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Nova composição da Mesa Diretora começa a valer na CLDF

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A Câmara Legislativa do DF oficializou, nesta semana, a nova composição de sua Mesa Diretora para o biênio 2025-2026 da atual legislatura. A medida foi aprovada em agosto de 2024 pelo plenário da Casa e passou a ter validade com a publicação do Ato nº 11, que saiu no Diário Oficial desta segunda-feira (06).

A partir de agora, a Mesa passa a contar com uma segunda vice-presidência, cargo exercido pela deputada Paula Belmonte (Cidadania), e com uma quarta secretaria, dirigida pelo deputado Robério Negreiros (PSD) com suplência do deputado Jorge Vianna (PSD).

O presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), e o primeiro vice-presidente, Ricardo Vale (PT), seguem à frente do órgão colegiado, responsável pela direção das atividades legislativas e dos serviços administrativos da Casa.

Para Wellington, o senso de trabalho coletivo entre os demais distritais será essencial para a boa condução da CLDF na segunda metade da legislatura. “Tenho plena confiança no conjunto de parlamentares desta Casa, que, com suas experiências e contribuições, serão fundamentais para construirmos soluções que atendam às necessidades da população. As expectativas são as melhores, e estou certo de que, juntos, faremos um trabalho sólido, transparente e de grande relevância para o Distrito Federal”, pontuou.

Já Ricardo Vale enxerga sua recondução à 1ª vice-presidência como uma oportunidade de fortalecer ainda mais a relação da Casa com a sociedade. Ele afirma ainda que continuará “olhando com carinho” para a comunicação institucional e cidadã da CLDF. Além disso, Vale destaca que pretende seguir investindo em tecnologia e qualificação, garantindo mais transparência e acesso às informações sobre projetos e a atuação dos distritais.

“O norte da minha atuação é o compromisso com uma gestão democrática, ouvindo todos os deputados, independentemente de suas posições partidárias ou ideológicas. Nosso objetivo é construir uma Câmara que represente, de fato, os interesses do povo do DF”, declarou.

Estreando a Segunda Vice-Presidencia, Belmonte avalia que sua atuação garantirá o protagonismo feminino nas discussões da Mesa Diretora. “É uma honra estar nesse cargo, um novo desafio, que abraço com o mesmo comprometimento que tenho com a população de Brasília, de lutar por melhorias em todos os serviços públicos, de fiscalizar e cobrar políticas públicas que favoreçam os que mais precisam”, destaca a parlamentar.

A defesa dos direitos da mulher e a valorização da família estão entre as pautas mais importantes a serem defendidas pela Casa nos próximos dois anos na visão do primeiro-secretário da Mesa, deputado Pastor Daniel de Castro (PP).

“Agora, como membro das comissões de Saúde, Mulher e Educação, meu compromisso é ainda maior em trabalhar por políticas públicas que assegurem mais proteção, dignidade e oportunidades. Quero atuar com foco em projetos que promovam o bem-estar das mulheres, a valorização da família e o fortalecimento dessas áreas tão essenciais para a sociedade”, avalia.

Colocando-se como “representante da direita no DF”, o segundo secretário da Mesa, deputado Roosevelt Vilela (PL), pontua que sua atuação continuará defendendo valores que considera fundamentais: família, liberdade e desenvolvimento econômico.

“Nosso mandato continuará dedicado à implementação de ações concretas que beneficiem toda a população do DF. Já alcançamos avanços significativos em áreas essenciais como educação, saúde, agronegócio e segurança pública. Seguiremos firmes, com trabalho e dedicação, para promover ainda mais melhorias aos moradores da nossa cidade”, afirmou.

O terceiro-secretário da Mesa Diretora, deputado Martins Machado (Republicanos), argumenta que o trabalho do colegiado é fundamental no combate aos principais problemas enfrentados pelo DF. “Minha expectativa para o próximo biênio é que esta Casa atue com coragem, sabedoria e sensibilidade para enfrentar os desafios. Trabalharemos incansavelmente por uma sociedade mais inclusiva, com políticas que promovam saúde, educação de qualidade e novas oportunidades de emprego, sempre colocando os interesses da sociedade no centro das nossas decisões”, pontuou.

Robério Negreiros (PSD) vê com otimismo os próximos dois anos de sua atuação na recém-criada 4ª secretaria. Ele afirma que continuará trabalhando em prol das demandas fundamentais do cidadão, como saúde e emprego.

“Nestes próximos anos legislativos, daremos continuidade à luta por políticas que promovam a inclusão, a geração de emprego e o desenvolvimento da nossa cidade. Dessa forma, seguiremos focados em discutir projetos visando o diálogo respeitoso e construtivo em busca de um objetivo principal: o melhor para toda a população do DF”, destacou.

Segue a nova composição das lideranças e cargos:

•    Wellington Luiz (MDB) permanece como presidente;
•    Ricardo Vale (PT) mantém-se na vice-presidência (agora com a nomenclatura de 1ª Vice-Presidência);
•    Paula Belmonte assume a 2ª Vice-Presidência;
•    Pastor Daniel de Castro (PP) permanece com a 1ª Secretaria;
•    Roosevelt Vilela (PL) permanece com a 2ª Secretaria;
•    Martins Machado (Republicanos) permanece com a 3ª Secretaria;
•    Robério Negreiros (PSD) assume a 4ª Secretaria;
•    A Corregedoria da Casa está sob a responsabilidade de Joaquim Roriz Neto (PL);
•    A Ouvidoria será liderada por Jorge Vianna (PSD);
•    Hermeto (MDB) assume a Liderança de Governo.

Comissões

Assim como no caso dos cargos da Mesa Diretora, em 2024 os distritais adiantaram a eleição dos presidentes e vices das 14 comissões permanentes da Casa para o próximo biênio.

 

 

A CLDF passa a contar com duas novas comissões, a do Direito das Mulheres, presidida pela deputada Doutora Jane (MDB), e a da Saúde, que é resultante do desmembramento da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) e terá como titular a deputada Dayse Amarílio (PSB). A composição completa ficou da seguinte forma:

•    Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): Thiago Manzoni (PL) permanece como presidente.
•    Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF): Eduardo Pedrosa (União) mantém-se na presidência.
•    Comissão de Assuntos Sociais (CAS): Rogério Morro da Cruz (PRD) assume a presidência, substituindo Dayse Amarílio (PSB).
•    Comissão de Defesa do Consumidor (CDC): Chico Vigilante (PT) continua como presidente.
•    Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa (CDDHCLP): Fábio Felix (PSol) permanece na presidência.
•    Comissão de Assuntos Fundiários (CAF): Jaqueline Silva (MDB) assume a presidência, sucedendo Hermeto (MDB).
•    Comissão de Saúde (CS): Dayse Amarílio (PSB) assume a presidência da nova comissão.
•    Comissão de Educação e Cultura (CEC): Gabriel Magno (PT) permanece como presidente.
•    Comissão de Segurança (CS): João Cardoso (Avante) assume a presidência.
•    Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT): Daniel Donizet (MDB) permanece como presidente.
•    Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC): Iolando (MDB) assume a presidência.
•    Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU): Max Maciel (PSol) mantém-se na presidência.
•    Comissão de Produção Rural e Abastecimento (CPRA): Pepa (PP) segue como presidente.
•    Comissão de Direitos das Mulheres (CDM): Doutora Jane (MDB) assume a presidência da nova comissão.

Os trabalhos da Câmara retomam na primeira semana de fevereiro. 

Fonte: Agência CLDF

Antes de posse, Venezuela tem prisão de opositor acusado de golpe

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Três dias antes da posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, foi preso o ex-candidato à presidência do país, Enrique Márquez, do partido Centrados, acusado de tentativa de golpe de Estado. De acordo com o governo, Márquez estaria articulando uma posse paralela à presidência do país do opositor Edmundo González a partir de alguma embaixada venezuelana no exterior.

Usando uma das redes sociais do político, a esposa de Enrique Márquez, Sonia Lugo de Márquez, denunciou, na quarta-feira (8), a detenção do marido no dia anterior. “Já se passaram 24 horas desde que meu marido, Enrique Márquez, foi sequestrado por grupos paramilitares que, usando a força como lei, pretendem silenciar e intimidar aqueles de nós que queremos um país melhor e temos uma visão diferente”, informou.

Ainda na quarta-feira (8), o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, disse que ele é acusado de articular um golpe de Estado e a formação de um governo paralelo.

“Como o senhor [Edmundo González] não pode vir aqui, ou não quer vir aqui, vão se reunir cinco criminosos na sede de uma embaixada estrangeira e lá vão juramentar Edmundo porque ele está em território venezuelano”, disse Cabello, acrescentando que “o responsável por isso se chama Enrique Márquez. Parte do golpe de Estado que eles querem realizar na Venezuela. Não há anjos aqui, menos entre os opositores”.

Antes da declaração de Diosdado, deputados opositores do partido Copei criticaram qualquer tentativa de se formar uma administração paralela. “É inaceitável um governo interino, passado ou futuro, que pretenda deslegitimar as instituições do Estado venezuelano e se atribua qualidade administrativas sobre os ativos da República no estrangeiro”, comentou o deputado e secretário-geral do Copei, Juan Carlos Alvarado, na terça-feira (7).

Em janeiro de 2019, após se autodeclarar presidente da Venezuela, o deputado Juan Guaidó conquistou o apoio de parte da comunidade internacional, que transferiu ao controle do político os ativos do Estado venezuelano no exterior. 

Desta vez, o opositor Edmundo González, candidato à presidente do principal grupo oposicionista do país, a Plataforma Unitária, acusa o governo de fraudar a eleição presidencial de 2024, prometendo regressar ao país antes da posse de Maduro, marcada para esta sexta-feira (10). Grupos da oposição convocaram manifestações para hoje (9).

Repercussão internacional

A prisão do ex-candidato Enrique Márquez teve repercussão internacional. Ele vinha, desde a votação que deu a reeleição a Maduro, em 28 de julho de 2024, denunciando a falta de transparência na divulgação dos resultados eleitorais. 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que esse tipo de detenção impede que ele participe pessoalmente da posse de Maduro. “Assim como nosso amigo Enrique Márquez, um destacado progressista venezuelano, Carlos Correa, um destacado defensor dos direitos humanos na Venezuela, foi preso. Esse e outros fatos impedem minha presença pessoal na cerimônia de posse de Nicolás Maduro”, afirmou em uma rede social.

Carlos Correa é diretor da organização não governamental (ONG) Espaço Público, da Venezuela, que denuncia que Correa foi levado por “funcionários de segurança” no centro de Caracas na terça-feira (7). Ainda nesta quinta (9), a ONG informa que não sabe seu paradeiro.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, acrescentou, porém, que a Colômbia não romperá relações com a Venezuela, “nem intervirá nos assuntos internos daquele país sem ser convidado. Mas pedimos, com base em nossa própria luta pelos direitos humanos na Colômbia, que eles sejam respeitados por todos na Venezuela”.

Entenda

A oposição da Venezuela e parte da comunidade internacional, como Estados Unidos e a União Europeia, além de organismos internacionais e eleitorais, têm apontado que a eleição venezuelana descumpriu as regras do país ao não realizar auditorias previstas e não divulgar os dados por mesa eleitoral, como sempre ocorreu. 

Os atos que contestaram o resultado eleitoral após o dia 28 de julho de 2024 levaram a dezenas de mortes e mais de 2 mil presos. Nas últimas semanas, a Justiça venezuelana liberou mais de 1,5 mil detidos nas manifestações.

Por sua vez, o governo Maduro defende que as eleições foram ratificadas pelas instituições do país, tanto o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), quanto o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Com isso, tem exigido que a oposição respeite a decisão dos tribunais e que os governos estrangeiros não interfiram nas questões internas da Venezuela. 

Fonte: Agência Brasil

Vendas no comércio caem 0,4% de outubro para novembro, diz IBGE

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As vendas no comércio brasileiro recuaram 0,4% na passagem de outubro para novembro. O resultado foi impactado negativamente pelo setor de móveis e eletrodomésticos, mas é considerado dentro do patamar de estabilidade. Esse desempenho do comércio faz o setor deixar o ponto mais alto da série histórica, (iniciada em janeiro de 2000) atingido em outubro de 2024, quando tinha crescido 0,4% ante setembro.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado dos 11 meses de 2024, o comércio varejista soma alta de 5% ante o mesmo período de 2023. Em 12 meses, o acúmulo positivo é 4,6% –  26º mês seguido de alta nesse tipo de comparação acumulada. Já na comparação com novembro de 2023, o setor cresceu 4,7%.

O gerente da pesquisa Cristiano Santos, explica que a variação de 0,4% é considerada uma estabilidade e não rompe o comportamento do ano de alta nas vendas (+0,4%), sendo “bastante expressivo quando comparado a anos anteriores”. Ele lembra que de janeiro a maio de 2024, o comércio teve cinco meses seguidos de alta.

Segmentos

Na passagem de outubro para novembro, o IBGE apurou recuo de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas. A maior influência de baixa veio de móveis e eletrodomésticos, que recuaram 2,8%.

Cristino aponta que o resultado de móveis e eletrodomésticos em novembro não suprime o avanço de outubro, quando se expandiu 7,8%, reflexo de uma “antecipação de promoções relacionadas à Black Friday”.

Outros segmentos com queda nas vendas foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-2,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%).

Segundo Santos, o comportamento dos supermercados, que representam 53,2% do varejo nacional, representa uma acomodação após crescimentos recentes. “É o setor que mais se aproxima do seu valor máximo”, diz. A inflação dos alimentos também explica esse recuo de 0,1% perante o ponto mais alto, de outubro de 2024.

No lado do crescimento de vendas figuram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%), combustíveis e lubrificantes (1,5%) e tecidos, vestuário e calçados (1,4%).

O chamado varejo ampliado, uma versão da pesquisa que inclui além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas caíram 1,8% na passagem de outubro para novembro. No ano, o acumulo é positivo de 4,4% e, em 12 meses, 4%.


Fonte: Agência Brasil

Para psicanalistas, ataque do 8/1 foi movido por revolução imaginária

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As pessoas que participaram da invasão e depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e da sede do Supremo Tribunal Federal na tarde dia 8 de janeiro de 2023, um domingo, se mobilizaram por uma revolução fantasiosa e anacrônica. A avaliação é de Tales Ab´Sáber, psicólogo, escritor, cineasta e professor de filosofia da psicanálise no curso de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ele salienta que a manifestação violenta aconteceu “quando [o ex-presidente Jair] Bolsonaro já havia fugido do Brasil [em 30 de dezembro], quando já havia se encerrado propriamente a trama estratégica do golpe que envolvia setores das Forças Armadas brasileiras.”

Dez dias depois da partida de Bolsonaro e já com novo governo empossado, apoiadores do ex-presidente que estavam em Brasília destruíram parte de cada um dos três principais prédios públicos da República para “tentar fazer a sua revolução imaginária quando ela já estava totalmente fora de esquadro, fora do tempo. Ela já era impossível.”

Ab´Sáber avalia que apesar de não ter base real para o golpe de Estado acontecer, a insurreição dos vândalos no 8/1 teve razões concretas.

“Todas as condições estavam dadas para o fanatismo da extrema-direita, como dizem os psicanalistas, passar ao ato. Não conseguiram mais se conter, mesmo porque eles estavam construindo esse ataque há um mês e meio, na frente dos quartéis, nas tentativas de paralisação dos caminhoneiros no Brasil inteiro. Era um movimento de fato.”

Segundo ele, “havia um plano de golpe estruturado que tinha contato com os acampamentos bolsonaristas e que alimentava a esperança no golpe.”

Essa perspectiva alimentava o espírito de “revolução” que os apoiadores do ex-presidente acreditavam estar participando.

A evasão do então mandatário indica que a “parte estratégica militar do golpe foi abandonada, mas não caiu a dimensão popular alimentada pelo senhor do golpe, futuro ditador Jair Bolsonaro.”

A ausência e omissão do ex-presidente favoreceram o caos. “O Bolsonaro contribuiu para isso, ao não desmobilizar essa gente”, analisa Ab´Sáber, em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, com participação da Agência Brasil

Conteúdo messiânico

Na ótica do psicanalista Christian Dunker, professor titular do Instituto de Psicologia da USP, a imaginação dos bolsonaristas foi alimentada por velhos fantasmas, como o risco do comunismo, por “negacionismo histórico” e por “falta de acurácia política”. Ele também avalia que a mobilização anterior à quebradeira na Praça dos Três Poderes deixou no ar a possibilidade de que um inédito ato terrorista pudesse acontecer.

“Na hora [da transmissão ao vivo das invasões pela TV], me lembrei de uma paciente que, no dia 11 de setembro [de 2001], quando o avião destruiu as Torres Gêmeas [em Nova York], ela dizia assim: ‘engraçado, porque dá uma sensação de ufa, enfim, aconteceu.’ Como se isso já estivesse acontecendo no nosso imaginário, como se a gente tivesse uma expectativa de que algo parecido fosse ocorrer, a partir do conflito que estava ali posto e instaurado, a partir de uma narrativa do golpe, que era ostensiva”, disse ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, com participação da Agência Brasil.

Dunker esteve em Brasília uma semana antes da intentona bolsonarista para acompanhar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes da posse, ele visitou o acampamento de apoiadores do ex-presidente que ficava no Setor Militar Urbano, a 9,3 quilômetros da Praça dos Três Poderes.

“A gente passou pelos acampamentos, fizemos uma pequena entrada, falamos com algumas pessoas que estavam ali e percebíamos que havia um déficit explícito de segurança e de policiamento.”

O psicanalista rememora ainda que conversou com acampados que tinham “falas alteradas” e que “havia um conteúdo messiânico e exacerbado das pessoas que estavam reunidas.” Ele descreve ter encontrado pessoas que “estavam em situação de desespero total”, “muitas solitárias, sem família” e “muitas endividadas”.

Gente para quem a possibilidade de ruptura poderia ser tentadora. “Isso engaja pessoas errantes. Pessoas com fragilidades mentais óbvias, de tipo delirantes, e que encontraram ali uma certa unidade.”

Tales Ab´Sáber considera fundamental “seguir o rito jurídico”, pois “as pessoas precisam saber que a lei diz que tentativa de golpe é crime.” Para ele, “ou nós assentamos a nossa constituição psiquicamente, subjetivamente e afetivamente, ou nós a destituímos como em outros tempos.”

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Jair Bolsonaro para manifestação, mas não recebeu resposta até o momento. O espaço segue aberto.

*Com entrevistas de Ana Passos, Marieta Cazarré, Patrícia Araújo e Thiago Padovan, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Marinha retoma busca por vítimas de queda de ponte entre MA e TO

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A Marinha do Brasil (MB) informou hoje (9) que vai retomar as operações de mergulho para a busca das vítimas desaparecidas, após o acidente na Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na divisa entre o Maranhão e o Tocantins. Nesta quinta-feira, serão realizados novos mergulhos exploratórios onde se dirige a correnteza do rio, ou seja, mais a jusante do local já varrido pelos mergulhadores. Até o momento, 14 pessoas já foram localizadas e identificadas e três pessoas permanecem desaparecidas.

Os trabalhos foram suspensos devido à necessidade de abertura das comportas da barragem da Usina Hidrelétrica de Estreito, para dar vazão ao volume do reservatório aumentado pelo regime de chuvas na região.

Em nota, a Marinha disse que a decisão de retomar as buscas com mergulho, ocorreu após o Consórcio Estreito Energia (CESTE) ter comunicado, na noite da última terça-feira (7), que poderia conter a vazão das águas da usina hidrelétrica por mais alguns dias, viabilizando janelas de mergulho.

“Essa situação deverá ser reavaliada a cada novo período. Na quarta-feira (8), a MB precisou deslocar a Base Avançada de Mergulho para uma área mais elevada em relação à sua posição original, uma vez que o local em que aquela se encontrava corria risco de alagamento devido ao aumento da vazão das águas da usina fora das janelas de mergulho”, diz a nota.

As pessoas que permanecem desaparecidas após o colapso da ponte são: Salmon Alves Santos, de 65 anos e Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos, avô e neto, respectivamente, e Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos.

A Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Maranhão e Tocantins pela BR-226, desabou no fim da tarde do dia 22 de dezembro de 2024. Na ocasião, três veículos de passeio, três motocicletas e quatro caminhões que trafegavam na ponte caíram no rio, com 18 pessoas, ao todo. A operação de busca e resgate teve início ainda no mesmo dia com o uso de embarcações.

No dia 23 de dezembro, iniciou a atuação de uma equipe de 64 mergulhadores especializados, composta por militares da Marinha do Brasil, Corpos de Bombeiros dos estados do Maranhão, Tocantins, Pará, São Paulo e Distrito Federal. Também foram empregados drones subaquáticos e aéreos, além de outros equipamentos especializados como o uso de uma câmara hiperbárica, para garantir a segurança dos profissionais mergulhadores.

Substâncias tóxicas

Dentre os caminhões que caíram no Rio Tocantins com o colapso da ponte, dois transportavam ácido sulfúrico e um carregava os agrotóxicos: Carnadine, PIQUE 240SL e Tractor.

Após o acidente, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), realizaram uma análise emergencial da qualidade da água do rio. Os resultados das amostras coletadas entre 24 e 29 de dezembro de 2024, mostraram que não foram encontrados indícios de contaminação da água pelos agrotóxicos.

O Ibama ressaltou, porém, que, “enquanto o material químico estiver depositado no Rio Tocantins, persiste o risco de eventual rompimento dos recipientes e consequente contaminação da água, com possíveis impactos sobre o meio ambiente e usos múltiplos, incluindo abastecimento público de comunidades ribeirinhas e cidades ao longo do rio”.

O Ibama disse que acionou as três empresas transportadoras, responsáveis pelos veículos com as cargas perigosas, para auxiliarem “as instituições públicas envolvidas no atendimento ao desastre com a elaboração de Planos de Atendimento à Emergência (PAEs) para atuação e resposta quanto aos caminhões que estão no fundo do rio.”

Na terça-feira, o órgão informou que acompanhou o trabalho dos mergulhadores profissionais, contratados pela empresa Sumitomo, responsável pelo caminhão com agrotóxicos, para verificar o posicionamento do veículo e das bombonas com agrotóxicos que se encontram no fundo do Rio Tocantins.

Fonte: Agência Brasil

AGU promete agir contra mudanças da Meta que violem leis brasileiras

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A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, em nota, que o Brasil não é “terra sem lei” e que irá agir contra as mudanças na política de moderação de conteúdo das redes sociais da Meta – o que inclui Facebook e Instagram – a partir do momento que elas afetem à democracia ou violem as leis brasileiras.

A manifestação do ministro da AGU, Jorge Messias, destacou que a decisão da Meta vai aumentar a desinformação nas redes sociais que, segundo ele, já enfrentam problemas com fake news e discursos de ódio.

“Nosso país não é terra sem lei. Não vamos ficar de braços cruzados em relação a ataques à democracia e às garantias previstas na nossa legislação. Não é possível entender que liberdade de expressão é passe livre para disseminação, no ambiente virtual, de informações deliberadamente falsas que, na prática, são as que impedem as pessoas de exercer livremente seus direitos fundamentais”, comentou o ministro da AGU, órgão do Poder Executivo responsável por representar a União no âmbito judiciário e extrajudiciário.

Para proteger diversos grupos, a legislação brasileira traz uma série de restrições a discursos públicos. A lei proíbe, por exemplo, a defesa do racismo ou do nazismo, os ataques à ordem democrática atual, ou ofensas de teor discriminatório contra grupos por suas características de raça, cor, sexo, religião, orientação sexual ou origem.

Para o ministro Messias, as mudanças anunciadas pela gigante da tecnologia reforçam a necessidade de uma regulação das redes sociais no Brasil e no mundo e lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem dois recursos com repercussão geral sobre o tema em julgamento.

O STF analisa a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. Suspenso no ano passado, o julgamento deve ser retomado neste ano. 

Entenda

Citando suposta censura nas redes sociais, a Meta – companhia que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – anunciou nesta terça-feira (7) que vai se aliar ao governo do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para pressionar países que buscam regular o ambiente digital

Além disso, a big tech anunciou mudanças na sua política de moderação de conteúdos, entre eles o fim do programa de checagem de fatos que verifica a veracidade de informações que circulam nas redes; o fim de restrições para assuntos como migração e gênero; e a promoção de conteúdo cívico, entendido como informações com teor político-ideológico; e a exclusão apenas de conteúdos considerados como violações graves.

As alterações foram alvo de um questionamento do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF/SP), que deu 60 dias úteis para o escritório da empresa no Brasil explicar as mudanças. 

Nos Estados Unidos (EUA), a Meta já alterou sua política sobre discurso de ódio, passando a autorizar insultos de caráter homofóbico, transfóbico, xenófobo ou mesmo misógino, considerando o contexto de fim de relacionamentos. A Meta também passou a permitir associar a homossexualidade ou transsexualidade a doenças mentais

Ao comentar as mudanças na plataforma, o diretor de assuntos globais da Meta, Joel Kaplan, sustentou que as regras estavam muito restritivas e que o objetivo é se livrar de restrições sobre imigração, identidade de gênero e gênero.

“Não é certo que as coisas possam ser ditas na TV ou no plenário do Congresso, mas não em nossas plataformas. Essas mudanças de política podem levar algumas semanas para serem totalmente implementadas”, justificou Kaplan.

Fonte: Agência Brasil

Riacho Fundo II recebe o projeto Cidade das Crianças em fevereiro

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09/01/2025 às 12:02, atualizado em 09/01/2025 às 12:12

Iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania visa proporcionar um dia de recreação para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social da região administrativa

Por Agência Brasília* | Edição: Ígor Silveira

Com o intuito de proporcionar um evento recreativo para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social do Riacho Fundo II, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com o Instituto Começar de Novo, vai realizar no próximo mês de fevereiro o projeto Cidade das Crianças. A ação proporcionará um dia especial de lazer, com oficinas, brincadeiras e atividades recreativas para 400 crianças, adolescentes, e seus familiares. O termo de fomento de execução do projeto foi publicado na edição do dia 7 do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

O Cidade das Crianças está previsto para o próximo dia 8 de fevereiro, das 12h às 17h45, na Quadra de Esportes da QN 14 D, Riacho Fundo Dois. Durante o evento, pais e responsáveis terão a oportunidade de participar de conversas sobre temas relacionados à proteção das crianças e adolescentes, com destaque para a importância da união familiar, conscientização sobre o uso seguro da internet, a importância do conselho tutelar, palestras sobre bullying, cyberbullying, combate ao abuso e exploração sexual infantil.

De acordo com a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, esse projeto reafirma o compromisso da pasta em promover ações voltadas à inclusão social e ao bem-estar de crianças e adolescentes. “A ação também busca fortalecer os laços comunitários e proporcionar momentos de alegria e convivência familiar, considerando que a infância é uma fase crucial para o desenvolvimento humano”, afirma a titular da pasta.

Os recursos para a execução do projeto, que totalizam o valor de R$ 190 mil, são oriundos de uma emenda parlamentar da deputada Paula Belmonte.

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)

Fonte: Agência Brasília

Saúde realiza mais de 338 mil cirurgias eletivas em dois anos

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Ações do Governo de Goiás ampliaram e agilizaram o acesso da população às cirurgias eletivas nas unidades estaduais de saúde (Fotos: Iron Braz)

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), investiu R$ 4,69 bilhões e realizou 338.883 mil cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro de 2023 e novembro de 2024. Nesse período, foi identificada e organizada a fila única de cirurgias eletivas, que era de 125.894 procedimentos em dezembro de 2022.

De forma inédita no país, o Estado adotou uma série de medidas, incluindo: adoção de fila única, organização das listas de espera, busca ativa de pacientes por disparo de mensagens de texto e parcerias com a rede conveniada. Com isso, a fila de 2022 foi zerada e novos pacientes foram atendidos.

No final de 2023, somente nas unidades da rede própria, eram 63.856 pacientes na espera. Entre janeiro e setembro de 2024 foram incluídas 56.983 novas solicitações, totalizando 120.839 pacientes. Nesse período, foram executadas 104.018 cirurgias, restando na fila 16.821 pacientes.

O total, somando as novas entradas e também os registros dos municípios, resultou em 50.029 mil pacientes aguardando pelo procedimento em dezembro de 2024.

Gestão inovadora

Saúde realiza mais de 338 mil cirurgias eletivas em dois anosSaúde realiza mais de 338 mil cirurgias eletivas em dois anos
Governo Caiado mobilizou gestores e profissionais de saúde para reduzir filas (Foto: Iron Braz)

O secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, reforça que atender com agilidade a população é uma prioridade. Ele atribui o avanço na área à decisão do governador Ronaldo Caiado de mobilizar gestores e profissionais de saúde na execução do Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF).

Além disso, a estruturação do Sistema Estadual de Regulação de Cirurgias Eletivas (Regnet), escolhido pelo Ministério da Saúde (MS) como projeto-piloto, foi fundamental para alcançar esse resultado.

Desde o lançamento do PNRF pelo governo federal, em 2023, o Estado de Goiás firmou parcerias com hospitais privados e expandiu o programa para 40 municípios goianos. Por meio do Regnet, a SES-GO unificou as filas de espera municipais, permitindo o registro detalhado de pacientes e a regulação digital e em tempo real diretamente nos hospitais.

“O sistema Regnet permitiu um gerenciamento eficiente das filas de cirurgias eletivas, possibilitando a identificação e priorização de pacientes em todos os 246 municípios goianos. Essa inovação foi amplamente elogiada pelo Ministério da Saúde”, destacou o secretário Rasível Santos.

Ele também ressaltou a parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), que facilitou a implementação do sistema.

Investimento

Para viabilizar os procedimentos, o Governo de Goiás aplicou um volume de R$ 4,6 bilhões em recursos do Tesouro Estadual para a realização de cirurgias em unidades próprias e conveniadas. O governo federal destinou R$ 60,8 milhões ao programa em Goiás, no mesmo período.

Para 2025, com a implantação do Saúde Integrada de Goiás (Sigo), novo sistema de regulação adquirido pelo Governo de Goiás e disponibilizado aos 246 municípios, a expectativa é ofertar ainda mais eficiência ao processo regulatório e agilizar os procedimentos.

“A transparência é outro ganho com o Sigo, pois pelo site da SES é possível consultar o painel e acompanhar a posição na ordem de espera”, acrescenta Lorena Mota, superintendente de Regulação e Acesso à Saúde da SES-GO.

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Fonte: Portal Goiás

Governo lança edital para apoiar e-comércio em três regiões

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A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançaram um edital para fomentar o comércio eletrônico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No total, serão destinados R$ 4,92 milhões para nove projetos selecionados.

Na primeira fase do processo seletivo serão selecionados 20 projetos, um para cada unidade da federação das regiões contempladas pelo edital. Na segunda etapa, nove projetos serão escolhidos para receber apoio financeiro, no valor de R$ 380 mil cada. Desses, três irão prosseguir para a fase de escala, por mais um ano, contando com acompanhamento técnico e apoio da ABDI, em parceria com o MDIC, e recebendo recursos no valor de R$ 500 mil.

O edital E-commerce.BR vai premiar soluções inovadoras que ajudem as micro, pequenas e médias empresas do país a superar obstáculos de logística, capacitação digital e comunicação online.

As inscrições vão até 17 de fevereiro deste ano e podem ser feitas por Redes de Inovação compostas por, no mínimo, três instituições públicas ou privadas de nível estadual, distrital ou municipal, que atuem em apoio a micro, pequenas ou médias empresas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

De acordo com dados do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional, do MDIC, o comércio eletrônico no Brasil movimentou R$ 196,1 bilhões em 2023, um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. No entanto, a concentração das vendas online ainda é grande: o Sudeste responde por 73,5% das transações, em contraste com Nordeste (7%), Centro-oeste (3%) e Norte (1,3%).

Fonte: Agência Brasil

Projeto quer suspender salário de militares da ditadura

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A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) apresentou um projeto de lei que pede a suspensão da remuneração de militares denunciados por violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade praticados no período da ditadura civil-militar instaurada com o golpe de 1964.

Segundo o texto, protocolado nesta terça-feira (7), na Câmara dos Deputados, a suspensão de remuneração e proventos será mantida até que haja decisão definitiva do processo judicial. No intervalo da tramitação, o militar não terá direito a receber nenhum tipo de subsídio, adicional ou gratificação relacionados ao seu cargo ou função pública.

O projeto também destaca que, antes de que a suspensão seja executada, o militar será devidamente notificado e que, conforme asseguram a Constituição Federal e a legislação brasileira, terá direito ao contraditório e à sua própria defesa perante a Justiça. A interrupção do pagamento da remuneração e proventos pode ser cancelada, caso haja elementos suficientes que provem sua inocência quanto aos crimes imputados ao militar.

A proposta da parlamentar prevê que em caso de absolvição definitiva, transitada em julgado, ou seja, quando a sentença judicial é de absolvição do acusado e foram esgotados todos os recursos possíveis, o militar terá direito ao pagamento retroativo dos valores suspensos, devidamente corrigidos pela inflação.

No documento protocolado, a parlamentar menciona que a proposta tem como respaldo o Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/80), em que são descritos tanto os direitos como deveres dos membros das Forças Armadas.

Fernanda Melchionna (foto) diz que o Brasil deve honrar os compromissos que sela com a comunidade internacional, no que diz respeito à salvaguarda dos direitos humanos e ao combate à impunidade.

“O caso de Rubens Paiva, ex-deputado torturado e morto em 1971, ilustra a relevância da medida. Ele nunca mais foi visto após ser levado para prestar depoimento em 1971, período da ditadura militar, podendo ser considerado um caso de desaparição forçada. Apesar das graves acusações e do reconhecimento formal das violações, militares denunciados pelo crime, como o general José Antônio Nogueira Belham, continuam recebendo remunerações públicas, mesmo diante de fortes evidências de seu envolvimento neste crime de lesa humanidade”, exemplifica.

Rubens Paiva teve sua história recontada no filme Ainda estou aqui. O longa-metragem foi dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres, que venceu o Globo de Ouro no último domingo (5), e Selton Mello, que interpreta Rubens Paiva.

A deputada disse ainda que apresentou o projeto após as notícias dos valores pagos aos militares denunciados no assassinato de Rubens Paiva. “Recentemente, veio à tona a realidade que o Brasil paga R$ 140 mil por mês aos militares denunciados pelo assassinato de Rubens Paiva. Isso é uma vergonha. Esse privilégio tem que acabar”, afirmou à Agência Brasil.

A proposta também ‘incorpora o reconhecimento de violações documentadas por decisões da Comissão Nacional da Verdade, criada pela Lei nº 12.528/2011, que investigou e reconheceu graves violações de direitos humanos ocorridas no Brasil, especialmente durante o regime militar. Conferir a importância merecida e validar as recomendações da Comissão da Verdade em relação aos militares que atuaram durante o período da Ditadura Militar e praticaram crimes contra os direitos humanos e crimes contra a humanidade reforça o dever do Estado de agir em conformidade com o Direito Internacional e com os princípios de verdade e reparação”.

Fonte: Agência Brasil