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Comoção marca despedida de policial do DF que faleceu em salvamento de vítimas em incêndio em Maceió 

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Familiares e amigos se despediram, neste sábado (18), do sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Adriano Damásio Lopes, 44, vítima de um incêndio ocorrido em um hotel em Maceió (Alagoas). O corpo foi levado até o Cemitério de Brazlândia em cortejo do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), por volta das 14h. O sepultamento ocorreu às 16h30, marcado por uma chuva de pétalas sobre o túmulo, em homenagem feita pela aeronave Fênix, do Batalhão de Operação Aviação (BAvOp).

“Ele era uma pessoa excepcional, policial exemplar, extremamente dedicado ao serviço”

Major Marcos Henrique Gonçalves, colega de trabalho de Adriano

Adriano Damásio Lopes faleceu na madrugada da última quinta-feira (16) ao salvar vítimas de um incêndio no hotel onde estava hospedado com a família, no bairro Pajuçara, da capital alagoana. O militar estava de férias e, ao notar o incêndio, iniciou os salvamentos antes da chegada do Corpo de Bombeiros do estado. 

Ele foi encontrado inconsciente em um dos quartos; chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O corpo chegou a Brasília com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) em aeronave da PMDF, que também prestou assistência aos familiares do militar. 

Homenagem

“Adriano foi um herói e morreu como herói”, declarou a vice-governadora, Celina Leão, durante o velório. “Ele representa a nossa Polícia Militar, uma polícia realmente capaz de promover o seu papel, independentemente de onde esteja. Nós viemos aqui hoje prestar as últimas homenagens em nome do governo, do nosso governador também. Todo suporte será dado à família neste momento, que é de muita dor, muito difícil, mas nós temos que lembrá-lo, porque [Adriano] foi um grande herói.”

Como reconhecimento pelo profissionalismo, Adriano foi honrado com uma promoção post mortem e se tornará primeiro-sargento da corporação. O militar ingressou em 2003 e era lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran).

O major Marcos Henrique Gonçalves trabalhava com Adriano há oito anos e afirmou que ele se destacava pelo companheirismo e coragem. “Ele era uma pessoa excepcional, policial exemplar, extremamente dedicado ao serviço”, ressaltou. “Volta e meia eu brincava com ele que era final de semana, então a gente não tinha horário, perturbava ele para saber determinadas situações do serviço – mas ele, de pronto, me passava. Não apenas pela convivência como superior a ele, como chefe imediato, mas como amigo, é uma perda grande para todos”. 

Legado

Sobrinho do policial, o estudante Leonardo da Silva, 17, presenciou a bravura do tio em resgatar os hóspedes do hotel. “Foi um ato heroico, porque ele amava muito a profissão dele, gostava muito da família”, relatou. “Ele ter ficado para ajudar outras pessoas traz um sentimento muito bom, muito confortante”.

Prima da esposa de Adriano, a jornalista Bruna Fernandes, 26, agradeceu o apoio prestado pela corporação. “Recebemos a notícia na quinta de manhã e, desde então, estamos mobilizados para ajudar e dar o conforto necessário para a filhinha dele de nove anos”, disse. “Sentimos gratidão por toda a equipe, todo mundo que ajudou, desde a equipe do hotel até a equipe de Brasília, do batalhão dele, que fez de tudo para que o corpo chegasse aqui da melhor maneira. O Adriano sempre foi um cara superlegal, simpático, alto-astral, tratava a gente superbem. Muito respeitoso, sempre muito feliz, satisfeito com a profissão, então fica esse legado heroico, que será levado para sempre”.

18/01/2025 - Comoção marca despedida de policial do DF que faleceu em salvamento de vítimas em incêndio em Maceió

Fonte: Agência Brasília

Chuva diminui em Santa Catarina, mas chegada de frente fria preocupa

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Os impactos das fortes chuvas no litoral catarinense foram amenizados pela situação climática deste sábado (18), que é de sol em boa parte do território, segundo a Secretaria de Estado de Comunicação.

Apesar disso, há indicação de mais chuva no estado, no fim de semana. “A instabilidade volta a ganhar força, com pancadas de chuva, temporais isolados, raios, rajadas de vento e eventual granizo, especialmente nas regiões do litoral e áreas adjacentes.”

A chegada de uma frente fria é esperada para amanhã (19) e segunda-feira (20), acompanhada de temporais intensos. “O risco de danos estruturais por alagamentos, enxurradas, entre outros, é elevado”, informa nota publicada pelo governo.

Desabrigados

De acordo com a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil há cerca de 320 desabrigados, 995 desalojados. A pasta permanece com o monitoramento do clima e com assistência à população atingida.

“Até o momento, 13 municípios decretaram situação de emergência, devido aos alagamentos, deslizamentos e danos à infraestrutura. De acordo com a previsão da Defesa Civil, novos temporais devem atingir o Litoral no fim de semana”, diz a nota.

Municípios atingidos

As cidades que decretaram emergência são Camboriú, Tijucas, Biguaçu, Florianópolis, Porto Belo, Ilhota, Balneário Camboriú, São José, Palhoça, Governador Celso Ramos, Itapema, São Pedro de Alcântara e Gaspar. Segundo a secretaria, Biguaçu registrou um dos maiores volumes de precipitação, com 434,8 mm de chuva em 48 horas, seguido por Florianópolis (375,6 mm) e São José (357,1 mm)”, completou.

Moradores e comerciantes dos municípios atendidos estão recebendo ajuda humanitária por equipes da Defesa Civil. “Até o momento, Biguaçu, Camboriú, Itapema, Porto Belo, Tijucas e Balneário Camboriú já receberam apoio emergencial. Entre os itens distribuídos estão água potável, cestas básicas, kits de limpeza e higiene pessoal e colchões. Além disso, abrigos foram disponibilizados para a população desalojada.

Bombeiros

Ainda que a situação deste sábado tenha amenizado os impactos, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforçou o alerta da Defesa Civil sobre os riscos de deslizamentos na Grande Florianópolis e no litoral norte. O motivo é a saturação do solo, combinada com a previsão de novas chuvas nos próximos dias, o que eleva significativamente o risco de deslizamentos. Como o solo permanece encharcado e sem tempo suficiente para absorver e escoar a água, a corporação orienta a população de áreas de risco a permanecer em alerta.

A recomendação aos que vivem em encostas ou áreas já afetadas pelas chuvas é ficar atenta aos sinais de perigo, como trincas no solo ou movimentação de terra. Se houver qualquer indício de risco, é fundamental buscar imediatamente um local seguro.

Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) chamou atenção para os perigos de contato com a água contaminada em áreas que sofreram alagamentos, para evitar doenças.

Conforme o superintendente de vigilância em saúde da SES, Fábio Gaudenzi, períodos de chuvas intensas com alagamentos são associados ao aumento nos casos de leptospirose e doenças diarreicas, sendo necessário tomar medidas preventivas.

Os sintomas iniciais da leptospirose, doença grave causada pela bactéria presente na urina de animais contaminados – como ratos, por exemplo – são febre alta, dor de cabeça, mal-estar e dores intensas no corpo, especialmente nas panturrilhas. “Em casos mais graves, podem ocorrer icterícia, dificuldade respiratória e sangramentos, que podem levar a óbito”, Os sintomas podem aparecer até 40 dias após o contato com a água, lama ou esgoto.

“Neste período, as pessoas devem se automonitorar, desencadeando qualquer sintoma como febre, dor no corpo, cansaço, procure um serviço de saúde e avise que teve contato com essa água porque você pode desenvolver a leptospirose”, completou Fábio.

A pasta recomendou ainda que em caso de mordedura, a pessoa deve entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (Ciatox), pelo telefone 0800 643 5252. O serviço funciona 24h.

Fonte: Agência Brasil

Goiás Alerta e Solidário intensifica trabalho de resgate em meio às fortes chuvas

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Por meio da operação Goiás Alerta e Solidário equipes trabalham para amenizar impactos das tempestades e proporcionar segurança e assistência às populações em situação de risco (Fotos: Corpo de Bombeiros)

O Governo de Goiás intensifica os esforços para atender comunidades afetadas pelas fortes chuvas que têm atingido o Estado nas últimas semanas. Por meio da operação Goiás Alerta e Solidário, coordenada pelo programa Goiás Social, equipes trabalham para mitigar os impactos das tempestades, além de proporcionar segurança e assistência às populações em situação de risco.

“Nossa prioridade tem sido agir de forma integrada antes que a tragédia aconteça, garantindo mais segurança e dignidade às famílias goianas. Agora, com o aumento das chuvas em todo o Estado, estamos atuando de maneira intensiva com as nossas equipes mobilizadas e prontas para atender as ocorrências”, afirmou a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.

Com o aumento da frequência e da intensidade das chuvas nas últimas semanas, as equipes foram reforçadas para socorrer as localidades atingidas.

Suporte imediato

Em Planaltina, no Entorno do Distrito Federal, por exemplo, as chuvas alcançaram mais de 70% da média climatológica de janeiro em poucos dias, deixando cerca de 120 moradores desalojados, na última semana. As equipes do Goiás Alerta e Solidário chegaram à região logo após o alagamento e ofereceram o suporte imediato.

Goiás Alerta e Solidário intensifica resgates em meio às fortes chuvas no EstadoGoiás Alerta e Solidário intensifica resgates em meio às fortes chuvas no Estado
Governo do Estado entrega mais de 35 mil benefícios sociais durante primeira fase da operação (Fotos: Corpo de Bombeiros)

Goiás Alerta e Solidário

“A operação ofereceu pronta resposta. Retiramos as famílias, encaminhamos para abrigos e distribuímos cestas básicas e outros donativos. Além disso, já foi providenciado o decreto de Situação de Emergência e aguardamos apenas o reconhecimento pelo governo federal”, detalhou o comandante de Operações da Defesa Civil, Coronel Pedro Carlos Lira.

O secretário da Infraestrutura e presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, esteve na região na última quinta-feira (16/01) para avaliar a estrutura e as intervenções necessárias para conter a erosão provocada pelas chuvas.

Obras

“A Goinfra irá executar as obras de recomposição da galeria pluvial e de recuperação do aterro, que serão promovidas logo após o período chuvoso para solucionar de vez esse problema em Planaltina”, explicou.

“São obras grandes, com previsão de investimento acima de R$ 12 milhões e que dependem de um esforço conjunto do Estado e do município”, completou o secretário.

Goiás Alerta e Solidário intensifica resgates em meio às fortes chuvas no Estado - entrega de cesta básicaGoiás Alerta e Solidário intensifica resgates em meio às fortes chuvas no Estado - entrega de cesta básica
Entre as localidades atendidas estão 82 comunidades tradicionais e assentamentos rurais. No total, cerca de 20 mil famílias de mais de 70 municípios foram beneficiados (Fotos: Corpo de Bombeiros)

Primeira fase da operação

A primeira fase da operação Goiás Alerta e Solidário, iniciada em outubro e concluída em dezembro de 2024, entregou mais de 35 mil benefícios sociais em municípios identificados, pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), como áreas de alto risco devido às fortes chuvas que têm atingido o Estado.

Entre as localidades atendidas, estão 82 comunidades tradicionais e assentamentos rurais. No total, cerca de 20 mil famílias de mais de 70 municípios foram beneficiadas.

Além de Planaltina, a operação Goiás Alerta e Solidário registrou nos últimos meses intervenções consideráveis nos municípios de:

  • Goiânia,
  • Três Ranchos,
  • Itapuranga,
  • Cavalcante
  • e Catalão.

Entre as ocorrências, estão:

  • alagamentos,
  • resgates
  • e enchentes.

“A operação segue mobilizada em todo o Estado, reafirmando o compromisso do governo Ronaldo Caiado em agir de forma rápida e integrada para proteger a população do nosso Estado, sem deixar ninguém para trás”, finaliza Gracinha Caiado.

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Gabinete de Políticas Sociais (GPS) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

GDF concedeu R$ 10 milhões em créditos rurais a produtores e agricultores familiares

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A 45 quilômetros de distância da área central de Brasília, na região de Pipiripau (Planaltina), próximo à divisa entre a capital do país e o estado de Goiás, sonhos cultivados na terra ganham vida com apoio deste Governo do Distrito Federal (GDF). Para a agricultora familiar Catiúcia Rodrigues Neres Cazuza, de 41 anos, esse incentivo veio por meio da concessão de crédito rural, que, obtido pelo programa Prospera, lhe permitiu concretizar um sonho seu e de sua família.

“Minha mãe sempre quis que eu plantasse bananas aqui na chácara, mas me faltava o dinheiro para fazer esse investimento. Com o crédito rural, eu consegui transformar essa ideia dela em realidade; hoje, minha produção é motivo de orgulho para a nossa família”, conta a agricultora, que reside na comunidade rural Roseli Nunes.

Destinado a atender necessidades financeiras de pequenos empreendedores urbanos e rurais, o Prospera é apenas um dos mecanismos de concessão de créditos a produtores disponibilizados por este GDF. Em 2024, a iniciativa concedeu R$ 1,2 milhão em incentivo financeiro aos agricultores da capital do país.

Além do Prospera, programas de crédito como o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), Pronaf e Pronamp também fortaleceram o campo no Distrito Federal no ano passado. Ao todo, foram quase R$ 10 milhões de recursos direcionados para o impulsionamento da produção agrícola brasiliense, viabilizando projetos que melhoraram a infraestrutura, ampliaram áreas de cultivo e fomentaram a geração de renda para os produtores locais.

“Além de acompanhar o processo de liberação do crédito, auxiliamos na aplicação correta para garantir que o investimento resulte em ganhos significativos e sustentáveis”

Geraldo Magela Gontijo, extensionista rural

“A maioria dos pequenos produtores e agricultores familiares entra descapitalizada, e qualquer recurso faz uma enorme diferença. Além de acompanhar o processo de liberação do crédito, auxiliamos na aplicação correta para garantir que o investimento resulte em ganhos significativos e sustentáveis”, explica o extensionista rural Geraldo Magela Gontijo, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).

Parceira do produtor

Foi justamente o acompanhamento da Emater-DF de todos os processos de obtenção de crédito que viabilizou o investimento necessário para que o produtor rural Assis do Rosário Nogueira, 50, desse início à plantação de goiabas. Morador do Assentamento Oziel Alves III, em Planaltina, o agricultor ostenta com orgulho o posto de pioneiro no cultivo das frutas na região.

“Sem o crédito, seria impossível crescer. A assistência técnica da Emater foi fundamental para organizar meu projeto e me guiar nesse processo. Hoje, vivo da goiaba e estou ampliando minha área de cultivo”, comemora Assis.

Assis relata que, além de ajudar a dar o pontapé inicial na plantação, o crédito do FDR também viabilizou a aquisição de uma camionete nova, um investimento essencial para atender às demandas do Programa de Alimentação Escolar do DF e da grande rede de supermercados – hoje, os principais clientes do produtor.

Como participar

O produtor rural interessado em obter linhas de crédito com a devida assistência técnica da Emater-DF deve procurar o escritório da empresa responsável por sua região, portando os documentos pessoais e da propriedade. A iniciativa está disponível tanto para pessoas físicas quanto jurídicas com atividades rurais no DF, desde que devidamente cadastradas.

A empresa auxilia os agricultores na elaboração de carta de limite de crédito, assistência à implantação de projetos, elaboração de projetos, supervisão da aplicação do recurso e orientação aos empreendedores e organizações em gestão e estratégias de negócios.

18/01/2025 - GDF concedeu R$ 10 milhões em créditos rurais a produtores e agricultores familiares

Fonte: Agência Brasília

Saiba como redes de ensino que proíbem celulares aplicam as regras

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Após a aprovação pelo Congresso Nacional, a lei que proíbe o uso dos celulares nas escolas públicas e privadas, tanto nas salas de aula quanto no recreio e nos intervalos, foi sancionada esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os aparelhos seguem sendo permitidos para o uso pedagógico, ou seja, quando autorizado pelos professores como instrumento para a aula.

As regras não são novidade para a cidade do Rio de Janeiro, que desde agosto de 2023 um decreto proíbe o uso dos aparelhos nas escolas. Também não é novidade no Ceará, que desde 2008 tem legislação que restringe o uso do aparelho em salas de aula. 

A Agência Brasil conversou com representantes da respectivas secretarias de Educação para saber como tem sido a aplicação das regras nas redes de ensino.

No Rio de Janeiro, segundo o secretário de Educação do município, Renan Ferreirinha, a proibição do uso dos aparelhos já mostra resultados nas escolas. “Tem uma percepção dos diretores dizendo para a gente como os recreios voltaram a ficar mais barulhentos, como voltaram a ter mais pegada de escola. O que se estava observando era que os recreios estavam ficando com as crianças isoladas nas suas próprias telas sem ter uma interação uns com os outros. Isso é muito sério. A gente voltou a ter essa maior interação na hora do recreio”, disse.


Rio de Janeiro (RJ) 18/01/2025 - Renan Ferreirinha, redes de ensino que já proíbem celulares compartilham experiências
Foto: PSD/Brasília/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ) 18/01/2025 - Renan Ferreirinha, redes de ensino que já proíbem celulares compartilham experiências
Foto: PSD/Brasília/Divulgação

O secretário explica que as escolas têm autonomia para definir a melhor maneira para colocar as medidas em prática. “Ou [o estudante] chega na escola e guarda o celular na sua mochila, o que tem funcionado super bem através de um processo de conscientização, de um processo muito forte de diálogo também com toda a comunidade escolar. Ou algumas escolas também recolhem os celulares e devolvem depois. A gente apoia essas medidas, mas isso varia do que cada escola consegue fazer dentro do seu combinado”.

Em relação às sanções a quem descumpre a regra, Ferreirinha diz que as escolas contam com instrumentos e protocolos. “Imagina um aluno que está falando na sala de aula, que não para quieto, ou outro que está dormindo, o que você faz? O professor não chama atenção? Se for de novo, adverte o aluno, se for pela terceira vez, manda para a direção escolar. A direção escolar chama o responsável. Na verdade, as escolas estão muito mais preparadas para lidar com essas situações do que a gente imagina. O que a gente precisa é de um grande combinado social, que diga que isso aqui não pode acontecer e que dê o respaldo para as escolas poderem implementar e chamar as famílias para nos apoiarem nisso”.

Ferreirinha, que como deputado federal foi relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados do projeto de lei que originou a lei sancionada esta semana, explica que a intenção não é afastar a tecnologia da escola, mas estimular que ela seja usada para fins de aprendizagem.

“A gente acha que a tecnologia pode ter um papel fundamental na educação. Agora, ela tem que ser usada de forma consciente e responsável. Tem que ter hora para tudo, porque senão, em vez de ser uma aliada, ela passa a ser uma inimiga do processo educacional”, defende. 

“O que a gente não pode achar normal é o aluno estar com o seu celular no meio da aula, usando, vendo um videozinho no Tik Tok, jogando o jogo do tigrinho, enquanto o professor está tentando dar aula. Isso não pode ser considerado normal”, acrescenta.

Ferreirinha ressalta que a nova lei “coloca o Brasil no grupo seleto dos países que já conseguiram ter legislações nacionais e enfrentam esse desafio”. 

A França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Itália e Holanda já têm legislações que restringem o uso de celular em escolas. “Esse é um assunto que começa e tem o protagonismo da educação pública, demonstrando que dá para ter educação pública na vanguarda, de qualidade”, elogia.

Lei antiga

No Ceará, a Lei 14.146, de 2008, proíbe tanto a utilização de celulares nas escolas durante os horários de aulas quanto de aparelhos já ultrapassados, como walkman, discman, MP3 player, MP4 player, iPod, bip, pager.

De acordo com a secretária executiva do Ensino Médio e Profissional da Secretaria de Educação do Estado do Ceará, Jucineide Fernandes, nem todas as escolas conseguiram cumprir a medida, “que acabou sendo deixada de lado”.

Após o decreto do Rio de Janeiro, em 2024, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) recomendou que a lei fosse cumprida, que escolas públicas e particulares orientassem os diretores das unidades de ensino para impedir o uso de aparelhos celulares e outros equipamentos semelhantes durante as aulas.


Rio de Janeiro (RJ) 18/01/2025 - Jucineide Fernandes, redes de ensino que já proíbem celulares compartilham experiências
Foto: Seduc/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ) 18/01/2025 - Jucineide Fernandes, redes de ensino que já proíbem celulares compartilham experiências
Foto: Seduc/Divulgação

“Nós enviamos, então, uma recomendação às escolas para que proibissem o uso do celular em sala de aula”, disse Jucineide Fernandes. E após a sanção da nova lei federal esta semana, ela disse que foi enviada uma nova orientação aos centros de ensino. “Agora orientando que se convoque a comunidade escolar para a mudança no regimento da escola, e que essa proibição seja acompanhada pela escola dentro das normas de seu regimento e que também se pense como vai se usar nos momentos de uso pedagógico esses recursos porque, na nossa rede, a gente distribui tablets e chips para os estudantes”.

Também no Ceará, cabe às escolas definir a melhor maneira de implementar as medidas. Caixas para guardar celulares e perda de pontos em avaliações são algumas das estratégias usadas para que estudantes não se distraiam nas salas de aula com os celulares.

Segundo a secretária, para que a nova lei não acabe sendo descumprida como ocorreu com a antiga, é preciso um acompanhamento de perto por parte da secretaria e também que seja feita uma conscientização, como está previsto na nova lei. “Precisamos pensar não só na proibição, mas também no que a própria lei prevê, como palestras, orientações, pensar na questão da desinformação, da cultura digital, que inclusive faz parte do nosso currículo das escolas do tempo integral”, explica.

Para Jucineide Fernandes, a proibição do uso dos celulares na escola, exceto para fins pedagógicos, é uma medida importante. “O uso de telas está muito generalizado, inclusive por nós, adultos. A gente acha que a proibição é importante para o aluno se concentrar mais, para que o estudante possa também socializar com os demais, conversar. Então, a gente acredita que a proibição vai trazer mesmo maior atenção, foco aos estudantes no período das aulas”, defende.

Desafios de estrutura

A nova lei recebeu elogios, mas também foram levantados desafios enfrentados nas escolas que podem dificultar com que seja colocada em prática.

No Rio de Janeiro, quem já lida com a questão explica as dificuldades enfrentadas ao longo do último ano.


Rio de Janeiro (RJ) 18/01/2025 - Professor Diogo de Andrade, redes de ensino que já proíbem celulares compartilham experiências
Foto: Diogo de Andrade/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ) 18/01/2025 - Professor Diogo de Andrade, redes de ensino que já proíbem celulares compartilham experiências
Foto: Diogo de Andrade/Arquivo pessoal

Segundo o coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe), Diogo de Andrade, também professor da rede municipal, a implementação esbarra também nas condições encontradas nas escolas, onde muitas vezes falta estrutura e os professores precisam lidar com turmas lotadas.

“Os desafios são, principalmente, a estrutura para você garantir que os alunos não usarão o celular em sala de aula. Isso significa que não adianta nós termos uma lei que proíba o uso do telefone, se nós tivermos salas de aula lotadas em que o professor não consegue ter acesso ao que está acontecendo, por exemplo, no fundo da sala de aula. Então, quanto mais alunos por turma, menor é a capacidade de o professor verificar se a lei está sendo cumprida”, alerta.

Para ele, o esforço para o cumprimento da lei deve envolver toda a estrutura educacional, desde a Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria Estadual de Educação, às escolas.

“A minha prática é avisar sempre no início da aula que não pode usar o celular. E aqueles alunos que insistem em fazê-lo, a gente encaminha para a coordenação pedagógica, a gente encaminha para a direção, para que seja registrado, para que os pais sejam chamados. Mas é muitas vezes um enxugar gelo, porque os adolescentes, e cada vez mais cedo as crianças chegam à escola já com uma situação de vício pelas redes sociais, vícios por jogos, até mesmo por apostas, por sites de apostas, que a atenção deles no aparelho, no virtual, a gente já percebe que eles não olham para frente, eles olham para baixo o tempo todo”.

Diogo de Andrade diz que agora, com a lei federal, as escolas terão mais um argumento para usar com os estudantes, mas defende que deve ser acompanhado de medidas efetivas para que a norma seja de fato implementada.

“Nós ainda temos uma dificuldade muito grande, que é, a partir do momento que a gente diz ‘você não pode usar o celular’, o profissional em sala de aula não se sente à vontade em pegar o celular do aluno, porque se o profissional pega o celular do aluno e aí o celular cai no chão e o aluno diz ‘o meu celular não estava com a tela trincada’. E aí? Quem paga por esse prejuízo? De maneira muito objetiva, falta estrutura ainda para que haja a garantia de que o celular não seja usado na sala de aula”, reforça.

A lei

A lei sancionada pelo presidente Lula restringe o uso do celular em sala de aula e nos intervalos, para fins pessoais, mas há exceções, como o uso para finalidade pedagógica, sob supervisão dos professores, ou em casos de pessoas que necessitem de apoio do aparelho para acessibilidade tecnológica ou por alguma necessidade de saúde. 

Um decreto presidencial, previsto para daqui a 30 dias, vai regulamentar a nova legislação, para que passe a valer já no início do ano letivo, em fevereiro.

Fonte: Agência Brasil

Interdição na Epig altera trânsito na saída do Parque da Cidade pela nova rotatória

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A partir das 20h de terça-feira (21), a alça de acesso da nova rotatória do Parque da Cidade, que leva ao Setor de Indústrias Gráficas (SIG), será interditada. A medida é necessária para a construção das fundações das passarelas subterrâneas de pedestres, que fazem parte do projeto do corredor de ônibus na Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig).

Com duração de aproximadamente três meses, a obra exige atenção dos motoristas. Quem precisar acessar o SIG deverá utilizar a alça de acesso à Epig localizada no viaduto Luiz Carlos Botelho Ferreira.

“As passarelas subterrâneas garantirão travessias seguras e organizadas, especialmente quando o corredor de ônibus estiver em pleno funcionamento”, ressalta o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro. “É uma obra que prioriza a vida e a mobilidade de todos os usuários da Epig.”

Durante o período de interdição, agentes de trânsito estarão no local para orientar os motoristas e minimizar os impactos no tráfego. A Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) pede compreensão à população pelos eventuais transtornos e reforça a importância das obras para a melhoria da infraestrutura e segurança viária. 

Fonte: Agência Brasília

Hospital Regional do Gama abre terceiro turno para atender pacientes de ortopedia

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O Hospital Regional do Gama (HRG) começou a realizar cirurgias ortopédicas em um terceiro turno. Os procedimentos durante a noite têm por objetivo reduzir a espera de pacientes internados. No primeiro final de semana da ação, que ocorreu no dia 9, foram operados 12 pacientes. A iniciativa segue neste final de semana, com previsão de continuar nas próximas.

 “Nosso objetivo é realizar cirurgias noturnas duas a três vezes por semana, priorizando pacientes que estão na fila há mais tempo”

Ruber Paulo de Oliveira Gomes, diretor do HRG

“Essa medida é fundamental para garantir que todos os pacientes recebam o cuidado necessário o mais rápido possível”,  avalia a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

“A colaboração entre nossas equipes tem sido essencial para o sucesso dessa iniciativa e para a melhoria contínua do serviço prestado à população, e essas ações não param por aqui: já estão em andamento em outros hospitais, como os da Região Leste [Paranoá], Ceilândia e Taguatinga”, anuncia a gestora.

O diretor do HRG, Ruber Paulo de Oliveira Gomes, lembra que a unidade é referência em ortopedia e trauma, recebendo pacientes de diversas regiões de saúde, incluindo o entorno sul do Distrito Federal. Isso torna essencial a ampliação dos procedimentos cirúrgicos.

“O hospital atende, em média, 400 pessoas por dia na ortopedia, muitas delas com traumas e fraturas expostas”, aponta. “Nosso objetivo é realizar cirurgias noturnas duas a três vezes por semana, priorizando pacientes que estão na fila há mais tempo.”

Rotatividade

O superintendente da Região de Saúde Sul (Gama e Santa Maria), Willy Pereira Filho, explica que a região está trabalhando para integrar as equipes de ortopedia, anestesia e outras áreas essenciais, como enfermagem, farmácia, à Central de Materiais Esterilizados (CME). “Também temos a cooperação da Gestão de Leitos e da Gerência de Emergência, garantindo que as cirurgias ocorram de forma eficiente e assim, podemos atender um maior número de pacientes”, pontua. 

A iniciativa já mostra resultados aumentando a rotatividade dos leitos e agilizando as altas hospitalares. De acordo com o diretor do HRG, Ruber Paulo de Oliveira Gomes, o novo turno permite atender de três a quatro pacientes por noite, complementando os procedimentos realizados durante o dia.

“Organizamos nossa equipe para incluir essas cirurgias no terceiro turno, reduzindo o número de pacientes internados e agilizando o atendimento”, detalha. Ao todo, o HRG conta com 29 médicos ortopedistas.

Madalena Martins, 59, uma das pacientes beneficiadas pelas cirurgias realizadas no período noturno, elogia o rápido atendimento: “Não demorei a ser atendida, e o acolhimento foi muito bom”. A aposentada, que caiu em casa e fraturou o braço, fez a cirurgia na noite desta sexta (17), quando foram registrados no hospital mais quatro procedimentos, entre esses dois de grande porte.


*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

Prejuízos com ações já podem ser indicados à calculadora da Receita

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Lançada no fim do ano passado, a calculadora ReVar, programa da Receita Federal e da B3 que auxilia a apuração do Imposto de Renda sobre renda variável, está recebendo as indicações de prejuízos com ações, fundos imobiliários e fundos agrícolas. O procedimento ajuda a reduzir o Imposto de Renda a ser pago por quem lucra na bolsa de valores.

As indicações começaram no último dia 10 e referem-se à situação do investidor em 31 de dezembro. A partir de agora, todos os meses, os investidores deverão indicar a situação dos investimentos em ações, fundos imobiliários e fundos agrícolas no fim do mês anterior para que o ReVar calcule automaticamente o Imposto de Renda a ser pago até o último dia do mês corrente.

Além dos prejuízos acumulados, o investidor deve informar o preço médio das ações, dos fundos imobiliários e dos fundos agrícolas em seu nome no fim do mês anterior. A cada mês, a B3 repassará à Receita Federal os ativos do investidor que autorizou o compartilhamento de dados entre a bolsa de valores brasileira e o Fisco.

A informação dos prejuízos acumulados no mercado de renda variável é importante porque as perdas podem ser usadas para abater o pagamento de Imposto de Renda. Pelas regras atuais, o IR só é cobrado sobre o lucro na venda de investimentos em renda variável, com alíquota de 15% quando a venda ocorre em dia diferente da compra e de 20% nas operações de day-trade, quando o investidor compra e vende todos os dias para embolsar o lucro.

Isenção

O Imposto de Renda sobre os investimentos em renda variável é cobrado apenas nas vendas acima de R$ 20 mil por mês. Abaixo desse teto, os lucros são isentos de IR, e os prejuízos podem ser usados para abater o imposto em meses posteriores.

Se o investidor vendeu R$ 20 mil de ações em um mês (somadas todas as vendas) e lucrou R$ 5 mil, não precisará recolher Imposto de Renda sobre essa operação. Isso porque as vendas no período não superaram os R$ 20 mil. No entanto, se vendeu R$ 11 mil num dia e R$ 10 mil em outro, com lucro da R$ 500 e R$ 300, respectivamente, terá de pagar Imposto de Renda, mesmo o lucro sendo menor que no primeiro caso.

Pela legislação, o IR de ganho de capital em renda variável deve ser pago até o fim do mês seguinte à venda. Dessa forma, a calculadora ReVar fará os cálculos a partir do 10º dia de cada mês baseada na situação do fim do mês anterior.

Apuração automática

A calculadora está disponível no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC). Com base nas informações das corretoras, a nova ferramenta vai carregar os dados das operações realizadas pelos investidores diretamente da B3 para apurar os ganhos ou prejuízos líquidos decorrente das operações. Caso haja lucro e cobrança de imposto sem retenção na fonte, o ReVar calculará o imposto devido com geração do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para o pagamento.

A consulta é realizada mediante autorização prévia do investidor. O aplicador precisará apenas entrar na Área do Investidor da B3 e autorizar que os dados sejam compartilhados com a Receita, em linha com todas as recomendações da Lei Geral de Processamento de Dados. O cálculo e a geração do Darf serão feitos diretamente no e-CAC.

Além de ações e fundos imobiliários, a calculadora poderá ser usada para calcular impostos sobre ganhos com Fundos de Agronegócio (Fiagros), Fundos ETF, que replicam uma cesta de investimentos na bolsa como se fosse uma ação, e sobre os BDR, certificados que representam ações emitidas por empresas estrangeiras negociados no pregão da B3.

Melhorias

Segundo a Receita e a B3, a calculadora deverá beneficiar cerca de 4 milhões de investidores brasileiros. Gradualmente, outras facilidades serão implementadas, como o cálculo de grupamento de ações, o pagamento de proventos e outros eventos corporativos.

Outra melhoria prevista, mas ainda sem data para entrar em vigor, é o lançamento automático dos dados da calculadora na declaração pré-preenchida de Imposto de Renda. A Receita e a B3 também desenvolvem um recurso para que a ferramenta seja usada pelos investidores que operam no mercado futuro.

Passo a passo

•     1º passo: O investidor deverá acessar o ReVar na Área do Investidor da B3 e realizar a autorização do compartilhamento de dados. (Serviços >> Calculadora de IR >> ReVar – Receita Federal).

•     2º passo: O investidor será enviado para a próxima etapa, que ocorre no portal e-Cac da Receita Federal. (Declarações e Demonstrativos >> Apurar Imposto sobre a Renda Variável).

Nessa fase, o investidor deverá informar o preço médio dos ativos de sua carteira e informar prejuízos acumulados (caso exista).

•     3º passo: Após a conclusão da posição inicial, o sistema passa a apresentar o menu completo com as guias: Início, Posição Inicial, Resolução de Pendências, Eventos, Estoque e Extrato de Operações.

A cada mês, é apresentado um resumo do resultado das operações, informando se há ou não imposto a ser recolhido.

Os impostos inferiores a R$ 10 serão somados aos próximos meses até completar esse valor mínimo para geração de Darf.

•     4º passo: Assim que o investidor clicar no botão “Gerar Darf”, o sistema abrirá uma nova guia no navegador com o documento para pagamento, com código de barras e com código QR para pagamento via Pix.

A Receita Federal oferece um manual completo de utilização da calculadora.

Fonte: Agência Brasil

Com apoio do GDF, projeto Virada de Palco oferece curso técnico gratuito para formação de roadies

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Interessados em se profissionalizar na área técnica de eventos musicais têm uma boa oportunidade. É que estão abertas as inscrições para a segunda edição do Virada de Palco, que oferecerá um curso técnico de formação de roadies. Gratuitas, as aulas ocorrerão entre os dias 27 e 31 deste mês. Os interessados deverão preencher um formulário disponibilizado pelo projeto.

Segundo a organização do evento, a inscrição não garante a vaga automaticamente, uma vez que a seleção será feita conforme a capacidade máxima de 15 alunos por turma. Mulheres e pessoas com deficiência terão prioridade.

A iniciativa conta com o apoio do Governo do Distrito Federal, que investe R$ 100 mil no projeto com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). O Virada de Palco tem como objetivo capacitar indivíduos interessados em se tornarem profissionais qualificados no ramo de assistentes de palco, também conhecidos como roadies.

O evento será realizado de forma presencial em duas regiões administrativas do DF. Em Ceilândia, as aulas acontecem no Jovem de Expressão, no período da manhã, das 9h às 12h. Já no Recanto das Emas, os encontros, que terão o Instituto Federal de Brasília (IFB) como sede, serão de tarde, das 14h às 18h. Para os alunos da turma do Recanto, será disponibilizado transporte gratuito com saída e retorno na Rodoviária do Plano Piloto.

Durante cinco dias, serão abordados conceitos e práticas necessárias para desempenhar o papel de roadie com excelência. O conteúdo das aulas vai desde a definição da função, até o uso de equipamentos e ferramentas, manuseio de instrumentos musicais e práticas no palco. Com duração de 20h por turma, os alunos receberão um certificado ao término da formação.

Cenário no DF

Para Severino Ramos, conhecido como Raminho, instrutor do curso e roadie com mais de 20 anos de experiência no cenário nacional, a iniciativa é uma oportunidade de preparar novos profissionais para uma área que cresce no Distrito Federal.

É uma profissão que vem crescendo bastante e há uma necessidade dessa capacitação para o mercado da área. Brasília não é diferente de outros eixos nacionais e possui um futuro promissor, com um cenário de artistas solo e bandas muito grande. É sempre gratificante formar profissionais para ocupar essas lacunas, ressaltou Raminho.

Profissional da área, Thainara Caroline, conhecida como Kirynera, participou da primeira edição do curso, realizada em 2024. Segundo ela, a formação foi uma oportunidade valiosa para aprender e aprimorar as habilidades. Ela já atuou como roadie de artistas como Ludmilla, Nattan, e os grupos Doze por Oito, Fala Comigo e a Segunda da Resenha.

Atualmente, ela exerce a função de roadie de Gabriel D’Ângelo, conhecido como Grelo.

Eu atuo nessa área desde 2021 e sempre quis aprimorar algumas coisas. Foi uma experiência única. Pude aprender a manusear equipamentos de som e instrumentos. O curso me ajudou bastante, uma vez que a capacitação é muito vista no mercado, enfatizou a profissional.

Fonte: Agência Brasília

Liga-SP faz ensaios técnicos de escolas no Sambódromo do Anhembi

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Começam neste sábado (18) os ensaios técnicos das 32 escolas que vão desfilar no Sambódromo do Anhembi no Carnaval SP 2025. O evento, que é aberto ao público e com entrada gratuita, se estende até 16 de fevereiro, com ensaios de sexta a domingo. Estão programados mais de 50 ensaios técnicos, incluindo agremiações do Grupo Especial, do Grupo de Acesso e do Grupo de Acesso 2.

As primeiras escolas de samba a entrar na avenida são Raízes do Samba (17h50), Unidos de São Lucas (18h40), Vai-Vai (19h40), Colorado do Brás (20h45), Império de Casa Verde (21h50) e Barroca Zona Sul (22h55). No domingo (19 ), o público poderá acompanhar a X-9 Paulistana (17h50), a Rosas de Ouro (18h50), Estrela do Terceiro Milênio (19h55), Camisa Verde e Branco (21h00).

Para consultar a programação completa basta acessar o site da Liga-SP.

Segundo informações da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), os portões do sambódromo abrem sempre uma hora antes do primeiro ensaio do dia. É proibido entrar com bebidas alcoólicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, papéis em rolo, balões, armas de qualquer tipo, comidas, bebidas em geral, bandeiras com mastros ou guarda-chuvas.

Os desfiles das escolas de samba serão realizados nos dias 22 e 28 de fevereiro, 1, 2 e 8 de março no Sambódromo do Anhembi.

A entrada para assistir às agremiações do Grupo de Acesso 2, no dia 22 de fevereiro, será gratuita nas arquibancadas. Ingressos para os demais dias estão disponíveis no site do evento.

Fonte: Agência Brasil