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Inglaterra sobra no 2º tempo, vence Panamá e avança em 1º no Grupo L

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A Inglaterra bateu o Panamá por 2 a 0, com gols de Jude Belligham e Harry Kane no segundo tempo do terceiro e último jogo da fase de grupos no no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos). Os Três Leões – apelido da seleção britânica – se classificaram à segunda fase (mata-mata) do Mundial na liderança do Grupo L com sete pontos.  No mata-mata, os britânicos enfrentarão uma seleção terceira colocada (ainda não definida) e, pelo chaveamento, podem vir a enfrenar o Brasil nas quartas de final. Os Três Leões sonham com o bicampeonato mundial, após hiato de 60 anos.

Há um ano e meio sem marcar gols pela Inglaterra, coube ao camisa 10 Bellingham abrir o placar aos 16 minutos, após escanteio. inco minutos depois, o volante voltou a ser decisivo ao dar assistência para Kane cabecear para o fundo do gol. O camisa 9 chegou a 11 gols em Mundiais, tornando-se o maior artilheiro da Inglaterra. Kane superou  a marca anterior do Gary Lineker (10 gols). Em sua terceira participação em Mundiais, o jogador de 32 anos, capitão da seleçã britânica, balançou a rede duas vezes na vitória contra a Croácia (4 a 2), no jogo de estreia. Na segunda partida, contra Gana, terminou sem gols.

Comandada pelo técnico Thomas Tuchel, os ingleses ficaram sob tensão nos 15 minutos finais do primeiro tempo, quando a Croácia abriu o placar contra Gana, na outra partida da chave, disputada no mesmo horário, na Filadélfia. Com um chute rasteiro, de fora da área, o meio-campista Metar Sucic colocou a Croácia na frente do marcador.

Na segunda etapa, Gana chegou a empatar aos 28 minutos, com gol do zagueiro Luchassen. Antes do fim, Vlasic aproveitou escanteio cobrado por Modric para marcar de cabeça o gol da vitória e da classificação da Croácia, em segundo lugar da chave, com seis pontos.

Com quatro pontos, Gana também avançou à segunda fase, em terceiro lugar do Grupo L, ao somar quatro pontos. Pelo regulamento da competição, além do primeiro e segundo lugares de cada chave, também se classificam as oito melhores equipes terceiras colocadas na fase de grupos. O  Panamá somou três derrotas, mas marcou gol e deu adeus ao Mundial.



Fonte: Agência Brasil

Brasil faz penúltimo treino e viaja para o Texas onde enfrenta Japão

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A seleção brasileira já está a caminho do estado do Texas (Estados Unidos) onde disputará na próxima segunda-feira (29) o primeiro duelo mata-mata (16 avos de final) da Copa do Mundo. A delegação – com exceção do atacante Raphinha – embarcou às 15h45 (horário de Brasília) para Houston, onde deve chegar por volta das 20h45.

Na manhã deste sábado (28), o técnico italiano Carlo Ancelotti comandou o penúltimo treino da Amarelinha com o elenco completo no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Nova Jersey. No treino da última sexta (26), Ancelotti poupou alguns titulares que entraram em campo na vitória por 3 a 0 contra a Colômbia na quarta (24). Ao invés de treinar em campo, Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Matheus Cunha fizeram exercícios regenerativos.



Fonte: Agência Brasil

Brasil inicia operações de busca e resgate após terremoto na Venezuela

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Equipes brasileiras iniciaram neste sábado (27) a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. 

Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes. 

O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. 

O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. 

A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores. 

O governo brasileiro também prepara o envio de reforços, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, e militares para operar a estrutura e purificadores de água. 

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. 

“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou. 

Fonte: Agência Brasil

Dívida Pública sobe 2,66% em maio e supera R$ 9 trilhões

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A emissão forte de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia), fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em maio e superar a barreira dos R$ 9 trilhões. Segundo números divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilhões em abril para R$ 9,033 trilhões no mês passado, alta de 2,66%.

Em agosto do ano passado, o indicador havia superado a barreira de R$ 8 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está dentro do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 2,72%, passando de R$ 8,462 trilhões em abril para R$ 8,692 trilhões em maio. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 135,61 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 94,17 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 166,23 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram em março, mais o lançamento que atende à demanda dos investidores em maio.

Os resgates em maio somaram R$ 30,62 bilhões, baixo para os padrões do Tesouro Nacional. Isso porque tradicionalmente o segundo mês de cada trimestre concentra pouco vencimento de títulos.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 335,88 bilhões em abril para R$ 340,49 bilhões em maio. O principal fator foi a alta de 1,37% do dólar no mês passado.

Colchão

Após quedas nos últimos meses, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,091 trilhão em abril para R$ 1,211 trilhão em maio, o maior nível desde novembro de 2025. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foram as emissões superiores aos resgates no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 9,14 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,804 trilhão em títulos federais.

Composição

Com a forte emissão de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de abril para maio:

  • Títulos vinculados a Selic: 48,59% para 48,99%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: 26,76% para 26,26%;
  • Títulos prefixados: 20,85% para 21%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: 3,8% para 3,75%.
  • O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos
  • Títulos vinculados a Selic: 46% a 50%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: 23% a 27%;
  • Títulos prefixados: 21% a 25%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF caiu de 4,12 para 4,07 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  • Instituições financeiras: 31,54% do estoque;
  • Fundos de pensão: 22,92%;
  • Fundos de investimentos: 21,74%;
  • Não-residentes (estrangeiros): 10,14%
  • Demais grupos: 13,67%.

Com a maior tensão no mercado financeiro em maio, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a abril, quando estava em 10,38%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Fonte: Agência Brasil

Arquivos da Justiça guardam muitas histórias envolvendo o futebol

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O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) guarda em seus arquivos várias histórias que fizeram parte de processos envolvendo, por exemplo, o furto da Taça Jules Rimet, da antiga sede da Confederação Brasileira de Futebol, (CBF), na Rua da Alfândega, centro do Rio. Há também disputas que envolveram o álbum de figurinhas dos tricampeões do mundo, na Copa de 1970, além do sequestro do pai do jogador Romário.

“Temos algumas raridades no nosso acervo, e em tempos de Copa do Mundo, podemos dizer que guardamos uma coleção de processos envolvendo a competição e jogadores que marcaram a nossa história”, afirmou o diretor da Divisão de Gestão de Documentos, Gilberto de Souza Cardoso.

Entre os destaques está o processo sobre o furto da Taça Jules Rimet, entregue em definitivo ao Brasil após os títulos mundiais de 1958, 1962 e 1970. O troféu foi furtado em dezembro de 1983, da sede da CBF, no centro do Rio e uma das curiosidades envolvendo o processo da Taça foi justamente a localização dentro do acervo.

Segundo Gilberto, o documento, que reúne toda a trajetória do caso, da investigação à condenação dos envolvidos, permaneceu por muito tempo sem identificação precisa, mantendo, de certa forma, a tradição do azar que marcou a trajetória da taça.  

“Os autos mostram não apenas o crime, mas também a relação afetiva dos brasileiros com a Copa do Mundo”.  Para o diretor, a preservação desses documentos permite resgatar histórias que ajudam a compreender diferentes momentos do país. “São registros que revelam a trajetória do futebol, das mulheres, da escravidão e de tantos outros temas. Histórias vivas que só os processos judiciais conseguem contar.”

Memória das Copas

Outro processo de destaque envolve o álbum de figurinhas “Heróis do Tri”, lançado em 1988 em homenagem às conquistas brasileiras nas copas de 1958, 1962 e 1970. Produzido sem autorização dos atletas retratados, o álbum motivou ações judiciais movidas por ex-jogadores como Jairzinho, Carlos Alberto, Altair, Amarildo, José Ferreira Franco, Moacir, e Joel contra a CBF e a Editora Abril por uso indevido de imagem. 

“Trata-se de um dos processos mais icônicos do nosso acervo, tanto pela relevância histórica quanto jurídica”, afirma a chefe de serviço Marileia Salazar. Segundo ela, as ações contribuíram para fortalecer a proteção ao direito de imagem dos atletas e influenciaram a evolução da legislação esportiva brasileira, consolidada anos depois pela Lei Pelé (Lei nº9.615/1998) “Isso é história. Esses processos ajudaram a garantir aos jogadores o direito sobre a própria imagem.”

O acervo também guarda o processo movido por Zico contra Romário, em 1999, após declarações e caricaturas consideradas ofensivas exibidas pelo ex-atacante em seu estabelecimento comercial. A ação por danos morais foi julgada procedente em favor de Zico e gerou outros desdobramentos judiciais, como explica a historiadora e auxiliar de documentação do Diged, Tainara Weber.

“Como torcedora do Internacional e amante do futebol, é muito gratificante trabalhar com registros que ajudam a dar visibilidade e preservar a memória das copas e de seus protagonistas. Eles mostram como os arquivos contribuem para compreender a relação entre o esporte e a sociedade brasileira e uma forma de aproximar o público de sua própria história e da Justiça.”

Entre os casos de maior repercussão está ainda o processo relacionado ao sequestro do pai de Romário, ocorrido em 1994, às vésperas do tetracampeonato mundial. A comoção nacional provocada pelo episódio mobilizou forças de segurança e ganhou ampla cobertura da imprensa. “Esses documentos retratam a nossa história. É isso que torna esse acervo tão importante e interessante”, esclarece Gilberto.

Nos autos judiciais estão registradas informações que ajudam a compreender os personagens, as transformações nas carreiras dos atletas e os contextos históricos do futebol e das copas em cada época.

O sequestro de Edevair de Souza Faria, pai do jogador Romário, ocorreu em 2 de maio de 1994, na Vila da Penha, zona norte do Rio. Os criminosos exigiram um resgate de US$ 7 milhões. A vítima foi libertada ilesa pela polícia após seis dias de cativeiro, sem que nenhum valor fosse pago.

O desfecho do caso teve bastidores tensos que quase mudaram o rumo da seleção brasileira às vésperas da Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Três homens armados abordaram Seu Edevair enquanto ele saía do seu estabelecimento comercial, o bar “Garota do Quitungo”.

Na época, Romário jogava no FC Barcelona e era o principal jogador do Brasil. Ao saber do sequestro, ele ameaçou publicamente abandonar a seleção e não disputar o mundial caso seu pai não fosse solto, afirmando que a prioridade era sua família.

O caso ganhou comoção nacional. Além do forte aparato policial, a busca mobilizou até líderes do tráfico de drogas do Rio, que se empenharam em localizar a vítima por serem fãs do craque.

O cativeiro foi descoberto em uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A polícia invadiu o local, prendeu os vigias e resgatou o pai do jogador com vida e sem pagamento de resgate.

Com a soltura de Seu Edevair, Romário viajou para os Estados Unidos e foi um dos principais atletas no tetracampeonato mundial da seleção brasileira.

Fonte: Agência Brasil

Petroleiro é atingido em Ormuz em meio a ataques entre Irã e EUA

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Um navio-tanque informou ter sido atingido por um projétil no Estreito de Ormuz neste sábado (27), disse a agência de segurança marítima britânica, depois que os Estados Unidos e o Irã lançaram ataques mútuos na pior escalada desde que assinaram um acordo preliminar de paz.

Os lados em guerra acusaram um ao outro de violar o acordo alcançado há duas semanas para pôr fim ao conflito que já durava quatro meses. Washington afirmou ter atingido alvos iranianos durante a madrugada, enquanto o Irã declarou ter atacado alvos ligados às forças norte-americanas neste sábado, em resposta.

O ataque de hoje a um petroleiro no Estreito seguiu-se a outro contra um navio de carga na quinta-feira (25), que desencadeou a mais recente escalada. O Irã fez nova tentativa de afirmar seu controle sobre a rota de transporte de energia mais importante do mundo, que começou a ser reaberta nas últimas duas semanas após meses de interrupção.

A agência de segurança marítima britânica UKMTO informou que o petroleiro atingido sofreu danos na ponte de comando, com toda a tripulação em segurança. O Centro Conjunto de Informações Marítimas, administrado por uma coalizão de marinhas que protegem a navegação, afirmou ter elevado o nível de ameaça à segurança em decorrência dos recentes incidentes.

O Irã não comentou diretamente as notícias sobre ataques específicos a navios. Mas a televisão estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária havia disparado “tiros de advertência” contra embarcações não especificadas que tentavam passar por canais não aprovados pelo Irã, e que isso agora estava levando outros navios a solicitar autorizações iranianas antes de tentar atravessar o Estreito.

Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou ter lançado ataques “defensivos” contra alvos militares ligados aos EUA, enquanto o Barein, que abriga o quartel-general regional da Marinha dos EUA, relatou um ataque com drones iranianos. As Forças Armadas dos EUA não responderam imediatamente aos relatos.

Controle sobre Ormuz

O Irã acusou os Estados Unidos de não cumprirem o acordo provisório, em particular por não terem mantido o cessar-fogo prometido no Líbano, país que Israel — aliado dos EUA — invadiu em março em busca do grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Israel e o Líbano concordaram repetidamente com cessar-fogos mediados pelos EUA, sendo que o mais recente foi anunciado na sexta-feira. Mas, até o momento, esses acordos tiveram apenas um impacto geral limitado. Israel insiste que não se retirará de uma faixa de território que ocupou, o Hezbollah rejeita repetidamente os apelos para que entregue suas armas e as tropas israelenses permanecem no local.

A televisão estatal libanesa noticiou um ataque com drone israelense neste sábado na região de Nabatiyeh, no sul, que tem sofrido ataques israelenses ao longo de todo o conflito. As Forças Armadas israelenses disseram ter atacado uma pessoa que representava uma ameaça às suas forças.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo assinado no dia anterior entre Israel e o Líbano, classificando-o como uma rendição, e afirmou que ele era “nulo e sem efeito”.

Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo do Irã, afirmou que Washington violou o memorando de entendimento que pôs fim à guerra ao apoiar o que ele chamou de “forças proxy” na região e ao criar tensões no Estreito de Ormuz.

“Violência será respondida com violência”

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, principal negociador do presidente Donald Trump no conflito, disse que os norte-americanos respeitaram o acordo de cessar-fogo e que o Irã seria o responsável por qualquer retomada do conflito que pudesse resultar de suas ações.

“O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o honramos. Se eles tiverem divergências sobre como o memorando de entendimento está sendo aplicado, podem ligar para nós. Mas a violência será respondida com violência”, disse Vance no X.

Como tem sido comum ao longo da guerra, a escalada ocorreu no fim de semana, enquanto os mercados estão fechados, dando às partes dois dias para assumir posições rígidas e trocar tiros sem causar qualquer impacto imediato no preço do petróleo.

Anteriormente, incluindo os dois últimos fins de semana, declarações duras na sexta-feira e no sábado foram seguidas por posições mais conciliatórias de ambos os lados, a tempo da reabertura dos mercados na segunda-feira.

Antes da retomada da violência, os preços do petróleo caíram cerca de 3% na sexta-feira, caminhando para uma queda acentuada na semana.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Bandeira tarifária das contas de luz segue amarela em julho

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A bandeira tarifária permanecerá amarela em julho, informou hoje (26) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, explicou a agência.

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras. 

Portanto, as cores são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 kWh consumidos.

Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh; na bandeira vermelha, no Patamar 1, a tarifa aumenta R$ 4,46 / 100 kWh. 

Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais caras e a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. 

 


Fonte: Agência Brasil

STF forma maioria para liberar pagamento de penduricalhos retroativos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux durante julgamento virtual neste sábado (27), o placar está 5 votos a 0 pela liberação.

Os votos anteriores foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino, que propuseram que o pagamento das indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público.

Em seu voto, Fux, entretanto, defendeu que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que a reparação deve ser integral.

O julgamento virtual segue até a próxima terça-feira (30). Quatro ministros ainda precisam votar.

Entenda

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, ultrapassam a remuneração máxima definida constitucionalmente, hoje de R$ 46,3 mil.

Em 25 de março, por unanimidade, os ministros decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.

* Matéria alterada às 15h16 para corrigir informação sobre encerramento do julgamento

Fonte: Agência Brasil

Após gol anulado, Irã fica na expectativa por classificação na Copa

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O Irã terá de enfrentar uma espera angustiante até saber se avançará para a fase de mata-mata da Copa do Mundo, depois de ter empatado em 1 x 1 com o Egito. A partida terminou de forma dramática, com um aparente gol da vitória iraniana nos acréscimos que foi anulado por impedimento.

O Egito, cuja classificação para a fase de 16 avos de final já estava garantida, abriu o placar logo aos 5 minutos com Mahmoud Saber, antes de Ramin Rezaeian empatar com um chute quase sem ângulo aos 14 minutos, em um início frenético de partida.

O ritmo acelerado esfriou à medida que a partida se tornou desorganizada, até um final espetacular em que o Irã acertou a trave antes de conquistar o que parecia ser uma vitória histórica, até o VAR intervir.

Mehdi Taremi — que teve um pênalti defendido no primeiro tempo — acertou a trave com uma cabeçada no final da partida, antes de Shoja Khalilzadeh marcar aos 48 minutos, provocando comemorações frenéticas e uma invasão de campo do banco do Irã.

Mas Khalilzadeh estava ligeiramente impedido e o Egito segurou o empate, com o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, lamentando a falta de sorte de sua equipe após o terceiro empate consecutivo.

“Em três partidas, não fomos recompensados pelos nossos esforços”, afirmou ele, segundo a mídia estatal iraniana. “A justiça do futebol não esteve do nosso lado.”

O Egito terminou em segundo lugar no grupo com cinco pontos, atrás da Bélgica no saldo de gols, e enfrentará a Austrália em Dallas no dia 3 de julho, após se classificar pela primeira vez para a fase eliminatória de um Mundial.

“É algo inacreditável, acho que é histórico”, disse o goleiro egípcio Mostafa Shobeir, que defendeu o pênalti de Taremi. “Vamos comemorar hoje à noite e, a partir de amanhã, começaremos a analisar a Austrália.”

O Irã está em terceiro lugar, com três pontos, e precisa aguardar a confirmação de que será classificado como um dos oito melhores terceiros colocados.

“Estou triste, mas temos esperança — os seres humanos sempre têm esperança”, disse Taremi aos repórteres antes de criticar duramente as restrições de viagem impostas à seleção iraniana nos Estados Unidos. Em breve, eles terão que voltar para sua base no México.

Os EUA flexibilizaram as restrições às viagens da seleção iraniana no início da semana, permitindo que a equipe viajasse dois dias antes da partida contra o Egito.

Mas Taremi disse: “É um desastre esta Copa do Mundo. É um desastre. Agora temos que viajar de novo, voltar para Tijuana, sem recuperação, sem nada — não é justo”.

Alegria vira desespero

A partida foi disputada com uma torcida egípcia numerosa e barulhenta nas arquibancadas, embora também houvesse um número significativo de iranianos. Alguns agitavam bandeiras pré-revolucionárias e vaiavam o hino nacional do Irã.

A partida de sexta-feira também foi batizada de “Jogo do Orgulho” pelos organizadores locais e algumas bandeiras arco-íris puderam ser vistas dentro do estádio, embora a partida tenha transcorrido sem incidentes fora de campo.

“Nossa religião não aceita isso, mas respeitamos todas as pessoas LGBT”, disse Taremi aos repórteres. “Estamos aqui para jogar futebol, respeitamos a todos.”

O Egito abriu o placar após uma jogada habilidosa liderada por Mohamed Salah, cujo chute de pé esquerdo — sua marca registrada — acabou sobrando para Saber. Um chute fraco escapou pelas mãos do goleiro iraniano Alireza Beiranvand.

O Irã não se abalou, porém, e Taremi quase imediatamente conseguiu um pênalti que, no entanto, foi bem defendido por Shobeir. O goleiro egípcio fez então outra defesa espetacular, mas viu Rezaeian empatar no rebote.

Houve poucas oportunidades claras após o intervalo para hidratação no primeiro temp.  Cm a classificação do Egito para a fase eliminatória já garantida pela primeira vez, os “faraós” mostraram-se tímidos enquanto o Irã ganhava confiança.

Uma sequência de rebotes na área, nos acréscimos, terminou com Khalilzadeh mandando a bola para o fundo das redes, aparentemente garantindo a classificação do Irã. O gol, no entanto, foi anulado e o destino da seleção iraniana não estava mais em suas próprias mãos.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Pioneiras do futebol contam trajetória no programa Sem Censura

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O programa Sem Censura, da TV Brasil, recebeu, nessa sexta-feira (26), três mulheres pioneiras no futebol feminino, esporte proibido desde os anos 1940, por decreto do então presidente Getúlio Vargas. O futebol feminino só foi regularizado em 1980. O clube Radar, em Copacabana, zona sul do Rio, foi o pioneiro na modalidade.

Participaram do programa as ex-atletas Marilza Martins da Silva, a Pelezinha, além de Marisa Pires, a Caju, primeira capitã da seleção brasileira feminina, e Márcia Matos, a Russa, que participou do Mundialito e foi bicampeã sul-americana em 1991 e 1995.

Essas atletas pioneiras foram do Esporte Clube Radar, fundado em 1932 em Copacabana, zona sul carioca.

Sob a liderança do empresário Eurico Lyra, o clube abraçou a modalidade feminina em 1981, servindo de base para a própria seleção brasileira nos anos 80. Pelezinha recebeu esse nome dado por Eurico, que viu na atleta, ao treinar na areia, uma leveza incrível. “Ela corre e não pisa na areia. Ela flutua e consegue driblar na areia. Aí ela é a Pelezinha”, comemorou.

Em 1988, Eurico comunicou às atletas que elas iriam representar a Seleção Brasileira Feminina de Futebol na China. Todas ficaram empolgadas ao receber a camisa amarelinha com o emblema da CBF e, ao lado, o escudo do Radar. “É uma emoção você ir pra a China”, disse Pelezinha. Perguntada se tinha um sonho de jogar na seleção feminina, ela afirmou que não tinha essa noção.

“A gente tinha um sonho de jogar o primeiro mundial feminino. A gente não sabia se isso seria possível, porque o futebol ainda não existia”. Mas quando aconteceu o primeiro mundial feminino e  fui convocada, disse: “Meu Deus vou ter de voltar à China para realizar esse sonho que eu tinha, né”.

A capitã da seleção feminina no primeiro campeonato mundial, Marisa Pires, a Caju, respondeu a uma pergunta de Renata Rodrigues de Oliveira, moradora de Copacabana, sobre como as atletas veem os estádios cheios hoje, diferente de antigamente.


Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Sem Censura, da TV Brasil, recebe pioneiras do futebol feminino a um ano da Copa do Mundo da modalidade no país.
Foto: Rodrigo Peixoto/TV Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Sem Censura, da TV Brasil, recebe pioneiras do futebol feminino a um ano da Copa do Mundo da modalidade no país.
Foto: Rodrigo Peixoto/TV Brasil

Marisa disse que os estádios sempre foram lotados, desde quando a gente jogou o 1º Campeonato Sul-Americano em 1995, em Uberlândia (MG).

“Os estádios sempre foram lotados. Os jovens pensam que os estádios ficavam vazios, mas não ficavam. Todos queriam ir assistir aos jogos, para ver se as mulheres jogavam bem. Os homens se surpreenderam e diziam que futebol também é para mulher”.

A capitã Caju ainda disse ainda que, naquela época, as jogadoras não tinham salário. Elas ganhavam “bicho”, por partida, ou seja, um valor em dinheiro. Se perdessem, não levavam nada para casa. A nossa persistência, o amor, a paixão é que levaram o futebol ao patamar em que está hoje”, acrescentou.

Outro telespectador, de nome Lucas, falou da lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê o pagamento de R$ 500 mil para as atletas do futebol feminino que representaram o Brasil entre 1988 e 1991. Caju disse que foram 38 anos esperando. “Ele veio tarde, mas veio muito bem. Só Deus sabe a emoção que a gente está tendo”. A premiação também será paga aos familiares das atletas que já morreram.


Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Sem Censura, da TV Brasil, recebe pioneiras do futebol feminino a um ano da Copa do Mundo da modalidade no país.
Foto: Rodrigo Peixoto/TV Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Sem Censura, da TV Brasil, recebe pioneiras do futebol feminino a um ano da Copa do Mundo da modalidade no país.
Foto: Rodrigo Peixoto/TV Brasil

“Eu não pude realizar todos os planos quando jogava. Mas Deus me deu essa força, de chegar aos 62 anos e realizar metade dos planos que sonhei”, agradeceu Pelezinha.

Emocionada, Caju completou: Deus me permitiu, aos 59 anos, ter essa vitória. A vitória de hoje vai ajudar muito no nosso futuro. A gente vai poder viver e descansar um pouquinho. O meu choro é por toda uma geração que conseguiu essa conquista”.

Márcia Matos, a Russa, disse que todas têm de agradecer à jogadora Marileia dos Santos, conhecida como Michel Jackson, que atualmente está no Ministério do Esporte e agiu em silêncio, por oito anos, para que as atletas pioneiras conseguissem esse valor de R$ 500 mil, em lei sancionada pelo presidente Lula. “Nós temos que ter essa gratidão a Michel. Ela foi incansável. Correu atrás e conseguiu que as atletas pioneiras do futebol feminino fossem beneficiadas. Ela correu atrás”, comemorou Russa.

Fonte: Agência Brasil