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AGU pede celeridade no julgamento sobre responsabilização das redes

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A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta sexta-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) celeridade na retomada do julgamento sobre a responsabilização das redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários.

O julgamento foi suspenso em dezembro do ano passado após um pedido de vista do ministro André Mendonça. A data para retomada ainda não foi marcada.

Na petição enviada ao STF, a AGU afirma que o tema deve ser tratado como prioridade diante do anúncio da Meta (controladora do Instagram, Facebook e Whatsapp) de novas regras que podem flexibilizar o combate aos discursos de ódio.

Para o órgão, o novo modelo dos termos de uso das plataformas permite a disseminação de mensagens com teor racista, xenofóbico, misógino e homofóbico.

“Alterações promovidas pela recorrente em seus termos de uso, notadamente quanto à maior permissividade para o discurso de ódio contra grupos vulneráveis, violam o conjunto de fundamentos e soluções até aqui delineadas por essa Suprema Corte para o deslinde da controvérsia constitucional em relação a práticas criminosas”, argumenta a AGU.

A AGU também pediu ao Supremo a juntada do documento que reúne as contribuições recebidas pelo órgão durante a audiência pública realizada em janeiro deste ano para debater a proteção dos direitos fundamentais nas redes sociais.

Entenda

O plenário do STF julga dois processos que discutem a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal discute a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF julga se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Até o momento, três votos já foram proferidos no julgamento.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Divulgada lista de casais selecionados para primeira edição do Casamento Comunitário 2025

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A lista dos 57 casais pré-selecionados para a primeira edição do Casamento Comunitário de 2025 foi divulgada, nesta sexta-feira (7), pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Este ano, a iniciativa contará com quatro edições, proporcionando a oportunidade para mais casais oficializarem a união de forma gratuita. Os critérios de seleção obedeceram ordem cronológica de inscrição e também outras exigências previstas no Edital nº 8, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

O próximo passo dos contemplados em direção ao altar é aguardar contato da Sejus-DF, que informará o cartório, a data e o horário para comparecimento e início do processo de habilitação para o casamento. Na data agendada, será necessário levar toda a documentação original solicitada no ato da inscrição.

A próxima lista com os demais casais selecionados será divulgada em breve. Caso haja desistência ou a anulação do processo seletivo do casal inscrito, serão chamados os candidatos seguintes, respeitada a ordem de inscrição. A eventual chamada será realizada quando houver tempo hábil para habilitação de casamento junto ao respectivo Cartório de Registro Civil, obedecidos os prazos legais.

Passo a passo

Para realizar a inscrição, os interessados deverão comparecer em algum dos locais definidos, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, com a documentação exigida. Não será aceita a entrega de documentos por terceiros. Os lugares para realizar a inscrição são os seguintes: Praça dos Direitos da Ceilândia (QNN 13, Ceilândia Norte); agência do Na Hora, no Setor Cultural Norte; Praça dos Direitos do Itapoã (Quadra 203, Del Lago II); Estação Cidadania do Recanto das Emas (Quadra 113, Lote 9) e durante as edições do GDF Mais Perto do Cidadão.

Nos locais de inscrição, todos os casais devem apresentar comprovante de residência do DF; originais e cópias dos documentos pessoais ー Carteira de Identidade (RG) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e original da certidão de nascimento. Eles também devem preencher o formulário de inscrição.

Se divorciado, além dos documentos pessoais, apresentar cópia da formal de partilha contendo a petição inicial; sentença e o trânsito em julgado.

Se viúvo, além dos documentos pessoais, apresentar cópia da certidão de óbito e certidão de casamento; formal de partilha contendo a petição inicial, sentença e o trânsito em julgado

Além disso, todos os inscritos devem apresentar cópia da declaração de hipossuficiência de renda, conforme modelo no Anexo I do Edital, que deve ser entregue no ato da inscrição. As testemunhas deverão apresentar original e cópia dos seguintes documentos: RG, CPF, Certidão de Casamento se forem casados (as); se forem divorciados (as), acrescer a Certidão de Casamento com averbação do divórcio. É importante lembrar que as testemunhas que se farão presentes no cartório, não podem ser as mesmas do dia da cerimônia.

*Com informações da Sejus-DF

Fonte: Agência Brasília

Pesquisadores realizam expedição científica no Rio Araguaia

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Pesquisadores da UEG realizam expedição científica no Rio Araguaia
Pesquisadores da UEG utilizam embarcações e drones para coletar a biodiversidade aquática no rio Araguaia (Foto: UEG)

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) desempenha um papel central na maior expedição científica já realizada no Rio Araguaia, como parte do Programa Araguaia Vivo 2030. Os pesquisadores da unidade de ensino se unem a outras instituições brasileiras para coletar dados sobre a biodiversidade aquática e a qualidade ambiental do rio, em um trabalho iniciado neste mês, com duração até o próximo dia 26.

Uma equipe com 10 profissionais, alunos e bolsistas de graduação, mestrado e doutorado está percorrendo mais de 3 mil quilômetros do rio. O professor João Nabout, docente do curso de Ciências Biológicas e dos programas de pós-graduação em Recursos Naturais do Cerrado e Engenharia Agrícola, do Câmpus Central da UEG, em Anápolis, coordena a atividade “Biodiversidade Aquática”.

Expedição científica

O roteiro passa por municípios como Aruanã, Bandeirantes e o distrito de Luiz Alves, em Goiás; Cocalinho, São Félix do Araguaia e Santa Terezinha, no Mato Grosso; além de Caseara, no Tocantins. Os pesquisadores pretendem ainda avançar até o sul do Pará.

“A expedição está na fase de coleta de dados de campo, um eixo fundamental do projeto, que visa mapear padrões ecológicos e identificar mudanças na biodiversidade aquática ao longo do rio Araguaia. Estão sendo coletadas amostras de água, fitoplâncton, perifíton, zooplâncton, macrófitas e plantas terrestres em 150 lagos distribuídos pelo rio”, explica Nabout.

O programa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e gestão da Aliança Tropical de Pesquisa da Água (TWRA), tendo a coordenação-geral da professora Mariana Pires de Campos Telles, da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Com esse formato e extensão, a expedição ocorre desde 2023, e deve resultar na elaboração de um dossiê científico para subsidiar novas pesquisas, além de políticas de conservação ambiental.

A atividade utiliza novos recursos tecnológicos, como drones e imagens multiespectrais (diferentemente de imagens comuns, essas são registradas em diferentes comprimentos de onda). Segundo Nabout, a integração de “técnicas tradicionais e inovadoras permite ampliar a compreensão dos processos ecológicos, detectar mudanças ambientais com maior precisão e otimizar o monitoramento da biodiversidade nos lagos da planície de inundação”, afirma.

Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Políticas do governo vão levar dólar a ‘patamar adequado’, diz Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã de hoje (7) que as políticas que o governo tem tomado para levar o dólar a um “patamar adequado” terão reflexos nas próximas semanas. A afirmação foi feita pelo ministro durante uma entrevista concedida ao programa Manhã Cidade, da Rádio Cidade, de Caruaru (PE).

“A política que estamos adotando para trazer esse dólar em um patamar mais adequado também vai ter reflexo nos preços nas próximas semanas”, disse o ministro, durante a entrevista.

O ministro não detalhou quais seriam essas ações, mas destacou que a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos fez o dólar se valorizar no mundo todo no ano passado, o que ajudou a pressionar os preços dos alimentos. No entanto, disse o ministro, neste momento, o dólar já começou a perder força.

“No final do ano passado, nós tivemos uma ocorrência que foi a eleição do Trump, nos Estados Unidos. E isso fez com que o dólar se valorizasse no mundo inteiro. Agora, se você acompanhar o que está acontecendo, o dólar está perdendo força. Já chegou a R$ 6,30 no ano passado e hoje está na casa dos R$ 5,77. Então, isso também colabora para redução do preço dos alimentos no médio prazo”, destacou.

Para o ministro, a safra recorde prevista para este ano também deverá ajudar a reduzir os preços dos alimentos. “A partir de março nós vamos começar a colher essa safra, que vai ser recorde. Nós vamos colher como nunca colhemos. E tem o ciclo do boi também, que está no final. E isso tudo vai ajudar a normalizar essa situação”, disse. 

Durante a entrevista, o ministro afirmou ainda que a política de valorização do salário mínimo “é uma das formas de garantir que o trabalhador mantenha seu poder de compra” e que isso tem sido uma meta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após sete anos de congelamento do salário mínimo nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

“O salário mínimo ficou congelado por sete anos. Mas desde que o presidente Lula assumiu, há apenas dois anos, o valor que estava R$ 1.100 foi reajustado para R$ 1.518. Obviamente que você não consegue corrigir sete anos de má administração em dois. Mas eu penso que o presidente Lula, com o compromisso que tem com as pessoas que precisam mais do Estado, já começou uma política de valorização do salário mínimo”, destacou Haddad.

“Vamos continuar tomando as medidas de aumentar o salário mínimo, corrigir a tabela do Imposto de Renda, melhorar o poder de compra do salário, baixar o dólar e melhorar a safra para combater os preços altos”, reforçou o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Lula entrega obras de saneamento e abastecimento de água na Bahia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (7), de entregas de obras de saneamento e abastecimento de água na Bahia. As obras integram o Programa Água Para Todos e fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e contam com recursos federais e do governo do estado.

“Ninguém vive sem água, mas também ninguém vive sem comida. E é por isso que a gente tem que fazer mais uma barragem, a gente vai garantir, para os pequenos produtores, água para fazer a irrigação e vai garantir comida de qualidade na casa de vocês”, disse Lula em evento na cidade de Paramirim, no sertão baiano.

Durante o evento, foi assinada a ordem de serviço para início das obras de construção da Barragem do Rio da Caixa, que visa aumentar a disponibilidade hídrica na região e reduzir o impacto da estiagem. O estado da Bahia assinou o contrato para a execução da obra em 25 de março de 2024, que terá investimento de R$ 123,1 milhões do governo federal.

O governo federal entregou a primeira etapa do sistema integrado de abastecimento da Adutora da Fé, em Bom Jesus da Lapa. Com investimento de mais de R$ 47 milhões, a obra conta com 5,8 quilômetros de adutoras que transportam a água do Rio São Francisco para o município. Também foi assinada a autorização de contratação da segunda etapa desse sistema, com 95,2 quilômetros de extensão e R$ 258,7 milhões em investimentos. A obra deverá beneficiar Bom Jesus da Lapa, Riacho de Santana e Igaporã, além de 53 comunidades rurais.

Outra obra entregue foi o Sistema de Esgotamento Sanitário de Paramirim. Iniciado em 2011, o sistema passou por um projeto de ampliação e readequação. Com investimento de R$ 26,5 milhões da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a obra beneficia diretamente 20 mil habitantes da região.

Por fim, também foi assinada ordem de serviço para elaboração do projeto de captação de água do Canal do Sertão Baiano – trecho Salitre, que terá 10,6 quilômetros de extensão e investimento de R$ 118,8 milhões. O sistema capta água do Rio São Francisco para ajudar a abastecer municípios de Salitre, Tourão/Poções, Itapicuru, Jacuípe e Vaza-Barris.

Fonte: Agência Brasil

Aeronave bateu em árvore antes de atingir ônibus em São Paulo

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Uma equipe da Polícia Científica continua o trabalho de perícia, em conjunto com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), para apurar mais detalhes sobre as circunstâncias da queda de um avião no bairro da Barra Funda, capital paulista. O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (7).

Até o momento, o que se constata, por meio de vídeos, é que a aeronave, quando já estava sem controle, colidiu em uma árvore ou cabo de energia. Após a batida, a base do avião raspou no asfalto e, imediatamente, explodiu, levantando uma fumaça densa e escura.

A poucos metros do local onde o avião se chocou contra o solo, havia diversos veículos parados em um semáforo. Até as 10h30, autoridades policiais bloqueavam pontos da Avenida Marquês de São Vicente para evitar a circulação indiscriminada de pedestres e veículos, o que dificultaria as atividades de perícia.

Pouco restou da aeronave, que acabou quase totalmente consumida pelas chamas. Apenas uma fração da parte dianteira resistiu ao acidente. O ônibus atingido teve a traseira e seu interior bastante danificados pelo fogo e ficou repleto de fuligem. O veículo pertence à Viação Santa Brígida e fazia a linha 8.500-10, no trecho entre os terminais Pirituba e Barra Funda.

 

Fonte: Agência Brasil

Mendes rejeita recursos sobre descriminalização do porte de maconha

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribuna Federal (STF), rejeitou, nesta sexta-feira (7), dois recursos feitos pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPESP), que pediam esclarecimentos sobre a decisão do plenário segundo a qual o porte de até 40 gramas (g) de maconha não é crime. 

O tema voltou a julgamento no plenário virtual, em que os ministros depositam seus votos de forma remota. A análise começou na manhã desta sexta e segue até as 23h59 da próxima sexta-feira. Relator do processo, Mendes foi o único a votar até o momento. 

O ministro rejeitou ponto a ponto o que seriam obscuridades e omissões apontadas pelos órgãos paulistas na decisão. Nos recursos, do tipo embargos de declaração, foram feitos cinco questionamentos principais pelo Ministério Público e dois pela Defensoria Pública.

Em tese, os embargos de declaração não seriam capazes de alterar o resultado do julgamento, mas somente esclarecer pontos da decisão, ainda que existam casos nos quais esse tipo de recurso acaba resultando na alteração do resultado final. 

Mendes nega, por exemplo, que haja margem para a interpretação de que a decisão “abrangeria outras drogas além da Cannabis sativa”. O MPSP queria que o Supremo fosse mais assertivo nesse ponto, por entender que a tese final de julgamento não havia ficado clara o bastante. 

Mesmo nos casos envolvendo quantidades maiores que 40g de maconha, Mendes considera ter ficado claro na decisão do Supremo que “o juiz não deve condenar o réu [por tráfico de drogas] num impulso automático”.

A defensoria paulista havia apontado que, como ficou escrito, a tese final do julgamento poderia dar a entender que cabe à pessoa flagrada com a maconha provar que é usuário e não traficante. O ministro esclareceu que a quantidade de droga “constitui apenas um dos parâmetros que deve ser avaliado para classificar a conduta do réu”. 

“Em síntese, o que deve o juiz apontar nos autos não é se o próprio acusado produziu prova de que é apenas usuário, mas se o conjunto de elementos do art. 28, §2º, da Lei 11.343/2006 permite concluir que a conduta do réu tipifica o crime de tráfico ou o ilícito de posse de pequena quantidade de Cannabis sativa para uso pessoal”, explicou. 

Retroatividade

Outro ponto rejeitado por Mendes trata do efeito temporal da decisão. O MPSP pediu que o Supremo deixasse mais claro se a descriminalização do porte de 40g de maconha se aplicaria ou não aos casos anteriores ao julgamento, até 2006, quando foi publicada a Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). 

Mendes frisa que o plenário do Supremo não foi omisso nem obscuro sobre o ponto. “Muito pelo contrário. O acórdão [decisão colegiada] determinou que o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] realize mutirões carcerários, a indicar que a decisão impacta casos pretéritos”, escreveu o ministro. 

Dessa maneira, o relator confirma que a decisão beneficia os réus mesmo em casos passados, mesmo quando o réu já está cumprindo a pena, que deve ser aliviada. Da mesma maneira, a decisão do plenário em nada impede a participação do Ministério Público nos mutirões carcerários determinados pelo Supremo, outro ponto questionado pelo MPSP, assegura Mendes. 

O ministro ressalta ainda que, pela decisão do Supremo, não é possível impor sanções de natureza criminal aos usuários de maconha, incluindo a pena de serviços comunitários, após o MPSP ter cogitado uma possível aplicação desse tipo de sanção. 

“Conforme já afirmado, a decisão deixou clara a inviabilidade de repercussão penal do citado dispositivo legal em relação ao porte de Cannabis sativa para uso pessoal, razão por que a prestação de serviços à comunidade (inciso II) não deve ser aplicada em tais hipóteses, tendo em conta tratar-se de sanção tipicamente penal”, afirma Mendes. 

Skunk e haxixe

O MPSP questionou ainda se o porte de maconha deixa de ser crime apenas se a droga estiver na forma da erva seca ou se abrangeria “qualquer produto que contenha o THC”, princípio ativo da Cannabis sativa, como o haxixe e do skunk, que podem alcançar concentrações mais fortes de psicoativos.

Mendes também nega que haja algo a esclarecer nesse ponto. “O deslinde da controvérsia se restringiu à droga objeto do recurso extraordinário, e nenhuma manifestação estendeu tal entendimento para os entorpecentes citados pelo embargante (haxixe e skunk)”, escreveu o ministro. 

O julgamento sobre a descriminalização do porte de maconha foi concluído em junho do ano passado, após diversas tentativas de pautar o tema e sucessivos atrasos e pedidos de vista. Ao menos seis ministros, a maioria, votaram no sentido de que o porte de 40g de maconha e o plantio de até seis plantas fêmeas de cannabis sativa não são crime. Alguns ministros, contudo, proferiram votos intermediários, o que dificultou cravar um placar final. 

Pela tese que prevaleceu ao final, em pleno vigor desde a publicação da ata de julgamento, a quantidade de 40g de maconha e seus plantas fêmeas servem como referência até que o Congresso delibere sobre o assunto e eventualmente defina novos parâmetros. 

Fonte: Agência Brasil

Abertas inscrições para participar da Comissão de Defesa do Meio Ambiente do Cruzeiro

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A região administrativa do Cruzeiro está promovendo um chamamento público para formar a Comissão de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), que será composta por 12 membros, incluindo o administrador regional. A comissão terá a responsabilidade de fomentar a participação da comunidade e assessorar no planejamento, controle e fiscalização do uso dos recursos ambientais locais, com foco na preservação e melhoria da qualidade de vida.

A composição da Comdema será feita por sete membros escolhidos entre representantes da sociedade civil – como entidades de classe, clubes de serviços locais e a comunidade – e cinco membros da administração pública e de órgãos ambientais do Distrito Federal. As funções não são remuneradas, mas são consideradas de relevante interesse público.

Os interessados em integrar a Comdema devem preencher um formulário disponível online ou de maneira presencial, na Coordenação de Desenvolvimento (Codes) do Cruzeiro. Além disso, é necessário apresentar comprovação de graduação ou especialização na área ambiental, ou registro/participação em representação da comunidade ou entidades locais.

As inscrições estarão abertas por 5 dias úteis a partir da publicação do edital, até o dia 12 de fevereiro, e a escolha dos membros será feita por meio de assembleia, cuja data será divulgada no site da Administração Regional do Cruzeiro e nas redes sociais.

A Comdema tem como objetivo promover atividades de educação ambiental e auxiliar na fiscalização das atividades que utilizam recursos naturais, ajudando a garantir a sustentabilidade e a qualidade de vida na região.

*Com informações da Administração Regional do Cruzeiro

Fonte: Agência Brasília

Prazo para solicitar autorização de queimada controlada está aberto

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Queima controlada ajuda a reduzir risco de grandes incêndios florestais (Foto: Semad)

O prazo para solicitação de autorização de queima controlada na agricultura e também para pesquisa científica e tecnológica em Goiás foi aberto no dia 1º de fevereiro e segue até 30 de junho. O pedido deve ser feito diretamente no sistema Ipê, da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O principal objetivo da prática é diminuir a acumulação de material combustível no solo, como folhas secas e galhos, que podem intensificar incêndios de grande escala. É importante destacar que o manejo controlado do fogo deve ser conduzido por equipe especializada, após uma análise criteriosa das condições do tempo, tipo de vegetação e da topografia do local.

Durante a queima controlada são criados aceiros, ou seja, faixas sem vegetação ao redor da área a ser queimada, para impedir que o fogo se alastre. O fogo é iniciado de forma controlada e em pequenas áreas, com supervisão constante. Equipamentos como abafadores, sopradores, bombas d’água e tratores são usados para manter o fogo sob controle.

Entenda

Um dos benefícios do uso do fogo controlado é a prevenção contra incêndios florestais. Todas as normas que regulamentam essa prática estão na Instrução Normativa 11/2021.

A instrução proíbe o uso do fogo em distâncias inferiores a 1 km de área urbana; a menos de 100 metros de subestações de energia elétrica; no entorno de unidades de conservação; estações de telecomunicação; linhas de transmissão, e a menos de 15 metros de ferrovias ou rodovias.

Os vizinhos dessas áreas e o Corpo de Bombeiros devem ser avisados com antecedência sobre o procedimento. Para realizar a ação, é obrigatório que o proprietário providencie pessoal treinado e com equipamentos apropriados para atuar no trabalho.

A Semad informa que a queima deve ocorrer, de preferência, quando a umidade relativa do ar estiver acima de 20%, durante a noite e quando as temperaturas não estiverem tão altas.

O gerente de incêndios e emergências da Semad, Bruno Paulino, explica que o prazo para solicitar a autorização da queima controlada se encerra no final de junho justamente para evitar o período de maior seca e impossibilitar essa ação durante um momento com mais riscos de incêndios no estado.

“Sabemos que, neste momento, ainda estamos em período de chuvas, mas é importante que os produtores se programem para solicitar a autorização e realizar a queima controlada de maneira legal”, afirma Paulino.

Nas unidades de conservação vinculadas ao Estado em que se admita o domínio privado, inclusive em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), o uso de fogo em vegetação deve ser requerido pelos interessados e autorizado pela Semad, em conformidade com o que estiver estabelecido no plano de manejo da unidade.

Como solicitar a queima controlada?

Para solicitar a autorização de queima controlada é preciso fazer login no Portal Ambiental e acessar o sistema Ipê. Em seguida, vá até Empreendimentos usando CPF ou CNPJ e clique em Nova Solicitação.

Na sequência selecione a opção Licenciamento/Registro e escolha a opção Autorização de Queima Controlada. Responda ao questionário obrigatório e informe a localização exata da área onde será feita a queima.

Depois, anexe os documentos necessários, como estudos ambientais (se exigidos). Com essa etapa concluída, é necessário pagar a Taxa e Protocolização. Gere o boleto Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (Dare) e pague a taxa. O pagamento é processado em até 2 dias úteis e, quando isso acontecer, o pedido de autorização será analisado.

Para acompanhar o status da solicitação basta usar o código gerado no sistema. Se aprovado, será enviada uma autorização para realizar a queima controlada dentro das normas ambientais estabelecidas.

Em caso de dúvidas, consulte o suporte do sistema Ipê no Portal Ambiental.

Saiba mais

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Fonte: Portal Goiás

Eixão do Lazer: Câmara Legislativa debate ajustes no Plano de Uso do local

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A Câmara Legislativa debate, nesta segunda-feira (10/2), às 19h, os novos ajustes realizados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no Plano de Uso e Ocupação do Eixão do Lazer. Iniciativa do deputado Ricardo Vale (PT), a reunião pública retoma a discussão iniciada ano passado, após uma operação de fiscalização no local, promovida pela Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do DF, para coibir a venda irregular de bebidas alcoólicas e verificar o cumprimento das normas de uso do espaço público. 

Segundo Vale, o encontro foi motivado pela mobilização de trabalhadores, usuários e integrantes da comunidade cultural que solicitaram a análise das novas normas. “Vamos ver como (o plano) ficou, levantar demandas e, posteriormente, entrar em contato com o DER e o GDF (Governo do Distrito Federal) para ir ajustá-lo de forma que fique bom para todo mundo”, disse o parlamentar em publicação divulgada em suas redes sociais.

 

Mudanças

 

As mudanças, estabelecidas pelas Instruções Normativas nº 3/2024 e nº 1/2025, do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), publicadas no Diário Oficial em 30 de janeiro deste ano, determinam novas normas à atuação de trabalhadores que utilizam o espaço para comércio e prestação de serviços aos domingos e feriados.

De acordo com o documento, os horários para montagem (6h às 10h) e desmontagem (até 18h) das estruturas físicas permanecem as mesmas. No entanto, está proibida o uso das faixas de rolamento das rodovias e vias adjacentes para carga e descarga. Essa atividade agora deve ser realizada exclusivamente nas áreas de estacionamento designadas. 

Também está proibida a instalação de estruturas definitivas em áreas verdes por meio de perfuração do solo ou construção de bases para equipamentos, tendas e outros elementos. Estruturas provisórias são permitidas, desde que sejam removidas ao final do Eixão do Lazer.
 

 

O distrital Ricardo Vale conta que tem recebido manifestações de trabalhadores preocupados com as novas exigências e suas consequências para a manutenção de suas atividades no Eixão do Lazer. “É fundamental garantir que a regulamentação não inviabilize suas atividades e que haja diálogo com quem vive essa realidade no dia a dia”, afirma o deputado. O evento será aberto à participação da sociedade civil, ambulantes, comerciantes e demais interessados.

As atualizações, ainda, estabelecem que o cercamento de qualquer área apenas poderá ser feito com autorização do DER-DF. Além disso, ambulantes poderão dispor de até seis mesas e 24 cadeiras e serão instaladas placas com coordenadas geográficas para identificar os pontos autorizados a receber eventos musicais na SQN 113, na SQN 204 e na SQN 207.

Fonte: Agência CLDF