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No segundo dia de Copa, EUA vence e Canadá empata

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O Canadá, um dos países-sede da Copa do Mundo 2026, começou perdendo para a Bósnia Herzegovina, na primeira rodada do Grupo B, no Toronto Stadium, nesta sexta-feira (12). O primeiro gol foi marcado por Jovo Lukic, aos 20 minutos do primeiro tempo para a Bósnia.

O gol dos anfitriões só saiu no segundo tempo. O atacante Cyle Larin, marcou aos 33 minutos para os canadenses.

Esse foi o primeiro ponto marcado pelo Canadá na participação do país em Copas do Mundo. O retrospecto é de seis derrotas e um empate. Com o resultado, canadenses e bósnios somam um ponto cada, no grupo B.

Os outros dois adversários do Grupo B, Qatar e Suíça se enfrentam neste sábado (13), às 16h, no Levi’s Stadium, na Baia de São Francisco, nos Estados Unidos. Como detalhe: as duas seleções são estreantes em Copa do Mundo.

Grupo D

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group D - United States v Paraguay - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - June 12, 2026 Giovanni Reyna of the U.S. celebrates scoring their fourth goal with teammates IMAGN IMAGES via Reuters/Kiyoshi Mio
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group D - United States v Paraguay - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - June 12, 2026 Giovanni Reyna of the U.S. celebrates scoring their fourth goal with teammates IMAGN IMAGES via Reuters/Kiyoshi Mio

Paraguai sofre goleada histórica da seleção dos Estado Unidos. Reuters/Kirby Lee – Reuters/KIRBY LEE/Proibida reprodução

Pelo Grupo D, Estados Unidos e Paraguai se enfrentaram às 22h, desta sexta, no SoFI Stadium, em Los Angeles.

A seleção norte-americana dominou a equipe paraguaia nos dois tempos da partida. Os americanos saíram na frente, logo aos 6 minutos, após Danián Bobadilla cortar mal um passe do atacante McKennie e marcar contra.

Ainda no primeiro tempo, os Estados Unidos fizeram mais dois gols com o atacante Folarin Balogun, aos 31 minutos e aos 49 minutos, ampliando o placar para 3 x 0.

No segundo tempo, o Paraguai diminuiu a diferença com o meia Maurício, paraguaio que joga no Palmeiras. O cronômetro marcava 72 minutos, quando Enciso achou Maurício na área adversária para marcar com tranquilidade.

Nos acréscimos, os Estados Unidos fizeram o quarto gol, completando a goleada histórica contra o Paraguai.

Estreia da seleção brasileira

Brasil e Marrocos se enfrentam às 19h (de Brasília) deste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida é válida pela primeira rodada do grupo C.

 


Carlo Ancelotti anuncia escalação da seleção brasileira para amistoso contra Panamá, em 30/05/2026
Carlo Ancelotti anuncia escalação da seleção brasileira para amistoso contra Panamá, em 30/05/2026

Carlo Ancelotti: Marrocos é um time bem organizado – Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti não escondeu a alegria em comandar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Nesta sexta-feira (12), véspera da estreia no Mundial, contra o Marrocos, ele comentou que vai desfrutar desta oportunidade com “alegria e felicidade”.

“É uma experiência nova. Ter a responsabilidade e a honra de representar o país do futebol, a seleção mais laureada do mundo. Duas coisas: responsabilidade e honra. Eu quero aproveitar esse momento com alegria e felicidade porque é um momento muito bonito da minha história”, celebrou.

Para Ancelotti, Marrocos é um time bem organizado, com qualidade em todos os aspectos.

“Temos que fazer um jogo completo. Não podemos esquecer de nada, defensivamente, ofensivamente ou em transição. Vigiar bem o nível defensivo, ter uma bola parada forte porque temos qualidade aí”, analisou.

“Marrocos é um dos melhores times da África. É um time muito bem preparado e forte”, concluiu Ancelotti.

Fonte: Agência Brasil

EUA estreia na Copa do Mundo com goleada sobre o Paraguai: 4×1

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O ingresso mais barato para a partida entre Estados Unidos e Paraguai, no moderno Sofi Stadium, em Los Angeles, foi comercializado pela FIFA por 1.120 dólares (cerca de 5.500 reais). Outros setores, mais próximos do campo, foram cotados por valores que chegaram a 1.940 dólares (aproximadamente 9.500 reais) nos canais oficiais da entidade.

Assim, na véspera da partida, mais de 4.400 ingressos ainda estavam disponíveis para venda na internet e, para tentar escoar os bilhetes em cima da hora, portais secundários de revenda registraram quedas nos preços, embora o valor ainda estivesse em 800 dólares (4.050 reais).

Pior para os paraguaios, que pagaram caro para ver sua seleção jogar mal em sua estreia na Copa de 2026. Pouco criaram e sofreram constantemente com o ataque veloz e dinâmico dos norte-americanos. O 4×1 no placar final refletiu bem o que a torcida viu em campo.

Existe um ditado comum entre turistas que vão aos EUA. Para gastar sem remorso, costumam dizer: quem converte não se diverte. Nesse caso, os paraguaios nem precisaram descobrir quanto gastaram em guaranis por um assento no estádio em Los Angeles. A diversão ficou só do lado dos donos da casa.

Anitta e Kate Perry no pré-jogo

Uma hora e meia antes de a bola rolar, ainda com muitos espaços vazios nas arquibancadas do estádio de Los Angeles, ocorreu a cerimônia de abertura da Copa para o público norte-americano. Como destaque, a sul-africana Tyla e a brasileira Anitta, que formou um trio com o rapper Rema e a cantora Lisa, do gênero K-Pop.

Mais próximo da partida começar, a cantora Kate Perry, nascida na Califórnia, cantou uma única música tema para um público bem maior, que já conseguia cobrir todas as galerias do estádio com as cores vermelha e branca, em apoio aos Estados Unidos. Por fim, a FIFA divulgou que 70.492 pessoas foram ao Sofi Stadium.

O jogo

O duelo marcava um encontro de dois técnicos argentinos, Maurício Pochettino pelos norte-americanos e Gustavo Alfaro pelos paraguaios. Com a bola rolando, os Estados Unidos continuaram com a festa iniciada na cerimônia de abertura. Logo aos 6 minutos, Pulisic, craque do Milan, da Itália, invade a área paraguaia, McKennie rola para o meio, a bola bate no pé de Bobadilla e vai para o fundo das redes. Gol contra, um presente que nem mesmo os anfitriões esperavam receber tão cedo: 1 a 0.

Aos 15, o lateral-direito Dest teve a chance de fazer o segundo gol, mas adiantou demais a bola, que recebeu livre, e perdeu o ângulo. Tentou cruzar e conseguiu, no máximo, um escanteio. Aos 27, Balogun até fez o segundo gol, mas o lance, dentro da área, foi invalidado por impedimento.

Três minutos depois, não houve como apelar, Balogun recebeu cruzamento rasteiro na área e pegou de primeira, chutando no canto do goleiro Gill: 2 a 0. Era a prova absoluta do grande domínio dos Estados Unidos no 1° tempo.

Aos 37, o zagueiro Richards quase fez de cabeça ao escorar um escanteio, a bola passou raspando a trave do Paraguai. Aos 42, foi Tillman quem perdeu uma ótima oportunidade, concluindo de dentro da área em cima do goleiro Gill.

A impressão era que a festa pré-jogo continuava dentro de campo, só que com outros artistas. Aos 49 minutos, o “popstar” Balogun foi lançado em profundidade, driblou o zagueiro e chutou no ângulo, um belo gol do artilheiro da Copa até então: 3 a 0.

Com a vitória garantida, os Estados Unidos fizeram um 2° tempo bem menos intenso, diminuindo a pressão. A partida caiu de intensidade e qualidade, já que o Paraguai – repleto de jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro – também não conseguia impor um ritmo próprio.

O técnico Maurício Pochettino tirou Pulisic e Balogun, poupando-os para o próximo encontro, diante da Austrália, em Seattle, no dia 19 de junho. Seus jogadores reservas claramente não estavam no mesmo nível.

Assim, o Paraguai reagiu aos 27 minutos e o brasileiro naturalizado paraguaio Maurício. Ele recebeu livre na entrada da área e chutou cruzado no canto do goleiro Freese, diminuindo para 3 a 1.

No lance seguinte, os Estados Unidos tentaram reagir, mas o meia Tillman chutou mal, nas mãos de Gill. Aos 43, Pepi, a poucos metros do gol, conseguiu desperdiçar outra chance clara para os donos da casa.

Mas não fez falta, isso porque aos 52 minutos, Reyna invadiu a área e, de trivela, colocou a bola no canto da rede. Um golaço que fechou o placar: 4 a 1.

Os Estados Unidos mostraram que possuem um time respeitável. Quem sabe agora, os estadunidenses passem a ser empolgar com o “soccer”, com a seleção e com a existência de uma Copa do Mundo em seu território.

Aos paraguaios, que não mostraram nada de especial, o jeito é esperar a recuperação no dia 19 de junho, contra a Turquia, em São Francisco, pela segunda rodada do Grupo D.

Ficha Técnica

Sexta-feira, 12 de junho de 2026

ESTADOS UNIDOS 4 x 1 PARAGUAI

Local: Los Angeles (Estados Unidos)

Juiz: Danny Desmond Makkelie (Holanda)

Público: 70.492

Estados Unidos: Freese, Dest (Weah), Richards, Robinson, Ream e Freeman; Adams, McKennie e Tillman (Reyna); Pulisic (Berhalter) e Balogun (Pepi). T: Maurício Pochettino.

Paraguai: Gill, Alderete, Cáceres (Velazquez), Gustavo Gómez e Júnior Alonso; Diego Gómez (Gamarra), Almirón (Sosa), Cubas e Bobadilla (Maurício); Sanabria (Arce) e Enciso. T: Gustavo Alfaro.

Gols: No 1° tempo: Bobadilla (contra) (6), Balogun (30) e Balogun (49). No 2° tempo: Maurício (27) e Reyna (52).

 

Fonte: Agência Brasil

Compromisso é não deixar que pauta-bomba prejudique país, diz Durigan

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O compromisso do governo federal atualmente é não deixar que o espírito eleitoral e as demandas que aparecem dos diversos setores tomem conta da agenda econômica nacional e prejudiquem o país, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O ministro relacionou sua fala ao tema das pautas-bomba no Congresso Nacional, durante entrevista no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, concedida a José Luiz Datena, nesta sexta-feira (12).

O termo pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação, causando forte impacto negativo nas contas públicas e podendo violar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

As pautas-bomba têm a aparecido nos últimos dias por conta de seguidas aprovações de propostas nas duas Casas do Congresso Nacional.

“É claro que entendemos que senadores e deputados querem dar resposta as suas bases nesse momento tão importante da democracia, mas as coisas têm que caber nas forças do país, dentro do orçamento, e é isso que eu tenho dito. Nós todos no país, seja governo, Congresso Nacional, Judiciário, temos que ter responsabilidade fiscal com as futuras gerações e o futuro do país”, comentou Durigan.

Nesta quinta-feira (11), o governo divulgou uma nota mostrando o impacto fiscal de nove propostas em tramitação no Congresso Nacional com custo financeiro estimado em R$ 111 bilhões por ano, segundo estimativas elaboradas pelos órgãos técnicos do Poder Executivo.

Pelas contas do governo federal, vários projetos em tramitação no Congresso Nacional, caso aprovados, causariam forte impacto fiscal:

  • projeto que trata da renegociação de dívidas com equalização de taxas de juros pela União responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos;
  • o que eleva o teto do Simples Nacional implica renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano;
  • a PEC que amplia o Fundo de Participação dos Municípios reduz receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões anuais;
  • a proposta que amplia a imunidade tributária de templos religiosos tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano.
  • o projeto que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos, representa renúncia de R$ 1 bilhão por ano;
  • a PEC que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social gera despesa adicional média de R$ 9 bilhões por ano, considerando-se o acréscimo total entre 2026 e 2030;
  • o projeto que institui novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) tem custo médio de R$ 8,8 bilhões anuais.
  • projeto que se refere a médicos e cirurgiões-dentistas, aumentaria a despesa da União em R$ 8,4 bilhões por ano, sem contar estados, municípios e a rede Ebserh;
  • aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano.

“É um impacto de R$ 111 bilhões em um ano. Se somar todo o investimento que o governo federal faz, nos demoramos mais de dois anos para conseguir investir R$ 11 bilhões. Então não dá para nos contratarmos, sem fonte de recursos compatibilidade com as leis fiscais, um volume desse de despesa ou renúncia de receita nesse momento”, explicou o ministro.

Durigan mencionou conversas tidas sobre o assunto com os presidentes das casas do Congresso Nacional, e citou que esteve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tem ajudado na condução responsável desses temas.

“Nós não estamos fazendo nenhuma manobra, botando fricção onde não precisa. Não tenho nenhum interesse em proteger nenhum setor específico. Meu interesse é que o pai cresça como um todo. E é por isso que sempre levo os argumentos que pego com a equipe e com o mercado, para apontar os riscos e convencer o Congresso Nacional”.

Durigan demonstrou preocupação com a estabilidade do país com relação ao momento de instabilidade mundial, com a alta do preço do petróleo, as bolsas comprometidas e incertezas gerando preocupação dos bancos centrais com a inflação.

“E nós, no Brasil, temos que focar nossa energia no que importa para o país. Vamos escolher as agendas, votar temas importantes para o país de maneira unificada. Quando começamos a apresentar outros projetos para atender bandeiras setoriais em prejuízo da população como um todo, perdemos força como país e nossa economia pode ficar enfraquecida e as pessoas vem reclamar”, disse o ministro.

STF

Caso o Congresso insista em manter as pautas-bomba, Durigan não descarta que o governo apele ao Supremo Tribunal Federal (STF) na linha do que já existe com relação a medidas anteriores, exigindo que as regras fiscais sejam exigidas pelo governo, mas também pelo Congresso Nacional.

“Claro que temos que vencer as etapas no Congresso, evitando que se vote medidas ruins. Caso seja necessário o governo irá ao STF. Agora, quem tem que tomar medidas é o Congresso, que é soberano. E a tramitação dos temas lá precisa observar esses requisitos mínimos”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 12 milhões neste sábado

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As seis dezenas do concurso 3.018 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 12 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 


Fonte: Agência Brasil

Governo do RJ é condenado a pagar indenização por morte de crianças

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Nesta semana, de forma inédita, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou o governo do estado a pagar indenização às famílias das primas Emily Vitória, de 4 anos, e Rebecca dos Santos, de 7 anos.

Elas foram mortas durante uma ação policial, em 4 de dezembro de 2020, na comunidade do Sapinho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação ainda cabe recurso.

A ação indenizatória, julgada procedente, foi proposta pela Defensoria Pública. O Tribunal condenou o estado do Rio de Janeiro não apenas a pagar indenização às famílias das meninas pelas mortes ocorridas no contexto de uma operação policial, mas foi além, condenou também o estado a pagar indenização específica em razão das graves falhas na investigação criminal.

De acordo com o defensor público André Castro, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, responsável pelo caso, “a sentença do poder judiciário examina cuidadosamente o caso e vai verificar que a investigação não atendeu aos critérios necessários previstos em lei para uma apuração adequada e, portanto, falhou com as famílias ao buscar a verdade, tanto é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis”, disse.

“Essa sentença traz esse aspecto muito importante, de certo modo inédito, que protege não só o direito a reparação, mas também o direito a verdade que as famílias têm. Direito a verdade que é o direito de saber quem foi o responsável ou responsáveis pelas mortes das meninas Emily e Rebecca”, afirmou Castro.

Na decisão, a juíza Cristiana Aparecida de Souza Donato determina o pagamento de indenização por danos morais e pensão aos familiares das vítimas.

A magistrada citou uma súmula do Supremo Tribunal Federal na qual diz que o “Estado é responsável na esfera cível por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos termos do risco administrativo”.

Ainda segundo a súmula, a perícia inconclusiva sobre a origem do disparo fatal durante operações policiais e militares “não é suficiente, por si só, para afastar a responsabilidade civil do Estado, por constituir elemento indiciário”.

Caso

As crianças brincavam do lado de fora da casa quando foram atingidas por um único tiro de fuzil. O disparo ocorreu em meio a uma ação da Polícia Militar, no momento em que a viatura policial passava com dois militares, armados de fuzil, na frente da rua onde as meninas estavam.

De acordo com a ação judicial, testemunhas informaram ter visto um flash de luz saindo de dentro da viatura. Já as investigações policiais acabaram concluindo que o disparo necessariamente teria vindo do outro lado da rua, de supostos criminosos que nunca foram identificados, o que resultou num processo criminal contra os líderes do tráfico local.

O laudo de confronto de balística indica que os fuzis portados pelos policiais eram compatíveis com o projétil que atingiu as duas crianças, “embora não pudesse afirmar com certeza, que o disparo fora efetuado por alguma daquelas armas usadas pelos PMs”, diz o texto.

De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro “esse processo, no entanto, acabou sendo arquivado por falta de provas e a conclusão que se tem é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis pela morte das meninas”.

Reconstrução

Para o Projeto Mirante, projeto de pesquisa sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), a decisão é uma “vitória histórica”.

Pesquisadores do projeto atuaram na reconstrução do caso, que envolveu medições nas ruas, conversas com moradores e familiares, e muita técnica, incluindo reconstrução 3D.

Nas redes sociais, a pesquisadora Liliana Sanjurjo comentou a atuação do projeto:

“A gente observou muitas falhas sobretudo no laudo de reprodução simulada que foi feito na época do inquérito e faltavam uns elementos para a conclusão”, disse.

Com o cruzamento de informações, imagens e localização de GPS, segundo Sanjurjo, foi possível comprovar “que de fato havia uma viatura da polícia no exato momento do incidente”. 

Nota do governo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro diz, por meio de nota, que aguarda ainda a análise da Justiça dos embargos de declaração feitos pela a Defensoria Pública para decidir se entrará ou não com recurso de apelação contra a sentença judicial.

Segundo o governo, a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense concluiu que os disparos que atingiram as vítimas não partiram dos policiais militares investigados.

“Com base nos laudos periciais e demais provas técnicas reunidas ao longo da apuração, o Ministério Público requereu o arquivamento do procedimento em relação aos agentes de segurança. As investigações também identificaram a participação de dois traficantes nos fatos, que foram indiciados pela Polícia Civil”, ressaltou.

A nota diz ainda que, durante a investigação, foram realizadas diversas diligências, oitivas de testemunhas, perícia no local, exames balísticos, perícias nos corpos das vítimas, reprodução simulada dos fatos e análise de todos os elementos probatórios disponíveis.

Violência armada

Segundo a plataforma Futuro Exterminado, que reúne dados de crianças e adolescentes que foram vítimas de armas de fogo, entre 2016 e 2026, 778 foram baleadas, sendo que 347, durante operações policiais, no Rio de Janeiro e região metropolitana. Dessas, 342 morreram. Em 2020, foram 62 baleados e, desses, 26 morreram, entre elas, Emily e Rebecca.



Fonte: Agência Brasil

Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas

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Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro estrearam somente em 2026.

O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Foi o suficiente para convencer Ancelotti. Deles, somente Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite.

O lateral Douglas Santos, que tem sete partidas pelo Brasil e disputa o posto de titular do lado esquerdo da defesa com Alex Sandro, estreou pela seleção principal em 2016, na Copa América, com Tite, após ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Foram nove anos de espera até receber nova chance, já com Ancelotti, e se firmar de vez no time em 2026.

Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, também sob comando de Tite. O primeiro foi à Copa do Catar, mesmo com um jogo apenas pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos com França e Croácia. Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibañez.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto

Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Ibañez chegou à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, Morristown, New Jersey, U.S. – June 12, 2026 Brazil’s Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto – CAEAN COUTO

Convocado para o lugar do lateral Wesley, contundido, o volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela – nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de observado pelo italiano. A última partida dele foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam à estatística. Inclusive, dois deles sequer tinham estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.

Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson – convocado para o lugar do atacante Romário, cortado por lesão – e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção brasileira, estreou logo na semifinal da Copa, diante da Holanda, já que o titular Cafu estava suspenso.

Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva (seis jogos) e Kleberson (cinco), ganharam o posto de titulares e foram importante no título.

Fonte: Agência Brasil

Sócrates, ídolo do Corinthians e da seleção, recebe honraria na Alesp

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Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ou apenas Sócrates, jogador famoso por sua passagem pelo Corinthians e seleção brasileira, será homenageado in memoriam nesta sexta-feira (12) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Sócrates, representado por familiares, receberá o Colar de Honraria ao Mérito Legislativo, sendo reconhecido como um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro, além de uma das principais lideranças da Democracia Corinthiana.

O Colar de Honraria é a mais alta condecoração concedida pela Alesp a personalidades que tenham prestado relevantes serviços ao estado de São Paulo e à sociedade brasileira.

Sócrates, também chamado de Doutor Sócrates, por sua formação em medicina, foi revelado para o futebol pelo Botafogo, time de Ribeirão Preto (SP), onde começou nas categorias de base no início dos anos 1970. Ele atuou pela equipe do interior paulista entre 1973 e 1977.

O ótimo futebol, inteligência e grandes atuações no meio de campo despertaram o interesse do Corinthians, que o contratou em 1978. Sócrates rapidamente se destacou na equipe da capital paulista e também se tornou um dos líderes do elenco.

Pelo Corinthians, o atleta conquistou o campeonato paulista de 1979, 1982 e 1983. Ele atuou pelo Timão até 1984, quando se transferiu para o Fiorentina, da Itália.

 


Zico, seleção brasileira de 1982, Telê Santana, Sócrates
Zico, seleção brasileira de 1982, Telê Santana, Sócrates

Seleção brasileira de 1982: Sócrates (de barba) agachado, ladeado por Toninho Cerezo, Serginho e Zico – Arquivo CBF

O jogador também disputou duas Copas do Mundo pela seleção brasileira, em 1982 e 1986, oportunidades em que foi o capitão do time nacional.

O grande reconhecimento de Sócrates no mundo do futebol não vem apenas por ter sido um atleta de grande talento, destacando-se pelos passes de calcanhar, uma das marcas do seu estilo de jogar. Sua atuação política também é sempre muito lembrada.

Democracia Corinthiana

Sócrates foi um dos líderes da chamada Democracia Corinthiana, um movimento político dos jogadores que durou de 1982 a 1984, período em que o país vivia sob a ditadura militar.

Durante a vigência da Democracia Corinthiana, os atletas acabaram com a concentração obrigatória antes das partidas e todas as decisões internas – como contratações, treinos e premiações – eram tomadas pelos atletas.

Junto com outros jogadores do Corinthians como Casagrande e Vladimir, Sócrates também foi para as ruas participar das manifestações por eleições diretas, que haviam sido abolidas pela ditadura.

Diretas Já

 


Diretas Já
Diretas Já

Diretas Já – Acervo DCS – Apesp

Entre 1983 e 1984, o atleta esteve em vários comícios da Diretas Já ao lado de  políticos como Lula, Ulysses Guimarães, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

Nascido em 19 de fevereiro de 1954, em Belém, no Pará, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011, aos 57 anos.

Os parentes do jogador recebem o Colar de Honraria nesta sexta-feira, na Alesp, às 18h.

Fonte: Agência Brasil

Em três meses, ANP fez 21 autuações por preço abusivo de combustível

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reguladora do setor no país, realizou 2.111 fiscalizações em postos de combustíveis, transportadoras e distribuidoras nos últimos três meses. As ações terminaram com 21 autos de infração por indícios de elevação abusiva de preços. Isso representa uma em cada 100 vistorias.

De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pela ANP, de 9 de março e 3 de junho, os autos por preço abusivo foram emitidos contra 16 distribuidoras de combustíveis localizadas em São Paulo, no Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro; e cinco contra revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha no Ceará e no Pará.

Desde o estouro do conflito no Oriente Médio no fim de fevereiro, que causou aumento no preço de derivados de petróleo em praticamente todo o mundo, a ANP recebeu a incumbência de fiscalizar os preços praticados nos postos brasileiros.

O receio do governo era de que revendedores se utilizassem do cenário global conturbado para aumentar os preços de forma abusiva. A atribuição de responsabilidade à ANP consta na Medida Provisória 1.340/2026.

Olho nas notas fiscais

Nas ações de fiscalização, presenciais e remotas, os agentes coletam informações sobre os preços praticados, e notas fiscais de aquisição de combustíveis referentes a períodos específicos.

A agência compara os custos de compra dos produtos com os preços efetivamente praticados nas vendas para perceber se há indício de aumento abusivo.

Em caso positivo, os estabelecimentos são notificados a apresentar documentação complementar para aprofundamento da análise. Segundo a ANP, é assegurada ampla defesa.

Aumento de fiscalização

Também nesta sexta-feira, a diretoria da ANP aprovou intensificação nas ações de fiscalização com foco no combate à abusividade de preços no mercado de combustíveis.

No período de julho a setembro, a agência reguladora projeta realizar 3 mil vistorias, o que representa 40% a mais que no trimestre anterior.

O plano aprovado prevê ações ostensivas, educativas e coercitivas para coibir “práticas oportunistas” no mercado.

Subsídios

A ampliação da atividade de fiscalização da ANP faz parte de um pacote do governo para impedir um choque de preços de derivados no país.

Entre outras medidas, o governo adotou a política de subvenção, uma espécie de reembolso para que produtores e importadores de derivados como diesel, gasolina e gás natural não repassem o aumento de custos ao consumidor final.

No caso da gasolina, por exemplo, a subvenção atualmente é de R$ 0,44 por litro. Para o diesel, R$ 1,12.

As medidas não são permanentes, têm prazos determinados e são reavaliadas à medida que o conflito no Oriente Médio se redesenha.

Fonte: Agência Brasil

Justiça manda União demarcar Terra Indígena do povo Kajkwakratxi

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A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna) num prazo de 24 meses.

O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu.

No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva.

“Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU. 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.

Fonte: Agência Brasil

Copa do Mundo: Fenaj denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA

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A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestou preocupação com relatos de profissionais de imprensa que atuam na cobertura da Copa do Mundo de 2026. Eles afirmam ter enfrentado episódios de constrangimento, restrições à circulação e dificuldades para exercer a atividade jornalística nos Estados Unidos, uma das sedes do evento ao lado de México e Canadá.

Em nota divulgada na quinta-feira (11), assinada pela Comissão de Mulheres Jornalistas e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Social (Conajira), a Fenaj destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.

Segundo relato compartilhado pela profissional, ela foi retirada da fila regular da imigração durante o ingresso nos EUA, tratada de forma ríspida por agentes e submetida à revista do cabelo. Karine diz que o procedimento teria sido direcionado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.

Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprensa e torcedores que acompanham a competição.

A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.

Além dos episódios ocorridos nos postos de imigração, jornalistas relataram obstáculos impostos ao trabalho de cobertura esportiva, o que inclui restrições de circulação em espaços utilizados pelas seleções durante os treinamentos.

Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol (Fifa), para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante as competições.

Entre as propostas estão a garantia de condições de trabalho seguras e livres de discriminação para todas as nacionalidades, a criação de mecanismos independentes para recebimento e apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação, a adoção de protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas e o compromisso dos países anfitriões com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.

Fonte: Agência Brasil