Início Site Página 373

Diretores de escolas públicas bilíngues cobram investimentos e alteração de lei distrital

0

A Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara Legislativa realizou reunião pública na manhã desta segunda-feira (4) para debater o programa de educação bilíngue intercultural (Pebi) da rede pública de ensino do Distrito Federal. Desafios, resultados positivos e demandas foram apresentados por gestores escolares, professores e estudantes das instituições que integram o projeto. 

À frente da discussão, o presidente da CEC, deputado Gabriel Magno (PT), lembrou que o Pebi foi instituído pela Secretaria de Educação do DF por meio da Portaria nº 413/2022, a qual previa a constituição de um grupo de trabalho para regulamentar o programa em até 180 dias. “Esse prazo venceu há tempos; já oficiamos a Secretaria para saber os novos prazos e resultados desse GT”, informou o parlamentar. 

Magno lamentou a ausência de representantes da pasta na reunião e criticou a falta de empenho do governo na implementação e ampliação do Pebi. “O projeto das escolas militarizadas se expande sem lastro jurídico, pedagógico e acadêmico; já as escolas bilingues, que têm vasta literatura acadêmica de resultados práticos, não recebem o mesmo ímpeto de ampliação e investimento”, comparou.

O programa de educação bilíngue funciona graças à parceria com embaixadas, que oferecem cursos aos professores e até materiais didáticos. Atualmente, o DF conta com as seguintes escolas bilíngues: o Centro de Ensino Médio Integrado do Gama (Cemi), com aulas de e em alemão; o Centro Educacional do Lago Norte (CedLan), cuja segunda língua é o francês; o Centro Educacional do Lago (CEL), com inglês; o CED Incra 8, com o ensino de japonês, além de duas escolas bilíngues de Libras e português, voltadas para as pessoas surdas ou com deficiências auditivas. Segundo o deputado Gabriel Magno, o funcionamento do programa no Centro de Ensino Médio de Taguatinga (CEMT), cujo segundo idioma era o espanhol, foi interrompido recentemente.

O diretor do CEL, Vitor Rios, avaliou que as dificuldades enfrentadas por todas as escolas do Pebi são semelhantes e passam pela falta de apoio e investimentos do governo. “Não existe uma padronização: cada escola desenvolve o bilinguismo da forma que consegue. E se uma embaixada não renova o termo de cooperação, o projeto fica esvaziado”, afirmou. Ele elogiou o termo de cooperação com a Embaixada dos Estados Unidos, que permite, por meio de acordo com a Casa Thomas Jefferson, a qualificação e o aperfeiçoamento dos professores.

Ensino diferenciado

Assim como os demais participantes da reunião, Rios defendeu o reconhecimento das escolas bilingues como “estabelecimentos de ensino diferenciado”, nos termos da Lei nº 5.105/2013, a qual trata da carreira de Magistério no DF. “Assim, poderíamos concretizar o projeto na Secretaria de Educação e ter uma gratificação especial para esses professores”, pregou.

A lei em vigor considera “estabelecimentos de ensino diferenciado” apenas a Escola do Parque da Cidade (PROEM) e a Escola dos Meninos e Meninas do Parque, cujos professores em exercício recebem a Gratificação de Atividade de Docência em Estabelecimento de Ensino Diferenciado (GADEED). “Essa lei é de 2013, e a portaria que trata do ensino bilíngue é de 2022. Uma possibilidade é alterar a legislação, atualizá-la para incluir as escolas bilíngues como estabelecimentos de ensino diferenciado”, sugeriu Gabriel Magno.

 

Felipe Ando/Agência CLDF

“Por serem escolas pontuais e diferenciadas, seria importante ter um olhar diferenciado da Secretaria, com aportes especiais”, concordou Viviane Duarte Rocha, diretora do CedLan. A gestora destacou que o objetivo é que os professores de todas as disciplinas consigam ministrar suas aulas em francês, como acontece no Lycée Français. “Isso exige muita qualificação do professor; tempo e dedicação para fluência”, ressaltou, defendendo a concessão de gratificação para esses docentes como forma de estimular a formação continuada.  

Além disso, a diretora levantou outra questão: a falta de livros didáticos em francês, visto que o idioma não está previsto no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Esse problema é compartilhado, também, pelo Centro de Ensino Médio Integrado do Gama (Cemi), bilíngue de alemão. 

O diretor do Cemi, Carlos Lafaiete Formiga, contou que o bilinguismo na escola acontece por meio de parceria com o Instituto Goethe. Ao lamentar a falta de investimento da Secretaria de Educação na iniciativa, ele ressaltou que nem a passagem para São Paulo, para conseguir livros didáticos com a entidade alemã, o governo custeou. Na ocasião, o gestor pagou com recursos do próprio bolso. 

Resultados positivos

Apesar dos desafios e reinvindicações, o programa tem tido bons resultados. Segundo o estudante Adam Lucas Oliveira Porto, do Centro Educacional do Lago (CEL), o empenho e o esforço dos professores têm estimulado os alunos. Ele contou fazer uma oficina de pronunciação em que a professora utiliza material didático da época em que morou fora do Brasil. “É um esforço pessoal dela que deveria ser reconhecido”, avaliou.  

Também do CEL, o estudante Pedro Francisco disse que, quando ingressou no ensino médio, não sabia quase nada de inglês. “Melhorei a ponto de, recentemente, ter mantido uma conversa em inglês com o embaixador da Índia”, celebrou. “Isso é transformador”, completou o jovem. 

“O que falta para essas escolas decolarem é vontade política. Que projeto de educação o governo quer? Por que tem investimento nas escolas militarizadas e não tem nas escolas bilíngues?”, questionou a representante do Sindicato dos Professores (Sinpro/DF) Lúcia Brandão. A sindicalista cobrou compromisso do governo com o programa e sugeriu a oferta de formação específica e continuada para o corpo docente na Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape). 

Encaminhamentos 

O presidente da Comissão de Educação e Cultura da CLDF, Gabriel Magno, elencou uma série de providências a serem tomadas a partir da reunião de hoje. Além da questão legal para conceder uma gratificação para o corpo docente das escolas bilíngues, o parlamentar se comprometeu a cobrar os resultados e a retomada do grupo de trabalho previsto na portaria de criação do programa; a levar a questão dos livros didáticos para o MEC e o FNDE; entre outros encaminhamentos. “Iremos enviar ofícios, requerimentos, indicações e pedidos de reuniões ainda esta semana”, afirmou. 

Fonte: Agência CLDF

Irã nega passagem de navios dos EUA por Ormuz e petróleo dispara

0

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), informação divulgada pelos Estados Unidos (EUA) de que navios comerciais, com bandeira estadunidense, tenham passado pelo Estreito de Ormuz com ajuda de navios de guerra dos EUA.

“Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, informou, em comunicado.

Duas horas antes, o Comando Central dos EUA, que atua na região do Oriente Médio, divulgou que navios de guerra teriam atravessado o estreito escoltando dois navios comerciais estadunidenses como parte do plano de Trump, anunciado nesse domingo (3), para restabelecer o comércio em Ormuz.

“Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz comunicado dos militares estadunidenses.

Segundo os EUA, a missão inclui navios de guerra de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas e 15 mil militares.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou mapa com nova área de controle marítimo sobre Ormuz com duas linhas de segurança que funcionariam como “novas fronteiras de controle” do Estreito.


O novo Estreito de Ormuz controlado pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã.  Ao sul, uma linha entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A oeste, uma linha entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos. Foto: Tasnim News Agency/Divulgação
O novo Estreito de Ormuz controlado pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã.  Ao sul, uma linha entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A oeste, uma linha entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos. Foto: Tasnim News Agency/Divulgação

Petróleo 

Em meio a essa guerra de narrativas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, por onde transitavam até 20% do petróleo do planeta, o preço do barril do petróleo Brent, referência no mercado, subiu 5% nesta segunda-feira, ultrapassando os US$ 114 dólares.

Ao anunciar o plano para restabelecer o comércio na região, Donald Trump ameaçou o Irã caso o “processo” de navegação for impedido. “Essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”, disse em uma rede social.

As autoridades iranianas têm insistido que não é possível reabrir o Estreito de Ormuz por meio das redes sociais, somente por meio de uma negociação que coloque um fim definitivo à guerra, incluindo a frente no Líbano.

Um dos mais importantes comandantes do Irã, o major-general Ali Abdollahi, aconselhou os navios comerciais e petroleiros “a se absterem de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com as Forças Armadas [do Irã] estacionadas lá para não colocar em risco sua segurança”.

Há relatos de dois navios comerciais atacados no Estreito de Ormuz em 24 horas. A Marinha do Irã, por outro lado, diz que impediu a passagem de navios estadunidense-israelenses pelo Estreito, tendo atingido um navio de guerra dos EUA no Golfo do Omã. Os militares dos EUA negam terem sido afetados.

 

Fonte: Agência Brasil

Em meio à guerra no Irã, Brasil bate recorde de produção de petróleo

0

Em um cenário em que a oferta global de petróleo enfrenta desafios causados pela guerra no Irã, o Brasil atingiu, em março, recorde na produção de petróleo e gás.

Em março, que coincidiu com o primeiro mês da guerra desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o Brasil produziu 5,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O recorde anterior pertencia a fevereiro, com 5,304 milhões de boe/d.

Boe é uma unidade de medida que padroniza o volume de gás natural e petróleo, convertendo o gás para o valor energético equivalente a um barril de petróleo bruto. Dessa forma, é possível somar a produção.

Os dados sobre produção foram divulgados nesta segunda-feira (4) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Produção separada

Ao longo de março, foram extraídos 4,247 milhões barris por dia, o que representa acréscimo de 4,6% na comparação com fevereiro e de 17,3% ante março de 2025.

Já a produção de gás natural foi de 204,11 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), expansão de 3,3% em relação ao mês anterior e de 23,3% ante março do ano passado.

O boletim mensal da ANP revela que a produção de óleo cru e gás no pré-sal somou 4,421 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume também é recorde, subindo 3,6% ante fevereiro e 19% na comparação com o mesmo mês de 2025.

O pré-sal, poços produtivos a cerca de 2 mil metros de profundidade da lâmina d’água, representa 79,9% da produção brasileira.

O campo de Búzios, na Bacia de Santos, litoral do Sudeste do país, é o campeão de produção de petróleo, com 886,43 mil barris por dia. O campo com maior produção de gás natural é o Mero, também no pré-sal de Santos, com 42,06 milhões de m³/d.

Os campos operados pela Petrobras, seja sozinha ou em consórcio, produziram 88,23% de tudo o que foi extraído no mês passado no país.

A plataforma da Petrobras Almirante Tamandaré, em Búzios, foi a estrutura que mais ajudou na extração, com 186 mil barris de petróleo por dia.

Reforço em maio

Para o mês de maio, o Brasil conta com reforço na produção de óleo cru e gás natural. Na última sexta-feira (1º) a Petrobras informou que iniciou a produção da plataforma P-79, ancorada em Búzios.

O começo da produção foi antecipado em três meses. A estrutura tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo e de compressão de gás de 7,2 milhões de metros cúbicos (m³) diários. 

Choque do petróleo

Após o início da guerra no Oriente Médio, a Petrobras tem buscado aumentar a produção de óleo e gás no país, de forma a diminuir a dependência do mercado externo.

Por causa do conflito, o transporte de óleo sofreu interrupções no Estreito de Ormuz, passagem marítima no sul do Irã que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá passavam, antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo. O bloqueio de Ormuz tem sido uma das retaliações exercidas pelo Irã.

Com menos óleo circulando pela cadeia de logística, o preço do barril e dos derivados vivenciou uma escalada nós últimos dois meses. No período, o barril do Brent (referência internacional) saltou de aproximadamente US$ 70 para US$ 114.

Como o petróleo é uma commoditie – mercadoria negociada em preços internacionais ─, a escassez representa aumento de preço até em países produtores, como é o caso do Brasil.

O governo brasileiro tem tomado iniciativas para conter a escalada dos derivados de petróleo. Entre as ações estão a isenção de cobrança de impostos e subsídio a produtores e importadores.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro tem alta hospitalar após passar por cirurgia no ombro

0

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve alta hospitalar na tarde desta segunda-feira (4), após realizar uma cirurgia no ombro para tratar uma lesão no manguito rotador direito. 

Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira (1º).

A operação ocorreu sem intercorrências e o ex-presidente apresentou boa evolução clínica. 

A nota do hospital é assinada por cinco profissionais: o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, o cardiologista Leandro Echenique, o cardiologista Brasil Caiado e o diretor-geral Alisson Borges. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

A cirurgia em Bolsonaro foi um reparo artroscópico do manguito rotador, para reparar lesões comprovadas por exames e por relatório fisioterápico. O procedimento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Bolsonaro, que tem 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária desde o dia 24 de março, por decisão de Moraes após uma internação por pneumonia bacteriana. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão por seu papel de liderança na trama golpista.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Avião de bimotor cai e bate em prédio em Belo Horizonte

0

Um avião bimotor de pequeno porte caiu e atingiu um prédio no Bairro Silveira, região nordeste de Belo Horizonte, no fim desta manhã de segunda-feira (4).

Segundo informações do corpo de bombeiros, o piloto e o copiloto morreram no local. Três passageiros que estavam a bordo da aeronave foram resgatos com vida e encaminhados a um hospital nas proximidades.

O avião decolou do Aeroporto da Pampulha e caiu poucos minutos após iniciar o voo. O prédio de três andares que foi atingido fica na Rua Ilacir Pereira Lima. Ninguém que estava dentro do edifício se feriu.

Os bombeiros e a Polícia Militar estão no local. Até o momento não se sabe o que provocou a queda.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Fonte: Agência Brasil

Cármen Lúcia: urna eletrônica acabou com fraudes nas eleições

0

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (4) que a urna eletrônica acabou com a possibilidade de fraudes nas eleições.

A ministra participou do evento que marca os 30 anos de utilização do equipamento nas eleições gerais e municipais. A primeira máquina foi usada em 1996.

Cármen Lúcia relembrou que os eleitores votavam em cédulas em papel, depositadas em urnas de lona e contadas manualmente, mecanismos que poderiam gerar fraudes.

“Nesses 30 anos, acabou com a fraude eleitoral, com a possibilidade de uma pessoa votar por outra e acabou a possibilidade de ter um resultado que não corresponde ao que foi votado”, afirmou.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Mascote

Durante o evento, o TSE lançou o mascote chamado Pilili. O nome foi escolhido em alusão ao alerta sonoro que é feito pela urna eletrônica ao término da votação.

O tribunal pretende usar o mascote em eventos institucionais para motivar os eleitores jovens a comparecerem às urnas nas eleições de outubro.

“O que nós queremos é que, cada vez mais, quem chegar a ter 16 anos até o dia 4 de outubro possa votar, exercer esse seu direito e ser um verdadeiro cidadão, que diz quem ocupará os cargos de direção do país”, completou Cármen Lúcia.

Eleição

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês. 

Fonte: Agência Brasil

Dia da Mães: Basileu França realiza série de concertos sinfônicos gratuitos

0

Os grupos sinfônicos da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França prepararam uma série de concertos para celebrar o Dia das Mães juntamente com as famílias goianas.

As apresentações serão realizadas em dois dias, com repertório variados que transitam da música clássica e popular brasileira, no Teatro Escola, no setor Leste Universitário, em Goiânia. A entrada é gratuita.

No domingo (10/05), às 10 horas e 30 minutos, o público poderá acompanhar a sessão dupla com as Orquestras Infantil Mozart e a Juvenil Pedro Ludovico Teixeira. O concerto contará com a participação goiana Maria Eugênia.

Regida pelo maestro Tiago Biscaro, a Orquestra Infantil Mozart executará um repertório com grandes clássicos da música internacional e popular brasileira, com arranjos especialmente produzidos para a apresentação.

No programa se destacam as canções Como é grande o meu amor por você, de Roberto e Erasmo Carlos, Eu sei que vou te amar, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e Somewhere over the rainbow, a de Harold Arlen, que entrou para a trilha sonora de diversas produções audiovisuais mundiais.

Na sequência, a Orquestra Juvenil Pedro Ludovico sobe ao palco sob o comando do maestro Erick Félix, para interpretar outras canções populares que se tornaram símbolos da cultura brasileira.

Basileu França realiza série de concertos sinfônicos gratuitos para celebrar o Dia da Mães
Cantora Maria Eugênia se apresenta junto a Orquestra Juvenil Pedro Ludovico (Foto: Paulo Chaffin)

Nesta segunda sessão, o público será convidado a acompanhar os jovens em composições que se eternizaram nas vozes de Milton Nascimento, Pixinguinha, Gal Costa, Maria Bethânia e Elis Regina. A cantora Maria Eugênia também participa desta apresentação, reforçando o caráter comemorativo do concerto.

“Preparamos para o público goiano uma experiência única com obras consagradas do repertório de concerto, mas também da música internacional e popular brasileira. O público pode esperar dois concertos surpreendentes, expressivos e com um toque de sensibilidade artística que só é possível com nossas orquestras infantojuvenis”, disse o maestro titular da Orquestra Juvenil do Basileu França, Erick Félix.

Segundo ele, esta iniciativa reafirma o compromisso com a difusão cultural e a valorização dos nossos talentos, oferecendo ao público dois concertos que vão transbordar afeto e carinho através da música para homenagear todas as mães.

Segunda-feira

Grupos sinfônicos da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França prepararam concertos para Dia das Mães (Foto: Secti)

Para encerrar as comemorações da data, os músicos do Coro Sinfônico Jovem de Goiás realizam, na segunda-feira (11/04), às 20 horas, a segunda edição do concerto Natural.

Sob o comando do maestro Wéber Assis, o espetáculo propõe uma imersão sensorial na natureza ao convidar os goianos a deixarem o ritmo acelerado do centro urbano por meio do lirismo musical. No programa estão obras consagradas de Ravel, Carlos Guastavino, Dorival Caymmi e Tom Jobim.

Serviço

Assunto: Concertos em homenagem ao Dia das Mães
Quando: Domingo (10/5), às 10h30 – Orquestra Infantil Mozat/Juvenil Pedro Ludovico Teixeira; Segunda-feira (11/5), às 20h – Coro Sinfônico Jovem de Goiás
Onde: Teatro Escola Basileu França – Av. Universitária, nº 1750, Setor Leste Universitário, Goiânia-GO
Entrada gratuita

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Pioneiro do rap no DF, Daher Chagas receberá Título de Cidadão Honorário de Brasília

0

O rapper Daher Chagas Mittelstaedt receberá o Título de Cidadão Honorário de Brasília (TCHB), em sessão solene nesta quarta-feira (6), às 19h, no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O músico é um dos pioneiros do rap brasiliense e fundador do grupo Guind’art 121.

A honraria foi uma iniciativa do deputado distrital Ricardo Vale (PT), autor do Decreto Legislativo 2.493/2024. Na justificativa da proposta, Vale destaca que o artista “continua atuante na cultura, promovendo vários eventos e trabalhos sociais, como arrecadação de alimentos, beneficiando novos talentos, abrindo portas para jovens ingressarem na cultura”. O parlamentar ressalta que “Daher está há 30 anos na cultura hip-hop interruptamente, sem descansar um minuto. A cultura faz parte da sua vida e corre em suas veias”.

Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Daher Chagas nasceu em 10 de dezembro de 1968, em Goiânia (GO), e veio para Planaltina em 1991, onde desenvolveu carreira profissional e ajudou a consolidar o hip-hop do DF. Em 1994, lançou seu álbum de estreia “Ser ou não ser gangster”, com o grupo Guind’art 121. A banda segue na ativa: em abril de 2026, após um hiato de dez anos, lançou o álbum “Resistência Atual”.

A cidadania honorária é concedida a pessoas que nasceram em outras unidades federativas e prestaram relevantes serviços para a população do Distrito Federal.  A cerimônia de entrega do título será aberta ao público e transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo), e no YouTube da emissora.

Serviço
Sessão solene: Outorga de Título de Cidadão Honorário de Brasília ao Senhor Daher Chagas Mittelstaedt
Data: 6 de maio, quarta-feira
Horário: 19h
Local: plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Fonte: Agência CLDF

Mísseis atingem navio de guerra dos EUA que tentava entrar em Ormuz

0

A Marinha do Irã impediu que navios de guerra “americano-sionistas” entrassem no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias Fars disse que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos (EUA) perto de Jask, no Golfo de Omã, depois que ele ignorou os avisos iranianos.

Uma autoridade de alto escalão dos EUA negou que um navio norte-americano tenha sido atingido por mísseis iranianos, segundo um repórter do site Axios. A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.

O Irã havia alertado hoje as forças norte-americanas para não entrarem na hidrovia estratégica, depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos “guiariam” os navios retidos no Golfo pela guerra contra o Irã.

Trump deu poucos detalhes sobre o plano para ajudar os navios e suas tripulações que estão confinados na hidrovia e estão ficando sem alimentos e outros suprimentos com mais de dois meses do conflito.

“Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que possam continuar livremente e habilmente com seus negócios”, disse Trump em publicação no seu site Truth Social no domingo.

Em resposta, o comando unificado do Irã alertou os navios comerciais e petroleiros para que se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com os militares do Irã.

“Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as Forças Armadas”, declarou Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças, em comunicado.

“Alertamos que quaisquer Forças Armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz.”

Desde o início da guerra, o Irã bloqueou quase todos os navios que entram e saem do Golfo, exceto os seus próprios, cortando cerca de um quinto das remessas de petróleo e gás do mundo e fazendo com que os preços subissem 50% ou mais.

O Comando Central  (Centcom) dos EUA, que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, disse que apoiaria o esforço de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones.

“Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval”, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, em comunicado.

Fonte: Agência Brasil

CLDF presta homenagem a heróis de guerra da Força Expedicionária Brasileira

0

Em solenidade realizada no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta segunda‑feira (4), militares do Exército Brasileiro e familiares de pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que atuaram na Segunda Guerra Mundial, foram homenageados com moções de louvor. A cerimônia foi idealizada pelo deputado Roosevelt Vilela (PL) e contou também com a presença de representantes de associações de ex‑combatentes. A homenagem destacou os feitos dos militares brasileiros durante a Batalha de Monte Castello, no norte da Itália. O confronto integra os eventos que culminaram no Dia da Vitória, celebrado em 8 de maio de 1945, data que marcou a rendição das tropas alemãs.

“Estamos aqui para reconhecer nosso passado, nossos heróis, pessoas que contribuíram efetivamente — muitas vezes com o sacrifício da própria vida — para que trilhássemos o caminho em que estamos hoje”, declarou Roosevelt.

 

Foto: Felipe Ando/Agência CLDF

O parlamentar ressaltou valores como coragem e perseverança como marcas fundamentais dos pracinhas da FEB e afirmou que esses atributos devem servir de exemplo para as futuras gerações. “O legado, a trajetória e a bravura dessas pessoas nos orgulham e nos mostram um caminho. Sinto‑me muito lisonjeado de estar aqui prestando esta homenagem”, afirmou.

Representando a Associação Histórico‑Cultural Monte Castello, Flávio Noronha descreveu os combates e os reflexos históricos da atuação brasileira na guerra. Segundo ele, a FEB permaneceu por sete meses e 19 dias em solo europeu e teve importância crucial para o desfecho do conflito.

>> Confira mais imagens da solenidade

“Oito de maio representa o suspiro profundo de um mundo que finalmente voltou a respirar. Foi o dia em que os ideais tirânicos encontraram limites nas forças aliadas, dentre elas a FEB, cujos combatentes se tornaram gigantes”, disse.

O presidente da Associação dos Ex‑combatentes do Brasil – Sede Brasília (AECB‑DF) destacou a importância das entidades associativas para o acolhimento de ex‑combatentes e seus familiares, além do papel fundamental na preservação da memória militar. Segundo ele, o Estado brasileiro não teria dado a devida atenção aos heróis de guerra, que teriam sido “abandonados à própria sorte” após o retorno do conflito.

“A missão das associações é tentar corrigir os erros deixados como legado pelo Estado brasileiro, lutando pelo bem‑estar dos ex‑combatentes e de seus descendentes”, afirmou.

 

Foto: Felipe Ando/Agência CLDF

O general de brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva falou sobre as dificuldades logísticas e estruturais enfrentadas pelo Exército brasileiro à época, destacando os desafios para o envio das tropas ao combate. Segundo informou, em 1943, o Brasil mobilizou cerca de 25 mil combatentes — operação que, mesmo com a estrutura atual, seria considerada extremamente complexa.

“O Brasil não estava preparado para uma guerra, mas a honra nacional ferida precisava ser lavada. A FEB superou enormes dificuldades logísticas, demonstrou o valor do nosso povo e marcou o início da projeção do Brasil no cenário mundial”, afirmou.

Durante a cerimônia, o deputado Roosevelt Vilela entregou uma moção de louvor ao tenente‑coronel Nestor da Silva, combatente da Batalha de Monte Castello, atualmente com 108 anos. A honraria foi recebida pela filha do militar, Márcia Maria da Silva Leme. O parlamentar informou ainda que será concedido ao tenente‑coronel o Título de Cidadão Honorário de Brasília.

“Que a história da FEB não seja esquecida. Que as escolas, as entidades e o Exército Brasileiro continuem divulgando esse legado para que nossos jovens saibam que tivemos heróis nacionais e internacionais”, declarou Márcia ao receber a homenagem. Ao final da solenidade, militares representantes de associações de ex‑combatentes também foram agraciados com moções de louvor.

A FEB na Segunda Guerra

A participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial começou a ser desenhada em 1942, quando submarinos alemães e italianos passaram a torpedear navios mercantes brasileiros no Atlântico, provocando a morte de centenas de civis. Os ataques, concentrados sobretudo em agosto daquele ano, causaram comoção nacional e manifestações populares que pressionaram o governo de Getúlio Vargas a abandonar a neutralidade. Em 22 de agosto de 1942, o Brasil declarou guerra às potências do Eixo e, no ano seguinte, decidiu enviar uma força terrestre para lutar ao lado dos Aliados na Europa.

Criada oficialmente em 1943, a FEB foi formada por cerca de 25 mil soldados, em sua maioria civis convocados, que passaram por treinamento acelerado e receberam equipamentos norte‑americanos. O primeiro contingente embarcou para a Itália em julho de 1944, integrando o V Exército dos Estados Unidos, na Campanha da Itália. A chegada dos brasileiros marcou a entrada do Brasil como o único país da América do Sul a enviar tropas terrestres para o front europeu, em um contexto grandes desafios logísticos e climáticos.

Em solo italiano, a FEB enfrentou um dos terrenos mais difíceis do conflito: os Apeninos, com frio intenso, neve e posições alemãs fortificadas. Os brasileiros participaram de combates decisivos, como Monte Prano, Monte Castello, Castelnuovo di Vergato e Montese. A vitória em Monte Castello, em 21 de fevereiro de 1945, após meses de tentativas frustradas, tornou‑se o símbolo maior da atuação da FEB, abrindo caminho para o avanço aliado no norte da Itália e consolidando a reputação de combate dos pracinhas.

Na fase final da guerra, a FEB protagonizou sua maior vitória tática na batalha de Collecchio‑Fornovo, em abril de 1945, quando cercou e forçou a rendição de cerca de 15 mil a 20 mil soldados alemães e italianos, incluindo unidades inteiras do Eixo. Poucas semanas depois, em 8 de maio de 1945, a rendição incondicional da Alemanha pôs fim à guerra na Europa. O Brasil saía do conflito com reconhecimento internacional, centenas de baixas e um legado histórico marcado pela participação decisiva de seus soldados na derrota do nazifascismo.

Fonte: Agência CLDF