, quando a Revolução Islâmica triunfou no Irã, derrubando o governo aliado de Washington à época. Desde então, o país persa é alvo de sanções econômicas que buscam fragilizar sua economia.

Fonte: Agência Brasil