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MTE lança cursos profissionalizantes para quem não tem o ensino básico

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou nesta quinta-feira (10) um programa para oferecer inicialmente 25 mil vagas gratuitas em cursos profissionalizantes na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) em todo o país. Os cursos são para jovens entre 18 e 29 anos que precisaram abandonar a escola e não concluíram a educação básica: ensino fundamental anos finais (6º ao 9º ano) e/ou ensino médio (1ª a 3ª série).

Cerca de 10 milhões de jovens estão aptos a participar do programa. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o objetivo é aliar a elevação da escolaridade com a qualificação profissional, atendendo a demandas do setor industrial.

“Entre muitos desafios, temos o desafio de qualificar melhor o nosso mercado de trabalho. Então é preparar para o ensino médio, para o ensino profissionalizante, para a universidade e preparar o mercado de trabalho para melhor remunerar os trabalhadores e trabalhadoras, porque há uma faixa, uma camada muito mal remunerada”, disse Marinho durante o lançamento do programa na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador.

>> Quase 10 milhões de jovens sem ensino básico estão fora da escola

Realizada em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a iniciativa foi batizada como SEJA PRO+, e tem como slogan “Trabalho e Emprego”. O investimento previsto é R$ 200 milhões.

Pelas regras do programa, os cursos de formação e qualificação serão voltados para áreas que demandam mão de obra nas indústrias das localidades dessas pessoas e abordarão noções básicas de direitos dos trabalhadores.

Segundo a pasta, as primeiras 3 mil vagas estarão disponíveis nos seguintes municípios da Bahia:

  • Vitória da Conquista,
  • Feira de Santana,
  • Camaçari,
  • Salvador,
  • Juazeiro,
  • Jequié,
  • Teixeira de Freitas,
  • Luís Eduardo Magalhães,
  • Ilhéus.

De acordo com o Sesi, as inscrições começarão ainda este mês. Os interessados em acessar os cursos devem procurar a unidade do Sesi mais próxima ou acessar o portal do Sesi da Bahia.

Ao final do curso, uma lista com o nome dos alunos concluintes será encaminhada ao ministério, que repassará às agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), para inserir esses trabalhadores no mercado de trabalho.

Isenção do IRPF


Brasília (DF), 28/03/2025 - O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apresenta os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes ao mês de fevereiro de 2025. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 28/03/2025 - O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apresenta os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes ao mês de fevereiro de 2025. Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

Durante o lançamento do programa de cursos profissionalizantes, o ministro Luiz Marinho defendeu a proposta do governo de isentar do pagamento do Imposto de Renda sobre a Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil, enviado ao Congresso Nacional, em março pelo governo federal.

O projeto do governo também cria desconto parcial para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, reduzindo o valor pago atualmente. A matéria está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Segundo o Ministério da Fazenda, a isenção deverá gerar uma renúncia fiscal prevista em R$ 25,8 bilhões e será financiada por meio da taxação de cerca de 141,3 mil pessoas que ganham mais de R$ 50 mil por mês – ou seja, 0,13% de todos os contribuintes do país.

Marinho reafirmou que a medida não vai ter impactos para as empresas.

“É um processo de distribuição de renda, no imposto de renda da pessoa física, de quem tem uma renda pessoal de mais de R$ 1 milhão ao ano. Não tem sobretaxa nas empresas. Temos que criar condições, nesse processo de redistribuição de renda, criar condições de as empresas pagarem menos impostos. Mas, nesse processo, é preciso que as pessoas milionárias, nesse país, paguem. Estamos falando de 141 mil pessoas nesse Brasil,” defendeu.

A estimativa é que mais de 10 milhões de brasileiros deverão ser beneficiados. Caso seja aprovada pelo Congresso, a proposta valerá a partir de 2026.

Fonte: Agência Brasil

Plataforma da PMDF registra mais de 1,7 mil notificações de perturbação de sossego em três meses

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Barulho incessante, som alto ou gritaria. Esses são alguns dos casos de perturbação do sossego entre as mais de 1,7 mil notificações registradas no primeiro trimestre deste ano na plataforma online da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Em funcionamento desde março do ano passado, a ferramenta agiliza a comunicação desses episódios e contribui para desafogar o canal de emergência 190.

Além disso, a plataforma visa auxiliar no mapeamento dos dados e dos locais com maior número de reclamações, tornando o protocolo mais eficiente e promovendo ações preventivas e educativas. “Nós estamos criando uma comissão, envolvendo outros órgãos, para definir qual a melhor forma de atuação de cada um, baseada nas competências”, explica o major da PMDF, Raphael Brooke.

“A intenção da polícia é fazer um papel mais comunitário, voltado para mediação de conflitos e facilitar a fila de atendimento pelo 190, onde recebemos ligações sobre crimes de maior periculosidade, que precisam ser atendidos rapidamente”, acrescenta Brooke.

O formulário disponibilizado é de fácil acesso e pode ser preenchido de forma anônima, com a indicação do local e do fato. A denúncia gera um pedido de ocorrência, que será posteriormente averiguado pelos policiais. Caso o denunciante queira se identificar, será possível responsabilizar criminalmente o infrator — nesse caso, a PMDF lavrará um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que deverá ser assinado pelo solicitante e pela vítima para encaminhamento ao Poder Judiciário.

A perturbação do sossego alheio é uma contravenção penal prevista no Artigo 32 da Lei nº 3.688/41, que define como infrações a gritaria, algazarra ou sons altos em bares, festas, casas e condomínios. “A primeira abordagem é uma conversa com o cidadão, explicando o que é o crime e no sentido de uma advertência”, revela o major. De acordo com a legislação, a pena pode variar de 15 dias a três meses de reclusão, além de multa.

Fiscalização

Diferentemente da perturbação do sossego, a emissão de som ofensiva ou nociva à saúde também pode ser punida como poluição sonora — uma infração administrativa ambiental. Nesses casos, a fiscalização é responsabilidade do DF Legal ou do Instituto Brasília Ambiental. Até 20 de março deste ano, o Instituto realizou 475 ações relacionadas à poluição sonora, com 147 autos de infração lavrados. Em 2024, já foram realizadas 1.803 ações, resultando em 450 autos.

Segundo a superintendente de Fiscalização, Auditoria e Monitoramento Ambiental do Instituto Brasília Ambiental, Simone Moura, a meta é ampliar ainda mais esses números: “No ano passado a autarquia aumentou em cerca de 40% as ações fiscais realizadas. Em 2025 o órgão receberá mais 48 servidores que já estão em treinamento, assim como também iremos adquirir mais sonômetros, que são os aparelhos para a fiscalização de poluição sonora. Com isso, esperamos aumentar ainda mais as ações fiscais e responder em menos tempo as demandas recebidas”.

As regiões com maior número de reclamações foram Plano Piloto e Ceilândia. Conforme o Instituto, de forma geral, 53,1% das fiscalizações ocorrem em bares e restaurantes, seguidos de distribuidoras, eventos, instituições religiosas e maquinários. Como estratégia para reduzir os índices criminais e minimizar desordens físicas e sociais, o Governo do Distrito Federal (GDF) estabeleceu um novo horário de funcionamento para distribuidoras de bebidas, entre 6h e 0h, em todas as regiões administrativas, independentemente de estarem situados em áreas comerciais, mistas ou residenciais.

O Instituto Brasília Ambiental também conta com uma equipe de auditores fiscais que podem ser acionados pela ouvidoria do GDF, pelo telefone 162 ou pelo site, para responsabilização administrativa. Por esse canal, foram registradas 5.810 reclamações no ano passado e 1.152 até 27 de março deste ano.

Fonte: Agência Brasília

Após revés na simples, Brasil vence nas duplas da Billie Jean King Cup

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A quinta-feira (10) não começou bem para seleção brasileira de tênis, que perdeu para a anfitria República Tcheca os dois primeiros jogos de simples nos qualifiers (eliminatórias) da Billie Jean King Cup, principal competição de tênis feminino entre nações. Primeiras a representarem o Brasil no torneio em Ostrava, Laura Pigossi (109ª no ranking mundial) e Beatriz Haddad (17ª) chegaram a levar pneu (quando o tenista perde uma parcial por 6/0) diante das donas da casa Marie Bouzkova (58ª) e Linda Noskova (33ª), respectivamente.  Ambas foram superadas por 2 sets a 0: Pigossi com parciais de 6/0 e 7/6(3), e Bia por 6/6 e 6/0.

A redenção da equipe amarelinha veio nesta tarde, com a vitória na chave de duplas. Jogando lado a lado, as paulistas Bia Haddad e Luisa Stefani ganharam das tchecas Linda Noskova e Tereza Valentova, por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/6 (4). O triunfo nas duplas pode contar a favor do Brasil nos critérios de desempate. O placar final do primeiro dia do torneio ficou em 2 a 1 para a República Tcheca.

A seleção volta à quadra a partir das 10h (horário de Brasília) desta sexta (11) para mais três partidas (duas de simples e uma de duplas) contra a Espanha, última adversária pelo Grupo B. Se vencer, o Brasil seguirá com chances de classificação às finais da Billie Jean King Cup, em novembro, em Shenzhen (China).

Diferentemente das edições anteriores, o formato da Billie Jean King Cup este ano passou por modificações para se igualar à Copa Davis, versão masculina do torneio. Nesta edição, os 18 países participantes estão divididos em seis grupos, de três nações cada um. Apenas o primeiro colocado de cada chave avança às finais (Final 8) em novembro, em Shenzhen (China), se juntando à atual campeã Itália e à China (país-sede). O Brasil está no Grupo B, junto com República Tcheca e Espanha.

Além de Haddad, Pigossi e Stefani, a equipe brasileira em Ostrava contra também com Luiza Fullana (532ª) e Ana Candiotto (375ª), a única estreante no torneio.



Fonte: Agência Brasil

Semana termina com 741 vagas de emprego abertas nas agências do trabalhador

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As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 741 oportunidades profissionais disponíveis nesta sexta-feira (11). Destas, 15 são reservadas para pessoas com deficiência (PcD), sendo 13 para auxiliar de limpeza em Vicente Pires e Asa Norte, e duas para estoquista na Zona Industrial. Os salários variam de R$ 1.518 a R$ 1.743,69 e não há exigência de experiência.

Para estágio, há dez postos para atendente de telemarketing (R$ 300/quinzena), quatro para cumim (R$ 360/quinzena) e uma para atendente de balcão (R$ 670,50) no Plano Piloto.

Já o público geral pode concorrer a dez postos para serralheiro (R$ 3,8 mil) e quatro para motorista de caminhão com guincho (R$ 3 mil) em Ceilândia; quatro para técnico de edificações (R$ 3,5 mil) no Cruzeiro; quatro para marceneiro (R$ 3,5 mil) em Santa Maria; e uma para diretor de arte (R$ 3 mil) na Asa Norte. Há, ainda, 64 oportunidades para pedreiro (R$ 2.285,80) em São Sebastião e sem local de trabalho fixo; 70 para consultor de vendas (R$ 1.518) em Vicente Pires; e 30 para auxiliar administrativo (R$ 1.670) em Taguatinga.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Fonte: Agência Brasília

Mutirão de limpeza intensifica ações no Cruzeiro

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A cidade do Cruzeiro começou a receber, a partir desta quinta-feira (10), um reforço especial nos serviços de manutenção. A Administração Regional do Cruzeiro, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), deu início a um mutirão de limpeza que vai até sábado (12). A ação tem como objetivo intensificar a retirada de entulhos, lixo verde e inservíveis acumulados em diversos pontos da região.

Embora os serviços de manutenção e limpeza sejam realizados diariamente pelas equipes da Administração e do SLU, o mutirão visa atender a uma demanda maior da população, promovendo uma cidade mais limpa para todos os moradores.

Durante os três dias de força-tarefa, caminhões estarão circulando por todo o Cruzeiro para recolher materiais descartados de forma irregular, como móveis velhos, restos de poda, eletrodomésticos quebrados e outros objetos inutilizados. A expectativa é de que o trabalho contribua significativamente para a melhoria da paisagem urbana e para a prevenção de focos de doenças, como a dengue.

O administrador do Cruzeiro, Gustavo Aires, agradeceu a toda equipe do SLU que trabalha diuturnamente para manter a cidade organizada, mas pede um reforço também dos moradores, para manter a região mais limpa. “Pedimos o auxílio da população, pra mostrar que nossa cidade pode ficar ainda mais bonita. Por isso, é importante contarmos com o apoio de todos”, afirma Aires.

*Com informações da Administração Regional do Cruzeiro

Fonte: Agência Brasília

Goiás amplia cobertura da rede estadual de Educação

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Censo 2024: Goiás amplia cobertura da rede estadual
No ensino fundamental, 20,9% das matrículas da rede pública em Goiás são em tempo integral (Foto: Seduc)

O Censo Escolar 2024, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), destaca o desempenho da rede pública estadual de Goiás em diferentes etapas da educação básica.

O estado se posiciona entre os que têm maior participação da rede estadual nas matrículas do ensino fundamental – anos finais – e do ensino médio, além de apresentar índices acima da média nacional no atendimento em tempo integral.

Censo 2024

De acordo com os dados, 86,8% das matrículas dos anos finais do ensino fundamental em Goiás estão na rede estadual. Esse é um dos maiores percentuais do país, indicando que a responsabilidade por essa etapa está concentrada, em grande medida, na Secretaria da Educação de Goiás.

A rede estadual divide a oferta dessa etapa com as redes municipais e privada, mas é a principal responsável pelo atendimento de estudantes do 6º ao 9º ano no estado.

No ensino médio, 83,1% dos alunos em Goiás estão matriculados em escolas estaduais. O índice coloca Goiás acima da média nacional e reforça o peso da rede estadual na etapa final da educação básica.

A rede privada responde por 13,2% das matrículas e a rede federal, por 3,1%. A rede municipal tem participação residual no ensino médio em todo o país.

Tempo Integral

O atendimento em tempo integral também apresentou crescimento no estado. No ensino fundamental, 20,9% das matrículas da rede pública em Goiás são em tempo integral, superando a média nacional de 17,8%.

No ensino médio, o percentual é o mesmo: 20,9% das matrículas estaduais são em tempo integral, o que posiciona Goiás entre os estados com maiores proporções de estudantes em jornada ampliada no ensino médio da rede pública.

A participação da rede estadual de Goiás nas etapas finais da educação básica está entre as mais altas do país, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. O estado também figura entre os 15 com maior proporção de alunos em tempo integral na rede pública.

Os dados apontam para a consolidação de políticas de ampliação da jornada escolar e de reorganização da rede estadual para concentrar o atendimento nas etapas de maior responsabilidade estadual, conforme diretrizes do Sistema Nacional de Educação.

Secretaria da Educação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

60 famílias recebem primeiras escrituras do Casas a Custo Zero

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Famílias de Palmelo e Orizona recebem escrituras que garantem a propriedade das casas e segurança jurídica aos contemplados pelo programa Pra Ter Onde Morar (Foto: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

O Governo de Goiás iniciou uma nova etapa do programa Para Ter Onde Morar – Casas a Custo Zero com a entrega das primeiras 60 escrituras gratuitas nesta quinta-feira (10/04). A ação beneficiou famílias de Palmelo e Orizona, com 30 escrituras em cada município.

A medida garante não apenas moradia digna sem custos, mas também a documentação definitiva do imóvel, sem qualquer cobrança aos proprietários.

Regularização fundiária reforça segurança das famílias

Executada pelo Goiás Social, pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) e pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), a iniciativa amplia os benefícios do programa ao eliminar o custo com a escritura, anteriormente arcado pelas famílias.

“Goiás é o único estado em que a casa é faixa zero, ou seja, sem custo algum para o beneficiário. Agora, também com escritura”, afirmou a coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado.

Casas a Custo Zero: meta é beneficiar mais de 10 mil famílias até 2026

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, informou que o objetivo é entregar escrituras a todas as mais de 3,4 mil famílias já contempladas. “Além das casas sem qualquer boleto, as escrituras também são entregues sem custo nenhum”, reforçou.

Já o secretário de Infraestrutura, Adib Elias, destacou o compromisso de alcançar 10 mil famílias até 2026. “É um projeto social com impacto real na vida das pessoas”, afirmou.

Sonho da casa própria com escritura garantida

Moradores celebraram a conquista da casa própria com segurança jurídica. Zélia Maria da Conceição, de 66 anos, beneficiária em Palmelo, se emocionou com a entrega.

“Receber essa escritura é a consagração de um sonho. Agora ninguém pode me tirar da minha casinha”, comemorou.

Agência Goiana de Habitação (Agehab) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Deputados criticam condições de trabalho dos Educadores Sociais Voluntários

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As condições de trabalho dos Educadores Sociais Voluntários (ESVs) foram debatidas em audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal, realizada nesta quinta-feira (10). Participantes do evento criticaram o valor recebido pela categoria e a ausência de direitos trabalhistas, entre outros pontos. Parlamentares sugeriram a profissionalização dos ESVs. “É muito forte falar isso, mas eu considero um trabalho análogo à escravidão”, avaliou o deputado João Cardoso (Avante), autor da audiência pública.

Os voluntários atuam principalmente no suporte a alunos com deficiência, em atividades como locomoção e higienização. Eles não têm vínculo empregatício com a Secretaria de Educação e recebem auxílio no valor total de R$ 40 por turno de 4 horas, para ressarcimento de despesas com alimentação e transporte. É permitido acumular até dois turnos por dia. Atualmente, o Distrito Federal conta com mais de 6 mil ESVs.

“Nós estamos tentando ver a melhor forma de fazer com que o Governo do Distrito Federal valorize a vida e o trabalho que vocês fazem pelas escolas”, afirmou Cardoso. O parlamentar é autor da indicação 6828/2024, que sugere ao GDF o envio de um projeto de lei para criação do cargo de Monitor Escolar Temporário, em substituição ao ESV.

 

 

A ideia é que a contratação seja nos moldes da legislação aplicada aos professores temporários. “A proposta busca regularizar e dignificar a atuação desses profissionais, garantindo melhores condições e assegurando que desempenhem sua função com a estabilidade e a remuneração adequadas”, explicou o deputado, no texto da indicação ao GDF. Um projeto de lei nesse sentido precisa ser de iniciativa do poder Executivo, pois lida com os cargos da Secretaria de Educação e, portanto, com a estrutura da administração direta do governo.

“É preciso profissionalizar os educadores sociais voluntários. Porque profissional tem piso, tem carreira, tem direito, tem progressão salarial e tem condição de se organizar para reivindicar mais direitos”, defendeu o deputado Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura. “Vocês são fundamentais para o bom andamento das atividades pedagógicas e para o cumprimento da lei de inclusão”, destacou.

O deputado Jorge Vianna (PSD) apoiou a proposta de transformação dos voluntários em monitores temporários, com a posterior abertura de concurso público para monitor. “Vocês são trabalhadores, não são voluntários. Se está sendo remunerado, se cobram a sua presença, se cobram atividade, se cobram resultado, isso é trabalho. Eu quero é concurso público para vocês”, defendeu Vianna.

O deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) também relatou estar há vários anos com a mesma demanda, de substituição do ESV por um novo cargo com vínculo trabalhista ou o fortalecimento da função de monitor. “Sem vocês, o professor não trabalha. Sem vocês, a educação pública para. Isso é fato. Mas, apesar dessa importância, há problemas de falta de vínculo trabalhista, desrespeito, assédio moral e discriminação”, afirmou Veras.

 

Perfil da categoria

A maioria dos educadores voluntários são mulheres (83,5%), com faixa etária de 30 a 49 anos (53%), de etnia preta ou parda (72,3%) e nível superior de formação (41,5% com ensino superior completo e 22,1% com pós-graduação). Os dados são de estudo realizado em 2024 pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF).

“Os educadores sociais voluntários apontaram como desafio a ausência de garantia de direitos trabalhistas. A pessoa pode dar um atestado, mas fica sem o auxílio daquele dia”, destacou Jaqueline Borges, coordenadora do IPEDF e umas das pesquisadoras do estudo. Outros desafios que foram relatados pelos ESVs no estudo foram o baixo valor da ajuda de custo, a alta rotatividade de voluntários e a falta de oferta, pelo Estado, de qualificação sobre educação inclusiva. “Muitos utilizam recursos próprios para se qualificar”, ressaltou Jaqueline.

A audiência pública completa pode ser assistida no Youtube da TV Câmara Distrital.

Fonte: Agência CLDF

Argentina faz terceira greve geral contra ajuste fiscal de Milei

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Convocada pela principal central sindical do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), a Argentina realiza nesta quinta-feira (10) a terceira greve geral contra o ajuste fiscal promovido pelo governo de Javier Milei.

A greve geral recebeu a adesão de sindicatos de ferroviários, metroviários, taxistas, portuários e aeronautas, além de trabalhadores dos setores de educação, saúde, bancários e da administração pública, tendo ainda apoio de aposentados.

A paralisação de 24 horas levou ao cancelamento de voos e dos metrôs e trens de Buenos Aires, impactando o transporte público. Ao mesmo tempo, os ônibus estão circulando. Antes da greve, um protesto de trabalhadores e aposentados foi realizado na capital argentina nessa quarta-feira (9).

“O custo do ajuste recaiu sobre os trabalhadores ativos e aposentados, enquanto o setor financeiro multiplicou obscenamente seus lucros. O ansiado equilíbrio fiscal – obtido por meio do desmantelamento do Estado, de seus organismos de controle, de suas empresas e do abandono das obras públicas – multiplicou o desequilíbrio social”, denunciou a CGT em comunicado oficial.

A central sindical denuncia a “insensibilidade” do governo frente às reivindicações dos trabalhadores e aposentados e critica as privatizações e a redução dos orçamentos da saúde e educação, além de pedir negociações livres para acordos de reajustes salariais, aumento de aposentadorias e reativação das obras públicas.

“Fomos exemplo na América de integração e mobilidade social. Hoje, somos exemplo grosseiro de um fanatismo individualista e de uma ideia de liberdade vazia, onde impera o salve-se quem puder”, completou a CGT.

Em sua rede social, o presidente Javier Milei repostou críticas de aliados e simpatizantes contra a greve geral, como a postagem do deputado federal Damián Arabia. “Feliz quinta-feira a todos, exceto aos caras que organizaram a terceira greve geral em um ano”, disse o parlamentar governista.

Ajuste fiscal 

O governo federal da Argentina sustenta que o corte de gastos é necessário para recuperação econômica e redução da inflação, que vem caindo nos últimos meses, resultado também da recessão econômica de 2024, segundo economista consultado pela Agência Brasil, Paulo Gala. 

A inflação anual caiu de 289% em março de 2024 para 66% em fevereiro de 2025, segundo dados oficiais. No entanto, críticos sustentam que o custo social é alto com os trabalhadores e os mais pobres pagando pela estabilização dos preços.

Após ultrapassar uma taxa de pobreza de 54% da população, no primeiro semestre de 2024, o índice de pobreza caiu para 38% no segundo semestre do ano, índice semelhante ao de antes de Milei assumir a Casa Rosada. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). 

Enquanto isso, Buenos Aires negocia novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para sacar US$ 20 bilhões para reforçar as reservas do Banco Central do país. Esse será o terceiro empréstimo desde 2018, durante o governo de Maurício Macri, e o 23º da história argentina. 



Fonte: Agência Brasil

BNDES faz parceria para atender mais cooperativas com créditos

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer mais cooperativas na sua carteira de crédito. A instituição, que desembolsou R$ 37 bilhões em financiamentos para esse tipo de organização produtiva em 2024, assinou nesta quinta-feira (10) um acordo de cooperação técnica para ampliar o acesso das cooperativas ao crédito no banco.

O termo foi acertado pelos presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, e do Sistema Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Freitas, na sede do banco, no Rio de Janeiro.

Mercadante ressaltou que o país tem 4,5 mil cooperativas atualmente, número 50% a mais do que há 20 anos. A maior parte atuando na agropecuária. 

“Metade da produção de alimentos no Brasil hoje é feita pelo cooperativismo”, lembrou.

Segundo ele, são 23,5 milhões de trabalhadores cooperados, o que representa 550 mil empregos formais. Esse sistema de produção fatura R$ 692 bilhões por ano.

Funcionamento

Cooperativas funcionam como se fossem empresas em que os trabalhadores são sócios do negócio. Os associados, líderes e representantes têm total responsabilidade pela gestão e fiscalização da cooperativa.

Por não terem fins lucrativos, os resultados positivos da atividade econômica desempenhada são distribuídos entre os cooperados. Há cooperativas em diversos ramos da economia. As de crédito, por exemplo, fecham contratos de empréstimos com juros mais baixos do que os bancos privados.

“É um sistema de organização da produção muito generoso, que constrói solidariedade, eficiência e resiliência”, diz Mercadante.

Faturamento 

Em 2024, 73% dos contratos de crédito do BNDES foram direcionados para o sistema cooperativo, o que representa R$ 37 bilhões. Desse montante, R$ 34,4 bilhões foram direcionados para pequenas e médias empresas.

Aloizio Mercadante apontou que as cooperativas de crédito têm a função de levar a oferta de crédito, inclusive, para pequenas cidades onde não há agências bancárias.

“Mais de mil cidades não têm agências bancárias, só cooperativa. É um instrumento capilar de acesso ao crédito. Chegam onde as agências não chegam mais”, disse Mercadante.

Mercadante ressaltou que, mesmo o BNDES não estando nessas localidades e sendo representado por cooperativas de crédito, o sistema é seguro, pois conta com a fiscalização do Banco Central (BC).

O presidente do BNDES enfatizou a intenção de aumentar a presença dessa forma de organização nas regiões Norte e Nordeste.

“Elas [cooperativas] são muito fortes no Sul, em função da colonização; no Sudeste, que é a colonização europeia e asiática, e agora estão avançando no Centro-Oeste. O nosso próximo capítulo é dar muito impulso ao cooperativismo no Norte e Nordeste”, defendeu.

Questionado sobre qual a meta de concessão de crédito ao segmento de cooperativas, Mercadante disse que “depende da força deles”.

O presidente da OCB, Márcio Freitas, informou que a organização tem a meta de levar o faturamento total das cooperativas em até R$ 1 trilhão até 2027.

“A meta está lançada, chegar a 30 milhões de brasileiros cooperados e, provavelmente, chegando a um milhão de empregos diretos, com carteira assinada”, avaliou.

Mais renda

Além da assinatura do acordo entre o banco público e a entidade de representação do cooperativismo no Brasil, foi realizado um seminário sobre impactos do cooperativismo no desenvolvimento do país.

O pesquisador Alison Pablo de Oliveira, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), apresentou dados sobre locais que têm presença de cooperativas de crédito.

O estudo mostra que foram gerados 25,3 empregos formais para cada grupo de 1 mil habitantes nessas localidades. Além disso, foi identificado incremento de R$ 115,50 na massa salarial por habitante.

O levantamento aponta também que a presença das cooperativas de crédito retirou 12,3 famílias da extrema pobreza para cada grupo de 1 mil habitantes. Outro dado é a diminuição de 20,5 famílias no Cadastro Único (CadÚnico), direcionado a famílias mais pobres, a cada grupo de 1 mil habitantes.

Segundo Oliveira, onde há agência de cooperativismo de crédito, as famílias passam a depender menos do Estado.

“Com ganhos de renda e empregabilidade maior, as famílias conseguiam superar a pobreza de maneira sustentável por meio da inclusão produtiva e econômica”, disse.

O BNDES é um banco público de fomento ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e tem entre as funções fomentar setores estratégicos da economia por meio de crédito e investimentos diretos. Parte dos empréstimos são subsidiados, isto é, mais baratos.

Fonte: Agência Brasil