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Começa convocação de estudantes em lista de espera do Sisu

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Os candidatos selecionados pela lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025 começaram a ser convocados nesta quarta-feira (12) pelas instituições públicas de ensino superior participantes do programa. A maioria das instituições é da rede federal (universidades públicas e institutos federais), o que significa que o estudante não precisa pagar mensalidade para estudar no local.

O Ministério da Educação (MEC) esclarece que não publica lista de espera do programa. A convocação para efetiva matrícula dos candidatos é de responsabilidade das próprias instituições de ensino, que devem publicar, na internet, a lista de espera, por curso, turno, local de oferta e modalidade de concorrência. Por isso, os candidatos devem acompanhar a sequência das convocações dessa lista de espera diretamente na instituição de ensino pela qual manifestaram interesse.

Cada universidade participante deverá publicar um edital próprio com a definição sobre o preenchimento das vagas restantes e sobre os próprios calendários acadêmicos.  As regras da lista de espera estão no edital do Sisu 2025.

De acordo com Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Sisu, as convocações dos inscritos na lista de espera podem ser feitas até 30 de setembro deste ano. O prazo estendido tem o objetivo de viabilizar as convocações tanto para cursos com início de aulas no primeiro semestre, como para aqueles previstos para o segundo semestre de 2025.

Quem pôde se inscrever

Somente puderam se inscrever nesta lista do Sisu os estudantes não foram selecionados na chamada regular em nenhuma das duas opções de cursos e universidades, feitas no período regular de inscrição do Sisu, encerrado em janeiro.

Agora, na fase iniciada nesta quarta-feira, a convocação da lista segue a ordem de classificação da chamada regular, mas considera apenas os candidatos que manifestaram interesse na lista de espera até 31 de janeiro.

O Sisu

O Sistema de Seleção Unificada permite que os candidatos escolham e concorram gratuitamente, com uma única inscrição, a vagas em diversas universidades de forma gratuita, a partir dos resultados obtidos pelo estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo da política pública é ampliar o acesso a universidades públicas de qualidade.

Antes de 2024, o MEC realizava duas edições do Sisu a cada ano. Desde o ano passado, o Sisu passou a ser realizado em edição única. No processo seletivo único anual, as instituições públicas de ensino superior podem disponibilizar vagas para cursos de graduação cujo início das aulas seja no primeiro ou segundo semestre do ano.

Em 2025, estão sendo ofertadas 261.779 vagas para 6.851 cursos de graduação em 124 instituições públicas de ensino superior de todo o país.

O MEC esclarece, ainda, que a edição do Sisu de 2025 teve 254.899 candidatos aprovados, sendo 128.691 na ampla concorrência, 111.655 na modalidade de cotas e 14.553 por meio de ações afirmativas das próprias instituições de ensino superior.

Fonte: Agência Brasil

Decreto institui Desenrola Rural que ajudará 1,3 milhão de famílias

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Nos próximos dez dias, as instituições de crédito terão de oferecer renegociações a agricultores familiares endividados por meio do Desenrola Rural. O decreto que institui o programa foi publicado nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União.

A partir da publicação do decreto, as instituições de crédito têm até 10 dias para atualizar os sistemas. Após esse prazo, os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, poderão ter acesso a melhores condições de renegociação e liquidação de suas dívidas.

O programa abrange tanto dívidas de crédito rural como débitos inscritos na Dívida Ativa da União ou com créditos de instalação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (incra). Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a versão do Desenrola para pequenos produtores rurais poderá beneficiar até 1,35 milhão de pessoas com débitos em atraso há mais de um ano, de um total de 5,43 milhões de agricultores familiares no país.

Um levantamento do ministério constatou que, das famílias endividadas, 70% estão com restrições nos bancos e 30% com restrições nos serviços de proteção ao crédito, muitos por atrasos nas contas de água, luz e telefone. Em relação às instituições de crédito, 69% dos débitos dos agricultores familiares têm valor inferior a R$ 10 mil. Entre as pessoas com restrição de crédito, 47% têm dívidas de até R$ 1 mil.

Adesão

A adesão poderá ser feita de três formas. Quem estiver inscrito na Dívida Ativa da União poderá acessar, a partir de 24 de fevereiro, a página Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), digitar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), clicar em Consultar Dívida e escolher uma opção de pagamento.

Para dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ou dívidas bancárias de qualquer natureza, o produtor familiar deverá procurar a instituição financeira para regularizar a situação também a partir do dia 24, primeiro dia útil após o prazo de dez dias da publicação do decreto. Se a dívida for de crédito de instalação de beneficiários da reforma agrária, o pequeno agricultor deve ir ao Incra para quitar os débitos com desconto.

O MDA também orienta os agricultores familiares a procurar os sindicatos, as associações e as entidades representativas para receberem ajuda. A adesão vai até 31 de dezembro.

Condições

As condições de renegociação e os descontos variam conforme o tipo de dívida. No caso de dívidas do Pronaf com riscos totalmente cobertos pelos fundos constitucionais (do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste), o decreto estabelece duas condições de negociação: sem e com amortização das parcelas inadimplentes. Apenas operações contratadas entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022 poderão ser renegociadas.

No primeiro caso, o desconto variará de 40% mais um valor fixo de R$ 6 mil para débitos acima de R$ 50 mil até 80% sem adicional fixo para débitos de até R$ 10 mil. No segundo caso, em que ocorre a amortização e a capacidade de pagamento na definição do valor das parcelas não ocorre, o desconto variará de 25% mais um desconto fixo de R$ 8 mil para dívidas acima de R$ 50 mil até 65% para débitos de até R$ 10 mil.

Para as dívidas de beneficiários da reforma agrária contratadas de 27 de maio de 2014 a 29 de junho de 2022, haverá descontos de 50% para as modalidades cacau e recuperação ambiental; de 80% nas modalidades fomento, fomento mulher, semiárido e florestal; de 90% na modalidade apoio inicial e de 96% nas modalidades habitacional e reforma habitacional.

Fonte: Agência Brasil

Do preço do ovo à falta de iluminação pública: Vigilante quer fiscalização

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Na sessão da Câmara Legislativa desta quarta-feira (12), o deputado Chico Vigilante (PT) – presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) – reclamou do preço do ovo no Distrito Federal: “A cartela que custava R$ 19 está custando R$ 33. Isso é atentar contra a lei do consumidor e contra a população do DF”. O parlamentar disse que irá acionar o Procon/DF para “investigar” a situação.

Além disso, Vigilante criticou a falta de iluminação pública em várias localidades. “Em todas as cidades, há deficiência de luz. São centenas, talvez milhares, de pontos que estão escuros. Entretanto, a gente continua pagando, todos os meses, a taxa de iluminação pública”, apontou. Segundo o distrital, ele irá realizar audiência pública com o presidente da CEB para tratar do planejamento para solucionar o problema. “A cidade não pode ficar mergulhada na escuridão”, finalizou. 

Denise Caputo – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Modelo de financiamento do transporte está obsoleto, dizem gestores

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Frotas velhas, dificuldades para a manutenção de veículos e de vias, alto custo e subsídios são alguns dos desafios das prefeituras para garantir o ir e vir de seus habitantes, com bons serviços e estruturas voltadas à mobilidade urbana. Algumas das políticas públicas criadas pelo governo federal para ajudar os municípios neste desafio foram apresentadas nesta quarta-feira (12) durante um dos painéis do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.

Autoridades federais, prefeitos e secretários municipais que participaram da mesa Mobilidade Urbana: Apoio Federal aos Serviços de Transporte Público Coletivo classificaram como “obsoleto” o modelo de financiamento de transporte público baseado no número de passagens emitidas. Muitos defenderam que essa contabilidade seja feita a partir do custo do serviço para atender às demandas específicas do município.

O secretário de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Marcos Daniel, disse que faz parte das políticas do ministério dar prioridade ao transporte público e sua infraestrutura e que o desafio é torná-lo atrativo, com lógica de fluidez no trânsito.

Segundo ele, deve ser levado em conta que quanto mais barato for o serviço, mais utilizado ele será pela população. Marcos Daniel ressaltou a necessidade de planejamento no setor. “Ouçam a população. Desde os passageiros até os comerciantes. As prefeituras precisam identificar as necessidades e saber quantos veículos são necessários e em que horários. Essa organização é fundamental para a prestação do serviço”, disse ele referindo-se tanto às situações em que o serviço é prestado pela prefeitura ou quando é concedido à iniciativa privada.

O secretário ressalta que é importante a prefeitura saber exatamente quanto custa o serviço para atender à demanda de sua cidade para, então, decidir como ele será pago. 

“O modelo custo-passageiro está obsoleto”, disse ao sugerir, como uma das possibilidades, o cálculo a partir do custo global para, então, buscar a solução mais adequada, o que poderia viabilizar, inclusive, a tarifa zero (transporte gratuito), caso o poder público opte por arcar com o custo. “Sabendo o custo, busca-se formas de como pagá-lo”, disse.

Apagão de informações

Marcos Daniel pediu aos prefeitos que participem da Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana. Segundo ele, esses dados dão ao governo federal melhores condições para desenvolver suas políticas públicas, ajudando as prefeituras na elaboração de seus projetos de mobilidade.

Segundo a gerente de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Tainá Bittencourt, o país vive um “apagão de informações” com relação ao transporte público, que é atribuição das prefeituras.

“Não se sabe sequer o número de passageiros que fazem o uso [dos transportes coletivos]. Muito menos o de idosos. Isso gera distorções nos repasses”, disse.

PlanMob e Capacidades

O secretário do Ministério das Cidades alertou que o prazo para participação das prefeituras no Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob), iniciativa que visa ajudar a prefeitura a planejar sua mobilidade urbana para os próximos 10 anos, encerra este ano.

“Vocês precisam acessar o ministério das Cidades e comunicar sobre o interesse em elaborar o seu plano. Nós daremos toda a ajuda necessária, disponibilizando tecnologias para que o plano seja elaborado”, disse Marcos Daniel.

Ele lembrou também que há diversos cursos no portal do Programa Nacional de Capacitação das Cidades (Capacidades), canal de transmissão de conhecimento para a “construção democrática das cidades brasileiras”, a partir da integração das políticas públicas de desenvolvimento urbano.

Representando a Casa Civil, o gerente de projetos do novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Pedro Boffi de Filippi, apresentou algumas das ações e números relativos à nova edição do programa.

“Muitos dos novos investimentos visam modais com mais sustentabilidade, em especial os veículos elétricos”, disse ele ao citar, também no âmbito da pasta, projetos voltados a sinalização, ciclovias, integração de modais e investimentos de alto valor para veículos sobre trilhos, além da retomada e conclusão de obras estruturantes.

Apoio financeiro

O superintendente da Área de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Felipe Borim, falou sobre os instrumentos de apoio financeiro disponibilizados pelo banco aos municípios. As soluções variam de acordo com o perfil das cidades, o que abrange número de habitantes e características como a dimensão do município.

Essas soluções levam em conta pontos como racionalização econômica, priorização de modalidades de maior capacidade e menor custo operacional, privilégio do transporte coletivo sobre o individual e utilização de tecnologias mais adequadas.

“O momento atual é desafiador, após uma crise iniciada há décadas que resultou, pela primeira vez, em cidades com o uso de transportes públicos serem superados pelos individuais”, disse o superintendente ao enfatizar que o BNDES quer chegar nas prefeituras e pequenos municípios, mas que, para implementar os projetos, é preciso planejamento e estudos.

“Estamos oferecendo soluções amplas, desde o planejamento até a implementação, passando pelo financiamento. Estamos focando também na renovação de frota, estimulando os veículos elétricos e outros também sustentáveis”, acrescentou referindo-se a programas como o Fundo Clima, que oferece taxas atrativas visando a eletrificação da frota de transportes coletivos.

Papel regulador

O diretor de Infraestrutura e Melhoria do Ambiente de Negócios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Alexandre Messa, disse que muitos municípios desconhecem seu papel enquanto reguladores de serviços de mobilidade urbana.

“Vários órgãos não se percebem como reguladores, projetando esse papel para as agências. Os municípios, em termos de mobilidade, desempenham esse papel de reguladores e encontram dificuldade na elaboração desse papel”, disse o diretor.

Ele sugeriu, a prefeitos e secretários, que procurem se informar sobre como fazer normas de regulação, bem como sobre as etapas necessárias nesse processo, bem como para a análise de impacto regulatório.  “É muito importante que o resultado disso seja apresentado em relatórios com qualidade”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

Ministério Público do Trabalho vai investigar confecção que pegou fogo

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O Ministério Público do Trabalho (MPT), órgão que fiscaliza o cumprimento da legislação trabalhista, abriu um inquérito civil para investigar as condições de trabalho na confecção atingida por um incêndio no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (12).

A Maximus Confecções, em Ramos, zona norte da cidade, fabricava fantasias para escolas de samba do carnaval carioca. O Corpo de Bombeiros precisou socorrer 21 pessoas. Ao menos dez foram internadas em estado grave. Não houve mortos.

A confecção não tinha autorização dos bombeiros para funcionar. A Polícia Civil investiga as causas do incêndio, e a Defesa Civil interditou o local.

Noites de trabalho

De acordo com funcionários e vizinhos do estabelecimento, a fábrica funcionava com turnos estendidos, e trabalhadores chegavam a dormir no endereço.

Uma das trabalhadoras que conseguiu deixar o prédio confirmou que parte da equipe virou a noite no trabalho. “A gente estava dormindo porque, como a gente está fazendo fantasia de carnaval, a gente foi dormir tarde”, disse Raiane.

Uma mulher que mora em um prédio vizinho à Maximus declarou que a produção era praticamente sem parar. “Eu vejo da minha janela, 24 horas por dia, meia-noite, 1h da manhã, 3h da manhã, 5h da manhã, eles estão ali trabalhando”, disse a jornalistas Marilúcia Blackman, que teve que sair de casa às pressas.

Inquérito

Ao divulgar a abertura do inquérito, o MPT contextualizou que relatos colhidos pela imprensa apontam a presença de adolescentes entre os trabalhadores e indícios de trabalho degradante.

De acordo com o procurador responsável pelo caso, Artur de Azambuja Rodrigues, “os fatos denunciados, em tese, configuram lesão a interesses coletivos e indisponíveis dos trabalhadores, tendo em vista a ocorrência de incêndio grave, com 21 trabalhadores feridos, que deve ser investigado, dentro das atribuições do Ministério Público do Trabalho”.

A Maximus Ramo Confecções de Vestuário Ltda será notificada para prestar esclarecimentos e terá que apresentar documentos como atos constitutivos ou estatuto social; Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR); Alvará de Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI); e Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ).

A empresa terá ainda que apresentar a relação com dados detalhados de empregados e informar as medidas adotadas para prestar a assistência a cada uma das vítimas do incêndio.

Explicações

As escolas de samba Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu concentravam a produção de fantasias na fábrica. Todas são da Série Ouro, principal grupo de acesso do carnaval carioca.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, informou que conversou com a Liga-RJ, que representa as escolas, e ficou decidido que os desfiles deste ano não terão escolas rebaixadas.

O inquérito do Ministério Público do Trabalho terá cobranças direcionadas às escolas de samba Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu, que deverão informar e comprovar as medidas adotadas para prestar a assistência aos trabalhadores vítimas do incêndio e apresentar os contratos mantidos com a empresa Maximus, assim como os documentos exigidos para a contratação.

Ao visitar o local do incêndio, o presidente da Império Serrano, Flávio França, foi questionado por jornalistas sobre as condições de funcionamento da confecção.

“A gente alugou o espaço. Existe uma empresa que faz esse serviço, a gente contrata os profissionais para poder desenvolver essas fantasias, mas a gente, nesse primeiro momento, está preocupado com a saúde de todos”, respondeu.

Críticas

O jornalista e pesquisador do carnaval carioca Fábio Fabato criticou as condições dos trabalhadores envolvidos com a preparação dos desfiles das escolas de samba.

“O carnaval carioca bate no peito como Maior Espetáculo da Terra, mas as engrenagens da festa ainda são amadoras. Muitos dos trabalhadores que fazem a festa, boa parte invisibilizada, chega a trabalhar de modo análogo à escravidão em reta final de preparativos”, denunciou à Agência Brasil.

“Segurança social e carteira de trabalho para todos ainda são sonhos em ambientes que, em alguns casos, apresentam condições insalubres”, disse.

A Agência Brasil tentou contato com a Maximus por meio dos canais disponibilizados nas redes sociais da empresa, mas não obteve retorno, e está aberta a manifestações.

Fonte: Agência Brasil

Barroso dá mais 30 dias para São Paulo detalhar uso de câmeras pela PM

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais 30 dias de prazo para que o governo de São Paulo apresente mais informações sobre o uso de câmeras corporais pelos policiais militares do estado.

Pela determinação, o governo de Tarcísio de Freitas deverá detalhar quais indicadores serão utilizados para avaliar a efetividade da medida. Também deve ser esclarecida a ordem de adoção prioritária das câmeras corporais nas fardas dos policiais militares de acordo com os riscos de letalidade policial.

O aumento de prazo havia sido pedido pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo. O órgão alegou que o Centro de Inteligência da Polícia Militar está elaborando os levantamentos, mas seria preciso mais tempo, diante da quantidade de dados que precisam ser coletados e analisados.

O tempo inicial de resposta era de 45 dias e constava na decisão de 9 de dezembro em que Barroso determinou a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais pela PM paulista. Por essa decisão, os equipamentos devem ser capazes de gravação ininterrupta. Ele atendeu a pedido da Defensoria Pública de São Paulo.

Em nova decisão, de 26 de dezembro, Barroso limitou a obrigatoriedade das câmeras somente para “operações de grande envergadura”, incursões em comunidades vulneráveis e em operações deflagradas para responder a ataques contra policiais.

O ministro reconheceu a alegação do governo paulista de que não teria câmeras suficientes para todo o efetivo da PM, que supera os 80 mil agentes. Ele ordenou que os equipamentos fossem destinados a regiões com maior letalidade policial.

Histórico

O governo de São Paulo se comprometeu com o STF, em abril do ano passado, a usar câmeras corporais em operações policiais no estado e apresentou cronograma que estabelecia a implementação do sistema. O estado previa nova licitação e aquisição de novos equipamentos.

A adoção da medida, contudo, tem demorado diante de dúvidas a respeito da compra de 12 mil câmeras da empresa Motorola. A compra foi criticada, no entanto, por prever mudanças na forma de acionamento do equipamento, que não faria uma gravação ininterrupta, conforme determinado pelo Supremo.

Fonte: Agência Brasil

BRB lança ciclo de encontros sobre inovação e mobilidade urbana

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O Banco de Brasília (BRB) dará início, no dia 18 de fevereiro, a uma série de ações mensais sobre inovação e tecnologia, com o encontro Transformando o Futuro da Mobilidade Urbana. O evento gratuito ocorrerá no auditório do polo de inovação do BRB – BRBLAB, localizado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), das 14h às 17h. Estarão presentes especialistas, gestores públicos e representantes do setor privado para discutir como a tecnologia está transformando o planejamento urbano, a mobilidade e a qualidade de vida nas cidades.

Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, aponta que a promoção de debates com a participação da sociedade reflete o compromisso do banco com a modernização dos serviços urbanos e a construção de cidades mais inteligentes e sustentáveis.

“As jornadas de tecnologia e inovação representam mais uma ação em prol do fortalecimento do papel do BRB na transformação digital do DF”

Paulo Henrique Costa, presidente do BRB

“Além de se destacar como protagonista na promoção de inovação e digitalização no setor financeiro, o BRB investe no desenvolvimento de soluções para a modernização das cidades e do transporte urbano. As jornadas de tecnologia e inovação representam mais uma ação em prol do fortalecimento do papel do BRB na transformação digital do DF. Esse é um passo importante na consolidação do BRBLAB como um hub de inovação, para promover interação entre startups e especialistas do setor urbano”, afirma o presidente do banco.

Com uma programação diversificada, o evento terá três painéis de discussão: Cidades inteligentes e mobilidade do futuro, com Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade do DF, e Leonardo Reisman, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF; Transformação digital e Integração Modal, com Julio Ramos, diretor-executivo para Mobilidade Urbana da Visa do Brasil; e BRB e a mobilidade do DF, com Saulo Nacif, superintendente de Mobilidade do BRB.

“Ao fim do evento haverá sessão de perguntas e debate entre os participantes, abordando os principais temas sobre a evolução da mobilidade e as tendências para as cidades inteligentes”, adianta Paulo Henrique.

BRB e mobilidade urbana

O BRB tem se destacado como um importante agente na promoção da mobilidade urbana por meio do BRB Mobilidade, serviço que, desde novembro de 2019, integra o transporte público do Distrito Federal e colabora, por meio da inovação, para a melhoria de processos que impactaram positivamente os usuários.

As próximas entregas previstas pelo BRB Mobilidade envolvem o projeto em parceria com a Visa com o objetivo de melhorar a experiência do cidadão na utilização dos canais de mobilidade urbana do DF e transformar Brasília em uma cidade inteligente, facilitando a vida dos moradores e turistas.

Por meio da parceria, será desenvolvida plataforma online integrada aos demais serviços de transporte disponíveis na cidade, em que os usuários poderão escolher entre diferentes modos de transporte para sua jornada e adaptar seu percurso às necessidades de cada trajeto.

Transformando o Futuro da Mobilidade Urbana
Data: 18 de fevereiro
Horário: 14h às 17h
Local: Auditório BRBLAB – Parque Tecnológico de Brasília
Inscrição gratuita, com vagas limitadas, por meio do perfil @brb.lab no Instagram.

*Com informações do BRB

Fonte: Agência Brasília

Goinfra licita manutenção das rodovias, balsas e aeródromos

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Goinfra licita manutenção da malha rodoviária, aeródromos e balsas
Para otimizar a gestão dos trabalhos, a autarquia dividiu o estado em 20 regionais de manutenção rodoviária (Foto: Divulgação)

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) abre edital de licitação para contratação de empresas que ficarão responsáveis pela conservação e manutenção da malha rodoviária, aeródromos e balsas em Goiás, para o biênio 2025/2026. Os interessados devem apresentar as propostas até o próximo dia 20. 

O edital, que prevê um investimento de mais de R$ 1,6 bilhão, foi apresentado em janeiro deste ano durante uma audiência pública. Na oportunidade, técnicos da autarquia detalharam o formato dos novos contratos, bem como as atribuições exigidas das companhias vencedoras.

O documento, que inclui o conjunto de normas técnicas aplicáveis a cada especialidade, pode ser acessado no site da Goinfra, na aba Licitações, ou pelo link http://sgl.goinfra.go.gov.br/portal_licitacao/.

Manutenção

Para otimizar a gestão dos trabalhos, a autarquia dividiu o estado em 20 regionais de manutenção rodoviária. O edital também inclui descrições específicas para a prestação de serviços de conservação em aeródromos.

Quanto às balsas, os serviços abrangem a operação e manutenção das embarcações e a adequações dos locais de embarque e desembarque, assegurando a acessibilidade e o transporte seguro de pessoas e bens.

Leia mais:

Goinfra apresenta novo programa de manutenção de rodovias, aeródromos e balsas

Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Inscrições para participar do próximo sorteio do Nota Fiscal Goiana vão até domingo

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O segundo sorteio do ano do Programa Nota Fiscal Goiana (NFG) será realizado no dia 27/02, na Secretaria da Economia. Quem ainda não está inscrito tem até o próximo domingo (16/02) para garantir a participação. O cadastro pode ser feito pelo site oficial do programa: http://www.goias.gov.br/nfgoiana. Serão sorteados R$ 200 mil em prêmios, com valores que variam de R$ 500 a R$ 50 mil.

Desde o início do ano, o programa já registrou a adesão de quase 13 mil novos participantes. Para concorrer aos sorteios mensais, os inscritos devem solicitar a inclusão do CPF na nota fiscal ao realizarem compras, acumulando pontos automaticamente.

Cadastro no Nota Fiscal Goiana

O cadastro é simples e totalmente on-line. Basta acessar o site, clicar em Cadastre-se e preencher os campos solicitados. Para consumidores já inscritos, os bilhetes são gerados com base nas notas fiscais de compras realizadas no mês de janeiro e nas não pontuadas anteriormente.

“Atualmente, o Nota Goiana já conta com quase 960 mil cadastrados. No entanto, muitos acabam ficando de fora dos sorteios mensais porque se esquecem de solicitar o CPF na nota fiscal”, alerta o coordenador do programa, Leonardo Vieira de Paula.

A cada R$ 100,00 em compras com CPF na nota, o participante recebe um bilhete eletrônico para concorrer. Na próxima semana, os cadastrados poderão consultar no site a quantidade de bilhetes gerados para o sorteio deste mês.

Além da chance de ganhar prêmios em dinheiro, os pontos acumulados podem garantir descontos no IPVA, chegando a até 10%. Outra vantagem do programa é o incentivo ao esporte goiano: torcedores podem indicar seu time do coração no site da Nota Goiana e, assim, contribuir para que sua equipe tenha a chance de conquistar prêmios.

Prêmios

O sorteio é realizado mensalmente com a distribuição de R$ 200 mil em 158 prêmios. Um vencedor vai ganhar R$ 50 mil; três vão ganhar R$ 10 mil cada um; quatro recebem R$ 5 mil cada, além de 50 ganhadores de R$ 1 mil e 100 contemplados com R$ 500,00 cada um.

Fonte: Portal Goiás

A Contradição de Pedro Campos e a História Política de Pernambuco

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No cenário político brasileiro, as heranças familiares muitas vezes moldam a trajetória de novos líderes. Um exemplo recente é o deputado federal Pedro Campos, irmão do atual prefeito do Recife, João Campos. Ambos são descendentes de uma linhagem política rica, que inclui o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes e seu neto, Eduardo Campos, que almejou a presidência do Brasil antes de sua trágica morte.

Pedro Campos, que se elegeu deputado federal após a saída de João para a prefeitura, tomou uma posição polêmica ao se manifestar contra a anistia aos presos políticos do dia 8 de janeiro. Essa declaração gerou estranheza, considerando que sua própria família deve grande parte de sua trajetória política à anistia concedida a Miguel Arraes no final dos anos 70. Após ser exilado durante o governo militar de 1964, Arraes retornou ao Brasil por meio dessa anistia e recomeçou sua carreira política, que culminou na construção de um legado significativo em Pernambuco.

Eduardo Campos, seguindo os passos do avô, também deixou sua marca na política do estado como governador e candidato à presidência. João Campos, por sua vez, não apenas herdou esse legado como também se tornou uma figura proeminente no PSB (Partido Socialista Brasileiro), partido que historicamente defende valores progressistas. O PSB, no entanto, também se posiciona contra a anistia em um momento em que muitos clamam por justiça e reparação.

A postura de Pedro Campos levanta questões sobre as contradições dentro da esquerda pernambucana. Como pode um político que se beneficia da anistia na história de sua família se opor à mesma medida para outros? Essa posição parece refletir uma visão esquemática e egocêntrica da política — onde os benefícios são reservados à própria família e os sacrifícios devem ser suportados pelos outros.

A crítica à postura de Pedro Campos vai além das questões pessoais; ela toca na essência da representação política atual. Em uma época em que o povo busca vozes autênticas e comprometidas com as causas sociais, o deputado parece representar uma elite política desconectada das necessidades da população. Para muitos, essa é a verdadeira face da esquerda pernambucana: uma esquerda que prioriza seus interesses e esquece do compromisso com aqueles que realmente precisam.

Assim, enquanto Pedro Campos navega por essa complexa teia familiar e política, fica evidente que suas decisões não apenas afetam sua imagem pessoal, mas também refletem um legado mais amplo que envolve questões históricas profundas sobre justiça, anistia e a verdadeira essência da esquerda no Brasil.

Em tempos de polarização e busca por autenticidade na política, é crucial que os representantes estejam atentos às lições do passado e às demandas do presente — não apenas para si mesmos, mas para todo o povo que representam.