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Júri popular de policiais réus por morte de Gritzbach será em junho

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A Justiça de São Paulo marcou para junho o julgamento de três policiais militares que respondem pelo assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach. O crime ocorreu em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Região Metropolitana São Paulo. 

Eles também são acusados da morte de um motorista de aplicativo que passava pelo local no momento dos tiros e de ferir duas pessoas que foram atingidas por estilhaços de disparos feitos no aeroporto.

O júri popular será realizado entre os dias 22 e 26 de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Órgão especial da Justiça previsto na Constituição, o Tribunal do Júri tem competência exclusiva para julgar crimes dolosos contra a vida. Nesse tipo de julgamento, há a participação de sete jurados, que são selecionados entre a população em geral, e que vão decidir se os réus são inocentes ou culpados pelo crime.

Gritzbach era réu por homicídio e acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Antes de ser assassinado, ele havia assinado uma delação premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo, entregando nomes de pessoas ligadas ao PCC e também acusando policiais de corrupção.

O inquérito e a denúncia

Em março do ano passado, a Polícia Civil concluiu a investigação sobre o assassinato de Gritzbach e indiciou seis pessoas pelo crime. Segundo o inquérito, o homicídio foi motivado por vingança e também pelo fato de o delator ter mandado matar dois aliados de lideranças do grupo criminoso na Região Metropolitana de São Paulo.

Na ocasião, foram indiciados:

  • Emílio Carlos Gongorra Castilho (o Cigarreira): líder do PCC e mandante do crime;
  • Diego dos Santos Amaral (o Didi): líder do PCC e mandante do crime;
  • Kauê do Amaral Coelho: informante, monitorou o delator e avisou os executores;
  • Fernando Genauro: policial militar e executor do crime;
  • Denis Antonio Martins: policial militar e executor do crime;
  • Ruan Silva Rodrigues: policial militar e executor do crime.

Os três primeiros estão foragidos e enfrentam um processo separado. Já os três policiais (Genauro, Martins e Rodrigues) estão presos no Presídio Militar Romão Gomes e são os que vão enfrentar o júri popular.

Depois de receber este inquérito policial, o Ministério Público decidiu denunciar os seis indiciados por envolvimento no assassinato.

O cabo Denis Martins e o soldado Ruan Rodrigues foram acusados pelo Ministério Público de usarem fuzis para matar Gritzbach. Já o tenente Fernando Genauro teria transportado a dupla de carro até o local da execução e depois ajudado os criminosos a fugirem do local.

Os outros três foram denunciados pelo Ministério Público em um processo que está caminhando de forma separada. Kauê Amaral foi acusado de monitorar os passos de Gritzbach no aeroporto e dar informações para os atiradores. Emílio Gongorra e Diego Amaral foram apontados como mandantes do assassinato.

Procurado pela Agência Brasil, o advogado Claudio Dalledone Júnior, que atua na defesa dos três PMs, disse que “a defesa atendeu à determinação do juiz para indicar as testemunhas que pretende que sejam ouvidas em plenário”. 

Fonte: Agência Brasil

CNI diz que acompanha com atenção decisão da Suprema Corte dos EUA

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta sexta-feira (20) que acompanha com “atenção e cautela” os desdobramentos relacionados à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente pelo presidente Donald Trump.

Segundo a entidade, um levantamento feito com base em dados de 2024 do United States International Trade Comission (USITC) apontou que a suspensão das tarifas adicionais de 10% e 40% que haviam sido impostas pelo governo trumpista a produtos brasileiros provocaria um impacto de US$ 21,6 bilhões nas exportações para os Estados Unidos.

“Acompanhamos a decisão de hoje com atenção e cautela. O impacto de uma medida como essa no comércio brasileiro é significativo, tendo em vista a relevante parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos”, disse Ricardo Alban, presidente da CNI, em nota.

Segundo a CNI, a decisão da Suprema Corte derruba especificamente as tarifas que foram impostas com base na International Emergency Economic Powers Act (Ieepa), ou seja, ainda permanecem em vigor outras tarifas que foram adotadas com base em diferentes instrumentos legais, especialmente as da seção 232 da Trade Expansion Act, que são relacionadas a razões de segurança nacional, como aço e alumínio. 

Também devem continuar em vigor as taxas aplicadas a “práticas consideradas desleais”, o que, segundo a CNI, pode resultar em novas medidas dos Estados Unidos sobre o comércio brasileiro.

Café

Um dos setores que havia sido fortemente impactado pelas taxações, a indústria do café, celebrou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. 

“A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) manifesta posicionamento favorável à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que reforça a segurança jurídica e o respeito às competências legais nas relações comerciais internacionais”, disse nesta sexta-feira Pavel Cardoso, presidente da Abic.

Em janeiro deste ano, Cardoso havia informado que toda a cadeia do café ainda lutava para reduzir as tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos ao café solúvel. Embora o governo estadunidense tivesse suspendido, em novembro do ano passado, a tarifa de 40% sobre o café em grão, o café solúvel havia sido deixado de lado e continuava sendo taxado.

Nesta sexta-feira, por meio de nota, o presidente da Abic ressaltou que, para a indústria do café, medidas unilaterais, como as que haviam sido tomadas pelo governo estadunidense, podem “gerar incertezas e impactos ao longo de toda a cadeia produtiva” e que, por isso, considerava importante a decisão tomada pela Suprema Corte. 

“Para a indústria do café, setor global e altamente integrado, previsibilidade, isonomia e regras claras são fundamentais para garantir estabilidade, investimentos e proteção ao consumidor”, disse Pavel na nota.

Associações

A decisão da Suprema Corte também agradou a outros setores que vinham sofrendo com o tarifaço, como do plástico e do pescado.

Por meio de nota, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) informou que também acompanha “atentamente a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que declarou ilegais as tarifas impostas com base na International Emergency Economic Powers Act (Ieepa)”.

“A Corte entendeu que, embora a legislação permita ao presidente ‘regular’ a importação de bens, ela não autoriza a imposição de tarifas, competência que, pela Constituição norte-americana, cabe ao Congresso”, escreveu a associação. 

“Para o Brasil, a decisão representa um alívio relevante ao eliminar parte da imprevisibilidade que vinha marcando o ambiente comercial recente. As tarifas adicionais de 10% impostas via Ieepa deixam de ter fundamento jurídico, reduzindo a pressão tarifária sobre exportações brasileiras atingidas por essas medidas. Trata-se de um passo importante para restaurar maior segurança jurídica nas relações comerciais bilaterais”, ressaltou a Abiplast.

A associação informou, no entanto, que “seguirá acompanhando atentamente os desdobramentos da decisão e seus efeitos sobre a indústria brasileira do plástico”, principalmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado logo após que irá impor uma tarifa global de 10%, pelo prazo de 150 dias, para substituir algumas das tarifas que foram derrubadas pela Suprema Corte.

“O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, acaba de instituir uma nova tarifa global de 10%, com fundamento na chamada Seção 122 da legislação comercial norte-americana, logo após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que declarou ilegais as tarifas impostas com base na IEEPA. A Seção 122 permite a adoção temporária de tarifas, por até 150 dias, com o objetivo de enfrentar desequilíbrios no balanço de pagamentos. Trata-se, portanto, de um instrumento distinto daquele analisado pela Suprema Corte, o que indica uma reconfiguração da estratégia comercial da administração norte-americana”, escreveu a associação.

Por meio de suas redes sociais, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) escreveu ter recebido “com otimismo” a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que revogou o tarifaço, “medida que impactava diretamente o comércio internacional de diversos produtos, incluindo o setor de pescados”.

“A eventual consolidação da queda das tarifas representa uma oportunidade estratégica para o Brasil ampliar sua presença no mercado norte-americano. A Abipesca projeta, caso o novo cenário se confirme de forma definitiva, um aumento de até 100% nas exportações brasileiras de pescados para os Estados Unidos, além de um crescimento estimado de 35% nas exportações totais do setor”, disse a Abipesca, acrescentando que o principal impactado deverá ser a cadeia produtiva da tilápia, um dos principais produtos da piscicultura nacional. 

“A reabertura competitiva do mercado norte-americano pode gerar reflexos positivos a curto prazo, estimulando investimentos, ampliando a produção e fortalecendo toda a estrutura industrial e logística ligada ao segmento”, completou.

Têxtil

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), outro setor bastante afetado pelo tarifaço, também disse acompanhar “com cautela” a decisão anunciada nesta sexta-feira pela Suprema Corte e também “os desdobramentos políticos subsequentes envolvendo a proposta de novas cobranças tarifárias globais”.

“Desde o início do debate sobre o chamado ‘tarifaço’, a Abit tem defendido o diálogo, a previsibilidade e regras claras no comércio internacional, elementos essenciais para a segurança jurídica e para o planejamento das empresas”, escreveu a associação, ressaltando que os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de têxteis e confeccionados.

“Cabe destacar que as tarifas aplicadas pelos EUA aos produtos têxteis e de vestuário já estão entre as mais elevadas da estrutura tarifária americana, e medidas adicionais podem comprometer a competitividade e a viabilidade das exportações”, afirmou a Abit, em nota. 

Fonte: Agência Brasil

Polícia combate aliciamento e assédio sexual de crianças em Niterói

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Alunos de uma escola da Região Oceânica de Niterói foram adicionados em um grupo virtual, onde eram compartilhadas imagens de pornografia infantil, cenas de extrema violência e conteúdos homofóbicos e racistas.

Policiais civis da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA-Niterói) deflagraram, nesta sexta-feira (20), a “Operação Pueri in Periculum”, para combater crimes de aliciamento e assédio sexual contra menores e cumprir mandados de busca e apreensão em endereços dos administradores do grupo

Segundo a corporação, as investigações começaram a partir de denúncia recebida pela especializada. Durante a apuração, os agentes identificaram três administradores do grupo, com mais de 500 integrantes, que são alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta sexta.

A operação busca reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos. Há indícios de que estudantes de outras unidades escolares da cidade também tenham sido adicionados ao grupo.

Pueri in Periculum”, em latim, significa “Crianças em Perigo”. “A Polícia Civil reforça a importância de que pais e responsáveis mantenham diálogo aberto com seus filhos sobre os riscos no ambiente virtual, estimulando a confiança para que relatem qualquer situação suspeita. Diante de indícios de irregularidade, a orientação é procurar a Polícia Civil e a direção da escola para que as medidas cabíveis sejam adotadas”, diz, em nota.

Confira as informações sobre o caso no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

PGR apresenta parecer contrário à prisão domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta sexta-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário ao pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No parecer, Gonet disse que a Papudinha, onde o ex-presidente está preso, oferece atendimento médico 24 horas por dia e conta com uma unidade avançada do Samu que pode ser usada por Bolsonaro em caso de emergência.

O ex-presidente está preso no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.

Em dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes negou outro pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Bolsonaro.

O ministro disse que o ex-presidente pode receber atendimento médico particular sem autorização judicial e que há uma equipe médica para atendê-lo em caso de emergência.

Fonte: Agência Brasil

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump

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A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira (20) as tarifas sobre produtos importados impostas globalmente pelo presidente Donald Trump. Por seis votos a três, o tribunal manteve a decisão de um tribunal inferior que definiu excesso de autoridade de Trump.

A Corte decidiu que a interpretação do governo Trump de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) concede ao presidente poder para impor as tarifas interferiria nos poderes do Congresso e violaria um princípio jurídico chamado doutrina das questões importantes.

A doutrina exige que ações do Poder Executivo de “vasta importância econômica e política” sejam claramente autorizadas pelo Congresso. Anteriormente, o tribunal usou o mesmo argumento para barrar ações executivas- chaves aplicadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden.

Em voto, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, citando a decisão anterior, destacou que Trump deve “apontar uma autorização clara do Congresso para justificar sua afirmação extraordinária do poder de impor tarifas”, acrescentando: “Ele não pode fazer isso”.

A decisão do tribunal veio após uma contestação judicial movida por empresas afetadas pelas tarifas e por 12 estados norte-americanos, a maioria deles governados por democratas, contra o uso sem precedentes da lei por Trump para impor unilateralmente impostos de importação.

Brasil

Em janeiro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou que, em meio ao tarifaço imposto por Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, somando US$ 37,716 bilhões, ante US$ 40,368 bilhões registrados em 2024. 

No sentido oposto, as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,3% no ano passado, alcançando US$ 45,246 bilhões, contra US$ 40,652 bilhões no ano anterior. Com a queda das exportações e a alta das importações, o Brasil encerrou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos. 

Em novembro de 2025, o mandatário estadunidense anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% aplicada a uma série de produtos brasileiros. Ainda assim, conforme cálculos do próprio ministério, 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho.

Confira as informações sobre a decisão no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Azul conclui processo de reestruturação financeira nos EUA

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A companhia aérea Azul informou nesta sexta-feira (20) que concluiu o processo voluntário de reestruturação financeira nos Estados Unidos. Em comunicado, a empresa disse que o processo foi um sucesso e que saiu com um balanço patrimonial fortalecido, “posicionada para maior estabilidade de longo prazo e um crescimento sustentável”.

“A reestruturação foi implementada por meio de acordos com seus principais credores, incluindo os detentores de títulos de dívida da companhia emitidos no mercado, seu maior arrendador de aeronaves, a AerCap, bem como com dois investidores estratégicos, a United Airlines, Inc. e a American Airlines, Inc”, disse a companhia em comunicado. 

Segundo a Azul, o processo resultou na redução da dívida de empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$1,1 bilhão; queda da dívida de arrendamentos de aeronaves em quase 40%; e diminuição  estimada dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores.

De acordo com comunicado, o novo capital social da Azul passa a ser de R$ 21.756.852.177,39, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.

“[A Azul] concluiu com sucesso, nesta data, seu processo voluntário de reestruturação financeira, com a consequente saída do Chapter 11 do U.S. Bankruptcy Code, conduzido perante o United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York, após o pagamento integral, nesta mesma data, do financiamento debtor-in-possession [dívida em recuperação judicial] e a liquidação da oferta pública de ações da Companhia divulgada ao mercado em 3 de fevereiro de 2026”, diz o comunicado.

Fonte: Agência Brasil

Lula defende que IA fique a cargo de instituição multilateral

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a regulação para o uso da Inteligência Artificial (IA) seja feita por “uma instituição multilateral com o porte das Nações Unidas”, de forma a beneficiar a sociedade como um todo, em vez de “um ou dois donos”.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (20) durante entrevista ao programa India Today. O presidente brasileiro está na Índia, em viagem oficial.

Durante a entrevista, ele voltou a defender que as relações comerciais entre os países, em especial os que formam o Brics, possam ser feitas com moedas locais em vez do dólar estadunidense.

IA

Na viagem que faz à Índia, Lula tem alertado sobre a necessidade de se estabelecer uma regulação para a Inteligência Artificial que garanta o bom uso dessa ferramenta:

“Precisamos de uma regulação rígida, realizada por uma instituição multilateral com o porte das Nações Unidas. Essa regulação deve proteger especialmente crianças, adolescentes e mulheres, pois não podemos permitir que a IA seja usada para causar danos e violência.”

Segundo ele, os riscos de a IA ser usada de maneira negativa são grandes e podem causar danos e prejuízos à vida íntima das pessoas, além de provocar violência.

“Há dois ou três proprietários de grandes plataformas que não desejam qualquer tipo de regulação, mas se não regularmos e perdermos o controle, acredito que isso não será bom para a humanidade”, disse.

“Pode até ser lucrativo para uma ou outra pessoa, mas, para a humanidade, não será positivo. Nós, governantes, precisamos ter clareza sobre a necessidade de proteger a sociedade diante dessa coisa extraordinária que é a inteligência artificial”, acrescentou.

Segundo Lula, a inteligência artificial é algo cada vez mais fundamental para a humanidade, mas apenas se estiver a serviço da sociedade civil.

“Ela pode elevar os padrões de vida das pessoas até mesmo em áreas como a saúde e a educação. A IA deve servir ao crescimento dos países, à melhoria dos serviços públicos e privados e, acima de tudo, à melhoria das condições de trabalho de toda a humanidade. Quem precisa assumir o controle sobre a IA é a sociedade”, completou.

Confira as informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

BRICS

Perguntado sobre as expectativas que tem para o futuro do Brics, Lula disse que o bloco é uma das coisas mais importantes criadas nas últimas três décadas.

Ele lembrou que outros grupos já foram criados para defenderem interesses específicos em comum. “O G7 atua na defesa dos países mais ricos e suas políticas. O G20 foi criado após a crise financeira global de 2008. E o BRICS representa o sul global”.

Segundo o presidente, isso é algo novo, especialmente considerando que o sul global inclui países como Índia e China, que representam metade da população mundial: “Incluindo a Indonésia, ultrapassamos a metade da humanidade”.

Nesse sentido, ele destacou a “nova abordagem institucional” promovida pelo bloco.

“Diferentemente de instituições internacionais, como o FMI ou o Banco Mundial, não precisamos continuar copiando modelos do século XX. Podemos inovar conforme as necessidades do século XXI e os avanços da sociedade civil. O Brics é uma esperança. A expectativa é que ele se fortaleça e tome boas decisões”, argumentou.

Criado em 2009, o Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China (que são os países fundadores), pela África do Sul (que entrou em 2011), e pela Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã (admitidos em 2024).

Desdolarização

Sobre a tentativa do bloco de reduzir a dependência do dólar norte-americano em suas relações comerciais, Lula defendeu respeito às decisões dos países sobre a forma como comercializarão seus produtos.

“Por isso defendo que não é necessário que um acordo comercial entre Brasil e Índia, por exemplo, seja feito em dólares. Acredito que podemos usar nossas próprias moedas. É difícil, mas podemos tentar. Ninguém precisa depender exclusivamente do dólar”, disse.

Lula, no entanto, disse saber que não se cria um novo sistema da noite para o dia. “É preciso levar em conta as dificuldades específicas de cada nação. No meu primeiro mandato, estabelecemos com a Argentina a compra de pequenas empresas usando moeda brasileira e argentina. Esse é um processo que deve ser discutido conforme o que for mais vantajoso para cada país”.

Relação com EUA

Lula reiterou que tem uma boa relação com o presidente dos EUA, Donald Trump, e que está disposto a conversar com ele sobre as questões consideradas importantes para os dois países, o que inclui parcerias voltadas à exploração de minerais críticos em território brasileiro.

Ele falou sobre a percepção pessoal que tem do presidente dos EUA. “Já tive a oportunidade de observar que Trump é um especialista em marketing digital e redes sociais. Ele trata isso como um programa de TV. Em encontros pessoais, entretanto, ele é muito mais calmo e demonstra tranquilidade”.

O presidente brasileiro acrescentou que pretende aproveitar os encontros que terá com Trump para buscar “acordos que possam servir de exemplo ao mundo”, em especial relacionados ao combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas; e à questão dos minerais críticos e das terras raras.

“O Brasil possui muitos minerais críticos e terras raras, mas não queremos transformar nosso país em um santuário da humanidade”, disse ele ao defender que a exploração desses materiais deve ser feita sem imposições externas.

“Não posso colocar em discussão minha soberania ou a democracia no Brasil. Isso pertence a mim e ao meu povo. Mas, do ponto de vista comercial, estou disposto a negociar com os EUA, assim como vou negociar com o primeiro-ministro Modi [da Índia]”.

Relação Brasil-Índia

Sobre a relação entre Brasil e Índia, Lula defendeu que ela seja fortalecida, motivo pelo qual levou, na viagem, 300 empresários brasileiros. “E haverá mais de 300 empresários indianos no fórum de negócios. Queremos que a relação cultural, política, comercial e econômica seja muito forte”, disse.

“Queremos aprender com a Índia e ensinar o que podemos ensinar. Queremos comprar e vender; mostrar a experiência das nossas empresas e construir parcerias que beneficiem os povos, e não apenas vitórias isoladas. É por isso que defendo o multilateralismo”, concluiu.

Matéria ampliada às 14h18

Fonte: Agência Brasil

Presidente da Unafisco presta depoimento à PF como investigado

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O presidente da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), Kleber Cabral, prestou depoimento nesta sexta-feira (20) à Polícia Federal (PF).

Cabral foi ouvido na condição de investigado no Inquérito das Fake News, aberto pela Corte em 2019 e ainda em andamento.

A oitiva durou cerca de uma hora e foi realizada por videoconferência na tarde desta sexta-feira (20). O teor do depoimento está em segredo de Justiça. 

O depoimento foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após Cabral dar entrevistas à imprensa para criticar a operação da PF que, na última terça-feira (17), fez buscas e apreensões contra servidores acusados de acessar ilegalmente informações de ministros da Corte e seus parentes.

Investigação

Por determinação de Moraes, relator do caso, os servidores investigados devem cumprir diversas medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

Em nota divulgada após a operação, a Receita Federal esclareceu que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal se basearam em informações fornecidas pelo próprio órgão. 

Fonte: Agência Brasil

Defensoras brilham e Flamengo vence Bragantino no Brasileiro Feminino

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As defensoras foram as protagonistas da noite no Estádio Luso-Brasileiro. Nesta sexta-feira (20), o Flamengo superou o Red Bull Bragantino por 4 a 2, no Rio de Janeiro, pela segunda rodada da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

As Meninas da Gávea chegaram à segunda vitória e aos seis pontos na competição. Na estreia, as rubro-negras ganharam do Mixto, por 1 a 0, no Dutrinha, em Cuiabá, também com transmissão da emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Já o Massa Bruta, que iniciou a caminhada no Brasileirão batendo a Ferroviária por 2 a 0 no Centro de Performance & Desenvolvimento do clube, em Atibaia (SP), segue com três pontos.

As donas da casa saíram na frente no primeiro minuto de jogo. Após cruzamento pela direita, a defesa afastou mal, a goleira Letícia não segurou e a sobra ficou com a zagueira Núbia, que mandou para as redes. Aos 20, a meia Djeni bateu da entrada da área, Letícia deu rebote e a lateral Jucinara completou para o gol.

Quatro minutos depois, a meia Rafa Mineira cobrou escanteio pela direita e Camila Ambrósio, aproveitando a bobeira da marcação, finalizou no ângulo, diminuindo para as Bragantinas. Aos 44, no entanto, porém, outra zagueira balançou as redes. Desta vez, Layza Cavalcante, de cabeça, após cruzamento da lateral Monalisa pela esquerda, marcando o terceiro do Rubro-Negro.

O Flamengo seguiu dominante na segunda etapa. Aos 14 minutos, Cristiane teve um gol anulado por impedimento. No minuto seguinte, a centroavante recebeu novamente na área, desta vez em posição legal, e marcou, de cabeça, o quarto das anfitriãs, no centésimo jogo da veterana na história do Brasileirão.

Aos 44, o Bragantino diminuiu com a meia Rafa Mineira, que ganhou a dividida de Layza Cavalcante na entrada da área e chutou duas vezes para vencer a goleira Vivi. O Massa Bruta, que pouco tinha conseguido chegar no segundo tempo, tentou se lançar ao ataque para buscar mais gols nos acréscimos, mas o placar não se alterou.

Verdão 100% e Flu busca empate heroico

Na partida que abriu a rodada, o Palmeiras venceu o Grêmio por 2 a 1 no Passo d’Areia, em Porto Alegre. A volante Brena e a centroavante Bia Zaneratto abriram vantagem para as Palestrinas e a atacante Brenda Woch descontou para as Mosqueteiras. As paulistas acumulam seis pontos em dois jogos, enquanto as gaúchas seguem zeradas na tabela.

Já o Corinthians, atual hexacampeão, tropeçou ao ficar no 1 a 1 com o Fluminense na Neo Química Arena, em São Paulo. A atacantes Belén Aquino e Jaqueline fizeram para as Brabas e a meia Patricia Sochor marcou um golaço de fora da área para as cariocas, que perderam a lateral Karina pouco antes do intervalo.

O Timão dominou a etapa final e parecia ter a vitória encaminhada. Aos 50 minutos, porém, a goleira Rillary, sozinha, deixou a bola escapar no domínio e a atacante Bruna Pelé, com a meta vazia, deixou tudo igual. Os dois times, portanto, chegam juntos aos quatro pontos.

Fonte: Agência Brasil

Luisa Stefani mira 15º título da carreira e retorno ao top-10 mundial

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A manhã deste sábado (21) pode ser de título para o tênis brasileiro. A partir de 9h30 (horário de Brasília), a dupla formada pela paulista Luisa Stefani, número 14 do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), com a canadense Gabriela Dabrowski (10ª) decide o WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, contra a parceria da alemã Laura Siegemund (31ª) e a russa Vera Zvonareva (81ª).

Se for campeã, Luisa retorna ao top-10 do ranking, assumindo o 10º lugar da lista. A paulista ocupou posto entre as dez melhores duplistas do mundo entre novembro de 2021 e a segunda semana de janeiro, retornando entre setembro e outubro de 2023 e, depois, de abril a maio de 2024. Dabrowski, por sua vez, pode pular para segundo lugar. Em caso de vice, a brasileira mantem o 14º lugar e a canadense sobe para terceiro.


Luisa Stefani, Gabriela Dabrowski, tênis
Luisa Stefani, Gabriela Dabrowski, tênis

Luisa pode conquistar o 15º título da carreira. Dos 14, dois foram ao lado de Dabrowski: o WTA 1000 de Montreal, no Canadá, em 2021; e o WTA 250 de Chennai, na Índia, no ano seguinte.

A classificação à 24ª final da carreira da brasileira veio com gosto de revanche. Nesta sexta-feira (20), ela e Dabrowski derrotaram a parceria da cazaque Anna Danilina (7ª) e a sérvia Aleksandra Krunic (11ª) por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/2 e 10-6 no super tie-break (set desempate no qual vence quem chegar a 10 pontos ou 11 pontos em diante, que abrindo dois de vantagem), em 1h29 de partida.

Danilina e Krunic tinham derrotado a parceria entre a paulista e a canadense nos dois últimos eventos: o WTA 1000 de Doha, no Catar, e o Aberto da Austrália. Curiosamente, os confrontos também ocorreram em semifinais.

“Super feliz com a primeira final da temporada. Mais um jogo duro contra elas, um jogo que acaba incomodando, mas mantivemos a paciência. Fizemos pequenos ajustes dos jogos passados, aproveitamos as oportunidades no segundo set e jogamos um super tie-break mais sólidas, mais firme que elas”, analisou Luisa, em comunicado à imprensa.

Os torneios nível WTA 1000 são os de maior peso no circuito. Somente os Grand Slams, as quatro maiores competições do tênis mundial, têm importância maior na temporada. São eles: Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Fonte: Agência Brasil