Início Site Página 1068

Agências do trabalhador têm quase mil vagas de emprego nesta quarta-feira (16)

0

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (16), 958 vagas para quem procura um emprego. Há posições para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 4 mil.

Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram

O posto com maior remuneração é o de técnico em segurança do trabalho, na Zona Industrial do Guará. Há uma vaga aberta para pessoas com Ensino Médio completo e experiência prévia na função.

Já o cargo com mais vagas abertas é o de servente de obras, em São Sebastião. São 121 oportunidades para candidatos que tenham iniciado o Ensino Fundamental. Não é preciso, porém, ter experiência.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Fonte: Agência Brasília

‘Catadores do DF estão há três meses sem salário’, denuncia Magno

0

 Aspectos diversos da relação da cidade com o meio ambiente vieram à tona na sessão desta terça-feira (15) da CLDF. O deputado Gabriel Magno (PT) alertou que catadores de material reciclado do Distrito Federal estão há três meses sem receber salário, embora estejam trabalhando regularmente junto às cooperativas responsáveis pela triagem e reciclagem do lixo.

No plenário, Magno questionou o discurso sobre sustentabilidade que o governo proferiu em Dubai, onde o chefe do Executivo se encontra. “Que sustentabilidade é essa que o governador fala que não cuida da própria casa, não cuida de gente e permite que uma catadora fique três meses sem receber salário?”, indagou.

Contou ainda que ele, catadores e o diretor-presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) — Luiz Felipe Cardoso de Carvalho — trataram do problema em reunião hoje. Na ocasião, o presidente firmou o compromisso de pagar os profissionais amanhã (16). Magno agradeceu o empenho, mas questionou o contrato entre cooperativas e o GDF já que, em alguns meses, os catadores recebem R$ 800, menos que um salário-mínimo.

Arborização

Fábio Felix (Psol) também tratou do meio ambiente, mas do ponto de vista da mancha verde presente nas cidades distritais. “Nos últimos anos foram plantadas 56 mil árvores nas Asas e 4 mil na Ceilândia, que tem mais de 300 mil habitantes; enquanto o Plano Piloto tem 198 mil habitantes. Agora o governador anunciou R$ 2,5 bilhões em investimentos em política energética e ambiental, de forma genérica, e que até o ano que vem serão plantadas 6 milhões de árvores no DF”, contextualizou. Da tribuna, Felix pleiteou que as mudas se distribuam de modo equânime em todo o Distrito Federal e que os pontos de plantio sejam escolhidos mediante conversa do Buriti com a população.

“Não ter árvores em alguns territórios não é aleatório, mas parte de um processo político de segregação nesta cidade”, comentou Felix.

O parlamentar exemplificou o discurso com o caso da Praça da Bíblia, em Ceilândia, que apesar das grandes dimensões não dispõe de vegetação suficiente para que os cidadãos tenham proteção do sol, paisagismo e outros benefícios, como a qualidade de vida e a impermeabilização do solo.

 

Tramita na Casa o projeto de lei complementar n° 64/2025, de autoria do próprio Félix, que institui a Política Distrital de Arborização Urbana e de Combate a Desigualdades Ambientais.

Fonte: Agência CLDF

Ferramenta de inteligência artificial reforça serviços de auditoria e fiscalização no DF

0

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) firmaram um acordo inédito para o licenciamento gratuito da solução de tecnologia da informação ChatTCU. O contrato, assinado digitalmente no início de abril, autoriza a CGDF a utilizar e customizar o programa com foco na melhoria dos serviços de auditoria e fiscalização, sem qualquer custo para os cofres públicos. 

A ferramenta, desenvolvida pelo TCU, é baseada em inteligência artificial e tem como objetivo apoiar os órgãos de controle na análise de dados e no processo de tomada de decisão. Além do sistema em si, o contrato garante à CGDF acesso ao código-fonte, documentação técnica, modelo de dados e arquivos necessários à instalação e manutenção da solução. 

O contrato tem validade de 30 anos e foi celebrado de forma gratuita, sem transferência de recursos financeiros entre os órgãos. A CGDF será responsável por garantir a infraestrutura tecnológica necessária, além de assegurar a proteção dos dados e a adequação da ferramenta à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Segundo o Controlador-Geral do DF, Daniel Lima, a iniciativa representa um avanço importante na modernização da administração pública. “Firmar esse contrato com o TCU nos permite incorporar uma tecnologia de ponta às rotinas da Controladoria. Vamos ganhar agilidade, eficiência e mais capacidade de prestar contas à sociedade com responsabilidade”, afirmou. 

Entre as cláusulas previstas, estão a proibição de uso comercial da ferramenta, a vedação à distribuição não autorizada do sistema e a possibilidade de visitas técnicas do TCU às instalações da CGDF para acompanhar o uso da solução. 

A expectativa é que o ChatTCU comece a ser utilizado internamente nos próximos meses, após o processo de integração com os sistemas da CGDF e capacitação das equipes técnicas.

*Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)

Fonte: Agência Brasília

Vendas de veículos financiados têm queda em março, diz B3

0

As vendas de veículos financiados no Brasil recuaram 2,3% no mês de março, na comparação com o fevereiro deste ano, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (15) pela B3, a bolsa de valores de São Paulo. Em relação ao mesmo mês de 2024, a queda foi de 3,6%. 

Ao todo, foram fechadas vendas financiadas de 551 mil veículos neste ano, entre novos e usados. 

No segmento dos veículos leves, a redução foi de 4,4% na comparação com março do ano passado. Com relação a fevereiro, a diferença para menor foi de 3,8%.

Já no setor de veículos pesados, o mês de março foi 6,7% menor que o mesmo mês de 2024, e 1,1% inferior ao fevereiro passado.

Motocicletas em alta

Os financiamentos de motocicletas destoaram da situação dos automóveis ou caminhões. As vendas financiadas do setor cresceram 4,8% diante dos números de março de 2024. E foram 1,5% maiores em relação a fevereiro passado.

“O resultado do primeiro trimestre mostra que o setor continua aquecido, dando continuidade ao movimento visto no segundo semestre de 2024. Vale ressaltar que a queda em março na comparação com o mês anterior é justificada pela sazonalidade do carnaval, uma vez que a média de veículos financiados em março por dia útil é maior do que em fevereiro”, afirma o superintendente de produtos de financiamentos na B3, Daniel Takatohi. 

 

Fonte: Agência Brasil

Lula visita trecho da Via Dutra que tem 25% das obras concluídas

0

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, nesta terça-feira (15), as obras da Rodovia Presidente Dutra, na região da Serra das Araras, em Paracambi, estado do Rio de Janeiro. Os trabalhos, sob responsabilidade da CCR, a empresa concessionária, tiveram início em abril de 2024 e já estão 25% concluídos.

O trecho da Via Dutra em reforma tem investimento federal de R$ 1,5 bilhão, em crédito para a CCR. Os recursos foram captados via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a emissão de debêntures incentivadas.

O presidente Lula destacou a importância das obras viárias que, para ele, fazem a diferença para o desenvolvimento do país. 

“Não haverá possibilidade desse país ser competitivo do ponto de vista internacional, nem na qualidade, nem na quantidade, se a gente não tiver capacidade de facilitar o escoamento da nossa produção”, afirmou o presidente durante o evento em Paracambi.

“Muita gente que não conhece pode dizer: ‘puxa vida, gastar R$ 1,5 bilhão para cuidar de 8 quilômetros de estrada?’ Mas quando você pega uma obra dessa, você não mede pelo tamanho, a importância dela não é o tamanho. A importância dela é a qualidade do serviço que vai prestar para sociedade, para os caminhoneiros, para os carros, para as cargas e as centenas de contêineres que passam por essa estrada todo santo dia correndo o risco de vida”, destacou.

As novas pistas na Serra das Araras ocuparão uma distância de 16 quilômetros, com quatro faixas por sentido, acostamento e uma faixa de segurança, além de duas rampas de escape, que tem o objetivo de gerar mais conforto, segurança e fluidez no tráfego.

Em discurso no evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a obra na Via Dutra é uma engenharia financeira que tem reflexos positivos na economia. 

“Tem muita gente envolvida nisso, gerando emprego, gerando produtividade para a nossa economia, barateando as nossas exportações, barateando os produtos no mercado interno, que vão ter uma infraestrutura mais adequada e mais barata para fazer o produto chegar ao consumidor. Então, é isso que o presidente Lula salienta que é fazer a roda da economia girar”, disse.

Melhorias

A Via Dutra é uma das ligações rodoviárias mais importantes do país, conectando as capitais São Paulo e Rio de Janeiro. A região convive com um fluxo de cerca de 390 mil veículos mensais, 36% deles veículos de cargas.

Atualmente, estão em andamento obras de novas contenções, fundação de viadutos, drenagens, além da construção do canteiro industrial e de novos caminhos de serviço.

Com a expansão das vias, a velocidade será de 80 quilômetros por hora, permitindo redução de 25% do tempo no percurso da subida (sentido São Paulo) e 50% na descida (sentido Rio). O trecho sentido São Paulo está previsto para ser finalizado em 2028 e o do sentido Rio, em 2029.

Ainda serão construídas 93 contenções, oito pontos de ônibus, três passarelas e melhorias em 14 pontos de acesso e será implantada uma via marginal na pista sul, sentido São Paulo.

Recorde de debêntures

O grupo CCR administra também a Rodovia Rio-Santos, que atravessa os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. No ano passado, o BNDES liberou crédito no valor de R$ 10,75 bilhões para obras e intervenções nas duas vias.

O montante será liberado ao longo de sete anos, à medida que os investimentos forem sendo realizados. As ações fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e incluem a maior emissão de debêntures incentivadas do BNDES e da história, no valor de R$ 9,41 bilhões, que conta com R$ 500 milhões em debêntures verdes, associada a um crédito direto de R$ 1,34 bilhão.

Esse sistema permite às empresas privadas captar recursos no mercado para financiar projetos de infraestrutura. Os investidores contam com isenção ou redução de Imposto de Renda sobre os lucros obtidos.

No total, entre aportes do governo federal, por meio do BNDES, da iniciativa privada e de outros bancos, serão R$ 15,5 bilhões em investimentos para a CCR.

Fonte: Agência Brasil

PM e indígenas entram em confronto em área nobre de Brasília

0

Policiais militares e um grupo de indígenas entraram em confronto, hoje (15), durante uma operação de desocupação de área pública no Setor Noroeste, área nobre do Plano Piloto, em Brasília. Segundo a Polícia Militar, não há, até o início da tarde desta terça-feira, registro de feridos no local.

A desocupação foi determinada pela desembargadora Kátia Balbino, da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Na decisão, ela autorizou a Terracap, empresa pública voltada à gestão de terras no Distrito Federal, no sentido de que tomasse “providências para coibir novas ocupações irregulares na região e dar continuidade nas obras de infraestrutura do setor”.

A área onde as obras de infraestrutura estão sendo implementadas fica perto de um local onde vive uma comunidade indígena da aldeia Areme Eia, localizada na quadra 308 do Noroeste.

Em nota, a Terracap informou que, segundo laudo de vistoria feito em março, “o imóvel, situado na quadra 707 do Noroeste, encontra-se desocupado, sem presença de moradores ou comunidades indígenas”, e que a decisão judicial foi baseada em imagens aéreas que confirmaram a ausência de ocupações habitacionais no local.

Obras de infraestrutura

Na decisão, a magistrada determinou a “proibição de novos ingressos de ocupantes indígenas na área [da quadra 707], além de garantir que se prossigam nas obras de infraestrutura locais”.

A Terracap, então, acionou a Polícia Militar para garantir que a área pública se mantivesse desocupada. Ao chegar no local, a PM iniciou uma negociação com indígenas que estavam nas proximidades de um barraco não residencial que deveria ser demolido.

Foi estabelecido um prazo para o cumprimento voluntário, porém, não houve êxito no diálogo. Os manifestantes passaram a lançar pedras contra os policiais, impedindo a aproximação das equipes.

Eles também estavam munidos de arco e flecha, mas não os utilizaram”, informou a PM que, diante da resistência, acionou o Batalhão de Choque e Cavalaria.

Ainda segundo a PM, as equipes cumpriram a dispersão “com técnicas e equipamentos de controle de distúrbios civis”, mas, na sequência, os manifestantes teriam continuado a arremessar pedras contra as forças de segurança.

Fonte: Agência Brasil

STF nega afastar Moraes, Dino e Zanin do julgamento da trama golpista

0

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta terça-feira (15) maioria de votos para negar o afastamento dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento das denúncias da trama golpista. O impedimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi rejeitado.

Os votos foram proferidos durante julgamento virtual do recurso no qual a defesa do ex-assessor de Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, pretende afastar os ministros e o procurador do julgamento. Os ministros fazem parte da Primeira Turma do Supremo, colegiado responsável pelo julgamento.

No mês passado, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, negou os impedimentos. Em seguida, os advogados de Filipe Martins recorreram da decisão.

Até o momento, além de Barroso, manifestaram-se contra o afastamento os ministros Edson Fachin, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. A análise do caso será encerrada às 23h59 de hoje. 

A única divergência foi apresentada por André Mendonça. Para o ministro, Moraes figura como uma das eventuais vítimas da tentativa de golpe e tem interesse na causa.

“Em relação ao arguido ministro Alexandre de Moraes, renovando as vênias às posições em contrário, reconheço o impedimento objetivo de Sua Excelência”, votou Mendonça.

Núcleo 2

Filipe Martins e outros acusados que fazem parte do núcleo 2 da denúncia da trama golpista serão julgados nos dias 22 e 23 de abril pela Primeira Turma da Corte.

De acordo com a procuradoria, eles são acusados de organizar ações para “sustentar a permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder, em 2022.

Fazem parte desse núcleo Filipe Martins (ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro); Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro); Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal); Mário Fernandes (general de exército); Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do Distrito Federal) e Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança do Distrito Federal).

Até o momento, somente a denúncia contra o núcleo 1 foi julgada. No mês passado, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus. Faltam mais três denúncias para serem julgadas.

Fonte: Agência Brasil

MEC prorroga até maio prazo para regulação da EAD no ensino superior

0

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 9 de maio o prazo para criação do marco regulatório e de novos referenciais de qualidade para oferta de cursos da educação superior na modalidade a distância. A medida foi publicada no Diário Oficial da União de 9 de abril.

Com o adiamento, os processos de credenciamento e autorização de novos cursos de graduação do tipo ensino a distância (EAD) ficam suspensos até a definição das novas normas regulatórias.

Na última semana, no evento de divulgação dos dados do Censo Escolar 2024, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o texto do decreto presidencial que vai regulamentar o ensino superior a distância no país está sendo aperfeiçoado em articulação com especialistas e entidades que atuam na educação superior.

“Estamos ouvindo os setores, os especialistas. Foram seis meses de discussão e avaliação para que a gente pudesse chegar a esse momento, fechando o processo para que ele [decreto] possa ser anunciado oficialmente pelo presidente.”

Entre os pontos que serão definidos pelo marco regulatório estão a definição de quais cursos precisarão ser 100% presenciais, quais poderão ser híbridos e quais poderão desenvolver as atividades em EAD. 

“O MEC não é contra o ensino a distância. O que nós queremos apenas é garantir a qualidade na oferta desses cursos e na formação desses profissionais”, garantiu o ministro da Educação, Camilo Santana.

Segunda prorrogação

Inicialmente, o novo marco regulatório e os referenciais de qualidade para a oferta de cursos de educação a distância (EaD) deveriam ter sido publicados até 31 de dezembro de 2024, conforme estabelecido na portaria do MEC nº 528, de 6 de junho de 2024.

Em janeiro deste ano, o ministro da Educação deu a previsão de que o decreto seria apresentado em fevereiro. Entretanto, foram necessários novos adiamentos. Em 10 de março, o MEC prorrogou o prazo para 10 de abril.

Fonte: Agência Brasil

Trânsito e falta de equipamentos públicos: audiência debate problemas do Jardim Botânico

0

O Jardim Botânico apresentou um dos maiores crescimentos populacionais dentre as Regiões Administrativas do DF conforme o ranking do Censo de 2022, divulgado em março de 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD) de 2024 aponta que a RA chegou a 77 mil habitantes.

Os investimentos em infraestrutura pública, no entanto, não têm sido suficientes para acompanhar essa expansão e a cidade tem sofrido com intensos engarrafamentos, quedas no fornecimento de energia elétrica e alagamentos. Essas foram algumas das queixas de moradores e representantes comunitários em audiência pública promovida pela CLDF nesta terça-feira (15).

O autor da reunião, deputado Chico Vigilante (PT), ponderou que a falta de planejamento para ocupação urbana está na raiz dos problemas enfrentados atualmente, além da ação ilegal de grileiros. Ele lembra que cidades como o Sol Nascente e Vicente Pires enfrentam desafios  semelhantes, com um adensamento populacional que foi avançando sem um projeto público de cidade.

 

A audiência foi de iniciativa do deputado Chico Vigilante. Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

“Nós temos o problema da ocupação desordenada, que afeta todas as classes sociais. Sabemos os fatores geradores disso: a falta de planejamento e ação dos grileiros. Agora, temos inúmeros problemas para serem resolvidos”, afirmou.

Queixas

Representando moradores do Jardim Botânico, Marília Cunha relatou recorrentes quedas no fornecimento de energia elétrica no condomínio onde mora (Ville de Montagne) e em diversos outros nas proximidades.

A moradora revelou ainda apreensão com os rumos da mobilidade urbana no local, que já apresenta sérios problemas de congestionamento das vias. Para ela, a instalação de um novo condomínio, o Reserva Jardim Botânico – que terá área total de aproximadamente dois milhões de metros quadrados – e a recente previsão do novo Centro Urbano do Tororó – que terá capacidade para abrigar mais 117 mil moradores – poderão trazer sérios impactos no trânsito local.

“O Jardim Botânico precisa ser visto com novos olhos, é o bairro que mais cresce em Brasília, as vias estão entupidas. Precisamos que o GDF tenha olhos para aquela comunidade”, pontuou.

Outro ponto destacado por ela é a falta de fiscalização ambiental e controle sanitário na região. Segundo Marília, a RA apresentou um dos maiores índices de infecção por leishmanioses do Brasil, dado que evidencia a falta de políticas de controle de pragas. “São 25 anos de abandono”, desabafou.

Marcílio Souza, que também é morador do Jardim Botânico, apresentou vídeos e imagens de vias esburacadas, assoreamento, alagamentos e calçadas sem condições de uso para denunciar a precarização da malha viária da região, em especial a Avenida do Sol, via que dá acesso a dezenas de condomínios residenciais.

Para ele, a solução para os problemas ambientais e estruturais está associada à construção do Parque Ecológico do Córrego Mato Grande, onde parte das águas da chuva desembocam. A preservação do córrego, em sua análise, também é pauta urgente, uma vez que, por falta de controle, resíduos sólidos têm sido jogados por toda sua extensão.

“Queremos um projeto urbanístico e ambiental amplo para a Estrada da Avenida do Sol, contemplando escoamento adequado de águas pluviais e criação do parque do córrego Mato Grande. Queremos soluções decisivas e não paliativas”, declarou.

Ações do governo

Representantes do GDF também participaram da reunião e descreveram ações recentes desenvolvidas para mitigar os problemas enfrentados. Maurício Canovas, da Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), afirmou que o Poder Executivo tem estudado soluções para o sobrecarregamento das vias. Especificamente no caso da Avenida do Sol, Canovas lembrou que, em dezembro passado, o governador editou o Decreto nº 46.6162/2024, que prevê a possibilidade de desapropriação de áreas que margeiam a avenida para que ela possa ser duplicada futuramente.

O representante da pasta declarou que as soluções exigem medidas complexas, uma vez que a área foi ocupada de forma irregular. “As soluções existem, mas, com certeza, vão impactar muito a vida dos moradores dali. Vamos ter que ampliar a caixa daquela avenida. A Avenida do Sol terá de ser ampliada, porque, hoje, não há espaço suficiente para a duplicação e terá de haver desapropriação. Não foi uma avenida implantada com planejamento urbanístico”, ponderou.

O decreto estabelece que o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER) será responsável pelos estudos técnicos necessários para a obtenção do licenciamento ambiental, e a execução das obras de implantação do projeto viário.

O texto prevê ainda que Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) será responsável pelas providências necessárias a efetivação da desapropriação, o pagamento das indenizações e o registro do projeto viário de parcelamento do solo urbano com os recursos disponíveis no seu orçamento. A Seduh ficará responsável pelos procedimentos para aprovação do projeto viário de parcelamento do solo urbano.

Reinaldo Teixeira, representante do DER-DR, afirmou que as consequências do adensamento populacional do Jardim Botânico são um problema multifatorial e devem ser enfrentadas pelas várias áreas de planejamento do governo. Ele listou algumas ações recentes do departamento para mitigar os problemas de trânsito, como a duplicação da DF – 140 e da DF – 001 e a construção do viaduto e na rotatória da Esaf. Ele também afirmou que o decreto editado pelo Executivo é uma maneira de começar a resolver o problema de forma mais definitiva.

“O DER tem tentado de todas as formas resolver o problema no que está relacionado às suas competências, dentro de suas faixas de domínio nas suas rodovias”, declarou.

O administrador regional do Jardim Botânico, Aderivaldo Cardoso, afirmou que tem trabalhado incessantemente para que os buracos nas vias causados pela erosão sejam tampados com a maior urgência possível. Ele relatou que a RA foi constituída em áreas privadas e que não foram desapropriadas legalmente, o que dificulta até hoje a regularização de algumas localidades e a instalação dos equipamentos públicos necessários.

 

Encaminhamentos

Durante a audiência, após ouvir as queixas com relação à falta de energia, o deputado Chico Vigilante agendou uma visita entre os representantes dos moradores junto à Neoenergia para a próxima semana para que sejam discutidas soluções.

O distrital também aproveitou a reunião para cobrar a participação popular na reunião pública do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que ocorre hoje (15) na Seduh. “É importantíssimo que haja mobilização popular. Cabe a gente encontrar soluções ao invés de apenas criticar”, destacou.

A audiência pública contou ainda com a presença do deputado João Cardoso (Avante), do representante do Brasília Ambiental (Ibram) Roger Henrique e da subsecretária de regularização fundiária da secretaria de habitação Rosemay Pimentel. O encontro teve transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital (canal 9.3) e pelo YouTube da Casa.

Fonte: Agência CLDF

Novas pontes levam desenvolvimento à zona rural de Nova Roma

0
Entrega de pontes leva desenvolvimento à zona rural de Nova Roma
Governador Ronaldo Caiado inaugura duas pontes, no valor total de R$ 7,5 milhões, no município de Nova Roma, a 572 quilômetros de Goiânia (Foto: Hegon Correa e Lucas Diener)

Os moradores do Nordeste goiano são beneficiados com a entrega de uma nova ponte de concreto armado na GO-241, no município de Nova Roma. Inaugurada nesta terça-feira (15/4) pelo governador Ronaldo Caiado, a estrutura substitui uma antiga ponte de madeira e liga a cidade ao povoado de Ourominas, garantindo mais segurança e mobilidade. O investimento na obra foi de R$ 4 milhões.

“Daqui 100 anos, vão dizer que o Caiado veio aqui e fez uma ponte. Nunca teve obra para essa região. Quando assumi o governo, prometi dignidade a esse povo e estou cumprindo”, afirmou o governador. “Não viemos aqui colocar pedra inaugural, viemos entregar obra pronta, com carro passando, encabeçada e tudo arrumadinho”, destacou o governador, ao reforçar o impacto de obras estruturantes. “É a trafegabilidade que permite o crescimento do mercado e a geração de oportunidades aqui na região”, pontuou.

Prefeito de Nova Roma, Eleuses Gonzaga celebrou o avanço proporcionado pelo Governo de Goiás na região. “Onde antes era o corredor da miséria, agora é o corredor do sucesso e do progresso”, afirmou o gestor, ao relembrar que a cidade já havia sido beneficiada com outras pontes sobre os córregos Ipê, Areia e Riacho do Meio.

O vice-governador Daniel Vilela ressaltou os ganhos que a ponte proporciona para os moradores da zona rural, além de facilitar o acesso de moradores a serviços públicos.

“O morador que vive do outro lado é que sabe da importância de uma ponte. Um ônibus que passou aqui mais cedo, rumo à Policlínica de Posse, só pôde seguir viagem porque essa estrutura foi construída. Se ainda fosse de madeira, isso não seria possível e a população iria ter dificuldade para buscar auxílio de saúde”, argumentou.

Ponte

A ponte, executada pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), tem 56 metros de extensão e 10,4 metros de largura. Ela substitui passagens improvisadas que, por anos, geraram transtornos e protestos da comunidade.

Ponte sobre o Rio das Pedras era aguardada há décadas por moradores do Nordeste goiano

A obra também facilita o deslocamento para os municípios vizinhos de Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás, atendendo uma população de mais de 12 mil pessoas.

O prefeito de Teresina de Goiás, Kleverton Barbosa de Mello, o Mano, destacou os avanços para a saúde pública. “Agora, nossas ambulâncias passam por aqui. Hoje mesmo, um ônibus cheio de pacientes seguiu para atendimento naquela Policlínica de primeiro mundo. Atendimento 100% garantido”, comemorou. Para o deputado estadual Lineu Olímpio, os investimentos representam “mais qualidade de vida” para toda a região.

Córrego Forquilha

Nova Roma também foi contemplada com outra ponte de concreto sobre o Córrego Forquilha, na GO-114, entre os povoados Cormari e Amendoim. Com 28 metros de extensão e 10,4 metros de largura, a obra incluiu ainda a construção de um bueiro triplo para drenagem da pista, totalizando um investimento de R$ 3,5 milhões.

Com as duas estruturas entregues, o Governo de Goiás soma R$ 7,5 milhões investidos em infraestrutura viária no município.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás