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Solenidade na CLDF celebra o Dia da Advocacia Trabalhista

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Em solenidade no Plenário da Casa nesta sexta-feira (19), a Câmara Legislativa celebrou o Dia da Advocacia Trabalhista no Distrito Federal, data instituída pela Lei nº 7.509/2024, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), que presidiu a sessão. Advogados trabalhistas, magistrados e representantes de associações advocatícias aproveitaram a celebração para discutir temas centrais ligados às relações trabalhistas, como as relações patronais e os debates acerca do fim da escala 6×1.

Ricardo Vale destacou a importância histórica da advocacia trabalhista na defesa dos direitos sociais e lembrou que a data oficial, celebrada em 20 de junho, remete à criação da primeira entidade da categoria no país, em 1963. O parlamentar também enfatizou que a atuação desses profissionais é fundamental para equilibrar as relações entre capital e trabalho e garantir a efetividade da Constituição.

“A solenidade em homenagem aos advogados trabalhistas é um momento importante para refletir sobre as relações entre o capital e o trabalho, cujos conflitos se arrastam por toda a história”, afirmou.

O distrital destacou ainda que, por meio de uma proposta de sua autoria, a CLDF tornou-se o primeiro órgão público do Distrito Federal a extinguir a escala 6×1 para trabalhadores terceirizados, servindo de exemplo para outros órgãos. A medida, segundo Vale, visa proporcionar mais qualidade de vida e tempo para capacitação e para saúde aos trabalhadores.

 

Felipe Ando/Agência CLDF

 

Equilíbrio nas relações de trabalho

Representando o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), a desembargadora Cilene Ferreira Amaro Santos ressaltou que a advocacia trabalhista é fundamental para a construção e concretização dos objetivos da República. Ela enfatizou que a atuação preventiva e mediadora dos advogados é essencial para a saúde das relações laborais, alertando que “na luta entre capital e trabalho, quem perde é a sociedade”, uma vez que o descumprimento de normas torna a coletividade doente.

A magistrada também defendeu com firmeza a valorização da categoria ao criticar o limite atual de honorários na área. “Não entendo por que os honorários advocatícios do advogado trabalhista têm teto máximo de 15%. Para mim, o artigo é inconstitucional, porque ele viola a regra básica da paridade”, afirmou.

A vice-presidente da Associação da Advocacia Trabalhista (ABRAT), Denise de Oliveira – que propôs ao deputado a inclusão da data no calendário oficial do DF – ressaltou que a iniciativa é resultado de esforço coletivo da advocacia trabalhista e reforçou o papel da categoria na promoção da cidadania e da justiça social.

Em sua fala, ela destacou a necessidade de jornadas de trabalho mais humanas e a importância do equilíbrio entre as partes nas relações laborais. “Nosso objetivo é criar o equilíbrio na relação capital-trabalho”, concluiu.

Já a presidente da ABRAT, Elise Correia, destacou o alcance da atuação da categoria. “A advocacia trabalhista não atua apenas em processos. Ela atua na defesa da dignidade humana”, afirmou. Segundo ela, a categoria cumpre papel essencial na democracia: “Quando garantimos representação técnica qualificada, estamos fortalecendo a própria democracia”.

 

Felipe Ando/Agência CLDF

 

A presidente da Associação da Advocacia Trabalhista do DF (AATDF), Caroline Sena, ressaltou o momento como espaço de reafirmação institucional. “Hoje é um dia de celebração, mas também é um dia de reafirmação”, disse. Ela alertou para desafios contemporâneos: “De tempos em tempos, nós temos visto ameaças à Justiça do Trabalho e à proteção social”, afirmou.

Representando a OAB-DF, a advogada Nathalia Waldow trouxe a perspectiva da advocacia patronal, defendendo a importância do equilíbrio nas relações. “Cabe a nós, advogados patronais, mostrar os benefícios do fim da escala 6 x 1. Para que a empresa se fortaleça, é preciso de uma mão de obra fortalecida, um depende do outro. Não tem como um trabalhador performar num ambiente que o adoece”, destacou.

A cerimônia foi finalizada com a entrega de moções de louvor a profissionais da área, em reconhecimento à atuação em defesa da Justiça do Trabalho. A íntegra da solenidade está disponível no YouTube da CLDF.

 

 

 

Fonte: Agência CLDF

Mistura que sempre deu certo! Fica 2026 exibe Brasil x Haiti e show com Xande de Pilares na sequência

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Fica terá Brasil em campo e Xande de Pilares no palco
Público presente no Fica 2026 poderá, nesta noite sexta-feira (19/06), acompanhar transmissão de Brasil x Haiti, na Praça de Eventos, antes do show do sambista Xande de Pilares (Foto: Divulgação)

Tem futebol e samba na 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2026). O público poderá, na noite de sexta-feira (19/06), acompanhar a transmissão de Brasil x Haiti em três telões na Praça de Eventos antes do show do sambista Xande de Pilares.

A exibição do jogo será realizada no palco principal, com imagens transmitidas nos dois telões laterais e no telão de fundo, proporcionando mais visibilidade e conforto aos espectadores.

A iniciativa busca ampliar as opções de entretenimento para os visitantes do festival, que reúne milhares de pessoas na cidade de Goiás.

Logo após o encerramento da partida, o palco receberá o cantor Xande de Pilares, um dos maiores nomes do samba brasileiro. Com um repertório repleto de sucessos e clássicos do gênero, o artista promete animar o público e transformar a Praça de Eventos em uma grande celebração à música brasileira.

Reconhecido por promover o encontro entre cultura, arte, educação e sustentabilidade, o Fica também se consolida como um espaço de convivência e experiências diversas, oferecendo atrações para diferentes públicos ao longo de sua programação.

Fica 2026

O Fica 2026 será realizado entre os dias 16 e 21 de junho, na Cidade de Goiás. O festival é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás, em correalização com a Universidade Federal de Goiás, por meio da Fundação RTVE.

O evento também conta com a cooperação das secretarias estaduais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Saúde (SES-GO), Esporte e Lazer (Seel), Educação (Seduc), Desenvolvimento Social (Seds) e Retomada.

Entre as parcerias estão o Goiás Social, a Saneago, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, a Polícia Militar do Estado de Goiás, a Universidade Estadual de Goiás, o Instituto Federal Goiano, a Prefeitura da Cidade de Goiás e a Organização dos Estados Ibero-Americanos.

Secretaria da Cultura (Secult) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Confira os jogos da Copa do Mundo nesta sexta; Brasil encara o Haiti

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O Brasil entra em campo nesta sexta-feira (19) contra o Haiti, às 21h30, na Filadélfia, em partida válida pelo Grupo C da Copa do Mundo Fifa 2026.

A outra partida da chave será um pouco antes, às 19h, em Boston, entre Escócia e Marrocos.

Pelo Grupo D, jogarão Estados Unidos e Austrália, em Seattle, às 16h; e Turquia e Paraguai, à 0h de sábado (20), em São Francisco.

Jogos desta sexta-feira, 19 de junho

  • 16h – Estados Unidos x Austrália (Grupo D)
  • 19h – Escócia x Marrocos (Grupo C)
  • 21h30 – Brasil x Haiti (Grupo C)
  • 0h (sábado) – Turquia x Paraguai (Grupo D)

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Grupo C

Classificação após a primeira rodada:

  • Escócia – 3 pontos
  • Brasil – 1 ponto
  • Marrocos – 1 ponto
  • Haiti – 0 ponto

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 15, 2026
General view during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 15, 2026
General view during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto

A liderança do Grupo C, após a primeira rodada, é da Escócia, que soma 3 pontos após a vitória sobre o Haiti, por 1 a 0. Brasil e Marrocos têm 1 ponto cada, depois do empate de 1 a 1.

Uma vitória brasileira sobre o Haiti pode colocar o Brasil na disputa pela liderança do grupo, já que enfrentará a Escócia, atual líder, na última rodada.

Com isso, a expectativa para a partida de hoje é de que o Brasil apresente uma postura ofensiva desde o início, posicionando sua linha de marcação mais alta, na busca por manter domínio territorial.

Com uma equipe menos experiente e de menor nível técnico do que a brasileira, o Haiti provavelmente adotará um estilo de jogo defensivo, que buscará, em algumas jogadas isoladas, fazer transições rápidas com bolas longas visando contra-ataques.

O confronto entre escoceses e marroquinos vale diretamente a liderança do grupo. Um novo triunfo europeu garante matematicamente vaga na segunda fase da Copa do Mundo.

Quanto às demais equipes, elas dependerão, em maior ou menor grau, da última rodada para avançar na competição.

Grupo D

Classificação após a primeira rodada:

  • EUA – 3 pontos
  • Austrália – 3 pontos
  • Turquia – 0 ponto
  • Paraguai – 0 ponto

Pelo Grupo D, EUA e Austrália largaram na frente, com vitórias sobre Paraguai e Turquia respectivamente pelos placares de 4 a 1 e 2 a 0.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group D - Australia v Turkey - BC Place, Vancouver, Canada - June 13, 2026 Australia's Tete Yengi in action with Turkey's Abdulkerim Bardakci REUTERS/Albert Gea
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group D - Australia v Turkey - BC Place, Vancouver, Canada - June 13, 2026 Australia's Tete Yengi in action with Turkey's Abdulkerim Bardakci REUTERS/Albert Gea

Com maior saldo de gols (3), os EUA estão, ao final da primeira rodada, na liderança do grupo, com o mesmo número de pontos da sua adversária de hoje, a Austrália – também com três pontos. Essa proximidade entre as equipes dá caráter decisivo para a partida de hoje.

Jogando em casa, diante de sua torcida, os EUA apresentaram na primeira rodada um futebol dominante diante do Paraguai, o que deu à equipe certo favoritismo para uma classificação em primeiro lugar.

Já Turquia e Paraguai entram em campo com margem reduzida para erro. Quem perder ficará em situação muito difícil na terceira rodada, dependendo de vitória e de combinações de resultados para tentar se classificar entre os oito terceiros mais bem colocados nos 12 grupos da primeira fase da competição.

Fonte: Agência Brasil

Neste fim de semana tem Cavalhadas em São Francisco de Goiás e Hidrolina

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Com apoio do Governo de Goiás, São Francisco de Goiás e Hidrolina realizam Cavalhadas
Investimento estadual de R$ 5 milhões garante realização do Circuito das Cavalhadas em 16 municípios e fortalece cultura, turismo e economia locais (Fotos: Michelly Matos e Lucas Machado)

Com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) os municípios de São Francisco de Goiás e Hidrolina, no Centro goiano, realizam neste fim de semana as tradicionais Cavalhadas. Em São Francisco as apresentações serão no sábado (20/06) e no domingo (21/06). Em Hidrolina o evento tem início nesta sexta-feira (19/06), com prosseguimento nestes sábado e domingo.

Os dois municípios promovem uma das principais manifestações culturais do estado, que reúne fé, história e tradição, além de impulsionar o turismo e a economia local.

Neste ano, o Estado destinou R$ 5 milhões para 16 municípios que integram o Circuito das Cavalhadas.

Titular da Secult, Yara Nunes destaca o papel do investimento estadual na preservação dessa manifestação cultural e no fortalecimento dos municípios participantes.

“Além de preservar um patrimônio transmitido entre gerações, as Cavalhadas movimentam a economia local, fortalecem o turismo, impulsionam o comércio e criam oportunidades para a população dos municípios que mantêm viva essa tradição”, afirma.

De acordo com a secretária o investimento é destinado à:

  • montagem de cenários e arquibancadas;
  • confecção de vestimentas;
  • ações de divulgação;
  • despesas operacionais necessárias à realização dos eventos.

São Francisco

Em São Francisco de Goiás, as Cavalhadas começam com o desfile dos cavaleiros, que sai da Igreja Matriz às 13 horas em direção ao Campo das Cavalhadas. As batalhas têm início às 15 horas, essa programação será realizada no sábado e no domingo.

Neste ano, a manifestação completa 176 anos e integra a programação religiosa em homenagem ao Divino Espírito Santo e a Nossa Senhora do Rosário.

Hidrolina

Já em Hidrolina, as festividades terão início ainda nesta sexta-feira (19/06), com a realização da Festa em louvor a São João Batista, às 19 horas, na Chácara da Dona Ana. As apresentações serão realizadas no Estádio Municipal Wagno Souza Silva, no sábado (20/06), a programação começa às 4 horas, com a Alvorada Festiva.

Às 14 horas será realizado o desfile dos cavaleiros até o local das batalhas, que terão início às 16 horas. No domingo (21/06), as encenações começam às 15 horas.

Cavalhadas

Em 2025, cerca de 500 mil pessoas participaram das Cavalhadas em Goiás. A festa mobiliza:

  • moradores;
  • cavaleiros;
  • voluntários;
  • diversos segmentos da comunidade na organização dos festejos.

Cada município incorpora elementos próprios à celebração, preservando características que ajudam a manter viva a tradição em diferentes regiões do estado.

As Cavalhadas representam os torneios medievais que recriam os confrontos entre cristãos, vestidos de azul, e mouros, trajados de vermelho.

A manifestação tem inspiração no livro Carlos Magno e os Doze Pares da França, que narra as batalhas travadas pelo imperador cristão contra os sarracenos.

No Brasil, há registros dessa tradição desde o século XVII, geralmente associada à Festa do Divino Espírito Santo.

Em Goiás, as Cavalhadas são realizadas há mais de dois séculos e permanecem entre as principais expressões da cultura popular do estado, reunindo religiosidade, patrimônio cultural, turismo e desenvolvimento econômico.

Programação

São Francisco de Goiás
Quando: Sábado e domingo (20 e 21/06)
13h: Desfile com saída da Igreja Matriz
15h: Encenação no Campo das Cavalhadas

Hidrolina
Quando: Sexta-feira (19/06)
19h: Festa em louvor a São João Batista
Onde: Chácara da Dona Ana

Quando: Sábado (20/6)
4h: Alvorada Festiva
14h: Desfile dos cavaleiros (saída da Praça das Mães com destino ao Estádio Municipal Wagno Souza Silva)
16h: Apresentação das Cavalhadas (Estádio Municipal Wagno Souza Silva)
A partir das 22h: Shows com Diego & Arnaldo, DJ Polland e Banda Brisa

Quando: Domingo (21/6)
15h: Apresentação das Cavalhadas (Estádio Municipal Wagno Souza Silva)

Secretaria da Cultura (Secult) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Médicos do Corpo de Bombeiros são reconhecidos como cidadãos honorários de Brasília

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Em sessão solene realizada na noite de ontem (18), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, os médicos e tenentes-coronéis do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Halmélio Alves Sobral Neto e Estevam José de Medeiros Guimarães, foram condecorados como Cidadãos Honorários de Brasília. A iniciativa, de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL), reuniu autoridades, familiares e membros da corporação para celebrar a trajetória de dedicação dos homenageados à saúde pública e ao serviço militar na capital.

O deputado Roosevelt Vilela, que também é membro da reserva do CBMDF, destacou em seu discurso que a honraria é um reconhecimento aos “atos de relevante interesse social” praticados por cidadãos naturais de outros estados que ajudaram a construir a história do Distrito Federal. Vilela ressaltou que a aprovação dos nomes foi unânime entre os 24 distritais, refletindo o prestígio dos médicos. “Valeu a pena construir uma história de trabalho, de estudo e de reconhecimento. A sociedade do DF diz hoje a cada um dos senhores: muito obrigado pela trajetória que construíram”, afirmou o parlamentar.

 

David Calaça/Agência CLDF

 

Nascido em Campina Grande (PB), Estevam José de Medeiros Guimarães chegou a Brasília aos seis anos de idade. Médico ortopedista formado pela Universidade Federal da Paraíba, consolidou sua carreira na Capital Federal, ingressando no CBMDF em 1990. Além de sua atuação clínica, Estevam é um dos únicos médicos da corporação com o título de mergulhador de resgate.

Em sua fala, o médico relembrou os desafios da infância e a determinação de sua família. Ele destacou sua atuação na medicina esportiva, atendendo equipes como o time de basquete de Brasília, e seu trabalho voluntário na ONG Pisco de Luz, que leva energia solar a comunidades isoladas e aldeias indígenas. “A técnica precisa estar a serviço do ser humano, do paciente. Minha gratidão é imensa por este título de tamanha importância para minha vida e minha família”, declarou.

Natural de Belém (PA), o oftalmologista Halmélio Alves Sobral Neto mudou-se definitivamente para Brasília após aprovação em residência médica no Hospital das Forças Armadas (HFA) e, em 1988, ingressou no CBMDF. Sua carreira é marcada por importantes cargos de gestão, tendo sido diretor-geral do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e secretário de Saúde do Estado do Pará.

 

David Calaça/Agência CLDF

 

Durante a solenidade, Halmélio emocionou-se ao recordar sua participação no projeto Amazônia Visão 2000, que durante 15 anos levou atendimento oftalmológico especializado a populações ribeirinhas e indígenas na Amazônia Legal. “Aprendemos que a medicina vai muito além da técnica. Ela é, sobretudo, um instrumento de aproximação humana, solidariedade e respeito às diferenças culturais”, pontuou. O médico encerrou agradecendo à corporação que o acolheu: “Dedico meu amor, respeito e lealdade incondicional ao Corpo de Bombeiros”.

A cerimônia também foi marcada por homenagens em vídeo de familiares e colegas, que destacaram o humanismo e a ética profissional dos dois novos cidadãos honorários de Brasília. No final, o deputado Roosevelt Vilela reiterou que os homenageados agora integram formalmente o “grupo seleto de pessoas que se dedicam à construção de uma cidade melhor”.

Fonte: Agência CLDF

Primeiros navios-tanque atravessam estreito após acordo com Irã

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Três petroleiros com bandeira saudita, transportando 6 milhões de barris de petróleo, atravessaram o Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (18), poucas horas depois que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou um acordo para pôr fim à guerra que tem prejudicado o abastecimento global de energia.

No Líbano, no entanto, onde mais de 1 milhão de pessoas estão deslocadas devido aos combates, as forças israelenses lançaram novos ataques aéreos na manhã de hoje, levantando dúvidas sobre até onde Trump irá para forçar seus aliados de guerra a interromper uma ofensiva que ele agora se comprometeu a encerrar.

Trump assinou, nessa quarta-feira (17), o “memorando de entendimento” para encerrar a guerra, assim como o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fazendo com que o acordo entrasse em vigor dois dias antes do previsto. O acordo prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.

Embora as empresas de transporte marítimo afirmem que ainda levará algum tempo para que o tráfego pelo estreito retorne aos níveis pré-guerra — já que ainda é preciso garantir o acesso seguro e remover as minas —, houve sinais imediatos de um impacto.

Navios que antes poderiam ter ocultado suas posições desligando os transponders agora estavam transmitindo suas localizações, prontos para atravessar o estreito.

Os preços de referência dos futuros do petróleo Brent caíram mais 2%, ficando abaixo de US$ 78 o barril, o menor nível desde o início dos ataques.

O memorando entre EUA e Irã dá início a um período de negociação de 60 dias para se chegar a um acordo definitivo para a guerra, que Trump iniciou em fevereiro ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Memorando

Mas Israel, que lançou uma invasão do Líbano em março – e, desde então, tomou grande faixa do sul do Líbano em sua perseguição aos militantes do Hezbollah que abriram fogo por meio da fronteira em apoio ao Irã – foi excluído das negociações.

O Irã sempre afirmou que qualquer acordo de paz precisa abranger também o Líbano. Em aparente concessão significativa ao Irã, o memorando assinado por Trump exige explicitamente o “fim definitivo” da guerra no Líbano e que sua “integridade territorial e soberania” sejam garantidas.

Com o Líbano entre as questões mais delicadas dos esforços de paz, Trump, nos últimos dias, passou a criticar abertamente as operações de seu aliado no país, acusando Israel de destruir desnecessariamente prédios inteiros para atingir combatentes do Hezbollah.

Duas autoridades israelenses, incluindo uma de alto escalão próxima a Netanyahu, disseram à Reuters que Israel mantém negociações com os Estados Unidos, pois busca continuar com o destacamento de tropas no sul do Líbano.

Embora os combates no Líbano tenham diminuído no início desta semana, quando Trump anunciou pela primeira vez que o acordo havia sido alcançado, eles se intensificaram nos últimos dias e continuaram na manhã de hoje, após a assinatura de Trump.

A mídia estatal libanesa noticiou ataques aéreos e fogo de artilharia atingindo cidades no sul, matando pelo menos uma pessoa dentro de um carro. Repórteres da Reuters ouviram um drone israelense voando baixo sobre Beirute e seus subúrbios ao sul.

“O Irã e os norte-americanos chegaram a um acordo. Tudo bem. No Líbano, ainda não acabou”, disse Mohammed Doghman, um homem deslocado da cidade de Nabatieh, no sul, para Beirute, que estava sentado do lado de fora de sua barraca, forçando a vista no celular para ler as notícias.

“Eles deveriam nos dar uma resposta definitiva: a guerra acabou de vez ou vamos voltar a ela novamente?”

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Em 14 anos, mortes no trânsito por causa de álcool diminuem 19,5%

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A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema.

Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).  

Referência no mundo 

Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca não deixou de funcionar e é uma legislação que serve de referência para o mundo ao reduzir os acidentes de trânsito e salvar vidas no Brasil. 

“Essa redução foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) até os últimos anos”, afirmou Mariana em entrevista à Agência Brasil. Ela concorda, no entanto, que há uma perda de fôlego em vista de “novos  desafios”. A Lei Seca começou a apresentar menos eficiência, conforme revelam os números. 

“A gente vinha observando uma curva constante de queda até 2019, e a partir daí a taxa de mortes começou a crescer depois da pandemia”, acrescentou. 

Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar também ficaram cada vez mais sofisticadas. “As pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde estão acontecendo as fiscalizações”. 

Impunidades

Além disso, ela lamenta que prevalece na população um senso de que é possível passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensificação das ações de fiscalização, o acesso a atendimento de emergência e as ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino (o que mais morre no trânsito). 

De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de álcool é responsável por 36,6% das ocorrências no trânsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres.  “O maior perfil de risco afetado pelas mortes são os homens jovens”. 

Um problema é que a fiscalização convive com limitações, como o número de operações com uso de bafômetros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas. 

Sensibilização

A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a não beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estratégicas. “É preciso ir além dos anúncios “de choque”.  

“A evidência internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo têm efeito de curto prazo, mas não conseguem mudar o comportamento de forma sustentada”, disse ela.

O que funcionaria, na sua opinião, seria combinar educação, esclarecimento e percepção de risco real das pessoas.

“A pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida”.

Os dados mostram que a maior parte das infrações acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.

Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas viáveis, como o transporte noturno e acessível, e os aplicativos de carona. “Quando a gente só sensibiliza, mas também não traz alternativa, ficamos com o limite claro”. 

Tocantins lidera

De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em relação às internações, 16 estados têm taxa superior. As maiores são no Espírito Santo, Pará e Acre.

“No caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em questões estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscalização e de acesso a serviços de emergência nas estradas”, afirmou Mariana Thibes. 

Ela ressaltou que o hábito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. “São realidades específicas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder público também possa dar respostas adaptadas”.

Fonte: Agência Brasil

STF decide anular absolvição do acusado de estuprar Mariana Ferrer

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) determinar a anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro da influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis. 

Com a decisão, o processo deverá ser julgado novamente pela Justiça de Santa Catarina, e o juiz e o promotor que atuaram no caso não poderão participar do processo. 

O plenário julgou um recurso protocolado pela defesa de Mariana. Ela alegou que as humilhações sofridas durante audiência de instrução do processo, que viralizou nas redes sociais, devem levar à anulação da absolvição.

Durante o depoimento, realizado em 2020, o advogado do acusado questionou as roupas usadas pela influenciadora, sua vida sexual e afirmou que ela posava para fotos em “posições ginecológicas”.

Votos

O voto condutor do julgamento foi proferido pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.

O ministro disse que Mariana foi humilhada pelo advogado do acusado e alvo de comentários machistas.

“Não há nenhuma dúvida de que houve total desrespeito aos direitos fundamentais da vítima. Houve revitimização, tratamento cruel e desumano. É vergonhoso a forma como a vítima foi tratada durante a audiência”, afirmou.

Segundo Moraes, o depoimento de Mariana foi cerceado pela postura do advogado e a conduta do juiz e do promotor do caso, que não tomaram providências.

“Não houve o depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes em crimes sexuais é o depoimento da vítima, nós temos um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula”, completou.

Em seguida, Luiz Fux criticou o juiz do caso e disse que ele “não nasceu para a magistratura”.

“Vi uma cena que nunca imaginei na minha vida. Um magistrado assistir passivamente a agressão de uma pessoa que foi vítima”, comentou. 

O entendimento do relator também foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. 

Cármen Lúcia 

A ministra Cármen Lúcia, única mulher na Corte, disse que o caso chama atenção pela “conduta imoral e inconstitucional” do juiz do caso. 

“Onde o preconceito fala, a Justiça cala. Não tenho dúvida de que, em numerosíssimas situações, nós mulheres somos culpadas e condenadas porque somos o que somos e gostamos de ser”, afirmou. 

A ministra também acrescentou que as vítimas de estupro são desencorajadas a denunciar os casos por vergonha.

“O número [alto] de mulheres que sofrem estupro e não denunciam é porque a gente tem vergonha, fica sem saber que comportamento adotar. Para falar com o parceiro, a gente tem medo da reação do outro”, completou. 

Defesa 

Durante o julgamento, a advogada Dora Cavalcanti, representante do acusado, defendeu a manutenção da absolvição. 

“Seria impossível superar os motivos que levaram à absolvição do recorrido em primeiro grau, com pedido de absolvição apresentado pelo Ministério Público, diante de um acervo probatório construído, não só na fase de investigação, mas ao longo de uma instrução probatória profunda e cuidadosa, que deixou impossível sustentar a tese da denúncia”, afirmou.  

CNJ

Em 2023, o juiz Rudson Marcos, que atuou no caso, foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com pena administrativa de advertência. 

Lei Mari Ferrer

Após o episódio, em novembro de 2021, foi publicada a Lei 14.245, que prevê punição para atos contra a dignidade de vítimas de violência sexual e das testemunhas durante interrogatórios. 

Em 2024, o STF também fixou a proibição de desqualificação de vítimas de crimes sexuais em audiências na Justiça e interrogatórios policiais. 

Fonte: Agência Brasil

IBGE: país tem 8,4 milhões de analfabetos com mais de 15 anos de idade

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Em 2025, o Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 4,9%. Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual (p.p.) na taxa nacional, representando uma diminuição de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no país.

Em nove anos, a taxa nacional de analfabetismo caiu de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, uma redução de 1,8 p.p. no período, garantindo a menor taxa da série histórica iniciada em 2016. A Região Nordeste (4,8 milhões de pessoas) concentrava 57,4% desse total.

Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (2025), divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O analfabetismo atinge mais a população mais velha. Em 2025, havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que representa 14,9% das pessoas desse grupo etário. Os analfabetos com 60 anos ou mais de idade eram 58% do total de analfabetos do país. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário.


02/04/2024 - Com menor taxa de analfabetismo do país, DF é referência em educação. Centro Educacional 2 de Taguatinga. Na foto adultos assistem aula dentro da sala da aula, Escola. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
02/04/2024 - Com menor taxa de analfabetismo do país, DF é referência em educação. Centro Educacional 2 de Taguatinga. Na foto adultos assistem aula dentro da sala da aula, Escola. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Quando se adiciona os grupos mais jovens no cálculo da taxa de analfabetismo, os percentuais diminuem progressivamente: 8,3% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 5,8% entre aquelas com 25 anos ou mais, e 4,9% na população com 15 anos ou mais.

Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 a 59 anos de idade foi de 2,6%, indicando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização, sendo alfabetizadas ainda na infância.

“Essa diferença de 11,3 p.p. entre os grupos etários reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos.”

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais de idade foi de 4,6%, enquanto entre os homens foi de 5,2%. A redução em relação a 2024 foi de 0,4 p.p. para ambos os sexos. Na população com 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo das mulheres, que historicamente era superior à dos homens, em 2025 passou a ser menor, com 13,7% para mulheres e 14,1% para homens, o que representa uma diferença de 0,4 p.p.

“A variação das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”, analisa o IBGE.

Em 2025, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais de idade haviam completado, ao menos, a educação básica obrigatória, enquanto entre os homens esse percentual era de 55,2%. Ambos os grupos apresentaram crescimento em relação a 2024, indicando uma tendência positiva no acesso à escolarização.

Em relação à cor ou raça, 64,9% das pessoas de cor branca haviam concluído o ciclo básico educacional, contra 51,3% das pessoas de cor preta ou parda, resultando em uma diferença de 13,6 p.p. entre esses grupos. Essa diferença permanece praticamente inalterada em relação a 2024, quando era de 13,3 p.p., no entanto, é 2,8 p.p. menor que em 2016, quando a diferença era de 16,4 p.p., refletindo as persistentes desigualdades.

Creche

Em 2025, no Brasil, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse motivo permaneceu como o mais citado em todas as grandes regiões, com frequência mais elevada entre o primeiro grupo.

O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. Entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%.

Abandono escolar

No grupo de jovens de 14 a 29 anos do país, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. Desses jovens, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. Considerando a distribuição por cor ou raça, 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos.

Ao serem perguntados sobre o principal motivo de abandono escolar ou de nunca terem frequentado a escola, os jovens de 14 a 29 anos indicaram, majoritariamente, a necessidade de trabalhar, mencionada por 43% dos entrevistados em 2025.

O segundo motivo mais citado foi não ter interesse em estudar, que alcançou 25,6% dos casos, confirmando a reversão da tendência de queda observada desde 2024. O aumento, de 2 p.p. em relação ao ano de 2023, pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional.

Os demais motivos permaneceram estáveis ou apresentara variações modestas: gravidez foi mencionada por 9,9% dos jovens; problemas de saúde permanente, por 4,4%; realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas, por 3,9%; e não ter escola na localidade, vaga ou turno desejado, por 2,8%.

O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular e nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam.

Fonte: Agência Brasil

Troca de figurinhas pode atenuar alto custo do álbum da Copa do Mundo

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O torcedor que quiser completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 vai ter que preparar o bolso. O torneio tem atualmente 48 seleções – em edições anteriores eram 32 – e com isso o número total de figurinhas subiu para mais de 980, a maior coleção lançada pela editora Panini.

Para o colecionador isso significa mais páginas, mais figurinhas e muito mais reais. O valor para completar o álbum no Brasil pode chegar a mais de R$ 7,3 mil para quem não gosta de trocar figurinhas e tem como meta completar álbum só comprando os pacotes. Cada um com sete unidades custa R$ 7. 

Mas tem outro caminho mais barato, com o se juntar a colecionadores e amigos, ou ir a lugares específicos para trocar as figurinhas repetidas no formato de “um por um”. Nestes casos o custo pode cair até 80% e o gasto variar entre R$ 1.200 a R$ 1.700.


Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Lançado em maio, o álbum da Copa do Mundo tem figurinhas dos jogadores das 48 seleções participantes, 16 a mais que na última edição, no Mundial do Catar (2022)  – Joédson Alves/Agência Brasil

Em um mundo perfeito, sem nenhuma figurinha repetida – cenário quase impossível por conta da distribuição aleatória em cada pacote – o gasto é de R$ 1.004,90, somando o custo de 140 pacotes (R$ 980) ao valor do álbum brochura padrão (R$ 24,90)

O alto custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caça às cobiçadas figurinhas raras. Além das 980 figurinhas da coleção principal, o álbum tem outras 68 consideradas especiais: elas fazem pate da série Legends, que desperta grande interesse  dos fãs.

Trata-se de versões especiais de alguns dos principais jogadores do mundo com diferentes níveis de raridade: bordeaux, bronze, prata e dourada. A última é a mais rara de todas e, segundo a Panini, só sai uma vez a cada 1.900 pacotes. Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha), e a do brasileiro Vinicius Júnior.


Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O alto custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caça às cobiçadas figurinhas raras, cujo valor pode passar de R$ 500 cada uma – Joédson Alves/Agência Brasil

Em plataformas de compra e venda, algumas versões de nível dourada já ultrapassam os R$ 500 e estão entre as mais caras desta edição. A busca por elas tem transformado os pontos de troca de figurinhas, para quem somente queria completar o álbum, em um espaço de muita negociação.

“[Nos pontos de troca] só ficou o pessoal mais desesperado para conseguir trocar essas figurinhas e muita gente querendo pagar valores altos”, disse o estudante de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Guilherme Ferreira. “Tem um pessoal gastando realmente muito dinheiro”, acrescentou o universitário ao repórter Rafael Sofia, da Rádio da UFRJ.

Outra curiosidade desta edição está na diferença entre os retratados no álbum publicado pela Panini e a convocação oficial das seleções. O álbum foi lançado em maio, mas a produção da coleção teve início meses antes do anúncio da lista final de convocados de cada país participante.Alguns jogadores ficaram de fora, enquanto outros não jogarão.

No Brasil, Rodryigo, Éder Militão e Estevão ganharam figurinhas, mesmo fora da lista do técnico italiano Carlo Ancelotti por estarem lesionados Essa situação ocorreu também com outras seleções e mostra como o álbum registra o retrato de meses antes da competição.


Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha), e a do brasileiro Vinicius Júnior – Joédson Alves/Agência Brasil

Entre os ausentes, o nome que mais chama a atenção é o de Neymar Júnior. O camisa 10 da seleção brasileira não apareceu na primeira versão da coleção.

“A [ausência] do Neymar eu não acho um absurdo, ninguém sabia se ele ia ou não, provavelmente, não iria”, brincou o estudante da UFF. “Os outros, realmente, a Panini vacilou. O Rodrygo já estava fora da Copa há seis meses e foi para o álbum”, criticou.

Enquanto a bola rola nos Estados Unidos, Canadá e México, a disputa segue também fora dos gramados, entre colecionadores que podem investir mais. É o caso do engenheiro Lucas Antonio Pinheiro que não quer saber de economizar. Ele só pensa em completar o álbum o mais rápido possível.

“Estamos com cerca de 50% do álbum completo e, até o momento, gastamos em torno de R$ 800. É um valor considerável, mas encaramos mais como uma experiência do que apenas um gasto”, disse Pinheiro.


Lucas Antonio Pinheiro, colecionador, álbum de figurinhas, Copa 2026
Lucas Antonio Pinheiro, colecionador, álbum de figurinhas, Copa 2026

Para o colecionador Lucas Antonio Pinheiro, o o álbum da Copa um investimento emocional e não somente uma despesa – Acervo Pessoal/Lucas Pinheiro

Além de gostar de futebol, o colecionador tem outa motivação para essa coleção. Ficou noivo um mês antes da abertura da Copa.

“A principal motivação é a oportunidade de construir uma memória junto de quem amamos. No nosso caso, eu e minha noiva Paula estamos colecionando juntos e temos aproveitado muito cada momento desse processo, especialmente as trocas de figurinhas”.

Lucas Pinheiro considera o álbum da Copa um investimento emocional e não somente uma despesa.

“O que mais nos encanta é o ambiente que a Copa proporciona. Nas trocas, é comum ver pessoas de diferentes gerações reunidas em uma mesma mesa: crianças de 6 e 10 anos, jovens de 26 e adultos de 40 anos ou mais, todos compartilhando a mesma paixão. É uma experiência muito especial. Além disso, esta será a nossa primeira Copa do Mundo colecionando juntos, algo que certamente ficará marcado na nossa memória. E, claro, seguimos na torcida e cheios de esperança pelo tão sonhado hexa”, concluiu o engenheiro.

*Colaborou Isabela Vieira, repórter da Agência Brasil e Paulo Garritano, da TV Brasil.

Fonte: Agência Brasil