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Sobrevivente do holocausto: é preciso denunciar apologias ao nazismo

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Rolande Fichberg deixou a Europa quando tinha 7 anos. De família judia, perseguida pelo regime nazista, ela é uma das sobreviventes do holocausto, que matou 11 milhões de pessoas, sendo 6 milhões, judeus. Aos 85 anos, ela assistiu o empresário bilionário norte-americano Elon Musk reproduzir o gesto do regime que foi responsável pela morte de muitos de seus familiares. Para ela, isso não pode passar incólume.

“Não era meu desejo assistir um ato igual àquele, o levantamento de um braço no sinal, a apologia ao nazismo, já que eu luto tanto contra isso. Mas isso acontece e a gente tem que combater. E é bom denunciar, é bom todo mundo saber que não passou despercebido, que aconteceu e que as pessoas tomaram até sua posição”, defendeu.

“A gente tem que se importar sim com tudo que acontece, denunciar e mostrar a nossa indignação”.


Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Rolande Fichberg, sobreviente do Holocausto, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Rolande Fichberg, sobreviente do Holocausto, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Neste domingo (26), Rolande Fichberg participou de cerimônia em homenagem às vítimas do regime nazista e pela passagem dos 80 anos da libertação dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. O evento, no Palácio da Cidade do Rio de Janeiro, marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado nesta segunda-feira (27), implementado por meio de resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005.

Auschwitz foi uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polônia em áreas anexadas pela Alemanha Nazista. É considerada o maior símbolo do holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. Apenas em Auschwitz foram mortas aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Além dos judeus, minorias como pessoas LGBTI+, ciganos, pessoas negras, pessoas com deficiência, entre outras, foram também perseguidas e mortas não somente em Auschwitz, mas também nos demais campos de concentração.

Rolande Fichberg viveu isso de perto. A avó e seis tios foram presos em Auschwitz e morreram ou dentro do próprio campo de concentração ou não conseguiram sobreviver às sequelas deixadas. “Muitos morreram sem saber por que, pelo simples fato de serem judeus e mais os 5 milhões que não eram judeus e que muitas vezes talvez nem soubessem por que estavam nessa situação”, relembra.

O evento no Palácio da Cidade, sob o tema 80 anos depois: Memória, Resistência e Esperança, foi uma ação colaborativa entre o vereador Flávio Valle e a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) e com apoios da Prefeitura, e da Confederação Israelita do Brasil (Conib). A cerimônia reuniu autoridades, sobreviventes do Holocausto e seus descendentes, políticos e autoridades eclesiais.

Em discurso, o Secretário Municipal de Cultura, Lucas Padilha, também defendeu que apologias ao nazismo não podem ser aceitas atualmente. “Na internet, que a gente saiba exatamente o que os símbolos significam. Que a gente jamais relativize um símbolo nazista em 2025”, disse em discurso na cerimônia.

Preservação da memória

O presidente da FIERJ, Bruno Feigelson, defendeu a importância de se preservar a memória das vítimas, para que o holocausto não seja esquecido e isso não se repita em nenhum lugar do mundo. Ele também ressaltou a importância do Brasil para os judeus.


Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O presidente da Federação israelita do Estado do Rio de Janeiro, Bruno Feigelson, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O presidente da Federação israelita do Estado do Rio de Janeiro, Bruno Feigelson, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“O Brasil entrou na guerra e lutou contra a atrocidade que foi o Eixo do Mal, compreendido ali na época pela Alemanha Nazista, pela Itália Fascista. A participação do Brasil foi muito importante, inclusive culminou com a libertação dos prisioneiros tanto de Auschwitz quanto de todas as pessoas que estavam ali sendo dizimadas”, disse.

Ele também destacou o papel do Brasil como país que recebeu muitos judeus, como os próprios bisavós. “Se eu estou aqui e tantos outros judeus estão aqui há muitas gerações no Brasil e tanto contribuíram com esse país, é porque o Brasil abriu as portas para que a gente fosse recebido”.

Também presente na cerimônia Cônsul-Geral da República Federal da Alemanha, Jan Freigang, afirmou que a Alemanha assume a responsabilidade pelo holocausto e pela preservação da memória para isso não volte a acontecer.

“A Alemanha reafirma sua responsabilidade inabalável pela ruptura da civilização cometida de forma nunca antes vista, que foi o holocausto. A memória dessa ruptura, seu enfrentamento e construção de uma memória voltada para o futuro é, para nós, uma tarefa permanente”, garantiu.

Segundo Freigang a Alemanha busca combater qualquer forma de antissemitismo, mesmo discordando de posicionamentos de Israel. “A nossa responsabilidade histórica significa que a Alemanha continuará a defender, mesmo em tempos de críticas ao governo israelense, o direito de existência e a segurança do Estado de Israel”.

Ele também chamou atenção para os riscos atuais da disseminação de ideias e ideais extremistas e apologias ao nazismo. “Infelizmente tudo isso está crescendo, tanto off-line quanto on-line, e o on-line é amplificado por algoritmos e até mesmo por indivíduos poderosos com visões extremistas”.


Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O Cônsul-Geral da Alemanha, Jan Freigang, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O Cônsul-Geral da Alemanha, Jan Freigang, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Luta por justiça

Durante a cerimônia, sete velas foram acesas por sobreviventes, autoridades políticas, líderes religiosos e jovens.⁠ Ana Bursztyn Miranda, uma das presas políticas durante a ditadura no Brasil, entre 1964 e 1985, que integra o Coletivo RJ Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia, foi uma das pessoas que acenderam uma das velas.


Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Ana Bursztyn Miranda fala no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Ana Bursztyn Miranda fala no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 A exemplo da Alemanha, que assume os crimes cometidos, Miranda defendeu, em discurso a necessidade do Brasil assumir também o que foi feito durante a ditadura.

“A memória do holocausto, felizmente, hoje está consagrada porque o nazismo foi derrotado, o Terceiro Reich foi condenado pela memória histórica. A verdade apareceu, a justiça em grande parte foi realizada em tribunais públicos. Há relatos dos sobreviventes, livros, filmes, palestras, homenagens, como esta de hoje. Não há ruas e logradouros, me parece, na Alemanha com homenagens a nazistas. Houve reparação financeira e moral às vítimas”, disse, acrescentando que, em relação à ditadura, não ocorre o mesmo.

“Nós vamos normalizar, vamos considerar normal? Sessenta anos depois, a ditadura de 64 ainda não terminou, não foi derrotada”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Torcedores do Corinthians e do São Paulo brigam antes de clássico

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Torcedores do São Paulo e do Corinthians entraram em confronto na tarde deste domingo (26) antes da disputa do clássico entre as duas equipes no Morumbis, pelo Campeonato Paulista, marcado para ocorrer às 18h30.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o confronto ocorreu longe do estádio do São Paulo, na Avenida Marques de São Vicente, na região da Barra Funda. Vídeos que estão circulando nas redes sociais mostram torcedores se enfrentando com pedaços de pau. Barulho de rojões também são ouvidos.

Até o momento, informou a pasta, não há registro de feridos ou de alguma ocorrência relatada em unidades de pronto-socorro da região.

Desde 2016, há limitação de torcida única em jogos que ocorrem no estado de São Paulo. Por essa regra, os clássicos ocorridos em São Paulo contam com presença única de torcedores do clube mandante. No Majestoso deste domingo, modo como é conhecido o clássico entre São Paulo e Corinthians, o mandante é o São Paulo.

Em outubro do ano passado, o Tribunal de Justiça do estado de São Paulo (TJ-SP) anunciou que iria encaminhar para análise na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a proposta de ampliar a torcida única para outros jogos realizados no país. Uma das propostas que seria sugerida para a CBF é de que os clássicos interestaduais também tenham presença de torcedores apenas do time mandante.

Fonte: Agência Brasil

Resultado do Sisu 2025 é divulgado neste domingo

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O Ministério da Educação (MEC) divulga, neste domingo (26), o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025. São ofertadas 261.779 vagas para 6.851 cursos de graduação em 124 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.

O resultado poderá ser acessado pela página do Sisu no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Até as 16h50 deste domingo, o resultado ainda não havia sido disponibilizado e o MEC esclareceu que não há instabilidade no sistema e nem um horário específico para a divulgação, podendo ocorrer a qualquer hora ao longo do dia.

A seleção é feita com base na média das notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), respeitando o limite de vagas disponíveis para cada curso e modalidade de concorrência. A seleção considera as escolhas dos candidatos inscritos, bem como seus perfis social e econômico, conforme a Lei de Cotas.

As inscrições ocorreram de 17 a 21 deste mês, quando os estudantes puderam escolher até duas opções de curso dentre as ofertadas. Quem não for selecionado em nenhuma das duas opções de curso indicadas no ato de inscrição ainda pode disputar uma das vagas por meio da lista de espera do Sisu.

O período de matrículas nas instituições de ensino é de 27 a 31 de janeiro. Já o prazo para manifestar o interesse em participar da lista de espera começa com a divulgação do resultado e vai até 31 de janeiro.

Todos os estudantes que participaram do Enem 2024, obtiveram nota na prova de redação maior do que zero e não declararam estar na condição de treineiro puderam participar do Sisu 2025. Além do Sisu, é possível tentar outras formas de acesso ao ensino superior por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Fonte: Agência Brasil

GDF investe R$ 58 milhões em reforma e manutenção de parques infantis e quadras poliesportivas

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26/01/2025 às 17:22, atualizado em 26/01/2025 às 18:07

Trabalhos começaram por Ceilândia e seguirão por Samambaia e Taguatinga, até alcançarem as 35 regiões do DF; vandalismo é a principal causa de inutilização dos espaços de lazer

Por Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), deu início a reforma e manutenção de mobiliários urbanos, como são chamados os equipamentos públicos de esporte e lazer, a exemplo de parquinhos infantis, quadras poliesportivas e Pontos de Encontro Comunitários (PECs). Os trabalhos começaram por Ceilândia e seguirão por Samambaia e Taguatinga, até que alcancem as 35 regiões administrativas do DF.

Inicialmente, o investimento será de R$ 58 milhões, valor que pode aumentar, conforme haja necessidade de assinatura de novas atas. Os trabalhos seguirão uma ordem de prioridade, que será definida em conjunto com as administrações regionais.

“A gente demandou que todas as administrações façam um levantamento com toda a situação, com fotos e registros. Então, técnicos da Novacap vão a campo confirmar a necessidade de cada mobiliário e nós vamos preparar o cronograma”, explica o diretor de Cidades da Novacap, Raimundo Silva. “Nós temos acompanhado o anseio da população de forma geral. Geralmente, logo que os parques são instalados, há um vandalismo muito grande. Vamos fazer uma força-tarefa para dar uma resposta à população”, acrescentou.

O vandalismo, aliás, é a principal causa de degradação desses espaços. Mas o mau uso — como quando um adulto utiliza um brinquedo infantil, por exemplo — também pode prejudicar os equipamentos. Por isso, a Novacap reforça que o apoio da população é fundamental para manter os locais conservados após as reformas — seja fazendo o uso correto, seja coibindo e denunciando atos de vandalismo, que são um crime contra o patrimônio público.

“A tendência é [o trabalho] rodar todas as cidades e atingir o máximo de equipamentos públicos. E o que a gente pede é que a população use conscientemente. É o principal. A gente precisa dela para manter a conservação desse mobiliário urbano”, arremata Pedro Isaac, chefe do Departamento de Equipamentos Públicos da Novacap.

26/01/2025 - GDF investe R$ 58 milhões em reforma e manutenção de parques infantis e quadras poliesportivas

Fonte: Agência Brasília

Lucas Pinheiro sobe ao pódio de novo na Copa do Mundo de esqui alpino

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Desde que passou a contar com Lucas Pinheiro Braaten, o Brasil vem frequentando a elite do esqui alpino mundial. Neste domingo (26), o atleta conquistou o bronze na etapa de Kitzbühel, na Áustria, da Copa do Mundo da modalidade, na prova do slalom. Este é o terceiro pódio de Lucas na temporada 2024-2025, a primeira em que ele defende o Brasil. Lucas, que é filho de uma brasileira e um norueguês, costumava competir pela Noruega.

Na Áustria, Lucas Pinheiro Braaten fez o terceiro melhor tempo (51s54) na primeira descida no slalom, avançando à final, reservada para os 30 melhores classificados entre os 72 que iniciaram a disputa. Na segunda e derradeira descida, o brasileiro não foi tão bem, ficando com o 17º melhor tempo (50s14), mas na soma dos tempos teve desempenho suficiente para ficar no pódio.

O tempo total de Lucas (1min41s68) ficou atrás apenas do francês Clement Noel, ouro com 1min41s49 e do italiano Alex Vinatzer, prata com 1min41s58.

O bronze na Áustria vem na sequência das pratas no slalom gigante em Beaver Creek, nos Estados Unidos e no slalom em Adelboden, na Suíça.

Ainda nesta semana, Lucas compete na etapa de Schladming, na Austrália, entre 28 e 29 de janeiro. Em fevereiro, o brasileiro terá pela frente o Mundial de esqui alpino, que será disputado em Saalbach, na Áustria.

Fonte: Agência Brasil

Chade: Foco dos EUA no petróleo visa retomar hegemonia industrial

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A derrota dos Estados Unidos na disputa pelo protagonismo industrial e a ascensão da China no mercado mundial foram os diagnósticos do jornalista Jamil Chade, correspondente de veículos nacionais e estrangeiros e especialista em política internacional, em entrevista ao programa Natureza Viva, da Rádio Nacional da Amazônia, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Os americanos se deram conta que perderam, estão perdendo, a batalha pela hegemonia industrial com a China. Está claríssimo para eles, que essa hegemonia acabou, ela foi transferida para a China. A expectativa é de que a China tenha, até 2030, 40% da produção industrial do mundo”, afirmou, em entrevista à jornalista Mara Régia.

Mais Petróleo

De acordo com ele, que agora mora em Nova York, a tentativa de retomar a hegemonia industrial está por trás da decisão do presidente norte-americano Donald Trump em aumentar a produção e uso de petróleo em plena era de aquecimento global causado, principalmente, pelo uso de combustíveis fósseis.

“Segundo os americanos, a única forma hoje de barrar essa hegemonia é voltar de uma forma imediata a produzir localmente e a romper com as dependências externas. E aí, romper com as dependências externas e, acima de tudo, voltar a produzir, claro, com petróleo, com energia fóssil. Então, essa é a situação americana hoje. Ela é muito dramática, vai ter um impacto profundo no mundo inteiro”.

Para Chade, o interesse de aumentar a produção industrial estadunidense movida por petróleo explica a desregulamentação em curso do setor ambiental desde a primeira semana de governo Trump. “Eles olham para a regulação ambiental como uma ameaça, como um entrave econômico, como um problema para a economia”.

Arquitetura da opressão

Além da pauta ambiental, o correspondente deu destaque ao desrespeito aos direitos humanos, que já começou. Chade, que falou ao programa direto de um ponto na fronteira do Texas e do México. “A vida das pessoas [que tentam a imigração para os EUA] está sendo absolutamente transformada por decisões que obviamente têm um caráter político, mas acima de tudo discriminatório, racista”.

Depois da ascensão de Trump ao poder, quem chega no limite do México e dos Estados Unidos “não têm nem sequer mais um guichê para ir para apresentar os seus documentos e dizer: ‘olha, eu sou um refugiado’.”

O governo Trump anunciou que enviará 1,5 mil soldados extras para fronteira, além de dispor de mais recursos para ampliar a construção de um muro. “Um muro que, eu vou te contar, eu fui vê-lo. Ele é muito impressionante. É uma arquitetura realmente da opressão”, testemunhou o jornalista ao programa de Mara Régia.

O Programa Natureza Viva vai ao ar todos os domingos, às 9h, na Rádio Nacional da Amazônia e na Rádio Nacional AM de Brasília.

Fonte: Agência Brasil

Sirene toca em SP para lembrar vítimas de Brumadinho

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Às 12h28 deste domingo (26), o som de uma sirene ecoou pela Avenida Paulista, em São Paulo. O alerta era para lembrar as 272 pessoas que morreram no rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, ocorrido há seis anos.

A escolha pelo toque da sirene é para marcar o horário em que a tragédia teve início e relembrar que, naquele mesmo dia, há seis anos, a sirene não tocou. A homenagem às vítimas da tragédia também é uma forma de denunciar a impunidade e reafirmar o compromisso com a prevenção de novos episódios.

O ato foi promovido pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade que foi criada em homenagem aos dois filhos de Helena Taliberti, que morreram em consequência do rompimento da barragem. Ambos estavam hospedados na Pousada Nova Estância, engolida pelos rejeitos.

Eles não foram as únicas vítimas da família. Aos 30 anos, Fernanda Damian, mulher de Luiz Taliberti, também teve sua vida interrompida. Ela estava grávida de cinco meses do primeiro neto de Helena. Estava presente ainda o ex-marido de Helena, pai de Camila e Luiz. Ele acompanhava a viagem junto com a esposa.

“Sou mãe da Camila e do Luiz. Sou sogra da Fernanda, que estava grávida de cinco meses do meu neto Lorenzo. Todos morreram nessa tragédia. Morreram também o pai biológico e a madrasta deles. A família toda”, contou Helena Taliberti, presidente da associação, e que participou do ato hoje na Avenida Paulista. “Não é um luto normal porque sabemos que é um luto que poderia ter sido evitado. Eles poderiam estar aqui conosco. A gente sabe que isso ocorreu por negligência e ganância. A dor é diária. Ela está no nosso cotidiano por causa da ausência deles e pela impunidade”, denuncia.

A programação do ato teve início às 10h da manhã com distribuição de sementes de girassóis, intervenção artística e uma ação de plantio de mudas e pintura em argila com crianças.

Não esquecer

“Esse é um ato para lembrar o ocorrido e não deixar que ele caia no esquecimento. O esquecimento é um perigo para que novas tragédias possam acontecer. Estamos aqui relembrando aquele momento, dos seis anos de rompimento daquela barragem”, disse Marina Kilikian Rossi, coordenadora de projetos do Instituto Camila e Luiz Taliberti. “Este também é um ato para honrar a memória das vítimas e por pedido de Justiça. Este é outro fator que faz com que grandes tragédias ocorram novamente”, acrescentou.

Marina relembrou que a tragédia não afetou apenas as famílias de todas essas vítimas. Houve também danos e prejuízos territoriais, sociais, econômicos e ambientais. “Não foi só perda humana. Houve perda ambiental, que afetou o substência de muitas pessoas, como as que viviam do rio, da agricultura, da pesca. E teve prejuízos também à água, que foi contaminada e eles precisaram ser abastecidos com água vindo de fora porque estava tudo contaminado ali”, ressaltou.

“Fazemos esse ato todos os anos aqui na Avenida Paulista, fora de Minas Gerais, justamente para ampliar a conscientização da sociedade sobre o que aconteceu e o que está acontecendo. Fazer esse ato é trazer a memória. E quando você constrói a memória, você não deixa que essa tragédia seja esquecida e luta para que ela não se repita e, principalmente, para que a morte deles não tenha sido em vão”, conclui Helena.

Durante o evento também foram coletadas assinaturas para o manifesto Basta de impunidade: Justiça por Brumadinho, para pressionar por celeridade dos processos sobre o rompimento da barragem..

Fonte: Agência Brasil

Semana começa com 742 vagas abertas nas agências do trabalhador

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As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta segunda-feira (27), 742 vagas para quem procura um emprego. Há posições para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Algumas oportunidades são exclusivas para pessoas com deficiência e para Jovem Aprendiz.

Os salários chegam a R$ 4 mil. O posto com maior remuneração é o de supervisor de cozinha. Há uma vaga no Lago Sul. A oportunidade exige experiência e o ensino superior completo na área de gastronomia.

Outra vaga entre os salários mais altos é para agente de recrutamento e seleção. São duas chances em Santa Maria com remuneração de R$ 3 mil. Os candidatos precisam ter ensino fundamental completo e experiência no ofício.

Já entre os cargos com mais vagas abertas está o de vendedor interno. São 30 oportunidades em local de trabalho não fixo. Com salário de R$ 1.518, a oportunidade exige candidatos com, pelo menos, o ensino médio incompleto. No entanto, não é necessário ter experiência na função.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Fonte: Agência Brasília

Para trabalhos na rede, endereços do Plano Piloto e de Planaltina ficam sem energia nesta segunda (27)

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O fornecimento de energia será interrompido em áreas do Plano Piloto e de Planaltina devido a serviços de modernização e manutenção da rede elétrica. A Neoenergia programou os desligamentos para garantir a segurança e o bom funcionamento do sistema elétrico.

No Plano Piloto, a interrupção ocorre das 10h às 16h, afetando o estacionamento 10 do Parque da Cidade. No Lago Sul, também das 10h às 16h, será a vez do Setor de Mansões Dom Bosco, Conjunto 5, passar pelo processo de modernização da rede elétrica.

Em Planaltina, a modernização afetará a Estância Mestre D’Armas VI, também das 10h às 16h, enquanto o Núcleo Rural Monjolo sofrerá manutenção da rede elétrica das 9h às 15h.

Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

Fonte: Agência Brasília

Em clássico tenso, Fla bate Vasco e avança na Copa Super 8

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A manhã deste domingo (26) foi de um clássico carioca repleto de polêmicas no Maracanãzinho. Pelas quartas de final da Copa Super 8, que reúne os oito primeiros colocados do primeiro turno do Novo Basquete Brasil (NBB), o Flamengo derrotou o Vasco por 92 a 73 e avançou para a semifinal. O adversário do Rubro-Negro sairá do confronto entre Franca e Pinheiros, ainda neste domingo.

Confusões dentro e fora da quadra causaram a paralisação da partida no terceiro e no quarto períodos. O Vasco chegou a abandonar a quadra alegando falta de segurança, mas retornou para disputar os minutos finais do jogo, porém sem competir.

O clássico foi marcado pelo equilíbrio, com as equipes próximas no placar durante praticamente todo o jogo. No começo do terceiro quarto, um desentendimento entre Gallizzi, do Flamengo e Eugeniusz, do Vasco, causou uma confusão generalizada que paralisou a partida por aproximadamente 20 minutos. O saldo foi de três expulsões, duas no Vasco (Humberto e Marquinhos) e uma no Flamengo (Gallizzi).

Àquela altura, a partida tinha liderança de dois pontos do Flamengo (48 a 46), mas somando as faltas técnicas e expulsões em maior número no adversário, o Rubro-Negro emendou uma sequência, chegando a abrir 12 pontos. O Vasco reagiu ainda no terceiro quarto e igualou o placar em 63 a 63 logo no início do último período. No entanto, o Flamengo embalou novamente e voltou a abrir vantagem.

Quando restavam 3:37 para o fim do jogo, Eugeniusz e o técnico Léo Figueiró foram excluídos por faltas e, quando deixavam a quadra, foram alvejados por garrafas de água atiradas por torcedores rubro-negros. Os dirigentes vascaínos ordenaram a retirada do time da quadra por falta de segurança.

A equipe foi para o vestiário e por lá ficou por aproximadamente meia hora, até decidir pelo retorno ao jogo. No entanto, quando a bola subiu novamente, o Vasco se recusou a competir. Quando tinha a posse da bola, na maioria das vezes a equipe simplesmente deixava os 24 segundos de posse de bola estourarem sem atacar. Na defesa, o time não ofereceu resistência de maneira proposital.

Os americanos Shaq Johnson (20 pontos) e Jordan Williams (18) foram os principais cestinhas do Rubro-Negro na partida.

Minas e Brasília avançam

A primeira semifinal da Copa Super 8 foi definida ainda no sábado (25). Minas e Brasília venceram seus jogos como mandantes e avançaram à fase seguinte.

Em Belo Horizonte, o Minas, que terminou a primeira fase na liderança, recebeu o São Paulo e venceu por 82 a 66. Rafa Mineiro e Baralle, ambos com 13 pontos, foram os cestinhas da equipe da casa.

Já na capital nacional, o Brasília derrotou o União Corinthians por 85 a 75 no ginásio Nilson Nelson. Lucas e Gemadinha contribuíram cada um com 18 pontos e foram os maiores pontuadores do time vencedor.


Fonte: Agência Brasil