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Conquista multiétnica: Espanha é bi com atacantes filhos de imigrantes

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Entre os 26 jogadores do elenco espanhol que conquistou a Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19), apenas um não nasceu no território do país. O zagueiro Aymeric Laporte, de 32 anos, nasceu na França e chegou a defender a seleção francesa nas categorias de base. No entanto, a segunda Copa levantada pela Espanha no futebol masculino está intimamente ligada a dois representantes da geração que veio ao mundo depois de os pais batalharem para emigrar ao país: Lamine Yamal e Nico Williams.

Yamal, de 19 anos, é a principal joia do futebol espanhol. O camisa 10 do Barcelona é considerado o grande craque em potencial da seleção, embora nesta Copa tenha marcado apenas um gol e o meio-campo Rodri tenha sido eleito o melhor jogador da competição. O jovem – que protagonizou ainda bebê uma foto com Lionel Messi que viria a se tornar icônica – é filho de pai marroquino e mãe guinéu-equatoriana. Ambos chegaram à Espanha ainda crianças, se conheceram adolescentes e foram pais precoces: Mounir Nasraoui, o pai, tem 34 anos e a mãe, Sheila Ebana, tem 35. À época, o casal, que não está mais junto, se estabeleceu no município de Mataró, na Catalunha.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Lamine Yamal celebrates with his mother Sheila Ebana after winning the World Cup IMAGN IMAGES via Reuters/James Lang
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Lamine Yamal celebrates with his mother Sheila Ebana after winning the World Cup IMAGN IMAGES via Reuters/James Lang

Lamine Yamal comemora conquista em campo com a mãe Sheila, nascida em Guiné-Equatorial – por Reuters/James Lang/proibida reprodução

Williams, de 24 anos, é filho de pais ganeses. Felix Williams e María Arthuer deixaram o país africano já casados, em 1994 e tiveram que atravessar o Deserto do Saara para conseguir chegar em Melilla, enclave espanhol na costa mediterrânea do Marrocos. Lá, conseguiram asilo político até se estabelecerem em Pamplona, município que pertence à comunidade autônoma de Navarra, que faz parte do País Basco. Naquele momento, eles não sabiam que María estava grávida do primeiro filho, que viria a ser Iñaki, o irmão mais velho de Nico, que também é jogador e inclusive é companheiro de Nico no Athletic Bilbao.

Nico nasceu oito anos depois de Iñaki, que decidiu defender a seleção do país de origem dos pais e esteve nas últimas duas Copas jogando por Gana. Após a conquista do irmão mais novo, Iñaki publicou uma mensagem o parabenizando, dizendo que Nico havia deixado imigrantes como os pais deles orgulhosos de seus filhos.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Nico Williams celebrates with the trophy alongside mother Maria and father Felix after winning the World Cup REUTERS/Carlos Barria
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Nico Williams celebrates with the trophy alongside mother Maria and father Felix after winning the World Cup REUTERS/Carlos Barria

Nico Williams festeja título mundial ao lado dos pais que deixaram Gana em busca de uma vida melhor na Espanha – por Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

Assim que recebeu a medalha de campeão do mundo, Nico, que durante a partida foi decisivo dando o passe para o gol de Ferrán Torres, que deu o título à Espanha, entregou o prêmio à mãe María, numa cena emocionante.

A Espanha possui quase 50 milhões de habitantes, sendo praticamente 20% deles (9,8 milhões) nascidos fora do país. O governo espanhol é um dos poucos que mantém postura tolerante com relação a imigrantes e inclusive, em fevereiro, adotou medidas para regularizar pessoas que tenham chegado ao território da Espanha sem documentação mas que estivessem há pelo menos cinco meses no país e não tivessem antecedentes criminais.



Fonte: Agência Brasil

Governo Trump usa desmatamento para impor taxas ao Brasil

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As justificativas dos Estados Unidos para taxar o Brasil em 25% sobre os produtos exportados incluem a acusação de que o Brasil permite o desmatamento. Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, as análises do governo de Donald Trump são totalmente infundadas.

“O governo Trump está usando a questão ambiental para impor barreiras comerciais que servem apenas como uma desculpa. O governo Trump virou as costas para a questão ambiental no mundo inteiro. Saiu do Acordo de Paris”, disse Astrini.

Segundo o pesquisador, os Estados Unidos estão levando vantagens comerciais por não aplicarem nenhuma medida de proteção ambiental como a redução da emissão de carbono. Existem dezenas de outros países que desmatam e esse argumento não está sendo usado para nenhum outro país para impor taxas sobre os produtos.

“É uma medida puramente política, não tem nada a ver com a questão ambiental. É apenas uma desculpa para impor uma barreira tarifária ao país”, afirmou Astrini.

Ele destaca as ações feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como fundamentais para a redução do desmatamento no país. O Ibama recebeu aportes financeiros do Fundo Amazônia o que foi importante para intensificar a fiscalização.

Segundo estudo do MapBiomas, o desmatamento no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em 2025.

“O Brasil atingiu em 2025 um marco no monitoramento do desmatamento: pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. De acordo com o RAD2025 (Relatório Anual do Desmatamento no Brasil) foram desmatados 984.794 hectares no país, uma redução de 20,6% em relação a 2024”, dizem os pesquisadores.

O MapBiomas é iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas.

Amazônia e Cerrado juntos responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país em 2025. O Cerrado permanece como o bioma com a maior área desmatada, com 540.614 hectares, concentrando sozinho 54,9% do desmatamento do país, apesar da queda de 16,9% em relação a 2024. Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, uma redução de 23,5% frente ao ano anterior.

O Pantanal registrou a maior redução proporcional entre todos os biomas: queda de 48,4% na área desmatada em relação a 2024, somando 12.260 hectares perdidos no ano.

De acordo com o MapBiomas, o desmatamento associado à expansão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos. Esse vetor de pressão responde por 99% da vegetação nativa perdida no Brasil em 2025. No último ano, 99% da área desmatada associada ao garimpo estava concentrada na Amazônia, com maior incidência no Pará.

Já os desmatamentos relacionados a empreendimentos de energia renovável estiveram quase que totalmente concentrados na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada associada a esse vetor.

Os desmatamentos associados à expansão urbana apresentaram aumento de 7% em relação a 2024 e concentraram-se principalmente no Cerrado e na Amazônia, que juntos responderam por mais de 60% da área de vegetação nativa perdida vinculadas às áreas urbanizadas.

 

 


Fonte: Agência Brasil

Tarifaço deve ter efeito limitado na balança comercial brasileira

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O tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve provocar efeitos limitados sobre a balança comercial do Brasil. No entanto, setores da indústria sentirão o impacto, embora as medidas do governo Donald Trump afetem apenas 18% das exportações nacionais para o mercado estadunidense.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as áreas que sofrerão mais com perdas de competitividade são segmentos que exportam bastante aos Estados Unidos e têm dificuldades para remanejar mercados. Entre os setores afetados, estão máquinas, aço, alumínio, calçados e automóveis.

No primeiro semestre de 2026, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o Brasil importou US$ 1,5 bilhão do mercado estadunidense a mais do que exportou. O déficit do Brasil e superávit para os Estados Unidos mantém-se, apesar do encolhimento do comércio bilateral desde o ano passado.

Comércio recua

As trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos somaram US$ 36,4 bilhões no primeiro semestre, queda de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações brasileiras recuaram 13%, para US$ 17,4 bilhões, enquanto as importações de produtos americanos caíram 12,5%, totalizando US$ 19 bilhões. Com isso, o Brasil encerrou o período com déficit comercial de US$ 1,5 bilhão.

Em junho, as exportações cresceram 3,7%, alcançando US$ 3,47 bilhões, mas o resultado foi sustentado pela alta de 11% nos preços médios. O volume embarcado caiu 6,6%.

Efeito concentrado

Pesquisadora associada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Lia Valls afirma que o tarifaço dificilmente alterará o desempenho agregado da balança comercial brasileira, já que os Estados Unidos respondem hoje por uma parcela menor das exportações nacionais.

“Alterar o saldo da balança, em termos macroeconômicos, é pouco provável. O nosso grande mercado realmente é a Ásia, principalmente a China. A participação das exportações para os Estados Unidos caiu para cerca de 9,4%”, diz.

Segundo ela, os efeitos devem ser sentidos principalmente por empresas e setores industriais mais dependentes do mercado americano.

“Você pode ter efeitos mais microeconômicos sobre empresas, principalmente dos setores de máquinas, equipamentos, madeira e calçados”, enumera.

O presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também descarta um efeito relevante sobre o superávit comercial.

“O superávit comercial brasileiro é derivado exclusivamente das commodities [bens primários com cotação internacional]. O tarifaço poupou justamente commodities com as quais o Brasil compete com os Estados Unidos, como soja, suco de laranja e carnes”, explica.

Indústria perde

Para José Augusto de Castro, o maior prejuízo será para a indústria nacional, responsável pela produção de bens de maior valor agregado.

“Nós temos um superávit comercial grande, mas um déficit comercial de manufaturados gigantesco. Esse déficit é que preocupa, porque é o setor manufatureiro que gera emprego no Brasil.”

Castro afirma que as novas barreiras tendem a favorecer concorrentes internacionais.

“Como a sobretaxa atingiu diretamente os produtos manufaturados, abre mercados para outros países que antes não exportavam esses produtos e agora passam a ocupar esse espaço.”

Motivações políticas

Na avaliação de Lia Valls, a escalada das tarifas deixou de seguir critérios econômicos e passou a incorporar argumentos políticos. Principalmente porque, diferentemente da maioria dos países, o Brasil tem déficit comercial com os Estados Unidos.

“Quando ele [Trump] aumentou para 40%, os argumentos realmente eram muito mais de caráter político. Não tinha muito argumento econômico nessa história”, diz.

Segundo a economista, temas como decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), a regulamentação das plataformas digitais, o Pix e políticas ambientais passaram a ser utilizados como justificativas para ampliar as sanções comerciais.

Retaliação divide

O governo federal estuda recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica para responder ao tarifaço americano. Os especialistas, porém, veem poucos benefícios em uma retaliação.

Lia Valls avalia que o Brasil não dispõe de capacidade para impor perdas relevantes aos Estados Unidos.

“O problema é que a gente não tem capacidade de retaliação contra os Estados Unidos. Se você não consegue causar um dano efetivo ao outro, acaba revertendo contra você. O ganho seria pequeno. O caminho é denunciar a medida e levar o caso à Organização Mundial do Comércio”, sugere.

José Augusto de Castro também considera que uma resposta tarifária tende a ser ineficaz.

“Não acredito em retaliação. O comércio internacional é feito de negociações, não de retaliações. O Brasil não tem cacife para retaliar os Estados Unidos. Temos tudo a perder e nada a ganhar. Na teoria, a reciprocidade parece adequada, mas, na prática, é muito difícil implementá-la”, adverte.

Produtos afetados

As tarifas foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para aplicar medidas comerciais unilaterais.

Embora a alíquota-padrão seja 25%, em 24% dos produtos atingidos, chega a 50%. Isso porque o tarifaço, nesses casos, somou-se a tarifas impostas anteriormente pelos Estados Unidos.

Entre os setores mais afetados estão aço, alumínio, automóveis, máquinas, equipamentos, calçados e produtos de madeira. Já aeronaves, componentes aeroespaciais, petróleo, soja, café, carne bovina e suco de laranja ficaram de fora das sobretaxas.

Fonte: Agência Brasil

TSE abre prazo para solicitação de voto em trânsito

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A Justiça Eleitoral abriu nesta segunda-feira (20) o prazo para o eleitor solicitar a habilitação para votar em trânsito nas eleições de outubro. O voto em trânsito permite ao eleitor votar fora de sua cidade no dia do pleito.

A solicitação pode ser feita até o dia 20 de agosto pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país. 

Se optar pela solicitação eletrônica, o eleitor deve clicar no menu “Fazer Transferência temporária do local de votação”. Em seguida, deve preencher seus dados, consultar os locais com vagas disponíveis e seguir os comandos da página.

No caso de atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo.

Regras

O eleitor que optar pelo voto em trânsito deve ficar atento às regras para ter acesso ao benefício, que está disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. 

Quem estiver em uma cidade (domicílio eleitoral) que está localizada no mesmo estado em que mora poderá votar em trânsito para todos os cargos que estarão em disputa: deputado federal, estadual, distrital, governador, senador e presidente da República.

Se a solicitação for para uma cidade fora do estado, o eleitor só poderá votar para presidente.

O pedido de voto em trânsito pode ser feito para cidades distintas em cada um dos turnos.

Alterações ou cancelamentos nas solicitações de voto em trânsito poderão ser feitos até o dia 20 de agosto. Após o prazo, nenhuma alteração poderá ser feita.

O eleitor que solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local de votação deverá fazer a justificativa de ausência, que estará disponível por meio do aplicativo e-Título.

Exterior

Eleitor que tem título registrado no exterior poderá solicitar voto em trânsito se estiver de passagem pelo Brasil. Nesse caso, o voto só poderá ser exercido para o cargo de presidente.

O eleitor com documento registrado no Brasil não poderá votar em trânsito se estiver fora do país no dia da votação.

Eleições

O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. O eleitor voltará às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Justiça abre processo contra site de revenda de ingresso

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A Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) abriu processo administrativo sancionador contra o site de revenda de ingressos Viagogo.

A Senacon determinou que o site precisa divulgar em todos os ambientes acessíveis aos clientes uma mensagem esclarecendo se tratar de um site de revenda de ingressos. A multa diária por descumprimento é de R$ 100 mil.

De acordo com o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, as investigações mostraram que o site não presta informações suficientes sobre o caráter de revenda de ingressos e induz o consumidor a pensar se tratar de um site primário de vendas, um canal oficial.

Nos sites secundários, que fazem a revenda de ingressos, os preços são geralmente mais altos que os cobrados originalmente.

“Tivemos a materialidade suficiente para tomar uma decisão sobre a Viagogo. Fizemos um monitoramento e chegamos à conclusão de indícios preocupantes”, explicou Morishita na tarde desta segunda-feira (20).

A Senacon, Secretaria vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), também identificou possíveis problemas na identificação dos vendedores dos ingressos e a rastreabilidade das operações.

“Muitas vezes, o consumidor acredita que está adquirindo um ingresso diretamente do produtor do evento ou da bilheteria oficial, sem perceber que se trata de uma revenda, muitas vezes por valor superior ao originalmente praticado”, disse o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes.

Em virtude da abertura do processo administrativo, a Viagogo tem 20 dias para apresentar defesa. A reportagem tentou contato com a assessoria da Viagogo e está aberta a incluir seu posicionamento nesta matéria.

Robôs

Fernandes também alertou sobre o uso de robôs para esgotar os ingressos nos sites primários de venda.

De acordo com ele, esses sistemas automatizados funcionam como cambistas digitais, que compram todos os ingressos dos sites oficiais. Em seguida, esses mesmos ingressos aparecem no site de revenda, por preços mais altos.

Morishita acrescentou que os sites de venda primária também estão sendo monitorados pelo Ministério da Justiça em relação a taxas abusivas e serviço de atendimento ao cliente no pós-venda. Não há, no entanto, nenhuma providência tomada especificamente em relação a esses sites.

Fonte: Agência Brasil

Prouni 2026/2: prazo para confirmar informações termina na sexta

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Os candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 devem, até sexta-feira (24), entregar à instituição privada de ensino superior para a qual foram pré-selecionados a documentação que comprova as informações prestadas no ato de inscrição.

Os candidatos podem conferir se constam na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) na última semana, diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni.

Documentação

A documentação comprobatória exigida está descrita no edital do processo seletivo.

A entrega poderá ser feita presencialmente na respectiva faculdade privada ou encaminhada por meio virtual/eletrônico. A instituição deverá emitir documento de comprovação de entrega da documentação ao recebê-la do candidato.

A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário. 

Bolsas

O programa federal oferece bolsas de estudo integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, ou parciais, de 50%, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

Neste segundo semestre, o programa oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.

Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais. 

Ações afirmativas

O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. 

Para pessoas com deficiência foram ofertadas 35.365 bolsas de estudos. Para pretos, pardos e indígenas foram 188.880 e para a ampla concorrência, 247.059.   

Novas chances

Os candidatos que não foram convocados na primeira chamada do Prouni deste segundo semestre ainda poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.

Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados, ou que tiverem a inscrição indeferida por não formação de turma, poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital. 

Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.

Cronograma

O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026: 

  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na primeira chamada: de 15 a 24 de julho
  • resultado da segunda chamada: 5 de agosto 
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na segunda chamada: 5 a 14 de agosto
  • lista de espera: 26 e 27 de agosto 
  • resultado da lista de espera: 1º de setembro
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro

Fonte: Agência Brasil

TV Brasil exibe semifinal da LBF entre Sampaio Basquete e Cerrado BRB

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O Cerrado BRB venceu o Sampaio Basquete fora de casa no jogo 2 das semifinais da Liga de Basquete Feminino 2026 (LBF) e deixou tudo em aberto na disputa pela vaga na grande decisão.

A TV Brasil exibe, ao vivo, todas as emoções do terceiro e decisivo jogo da série nesta segunda-feira (20), a partir das 20h45, direto do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís (MA). 

Após a vitória do Sampaio na partida de abertura e a reação do time candango no segundo confronto, a série semifinal está empatada em 1 a 1. Quem vencer o duelo desta noite carimba o passaporte para a grande final do torneio nacional. 

Dono da melhor campanha na fase classificatória, o Sampaio Basquete conta com a vantagem de jogar perto de sua torcida em São Luís. Caso vença, a equipe maranhense chegará à decisão da liga pela quinta vez consecutiva. Já o Cerrado BRB tenta surpreender novamente fora de casa para alcançar uma vaga inédita na final. 

Do outro lado da chave, a semifinal já está resolvida: com duas vitórias sobre o Sesi Araraquara, o Unimed Campinas garantiu seu lugar na decisão. A equipe paulista aguarda o duelo desta noite para conhecer sua adversária na grande final. 

Entenda os Playoffs da LBF    

A fase reúne as oito melhores equipes da temporada regular, que avançaram para as quartas de final. O caminho até a taça funciona da seguinte forma:    

  • Quartas de Final: Disputadas em séries de melhor de três jogos.
  • Semifinais: Seguem a mesma estrutura de melhor de três.
  • Fase Final: A temporada é decidida em melhor de cinco partidas.    

A tela do esporte feminino

As transmissões da LBF integram a estratégia da EBC, gestora da TV Brasil, de valorizar o esporte feminino no país, ampliar o acesso das pessoas às competições e promover a aproximação entre o público do canal e a modalidade.

Além dos duelos da LBF, a emissora também já está exibindo as partidas do Brasileirão Feminino de Futebol da Série A1. Durante o ano, além da elite da modalidade, a TV Brasil mostra as fases decisivas das Séries A2 e A3, a partir das semifinais, e traz para a tela as emoções dos confrontos finais das categorias de base com a disputa pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20.     

As competições ganham visibilidade ainda maior por meio da parceria com os canais que fazem parte da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e retransmitem a programação da TV Brasil em seus estados. Em 2025, a emissora também compartilhou com o público as emoções da Conmebol Copa América de Futebol Feminino.     

Ao vivo e on demand     

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Clique aqui e saiba como sintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.          

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Fonte: Agência Brasil

Escalada da guerra expõe fracasso do acordo entre Irã e EUA

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A escalada da guerra no Oriente Médio nos últimos dias expõe o fracasso do acordo costurado entre Irã e Estados Unidos (EUA) para pôr fim ao conflito que já custou a vida de milhares de pessoas na região, desde o dia 28 de fevereiro.

Os ataques aumentaram contra o Irã, incluindo bombardeios contra infraestruturas civis como pontes, hospital, usinas de dessalinização de água, de produção de combustíveis e até um canteiro de obras de uma usina nuclear. 

Do outro lado, o Irã intensifica ataques contra alvos em países do Golfo, como Jordânia, Bahrein e Kuwait, atingindo tanto bases militares dos EUA nesses países, quanto algumas infraestruturas civis, como usinas de dessanilização de água e de produção de energia.

O especialista em segurança e geopolítica, o major-general português Agostinho Costa, afirmou à Agência Brasil que o memorando de entendimento assinado entre EUA e Irã não passou de uma “mentira” ou uma “manobra diversionista” de Washington diante da baixa nas reservas de petróleo causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz

“O presidente Donald Trump assinou o memorando porque foi informado que as reservas estratégicas de petróleo duravam mais quatro semanas, o que iria provocar uma crise, principalmente de diesel. O acordo foi uma ficção, sem intenção de se cumprir, como todos os papéis que os americanos assinam”, disse.

O ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal acrescentou que, a partir do momento que os EUA cumprissem o memorando, eles estariam entregando, para controle do Irã, a rota marítima de países “clientes” dos EUA como Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Kuwait.

“O que está em jogo é a hegemonia norte-americana na região. É o fim do império norte-americano. Isso é o que está em jogo e é isso que faz com que os americanos tenham voltado à carga”, completou.

A Jordânia como alvo

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos explicou à Agência Brasil que existem poucas diferenças entre essa nova fase da guerra e as anteriores, com destaque para os ataques mais pesados do Irã contra alvos na Jordânia.

“Isso porque a Jordânia se tornou o maior hub logístico da Força Aérea americana por pelas fragilidades das bases do Golfo. Além disso, Israel está fora da guerra, só que o aeroporto Ben Gurion [em Israel] é também uma das maiores bases aéreas dos EUA na região e não está sendo atacado, funcionando como espécie de santuário”, destacou.

Estudioso de Ásia, Teoria Militar e Defesa, Ali Ramos acrescenta que não estão sendo alcançados os principais objetivos anunciados pelos EUA para a guerra, como o fim do programa nuclear iraniano, o fim do programa balístico de Teerã e o fim do apoio às milícias do Oriente Médio.  

“Com isso, os EUA estão escalando para uma estratégia de guerra de terra arrasada, tanto é que atacaram uma fábrica de dessalinização, deixando 10 mil pessoas sem água no Irã.  Só que isso só vai dar mais legitimidade para o regime iraniano”, completou.

EUA sem estratégia

Para o major-general Agostinho Costa, os EUA estão demonstrando não terem uma nova estratégia para essa nova fase da guerra contra o Irã, repetindo as campanhas de bombardeio aéreo contra o país persa que já não vinham dando resultados desde 28 de fevereiro.

“Mais uma vez, os americanos mostram que não têm estratégia nenhuma. Por um lado, não querem se empenhar em invasão terrestre, por outro, julgam que resolvem um problema estratégico com um país da dimensão do Irã apenas com aviões”, comentou.

Ao mesmo tempo, o militar português avalia que as capacidades ofensivas do Irã têm se mostrado eficazes, não parecendo que estejam deterioradas, como diz o governo dos EUA.  

“Estamos naquilo que podemos chamar de ‘gestão da escalada do conflito’. Ainda não estamos em um impasse, o que só deve ocorrer quando não houve mais capacidade para escalada. Mas ainda há capacidade para escalada”, concluiu.

Entenda a guerra

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a agressão lançada por Israel e EUA contra o Irã, tanto em junho de 2025, como a partir de 28 de fevereiro deste ano, buscava a “troca de regime” no país persa para, entre outros objetivos, deter a expansão econômica da China na região e consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio. 

Diante do fracasso em derrubar o regime político da República Islâmica no Irã, os EUA afirmam que agora buscam retomar o status de navegação no Estreito de Ormuz como era antes da guerra.

Porém, o governo iraniano afirma que a gestão do Estreito, por onde transitavam antes da guerra cerca de 20% do comércio do petróleo global, deve ter um novo modelo a ser definido, principalmente, por Irã e Omã, levando em conta as necessidades da segurança nacional iraniana.

Fonte: Agência Brasil

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

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A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio. No trimestre móvel terminado em maio, a alta é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, a variação positiva acumulada no período de 12 meses fica em 1,7%.

Os dados fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (20).

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O resultado de maio retoma a trajetória positiva na comparação entre meses imediatamente seguidos, após recuo em abril e estabilidade em março.

Confira o comportamento do ano mês a mês:

  • Maio: 0,7%
  • Abril: -0,1%
  • Março: 0%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,7%

Sinais de arrefecimento

Apesar da retomada de crescimento em maio, o indicador de 12 meses (1,7%), que mostra uma visão de retrovisor de mais longo prazo, aponta desaceleração, ou seja, perda de força. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.

Ao apresentar os resultados, a FGV destaca que o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre até maio, chegando ao maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, quando avançou 4%. Desse desempenho, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia.

No entanto, ela aponta que há algumas “fragilidades” no resultado do PIB brasileiro.

“O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”, explica.

Para ela, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas.

“Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado”, avalia.

Comportamentos

As exportações tiveram crescimento de 4,3%, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%).

“As exportações da [indústria] extrativa mineral registram crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando desde o início do ano, o que explica a redução do crescimento das exportações”, destaca o acompanhamento.

As importações cresceram 8,9%, terceiro trimestre móvel seguido de alta.

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, perdendo apenas para fevereiro (19,2%).

De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (17), que indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.

A próxima divulgação será referente ao segundo trimestre de 2026, no dia 1º de setembro.

Expectativas

O relatório Focus desta semana, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%.  

A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

Fonte: Agência Brasil

Chuva: governo reconhece situação de emergência em municípios do RS

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Sete municípios do Rio Grande do Sul tiveram situação de emergência decretada após as chuvas intensas que atingiram a região. A medida está publicada no Diário Oficial da União.

A portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil cita os municípios de São Sepé, Erval Seco, Liberato Salzano, Coronel Bicaco, Cerro Grande, Novo Tiradentes e Seberi.

O reconhecimento da situação de emergência é uma etapa necessária para que estados e municípios possam acessar recursos federais destinados à resposta e à recuperação de áreas atingidas por desastres naturais.

Após a aprovação dos planos de trabalho apresentados pelos municípios, o governo federal poderá autorizar o repasse de recursos para ações de socorro, assistência às famílias afetadas e reconstrução da infraestrutura comprometida pelas chuvas.

Previsão do tempo

Para esta segunda-feira (29), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê continuidade das chuvas e ventanias no Sul do país.

O movimento decorre da diferença de pressão entre um centro de baixa pressão na Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul o que intensifica o fenômeno do Jato de Baixos Níveis.

Essa configuração também dificulta o avanço das áreas de instabilidade, que permanecem restritas ao Rio Grande do Sul, onde há avisos laranja de perigo para tempestades com granizo.

O frio perde intensidade na Região Sul, com mínimas em torno de 10°C restritas às regiões de serra. As máximas ficam em torno de 24°C no Rio Grande do Sul devido à atuação das tempestades.

Fonte: Agência Brasil