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Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência

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Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica. 

O chamado “efeito tesoura”, que nomeia esse corte progressivo das mulheres conforme a carreira avança, é um fenômeno bastante conhecido, mas o impacto ainda maior sobre as mães só começou a ser debatido há poucos anos, de acordo com a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fernanda Staniscuaski. 

Fernanda já era docente e pesquisadora quando decidiu se tornar mãe e precisou pisar no freio em plena ascensão profissional. Mas o que seria uma desaceleração momentânea acabou se prolongando por mais tempo do que ela esperava e depois se revelou a entrada para um ciclo difícil de romper. 

“Quanto menos a mulher produz, menos ela vai ter oportunidade para ganhar financiamento, para conseguir bolsas para orientandos e obviamente isso vai fazer com que ela produza menos ainda. Existe essa pausa por causa da maternidade e ela tem que ser reconhecida. Mas a gente precisa das condições de retorno.”


Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS
Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

Ao dividir suas angústias com amigas que também são cientistas e mães, ela se deu conta de que vivia uma realidade comum. Então fundou, em 2016, ao lado de outras seis mães e um pai, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores. Este ano, a iniciativa completa uma década com mais de 90 cientistas associados, a maioria mulheres. 

Uma das principais frentes do Parents in Science tenta preencher uma lacuna de dados sobre esse universo, já que o Brasil não tem uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes que têm filhos, o que impede que o impacto na carreira seja devidamente medido. 

Mas os números que comprovam o “efeito tesoura” já são um indicativo de como o cuidado com os filhos onera de maneira diferente homens e mulheres. Fernanda destaca que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os padrões desiguais da sociedade também são reproduzidos entre acadêmicos. 

“As mães carregam o ônus do cuidado. Existe uma mudança cultural em andamento, com uma participação maior dos pais, mas a gente está longe de ser uma sociedade onde o cuidado é totalmente dividido, não só entre mães e pais, mas como algo coletivo”, complementa a fundadora do Parents in Science. 

Números

O documento mais recente publicado pelo grupo traz uma análise sobre a entrada e permanência na docência de pós-graduação. Para dar aulas nesses cursos, os pesquisadores precisam passar por um processo de credenciamento que avalia questões como a produtividade, refletida em artigos publicados, participações em congressos, orientações de estudantes etc. 

Esse currículo é reavaliado periodicamente e o docente pode ser recredenciado ou deixar o programa. O levantamento com dados de cerca de mil docentes revela algumas diferenças significativas entre pais e mães, especialmente nos casos de descredenciamento. 

Entre os pais, 43,7% deixaram o programa onde atuavam por iniciativa própria, enquanto 37,5% foram descredenciados por perda de produtividade. Já entre as mães, a ordem se inverte: apenas 24,6% saíram a pedido, enquanto 66,1% foram descredenciadas por não apresentarem mais a produção mínima exigida. 

O levantamento também aponta maior dificuldade das mães para se reinserir no sistema depois do descredenciamento. Considerando apenas as pessoas que saíram por perda de produtividade, 38% das mães não conseguiram retornar, contra 25% dos pais. Já entre os docentes que saíram a pedido, 25% das mães não retornaram, o que aconteceu com apenas 7,1% dos pais. 

“Existe uma questão de gênero que é bem clara, mas há também uma influência muito grande de raça. As mulheres pretas, pardas e indígenas continuam sendo o grupo mais sub-representado. Então, a gente precisa cruzar as diferentes barreiras que existem, como a questão das mães de filhos com deficiência, que também ocupam menos espaços”, destaca Fernanda. 

Acesso e permanência


Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal

Os percalços não aparecem apenas em pontos avançados da carreira acadêmica. A assistente social Cristiane Derne, que atualmente faz mestrado em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), já era mãe quando entrou na graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

“Eu morava em Magé, na Baixada Fluminense, e tinha que ir pro Rio todo dia depois do trabalho. Chegava em casa meia-noite e muitas vezes eu pensei: ‘esse não é um lugar para mim’. Tem a cobrança de horas complementares, estágio, projeto de extensão… às vezes o filho adoece e a gente precisa faltar, às vezes não tem com quem deixar. Eu me deparei com muitas meninas que acabaram desistindo”, ela lembra. 

A UFRJ concede um auxílio-educação de R$ 385 para as mães estudantes, mas apenas até que a criança complete seis anos, o que não contemplava Cristiane. Quem mais ajudou a assistente social a seguir com seus objetivos foi o coletivo de mães da UFRJ, tanto dividindo informações sobre direitos e benefícios, quanto oferecendo acolhimento emocional. 

Essa experiência acabou se tornando objeto de estudo para Cristiane. “No trabalho de conclusão de curso, eu fiz um levantamento das políticas que a UFRJ oferecia e como a presença ou a ausência delas impactava as mulheres do coletivo. Agora no mestrado eu estou estudando esses coletivos em nível nacional”, ela explica. 

Atlas 

Uma iniciativa semelhante foi feita pelo Núcleo Virtual de Pesquisa em Gênero e Maternidade, que publicou na semana passada o Atlas da Permanência Materna, com um compilado das políticas de permanência oferecidas pelas universidades federais. O levantamento identificou que a principal medida existente é a assistência financeira, concedida por 63 das 69 instituições, com valor médio de cerca de R$ 370 por mês. 

O Atlas mostrou ainda que a oferta de benefícios cai drasticamente na pós-graduação e apenas 13 instituições estendem o auxílio às alunas de mestrado e doutorado. Além disso, apenas oito universidades têm cuidotecas, espaços onde as crianças podem ficar enquanto as mães estudam. Em março deste ano, o Ministério da Educação lançou um edital no valor de R$ 20 milhões para a implantação de cuidotecas em outras unidades. 

“Na prática, a insuficiência financeira devolve o ônus logístico do cuidado para a esfera privada, culminando em um esgotamento físico e mental que frequentemente empurra a estudante para a evasão antes da consolidação do seu rito de passagem para a vida intelectual”, criticam as autoras do Atlas, Kamila Abreu e Ivana Moura. 

Diversidade


Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A professora de geografia Liziê Calmon, doutoranda no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, e mãe de uma menina de 10 anos, muitas vezes se perguntou se deveria e conseguiria continuar com a carreira acadêmica.

“A gente acumula o trabalho remunerado, o não remunerado, o trabalho da pesquisa e às vezes acaba ficando um pouco para trás porque não consegue ter a mesma produtividade acadêmica, publicar artigo ou ir a congressos…”, explica.

Mas ela percebeu que tinha algo especial a oferecer para a ciência brasileira. “A experiência da maternidade traz para a gente um olhar mais apurado para algumas realidades que nem sempre estão sendo olhadas por outras pessoas.”

Na sua pesquisa de doutorado, por exemplo, ela estuda como mulheres moradoras da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, que precisam se deslocar até bairros nobres distantes para trabalhar como empregadas domésticas, vivenciam a cidade.

“A ideia é entender o que elas percebem e, partindo disso, elaborar políticas públicas que realmente atendam a certas demandas”, Lizie complementa. 

A professora e doutoranda também faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah, que articulou com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a lei que institui o Marco Legal Mães na Ciência. A matéria foi aprovada nesta quinta-feira (14) e segue para sanção do governo estadual. 

A principal novidade é que o trabalho de cuidado deverá contar como pontuação em processos seletivos de bolsas e editais. “Ao invés de olhar como um problema, isso vai ser visto como um ponto positivo, porque as habilidades que a gente desenvolve quando tem que cuidar de alguém não tem nenhuma outra experiência que se equipare”, defende Lizie. 

Editais

O Rio de Janeiro já foi pioneiro em outra iniciativa para estimular a produção acadêmica de mães cientistas. Em 2024, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou em parceria com o movimento Parents in Science e o Instituto Serrapilheira o primeiro edital de financiamento voltado especificamente para mães. 


Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA
Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA
Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal

A presidente da Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão da Faperj, Leticia de Oliveira, destaca que o edital conseguiu apoiar a produção de 134 mães cientistas. 

Segundo ela, em março do ano que vem o edital deve ter uma nova edição. Além disso, a  Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco está prestes a lançar uma seleção semelhante, inspirada na experiência fluminense. 

De acordo com Letícia, o edital exclusivo é uma ação “compensatória” necessária, considerando que essas pesquisadoras acabam sendo prejudicadas em seleções comuns. 

“O que está sendo chamado de mérito? A produtividade, trocando em miúdos, é a quantidade de artigos publicados, de orientações de mestrado e doutorado… Mas as pessoas não partem do mesmo ponto. Quando a mulher tem um filho, é esperada uma queda, até porque ela fica de licença-maternidade e isso não tem a ver com qualidade dela como pesquisadora”, diz. 

A Fundação implementou outra medida para tentar contornar a perda momentânea de produtividade nos editais gerais: se a candidata se tornou mãe nos cinco anos anteriores à inscrição, seu currículo será avaliado de forma estendida, englobando trabalhos publicados ao longo de sete anos, dois a mais do que os outros candidatos. 

Letícia de Oliveira ressalta que é do interesse da Faperj que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas.

“Se fosse só uma questão de justiça já seria suficiente, mas é muito mais do que isso. Vários trabalhos mostram que uma ciência diversa, feita por pessoas diversas, gera uma melhor ciência, porque você expande as perguntas e aumenta a capacidade de interpretação dos resultados. Então é também por excelência.”

Ações nacionais

“A inclusão é fundamental, se não por outros motivos, para que haja uma ciência melhor. Eu não tenho dúvida que o nosso parlamentos seria melhor do que ele é hoje, se tivesse uma presença feminina maior. E a ciência brasileira será melhor, porque a gente está trabalhando para isso”, diz a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, Denise Pires de Carvalho.


Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A mais recente medida lançada pela Capes é o programa Aurora, que publicou seu primeiro edital nesta terça-feira (12). Serão concedidas até 300 bolsas para que professoras de pós-graduação gestantes ou mães, possam agregar um pesquisador de pós-doutorado a suas equipes.  

O objetivo é que esse profissional atue como um assistente, dando continuidade às pesquisas e assumindo orientações durante a licença maternidade, por exemplo.

“É uma forma de não parar a produção acadêmica dessa mulher durante a chegada do filho. Mas beneficia também os orientandos”, diz a presidente da Capes.

Denise reforça que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães. “Quando nós analisamos quem pede recursos financeiros para as agências de fomento, as mulheres pedem menos e ganham menos do que os homens”, ela complementa. 

A presidente da Capes lembra que, no passado, muitas mulheres que pretendiam seguir a carreira científica evitavam ter filhos para poder se dedicar exclusivamente ao trabalho e conseguir vencer o preconceito. Por isso, para Denise, as iniciativas compensatórias são importantes não só para mitigar os efeitos da maternidade, mas também para combater o chamado “viés implícito”

“Para mim, é bastante explícito: quando escolhem um homem em igualdade de condições, ou até em condição inferior, por acharem que uma cientista mulher vai ter desempenho pior por ser mulher. O que não acontece efetivamente, né? O que acontece é o silenciamento, a falta de reconhecimento…”, explica Denise Pires de Carvalho. 

Houve avanços também na legislação. Em julho de 2024, foi sancionada a lei que prorroga por seis meses a data de conclusão dos cursos de graduação e pós-graduação em caso de gestação de risco, parto, adoção ou guarda judicial de criança. Caso essa estudante seja bolsista, o prazo de concessão será estendido. 

Já em abril de 2025, entrou em vigor a lei que proíbe a discriminação baseada na maternidade contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção ou renovação de bolsas. A legislação proíbe, inclusive, perguntas sobre o assunto nas entrevistas, além de ampliar em dois anos o período de avaliação de produtividade em casos de licença-maternidade.

Fonte: Agência Brasil

SP: Defesa Civil alerta para temporais isolados e queda de temperatura

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Uma mudança nas condições do tempo em todo o estado de São Paulo deve provocar aumento das chuvas, temporais isolados e nova queda nas temperaturas. Essa mudança ocorrerá entre hoje (16) e a próxima segunda-feira (18), informou a Defesa Civil do estado.

Para este sábado (16), a previsão é de que um cavado meteorológico – correntes de vento que ajudam a formar as nuvens de tempestade – manterá as condições para pancadas isoladas de chuva em diferentes regiões do estado, com possibilidade de raios e ventos fortes.

Segundo a Defesa Civil, os modelos meteorológicos indicam acumulados moderados de precipitação, que devem ocorrer principalmente nas regiões oeste e leste do estado.

Para o domingo (17), o dia deverá ser marcado por nebulosidade variável e momentos de sol, com declínio das temperaturas. Há condições para pancadas de chuva fortes, com acumulados significativos de chuva, especialmente entre os municípios que fazem divisa com o estado do Paraná.

Na segunda-feira (18), a previsão é de maior volume de chuvas no litoral e na Grande São Paulo, que deve persistir ao longo do dia. Uma massa de ar frio deverá derrubar um pouco mais as temperaturas, principalmente as máximas. Segundo a Defesa Civil, o frio deverá permanecer por toda a semana, pelo dia todo.

Fonte: Agência Brasil

INSS inicia mutirão de dois dias com quase 26 mil vagas de atendimento

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Previdência Social iniciaram neste sábado (16) um mutirão de dois dias que oferece quase 26 mil vagas de atendimentos relacionados à concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.

Neste sábado e no domingo (17) serão oferecidas exatamente 25.852 vagas aos segurados em 18 estados e no Distrito Federal. Nesses atendimentos serão antecipadas perícias médicas e avaliações sociais, etapas que fazem parte do processo de concessão de benefícios.

A Região Nordeste recebe 15.698 mil vagas, na sequência aparecem Sudeste (5.466), Norte (3.928) e Centro-Oeste (760).

A ação faz parte de um conjunto de medidas do órgão para reduzir a chamada “fila no INSS”.

Para informações sobre antecipação de perícia e agendamento nos mutirões, os segurados podem entrar em contato pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou acessar o serviço Meu INSS, no site ou aplicativo para celular.

No fim de abril, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou que o país tinha 2,6 milhões de pedidos na fila. O número representa uma diminuição de 16% na comparação com fevereiro, quando eram 3,1milhões. 

Acelera INSS

Para manter o ritmo de queda dos números da fila do INSS, a presidente do instituto, Ana Cristina Silveira, anunciou o programa Acelera INSS, que implementa medidas operacionais para acelerar o atendimento aos segurados.

O objetivo final do governo é normalizar o tempo de espera para que o segurado receba a resposta de pedidos dentro do prazo constitucional de 45 dias.

Veja as ações do Acelera INSS:

– mutirões: previsão de quatro ações nacionais até o fim de junho, focadas em perícia médica e análise de benefícios complexos

– reforço de pessoal: nomeação imediata de 300 assistentes sociais; pedido para mais 300 servidores (do cadastro de reserva); anúncio de concurso para contratação de mais 2 mil servidores

– revisão tecnológica dos fluxos de trabalho e melhorias nos sistemas que cruzam dados governamentais para automatizar e acelerar as análises.

Confira como estão distribuídas as vagas do mutirão deste fim de semana:

Nordeste

• Alagoas (2.278): Arapiraca (732) e Maceió – Tabuleiro do Martins (1.546)

• Bahia (1.363): Euclides da Cunha (270), Ribeira do Pombal (294), Vitória da Conquista (130), Itabuna (127), Paripiranga (122), Juazeiro (75), Brumado (35), Santa Maria da Vitória (20), Feira de Santana (54), Feira de Santana Getúlio Vargas (24), Salvador (200) e Santo Antônio de Jesus (12)

• Ceará (5.353): Fortaleza – Centro-Oeste (1.170), Fortaleza – Sul (986), Iguatu (806), Crato (546), Fortaleza – Parquelândia (500), Juazeiro do Norte (463), Tianguá (290), Maracanaú (218), Sobral (154), Crateús (100), Itapipoca (100) e Acaraú (20)

• Maranhão (632): Timon (524), São Luís – Cohab (48), São Luís – Deodoro (28), São Luís – Nazaré (14) e Açailândia (18)

• Paraíba (605): Campina Grande – Dinamérica (326), Agência Conectada Santa Luzia – Teleavaliação (210), Itaporanga (48) e Tambauzinho (21)

• Pernambuco (2.651): Recife – Encruzilhada (1.184), Caruaru (694), Petrolina (310), Serra Talhada (173), Garanhuns (150) e Recife – Corredor do Bispo (140)

• Piauí (2.816): Teresina – Leste (1.120), Picos (546), Parnaíba (479), Teresina – Centro (320), São João do Piauí (271) e Floriano (80)

Sudeste

• São Paulo (2.080): Guaratinguetá (560), Carapicuíba (352), Amparo (344), São Vicente (282), Glicério (238), Ituverava (170), Guarulhos (124) e Presidente Prudente (10)

• Minas Gerais (2.120): Araçuaí (1.378), Governador Valadares (442) e Viçosa (300)

• Rio de Janeiro (1.266): Rio de Janeiro – Avenida Brasil (400), Araruama (179), Niterói (150), Praça da Bandeira (150), Magé (120), Teresópolis (90), Cachoeiras de Macacu (82), Volta Redonda (61) e Macaé (34)

Norte

• Acre (240): Rio Branco – Centro (210) e Rio Branco (30)

• Amazonas (1.513): Manaus – Codajás (552), Manaus BI (150), Santo Antônio do Içá (109), São Paulo de Olivença (106), Barreirinha (106), Manicoré (106), Humaitá (86), Boca do Acre (56), São Gabriel da Cachoeira (55), Borba (53), Presidente Figueiredo (53), Rio Preto da Eva (41), Tefé (20) e Manacapuru (20)

• Amapá (307): Macapá (307)

• Pará (1.187): Santarém (558), Belém – Marco (380), Altamira (209) e Marabá (40)

• Rondônia (681): Porto Velho – Embratel (331), Porto Velho (234) e Cacoal (116)

Centro-Oeste

• Distrito Federal (165): Taguatinga (45), Asa Sul (70) e Planaltina (50)

• Goiás (485): Benefício por Incapacidade Goiânia (400), Goiânia (45) e Anápolis (40)

• Mato Grosso (83): Juína (68) e Confresa (15)

• Mato Grosso do Sul (27): Campo Grande (10), Três Lagoas (10) e Coxim (7)

Fonte: Agência Brasil

Brasil leva dois ouros na Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem

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O Brasil marcou presença duas vezes no topo do pódio na etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem. 

Neste sábado (16), o baiano Isaquias Queiroz venceu os 500 metros da categoria C1 (canoa individual), enquanto o sul-mato-grossense Fernando Rufino garantiu o ouro nos 200 m da classe VL2 (canoa para atletas que utilizam braços e troncos para remar).

Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo uma dourada, Isaquias, de 32 anos de idade, finalizou os 500 m em 1min52s55, 10 centésimos a frente do chinês Ji Bowen, que o tinha superado na etapa de Szeged, na Hungria, há uma semana. 

E teve dobradinha brasileira no pódio alemão, já que o também baiano Gabriel Assunção, revelação de apenas 20 anos, garantiu o bronze, com tempo de 1min54s60.

Rufino concluiu os 200 m de sua prova em 53s44, com mais de 1 segundo de vantagem para o ucraniano Andrii Kryvchun, que levou a prata. O britânico Edward Clifton completou o pódio. 

O Cowboy de Aço, apelido do canoísta brasileiro, que faz 41 anos no próximo dia 22 e é bicampeão paralímpico, perdeu parte dos movimentos das pernas depois de ser atropelado por um ônibus.


Brandemburgo, 16/05/2026 - Canoista Fernando Rufino participa de prova de canoagem na Copa do Mundo de canoagem.  Foto: Isabella Oliveira/CBCa
Brandemburgo, 16/05/2026 - Canoista Fernando Rufino participa de prova de canoagem na Copa do Mundo de canoagem.  Foto: Isabella Oliveira/CBCa

Mais dois brasileiros foram ao pódio em Brandemburgo. Nos 200 m da classe KL1 (caiaque para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril), Luis Carlos Cardoso chegou em segundo, com tempo de 49s85, superado em quase 2 segundos pelo húngaro Peter Kiss, pentacampeão mundial e duas vezes medalhista de ouro paralímpico. O francês Remy Boulle levou o bronze. 

Natural do Piauí, o canoísta, que era dançarino antes de uma infecção na medula o tornar cadeirante, foi prata nas Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, e Paris, na França.

Nos 200 m da classe VL3 (canoa para atletas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas), Giovane Vieira de Paula ficou com o bronze, concluindo a prova em 49s. Ele ficou a menos de 15 centésimos do ucraniano Vladyslav Yepifanov (ouro). O britânico Stuart Wood terminou em segundo. 

O paranaense, prata nos Jogos de Paris, teve a perna esquerda amputada devido a um acidente de trem.

Neste domingo (17), o Brasil marca presença em três finais, todas na paracanoagem. 

Às 10h23 (horário de Brasília), a sul-mato-grossense Débora Benevides disputa medalhas nos 200 m da classe VL2. Em seguida, às 10h29, Rufino briga por outro pódio nos 200 m, agora no caiaque (KL2), e o paranaense Flavio Reitz também compete. 

Por fim, às 10h41, será a vez do paranaense Miqueias Rodrigues e do baiano Gabriel Porto nos 200 m da classe KL3 (caiaque para atletas com deficiência moderada de membros inferiores).

Fonte: Agência Brasil

Alison dos Santos abre Diamond League vencendo recordista mundial

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A primeira etapa da Diamond League (Liga Diamante, na tradução livre do inglês), principal circuito mundial de atletismo, teve dobradinha brasileira no pódio de Xangai, na China. Neste sábado (16), o paulista Alison dos Santos, o Piu, venceu a prova dos 300 metros (m) com barreiras, com o cearense Matheus Lima chegando na terceira posição.

Alison concluiu a distância – que tem 100 metros a menos que a praticada na Olimpíada – em 33s01, superando em quatro centésimos o norueguês Karsten Warholm, recordista mundial dos 400 m com barreiras. A marca é a melhor do ano até o momento. Matheus completou o pódio em 33s75.

“Eu senti que estava correndo rápido e que o Karsten estava ali. Acho que isso me deixa bem preparado para o restante da temporada, mostra que o trabalho de velocidade está dando resultado e que eu posso entregar desempenho”, disse Piu, que é medalhista olímpico de bronze e campeão mundial dos 400 m com barreiras, em depoimento à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

“Competir contra os melhores do mundo, como o Piu e o Warholm, motiva a melhorar a cada dia. Eu me senti forte hoje, com um bom ritmo e executei o que estava planejado para a prova”, destacou Matheus, também à comunicação da CBAt.

A próxima etapa da Diamond League será novamente na China, na cidade de Xiamen. No próximo sábado (23), Piu e Matheus estarão na disputa dos 400 m com barreiras.

Fonte: Agência Brasil

Projeto pode reposicionar país no mercado de lúpulo

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Pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) estão à frente de um projeto com potencial para transformar a cadeia produtiva do lúpulo no Brasil e posicionar o país como referência global entre regiões de clima tropical na produção e fornecimento da matéria-prima.

O lúpulo é uma planta cujas flores – os chamados cones – são essenciais para a produção de cerveja, conferindo amargor, aroma e estabilidade à bebida. Seus compostos naturais também têm aplicação nos setores de alimentos, etanol, cosméticos e farmacêutico, ampliando significativamente seu potencial econômico e industrial. 


lúpulo
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Lúpulo – Reuters/Thomas Banneyer/Direitos reservados

Atualmente, a maior parte do lúpulo consumido no Brasil é importada, principalmente de regiões de clima frio, onde há apenas uma safra anual devido às condições de luminosidade e temperatura.

O projeto quer replicar o que o país já fez com culturas como a soja e o trigo: adaptar a produção de lúpulo ao ambiente nacional, dominar a tecnologia e alcançar escala com competitividade internacional. O plano é desenvolvido no Centro Avançado em Sustentabilidade, Ecossistemas Locais e Governança (Casulo), da Coppe.

“Estamos falando de estruturar uma nova cadeia produtiva no país, integrando desde o cultivo com agricultura de precisão até o processamento industrial e o controle de qualidade em laboratório próprio”, explica a coordenadora Amanda Xavier, do Programa de Engenharia de Produção, ao qual o Casulo é vinculado.

O Casulo/Coppe mantém parceria com a Associação Brasileira do Lúpulo (Aprolúpulo), que resultou na elaboração do Mapa do Lúpulo Brasileiro 2024, publicado em março de 2026. O documento é estratégico para orientar pesquisas, políticas públicas e investimentos.

A iniciativa inclui a produção de extratos de lúpulo, insumos de alto valor agregado obtidos por meio de tecnologia avançada de extração com CO₂, capazes de atender diferentes segmentos industriais com padronização, rastreabilidade e fornecimento em escala. 

“Com agricultura de precisão e controle laboratorial, podemos oferecer extratos padronizados que atendam tanto a cervejarias artesanais quanto à indústria farmacêutica”, diz Amanda. 

Localização

A região selecionada receberá investimentos e infraestrutura, mas também concentrará conhecimento técnico, inovação e articulação produtiva — fatores que historicamente transformam territórios em referências nacionais.

A professora da Coppe diz que a publicação do Mapa do Lúpulo Brasileiro já começa a nortear decisões de investimento e políticas locais. 

“Teremos agora dados para planejar locais de cultivo, demandas de infraestrutura e iniciativas de capacitação técnica. Além disso, o mapa nos ajuda a priorizar pesquisas para melhoramento genético e desenvolvimento de protocolos de pós-colheita adequados ao clima tropical”, acrescenta.

Assim como ocorreu com outras cadeias agrícolas brasileiras, a escolha da localização pode ser o ponto de partida para a consolidação de um ecossistema completo, conectando produção, indústria, pesquisa e mercado. Na prática, trata-se de uma oportunidade concreta de indução de desenvolvimento regional, geração de empregos qualificados e atração de novos negócios.


Pesquisa da Embrapa desenvolve produção de lúpulo
Pesquisa da Embrapa desenvolve produção de lúpulo

Vantagem competitiva

Hoje, em regiões de clima frio, há apenas uma safra anual devido às condições de luminosidade e temperatura. No entanto, avanços recentes mostram que o país pode transformar suas características climáticas em vantagem competitiva.

Com manejo adequado e uso de tecnologias como suplementação luminosa, é possível alcançar até 2,5 safras por ano — um ganho expressivo de produtividade em relação aos países tradicionais produtores.

Em 2024, a produção mundial de lúpulo foi de cerca de 114 mil toneladas. No mesmo período, o Brasil produziu apenas 81 toneladas, frente a uma demanda interna de aproximadamente 7 mil toneladas — um mercado estimado em cerca de R$ 878 milhões por ano. Isso significa que o país produz apenas 1,11% do que consome, revelando uma dependência significativa de importações e um amplo espaço para crescimento.

Nesse contexto, a decisão sobre a localização do projeto ganha ainda mais relevância: ela pode acelerar a substituição de importações, fortalecer a indústria nacional e inserir o Brasil em uma cadeia global de maior valor agregado.

Fonte: Agência Brasil

Criança atacada por onça passa por cirurgia e segue estável

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A criança de 8 anos, atacada por uma onça-parda na Chapada dos Veadeiros (GO), passou por procedimento cirúrgico e segue estável, acompanhada pela equipe médica.

Ela foi transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, nessa sexta-feira (15) de manhã, sendo atendida pela equipe de cirurgia plástica da unidade. Segundo informou hoje (16) a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) à Agência Brasil, não há previsão de alta.

A criança foi ferida no rosto ao voltar da trilha de uma cachoeira no Santuário Volta da Serra. Ela estava acompanhada dos pais e de um funcionário da Fazenda Volta da Serra. 

“Assim que a onça saltou sobre a criança, seus pais e o funcionário da fazenda interromperam o ataque, e o animal fugiu para a mata. A vítima, ferida no rosto, recebeu pronto atendimento e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Alto Paraíso, com o apoio da equipe operacional do parque”, informou a fazenda, em nota.

A médica que atendeu a criança solicitou a transferência da paciente “para uma unidade hospitalar com suporte de maior complexidade”. Assim, ela foi transferida de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte. 

Após o ataque, a visitação ao local está suspensa para investigação do ocorrido. 

Fonte: Agência Brasil

Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares para organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração vai tramitar de forma sigilosa. 

Em abril deste ano, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Supremo providências sobre o envio de recursos oriundos de emendas parlamentares para as entidades, fato que poderia ser considerado como desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.

Posteriormente, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também denunciou o caso. 

Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) enviaram emendas para o Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.

As duas entidades fazem parte do mesmo conglomerado de ONGs e são ligadas à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente. 

Após receber o pedido de providências dos parlamentares, o ministro Flávio Dino, relator do caso, determinou que os deputados fossem notificados para explicar a destinação das emendas. Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para produtora do filme. 

Mário Frias também deveria ser notificado para prestar esclarecimentos, mas não foi encontrado pelo oficial de Justiça enviado pelo Supremo.

Diante do episódio, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe os endereços residenciais do parlamentar em São Paulo e Brasília.

Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. As emendas ocorreram em 2024 e 2025. 

Nesta semana, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme que retrata a vida política de Bolsonaro. 

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Fonte: Agência Brasil

Bahia decide no 1º tempo e vence o Inter pelo Brasileirão Feminino

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Em confronto direto por um lugar entre os quatro melhores times da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, melhor para o Bahia. Neste sábado (16), as Mulheres de Aço derrotaram o Internacional por 3 a 0 na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA), pela 11ª rodada da competição. A TV Brasil transmitiu o duelo ao vivo.

O Tricolor baiano, que não vencia há três partidas, chegou aos mesmos 20 pontos das Gurias Coloradas, ficando à frente, em quarto lugar, pelo melhor saldo de gols. As gaúchas, agora na quinta posição, tiveram encerrada uma sequência de quatro triunfos consecutivos.

O Bahia esbanjou eficiência no primeiro tempo. Aos 15 minutos, a meia Raquel recebeu da atacante Cássia na área, escapou da marcação da volante Myka e mandou para as redes, abrindo o placar para as donas da casa. Aos 31, o Internacional balançou as redes com Sole Jaimes, após cobrança de escanteio da também atacante Darlene, mas o gol foi anulado por falta no lance.

Seis minutos depois, as Mulheres de Aço ampliaram. A lateral Carol Martins lançou na área e a atacante Wendy Carballo se antecipou à defesa e cabeceou por cima da goleira Gabi Barbieri. Já nos acréscimos, a zagueira Débora derrubou a meia Ângela Gómez na área. Pênalti, que Cássia converteu.

Pouco antes do intervalo, Carol Martins recebeu o segundo amarelo após falta na atacante Aninha e foi expulsa. Mesmo assim, o Bahia não abdicou do ataque e quase ampliou. Aos quatro minutos, a zagueira Tchula, de cabeça, acertou o travessão. Aos 29, em contra-ataque veloz, Cássia recebeu livre na entrada da área e finalizou para boa defesa de Gabi Barbieri, no canto direito. O Inter, apesar da superioridade numérica, pouco assustou.

Outros dois jogos movimentaram o Brasileirão Feminino neste sábado. No clássico mineiro da rodada, o Atlético-MG venceu o América-MG por 2 a 0 na Arena Gregorão, em Contagem (MG). As atacantes Thalita e Pimenta marcaram para as Vingadoras, que foram a 12 pontos, na 13ª posição. As Spartanas, com três pontos, ocupam o 17º e penúltimo lugar, abrindo a zona de rebaixamento à Série A2 (segunda divisão).

O Grêmio superou o Mixto por 3 a 0 no Passo d’Areia, em Porto Alegre. A zagueira Mónica Ramos, a atacante Giovaninha e a meia Camila Pini fizeram os gols das Mosqueteiras, que chegaram aos 16 pontos, assumindo provisoriamente o oitavo lugar, fechando a zona de classificação às quartas de final. As Tigresas permanecem em 15º, com sete pontos.

A 11ª rodada teve início na sexta-feira (15), com a vitória do Flamengo no clássico com o Fluminense, por 1 a 0, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Aniversariante do dia, a atacante Cristiane, agora com 40 anos de idade, decretou o triunfo do Rubro-Negro, que subiu para sexto, com 19 pontos. O Tricolor, com 15 pontos, está em décimo.

Fonte: Agência Brasil

Marina Dias vence etapa da Copa do Mundo de paraescalada nos EUA

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A paulista Marina Dias venceu a etapa de Salt Lake City, nos Estados Unidos, da Copa do Mundo de Paraescalada na classe RP3 (atletas com limitações de alcance, força e potência). Foi a terceira vez que a brasileira conquistou o primeiro lugar na cidade norte-americana, após os triunfos em 2022 e 2023.

Marina já tinha sido a melhor entre as oito atletas que participaram da fase classificatória, na sexta-feira (15). As quatro primeiras avançaram à disputa por medalhas neste sábado (16). Entre as finalistas, somente ela e a norte-americana Nat Vorel chegaram ao topo da parede, mas a brasileira concluiu em menor tempo e garantiu o primeiro lugar. A alemã Lena Schoellig, que alcançou 39 das agarras do muro, completou o pódio.

A escaladora de Taubaté (SP), bicampeã mundial, que tem o lado esquerdo do corpo afetado pela esclerose múltipla, é o principal nome brasileiro na paraescalada. A modalidade que será disputada em uma Paralimpíada pela primeira vez em Los Angeles (Estados Unidos), daqui dois anos. A classe dela, porém, não foi incluída no programa dos Jogos.

Outro brasileiro a chegar ao pódio em Salt Lake City foi Eduardo Schaus, que ficou com o bronze na classe AU2 (atletas amputados ou com função reduzida de membro superior). O paranaense, que nasceu sem a mão direita, alcançou 35 das agarras. A vitória foi do norte-americano Brian Zarzuela, que chegou à 43ª agarra da parede, duas a mais que o alemão Kevin Bartke.

A classe de Eduardo é uma das que serão disputadas nos Jogos de Los Angeles, conforme anúncio do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) realizado em junho do ano passado. Ao todo, serão oito categorias, quatro por gênero, reunindo atletas com deficiências visuais, de membros superiores e inferiores e alcance e potência.

Fonte: Agência Brasil