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Presidente do Inep diz que não houve erro no resultado final do Enamed

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O presidente Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou nesta terça-feira (20), em entrevista à TV Brasil, que não há erro no resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país 

Desse total, cerca de 30% tiveram desempenho insatisfatório, que ocorre quando menos de 60% dos estudantes foram considerados proficientes. O resultado na prova é utilizado para calcular o conceito Enade das instituições, que varia de 1 a 5. As notas 1 e 2 são consideradas insuficientes pelo MEC.

O não atingimento da proficiência vem sendo questionado por associações que representam faculdades privadas. Elas alegam divergência entre os dados reportados ao sistema em dezembro do ano passado e os números divulgados agora, especialmente em relação ao total de estudantes considerados proficientes nos cursos. 

Essa divergência de informação foi reconhecida por Palacios, e ocorreu, segundo ele, em um comunicado interno via sistema eMEC que as faculdades têm acesso para a validação de informações. O dado errado sobre o número de estudantes que alcançaram a proficiência foi corrigido, com base no resultado alcançado na prova, e não teria sido usado para classificar os cursos.  

“A aplicação do número de estudantes que acolheram proficiência saiu com resultados divergentes. Houve um erro aqui no Inep desse quantitativo. Mas esse dado não foi utilizado para qualquer cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos. Então, o que houve foi uma publicação restrita às instituições com uma prévia do número de alunos com proficiência que saiu com dados incorretos”, afirmou o presidente do Inep.

Palacios explicou que os boletins recebidos pelos participantes, os resultados publicados para os cursos e o conceito Enade produzido pelo Inep para todos os cursos de medicina que foram avaliados não têm qualquer problema.

“Os resultados são válidos, estão corretos e não há qualquer intercorrência na publicação desses resultados, tanto daqueles que participaram e receberam o boletim por meio da plataforma do participante, quanto a publicação recente dos resultados”, afirmou.

Segundo ele, o que houve foi uma incorreção na comunicação prévia com as instituições, sem um efeito no cálculo desses indicadores.

“Os indicadores publicados que constam o número de participantes está no site do Inep, tem o número de participantes, o número de inscritos, o número de estudantes que alcançaram proficiência e o cálculo do conceito Enade, eles estão todos corretos. Não há nada publicado pelo Inep que tenha sido entregue ao público que esteja com qualquer erro”, prosseguiu.

Inconsistências

Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) destaca que as inconsistências foram reconhecidas pelo próprio MEC e pelo Inep na divulgação dos resultados do Enamed.

“Após a aplicação das provas e a divulgação dos resultados aos estudantes e às instituições, o Inep publicou sucessivas notas técnicas — a NT nº 40, entre 9 e 12 de dezembro; a NT nº 42, em 22 de dezembro; e a NT nº 19, em 30 de dezembro — alterando e complementando critérios metodológicos após o encerramento do exame e do prazo de recursos, que se deu em 17 de dezembro. Medida tão grave quanto foi a alteração dos conceitos que haviam sido apresentados, em dezembro, para as instituições de educação superior. Os dados não batem com os que foram divulgados ontem (19) para a imprensa. O próprio MEC reconheceu a existência de inconsistências nas informações, ampliando o cenário de dúvidas e insegurança regulatória para as instituições”, diz a entidade.

Esse encadeamento de atos administrativos posteriores à prova compromete a transparência, a segurança jurídica e a correta interpretação dos dados, aponta a associação. “Além de expor indevidamente instituições e estudantes a julgamentos públicos baseados em informações que o próprio MEC admite precisar revisar”.

“Diante disso, a ABMES defende uma apuração criteriosa dos fatos e reafirma que, no atual contexto, é impossível garantir que os conceitos produzidos e divulgados pelo Inep estejam corretos. Inclusive, outro ponto que corrobora para essa dúvida se materializa na forma como os microdados foram divulgados ontem, sem a existência de qualquer ligação entre os alunos e as instituições. Essa medida não apenas inviabiliza a checagem dos dados pelas instituições como as impede de fazerem corretamente suas manifestações em relação aos resultados divulgados”, continuou a entidade, em nota.

Medidas cautelares

O conceito Enade insatisfatório abre caminho para aplicação, pelo MEC, das chamadas medidas cautelares, que podem incluir restrição de vagas em cursos de medicina e impedimento de novos ingressos. 

O Inep vai abrir prazo de cinco dias, a contar da próxima segunda-feira (26), para que as instituições possam esclarecer dúvidas e apresentar as suas manifestações a respeito do cálculo do resultado da avaliação dos cursos.

Fonte: Agência Brasil

Vini Jr. comanda goleada do Real sobre Mônaco na Liga dos Campeões

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Três dias após ser vaiado por torcedores do Real Madrid em duelo em casa pelo Campeonato Espanhol, o atacante brasileiro Vinicius Júnior voltou ao Estádio Santiago Bernabéu e comandou a goleada do time madrileno por 6 a 1 sobre o Mônaco nesta terça-feira (20), na penúltima rodada da primeira fase da Liga dos Campeões.

Em tarde inspirada, o camisa 7 deu dribles desconcertantes, liderou contra-ataques, acertou um golaço e prestou assistências no segundo gol de Mbappé – o francês abriu o placar aos quatro minutos da etapa inicial – e depois no gol de Mastantuono no segundo tempo. Após a atuação de gala, Vini Jr foi eleito o melhor jogador da partida. Os demais gols do Real foram de Bellingham e de Kehner (contra). O volante Teze descontou para o Mônaco.

Mesmo criticado por resultados do Real nos últimos jogos, Vini recebeu apoio total do técnico Arbeloa e do camisa 10 Mbappé. O treinador foi claro ao afirmar “se eu quiser ter chances de vencer, preciso de Vinicus”, durante coletiva de imprensa na véspera do jogo contra o Mônaco. No mesmo dia, o camisa 10 Mbappé defendera brasileiro, ao discordar das vaias da torcida. “Não se deve criticar apenas um jogador. Não é culpa do Vini que estejamos jogando do jeito que estamos agora”.

Satisfeito com seu desempenho em campo nesta terça (20), Vini Jr. revelou como se sentiu após ouvir as vaias dos torcedores do Real, no último sábado (17), em jogo contra o Levante, pela LaLiga.

“[Essa atuação] significa muito, por tudo o que vinha passando nos últimos dias. A troca de treinador, perder a final [da Supercopa da Espanha], cair da Copa do Rei. Jogar no maior clube do mundo as exigências são muito grandes. Às vezes ficamos sem entender [as vaias], mas sabemos do tamanho do time, os jogadores que temos aqui. Eles me deram muita força nos últimos jogos. Também sou humano. Fico chateado pelo que as pessoas falam, mas a cada dois, três dias, temos a oportunidade de nos provar”, disse o camisa 7, em entrevista à emissora TNT Sports.

O atacante de 23 anos, nascido em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, tornou-se hoje o maior assistente da história do Real Madrid na Liga dos Campeões, com 30 passes. O total superou os 27 registrados tanto por Benzema quanto por e Cristiano Ronaldo.

“A única coisa que posso fazer é dentro de campo, entrar e dar o meu máximo. Nem sempre vou estar na minha melhor fase tecnicamente. Mas sempre vou me doar pela equipe. A imprensa fala o que quer, a torcida entende que tem que me criticar. O último ano não foi fácil pra mim, não estava conseguindo jogar como eu quero. Mas quero seguir aqui [no Real Madrid] por muito tempo”, conclui o camisa 7.



Fonte: Agência Brasil

Handebol: Brasil bate Uruguai e segue invicto no Sul-Centro Americano

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Em menos de 24 horas, a seleção brasileira cravou duas vitórias no Campeonato Sul-Centro Americano, em Assunção (Paraguai), que distribuirá quatro vagas para o Mundial do ano que vem, na Alemanha. Na tarde desta terça-feira (20), os brasileiros derrotaram os uruguaios por 33 a 25, após jogo equilibrado do início ao fim. Na véspera, a seleção já sobrara em quadra diante dos anfitriões paraguaios, ganhando por 40 a 18. Atual bicampeã (2024 e 2015), o Brasil busca o terceiro título consecutivo no torneio.

A Amarelinha volta a competir às 15h30 (horário de Brasília) de quarta (21), contra o Chile. Os adversários superaram o Uruguai na estreia e fazem o segundo jogo do torneio na noite de hoje (20). A competição têm transmissão ao vivo online (on streaming) no canal da Confederação Sul e Centro Americana de Handebol (Handball SC America) no YouTube.

O primeiro tempo contra o Uruguai foi parelho, terminando em 13 a 13. Na volta do intervalo, o jogo seguiu acirrado com ambas as equipes se revezando na liderança, com apenas um ou dois pontos de vantagem. A 12 minutos do fim, o ataque brasileiro foi mais efetivo, e se deslanchou com oito pontos de diferença para os uruguaios no placar final.

“Começamos um pouco bloqueados no ataque, mas no segundo tempo melhoramos na defesa e na pontaria. Sofremos um pouco, mas no final conseguimos a vitória e mais dois pontos”, avaliou o goleiro Rangel da Rosa, após o segundo triunfo seguido do Brasil. “Agora contra o Chile, uma grande equipe, teremos de estar muito concentrados para começar jogando melhor do que hoje, para não complicarmos as coisas”, concluiu.

A quarta edição do Sul-Centro Americano reúne ainda Argentina e Peru. O regulamento prevê que todas as seis seleções se enfrentem entre si. As quatro que somarem maior pontuação asseguram vaga no Mundial.

Próximos jogos

TERÇA-FEIRA (20)

18h – Peru x Chile

20h30 – Paraguai x Argentina

QUARTA (21)

15h30 – Brasil x Chile

18h – Paraguai x Peru 

20h30- Argentina x Uruguai

SEXTA (23)

15h30 – Brasil x Peru

18h – Argentina x Chile 

0h30 – Paraguai x Uruguai

SÁBADO (24)

15h30 – Uruguai x Peru

18h – Chile x Paraguai

20h30 – Brasil x Argentina



Fonte: Agência Brasil

China encerra embargo e libera frango do RS após surto sanitário

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Após um ano e meio de restrições, a China anunciou o fim do embargo à importação de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. A decisão foi comunicada pelas autoridades chinesas na sexta-feira (16) e confirmada nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Agricultura brasileiro e por entidades do setor.

A suspensão da compra do produto havia sido imposta pelos chineses após a confirmação de um surto da Doença de Newcastle no estado em julho de 2024.

A medida foi oficializada em comunicado conjunto da Administração-Geral das Alfândegas da China e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático, que revogou um ato anterior baseado em análise de risco sanitário.

O embargo havia sido imposto após a detecção da doença em uma granja comercial no município de Anta Gorda (RS). Na época, o estado ficou em emergência zoosanitária por cerca de três semanas.

Em maio do ano passado, o estado registrou caso de gripe aviária numa granja no município de Montenegro. Um mês depois, o país foi confirmado livre da gripe aviária, após 28 dias sem registros. Em novembro de 2025, a China liberou as importações de frango dos demais estados brasileiros, mas manteve a proibição para o Rio Grande do Sul.

Impacto econômico

A ausência do mercado chinês afetou diretamente o desempenho das exportações gaúchas. Em 2024, o bloqueio contribuiu para a queda de cerca de 1% nas exportações de carne de frango do estado. Até antes do embargo, a China respondia por quase 6% dos embarques de frango do Rio Grande do Sul, com a restrição sendo parcialmente compensada pela venda a outros países.

Segundo o Ministério da Agricultura, a retomada das exportações foi possível após a comprovação das medidas de controle e erradicação da doença, em conformidade com os protocolos internacionais de saúde animal.

Retomada estratégica

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou que a reabertura do mercado chinês representa um passo relevante para a normalização dos fluxos comerciais.

“A decisão reafirma a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e o reconhecimento internacional do nosso modelo de resposta”, destacou a entidade, em nota.

Segundo a ABPA, as negociações envolveram diálogo permanente com as autoridades chinesas. Nesse período, as entidades e o governo brasileiro enviaram informações detalhadas que comprovassem as ações de controle e erradicação e o alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal.

Entidades do setor destacam que a expectativa agora é de retomada gradual dos embarques, à medida que sistemas de habilitação sejam atualizados e os certificados sanitários liberados. A China é um dos principais destinos do frango brasileiro e considerada estratégica para o equilíbrio do comércio internacional da proteína animal.

Fonte: Agência Brasil

TSE propõe novas regras e recebe sugestões sobre eleições de 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta semana 12 minutas com propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas. 

Desde segunda-feira (19), qualquer cidadão ou entidade que queira opinar sobre as regras para as Eleições 2026 pode usar um formulário eletrônico para enviar contribuições. As sugestões serão recebidas até 30 de janeiro. 

Terminado o prazo, o TSE deverá selecionar as melhores propostas para serem apresentadas em uma série de audiências públicas marcadas entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas. 

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Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital. 

>> Confira as 12 minutas de resolução eleitoral para 2026 no portal do TSE.

Redes sociais e IA

Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques. 

Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial. 

Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo. 

O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou uma série de normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a vedação do chamado deep fake ─ conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia. 

>> Entenda as regras para utilização de IA nas eleições.

Pré-campanha

O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos, desde que essas transmissões ao vivo não tenham pedidos de votos ou menções às pré-candidaturas. 

Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas naturais por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.  

A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.

Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até o 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas. 

Fonte: Agência Brasil

Polícia de SP reabre investigações sobre a morte de influencer

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O Ministério Público de São Paulo decidiu reabrir o caso da morte do influencer PC Siqueira, morto em 2023. A versão oficial é a de que ele teria tirado a própria vida em seu apartamento, na zona sul da capital paulista.

A Polícia Civil de São Paulo informou à Agência Brasil que já faz novas diligências em cumprimento à ordem do MP. O órgão, no entanto, não divulga detalhes, uma vez que a nova investigação corre em segredo de Justiça.

Paulo Cezar Goulart Siqueira morreu no dia 27 de dezembro de 2023, aos 37 anos de idade, na frente de sua namorada. Ele ganhou fama por volta de 2010 com um canal próprio no Youtube, onde conseguiu reunir milhões de seguidores. Teve também um programa de TV na fase final da MTV brasileira. 

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Em 2016, lançou, junto com o jornalista Alexandre Matias, o livro PC Siqueira Está Morto.

Em 2020 Siqueira foi denunciado por pedofilia, acusação que nunca foi comprovada pela polícia após longa investigação. Mas sua carreira e reputação foram prejudicadas e ele nunca mais conseguiu se recuperar profissionalmente.

Fonte: Agência Brasil

MP denuncia prefeito de Turilândia e mais 9 por desvio de verbas

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O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) denunciou o prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió; sua esposa, Eva Maria Cutrim Dantas, a Eva Curió; a vice-prefeita, Tânya Karla e a ex-vice-prefeita de Turilândia Janaína Soares Lima pelo esquema de desvio de recursos que causou danos de mais de R$ 56 milhões aos cofres do município maranhense.

No total, 10 pessoas foram denunciadas. Além de Paulo Curió, apontado como chefe da organização criminosa, da sua esposa, da vice-prefeita e ex-vice-prefeita, também foram denunciados Domingos Sávio Fonseca Silva (pai de Paulo Curió), Marcel Everton Dantas Filho, Taily de Jesus Everton Silva Amorim (irmãos do prefeito), José Paulo Dantas Filho (tio de Paulo Curió), Ritalice Souza Abreu Dantas e Jander Silvério Amorim Pereira (cunhados do prefeito).

Assinada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, a denúncia foi protocolada ontem (19) e enviada ao gabinete da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que decidirá se a ação penal será aceita.

O esquema que causou danos aos cofres de Turilândia, na Baixada Maranhense, ocorria por meio da “venda” de notas fiscais por empresas que venciam licitações simuladas. O MP estimou o dano, em R$ 56.328.937,59. O valor foi levantado a partir dos contratos firmados de forma fraudulenta desde 2021.

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O prefeito e pessoas próximas a ele recebiam de 82% a 90% dos valores pagos pela Prefeitura de Turilândia. A diferença ficava com os empresários que forneciam as notas fiscais fraudulentas.

“No âmbito do núcleo político, a participação de familiares diretos do prefeito revelou-se elemento central para a estabilidade, coesão interna e blindagem patrimonial da organização criminosa, funcionando como verdadeiro círculo de confiança destinado à ocultação, dissimulação e fruição dos valores ilícitos”, diz a denúncia.

Com base nas investigações, o MP pede a condenação dos denunciados por crimes como organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais. Além disso, a denúncia pede o ressarcimento integral do valor desviado, corrigido monetariamente e acrescido de juros legais.

Também foi pedida a decretação da perda de todos os bens, direitos e valores “que constituam produto, proveito ou instrumento dos crimes praticados, ainda que registrados em nome de interpostas pessoas físicas ou jurídicas” em favor do Estado e, em caso de condenação, a perda de cargo, função pública, emprego ou mandato eletivo quando caracterizado o abuso de poder ou a utilização do cargo para a prática de crimes.

Paulo Curió, Eva Curió, Janaina Soares Lima, o marido dela, Marlon de Jesus Arouche Serrão e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros estão presos preventivamente  no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A prisão foi mantida pela Justiça.

Os integrantes da organização foram presos pela Operação Tântalo II, deflagrada no dia 22 de dezembro pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA.

A expectativa é que o MP apresente nos próximos dias denúncia contra os demais integrantes do esquema, entre eles os 11 vereadores que estão em prisão domiciliar e servidores suspeitos de participar do esquema.

“Requer-se que fique expressamente consignado que a presente Denúncia se restringe aos integrantes do núcleo político e familiar da organização criminosa, sendo que outros agentes públicos e particulares, já identificados nos autos, serão objeto de denúncias autônomas, relativas a núcleos distintos (empresarial, administrativo-operacional e legislativo), como medida de racionalização processual e adequada individualização das condutas, sem qualquer prejuízo à unidade fática do esquema criminoso”, conclui a denúncia.

 

Fonte: Agência Brasil

Fora de ritmo, João Fonseca cai na estreia do Aberto da Austrália

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O tenista brasileiro João Fonseca deu adeus precoce à chave principal do Aberto da Austrália, seu primeiro torneio na temporada 2026. Número 32 do mundo, o carioca de 19 anos foi eliminado na estreia no Grand Slam em Melbourne pelo norte-americano Eliot Spizzirri (89º no ranking) por 3 sets a 1, com parciais de 6/4, 2/6, 6/1 e 6/2, após 2h41min de partida.

Devido a dores lombares, Fonseca adiou por duas vezes a estreia em 2026: desistiu de competir os ATPs 250 de Brisbane e de Adelaide, ambos torneios preparatórios para o Grand Slam australiano. Em outubro do ano passado, o carioca já antecipara o fim da temporada para tratar uma lombalgia (dor na região lombar).

“Eu diria que precisava de mais tempo. Desde o início de Brisbane eu não estava jogando, depois voltei, mas de forma lenta. Em seguida parei de novo. Fiquei quase 15 dias sem treinar a 100%, sem intensidade máxima”, avaliou Fonseca, número 1 do Brasil, logo após o revés em Melbourne.


Tennis - Australian Open - Melbourne Park, Melbourne, Australia - January 20, 2026 Eliot Spizzirri of the U.S. shakes hands with Brazil's Joao Fonseca after winning his first round match REUTERS/Edgar Su
Tennis - Australian Open - Melbourne Park, Melbourne, Australia - January 20, 2026 Eliot Spizzirri of the U.S. shakes hands with Brazil's Joao Fonseca after winning his first round match REUTERS/Edgar Su

João Fonseca deu adeus ao primeiro Grand Slam do ano após derrota para o norte-americano Eliot Spizzirri. Próximo compromisso do brasileiro será o ATP 250 de Buenos Aires, a partir de 9 de fevereiro – Reuters/Edgar Su/Proibida reprodução

Apesar da derrota, o brasileiro saiu confiante de quadra.

“Acho que na vida precisamos tirar coisas positivas das situações. Minhas costas estão 100%, estou saudável de novo. Só precisava de tempo. Foi bom ver como lidar com uma partida em cinco sets sem estar fisicamente no melhor nível. Eu me cansei mais cedo, faltou ritmo, mas foi uma experiência importante para conhecer meus limites. Não me arrependo de nada”, conclui o jovem, que vai defender o bicampeonato no ATP 250 de Buenos Aires a partir de 9 de fevereiro.

Com a eliminação de Fonseca, o Brasil não tem mais representantes na chave de simples do Aberto da Austrália. A paulista Beatriz Haddad Maia (39ª no ranking) também deu adeus precoce ao Grand Slam: ela foi surpreendida na estreia, no último domingo (17), pela cazaque Yulia Putintseva, que venceu de virada, por 2 sets a 1 (3/6, 7/5 e 6/3).

Duplas brasileiras em Melbourne

Duas parcerias com tenistas brasileiras estreiam a partir das 21h (horário de Brasília) desta terça (20) no Grand Slam australiano. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a paulista Luisa Stefani enfrenta a dupla das norte-americanas McCartney Kessler e Jessica Pegula. Será o primeiro jogo de Stefani e Dabrowski em 2026, após retomarem a parceria para esta temporada.


Luisa Stefani, Gabriela Dabrowski, tênis, temporada 2026
Luisa Stefani, Gabriela Dabrowski, tênis, temporada 2026

Após dois anos, Stefani e Dabrowski retomaram a parceria em 2026. Entre 2020 e 2023, a dupla foi campeã do WTA 1000 de Montreal (Canadá) e vice-campeã do WTA 1000 de Cincinnati e também WTA 500 de San Jose, ambos nos Estados Unidos – Divulgação/ZDL Sports

Também pela primeira rodada, a dupla da paulista Laura Pigossi com a tcheca Sára Bejlek que vai encarar as tchecas Jesika Maleckova e Miriam Kolodziej

No masculino, a partir de 0h30 de quarta (21), os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz disputam a primeira rodada em Melbourne contra os holandeses Jesper de Jong e Sem Verbeek. Mais tarde, às 21h, a dupla do mineiro Marcelo Melo com o carioca Fernando Romboli estreia contra a dupla do mexicano Santiago González com o holandês David Pel.

Demais resultados

A dupla da carioca Ingrid Gamarra com a filipina Alexandra Eala foi eliminada do Grand Slam australiano nesta terça (20), após derrota na estreia para a parceria da polonesa Magda Linette com a japonesa Shuko Aoyama, por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (7-3), 6/2 e 6/3).

Na segunda (19), a dupla do gaúcho Marcelo Demoliner com om o holândês Jean-Julien Rojer também deu adeus a Mebourne após derrota na estreia para os cazaques Alexander Bublik e Andriy Shevchenko, por 2 sets a 0 (6/3 e 6/2).

Fonte: Agência Brasil

Conceito 4! Curso de Medicina da UEG é o melhor de Goiás

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Curso de Medicina da UEG é o melhor de Goiás
Curso de Medicina da UEG, em Itumbiara, lidera o ranking estadual do Enamed com melhor desempenho percentual (Foto: UEG)

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) obteve conceito 4 na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e registrou o melhor desempenho percentual entre os cursos de Medicina de Goiás.

O resultado foi divulgado na segunda-feira (19/1) pelo Ministério da Educação (MEC) e posiciona a instituição acima do patamar mínimo de qualidade estabelecido pela avaliação.

Embora outras instituições do estado também tenham alcançado conceito 4, o Curso de Medicina da unidade universitária de Itumbiara registrou a maior média percentual entre as instituições avaliadas em Goiás.

Com índice de 88,9%, resultado não coloca a UEG apenas no topo do ranking estadual, mas também entre os cursos de Medicina mais bem avaliados do Brasil, dentro do grupo com conceito elevado na avaliação nacional.

O pró-reitor de Graduação da UEG, Roberto Barcelos, afirmou que o resultado reflete o trabalho institucional desenvolvido desde a implantação do curso.

“Alcançar a nota 4 em uma avaliação desse porte indica que as ações adotadas pela universidade seguem no caminho certo. Esse conceito de excelência demonstra que, mesmo sendo um curso relativamente jovem, já opera com um padrão de qualidade e reafirma o compromisso da UEG com a educação pública gratuita e de altíssimo nível”, disse.

Curso de Medicina

A primeira turma do curso de Medicina da UEG teve as aulas iniciadas no primeiro semestre de 2019. Desde então, a universidade realizou ações estruturais e acadêmicas, como a realização de concursos para docentes médicos e técnicos de laboratório, construção e adequação de laboratórios, aquisição de equipamentos e simuladores, além da formalização de parcerias com o Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios com redes municipal, estadual e hospital privado para viabilizar o internato.

Alunos alcançaram 88,9% de proficiência na avaliação nacional da formação médica

Enamed

Aplicado anualmente pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enamed avalia exclusivamente os cursos de Medicina do país, considerando o desempenho dos estudantes e os processos formativos das instituições de ensino superior.

Nesta edição, foram avaliados 351 cursos de Medicina em todo o país. Desse total, 107 obtiveram conceitos 1 e 2, ficando sujeitos a medidas de supervisão; 243 alcançaram conceitos entre 3 e 5; e um curso ficou sem conceito por não atingir a pontuação mínima exigida.

Ranking estadual do Enamed

  • Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Itumbiara: 88,9% – conceito 4
  • Universidade Federal de Goiás (UFG) – Goiânia: 84,7% – conceito 4
  • Universidade Federal de Jataí (UFJ) – Jataí: 84,4% – conceito 4
  • Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica) – Anápolis: 84,1% – conceito 4
  • Universidade Federal de Catalão (UFCAT) – Catalão: 78,3% – conceito 4
  • Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) – Goiânia: 65,7% – conceito 3
  • Centro Universitário de Mineiros (Unifimes) – Trindade: 57% – conceito 2
  • Centro Universitário de Mineiros (Unifimes) – Mineiros: 56% – conceito 2
  • Universidade de Rio Verde (UniRV) – Aparecida de Goiânia: 52,3% – conceito 2
  • Universidade de Rio Verde (UniRV) – Rio Verde: 51,3% – conceito 2
  • Faculdade Morgana Potrich (FAMP) – Mineiros: 41,5% – conceito 2
  • Centro Universitário de Goiatuba (Unicerrado) – Goiatuba: 39,2% – conceito 1
  • Faculdade de Medicina Zarns – Itumbiara: 34,5% – conceito 1
  • Universidade de Rio Verde (UniRV) – Formosa: 29,5% – conceito 1
  • Universidade de Rio Verde (UniRV) – Goianésia: 27,9% – conceito 1
  • Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan) – Aparecida de Goiânia: 26,2% – conceito 1

Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Anistia Internacional alerta para impactos da volta de Trump

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O movimento global por direitos humanos Anistia Internacional fez um alerta sobre os impactos causados pelo primeiro ano de governo após a recondução de Donald Trump a presidência dos Estados Unidos (EUA). O relatório Soando os Alarmes: Práticas Autoritárias Crescentes e Erosão dos Direitos Humanos nos Estados Unidos aponta para uma trajetória considerada preocupante.

Doze áreas foram documentadas a partir de decisões e iniciativas do governo de Donald Trump:

Liberdade de imprensa

Acesso à informação;

Liberdade de expressão;

Direito a reunião pacífica;

Funcionamento de organizações da sociedade civil;

Funcionamento de universidades;

Espaço para opositores;

Espaço para críticos políticos;

Relação com juízes,

Relação com advogados,

Funcionamento do sistema jurídico e respeito ao processo legal.

O relatório aponta um caminho observado em outros países onde o Estado de Direito foi deteriorado. De acordo com o documento, em diferentes contextos, esses países percorrem caminhos similares que iniciam com a consolidação de poder, seguido do controle da informação, o rechaçamento à crítica, a punição à dissidência, restrição ao espaço cívico e enfraquecimento dos mecanismos de responsabilização.

“O ataque ao espaço cívico e ao Estado de Direito, bem como a erosão dos direitos humanos nos Estados Unidos, refletem o padrão global que a Anistia Internacional observa e sobre o qual alerta há décadas”, diz o diretor executivo da Anistia Internacional EUA, Paul O’Brien.

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Escalada de práticas autoritárias

Foram documentados no último ano práticas autoritárias como retirada de direitos de refugiados e migrantes, busca por bodes expiatórios entre comunidades e revogação de proteções contra a discriminação, uso das forças armadas para fins domésticos, desmonte de mecanismos de responsabilização corporativa e de medidas anticorrupção, expansão da vigilância sem supervisão, esforços de combate aos sistemas internacionais de proteção aos direitos humanos.

O relatório destaca ainda que a escalada das práticas autoritárias também ocorre por meio de um sistema de reforço mútuo, como quando as cidades são militarizadas após protestos contra ações repressivas por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).

“Práticas autoritárias só se enraízam quando são normalizadas. Não podemos deixar que isso aconteça nos Estados Unidos. Juntos, temos a oportunidade, e a responsabilidade, de enfrentar este momento desafiador da nossa história e proteger os direitos humanos,” acrescenta O’Brien.

Além dos documentos, o relatório reúne ainda um conjunto de recomendações aos Poderes Executivo, Judiciário, ao Congresso dos Estados Unidos, empresas e atores internacionais. São sugestões de iniciativas para proteção dos espaços públicos, restauração das salvaguardas do Estado de Direito, fortalecimento da responsabilização e para combater a normatização das violações dos direitos humanos.

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Fonte: Agência Brasil