A senadora Damares Alves, grande defensora do esporte e do poder transformador da atividade física, acaba de impulsionar o vôlei em Brasília! Ela destinou R$ 1,5 milhão para fortalecer o esporte na capital e apoiar jovens atletas no desenvolvimento dentro e fora das quadras.
O investimento foi direcionado ao Brasília Vôlei Esporte Clube, equipe que representa o DF em competições nacionais e internacionais, além de desenvolver projetos sociais voltados para o esporte na capital. O Brasília Vôlei é muito mais do que um time, é um projeto que transforma vidas! O clube conta com equipes masculinas e femininas que disputam a Superliga Brasileira de Vôlei – Série A, e investe de forma sólida nas categorias de base, com o objetivo de revelar novos talentos.
Uma parte do recurso já foi liberada pelo Ministério do Esporte. O esporte, como direito social garantido pela Constituição Brasileira, é uma ferramenta poderosa de transformação. Oferecer à população a oportunidade de praticá-lo é, acima de tudo, uma responsabilidade do Estado, que deve criar políticas públicas que tornem o acesso ao esporte uma realidade para todos.
Para a senadora Damares Alves, esse investimento vai muito além das quadras; é uma oportunidade de transformar o futuro das crianças e jovens do DF. “O esporte ensina disciplina, trabalho em equipe e melhora a qualidade de vida. Queremos ver Brasília crescendo, dentro e fora das quadras!”, afirma.
Essa emenda foi destinada para promover a saúde física e mental de toda a população, com um olhar especial para os mais vulneráveis. Para a senadora, o foco está na prevenção de doenças e na promoção do bem-estar, pois investir na qualidade de vida hoje ajuda a evitar altos custos e sofrimento no futuro. “Gente, temos que cuidar do futuro de nossas crianças com urgência, e o esporte é uma saída. Ele tira os jovens das telas e coloca o esporte em primeiro lugar”, destaca.
“Precisamos garantir que todos, de crianças a idosos, tenham acesso a atividades esportivas, recreativas e de lazer. É fundamental proporcionar vivências que vão além de transformar o corpo, mas também a mente e o espírito. A capacitação de gestores, professores e monitores de esporte amador, educacional e de lazer é essencial para alcançar esse objetivo”, afirma. O projeto também envolve a aquisição de material esportivo e didático, além da contratação de profissionais especializados, com o intuito de criar uma rede de apoio e inclusão.
Levantamento nacional feito pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que 60% dos brasileiros são favoráveis à regulação das redes sociais. De acordo com a pesquisa, divulgada nesta terça-feira (4), 29% dos entrevistados são contrários à regulação; e 12%, não manifestaram opinião.
A pesquisa entrevistou presencialmente 2 mil pessoas, com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da Federação, no período de 10 a 15 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Segundo a Nexus, dos 60% favoráveis à regulação, a metade (ou 30% do total) ponderou que só é favorável se a regulação não limitar a liberdade de expressão das pessoas no ambiente digital; 46% deles (o equivalente a 28% do total da população total) defenderam a regulação mesmo que, em alguns casos, ela limite a liberdade de expressão; já os demais defenderam genericamente a regulação, mas não souberam se posicionar em relação ao argumento da liberdade de expressão.
Responsabilidade das redes
O levantamento mostra ainda que 61% dos brasileiros concordaram que a regulação é fundamental para enfrentar a disseminação de conteúdos antidemocráticos, discursos de ódio ou de cunho racista, machista e lgbtfóbicos publicados na internet; 29% disseram discordar; 10% não manifestaram opinião.
De acordo com a pesquisa, 78% afirmaram acreditar que as plataformas precisam ter mais responsabilidade por suas atividades do que têm atualmente; 14% discordaram; e 8% não manifestaram opinião. Já 64% afirmaram acreditar que a regulação é uma importante forma de combater a difusão da desinformação nas plataformas, enquanto 25% pensam o oposto, e 11% não manifestaram opinião.
Checagem de informações
A pesquisa mostra também que, para 73% dos brasileiros, a checagem feita por algumas plataformas é importante para combater notícias falsas e discursos de ódio, contra 19% que discordaram, e 9% não manifestaram opinião.
Segundo o levantamento, 65% defenderam que a análise do conteúdo também seja feita pelo usuário para garantir a liberdade de expressão, enquanto 25% têm opinião contrária; e 11% não manifestaram opinião.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a 17 anos de prisão o homem que furtou uma réplica da Constituição de 1988 durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi tomada nesta terça-feira (4) durante sessão do plenário virtual da Corte.
Marcelo Fernandes Lima está preso desde 2023 e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
Além de cumprir a pena em regime inicial fechado, o acusado terá que pagar R$ 30 milhões de forma solidária com outros condenados pelo 8 de janeiro pelos prejuízos causados.
A cópia da Constituição estava na entrada do plenário do STF, local mais afetado pela depredação durante os atos golpistas, e foi devolvida pelo acusado.
Durante o processo criminal, a defesa de Marcelo Fernandes negou que ele tenha usado violência ou grave ameaça.
A primeira sessão ordinária da terceira sessão legislativa da nona legislatura foi aberta nesta terça-feira (4) com a presença de parlamentares e autoridades do Poder Executivo e Judiciário. O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), saudou a presença dos colegas e autoridades e desejou um ano de “muito trabalho em prol da população do Distrito Federal” .
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reconheceu o trabalho realizado pela Câmara Legislativa ao longo do ano e elencou diversos projetos e ações do governo que só foram realizados com a contribuição do Poder Legislativo. ”Tudo que estamos entregando ao Distrito Federal passou por esta Casa. A gratificação dos agentes comunitários de saúde, a reestruturação do Hemocentro, a lei sobre as mulheres em situação de violência, a lei dos superendividados, a ampliação de vagas na área da saúde, a maior nomeação de policiais da história do DF, o orçamento para a construção de novos hospitais e UPAs, a aprovação da LUOS, a criação do prato cheio e do vale gás, tudo isso passou por aqui”, afirmou.
Para o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Waldir Leôncio, a parceria entre as instituições é fundamental para a garantia de direitos da população do DF. “Este é um momento de renovação de compromissos com a população do Distrito Federal e o tribunal está junto na luta por direitos. Estamos à disposição para o aperfeiçoamento da legislação com as iniciativas que promovam o bem estar social e a segurança jurídica”, garantiu.
O procurador-geral de Justiça do DF, Georges Seigneur, enalteceu o papel representativo da CLDF. “A Casa do Povo representa tanto a voz da maioria quanto a da minoria, e isso é muito importante. Acredito que os projetos de lei desta Casa virão para melhorar a vida dos cidadãos do Distrito Federal”, observou. Celestino Chupel, defensor público-geral do DF, também reconheceu a importância do Poder Legislativo na garantia de direitos. “A CLDF representa um papel crucial no desenvolvimento do DF, ela é guardiã dos interesses do povo do DF. O Poder Legislativo garante o futuro da sociedade, promovendo avanços sociais, culturais e econômicos”, frisou.
Caiado e Daniel conduzem leilão de concessão do Serra Dourada (Foto: Lucas Dienner)
Para devolver o Estádio Serra Dourada, em Goiânia, ao protagonismo no cenário nacional, o governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela participaram, nesta terça-feira (04/02), na B3, em São Paulo, do leilão para a concessão do Distrito de Esporte e Entretenimento do Complexo Serra Dourada.
Com oferta de outorga fixa de R$ 10 milhões, a empresa Construcap foi a vencedora do leilão e, após a assinatura do contrato, terá a concessão do equipamento esportivo por 35 anos.
“Estamos fazendo hoje uma concessão daquilo que é uma verdadeira joia do nosso estado”, afirmou o governador Ronaldo Caiado ao falar aos vencedores do certame. O Complexo Serra Dourada é composto pelo Estádio Serra Dourada, pelo Ginásio Valério Luiz de Oliveira (Goiânia Arena), pelo Parque Poliesportivo e estacionamentos. O critério de julgamento adotado no leilão foi o de maior oferta, considerando a parcela de outorga fixa inicial de R$ 10 milhões, a ser paga pela concessionária ao Governo de Goiás.
Acompanhado de auxiliares de governo, Caiado consignou total empenho para agilizar a documentação necessária.
“Acredito que a tramitação será rápida e nós passaremos a vocês o comando do Serra Dourada, que é um nome emblemático do nosso estado de Goiás”, afirmou. O governador acrescentou: “Desejo total sucesso e que a população seja ali, amanhã, acolhida como um ambiente que seja referência”.
Complexo Serra Dourada
O projeto prevê investimento obrigatório mínimo de R$ 215 milhões, além de investimentos opcionais. De acordo com o chefe do Executivo goiano, o leilão busca resgatar a grandiosidade do Complexo Serra Dourada, transformando-o em um espaço moderno, multifuncional e economicamente dinâmico, que vai impulsionar o desenvolvimento da região, promovendo o esporte e a cultura no estado. “Tenho certeza que vão transformar o local num centro emblemático”, disse Caiado.
O objetivo é tornar o espaço em um ambiente multiuso, com capacidade para sediar jogos, atividades esportivas, eventos de lazer e feiras de negócios. O vice-governador Daniel Vilela lembrou a história do estádio, um marco arquitetônico goiano, construído há 50 anos na gestão do ex-governador Leonino Caiado.
Vilela pontuou que, embora esteja integrado à história de muitos goianos, tornou-se um equipamento subutilizado. “Nutrimos uma grande expectativa de que o Serra Dourada volte a ser palco de grandes eventos. Será a materialização desse novo momento vivido por Goiás”, destacou.
A empresa vencedora do certame tem vasta experiência na gestão de grandes arenas e circuitos de lazer, sendo responsável pelo Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG), a Construcap assumirá a gestão do complexo no segundo semestre de 2025, ano em que o Estádio Serra Dourada completará 50 anos.
“Com esse novo empreendimento, vamos estreitar ainda mais os nossos laços com esse grande estado, com um grande desenvolvimento, que nos traz grande alegria”, destacou o presidente do Grupo Construcap, Roberto Ribeiro.
Investimentos
Até 2018, o Estádio Serra Dourada encontrava-se em estado de abandono. Desde então, o Governo de Goiás investiu R$ 3,4 milhões na reconstrução dos 32 banheiros do estádio, na revitalização dos setores de arquibancadas e cadeiras, além da regularização das normas de segurança estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros. Com essas melhorias, a capacidade do maior palco do futebol goiano aumentou de 33 mil para 38 mil torcedores.
Também foi instalado um novo sistema de iluminação na praça esportiva, que passou de 800 para 2.500 lux, atendendo as exigências Fifa para realização de partidas internacionais. O investimento do Estado foi de R$ 13,6 milhões.
Além da troca do sistema de iluminação, no início deste mês foram entregues ainda outras melhorias executadas no local como reforma de sanitários e instalação de novos equipamentos de segurança. A estrutura interna, arquibancadas e cadeiras também receberam nova pintura.
Instituída pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) para reconhecer e valorizar ações e serviços prestados por membros das diretorias dos Conselhos de Segurança Comunitários (Consegs), lideranças comunitárias e servidores públicos civis ou militares, foi criada a Medalha Mérito do Conselho Comunitário de Segurança. A criação da comenda pode ser conferida no Diário Oficial do Distrito Federal(DODF) desta terça-feira (4). A data da cerimônia de entrega será definida e ocorrerá ainda neste ano.
“Esta é mais uma forma de fortalecer e reconhecer os Conselhos, que são fundamentais para a aplicação das políticas de segurança. A população atuar por meio dos Consegs é uma oportunidade de colaborar, de fato, com as decisões e mudanças, por meio de uma cultura participativa, com responsabilidade compartilhada”, ressalta o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. “Na última semana, criamos uma subsecretaria específica, dentro da estrutura da SSP-DF, para tratar exclusivamente dos Consegs – a Subsconsegs. Desta forma, incentivamos a possibilidade da participação da prevenção criminal, pois a visão interna dos representantes dessas pessoas é crucial para solucionar questões que necessitam de ações mais pontuais.”
Na solenidade de entrega das comendas, membros da comissão e colaboradores diretamente responsáveis pela criação da Medalha Mérito do Conselho Comunitário de Segurança serão agraciados com a condecoração. O conselheiro poderá, extraordinariamente, acrescentar até 15 indicações de autoridades civis ou militares que tenham contribuído significativamente para criação da medalha e que façam parte do decreto de criação dos Consegs. Ou seja, além das forças de segurança e da SSP-DF, poderão ser indicados representantes de outros órgãos, como DF Legal e SLU, por exemplo.
“É a primeira e única medalha em que há o empoderamento da comunidade por intermédio dos Consegs, no sentido de que esses poderão indicar outros conselheiros e, ainda, servidores e autoridades públicas para receberem a medalha em razão dos serviços prestados à comunidade por meio da segurança pública. Os conselheiros poderem indicar condecorados é uma forma deles chancelarem o trabalho que tem sido feito em cada região”, reforça o subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança e que já coordenava os Consegs, Paulo André.
Requisitos
Para receber a comenda, o agraciado deverá atender aos seguinte requisitos: não ter sido condenado a pena restritiva de liberdade, por sentença condenatória transitada em julgado, atuar ou ter atuado no Conseg de sua região com ações que resultem na melhoria da segurança pública, na qualidade de vida da comunidade e/ou na valorização dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do Distrito Federal, ter bons e reconhecidos serviços prestados à comunidade do Distrito Federal em matérias atinentes aos eixos do programa DF + Seguro – Segurança Integral da SSP-DF, ter realizado ação relevante que motive a indicação, devidamente descrita em proposta de concessão que relata o ato meritório motivador da indicação ou ser indicado por algum dos membros do conselho.
Retomada das reuniões
Com a presença da vice-governadora Celina Leão, as reuniões mensais dos Consegs nas regiões administrativas que contam com esse serviço foram retomadas no final de janeiro. O encontro ocorreu na Administração Regional de Arniqueiras.
Consegs rurais
Além dos três Consegs Rurais criados em outubro do ano passado – em Ceilândia, Estrutural e JK (região entre Samambaia e Taguatinga), existem outros 39 Consegs em funcionamento nas regiões administrativas.
*Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
O ano letivo começa com a restrição do uso de celulares nas escolas públicas e privadas do país. A determinação é da Lei Federal 15.100, sancionada no início de janeiro deste ano, e que procura limitar o uso de dispositivos eletrônicos portáteis nas escolas públicas e privadas, tanto nas salas de aula quanto no recreio e intervalos, mas permite o uso pedagógico, ou seja, quando autorizado pelos professores.
A nova medida tem como meta proteger as crianças e adolescentes dos impactos negativos das telas na saúde mental, física e psíquica, segundo o Ministério da Educação (MEC) e já foi adotada em outros países, como França, Espanha e Dinamarca. Porém, por ser uma novidade no Brasil, a nova lei tem gerado dúvidas na comunidade escolar. Para tentar esclarecer, a Agência Brasil preparou uma série de perguntas e respostas sobre o que a nova lei libera ou proíbe, com base em informações do MEC, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio) e do Instituto Alana.
Quando começa a valer a restrição dos celular nas escolas?
Já está em vigor a Lei Federal 15.100, que proibiu o uso de celulares durante as aulas, recreios ou intervalos no ensino básico (infantil, fundamental e médio). A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 13 de janeiro de 2025. Para que a lei seja aplicada corretamente, o MEC prepara uma regulamentação que deve ser divulgada até o fim de fevereiro. Até lá, cabe às instituições de ensino definirem as próprias estratégias de implementação. Para isso, o ministério divulgou manuais para escolas e redes de ensino, citando casos onde a proibição já está em vigor e dados para embasar a medida.
Quais as razões para proibir o celular?
Segundo o Ministério da Educação, a medida foi tomada diante das fartas evidências sobre o impacto negativo dos dispositivos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens. O objetivo é permitir que os alunos participem das atividades e interajam. Estudos avaliados pelo MEC apontam que o uso excessivo de telas prejudica o desempenho acadêmico, reduz a interação social e aumenta as chances de depressão e ansiedade entre os jovens.
Dados do Programa de Avaliação de Estudantes (Pisa), uma avaliação internacional, concluiu que oito em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos assumiram ter se distraído com o celular nas aulas de matemática.
“Sabemos que o mundo digital é importante e o quanto a educação digital é também uma dimensão fundamental”, disse, em nota, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt. “Queremos otimizar o uso [dos dispositivos] e potencializar os benefícios, mas mitigando os efeitos nocivos”, completou.
A escola vai liberar tablets, no lugar dos celulares?
Não. A nova lei restringe também o uso aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, como tablets, relógios inteligentes conectados à internet ou não nas escolas.
Como devem ser guardados os aparelhos nas escolas?
As escolas têm autonomia para definir como vai funcionar a nova lei em cada instituição e as escolas devem definir as regras junto com pais, professores e alunos. Algumas escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo já orientam estudantes a manter os aparelhos desligados nas mochilas, mas pode haver a opção de colocar em armários individuais ou caixas coletivas.
Qual a punição para quem ligar o celular fora de hora?
O MEC explicou que cada escola deve determinar como fazer valer a lei em sala de aula em parceria com a comunidade escolar e como fiscalizar. Essa orientação também está no guia disponível na página da internet do Ministério.
Haverá multa às escolas que não cumprirem a lei?
A fiscalização do cumprimento da nova lei é uma atribuição das secretarias municipais e estaduais de educação, mas a lei não determina multas.
Quando o celular pode ser usado?
A lei permite o uso pedagógico da ferramenta. Em determinadas situações, o celular pode enriquecer as práticas de ensino, especialmente em contextos de desigualdade, onde há necessidade de desenvolver educação digital e midiática. Em muitas escolas, o celular é uma ferramenta pedagógica e o material didático é eletrônico.
Como os alunos poderão se comunicar com as famílias?
Para questões de acessibilidade, inclusão, de saúde ou emergências, o celular não foi proibido. Aqueles que precisam se comunicar com os pais para organizar a rotina familiar devem fazê-lo sob orientação e conhecimento da escola.
Qual o papel dos pais?
Nas orientações às escolas, o MEC reforça a atribuição dos pais, de modo que sejam informados sobre as regras e reforcem as medidas em casa, esclarecendo também sobre os impactos negativos do uso das telas.
“Estamos fazendo uma ação na escola, mas é importante conscientizar os pais para limitar e controlar o uso desses aparelhos fora de sala de aula, fora da escola”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.
O material do ministério destaca ainda como efeitos negativos do uso inadequado das telas atrasos no desenvolvimento e na linguagem, miopia, problemas no sono e sobrepeso, citando pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Quais os benefícios esperados com a medida?
Segundo o presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio), Elson Simões de Paiva, a medida favorece a socialização dos jovens. “A socialização deles está sendo feita através de celular, mais de pessoa com pessoa. Então, é importante o uso do celular ser mais controlado dentro das escolas”, disse ele, cobrando também mais esclarecimentos por parte das redes públicas de ensino sobre como as novas medidas serão aplicadas.
Há recomendações para as crianças pequenas?
Na infância, há uma preocupação extra, depois do anúncio de afrouxamento da moderação de conteúdos por plataformas. O pesquisador Pedro Hartung, diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana disse à Agência Brasil que os menores estão mais suscetíveis agora a crimes no ambiente digital.
“Estamos falando, por exemplo, de um crescimento de imagens advindas de violência contra a criança, que podem ser utilizadas, inclusive, para ameaçá-las”, destacou. “Um crescimento, por exemplo, de cyberbullying, e da exposição não autorizada da imagem e informações pessoais, ou a conteúdos que ou representam ou são mesmo tratamento cruel e degradante, discurso de ódio, incitação e apologia a crimes”.
Para creche e pré-escola, o MEC recomenda atividades desplugadas, priorizando experiências que estimulem a criatividade, a interação e o desenvolvimento motor das crianças. Nos ensinos fundamental e médio, a recomendação é sempre priorizar, quando possível, o uso de dispositivos digitais da própria escola.
*Colaborou Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil.
Paralelamente ao declínio da criminalidade nas ruas de Goiás, em que a redução de crimes está acima de 90% em determinadas modalidades, a criminalidade prisional também registrou queda no período entre 2019 e 2024.
Em um impressionante esforço de melhoria dos índices de segurança por parte da Polícia Penal de Goiás, os números alcançados são únicos no país.
Queda na criminalidade prisional
Exemplo disso é a apreensão de armas de fogo nas unidades prisionais. Já são dois anos sem um único registro. A última rebelião ocorreu em 2021. A apreensão de celulares sofreu queda de 98,7% no período, enquanto que as apreensões de drogas em revista despencaram 97,6%.
A entrada de objetos proibidos nas celas também caiu 92,86% nos últimos seis anos. E, desde 2022, não houve fugas significativas, demonstrando redução de 95,06% neste índice.
“O controle do cárcere é um diferencial de Goiás e exemplo para o país. Enquanto outros estados sofrem com fações dominando os presídios, nós temos unidades totalmente controladas. Esse controle reflete na redução significativa dos índices de criminalidade prisional e contribui para que Goiás continue sendo o Estado mais seguro do Brasil em todas as áreas”, explica o diretor-geral da Polícia Penal, Josimar Pires.
Se por um lado os números da criminalidade prisional estão em queda, por outro é necessário destacar o empenho dos servidores penitenciários em aumentar as revistas (estruturais e gerais) nas unidades prisionais.
Em 2024, foram 1.717 revistas gerais, que são as revistas em que são empregados policiais dos grupos táticos. O número é 56,15% maior que o de 2023, que foi de 1.097. Já as revistas estruturais (nas celas, quando os custodiados vão para o banho de sol) foram 67.492 em 2024, crescimento de 3,07% em relação ao ano anterior (65.481).
Investimentos
De mãos dadas com as atividades policiais, outro marco importante para os bons números da segurança prisional no Estado são os investimentos.
N aAno passado, o Governo de Goiás, por meio da Polícia Penal, entregou 1,6 mil novas vagas no Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. São 800 vagas para a Casa de Prisão Provisória e outras 800 para a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães.
Desde 2019 o sistema penitenciário goiano recebeu investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões. Esse recurso foi empregado na reforma de unidades, construção de novas celas e compra de equipamentos e armamentos.
A taxa básica de juros da economia, a Selic, deve aumentar novamente em um ponto percentual (p.p), em março. É o que aponta a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (4). Segundo o Copom, o cenário de inflação de curto prazo segue adverso, principalmente em razão do aumento nos preços dos alimentos. Mantido esse cenário, o comitê aponta que a inflação deve ficar acima da meta pelos próximos 6 meses.
“Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião”, informa o Copom.
Na semana passada, o comitê aumentou a Selic para 13,25% ao ano, por entender que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta. A ata destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.
Com relação aos bens industrializados, o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses.
Para os integrantes do comitê, esse aumento tende a se propagar para o médio prazo. “Essa decisão [de aumentar a Selic] é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, explica o comitê na ata.
Ainda segundo o Copom, a inflação de serviços segue acima do nível compatível com o cumprimento da meta, de acordo com as observações mais recentes. A ata destaca que, ao longo dos últimos trimestres, a atividade econômica manteve o dinamismo, em particular, no ritmo de crescimento do consumo das famílias.
Outro ponto destacado é que o mercado de trabalho também se mostrou aquecido, juntamente com o mercado de crédito. Esse quadro foge do cenário-base defendido pelo comitê para o recuo da inflação. Esse cenário envolve uma política econômica contracionista, com desaceleração da atividade econômica.
“Foi destacado, na análise de curto prazo, que, em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos 6 meses consecutivos. Desse modo, com a inflação de junho deste ano, configurar-se-ia descumprimento da meta sob a nova sistemática do regime de metas”, disse o Copom.
O regime de meta de inflação determina que o índice deve ficar em 3% no acumulado em 12 meses, com bandas de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. Se ficar acima do limite da banda por mais de 6 meses seguidos, há o descumprimento da meta.
O BC voltou a apontar o dinamismo da economia com vigor nas concessões de crédito amplo, política fiscal expansionista e o fomento do pleno emprego como fatores que têm dado suporte ao consumo e à demanda agregada, pressionando a inflação.
O Copom adiantou que vai seguir observando esses fatores para o desempenho da “estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.
“Como o mercado de trabalho segue aquecido, é difícil avaliar em que medida uma eventual desaceleração refletiria enfraquecimento da demanda ou pressões de oferta, portanto, com impactos diferentes sobre a inflação. O Comitê seguirá acompanhando a atividade econômica e reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”.
Em relação ao cenário externo, o Copom aponta ainda que o cenário também permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos. O cenário-base do comitê segue sendo de desaceleração gradual e ordenada da economia norte-americana.
Entretanto, o comitê chama a atenção para algumas incertezas na política econômica, tais como a introdução de tarifas à importação, adoção de possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho, e alterações importantes em preços relativos decorrentes de reorientações da matriz energética, “o que pode impactar negativamente as condições financeiras e os fluxos de capital para economias emergentes.”
“O comitê acompanhou com atenção os movimentos do câmbio, que tem reagido, notadamente, às notícias fiscais domésticas, às notícias da política econômica norte-americana e ao diferencial de juros. A consecução de determinadas políticas nos Estados Unidos pode pressionar os preços de ativos domésticos”, diz a ata.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Fundação Cesgranrio divulgaram, nesta terça-feira (4), às 10h, os resultados individuais dos candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024. Ao todo, são 173 listas com a classificação por cargo, de todos os blocos temáticos disponibilizadas na área do candidato, no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora do processo seletivo.
Somente os candidatos do bloco temático 8 (nível médio) já podem consultar a classificação definitiva com os resultados finais.
Para os cargos dos blocos de nível superior (1 a 7), foram divulgadas as listas provisórias de classificação de cada um deles e as listas de convocação para os cursos de formação de nove cargos.
Adicionalmente, todos os candidatos do CPNU, usuários do portal de serviços digitais do governo federal Gov.br receberam hoje, na nova caixa postal individual da plataforma, a mensagem personalizada com o próprio resultado individual. O acesso à mensagem está disponível somente a usuários dos níveis de segurança prata e ouro pelo aplicativo e pelo site Gov.br.
Todos os candidatos ainda receberam, a partir das 10h, mensagens de e-mail e whatsapp com os resultados individuais, e quando for o caso, as convocações para cursos de formação.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) adiantou que, na tarde desta terça-feira, serão publicados, em edição extra do Diário Oficial da União, oito editais com os resultados individuais. Um dos editais traz os resultados finais do bloco 8, de nível médio, e outros sete editais a lista de convocação para cursos de formação (Blocos de 1 a 7). Os convocados terão divulgados seus nomes, número de inscrição e cargos.
Em 28 de fevereiro, está prevista a publicação da lista definitiva de candidatos aprovados nos blocos 1 ao 7 que não precisam de cursos de formação e a lista final de convocados para matrícula nos cursos de formação.
A divulgação dos resultados individuais pelo Ministério da Gestão ocorre mesmo após recomendações do Ministério Público Federal (MPF) ao MGI e à Fundação Cesgranrio, na sexta-feira (31), para suspender a divulgação dos resultados finais do certame até que as falhas no cumprimento de regras relativas às cotas raciais previstas na legislação brasileira fossem resolvidas.
A Defensoria Pública da União (DPU) também solicitou esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na etapa de heteroidentificação do concurso. O pedido foi formalizado por meio de ofício enviado na última quinta-feira (30), com prazo de resposta de até dois dias úteis.
Concurso unificado
O Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) 2024 é considerado o maior concurso público já realizado no Brasil, por isso é chamado de Enem dos Concursos. O certame foi realizado em 18 de agosto do ano passado, simultaneamente em 218 cidades de todas as unidades da Federação, mediante o pagamento de uma única taxa de inscrição. O objetivo do governo federal foi democratizar o acesso da população às vagas do serviço público.
O número de inscritos somou 2.144.397 para disputar 6.640 vagas de cargos públicos de níveis superior, médio e técnico para diversas especialidades, em 21 órgãos da administração pública federal. Cerca de 1 milhão de candidatos realizaram as provas objetivas e discursivas.
As remunerações dos novos servidores federais variam de R$ 3.741,84 a R$ 22.921,71.
O Concurso Público Nacional Unificado inovou ao permitir que os candidatos pudessem concorrer a vagas em vários órgãos públicos. As vagas do concurso foram divididas em oito blocos temáticos, agrupando os cargos com áreas de atuação governamental semelhantes.
Confira os próximos passos dos candidatos aprovados e convocados para os cursos de formação.
Ainda que os candidatos se deparem com uma mensagem desatualizada aberta automaticamente (no formato pop-up), em uma tela menor na área do candidato, os resultados individuais de todos os participantes do certame estão publicados no site da Cesgranrio, conforme previsto.
Aviso
O texto defasado, que diz que “em razão de acordo firmado com o MPF [Ministério Público Federal] na esfera judicial, a divulgação do resultado final foi adiada”, se refere ao adiamento realizado em novembro de 2024.
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a mensagem desta janela pop-up é antiga.
“Foi um default [configuração técnica pré-definida] do sistema da Cesgranrio que rodou um pop-up antigo de novembro de 2024”, justificou o Ministério da Gestão.
Brasília – Sistema da Cesgranrio rodou pop-up de novembro de 2024 na divulgação de resultados individuais do CPNU – Print site CPU