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Pegadas de dinossauros são achadas próximas dos Jogos de Inverno

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Paleontólogos italianos descobriram milhares de pegadas de dinossauros em uma parede rochosa quase vertical a mais de 2 mil metros acima do nível do mar no Parque Nacional Stelvio, uma descoberta que, segundo eles, está entre os sítios mais ricos do mundo para o período Triássico.

As pegadas, algumas com até 40 centímetros de largura e apresentando marcas de garras, estendem-se por cerca de cinco quilômetros no vale glacial de alta altitude de Fraele, perto de Bormio, uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, na região norte da Lombardia.

“Este é um dos maiores e mais antigos sítios de pegadas da Itália, e um dos mais espetaculares que vi em 35 anos”, disse Cristiano Dal Sasso, paleontólogo do Museu de História Natural de Milão, em uma coletiva de imprensa na terça-feira na sede da Região da Lombardia.

Especialistas acreditam que as pegadas foram deixadas por manadas de herbívoros de pescoço comprido, provavelmente plateossauros, há mais de 200 milhões de anos, quando a área era uma lagoa quente, ideal para os dinossauros vagarem pelas praias, deixando rastros na lama perto da água.

“As pegadas foram impressas quando os sedimentos ainda estavam moles, nas amplas planícies de maré que circundavam o Oceano Tétis”, disse Fabio Massimo Petti, icnólogo do museu MUSE de Trento, que participava da mesma coletiva de imprensa.

“A lama, agora transformada em rocha, permitiu a preservação de detalhes anatômicos notáveis ​​dos pés, como impressões dos dedos e até mesmo das garras”, acrescentou Petti.

À medida que a placa africana se movia gradualmente para o norte, fechando e secando o Oceano Tétis, as rochas sedimentares que formavam o fundo do mar foram dobradas, criando os Alpes.

As pegadas fossilizadas de dinossauros mudaram de uma posição horizontal para uma vertical na encosta de uma montanha, avistadas por um fotógrafo de vida selvagem em setembro enquanto perseguia veados e abutres-barbudos, disseram especialistas.

“As ciências naturais oferecem aos Jogos de Milão-Cortina 2026 um presente inesperado e precioso de eras remotas”, disse Giovanni Malagò, presidente do Comitê Organizador de Milão-Cortina 2026, a jornalistas.

A área não pode ser acessada por trilhas, portanto, drones e tecnologias de sensoriamento remoto terão que ser usados ​​para estudá-la.


Fonte: Agência Brasil

Morre José Álvaro Moisés, intelectual fundador do PT

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O professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), José Álvaro Moisés, morreu nesta sexta-feira (13), aos 80 anos, no litoral paulista. A morte foi confirmada pela Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP).

José Álvaro Moisés foi uma das principais referências da ciência política brasileira, com contribuições fundamentais para os estudos sobre democracia, instituições políticas, cultura política e qualidade da democracia.

“Sua trajetória acadêmica, marcada pelo rigor intelectual e pelo compromisso com a vida pública deixa um legado incontornável para a área e para gerações de pesquisadoras e pesquisadores”, destacou a associação, em nota.

Moisés, graduado em ciências sociais pela USP em 1970, mestre em política e governo pela Universidade de Essex, em 1972, e doutor em ciência política pela USP, em 1978, foi professor visitante do Centro Latino-americano da Universidade de Oxford em 1991 e 1992).

Ultimamente, atuou como professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, Coordenador do Grupo de Pesquisa da Qualidade da Democracia do mesmo instituto e pesquisador do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, do qual foi diretor de 1995 a 2017.

O professor foi também Secretário de Apoio à Cultura (1995-1998) e Secretário de Audiovisual (1999-2002) do Ministério da Cultura e coordenou a pesquisa Cultura e Democracia (1998/2002) realizada pelo Ministério e a Universidade de Maryland com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Entre seus principais livros, estão A Crise da Democracia Representativa e o Neopopulismo no Brasil (konrad adenauer, 2020); Crises da Democracia o Papel do Congresso, dos Deputados e dos Partidos (appris, 2019); A Desconfiança Política e os seus Impactos na Qualidade da Democracia (edusp. 2013) e Democracia e Desconfiança por que os Cidadãos Desconfiam das Instituições Públicas (edusp, 2010).

Fonte: Agência Brasil

STF forma maioria contra aposentadoria especial a vigilantes

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no plenário virtual contra a concessão de benefício para a aposentadoria especial de profissionais da vigilância. Por seis votos a quatro, os ministros votaram a favor do voto divergente, apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O relator da matéria – e voto vencido – foi o ministro Kássio Nunes, cujo posicionamento era favorável a conceder aos vigilantes carreira especial, o que concederia a eles aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Votaram contrários à aposentadoria especial para vigilantes os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça, além de Gilmar Mendes.

Votaram a favor do benefício os ministros Kassio Nunes Marques (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

INSS

O plenário virtual da Corte julga recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância que reconheceu o benefício.

O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões em 35 anos.

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes alegou que a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e que a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais.

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator, que foi voto vencido.

Fonte: Agência Brasil

Escândalo no STF: Supostamente Toffoli muda voto em causa de R$ 1,5 bi após conversas de Fábio Faria com Vorcaro

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Mensagens revelam articulação sobre julgamento da Usina Alcídia

Mensagens trocadas entre o ex-ministro Fábio Faria e o banqueiro Daniel Vorcaro, recuperadas pela PF, indicam influência direta sobre o voto do ministro Dias Toffoli em julgamento bilionário no STF.[1][1] Faria, amigo íntimo de Vorcaro, atuava como ponte entre o empresário e o mundo político, inclusive marcando encontros com Toffoli após a venda da participação do ministro no resort Tayayá.[1][1] O caso envolve ações indenizatórias da Usina Alcídia por controle de preços no setor sucroalcooleiro, resultando em condenação da União a pagar R$ 1,5 bilhão atualizados pelo IPCA mais juros.[1][1]

Mudança de posição de Toffoli levanta suspeitas

Oito meses antes, Toffoli votou contra interesses semelhantes da Raízen Energia, negando indenização de R$ 125 milhões, em processo idêntico ao da usina.[1][1] Em 13 de setembro de 2024, Vorcaro informa Faria que Toffoli “poderia mudar o voto”, citando o advogado Carlos Vieira Filho, filho do presidente da Caixa.[1][1] No julgamento presencial da Segunda Turma, em outubro de 2024, Toffoli vota a favor da usina, alinhado a Fachin e Nunes Marques, contra Gilmar Mendes e André Mendonça.[1][1]

Evolução patrimonial de Toffoli intriga e questiona legalidade

Dias Toffoli, formado em Direito pela USP sem histórico de aprovação em concurso público e carreira inicial como advogado trabalhista ligado ao PT, acumulou patrimônio imobiliário estimado em R$ 26,5 milhões no DF, somando bens seus, da filha Pietra Ortega Toffoli, da ex-esposa Roberta Rangel e do escritório Rangel Advogados.[2][3][4] Entre 2022 e 2025, foram adquiridos quatro imóveis por R$ 4,9 milhões à vista, em áreas nobres como Noroeste (metro quadrado mais caro do DF), Lago Norte e Asa Norte, incluindo apartamento de R$ 2,5 milhões pela filha de 25 anos e terreno de R$ 7 milhões pelo escritório.[3][4][5][6] Com salário de ministro em torno de R$ 46 mil líquidos mensais, sem renda declarada extra além de participações familiares como a Maridt (vendida a Vorcaro), o crescimento patrimonial durante o mandato no STF (desde 2009) levanta dúvidas sobre origens, especialmente sem empreendimentos empresariais prévios.[3][4]

Separação com Roberta Rangel coincide com denúncias

Toffoli e Roberta Rangel se separaram no primeiro semestre de 2024, período de pico de denúncias sobre influência no STF e crescimento de 140% na atuação dela como advogada nessas cortes desde a posse dele em 2009.[7][8] Escritório da ex-esposa detém salas comerciais de R$ 4,4 milhões perto dos tribunais e terreno no Lago Norte ligado à suposta sogra do ministro.[3][4] Críticos apontam possível blindagem patrimonial via divisão conjugal em meio a escândalos como o Banco Master.[7][8]

Papel de Gilmar Mendes na defesa de Toffoli

Gilmar Mendes, decano do STF, defendeu publicamente Toffoli em janeiro de 2026 contra críticas no caso Banco Master, reforçando “blindagem” institucional ao negar suspeição apesar de encontros do colega com investigados.[9][10] Essa postura ocorre em contexto de questionamentos sobre conduta ética no STF, com Mendes votando contra a tese da usina mas apoiando Toffoli em outros episódios.[1][9]

Relação patrimonial e tentativas de reaproximação

Vorcaro comprou a cota de Toffoli no resort Tayayá via fundo de investimentos em setembro de 2021, o que esfriou a relação próxima entre eles.[1][1] Faria tentou reaproximá-los com encontro fora do STF, mas a conversa azedou por comentário de Toffoli sobre outro banqueiro.[1][1] O escritório ligado a Faria negocia ativos judiciais bilionários como esse, reforçando indícios de conflito de interesses.[1][1]

PF aponta tráfico de influência no relatório

A PF enviou relatório de 200 páginas ao STF com as mensagens, vistas como suspeitas de tráfico de influência em torno do voto de Toffoli.[1][1] O tema foi discutido em reunião reservada de ministros em 12 de fevereiro de 2026, levando à saída de Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master.[1][1] Vorcaro não tem ações na usina, mas as conversas sugerem monitoramento privilegiado do julgamento.[1][1]

Nota de Faria nega irregularidades

Fábio Faria afirmou conhecer Vorcaro após deixar o Ministério das Comunicações, negando qualquer interlocução com ministros sobre processos ou atuação como advogado no caso.[1] Ele descreve as mensagens como “percepções sobre cenários públicos” e reforça dedicação a atividades privadas lícitas.[1] A nota não explica o contexto das discussões sobre o voto específico de Toffoli.[1]

**Olho**: Suspeitas de influência indevida e patrimônio incompatível com salário público alimentam crise no STF; CNJ e PGR devem investigar origens de R$ 26 mi em imóveis e votos “virados” em causas bilionárias.[2][3][4]

 

Citações:

[1] Conversas entre Fábio Faria e Vorcaro eram sobre voto de … https://www.youtube.com/watch?v=ix3SDWuO988

[2] Patrimônio de Toffoli e família cresce com imóveis milionários no DF https://revistaoeste.com/politica/patrimonio-de-toffoli-e-familia-cresce-com-imoveis-milionarios-no-df/

[3] Patrimônio de Toffoli e família chega a R$ 26 milhões com imóveis … https://www.diariodocentrodomundo.com.br/patrimonio-de-toffoli-e-familia-chega-a-r-26-milhoes-com-imoveis-em-brasilia/

[4] Toffoli e familiares acumulam R$ 26 milhões em imóveis no DF https://www.brasil247.com/brasil/toffoli-e-familiares-acumulam-r-26-milhoes-em-imoveis-no-df

[5] Patrimônio imobiliário da família de Toffoli cresce no DF https://sctd.com.br/politica/patrimonio-imobiliario-da-familia-de-toffoli-cresce-no-df/

[6] O ministro do STF Dias Toffoli e seus familiares acumularam um … https://www.instagram.com/p/DUqnFUpADmF/

[7] Atuação de ex-mulher de Toffoli no STF e STJ cresce após … https://www.acritica.net/editorias/justica/atuacao-de-ex-mulher-de-toffoli-no-stf-e-stj-cresce-apos-posse-do/865541/

[8] Atuação de ex-mulher de Toffoli cresce 140% no STF e STJ https://investidoresbrasil.com.br/atuacao-de-ex-mulher-de-toffoli-cresce-140-no-stf-e-stj/

[9] Gilmar Mendes defende Toffoli em meio a críticas no STF https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2026/1/26/gilmar-reforca-blindagem-a-toffoli-em-meio-a-pressao-sobre-o-stf

[10] Gilmar Mendes sai em defesa de Toffoli em meio a críticas por … https://www.infomoney.com.br/economia/gilmar-mendes-sai-em-defesa-de-toffoli-em-meio-a-criticas-por-atuacao-no-caso-master/

[11] O patrimônio imobiliário atribuído ao ministro Dias Toffoli, à sua … https://www.facebook.com/bibonunes/videos/o-patrim%C3%B4nio-imobili%C3%A1rio-atribu%C3%ADdo-ao-ministro-dias-toffoli-%C3%A0-sua-esposa-e-%C3%A0-sua/1599786427833724/

[12] O patrimônio imobiliário atribuído ao ministro Dias Toffoli, à sua … https://www.facebook.com/bibonunes/posts/o-patrim%C3%B4nio-imobili%C3%A1rio-atribu%C3%ADdo-ao-ministro-dias-toffoli-%C3%A0-sua-esposa-e-%C3%A0-sua/1458646252290094/

[13] Patrimônio imobiliário ligado a Toffoli chega a R$ 26,5 milhões | OP News https://www.youtube.com/watch?v=t_WHZrZOKpo

[14] Procurador acusa Dias Toffoli de liberar R$ 200 milhões de maneira … https://www.tribunadainternet.com.br/2026/01/22/procurador-acusa-dias-toffoli-de-liberar-r-200-milhoes-de-maneira-ilegal/

[15] Procurador acusa Dias Toffoli de liberar R$ 200 milhões … http://tribunadainternet.com.br/2026/01/22/procurador-acusa-dias-toffoli-de-liberar-r-200-milhoes-de-maneira-ilegal/

[16] Toffoli, junto à filha e ex-esposa, acumula R$ 26 milhões … https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/toffoli-junto-filha-ex-esposa-acumula-milhoes-em-imoveis/615080/

Matéria feita com ajuda do Perplexity IA

Brasil encerra Mundial de parabadminton com bronze de Vitor Tavares

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O Campeonato Mundial de parabadminton terminou neste sábado (14), em Manama, no Bahrein. A participação brasileira chegou ao fim na última sexta-feira (13), com o paranaense Vitor Tavares conquistando a medalha de bronze nas duplas masculinas da classe SH6 (baixa estatura).

Vitor atuou ao lado do estadunidense Miles Krajewski. Na semifinal, eles perderam para os chineses Lin Naili e Zeng Qingtao por 2 sets a 0, parciais de 21/14 e 21/12. Como não há disputa de terceiro lugar, a parceria do brasileiro assegurou o bronze. Mesma cor de medalha que o paranaense obteve na Paralimpíada de Paris, na França, em 2024, mas jogando simples.

Desta vez, Vitor ficou distante da briga por medalhas na chave individual. Ele foi eliminado nas oitavas de final do Mundial. Curiosamente, quem o superou foi Krajewski, parceiro de duplas. O brasileiro realizou oito jogos em Manama, com seis vitórias e duas derrotas.

Ao todo, 14 atletas representaram o país no Mundial, que teve início no último dia 8 de fevereiro. Fora Vitor, os melhores resultados vieram com as mulheres em classes para atletas com deficiências de membros inferiores, mas que andam.

Na disputa de simples da classe SL4, a maranhense Ana Carolina Coutinho e a paranaense Edwarda Oliveira atingiram as quartas de final. Mesma campanha da parceria entre a paulista Mikaela Almeida e a paranaense Kauana Beckenkamp nas duplas das classes SL3-SU5 (inclui atletas com deficiência de membros superiores).

Fonte: Agência Brasil

Lucas Pinheiro conquista 1° ouro para o Brasil em Olimpíada de Inverno

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A história foi escrita em Bormio, cidade nos Alpes italianos, próxima à divisa com a Suíça. Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha do Brasil em uma Olimpíada de Inverno. E logo a dourada. O esquiador venceu a prova do slalom gigante nos Jogos de Milão e Cortina.

O slalom gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, as chamadas “portas”, separadas por cerca de 25 metros. O esquiador deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.

Nascido em Oslo, capital da Noruega, mas de mãe brasileira, Lucas realizou as descidas em 2min25s, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.

Lucas assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1min13s92. Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1min11s08), a marca foi suficiente para o brasileiro se manter à frente dos suíços Odermatt e Meillard.

Trajetória

Aos 25 anos, Lucas defendeu a Noruega até 2023, quando anunciou que iria parar de competir. Ele disputou a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, como atleta nórdico, mas não completou as provas que participou.

Em 2024, voltou atrás na ideia de aposentadoria e procurou o Brasil. No ano seguinte, passou a representar a terra natal de sua mãe, conquistando pódios históricos em etapas de Copa do Mundo de esqui alpino, culminando no ouro inédito em Bormio, neste sábado.

Antes de Lucas, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno era de Isabel Clark. Nos Jogos de Turim, também na Itália, há 20 anos, a carioca ficou em nono no snowboard cross.

Outro a competir na prova deste sábado foi Giovanni Ongaro. Também filho de mãe brasileira, mas nascido em Clusone, na Itália, ele somou 2min34s15 nas descidas, ficando na 31ª posição.

Brasil nos Jogos

O ouro deste sábado pode ter sido somente a primeira medalha do Brasil em Milão-Cortina.

Na segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília) será a vez do slalom, prova semelhante à versão “gigante”, com a diferença que a distância entre os mastros é menor (cerca de 13 metros).

Além de Lucas e Giovanni, o Brasil será representado pelo carioca Chrisitan Soevik, outro que é filho de pai norueguês e mãe brasileira.

Matéria ampliada às 11h40

Fonte: Agência Brasil

Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI

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Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) constatou que o programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos.

Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina, por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família.

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que os homens.

O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. Para se ter uma ideia, se a diferença da participação de homens e mulheres no mercado de trabalho caísse de 20 para 10 pontos percentuais, até 2033 o crescimento do país poderia aumentar meio ponto percentual.

E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa. Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres.

São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho.

Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho. A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais.


Fonte: Agência Brasil

Lula sanciona programa Gás do Povo; saiba como funciona

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (13) a Lei nº 15.348, que institui o programa Gás do Povo. A iniciativa assegura gratuidade na recarga do botijão de gás de cozinha de 13 quilos (kg) para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que tenham renda per capita de até meio salário mínimo.

Em nota, a Presidência da República informou que o programa busca enfrentar a pobreza energética de famílias de baixa renda, sobretudo a dificuldade de acesso ao gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha. A previsão do governo é que o programa esteja em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias (cerca de 50 milhões de pessoas) serão contempladas.

A iniciativa envolve os ministérios de Minas e Energia e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, além da Caixa.

“Com o marco de 10 mil pontos de comercialização credenciados em menos de dois meses, uma em cada seis revendas de GLP do país está conectada à iniciativa”, destacou o Planalto.

Entenda

Para se candidatar ao programa, a família deve ser beneficiária do Bolsa Família com pelo menos duas pessoas, ter renda per capita de até meio salário mínimo e manter o CadÚnico atualizado nos últimos 24 meses. Também é preciso que o CPF do responsável familiar esteja regular e que o cadastro não apresente pendências como averiguação cadastral ou indício de óbito.

Aplicativo

No app Meu Social – Gás do Povo, as famílias podem verificar se estão elegíveis, conferir a situação do vale recarga e encontrar revendas credenciadas, além de telefones e endereços de pontos credenciados.

Para pessoas sem acesso à internet ou celular, também é possível usar o vale recarga por meio das opções: cartão do Programa Bolsa Família (com chip); cartão de débito da Caixa; informando o CPF do responsável familiar na máquina do cartão.

Canais

Beneficiários do CadÚnico podem consultar o direito ao vale recarga Gás do Povo pelos seguintes canais:

– aplicativo Meu Social – Gás do Povo

– consulta do CPF do responsável familiar na página do programa 

Portal Cidadão Caixa 

– Atendimento Caixa Cidadão – 0800 726 0207

Fonte: Agência Brasil

Naufrágio no Amazonas deixa dois mortos e sete pessoas desaparecidas

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Uma lancha naufragou na tarde dessa sexta-feira (13) próximo a Manaus, no Amazonas, deixando dois mortos e sete pessoas desaparecidas. O governo do Amazonas montou uma força-tarefa para o resgate das vítimas e a busca pelos desaparecidos segue neste sábado (14).

Os passageiros viajavam na lancha rápida Lima de Abreu XV, que saiu de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte. O naufrágio ocorreu na região do encontro dos rios Negro e Solimões e 71 pessoas foram resgatadas por outra embarcação que passava pelo local.

O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Marinha e equipes de assistência social e segurança foram mobilizados nas buscas, no resgate e no apoio às vítimas. Mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas na área do acidente.

Os dois mortos são uma mulher de 22 anos e uma criança do sexo feminino de aproximadamente três anos. A criança chegou a ser resgatada pelas equipes de salvamento e encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, da zona leste de Manaus, mas deu entrada na unidade já sem vida. Os dois corpos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML), para identificação e liberação às famílias.

As 71 pessoas resgatadas com vida também foram levadas para Manaus. Quatro adultos deram entrada em unidades da rede estadual de saúde. Dois pacientes fizeram exames e permanecem sob acompanhamento da equipe multidisciplinar, com quadros estáveis. Mais dois adultos receberam atendimento, passaram por avaliação clínica, exames e receberam alta hospitalar com orientações médicas.

O condutor da embarcação foi detido no início da noite e as investigações estão sendo feitas para apurar as causas do naufrágio.


Fonte: Agência Brasil

Organizações denunciam à ONU fome e violação de direitos em presídios

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O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), em conjunto com outras organizações, encaminhou ao Comitê contra a Tortura da Organização das Nações Unidas (CAT/ONU) dois documentos com denúncias sobre a insegurança alimentar nas prisões – a chamada “pena de fome” – e sobre irregularidades nas audiências de custódia. As ocorrências configuram graves violações de direitos humanos no sistema de justiça criminal brasileiro, afirmam as entidades. 

O Comitê da ONU contra a Tortura realizará, neste ano, uma visita técnica ao Brasil para avaliar o cumprimento da Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, em vigor no país desde 1991.

Antes e durante a missão, o grupo receberá contribuições da sociedade civil e, ao final, vai elaborar um relatório com recomendações ao governo brasileiro. O envio do material, no mês de janeiro, tem o objetivo de subsidiar a formulação das recomendações.

Documentos

O primeiro documento, elaborado pelo instituto em parceria com a Associação para a Prevenção da Tortura (APT) e com o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), analisou falhas na apuração de denúncias de tortura e maus-tratos feitas durante audiências de custódia. O relatório se baseia em dados da pesquisa Direito sob Custódia (2025).

“O respeito aos direitos da pessoa custodiada foi 17,5% maior nas audiências presenciais em comparação às realizadas por videoconferência. Ainda assim, a modalidade virtual segue predominante. Em 2024, apenas 26% das audiências de custódia no país ocorreram de forma presencial”, relatou o IDDD, em nota.

O relatório evidencia ainda a subnotificação da violência policial. “Embora 19,3% das pessoas custodiadas tenham relatado violência durante as audiências, apenas 5,5% desses relatos foram oficialmente registrados em ata das audiências”, diz a entidade. Mesmo quando há registro, mais de um quarto dos casos não resulta em qualquer encaminhamento para investigação.

O segundo documento enviado ao Comitê da ONU aponta a precariedade da alimentação nas prisões brasileiras e foi elaborado pelo MNPCT em parceria com o Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), a Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, a Justiça Global e o IDDD. O relatório atualiza denúncias já apresentadas pelas organizações ao CAT em 2023, apontando um agravamento das condições com base em novas inspeções do MNPCT realizadas em 2025.

“O documento afirma que a chamada ‘pena de fome’ configura uma prática estatal sistemática. Há registros de pessoas privadas de liberdade submetidas a jejuns de até 18 horas consecutivas, além de casos de desnutrição e racionamento de água em diversas unidades prisionais do país”, explica o IDDD.

A denúncia aponta ainda o avanço da terceirização da alimentação carcerária, que atinge atualmente cerca de 60% dos estabelecimentos prisionais brasileiros. Em muitos casos, as refeições chegam frias e com baixa qualidade nutricional e sanitária, o que, segundo as entidades, transforma um direito humano básico em um serviço orientado por interesses econômicos.

As recomendações apresentadas pelas organizações incluem a proibição do racionamento de água, a realização de avaliações nutricionais periódicas e a vedação expressa do uso da fome ou da sede como forma de punição.

Em relação às audiências de custódia, o IDDD aponta que as denúncias estão relacionadas a preocupações já expressas pelo CAT em 2023, especialmente em relação à virtualização dessas audiências, prática que o Comitê recomendou que fosse revista.

Fonte: Agência Brasil