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STF decide que prática de revista vexatória em presídios é ilegal

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Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (2) que a prática de revista íntima vexatória nos presídios do país é ilegal. A medida é usada pela administração penitenciária para evitar a entrada de drogas, armas e celulares. 

Com a decisão, a Corte passa a entender que a inspeção das cavidades corporais e o desnudamento de amigos e parentes de presos sem justificativa é “inadmissível”. 

Dessa forma, drogas e objetos ilegais encontrados nos corpos de visitantes não poderão ser usados como provas para criminalizá-los, se forem obtidos a partir da revista vexatória.

Apesar da proibição, a Corte entendeu que a administração dos presídios pode negar a entrada de visitantes que não aceitaram passar por nenhum tipo de revista. Contudo, a inspeção deve ser justificada com base em suspeitas de porte de objetos ilegais, denúncias anônimas e informações de inteligência. 

O Supremo definiu ainda prazo de 24 meses para que presídios de todo o país comprem scanners corporais, esteiras de raio-x e portais detectores de metais. Recursos do Fundo Penitenciário Nacional e do Fundo Nacional de Segurança Pública deverão ser usados pelo governo federal e os estados para a compra dos equipamentos. 

Caso 

A Corte julgou um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha, que estavam enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina.

Na primeira instância, ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu, por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.

O caso tramitava no STF desde 2016 e já foi alvo de sucessivas interrupções por pedidos de vista ao longo dos anos. 

Fonte: Agência Brasil

Unicamp aprova cotas para pessoas trans, travestis ou não binárias

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O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, aprovou, por unanimidade, a adoção de cotas para pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não-binárias em seus cursos de graduação.

Aprovada em reunião realizada na terça-feira (1º), a proposta é resultado de articulação entre a reitoria, alunos e movimentos sociais, como o Ateliê TransMoras e o Núcleo de Consciência Trans. 

“Trata-se de mais um momento histórico para nossa universidade”, disse o professor José Alves Neto, coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares [Comvest] e integrante do grupo de trabalho que formulou a proposta. Segundo o professor, dos 15 integrantes do grupo de trabalho, sete são pessoas que se definem como trans.

A Unicamp informou que as vagas serão disponibilizadas no edital Enem-Unicamp e vão permitir a participação tanto de candidatos de escolas públicas quanto privadas.

Nos cursos com até 30 vagas disponíveis, pelo menos uma vaga regular ou adicional deverá ser voltada para essa população. Já nos cursos com 30 vagas ou mais, deverão ser ofertadas pelo menos duas vagas, que deverão ser regulares ou adicionais.

O processo de seleção dos candidatos inclui uma autodeclaração no momento da inscrição ao vestibular. Além disso, haverá exigência de um relato de vida, que será submetido a uma comissão de verificação. Após cinco anos da abertura dessas primeiras vagas, a Unicamp vai fazer uma análise sobre os resultados da aplicação dessa política.

Segundo dados da Comvest, 279 candidatos se inscreveram usando nome social no vestibular deste ano na Unicamp. Do total de inscritos, 40 foram convocados. Os cursos mais procurados foram artes visuais, ciências biológicas e medicina.

Atualmente, informou a Unicamp, 13 universidades federais ou estaduais contam com esse tipo de sistema de acesso à graduação.

Fonte: Agência Brasil

Calderano avança no WTT Champions após revanche sobre sul-coreano

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Uma estreia com gosto de revanche, na casa do adversário. Foi assim a vitória do carioca Hugo Calderano, número cinco do mundo, contra Lim Jonghoon (43º no ranking), por 3 sets a 0 (11/7, 11/3 e 11/8), nesta quarta-feira (2), no WTT Champions de Incheon (Coreia do Sul). Além de avançar às oitavas de final, Calderano devolveu a sofrida derrota para o sul-coreano, há quatro dias, que o eliminou na fase de oitavas do WTT Contender de Chennai (Índia) por 3 sets a 2. Calderano é o único brasileiro remanescente no torneio – a compatriota Bruna Takahashi deu adeus precoce ao ser superada na estreia.

Agora o brasileiro, cabeça de chave 2, aguarda o duelo desta madrugada para conhecer o adversário das oitavas no WTT Champions de Incheon. Ele terá pela frente o vencedor do confronto entre o norte-americano Kanak Jha (28º) e o sul-coreano An Jaehyun, que jogam à 1h11 (horário de Brasília) desta quinta (3).

Na partida de hoje (2), Calderano chegou a abrir 3 games a 1 no primeiro set, mas depois cedeu ao empate em 3 a 3. A partir daí, o brasileiro reagiu, passou novamente a liderar o placar em 8 a 5 e não demorou a fechar a parcial em 11/7. O set seguinte foi mais tranquilo para o brasileiro: ganhou por 11/3. Na terceira parcial, Lim Jonghoon fez 3 a 1 de cara e o que poderia ser uma reação, parou por aí. Calderano virou o placar para 4 a 3 e o sul-coreano pediu tempo. Na sequência, Jonghoon se recuperou, chegou a empatar em 6 a 6, porém o brasileiro inverteu o placar a seu favor em 8 a 6 e, em seguida, levou o terceiro e último set por 11/8.

Na disputa feminina, a paulista Bruna Takahashi (18ª no ranking) enfrentou jogo duro contra a romena Bernadette Szocs, número 13 do mundo, e acabou dando adeus à competição após derrota por 3 sets a 1 (10/12, 7/11, 12/10 e 5/11). 

Os torneios WTT Champions distribuem aos campeões (masculino e feminino) 1000 pontos no ranking mundial e 700 para o segundo colocado. A competição é a segunda mais importante do circuito, atrás apenas do Grand Smash.

Programação

Quinta (3) e sexta (4) – oitavas de final

Sábado (5) – quartas de final

Domingo (6) – semifinais e final



Fonte: Agência Brasil

Ricardo Vale comemora contratação de pessoas em situação de rua

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Autor da Lei nº 6.128/2018 – que reserva 2% dos postos de trabalho nas licitações públicas do GDF para pessoas em situação de rua –, o deputado Ricardo Vale (PT) comemorou o preenchimento de oito vagas em contratos firmados pelo Palácio do Buriti. “Os cidadãos foram contratados por empresas prestadoras de serviço ao governo”, explicou o parlamentar.

Regulamentada no ano passado, a partir de um acordo firmado entre o Executivo, Conselho Nacional do Ministério Público e o Ministério Público do Distrito Federal, a lei visa à reintegração à sociedade de quem está nas ruas. “Há muitos profissionais que, por motivos diversos, se encontram nesta situação e têm condição de voltar ao mercado de trabalho”, observou Ricardo Vale, dizendo ter confirmado essa realidade no ano 2018, quando era presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF.

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Goiás lança projeto Só Vem Enem com aulões gratuitos

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Seduc oferece aulões de preparação para o Enem: eventos são realizados presencialmente e com transmissão simultânea pela internet para todas as escolas públicas estaduais (Foto: Seduc)

A Secretaria da Educação de Goiás (Seduc) lançou o projeto Só Vem Enem, uma iniciativa para intensificar a preparação dos alunos da rede estadual rumo ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025.

Com o objetivo de fortalecer ainda mais o aprendizado e ampliar as oportunidades de acesso ao ensino superior, o programa oferece uma série de aulões presenciais e on-line, além de conteúdos estratégicos que reforçam o aprendizado e ampliam o acesso ao ensino superior.

Aulão inaugural reúne 300 estudantes em Goiânia

O pontapé inicial do projeto foi com um grande aulão presencial na sede da Seduc, em Goiânia, na terça-feira (1º/04). Cerca de 300 alunos participaram diretamente da aula, que também foi transmitida ao vivo para escolas de todas as regiões do estado.

Os aulões, que seguem ao longo do ano, têm como foco alunos do terceiro ano do ensino médio e buscam melhorar o desempenho nas provas do Enem.

Conteúdo completo e interativo na plataforma NetEscola

O Só Vem Enem vai além das aulas presenciais. Os estudantes também terão acesso a videoaulas interativas pela plataforma NetEscola, uma central de Tira-Dúvidas Pré-Enem e materiais de revisão.

O projeto ainda oferece orientações sobre o funcionamento do Enem e os principais programas de ingresso e financiamento ao ensino superior, como Sisu, ProUni e Fies.

A secretária da Educação, Fátima Gavioli, participou do lançamento do projeto e pediu aos alunos que aproveitem as oportunidades de aprendizado oferecidas.

“Com este projeto estamos ofertando um reforço para o nosso estudante e ajudando os nossos professores a fazerem com que seus alunos realmente aprendam”, ressaltou.

Reconhecimento por alto desempenho na redação

Para incentivar os estudantes, o Governo de Goiás premia alunos e professores que alcançam 980 pontos ou mais na redação do Enem. São R$ 5 mil para cada um com essa pontuação. Caso o aluno atinja a nota máxima, 1.000 pontos, a premiação sobe para R$ 10 mil.

Só Vem Enem

A aluna Ana Luiza, da 3ª série do Colégio Estadual Murilo Braga, pretende cursar Direito e destaca os ganhos do projeto: “Na escola a gente aprende muita coisa, mas com a plataforma a gente pode ter um pouco mais de aprofundamento”.

Gabriela, colega de Ana Luiza, sonha em ser médica e também vê vantagens: “Tem as videoaulas, aulas presenciais, a gente pode ir tirando nossas dúvidas. Eu acho isso maravilhoso”.

Para a professora de Língua Portuguesa, Maria Quitéria, o projeto traz uma linguagem mais acessível aos alunos: “Talvez a linguagem deles seja a tecnológica mesmo. A plataforma ajuda bastante”.

Secretaria Estadual da Educação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Procon orienta sobre direitos dos autistas

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O Procon Goiás alerta que planos de saúde, por exemplo, não devem limitar a quantidade de sessões com psicólogos, fisioterapeutas e outros tratamentos contínuos para pessoas autistas (Foto: Pixabay)

No dia 2 de abril, comemora-se internacionalmente o Dia Mundial do Autismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, há aproximadamente dois milhões de pessoas autistas.

Pensando nisso, o Procon Goiás preparou um guia com alguns direitos básicos concedidos aos autistas brasileiros:

Direitos na área da saúde

Seja no SUS ou na rede particular, os autistas possuem benefícios na área da saúde, como o acesso a medicamentos e a cobertura dos atendimentos.

Para quem deseja contratar um plano de saúde, é necessário aguardar um prazo de 180 dias para a cobertura integral dos tratamentos relacionados ao autismo.

Vale lembrar que os planos de saúde não devem limitar a quantidade de sessões com psicólogos, fisioterapeutas e outros tratamentos contínuos.

Em relação às medicações, é possível adquiri-las gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já na rede privada, os planos de saúde são obrigados a custear os medicamentos.

Caso a medicação seja negada, é possível ingressar com uma ação judicial para garantir o fornecimento do remédio.

No entanto, vale ressaltar que o autismo é considerado uma deficiência neurológica e, por esse motivo, não pode ser tratada como doença preexistente na aquisição de planos de saúde.

Direito à educação

A Lei Brasileira de Inclusão Social determina que as escolas públicas e privadas facilitem o ingresso de pessoas autistas, disponibilizando material pedagógico especializado para os alunos.

Além disso, os autistas têm o direito de contar com um professor monitor para auxiliar no aprendizado e na integração com os demais colegas, conforme o artigo 3º da Lei nº 12.764/2012.

Isenção de impostos e benefícios

Os autistas são isentos de alguns impostos federais e têm direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). Este benefício é concedido a pessoas de baixa renda que não conseguem se manter sozinhas e nem mesmo com a ajuda de familiares.

Os interessados em solicitar o auxílio devem encaminhar ao INSS:

  • laudo médico que comprove o diagnóstico de autismo,
  • comprovante de renda familiar limitada a ¼ do salário mínimo
  • e a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) do solicitante e dos demais membros da família.

Em relação à isenção de impostos, a Lei nº 8.892/2024 garante que os autistas e seus representantes legais sejam isentos do pagamento de impostos nas aposentadorias e pensões.

Já o Projeto de Lei nº 14.287 trata da isenção tributária na aquisição de novos veículos de transporte, desde que o valor do automóvel não ultrapasse duzentos mil reais.

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Superintendência de Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Novas edições da Revista Com Censo serão lançadas na sexta-feira (4)

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A Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Uni-Eape), vinculada à Subsecretaria de Educação Básica (Subeb), realizará, na próxima sexta-feira (4), o lançamento das edições nº 38 (impressa) e nº 39 (online) da Revista Com Censo, além da edição nº 4 da Revista Com Censo Jovem. O evento será realizado na sala 62 da Eape, das 8h30 às 11h30.

Na oportunidade, também será apresentado o Projeto Caravanas RCC, iniciativa que combina ação formativa para a promoção do uso pedagógico da revista e uma exposição itinerante das capas do periódico. A proposta percorrerá as coordenações regionais de ensino ao longo de 2025 e visa a fortalecer o letramento científico entre professores da educação básica e a promover o uso pedagógico da publicação como instrumento de apoio à prática docente.

Durante o evento, os participantes poderão fazer uma visita guiada à Exposição Itinerante das Capas RCC, seguida de uma dinâmica de grupo sobre ludicidade preparada pelos professores José Montanha e Rafaela Eleutério. Posteriormente, haverá uma mesa redonda com autores que publicaram nas novas edições, incluindo trabalhos produzidos por formadores e pesquisadores da Uni-Eape e da rede pública de ensino.

A edição nº 38 da Revista Com Censo traz o dossiê temático O Papel do Periódico Científico na Educação Básica, enquanto a edição nº 39 apresenta artigos e relatos do fluxo contínuo, com destaque para entrevistas sobre diversidade linguístico-cultural e ciência política.

Já a Revista Com Censo Jovem nº 4 é dedicada ao protagonismo estudantil e ao letramento científico, com textos produzidos por estudantes e seus orientadores. As inscrições para a próxima Revista Com Censo Jovem estão abertas até o dia 10 de maio, oferecendo uma oportunidade para estudantes e professores orientadores compartilharem seus trabalhos de iniciação científica.

*Com informações da Secretaria de Educação

Fonte: Agência Brasília

Fiocruz identifica impactos da exploração de petróleo no pré-sal

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A Fiocruz e o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT), por meio do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), elaboraram o Relatório Analítico de Perdas e Danos da Cadeia do Petróleo e Gás do Pré-Sal, que identifica 25 possíveis impactos ainda não listados por estudos que embasaram o licenciamento do pré-sal, especificamente o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

Nos estudos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e das empresas que operam os empreendimentos, são consideradas três categorias de impacto: físicos (alterações no solo, água, ar), bióticos (plantas, animais); e socioeconômicos (afetam o modo como as pessoas vivem, trabalham, se divertem e convivem em comunidade), além dos aspectos de cumulatividade (soma de vários impactos no mesmo lugar). 

A partir do estudo do OTSS, a Fiocruz e o FCT propuseram cinco novas categorias de impacto ainda não consideradas pelos documentos oficiais: 

– Culturais;

– Econômicos e sobre o bem-estar material; 

– Institucionais, legais, políticos e igualdade;

– Sobre a qualidade do meio ambiente habitado e o bem-viver

– Sobre a saúde e o bem-estar das pessoas afetadas pelo empreendimento. 

Neste contexto, boa parte das perdas e danos verificada pelo novo estudo foi identificada a partir de lacunas no processo de licenciamento. “Um exemplo são os impactos dos navios aliviadores, que são analisados em documentos diferentes do EIA de exploração de petróleo em águas ultraprofundas do pré-sal. Assim, nenhum EIA de quaisquer das três etapas do pré-sal apresenta a análise dos impactos dos navios aliviadores, somente dos navios-plataformas, o que leva a uma visão fragmentada e insuficiente dos impactos reais do empreendimento de exploração do petróleo do pré-sal”, afirma a Fiocruz. 

“Foram aspectos como esses que, por enquanto, geraram nova revisão do EIA pelo órgão licenciador, que já cita os impactos gerados pelos navios aliviadores no documento para a etapa 4 do pré-sal. A gente espera que considerem as demais recomendações também”, diz a bióloga Lara Bueno Chiarelli Legaspe, pesquisadora do OTSS e parte do grupo que elaborou o relatório Perdas e Danos. 

Para Leonardo Freitas, coordenador-geral de Governança e Gestão do OTSS e revisor tecnocientífico do estudo, é preciso considerar a relevância do licenciamento ambiental como política pública. “Portanto, é fundamental que as populações afetadas por esses empreendimentos possam incidir sobre o licenciamento. Não apenas denunciar problemas quando são observados, mas avançar fazendo anúncios e, na medida do possível, contribuindo para fortalecer e melhorar esse licenciamento. O Estudo de Perdas e Danos busca não apenas mostrar lacunas em relação ao licenciamento do Pré-Sal, até porque suas recomendações valem para muitos empreendimentos licenciados Brasil afora”, argumenta. 

O relatório também traz 14 recomendações para aprimorar o processo de licenciamento e fortalecer a defesa de territórios tradicionais localizados na área de influência do empreendimento. “Entre elas, está centrar a análise do licenciamento ambiental e de suas condicionantes a partir do conceito de Territórios Sustentáveis e Saudáveis, perspectiva que vai além dos meios tradicionalmente avaliados (físico, biótico e socioeconômico), considerando que há relação entre os impactos de diferentes meios, que se acumulam e potencializam”,  diz a Fiocruz.

“O relatório é muito importante porque traz contribuições fundamentais para avaliar impactos que estão além dos contemplados para o licenciamento. Mas precisamos aprofundar as discussões sobre as demandas apontadas para definir os nexos causais entre os novos impactos e a atividade de exploração de petróleo e gás. É uma grande iniciativa para ajudar a aprimorar nossos processos e a prever perdas de forma estratégica e antecipada”, avalia Carlos Eduardo Martins Silva, analista do Ibama que atua na Coordenação de Petróleo e Gás Offshore. 

Pré-sal

A exploração do pré-sal, a camada ultraprofunda no oceano que armazena petróleo e gás natural, começou há cerca de 18 anos no Brasil. Essa camada tem cerca de 800 quilômetros de extensão e 200 quilômetros de largura, e está localizada entre os estados do Espírito Santo e de Santa Catarina. É tão grande que nela caberiam mais de três estados do Rio de Janeiro.

Segundo o estudo, em três etapas de perfuração, exploração e alteração no ambiente original, muitos impactos invisíveis já trouxeram consequências notáveis na saúde mental das pessoas e na dinâmica das comunidades. Em processo de licenciamento ambiental pela Petrobras junto ao Ibama, a Etapa 4 tem agora como objetivo ampliar a exploração de petróleo e gás natural do pré-sal da Bacia de Santos, dando continuidade aos projetos Etapa 1, Etapa 2 e Etapa 3.

Os dez projetos que compõem a Etapa 4 terão cerca de 152 poços, totalizando uma produção média estimada de 123 mil m3/dia de petróleo e 75 milhões de m3/dia de gás natural. O tempo médio de operação previsto para cada uma das unidades é de 25 anos. Segundo a Fiocruz, para se ter uma ideia, 123 mil m³ de petróleo bruto seriam suficientes para abastecer aproximadamente 5,7 milhões de carros por dia, considerando o petróleo bruto necessário para produzir a gasolina.

“A gente gostaria de aprimorar a forma de fazer esde licenciamento. E as condicionantes também devem ser dialogadas com as comunidades. Do que os territórios precisam? Saneamento, educação, formação? Há várias outras possibilidades de condicionantes”, aponta Marcela Cananéa, coordenadora de Justiça Socioambiental do OTSS e integrante das coordenações do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) e da Coordenação Nacional de Comunidades Tradicionais Caiçaras (CNCTC). 

Recomendações

Nesse contexto, a lista de recomendações gerada pelo estudo traz 14 pontos prioritários tendo em vista o fortalecimento do licenciamento ambiental federal. Alguns deles são:  

1.O Projeto Povos de Caracterização de Territórios Tradicionais (PCTT) deve ser reconhecido e implantado como política pública, de forma permanente e com atualizações periódicas. 

2.O licenciamento ambiental em seus estudos (EIAs) deve centrar a análise na constituição de territórios sustentáveis e saudáveis, perspectiva que vai além dos meios tradicionalmente avaliados (físico, biótico, socioeconômico), considerando que há relação entre os impactos de diferentes meios, que se acumulam e potencializam.

3.Recomenda-se a inclusão de todas as comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas, de sertão e da região costeira, tendo em vista a noção de território único e o modo de vida tradicional

4.Recomenda-se que seja realizado estudo aprofundado de modo a identificar, integrar e classificar os impactos socioambientais não considerados no EIA.

5.A partir dos 25 novos danos e impactos revelados, que sejam apresentados estudos de reparação justa e integral, e também de valoração, incluindo as externalidades.

6.. As condicionantes de interesse das comunidades tradicionais devem ter termos de referência construídos por essas comunidades, junto aos movimentos sociais do território.

7. As comunidades tradicionais definem e incidem sobre as condicionantes de interesse para o território, e ajudam a elaborar os termos de referência das mesmas em diálogo direto entre suas lideranças e o órgão licenciador, sem a necessidade de intermediação de órgãos intervenientes do processo de licenciamento.

8. Os estudos de impactos cumulativos do território sejam territorializados, integrando os resultados dos estudos de impactos cumulativos e sinérgicos do território.

9. Os órgãos públicos devem ser incorporados nos debates sobre os territórios, com destaque para: Funai, Fundação Palmares, Incra e Iphan.

“Precisamos mostrar os impactos disso tudo, com dados científicos e organizados para pautar o empreendedor e deixar bem claro: nós precisamos de reparação porque o empreendimento afeta nossa saúde mental, afeta nosso território, nosso direito de ir e vir e nossa cultura”, diz Vagner do Nascimento, coordenador-geral do OTSS e integrante do Colegiado de Coordenação do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT).   

Fonte: Agência Brasil

Relator da segunda etapa da reforma tributária apresenta cronograma

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O relator da segunda parte da reforma tributária, senador Eduardo Braga, apresentou na manhã desta quarta-feira (2), o cronograma de trabalho da comissão. A segunda parte da reforma cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Segundo ele, a intenção é ter o texto apreciado ainda neste primeiro semestre, embora não haja ainda uma data para isso. Ao longo do semestre, a ideia é realizar audiências públicas com temas específicos como a organização do Comitê Gestor, sobre Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação e sobre o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis.

Eduardo Braga foi o relator da emenda da Reforma Tributária e do primeiro projeto de regulamentação do assunto, que unificou tributos e simplificou a arrecadação

O cronograma de trabalho foi submetido aos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deverá ser votado na semana que vem.

Fonte: Agência Brasil

Governo vai construir apartamentos para famílias vulneráveis de Aparecida

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Por meio de parceria firmada na terça-feira (1º/04) entre Governo de Goiás, Prefeitura de Aparecida de Goiânia e Caixa Econômica Federal (CEF), 768 apartamentos serão entregues a famílias em situação de vulnerabilidade social que moram no município.

Em ato realizado na Cidade Administrativa Maguito Vilela – sede do Executivo aparecidense –, o vice-governador Daniel Vilela e o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy, anunciaram o repasse de R$ 35,4 milhões do Tesouro Estadual para construção das moradias populares.

Daniel e Baldy destacaram que os contemplados não terão nenhum tipo de custo. As obras já tiveram início e os apartamentos devem ser concluídos em um ano e meio. Aproximadamente três mil pessoas serão beneficiadas com o empreendimento, que também terá um aporte de R$ 118,2 milhões da Caixa Econômica Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – o montante tem como origem o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), gerido pelo banco estatal.

“Há aqui em Aparecida muitas famílias que não tem a capacidade financeira de adquirir a própria casa e precisam muito do amparo do poder público para viabilizarem este sonho. É algo lhes garante mais segurança, dignidade e esperança de uma vida melhor”, destacou Daniel Vilela, que representou o governador Ronaldo Caiado no evento.

“E com impacto no desenvolvimento da cidade, atraindo mais negócios e gerando mais qualidade de vida”, completou.

Doação

Governo firma convênio para construção de apartamentos em Aparecida
Daniel Vilela destaca que obras incentivam desenvolvimento da cidade, atraindo mais negócios e gerando mais qualidade de vida (Fotos: André Costa)

Os 768 apartamentos serão construídos em áreas localizadas nos setores Residencial Alto da Boa Vista e Vila Romana. Os terrenos, avaliados em R$ 5,8 milhões, foram doados pela prefeitura de Aparecida de Goiânia.

Segundo o superintendente de Rede da Caixa Econômica, Marciano de Freitas, o recurso a ser oportunizado pelo banco será liberado de forma gradativa, de acordo com o avanço das obras.

Estas moradias somam-se às cerca de 3,3 mil que já foram entregues no atual governo. “Caiado é o gestor que mais investiu no setor habitacional neste estado, algo nunca antes visto. Alcançamos até agora 159 dos 246 municípios goianos e ainda temos a expectativa de entregar outras seis mil moradias em diferentes regiões de Goiás”, celebrou o presidente da Agehab.

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, agradeceu aos governos estadual e federal pelas contribuições vultosas na viabilização dos empreendimentos imobiliários. E assegurou que a administração municipal quer formalizar ainda mais parcerias.

“Ganhamos hoje um grande presente. Nosso déficit habitacional é muito alto. Governamos para 600 mil aparecidenses e todo apoio é muito bem-vindo. Queremos buscar mais benefícios a quatro mãos. Esta gestão constrói pontes, e não muros”, pontuou.

Critérios

Os critérios para seleção das famílias que serão consideradas aptas a receberem as chaves dos apartamentos vão ser publicados em edital, em data ainda a ser definida pela prefeitura.

Duas condições já foram estabelecidas: a de renda máxima de R$ 2.850 por família e residência fixa em Aparecida de Goiânia há pelo menos cinco anos. Após esta primeira etapa, haverá um sorteio dos contemplados, possivelmente no segundo semestre deste ano.

Vice-Governadoria – Governo de Goiás

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Fonte: Portal Goiás