Início Site Página 31

Em audiência pública, comunidades rurais do DF reclamam da falta de água e de energia elétrica

0

Iluminação pública precária; quedas frequentes de energia e picos de tensão; ausência de fornecimento de água potável, e abastecimento por caminhões-pipa ou em “baldes de água na cabeça”: essas reclamações foram compartilhadas por moradores de assentamentos, acampamentos e outras áreas rurais do Distrito Federal durante audiência pública da Câmara Legislativa, na noite dessa quinta-feira (23). Proposto pelo deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), o debate reuniu representantes da Caesb, Adasa, Neoenergia, Emater/DF e Secretaria de Agricultura do DF. 

“Quando a gente fala de energia elétrica e de água, estamos falando de coisas que são tão básicas à vida humana que nem deveriam ter que ser discutidas, deveriam já ser, obviamente, atendidas”, defendeu Pedrosa no início do debate.

O distrital apontou que o objetivo da audiência é ouvir as reivindicações das comunidades e construir soluções junto aos órgãos responsáveis. “Tudo vai constar em ata, e vamos cobrar respostas para cada uma das demandas apresentadas”, asseverou. 

Ao longo do debate, moradores de áreas rurais localizadas em diversas regiões administrativas, da Saída Norte à Saída Sul do Distrito Federal, apresentaram um cenário de “precariedade dos serviços de água e energia elétrica”. Lideranças e moradores de comunidades como Bela Vista, Palmeiras e Estrela do Amanhã reclamaram da ausência de rede de água potável e do abastecimento por caminhões-pipa. Em alguns núcleos rurais, como o Margarida Alves, as famílias realizam rodízio para usarem a água de um poço artesiano.  

“Precisamos de água, precisamos de dignidade”, cobrou Natália Imaculada Pinto, do Bela Vista, onde vivem 103 famílias. Ela contou que a Caesb “prometeu” um poço há três anos, mas nada foi feito, o que levou os moradores a realizarem “gambiarras” que funcionam, precariamente, por algumas horas. 

“Eu não consigo admitir morar em Brasília e viver carregando água no balde na cabeça; a gente não está 50 anos atrás, lá no Nordeste; a gente está no centro de Brasília”, lamentou Carlos Alberto, do assentamento rural José Wilker, em Sobradinho. Ele se queixou, ainda, da qualidade da rede de energia elétrica na localidade, relatando que as frequentes quedas de energia e picos de tensão queimam bombas de irrigação, geladeiras e outros equipamentos elétricos

“Estamos a 52 quilômetros desta Casa Legislativa e a 20 km da Administração de Planaltina. É uma distância tão pequena, e sofremos tanto quanto quem mora nos rincões do País. Não somos atendidos por uma rede elétrica condizente com a capital federal, mas pagamos os impostos de quem vive nela”, reclamou Márcia Daniela Oliveira Marques dos Santos, do Núcleo Rural Quintas do Rio Maranhão. 

 

Foto: Comunicação / Gabinete Eduardo Pedrosa

 

Além disso, a moradora registrou outra reclamação comum a várias comunidades rurais do DF: a falta de iluminação pública. Segundo ela, somente 37% dos postes do Quintas do Maranhão têm lâmpadas, obrigando os moradores a enfrentarem o escuro em áreas com a presença de animais selvagens. “Os senhores sabem o que é chegar em casa à noite, no escuro, morando ao lado de uma reserva onde tem onça? Sabem o que é abrir uma porteira sem conseguir ver se tem uma cobra?”, questionou. 

No Jardim do Éden, localizado no Núcleo Rural Ponte Alta Norte, no Gama, a situação é parecida. Segundo a moradora Yara Lilian Gomes Ferreira, quando a Neoenergia ganhou a concessão do serviço no DF, há cinco anos, a empresa tirou vários “braços de luz” das ruas. “Sumiram com nossas lâmpadas, com os nossos braços de luz e até hoje não voltaram. Nós estamos às escuras”, disse.   

Compromissos e respostas 

Representando a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Antônio Luís Harada informou que estão sendo realizados estudos para a perfuração de poços nos núcleos rurais Palmeiras e Bela Vista. Além disso, ele se comprometeu a verificar a situação do convênio firmado com o Incra para levar água para outras localidades. 

As demandas sobre o fornecimento de energia elétrica foram respondidas pela superintendente de Relações Institucionais e Governamentais da Neoenergia, Juliana Pimentel. Ela ponderou que o atendimento a áreas em regularização depende de autorização governamental, por meio do comitê “Energia Legal”. No caso do Assentamento José Wilker, o pedido já foi encaminhado, segundo informou. Ela destacou, ainda, que as questões relacionadas à iluminação pública são de responsabilidade da CEB. 

Também comentaram o cenário das comunidades rurais o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater/DF), Cleison Medas Duval; o superintendente de Abastecimento de Água e Esgoto da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Rafael Machado Mello, e o secretário-executivo de Agricultura da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Pedro Paulo Gama. 

Ausências 

Representantes da CEB e de outros órgãos envolvidos na discussão não compareceram ao debate. O deputado Eduardo Pedrosa afirmou que todas as demandas relativas à iluminação pública serão encaminhadas para a empresa pública, que deverá responder “cada uma delas no prazo de duas semanas, sob pena de convocação de seu presidente”.  

O parlamentar criticou, também, a ausência do Incra e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) – que faz a gestão de imóveis federais rurais localizados no DF. “Grande parte das redes de energia, muitas delas insuficientes, foram feitas pelo Incra, e a gente também tem que entender a responsabilização desses órgãos nesse processo”, apontou Pedrosa. 

 

Confira a transmissão da audiência, na íntegra: 

 

 

Fonte: Agência CLDF

Brasileiro vira manchete por ato de empatia na Maratona de Boston

0

O brasileiro Robson Gonçalves de Oliveira virou notícia esta semana por sua participação na Maratona de Boston (EUA). Mas o que chamou a atenção geral não foi a performance esportiva do operador de máquinas de 36 anos, mas a sua solidariedade e empatia em relação a outro participante da prova.

Robson, que é operador de máquina em uma empresa de caminhões em São Bernardo do Campo, São Paulo, iniciou a prova, na última segunda-feira (20), com um objetivo claro, terminar abaixo do tempo de 2h40min, superando desta forma a sua melhor marca pessoal em uma prova desta distância.

Porém, os planos do brasileiro mudaram nos metros finais da prova, quando viu à distância o norte-americano Ajay Haridasse, de 21 anos, que estava completamente exausto, mau conseguindo ficar de pé. Naquele momento o britânico Aaron Beggs, que também participava da prova, estava amparando o jovem corredor.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Diante da cena, Robson também parou, abrindo mão da possibilidade de alcançar seu melhor tempo em uma maratona, e se juntou ao esforço para permitir que Ajay Haridasse alcançasse a linha de chegada.

“Foi um decisão de segundos. Quando entrei na avenida final da maratona, faltando alguns metros para conseguir o meu melhor tempo, vi, à distancia, o Ajay Haridasse em colapso. Eu sabia que não teria forças sozinho para ajudá-lo. No momento eu pensei: Deus, se alguém parar, eu também vou ajudá-lo. E Deus foi tão generoso conosco que o Aaron Beggs parou, e eu sabia que poderia ajudar, pois dois são mais fortes do que apenas um. Grato a Deus pela força que nos deu naquele momento, e pelo Haridasse não ter desistido. Meu amigo você foi muito forte. Parabéns pela prova. Este é o espírito de Boston”, afirmou o brasileiro em uma postagem na internet.

Ao realizar o ato de generosidade, Robson encerrou a prova com o tempo de 2h44min, perdendo a oportunidade de bater seu recorde pessoal, mas virou manchete em veículos de comunicação de várias do mundo por mostrar que o esporte também é um espaço para a generosidade e a empatia.



Fonte: Agência Brasil

Bancos apoiam novas regras do FGC após decisão do CMN

0

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) avaliou de forma positiva o endurecimento das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), destacando que as medidas chegam em momento “oportuno” para reduzir riscos e preservar a estabilidade do setor.

Segundo a entidade, as mudanças aprimoram tanto a gestão de liquidez dos bancos quanto os mecanismos ligados ao FGC, considerado uma peça central na proteção de investidores. A avaliação é de que a decisão acompanha a evolução recente do mercado e fortalece a regulação financeira no país.

“Além de positiva, a iniciativa é oportuna e tempestiva para responder à evolução recente do mercado, no que tange à mitigação de riscos e à preservação da estabilidade financeira”, destacou a entidade em nota.

Na avaliação da ABBC, o conjunto de medidas reforça a solidez do sistema financeiro brasileiro ao equilibrar dois objetivos: proteger investidores e evitar que problemas isolados em instituições específicas se transformem em crises mais amplas.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Aperto

Em reunião nesta quinta-feira (23), o CMN aprovou um pacote de medidas que busca evitar que bancos assumam riscos excessivos ao captar recursos com garantia do FGC, fundo que funciona como uma espécie de “seguro” para aplicações como CDBs, cobrindo até R$ 250 mil por CPF ou empresa em caso de quebra de uma instituição, limitado a R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Um dos principais pontos da mudança é a criação de um novo indicador, chamado Ativo de Referência (AR). Esse mecanismo mede a qualidade e a liquidez dos ativos que um banco possui, a capacidade de transformar investimentos em dinheiro rapidamente.

Com a nova regra, instituições que captarem muitos recursos com proteção do FGC, mas tiverem ativos considerados de maior risco ou de difícil venda, serão obrigadas a aplicar parte desse dinheiro em títulos públicos federais, que são mais seguros. A intenção é limitar o uso excessivo da garantia do fundo e desestimular estratégias agressivas de crescimento.

Segundo a associação, a mudança atende a uma demanda antiga do setor, ao criar uma ligação direta entre o volume captado com garantia do FGC e a qualidade dos ativos dos bancos. Com isso, a tendência é reduzir práticas que envolvem captação elevada combinada com investimentos de baixa liquidez e pouca transparência.

“Como resultado, a medida contribui para restringir o uso excessivo da garantia do FGC e desestimular estratégias baseadas em crescimento acelerado, especialmente quando associadas a ativos de maior risco e menor transparência”, ressaltou a nota da ABBC.

As medidas também reforçam o combate ao chamado “risco moral”, quando instituições assumem mais riscos por saberem que contam com algum tipo de proteção, como a cobertura do FGC.

Exigências

Além das mudanças no FGC, o CMN também ampliou as exigências de liquidez dos bancos, alinhando o Brasil a padrões internacionais como o acordo de Basileia 3. O principal indicador, conhecido como Razão de Cobertura de Liquidez (LCR, na sigla em inglês), mede se a instituição tem recursos suficientes para enfrentar um cenário de estresse por 30 dias.

Agora, essa exigência passa a valer também para bancos de médio porte, enquanto instituições menores terão uma versão simplificada, chamada LCRS. Segundo a ABBC, a implementação gradual das regras é importante para permitir a adaptação dos sistemas e processos internos das instituições.

O cronograma prevê que, em 2027, os bancos cumpram inicialmente 90% das exigências, chegando a 100% na etapa final.

O aperto regulatório ocorre após episódios recentes de instabilidade no sistema financeiro, como o colapso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central do Brasil. O caso chamou atenção porque o banco oferecia rendimentos elevados para atrair investidores, mas mantinha grande parte dos recursos em ativos de baixa liquidez, o que dificultou honrar compromissos.

 

Fonte: Agência Brasil

Ministro diz que país não quer apenas exportar minerais críticos

0

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, defendeu nesta sexta-feira (24) a urgência da aprovação de regras claras para a exploração de minerais críticos em território brasileiro. 

Para o ministro, a criação de uma legislação específica é fundamental para minimizar dúvidas quanto ao destino dos ativos, considerados estratégicos, e garantir o desenvolvimento da indústria nacional. 

“Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que minerais críticos ou terras raras sejam objeto de exportação. Têm que ser de industrialização”, disse nesta sexta-feira (24), no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A declaração foi feita no contexto da compra da mineradora Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde opera a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, Pela Ema, em Minaçu, em Goiás. 

A mineradora também é a única produtora, fora da Ásia, de quatro elementos críticos e valiosos, o disprósio (Dy), o térbio (Tb), o neodímio (Nd) e o itrío (y), fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

A negociação foi festejada pelo governo de Goiás, cujo ex-governador Ronaldo Caiado assinou com o governo dos Estados Unidos, em março deste ano, um memorando de entendimento para “fortalecer a cooperação bilateral” entre o estado e os EUA, autorizando a realização de pesquisa e desenvolvimento tecnológico conjuntos e a facilitação de investimentos para a exploração de minerais críticos.

“Muita gente leu essa notícia e ficou imaginando que estamos perdendo um ativo importante, uma grande quantidade de minerais críticos para uma empresa que não é um grupo econômico brasileiro”, disse Rosa. 

“Acho que, nesse caso, temos ainda muita desinformação. É preciso saber que tipo de atividade vai ser feita”, acrescentou.

O memorando foi criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por parlamentares do PSOL que pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) que anule a venda da Serra Verde. 

Para o ministro Márcio Elias, a iniciativa do ex-governador de Goiás avança sobre temas de competência da União. 

“O subsolo brasileiro pertence à União. A competência para regulamentar [a exploração de recursos naturais] é da União. E quem estabelece relações com outros países é a União”, afirmou o ministro.

“É possível que haja boa intenção e um pressuposto legítimo de levar o desenvolvimento para o estado motivando alguém a fazer uma negociação desse tipo, mas do ponto de vista jurídico, ela não se sustenta”, avaliou o ministro. 

O ministro entende que o acordo que o governo goiano firmou não produz nenhuma obrigação legal e não há nenhum risco de o país sofrer qualquer sanção se o descumprir. 

“É muito mais um memorando sem nenhum comprometimento, sem nenhuma sanção”, avalia.

O ministro Márcio Elias lembrou que o governo federal, esta semana, pediu ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que retirasse de pauta o Projeto de Lei 2780/24,  que trata da criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. 

Márcio Elias disse que a solicitação foi feita porque o Palácio do Planalto entende que, apesar da urgência do Congresso Nacional em estabelecer marcos legais claros para a exploração das terras raras, era preciso discutir mais a proposta antes de submetê-la à apreciação dos parlamentares. 

“O governo federal quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização dos minerais críticos”, disse Márcio Elias, antecipando que representantes do governo devem se reunir com o relator do PL, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), já na próxima semana. 

O ministro disse, em sua entrevista ao Bom Dia, Ministro, que a norma deve abranger desde a exploração dos minerais críticos até as movimentações societárias, como a resultante da venda da Serra Verde a USA Rare Earth. 

“Precisamos legislar e regular logo esse tema, porque ele suscita não apenas dúvidas, mas, sobretudo, insegurança [jurídica] sobre quem pode explorar, as mudanças, as fusões e as transformações dessas empresas, quem pode acessar o alvará para explorar e minerar. Tudo tem que estar regulado”, defendeu.

O ministro rejeita a ideia de criação de uma estatal para o setor. 

“Em nossa avaliação, no atual modelo, não há necessidade alguma de se criar uma estatal para fazer a exploração, refino ou beneficiamento de mineral crítico estratégico. Já há instrumentos legais que permitem eventuais subvenções e há a possibilidade de associações com o setor privado e o fomento desse setor essencial”, argumentou, acrescentando que a criação de uma estatal “não seria sinônimo de melhor aproveitamento desses ativos”. 

Fonte: Agência Brasil

Polícia de SP investiga grave ataque homofóbico ao ator Diego Summer

0

A Polícia Civil de São Paulo iniciou investigação para apurar uma agressão sofrida pelo ator e dramaturgo Diego Summer, no último domingo (29), no bairro do Cambuci, região central da cidade. O ataque foi registrado como prática de discriminação racial e tentativa de homicídio por motivo fútil.

No boletim de ocorrência, o ator diz que foi atacado por três homens na frente de um estabelecimento comercial. No momento do ataque, Summer estava caracterizado como drag queen. Segundo ele, os agressores o ofenderam pela sua aparência e, em seguida, o atacaram com agressões físicas até ficar inconsciente.

Diego foi socorrido e encaminhado à Santa Casa, onde permanece internado devido às lesões sofridas. Os suspeitos ainda não foram identificados pela polícia.

O caso foi registrado no 6º Distrito Policial de Cambuci, onde diligências estão sendo realizadas para localizar os criminosos.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Quem é Diego Summer

O dramaturgo é dono da página de Instagram Poder Summer Cultura. Ele é criador de conteúdo e publica vídeos humorísticos, entrevistas e apresenta pontos turísticos do Rio de Janeiro. Diego é uma pessoa LGBTQ.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Fonte: Agência Brasil

STF tem maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB

0

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (24) maioria de votos para manter a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa.

Até o momento, o julgamento virtual tem placar de 3 votos a 0. Além de Mendonça, os votos foram proferidos pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. 

Falta o voto do ministro Gilmar Mendes.  A votação virtual ficará aberta até as 23h59. 

No dia 16 de abril, o ex-presidente do BRB foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance, da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master e tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. 

De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Toffoli

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para participar do julgamento.

Em fevereiro deste ano, o ministro deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da operação, deflagrada no ano passado.

 Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF. 

Fonte: Agência Brasil

MEC prorroga prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Enem

0

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo para o pedido de isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026. Inicialmente, os estudantes interessados deveriam solicitar o benefício até esta sexta-feira (24), mas agora o prazo segue aberto até o dia 30 deste mês. 

A solicitação deve ser feita na Página do Participante do Enem, por meio do login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. 

A gratuidade na taxa de inscrição do Enem é prevista nos seguintes casos: 

  • matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026; 
  • estudantes de todo o ensino médio em escola pública ou bolsistas integrais em escola privada e que tenham renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio; 
  • pessoas de baixa renda com registro ativo no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico); 
  • beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC); 

A isenção não é automática, portanto os candidatos que se encaixam em um desses requisitos devem solicitar a dispensa do pagamento. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Ausência em 2025 

O participante que obteve a isenção do pagamento da taxa no Enem de 2025, mas não compareceu às provas nos dois dias de aplicação, deve justificar a ausência caso queira solicitar o benefício novamente em 2026.  

Entre os documentos previstos no edital para justificar a falta, estão o boletim de ocorrência policial para casos de assaltos ou acidente de trânsito; atestado médico; certidão de óbito de familiares, dentre outros. Confira as especificações para o envio no edital.  

A justificativa da ausência no Enem 2025 também deve ser feita pela Página do Participante. 

Resultado 

Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Inep em 8 de maio. 

Os solicitantes com pedidos de isenção negados poderão entrar com recurso administrativo entre 11 a 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio. 

Ainda não foi divulgado o início do período de inscrição para as provas. 

O Enem 

O Enem é a principal prova para entrada no ensino superior brasileiro, por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu); o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos que têm 18 anos completos e alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação. 

Fonte: Agência Brasil

CMN libera linha de capital de giro a cooperativas de leite no Pronaf

0

As cooperativas da agricultura familiar que tenham como atividade principal a produção e o processamento de leite terão acesso temporário a uma linha de crédito para capital de giro. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nessa quinta-feira (23) a inclusão de cooperativas do segmento em dificuldades financeiras na modalidade de agroindústria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Na prática, essas cooperativas poderão contratar empréstimos para capital de giro até 30 de junho. Esse dinheiro é usado para manter as atividades do dia a dia, como comprar leite dos produtores, processar os produtos e manter a operação funcionando.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a decisão busca apoiar cooperativas que enfrentam dificuldades financeiras no curto prazo, garantindo que continuem operando normalmente. Sem esse apoio, poderia haver atraso nos pagamentos aos produtores, redução da produção e até perda de empregos locais.

Segundo a pasta, essas cooperativas são fundamentais porque:

•    Compram a produção de pequenos agricultores;

•    Processam alimentos, como leite e derivados;

•    Garantem renda para famílias no campo.

Quem pode acessar o crédito

•    A linha é voltada para cooperativas que participam do Pronaf Agroindústria e que comprovem dificuldades para pagar dívidas de curto prazo em 2026.

•    Além disso, elas precisam estar inscritas em programas do governo voltados à gestão e fortalecimento da agricultura familiar, como iniciativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

•    Os valores podem ser contratados em um ou mais bancos.

Como funciona o financiamento

A medida estabelece condições específicas para os empréstimos:

•    Prazo total: até 6 anos para pagamento;

•    Carência: até 1 ano para começar a pagar o principal;

•    Juros: 8% ao ano;

•    Limite por cooperativa: até R$ 40 milhões;

•    Limite por cooperado: até R$ 90 mil.

Até quando vale

A autorização para contratar esse tipo de crédito vale até 30 de junho de 2026.

O que muda na prática

Com mais acesso a crédito, a expectativa do governo é:

•    Manter a compra da produção dos agricultores;

•    Evitar interrupções nas atividades das cooperativas;

•    Garantir renda para famílias rurais;

•    Preservar empregos no interior;

•    Manter o abastecimento de alimentos.

A medida, informou a Fazenda, funciona como reforço de caixa emergencial, ajudando o setor a atravessar um período de dificuldades sem interromper a produção.

Fonte: Agência Brasil

Médico diz que Lula retirou lesão e deve repousar nos próximos dias

0

O presidente Lula passou por um procedimento cirúrgico na manhã desta sexta-feira (24), em São Paulo, para retirada de uma lesão do couro cabeludo. Segundo o médico Ricardo Kalil, que acompanha Lula, correu tudo bem, sem nenhuma intercorrência: “ele deverá permanecer mais algumas horas no hospital e deve ir para casa hoje”, disse o doutor.

O procedimento foi feito pela médica Cristina Abdala e houve a retirada de pele na região da cabeça. “Foi uma lesão de pele. É muito comum, é a mais comum que tem no mundo”, conta Kalil.

O nome da lesão é basocelular, é localizada e não se espalha para outros lugares do corpo. “É uma lesão de pele que vem da exposição solar. É muito comum e quando ela cresce, a gente tem que tirar”, explicou a doutora Abdala. O tecido passou por biópsia.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O presidente também fez uma infiltração na mão direita para tratar uma tendinite.

Segundo Kalil, agora o presidente vai para casa e deve ficar em repouso nos próximos dias, mas isso não afetará a agenda de Lula.

“Vamos evitar grandes eventos nos próximos dias. Lula não vai tomar medicamento. Ficou uma ferida cirúrgica e é esperar cicatrizar, o que deve demorar um mês. O cuidado agora é curativo, usar chapéu e tocar a vida normal dele”, afirmou o médico.

O doutor disse também que o tratamento não vai interferir na campanha presidencial: “vai atrapalhar a campanha? A resposta é não. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu, como aconteceu outras vezes”.

O presidente chegou ao hospital por volta das 7h da manhã e a mini-cirurgia estava programada, não foi emergencial. Lula esteve acompanhado da primeira-dama Janja da Silva.

 

Fonte: Agência Brasil

PM que atirou e matou mulher em SP é suspensa da função

0

A policial militar Yasmin Ferreira foi suspensa de sua função pública por decisão judicial. A agente atirou e matou a Thawanna Salmázio, no dia 3 de abril.

Com a decisão, a agente de segurança não poderá portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e parentes da vítima, nem deixar a comarca sem autorização judicial prévia. Ela deverá ainda ficar recolhida em seu domicílio das 22h às 5h. 

As informações foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo e também pelo Ministério Público estadual. 

Segundo a decisão do magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, existem provas de materialidade e suficientes indícios de autoria da conduta criminosa.

“Os elementos informativos até então produzidos revelam quadro que extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal, evidenciando, em juízo de cognição sumária, conduta marcada por impulsividade, descontrole emocional e absoluta desproporcionalidade”, disse na sentença.

Entenda o caso

Na noite do dia 3 de abril, a policial Yasmin Ferreira e outro agente circulavam com a viatura pelas ruas do bairro Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista.

Segundo informações do companheiro da vítima, ele e Thawanna andavam na rua. O homem se desequilibrou e bateu com o braço no retrovisor da viatura policial, que parou para averiguar a situação. Houve um princípio de confusão e os agentes policiais afirmaram que tiveram de usar força para deter o casal. A policial Yasmin Ferreira desceu da viatura e, após discutir com Thawanna, alvejou-a. A vítima morreu menos de uma hora depois. 

Na ocasião, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a vítima foi levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. 

Em nota, a secretaria disse que todas as circunstâncias do caso estão sendo investigadas “com prioridade” pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento das corregedorias das instituições envolvidas.

No último dia 8, o Ministério Público de São Paulo anunciou que vai investigar a morte de Thawanna da Silva Salmázio.

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo também pediu a apuração da morte.

Fonte: Agência Brasil