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Petrobras descobre nova camada de óleo no pré-sal da Bacia de Santos

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A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (14) nova acumulação de petróleo na zona inferior ao reservatório principal do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. O volume foi identificado por meio de testes em uma profundidade de 5.600 metros.

De acordo com nota divulgada pela empresa, na inspeção foram usados perfis elétricos gerados por sonda introduzida em nova perfuração, para identificar caraterísticas geológicas e hidrológicas. O material gerado ainda está em análise pelos laboratórios da Petrobras.

A nota esclarece que “o Consórcio da Jazida Compartilhada de Búzios, formado pela Petrobras como operadora (participação de 88,98%), em parceria com a CNOOC (7,34%) e a CNPC (3,67%), tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora, dará continuidade às análises dos resultados para continuidade das atividades na área”.

Produção média anual

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção média anual de petróleo e gás natural foi, em 2024, de 4,322 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Desses, foram produzidos 3,358 milhões de barris por dia (bbl/d) de petróleo.

Cerca de 78% desta produção foi proveniente de reservatórios da camada pré-sal, uma formação localizada entre mil e 6 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar. O campo de Búzios é considerado o maior do mundo em águas ultraprofundas e fica localizado no Rio de Janeiro, a 189 quilômetros da costa. Opera com produção em larga escala desde março de 2015, e no último ano ultrapassou a marca de 1 bilhão de barris de petróleo produzidos, no mês de março.

De acordo com o Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, em 2024, a produção do campo de Búzios aumentou 2,40% em relação ao ano de 2023, representando 19,53% da produção marítima.

Fonte: Agência Brasil

Ideais de transformação social motivaram jovens cientistas premiados

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Uma cartilha para que mulheres identifiquem que são vítimas de assédio sexual on-line foi o produto final de pesquisa de Arienny Carina Ramos Souza, de 23 anos, graduanda em Ciências Biológicas no Instituto Federal do Pará. Durante o processo de investigação acadêmica, ela chegou à conclusão de que mulheres negras e de baixa renda são as principais vítimas desse tipo de crime. 

O que ela não imaginava é que o trabalho seria reconhecido pelo 30º Prêmio Jovens Cientistas, na última quarta-feira (12). Ela e outros pesquisadores reconhecidos pela iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho,  relembram que os objetos estudados tiveram origem em ideais comunitários de transformação social e de prestação de serviço à coletividade. 


Brasília, 14/02/2025 - A estudante do instituto federal de educação, ciência e tecnologia do Pará (IFPA), ganhou o prêmio na primeira colocação na categoria estudante do ensino superior, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília, 14/02/2025 - A estudante do instituto federal de educação, ciência e tecnologia do Pará (IFPA), ganhou o prêmio na primeira colocação na categoria estudante do ensino superior, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Ao receber o prêmio, pesquisadores recordaram suas próprias origens humildes, estudos por horas a fio e sobre o que significa a curiosidade por criar e inovar pelo bem comum. Esse é o caso de Arienny, primeira colocada na categoria “Estudante do Ensino Superior”.

Ela foi orientada pelo professor Breno Alencar. Quando ela subiu ao palco para receber o prêmio das mãos da ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Arienny destacou que era a primeira pessoa da família a chegar ao ensino superior. 

“É uma emoção muito grande, dada a minha origem, e principalmente devido a ter sido oriunda de escola pública durante toda a minha educação básica”, disse.

O trabalho nasceu do inconformismo após casos de assédio praticados por professores contra alunas. 

Agroecológico

Outro jovem cientista premiado foi Bernardo Souza Cordeiro, de 19 anos, também de instituição pública, que terminou o curso de Eletrônica no Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Orientado pelo professor Adriano Borges, ele foi o primeiro colocado na categoria “Estudante do Ensino Médio” ao desenvolver um dispositivo para produção de um defensivo agrícola agroecológico


Brasília, 14/02/2025 - O estudante colégio técnico da universidade federal de Minas Gerais (COLTEC-UFMG) , Bernardo de Sousa, ganhou o prêmio na primeira colocação na categoria ensino médio, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília, 14/02/2025 - O estudante colégio técnico da universidade federal de Minas Gerais (COLTEC-UFMG) , Bernardo de Sousa, ganhou o prêmio na primeira colocação na categoria ensino médio, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Surgiu a oportunidade de trabalhar com um projeto agroecológico IoT (sigla em inglês para ‘internet das coisas’) com um componente para possibilitar substituir os agrotóxicos.

“A gente queria que fosse uma alternativa barata. Esse defensivo só precisa de água e sal em um processo eletroquímico”, explica.

Ele explica que o ácido hipocloroso, que tem propriedades antimicrobianas, é obtido por um processo eletroquímico que usa energia elétrica. O protótipo desenvolvido fez parte dos ideais do rapaz de querer colaborar com pequenos produtores rurais. 

Mais um motivo de comemoração recente é que ele foi aprovado, no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no curso de Engenharia de Controle e Automação na UFMG. Ele também foi o primeiro da família a ingressar em uma universidade federal.

“Meu pais estão muito orgulhosos. Meu pai não conseguiu completar o quinto ano e minha mãe fez curso técnico de enfermagem”. Os pais não entendem de eletrônica, mas compreendem bem a felicidade do rapaz. Os sorrisos multiplicaram-se.

Sensores

De multiplicação e sorrisos, o doutorando em física Wenderson Rodrigues também conhece. Estudante da Universidade Federal de Viçosa, o rapaz de apenas 30 anos criou sensores e equipamentos para saúde pública, segurança alimentar e monitoramento climático em uma pesquisa que foi premiada como primeiro colocado na categoria para mestres e doutores. Ele foi orientado pelo professor Joaquim Mendes.


Brasília, 14/02/2025 - O estudante da universidade de Nova Viçosa (UFV), Wenderson Rodrigues, ganhou o prêmio na primeira colocação na categoria mestre e doutor, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília, 14/02/2025 - O estudante da universidade de Nova Viçosa (UFV), Wenderson Rodrigues, ganhou o prêmio na primeira colocação na categoria mestre e doutor, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Rodrigues recordou que se interessou pelo assunto desde o ensino médio. Ele disse que o trabalho consistiu no desenvolvimento de quatro dispositivos. Entre eles, há um dispositivo de detecção que mostra em uma tela se o paciente está ou não com o vírus.

“Essa é uma aplicação na área da saúde pública”, contou. 

Outro resultado de suas pesquisas foi na área da segurança alimentar com o desenvolvimento de uma câmara de esterilização baseada em ampolas de mercúrio descartadas da eliminação pública. Ele contextualizou que, com a substituição de lâmpadas de mercúrio por lâmpadas de led, as que foram descartadas podem gerar poluição ambiental.

“A gente resolveu reutilizar, com sucesso, essas lâmpadas para esterilizar objetos e alimentos contaminados com bactérias”.

Ainda nesse combo de inovações, o rapaz criou equipamentos, baseados em materiais alternativos e sensores de baixo preço, com potencial de contribuir para fornecer informações precisas de dados meteorológicos locais para pequenos produtores que trabalham com agricultura familiar. “A ideia foi democratizar o acesso à informação meteorológica”.

Haja orgulho do professor Joaquim Mendes, que acompanha o cientista prodígio desde a iniciação científica.

“Ele é um estudante muito empenhado e tem um diferencial muito grande porque ele consegue trabalhar em mais de um problema ao mesmo tempo”.

O professor diz que o trabalho do aluno deve ser ainda mais valorizado pelas dificuldades financeiras que a família atravessou. “Ele conseguiu sair de uma condição humilde e chegou longe. A gente vai ouvir muito falar do Wenderson ainda”, afirmou.

Ciência contra negacionismo

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, valorizou a trajetória e as histórias dos pesquisadores premiados. Ele afirmou que é fundamental incentivar esses jovens nos seus trabalhos. 

“Nós temos que considerar esses jovens como faróis para os outros se desenvolverem. São faróis para as pessoas acreditarem que podem sim fazer ciência e tecnologia e serem reconhecidos por isso”.

O prêmio contemplou os ganhadores com computadores, bolsas do CNPq e valores em dinheiro, que variam entre R$ 12 mil e R$ 40 mil.

>> Confira aqui todos os vencedores desta edição 

A ministra Luciana Santos lamentou que o prêmio deixou de existir durante o governo passado e chamou de “nefasto” o negacionismo científico.

“Nós precisamos, cada vez mais, fazer a difusão e a popularização da ciência para poder enfrentar o obscurantismo. Nós precisamos vencer o obscurantismo com a produção científica”.

Lentes

O pensamento na ciência inspira jovens como Maysa dos Santos, de apenas 18 anos, que pesquisou no Instituto Federal do Pará (IFPA), no campus de Altamira, em estudo com sua professora Laís Castro, uma alternativa de microscópio de luz para o ensino médio na região do Xingu, no Pará.


Brasília, 14/02/2025 - A estudante do instituto federal do Pará, Maysa Grazielle dos Santos Passoa, ganhou o prêmio na terceira colocação na categoria ensino médio, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília, 14/02/2025 - A estudante do instituto federal do Pará, Maysa Grazielle dos Santos Passoa, ganhou o prêmio na terceira colocação na categoria ensino médio, na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Ela foi a terceira colocada na categoria para estudantes de ensino médio. Em vista de ter conhecimento de que apenas 38,8% das escolas de ensino médio têm espaço com microscópio para as aulas de biologia, ela criou através de uma impressora 3D. A ideia era de criar um equipamento para ser uma alternativa viável de baixo custo. 

A estudante utilizou lentes retiradas de óculos 3D de realidade virtual, fios e botão liga/desliga. Ela nem sabia. Mas passou a ver a realidade em detalhes e as lentes já tornaram o mundo dela bem maior.

Fonte: Agência Brasil

Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” começa na próxima quinta-feira

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Mostra O Amor, a Morte e as Paixões começa na próxima quinta-feira (20/02) e vai até 05 de março (Fotos: Divulgação/Secult-GO)

A 16ª edição da Mostra O Amor, a Morte e as Paixões começa na próxima quinta-feira (20/02) e traz uma programação diversificada que inclui exibição de filmes, palestras, debates, visitas de participantes dos filmes e também apresentações musicais.

O evento foi contemplado com recursos do Programa Goyazes, do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com o patrocínio da Equatorial Energia.

Durante a mostra, serão exibidos filmes que estão concorrendo ao Oscar 2025, premiados nos principais festivais do mundo – a exemplo de Cannes (França), Veneza (Itália), Berlin (Alemanha), Goya (Espanha) e Sundance (EUA) –, além das produções brasileiras e de cineastas goianos.

Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” exibirá filmes premiados e indicados ao Oscar 2025 Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” exibirá filmes premiados e indicados ao Oscar 2025
Durante a Mostra também será lançado o filme Oeste Outra Vez, do cineasta goiano Érico Rassi, gravado na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O ator Ângelo Antônio integra o elenco (Foto: Divulgação/Secult-GO)

Mais de 170 sessões

São 75 filmes de 31 países, sendo 25 nacionais, com um total de 177 sessões.

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, explica que a Mostra O Amor, a Morte e as Paixões é uma celebração da força do cinema goiano.

“O Governo de Goiás, por meio do Programa Goyazes, tem orgulho de apoiar este evento, que se consolidou como um importante espaço de valorização e divulgação da nossa produção audiovisual”.

“Ao fomentar projetos como este, estamos promovendo o talento local, incentivando a diversidade de olhares e contribuindo para o fortalecimento da cultura do nosso estado, levando o cinema goiano a novos públicos,” destacou.

Para o criador e curador da Mostra, Lisandro Nogueira, os filmes selecionados refletem o cinema produzido no mundo hoje.

Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” começa na próxima quinta-feiraMostra “O Amor, a Morte e as Paixões” começa na próxima quinta-feira
Mostra trará exibição de 75 filmes de 31 países, sendo 25 nacionais, com um total de 177 sessões. Programação diversificada inclui exibição de filmes, palestras, debates, visitas de participantes dos filmes e também apresentações musicais (Foto: Divulgação/Secult-GO)

“Os goianos e goianienses terão a oportunidade de assistirem os melhores filmes lançados em 2024. Continuamos com nossa proposta inicial de exibir filmes para todos os públicos. E este ano vamos ter na grade de programação filmes infantis com exibição todos os dias às 10 horas”, informou.

A Mostra também vai lançar o filme Oeste Outra Vez, do cineasta goiano Érico Rassi, que foi gravado na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Os atores Ângelo Antônio, Rodger Rogério, Babu Santana, Daniel Porpino, Tuanny Araújo e Adanilo Reis, além de Erico Rassi, Cristiane Miotto e Lidiana Reis, da equipe técnica, vão visitar o evento no dia 23 de fevereiro.

“O cinema feito em Goiás sempre teve espaço garantido no evento”, destaca Lisandro Nogueira.

Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” exibirá filmes premiados e indicados ao Oscar 2025 Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” exibirá filmes premiados e indicados ao Oscar 2025
O filme Ainda Estou Aqui de Walter Salles será uma das obras debatidas durante a 16ª edição da Mostra O Amor, a Morte e as Paixões (Foto: Alile Dara Onawale/Sony Pictures)

A 16ª Mostra também vai contar com a presença de jornalistas, psicanalistas e professores de Goiás debatendo filmes como Ainda Estou Aqui e Baby Girl.

Esta edição conta ainda com apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio); Arquivo Total; Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg); Instituto Unimed; Saneago; e promoção da TV Anhanguera e da Rádio Executiva.

Serviço

Assunto: Mostra O Amor, a Morte e as Paixões
Quando: 20 de fevereiro a 5 de março
Onde: Cinex, no Centro Cultural Oscar Niemeyer – Endereço: Avenida Deputado Jamel Cecílio, nº 4.490, Quadra Gleba, Lote 01, Setor Fazenda Gameleira, Goiânia, GO

Programação, passaportes e ingressos

Programação da mostra e venda de passaportes: https://www.cinex.art.br
Preço do passaporte: R$ 220 (10 ingressos) e R$ 125 (5 ingressos)
Preço do ingresso avulso: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Associados do Sesc, Unimed e Adufg pagam R$ 20 mediante apresentação da carteirinha
Informações: @cinex.goiania

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Fonte: Portal Goiás

Empregada escravizada por 70 anos tem vínculo trabalhista reconhecido

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A Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo de trabalho de uma empregada doméstica mantida em situação análoga à escravidão por mais de 70 anos. Os empregadores, mãe e filho, terão que pagar à vítima uma indenização de R$ 600 mil por danos morais individuais e verbas trabalhistas de todo o período trabalhado.

O resgate aconteceu em 2022, em diligência feita pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), em conjunto com a Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro e o apoio da equipe de assistência do Projeto Ação Integrada. O caso é considerado o mais longo de alguém em situação de escravidão contemporânea no Brasil, desde o início do registro histórico em 1995.

A idosa tinha 85 anos à época e estava em situação de exploração desde os 12 anos, sem nenhum direito. Foram três gerações da mesma família envolvidas na exploração. Segundo a investigação, o empregador guardava os documentos pessoais da trabalhadora e realizava os saques da aposentadoria dela.

O juiz Leonardo Campos Mutti, da 30ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, destacou que a vítima “trabalhou ao longo de praticamente toda a sua vida com dedicação exclusiva e integral aos réus, em prejuízo de sua própria vida e de seu pleno desenvolvimento como pessoa, sem receber salário ou qualquer outro direito trabalhista, sem liberdade, submetida a condições degradantes de trabalho e a todo tipo de restrição, sendo privada até mesmo de ter a plena consciência de que era vítima de grave ilicitude praticada pelos réus”.

A decisão determinou o pagamento de todas as verbas trabalhistas devidas de janeiro de 1967 até maio de 2022, período em que a vítima trabalhou para os réus. Anteriormente, ela trabalhou pra avó da família, já falecida. O juiz também estabeleceu o pagamento de R$ 300 mil por dano moral coletivo.

“O reconhecimento da relação de trabalho em condições análogas à escravidão de pessoa que foi forçada a prestar serviços desde a infância, acolhendo as provas produzidas no Inquérito Civil do MPT, demonstra um amadurecimento do Judiciário brasileiro no enfrentamento de situações de grave violação aos direitos humanos”, disse Juliane Mombelli, a procuradora do Trabalho responsável pelo processo judicial.

Fonte: Agência Brasil

Projeto itinerante de popularização da ciência é lançado em Ceilândia

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A partir da próxima semana, a popularização da ciência no Distrito Federal ganhará novo impulso com o lançamento do projeto Ciência na Estrada, resultado de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex). Entre os dias 19 e 23 deste mês, o campus de Ceilândia da Universidade Católica de Brasília (UCB) promoverá palestras, workshops, oficinas e atividades interativas. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingressos na plataforma Sympla.

“Inspirar as novas gerações a seguir carreiras científicas e tecnológicas é um dos principais objetivos da Secti-DF”

Leonardo Reisman, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação

Com uma estrutura itinerante equipada com computadores, materiais didáticos e instalações adaptadas, o projeto visa a engajar diferentes públicos e estimular o interesse pela ciência, especialmente entre os jovens.

“Inspirar as novas gerações a seguir carreiras científicas e tecnológicas é um dos principais objetivos da Secti-DF”, afirma o titular da pasta, Leonardo Reisman. “O Ciência na Estrada levará experiências imersivas em inovação, robótica, astronomia, tecnologia e outras áreas para dez regiões administrativas do Distrito Federal.”

Participações especiais

Entre as atrações de destaque, está a presença do astrofísico Sérgio Sacani, um dos principais divulgadores científicos do Brasil pelo canal Space Today, que abordará astronomia, exploração espacial e a relevância da ciência no cotidiano. O astronauta Victor Hespanha, segundo brasileiro a ir ao espaço, compartilhará sua trajetória. Também haverá uma arena interativa de drones, demonstrações químicas com o projeto Einstein Jr. e experiências conduzidas pelo influenciador Domingos Santos, conhecido por popularizar a ciência de forma criativa.

As oficinas incluirão a construção de protótipos robóticos, desenvolvimento de jogos digitais e simulações astronômicas. O projeto também promoverá desafios de inovação para soluções de problemas locais e uma feira de ciências com projetos dos participantes.

O Ciência na Estrada percorrerá Sol Nascente, Pôr do Sol, Brazlândia, Santa Maria, Arapoanga, Vicente Pires, Sobradinho II, Samambaia, Riacho Fundo, Estrutural e Guará, levando a ciência de forma acessível e inspiradora a diferentes comunidades. A iniciativa busca despertar o interesse por carreiras tecnológicas e científicas, transformando o aprendizado em uma ferramenta de empoderamento e desenvolvimento.

Conheça mais sobre o projeto.

Ciência na Estrada – Primeira Parada

⇒ Data: entre os dias 19 e 23 deste mês, das 14h às 20h
⇒ Local: Universidade Católica de Brasília – Ceilândia
Entrada gratuita; ingressos na plataforma Sympla.

*Com informações da Secti-DF

Fonte: Agência Brasília

Ampliado prazo para famílias do Rio Grande do Sul receberem auxílio

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As prefeituras do Rio Grande do Sul podem enviar ao governo federal até 1º de março as listas de famílias que ainda não receberam o Auxílio Reconstrução. O sistema do programa federal foi reaberto na última segunda-feira (10). O cadastro das novas famílias é gratuito. O sistema para cadastrar famílias  para receber o Auxílio Reconstrução é este.

Têm direito ao apoio financeiro somente famílias residentes em áreas que foram integral ou parcialmente inundadas ou danificadas por enxurradas ou deslizamentos e acabaram acolhidas em abrigos públicos gaúchos durante as enchentes de maio de 2024.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) ressalta que não se trata de um novo pagamento do auxílio. É apenas a prorrogação do prazo para permitir que os municípios incluam aqueles que, por algum motivo, não conseguiram realizar o cadastramento dentro do período inicial.  

“A reabertura da plataforma de envio das listas foi definida em acordo entre a Defensoria Pública da União (DPU) e a União, com o objetivo de garantir que todas as famílias elegíveis sejam contempladas”, esclarece, em nota, o ministério. O prazo anterior foi encerrado em 3 de fevereiro.

O Auxílio Reconstrução foi criado em maio do ano passado (Medida Provisória nº 1.219/2024) e representa um apoio financeiro de R$ 5,1 mil pago em uma única parcela pelo governo federal às famílias desalojadas ou desabrigadas em razão das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. O benefício é concedido por família – e não por pessoa.

Passo a passo

As prefeituras devem preencher e enviar para o governo federal os nomes e o Cadastro de Pessoa Física (CPF) de todos os integrantes das famílias que residiam em áreas atingidas pelas enchentes e que precisaram abandonar suas casas, de forma temporária ou definitiva.

As prefeituras também têm a responsabilidade de verificar a composição familiar enviada, incluindo os requerimentos unipessoais, além da guarda dos documentos comprobatórios em caso de auditoria.

Após o envio das listas, os cadastros serão analisados pelo governo federal. Se aprovados, a pessoa identificada como responsável pela família deverá acessar online o sistema Auxílio Reconstrução e clicar no botão Sou Cidadão para confirmar se as informações cadastradas estão corretas.

O futuro beneficiário precisará usar sua conta do portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.Br. Se o responsável familiar identificar erro nos dados cadastrados deverá cancelar a solicitação e procurar a prefeitura para realizar novo cadastro com os dados corretos.

Os dados confirmados pelos responsáveis familiares serão enviados para a Caixa Econômica Federal e os pagamentos serão realizados dois dias úteis após o recebimento da confirmação.

O governo federal tem uma instrução normativa com as regras para a concessão do Auxílio Reconstrução.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena deste sábado sorteia prêmio de 60 milhões

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O concurso 2. 829 da Mega-Sena pode pagar o prêmio de 60 milhões neste sábado (15). O sorteio será realizado às às 20h, no Espaço da Sorte, em São Paulo. 

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de hoje, em qualquer lotérica do país credenciada pela Caixa, ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. 

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5. 


Fonte: Agência Brasil

Justiça manda soltar bolsonarista condenado por matar petista no PR

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A Justiça do Paraná determinou nesta sexta-feira (14) a soltura do ex-policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, condenado pelo assassinato do guarda municipal e ex-tesoureiro do PT no estado Marcelo Aloizio de Arruda, em 2022.

A decisão ocorre um dia após Guaranho ser condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Curitiba. O ex-policial penal foi preso ontem (13) após o julgamento. Antes da sentença, ele cumpria prisão domiciliar por razões de saúde.

Após o julgamento, a defesa entrou com um habeas corpus na segunda instância e alegou que Jorge Guaranho tem problemas de saúde e deve continuar em prisão domiciliar.

Segundo os advogados, o condenado também foi alvejado por tiros no dia do crime e espancado, sendo necessário o tratamento médico das lesões.

Ao analisar o caso,  o desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), concordou com argumentos da defesa e decidiu que Guaranho vai voltar para a prisão domiciliar e deverá usar tornozeleira eletrônica.

O crime ocorreu em julho de 2022, na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, em meio à campanha eleitoral.

De acordo com as investigações, Guaranho se dirigiu à festa de temática petista na qual Marcelo Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos e fez provocações de cunho político, tocando, em alto volume, músicas em alusão ao então presidente Jair Bolsonaro.

Após o início de uma discussão, houve troca de tiros entre os dois e Arruda foi morto. Guaranho ficou ferido durante na troca de tiros e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Foz do Iguaçu.

Após se recuperar, Guaranho foi preso e denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado. Produção de perigo e motivo fútil foram as qualificadoras usadas pelos promotores para embasar a denúncia.

Fonte: Agência Brasil

Acordo com a Índia trará fábrica de biometano para Rio Verde

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Governador Ronaldo Caiado e representantes de Rio Verde e indianos assinam memorando de entendimento para instalação de fábrica de biometano no Sudoeste Goiano (Fotos: Júnior Guimarães)

O município de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, irá sediar uma fábrica especializada na produção de biometano a partir da vinhaça da cana-de-açúcar. A iniciativa conta com o apoio do Governo de Goiás.

Na quinta-feira (13/02), durante o Invest Goiás, em Nova Délhi, evento que integrou a programação da Missão Índia, um memorando de entendimento sobre o assunto foi assinado pelo governador Ronaldo Caiado, por representantes de Rio Verde e da indústria indiana Raj Process Equipments and Systems.

Caiado destacou a importância do acordo por mostrar ao Brasil e ao mundo que Goiás está na vanguarda da transição energética.

“O biometano é uma alternativa viável e sustentável, e esse acordo com a indústria indiana é mais um passo para consolidarmos nossa liderança nesse setor”, afirmou ele.

O acordo faz parte de um movimento estratégico liderado pelo Governo de Goiás para fomentar o uso de combustíveis renováveis no estado.

Com a previsão da chegada de 500 ônibus movidos a biometano para o transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, a demanda por esse combustível limpo cresce, impulsionando investimentos como o da Raj.

Caiado fecha acordo com indústria da Índia para instalação de fábrica de biometano em Rio VerdeCaiado fecha acordo com indústria da Índia para instalação de fábrica de biometano em Rio Verde
Tratativas com a Raj começaram em 2020. Com parceria formalizada, próximos passos incluem estudos técnicos para viabilizar instalação da fábrica em Rio Verde (Fotos: Júnior Guimarães)

Descarbonização da matriz de transporte

Um desses ônibus já está em teste e, aos poucos, a frota será ampliada, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e promovendo a descarbonização da matriz de transporte.

A escolha de Rio Verde como sede da futura planta industrial não é por acaso. A região possui forte produção sucroalcooleira, com diversas usinas que geram vinhaça — subproduto da fabricação de etanol e matéria-prima essencial para a produção do biometano. Dessa forma, o projeto alinha crescimento econômico, inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental.

As tratativas com a Raj começaram em 2020 e, com a parceria formalizada, os próximos passos incluem estudos técnicos para viabilizar a instalação da fábrica em Rio Verde.

Acordo com indústria da Índia trará fábrica de biometano para Rio VerdeAcordo com indústria da Índia trará fábrica de biometano para Rio Verde
Rio Verde foi escolhida para instalação da planta industrial da Raj porque possui forte produção sucroalcooleira, com diversas usinas que geram vinhaça – subproduto da fabricação de etanol e matéria-prima essencial para produção do biometano (Foto: Pixabay)

Referência para abastecimento de frotas

O objetivo é que, nos próximos anos, o biometano produzido no Sudoeste goiano seja referência para abastecimento de frotas em todo o país, impulsionando a economia verde e reduzindo impactos ambientais.

O ex-prefeito de Rio Verde Paulo do Vale e o atual gestor do município, Wellington Carrijo, que estão na Índia e participaram da assinatura do memorando, celebraram o impacto positivo da iniciativa.

“Rio Verde se fortalece como polo de inovação e sustentabilidade. Esse investimento traz oportunidades para a economia local, gera empregos e coloca nossa cidade na rota das soluções energéticas do futuro”, declarou Paulo do Vale.

Parceria

Já o atual prefeito destacou a importância da parceria.

“Estamos trazendo inovação, desenvolvimento e sustentabilidade para nossa cidade. A instalação dessa indústria gerará empregos e fortalecerá ainda mais nossa economia, colocando Rio Verde na vanguarda das energias renováveis”.

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Secretaria de Comunicação (Secom) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Apoio do GDF impulsiona artesanato brasiliense, e arrecadação do setor registra alta de 33% em 2024

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Inspirado em elementos do Cerrado, na história da capital federal e até mesmo na singularidade de cada região administrativa, o artesanato brasiliense está cada vez mais popular. O setor registrou alta de 33% nas vendas em 2024, com arrecadação superior a R$ 2 milhões, em comparação ao ano passado, quando o valor chegou a cerca de R$ 1,6 milhão. O sucesso da atividade comercial beneficia 1,5 mil famílias, movimentando a economia, com geração de emprego e renda, além de valorizar a cultura local.

Os números refletem o apoio deste Governo do Distrito Federal (GDF) com ações de capacitação, incentivo à participação em eventos nacionais e oferta de mais espaços de venda. Em 2024, a Secretaria de Turismo (Setur-DF) registrou mais de mil novos cadastros de artesãos e manualistas e inaugurou mais uma loja da série Artesanato Brasília, na Feira do Guará. Com isso, os profissionais contam com três unidades para expor suas peças – os outros dois pontos ficam no Pátio Brasil, no Plano Piloto, e no Alameda Shopping, em Taguatinga.

“Uma música do Milton Nascimento fala que o artista tem que ir aonde o público está. Então, o artesanato tem que ir aonde os possíveis compradores estão”

Franklin Martins, subsecretário de Turismo

Cada uma das lojas reúne o trabalho de 30 artesãos, selecionados por chamamento público. O funcionamento segue os horários dos centros comerciais. O Pátio Brasil funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h e, aos domingos, das 12h às 20h. O Alameda Shopping está aberto de segunda a sábado, das 9h às 21h e, aos domingos, das 11h às 18h. A Feira do Guará, por sua vez, atende de quarta a domingo, das 9h às 18h.

O subsecretário de Turismo, Franklin Martins, anuncia que um quarto estabelecimento está em negociação para ser montado em outro shopping. Segundo ele, os equipamentos servem para divulgar os produtos não apenas para turistas, mas principalmente para moradores do DF.

“Costumo dizer que o cliente não sai de casa com o intuito de comprar artesanato; ele passa por uma loja ou um evento, vê o produto, se apaixona e quer levar para casa”

Klever Antunes, chefe da Unidade de Promoção ao Artesanato e ao Trabalho Manual

“O turismo é um tema transversal”, pontua. “Temos o turismo de aventura, o religioso e também o urbano. Uma música do Milton Nascimento fala que o artista tem que estar onde o público está. Então, o artesanato tem que estar onde os possíveis compradores estão. Uma ou duas vezes por semana, os artesãos estão nas lojas, e o cliente pode ter esse contato direto, inclusive para pedir uma peça específica.”

Essência brasiliense

O chefe da Unidade de Promoção ao Artesanato e ao Trabalho Manual (Unart) da Setur-DF, Klever Antunes, afirma que centenas de produtos estão disponíveis em cada loja, permitindo ao consumidor levar um pedaço de Brasília para casa. A lista inclui esculturas em papel machê, colares e brincos feitos com sementes nativas do Cerrado, canecas, tapetes, bolsas, agendas, ímãs de geladeira, cadeiras, mesas de centro, fronhas e lençóis, entre outros itens. “Costumo dizer que o cliente não sai de casa com o intuito de comprar artesanato; ele passa por uma loja ou um evento, vê o produto, se apaixona e quer levar para casa”, define.

Este foi o caso da designer Alice Prina, 43, que está de passagem em Brasília e escolheu a loja do Pátio Brasil para adquirir uma recordação da cidade. “Comprei três chaveiros de capivara para os meus filhos, que nasceram aqui, mas moram distante há muitos anos”, conta. “Queria uma lembrança da cidade para resgatar a origem deles de alguma forma. Não só uma recordação de Brasília, como uma camiseta, mas algo que eu sei que alguém fez à mão, que tenha o esforço de uma pessoa daqui. Foi surpreendente encontrar essa loja, porque é grande, bonita, tem muita coisa legal.”

A visibilidade do espaço é uma das maiores vantagens para os profissionais, conforme avalia a artesã Katy Mousinho, 59, que desenvolve peças em tecido de algodão orgânico com estampa digital desde 2022. “Tenho percebido que tem aumentando as vendas de artesanato”, observa. “A loja já é consolidada em Brasília, e as pessoas já procuram aqui, porque sabem que é um artesanato de qualidade”. 

Para expor artigos nas lojas da Setur-DF, o interessado deve concorrer ao edital de chamamento público e ter a Carteira Nacional do Artesão. O documento é emitido pela secretaria e permite a participação do profissional em feiras das quais a instituição faz parte, no Distrito Federal ou em outras cidades. Cada grupo formado por 30 artesãos pode utilizar os espaços por três meses.

Fonte: Agência Brasília