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Cruz original da primeira missa no Brasil vem a Brasília no aniversário da capital

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As comemorações pelos 65 anos de Brasília vão ficar ainda mais especiais. É que a cruz usada na primeira missa celebrada no Brasil, em 1500, está em peregrinação por cidades portuguesas e brasileiras e chegará à capital federal exatamente na data do aniversário da cidade, na próxima segunda-feira (21).

A cruz ficará em Brasília por dois dias. Na segunda-feira, às 10h, ela estará presente na missa pelo jubileu da arquidiocese e pelo aniversário da capital, na Catedral, presidida pelo cardeal Paulo Cezar Costa. Depois, a partir das 11h, o artefato ficará em exposição também na Catedral.

Na terça-feira (22), a cruz será levada à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), às 8h. Às 9h, haverá uma sessão solene no Congresso Nacional, com lançamento do selo comemorativo do jubileu dos 525 anos da primeira missa no Brasil. Às 12h, o cardeal Paulo Cezar Costa celebra uma nova missa na Catedral, com a frente parlamentar católica. Na quarta-feira (23), a cruz segue para Belém (PA).

“A gente continua celebrando a fé do povo com muito respeito, com muita tolerância, e a nossa cidade é a síntese de tudo isso”

Kildare Meira, superintendente de Assuntos Constitucionais

“No dia 21, a gente comemora os 65 anos de Brasília, o jubileu da arquidiocese de Brasília e, no dia seguinte, o descobrimento do Brasil. Então, essa cruz está no lugar certo, no dia certo e na celebração certa. Esse país, que teve a primeira missa em 1500, hoje tem como capital a nossa bela Brasília e, de lá para cá, a fé que fundou esse país permanece. A gente continua celebrando a fé do povo com muito respeito, com muita tolerância, e a nossa cidade é a síntese de tudo isso. Vai ser uma celebração muito significativa, com esse elemento histórico e cultural”, exaltou Kildare Meira, subsecretário de Assuntos Constitucionais da Casa Civil do DF.

“Essa cruz peregrina relembra para nós que, na origem do nosso país, está a experiência da fé. Relembra para nós que a religião está desde a origem do nosso país e que foi fazendo história nesse imenso Brasil, que foi fazendo história na nossa população, na nossa cultura. Então, é um momento bonito, é um momento de celebrar, é um momento de rememorar”, emendou o arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa.

Jubileu

A peregrinação integra a programação do evento Brasil com Fé – 525 anos da Primeira Missa no Brasil, Terra de Santa Cruz, que comemora o jubileu da primeira missa em território brasileiro, celebrada em 26 de abril de 1500. A cruz fica em exposição permanente na Sé de Braga, igreja mais antiga da Península Ibérica, aberta em 1089. O artefato deixou a cidade em 12 de abril e, ainda em Portugal, passou por Fátima, Cascais, Almada e Lisboa.

A chegada ao Brasil ocorreu nesta terça-feira (15), em São Paulo. Antes de vir a Brasília, ela passará por Cachoeira Paulista, Aparecida e Guaratinguetá, em São Paulo; Porto Alegre (RS); e Rio de Janeiro e Maricá (RJ). Depois da capital federal, será a vez de Belém (PA) e Salvador (BA). Na data exata do aniversário de 525 anos, a cruz visitará, também na Bahia, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, local da chegada dos portugueses ao Brasil e onde foi celebrada a primeira missa. No dia 27, o artefato retorna a Braga.

Fonte: Agência Brasília

Pejotização tem impacto nefasto sobre arrecadação, afirma governo

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Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) alertou que autorizar a chamada pejotização de trabalhadores pode ter “consequências nefastas” sobre a arrecadação fiscal e o custeio da Previdência.

A pejotização ocorre quando uma empresa contrata um prestador de serviço como pessoa jurídica com o objetivo de mascarar uma relação trabalhista. Com isso, o trabalhador e o contratante evitam o pagamento de encargos trabalhistas.

“Tal artifício aniquilaria o dever que vincula profissionais liberais qualificados ao pagamento de imposto de renda”, frisou a PGFN. “E desfalcaria o caixa da Previdência Social, afastando-se a incidência da contribuição social patronal”, acrescentou o órgão, um dos braços da Advocacia-Geral da União (AGU).

Polêmica

O fenômeno da pejotização voltou a ganhar destaque no noticiário com a decisão do ministro Gilmar Mendes, que, na segunda-feira (14), suspendeu o andamento de todos os processos sobre o tema, em todos os tribunais do país. A polêmica, contudo, não é nova para juristas e economistas.

Estudo publicado no ano passado pelo professor Nelson Marconi, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, estima que a pejotização teve impacto de R$ 89 bilhões sobre a arrecadação fiscal de 2017, quando foi aprovada a terceirização da atividade-fim das empresas até o fim de 2023.

O economista estimou que esse impacto pode superar os R$ 380 bilhões caso a pejotização avance e venha a alcançar a metade dos trabalhadores com carteira assinada.

“Assim, ressaltamos que a perda de receita decorrente da pejotização causa impacto relevante nas contas públicas. É um importante aspecto a considerar quando são analisados os efeitos da flexibilização ampla pretendida para o mercado de trabalho na direção de possibilitar situações de violação à legislação trabalhista”, assegurou Marconi no estudo.

Motivação fiscal

No parecer enviado ao Supremo sobre o tema, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional alertou que a pejotização afeta, sobretudo, trabalhadores mais qualificados, de maior salário, o que potencializa o impacto fiscal e previdenciário desse tipo de fraude contratual. 

Isso porque tais profissionais podem deixar de pagar o Imposto de Renda e seus contratantes não precisam fazer os recolhimentos usuais para a Previdência Social.

“Tal artifício aniquilaria o dever que vincula profissionais liberais qualificados ao pagamento do Imposto de Renda – a tributação de tais empresas unipessoais tende a ocorrer, de forma extraordinariamente favorecida, no âmbito do Simples Nacional, ao mesmo tempo em que são isentos os dividendos e lucros distribuídos ao controlador – e desfalcaria o caixa da Previdência Social, afastando-se da incidência da contribuição social patronal”, explicou o procurador da Fazenda Carlos de Araújo Moreira, que assina a manifestação da PGFN.

O parecer do órgão foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (foto) em abril de 2023, num processo em que um trabalhador buscava, no STF, reverter decisão que negou o vínculo empregatício dele com uma empresa de telecomunicações.

“Para evitar tais consequências nefastas, entende a União que a livre iniciativa, no direito do trabalho, deve ser compatibilizada com o estrito respeito e cumprimento do disposto nos artigos 3º, 9º e 442º, todos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), preservando-se o princípio da verdade real na justiça do trabalho”, opinou a PGFN.

Entenda

A polêmica sobre a pejotização é alvo de embates no Supremo ao menos desde 2018, quando o plenário decidiu, por maioria, autorizar empresas a contratarem terceirizados para suas atividades-fim, e não só para áreas de apoio como limpeza, contabilidade ou vigilância.

Com essa decisão, diferentes empresas passaram a abrir centenas de processos no Supremo, alegando que os vínculos de trabalho formal reivindicados por supostos funcionários são indevidos, uma vez que os serviços foram prestados sob contratos regulares de terceirização.

Desde então, milhares de decisões foram proferidas por diferentes ministros do STF para derrubar vínculos de trabalho formal que haviam sido reconhecidos pela Justiça do Trabalho. 

No despacho de segunda-feira, Gilmar Mendes reclamou do “reiterado descumprimento” da decisão em que o Supremo autorizou a terceirização.

Fonte: Agência Brasil

Fábricas clandestinas de cosméticos são fechadas na Baixada Fluminense

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Duas fábricas clandestinas de cosméticos foram fechadas em Nilópolis e São João de Meriti, na Baixada Fluminense pela Polícia Civil. A ação resultou na prisão de duas pessoas em flagrante.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão e constatou que os fabricantes adulteravam as embalagens, os rótulos e até mesmo o conteúdo do produto comercializado ilegalmente, colocando em risco a vida dos consumidores. As investigações apontaram que a produção de cosméticos falsificados, em larga escala, contava com maquinários modernos. Os dois estabelecimentos foram interditados.

As fábricas apresentavam condições precárias de funcionamento, com empregados trabalhando sem equipamento de proteção. Os agentes identificaram fraude junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como forma de obter autorização para a produção dos cosméticos, fabricados em ambiente insalubre, colocando em risco integridade e a saúde dos empregados da empresa e dos consumidores.

A proprietária da empresa e um gerente foram presos em flagrante por crimes contra a propriedade imaterial e a saúde pública.

“As investigações vão prosseguir para identificar outras pessoas envolvidas no esquema. Estima-se que o grupo tenha movimentado milhões de reais com a operação ilegal, valor que será contabilizado ao fim das investigações”, informou, em nota, a Polícia Civil.

Regras

De acordo com a Anvisa, quaisquer produtos que não atendam às regras definidas pela agência estão irregulares e, portanto, não oferecem garantias de eficácia, segurança e qualidade exigidas. Na prática, isso representa risco de dano e ameaça à saúde.

As exigências para regularização variam de acordo com o tipo de produto. O conjunto de produtos irregulares inclui, entre outros, aqueles sem registro ou notificação na agência, os falsificados, roubados ou contrabandeados, produtos cuja propaganda é considerada inadequada e os que apresentam desvios de qualidade em seu processo de fabricação.

Fonte: Agência Brasil

Procissão do Fogaréu iluminou a histórica cidade de Goiás

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Ao apagar das luzes das ruas da primeira capital de Goiás, o silêncio e a escuridão deram lugar às batidas das fanfarras e às chamas das tochas dos farricocos. O início da Procissão do Fogaréu, que completa 280 anos de história, iluminou a histórica cidade de Goiás na madrugada desta quinta-feira (16/4), reunindo fé e tradição.

O governador Ronaldo Caiado e a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, acompanharam de perto a celebração cristã, assim como milhares de devotos, turistas e moradores do município.

Ao acompanhar de perto a encenação da caçada e prisão de Jesus Cristo, Caiado destacou a grandiosidade e o simbolismo da manifestação.

“O ato da Procissão do Fogaréu traz a nossa cultura e história de forma que é reconhecida nacionalmente. Por mais um ano tive a felicidade de acompanhar essa encenação, da qual participo desde a infância”, afirmou.

Ronaldo e Gracinha Caiado acompanham Procissão do Fogaréu na cidade de Goiás: celebração cristã reúne milhares de devotos, turistas e moradores da cidade (Foto: Hegon Corrêa e Júnior Guimarães)

Procissão do Fogaréu

A Procissão do Fogaréu tem início em frente ao Palácio Conde dos Arcos e percorre as ruas de pedra e becos da cidade, reproduzindo a prisão de Jesus pelos soldados romanos, que são representados por 40 farricocos caminhando descalços, com roupas longas e de cores vibrantes, chapéus pontudos e segurando tochas.

A tradição é realizada em Goiás desde 1745, quando foi trazida pelo padre espanhol João Perestello de Vasconcelos Spíndola e foi considerada Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado em 2023.

“Hoje, quarta-feira Santa, é um momento histórico na Cidade de Goiás. A Procissão do Fogaréu acontece também na Espanha e em Portugal, mas no Brasil apenas neste município. É a representação do momento em que os soldados romanos saem perseguindo Jesus. Então é um momento onde você arrepia vivendo isso”, relatou Gracinha Caiado.

O vice-governador Daniel Vilela definiu a procissão como sendo a “mais tradicional” de Goiás.

“É uma atividade cultural do nosso estado que é reconhecida e até transmitida para o Brasil inteiro. Muitas pessoas têm a tradição de vir para acompanhar essa Procissão e passar a Semana Santa na nossa cidade de Goiás, de forma que nós estamos todos aqui hoje também para prestigiar esse evento cultural e tradicional do nosso estado”, ressaltou.

Investimento

Neste ano, a manifestação cultural conta com apoio direto do Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), no valor de R$ 200 mil. O valor foi destinado para a estrutura do evento, como palco, iluminação e sonorização. Além disso, a Semana Santa também foi contemplada no Programa Goyazes, com o incentivo de R$ 199 mil e patrocínio da Equatorial Energia.

“A Procissão do Fogaréu segue mantendo as raízes, a cidade já começa a ficar bem cheia. Esse ano foi um investimento recorde também da Secretaria de Estado da Cultura, além do projeto aprovado pelo Programa Goyazes, patrocinado pela Equatorial, no valor de R$ 200 mil. Também nós colocamos várias estruturas de palco, som, luz, não somente para o Fogaréu, mas também para toda a Semana Santa”, destacou a titular da Secult, Yara Nunes.

A Semana Santa da Cidade de Goiás é promovida pela Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, juntamente com a Organização Vilaboense de Artes e Tradições (OVAT), a Catedral de Sant’Ana, o Santuário de Nossa Senhora do Rosário e a Paróquia de Santa Rita. O evento atrai visitantes de todo Brasil e de outros países, que aproveitam para conhecer as belezas naturais da região e a comida típica.

O pároco da Catedral de Sant’Ana, padre Augusto, ressaltou que a cada ano a quantidade de fiéis que participam da Procissão aumenta. “As expectativas são sempre as melhores, é um espaço destinado a orações, cultura, tradição e encontro dos irmãos e irmãs”, disse.

Fogaréuzinho

Na parte da tarde, o momento de procissão foi para as crianças. O chamado Fogaréuzinho é promovido pela escola Letras de Alfenim, em celebração à Semana Santa, em um cortejo realizado antes da tradicional Procissão do Fogaréu.

O objetivo é incluir os pequenos na celebração que reúne fé, tradição e folclore na antiga Vila Boa. A caminhada percorre diferentes pontos da cidade com as crianças vestidas de farricocos, com tochas feitas de garrafas plásticas pintadas das cores do fogo.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Reforma do IR cria constrangimento moral para super-ricos, diz Haddad

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A reforma do Imposto de Renda (IR) cria um constrangimento moral para o país, forçando uma discussão na sociedade sobre a desigualdade tributária, disse nesta quarta-feira (16) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o ministro disse que o projeto enviado ao Congresso há cerca de um mês baseia-se na justiça social.

Para o ministro, a busca pela redução das desigualdades sociais por meio do pagamento de tributos pelos mais ricos deixa os opositores sem argumento para se contrapor à reforma do Imposto de Renda.

“Acredito que criamos um constrangimento moral no país. O que está sendo dito? O que está errado? A gente está a fim. Dá para melhorar? Óbvio! Você tem uma ideia melhor? Até agora não apareceu”, declarou Haddad, dizendo que o governo está aberto a contribuições que melhorem o projeto.

Na avaliação de Haddad, o constrangimento moral de ser retratado como defensor da desigualdade tem inibido inclusive a proliferação de fake news sobre as mudanças no Imposto de Renda. Inclusive porque a proposta tem impacto fiscal zero e não fará o governo arrecadar mais, apenas redistribuirá renda.

“Quando bota uma coisa na mesa, a primeira coisa que acontece do lado de lá é o cara falar: ‘como posso mentir para a população?’ E ficou todo mundo: ‘o que a gente faz com esse projeto?’ Nem fake news estão conseguindo fazer”, acrescentou o ministro.
 


Rio de Janeiro (RJ), 16/04/2025 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do programa Sem Censura, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães, que também recebe o pianista Francis Hime, o psiquiatra Higor Caldato e o jornalista Muka. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 16/04/2025 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do programa Sem Censura, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães, que também recebe o pianista Francis Hime, o psiquiatra Higor Caldato e o jornalista Muka. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Andar de cima

O ministro comparou a tributação dos super-ricos com o caso do morador de uma cobertura que não paga condomínio. “Eu diria que [a lógica do projeto] é quem ganha muito, começa a pagar alguma coisa, para a gente desonerar quem ganha até R$ 5 mil. Lá no andar de cima, na cobertura, não vai doer se o cara começar a pagar condomínio”, justificou Haddad, ao responder se a lógica da reforma seria tributar mais quem ganha mais e desonerar quem ganha menos.

O governo propõe a isenção de IR a 10 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês e o aumento do desconto para 5 milhões que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Em troca, pretende aumentar o IR para quem ganha a partir de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano) e introduzir uma alíquota mínima de 10% para quem recebe R$ 100 mil mensais (R$ 1,2 milhão por ano).

Atualmente, cerca de 141 mil pessoas que recebem a partir de R$ 50 mil por mês pagam apenas 2% de alíquota efetiva do Imposto de Renda. Isso porque a maior parte dos rendimentos dos super-ricos vem de dividendos, isentos de tributação, ou mascarado com renda de pessoas jurídicas.

Décimo quarto salário

Haddad apresentou estatísticas sobre a desigualdade do sistema tributário brasileiro. O ministro ressaltou que, em algumas profissões, como o professor de escola pública e o policial que ganham até R$ 5 mil, a isenção equivalerá, na prática, a um décimo quarto salário.

“Quem ganha R$ 1 milhão para cima paga 2% de alíquota. O sistema tributário brasileiro é considerado um dos dez piores do mundo. Vamos combinar que quem ganha R$ 1 milhão por ano no Brasil são os super-ricos. Legal ele ganhar. Mérito dele, talento dele. Mas não paga nem 2% de Imposto de Renda, contra um policial e uma professora que paga isso”, declarou o ministro.

Programa de governo

Para o ministro, a reforma do Imposto de Renda pretende reduzir desigualdades históricas do Brasil. “Esse projeto tem um único fundamento: buscar justiça social. Não queremos arrecadar um centavo a mais, um centavo a menos. Queremos buscar uma coisa que este país demora a conquistar. Até a abolição da escravidão no Brasil foi tardia. Fomos o último país a abolir a escravidão”, destacou.

Haddad lembrou que o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva o convidou para ser ministro da Fazenda em novembro de 2022, durante a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 27), no Egito. Na ocasião, Haddad explicou que só aceitaria o cargo se Lula concordasse com plataformas históricas da esquerda brasileira, como a cobrança de impostos sobre os mais ricos e a revisão de benefícios fiscais a grandes empresas que aumentam as desigualdades.

“Vou resgatar o piso da educação e da saúde, botar o rico no Imposto de Renda, como o senhor falou na campanha, tem empresa com benefício que não faz nada pelo país, vamos ter que enfrentar esses caras. A partir daí, fomos construindo o que seria a política econômica”, recordou Haddad na entrevista.

Fonte: Agência Brasil

Militantes do MST são atropelados durante ato no Recife

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Dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram atropelados na manhã dessa terça-feira (15), durante uma manifestação no Recife. Um veículo avançou sobre o grupo e o motorista fugiu sem prestar socorro.

Segundo o MST, um dos atropelados foi ferido gravemente e está em coma no Hospital da Restauração, na capital pernambucana. O outro teve cortes no braço, que ficou ensanguentado depois do ataque.

A direção nacional do MST informou que está tomando medidas para identificar o responsável pelo atropelamento:

“Pedimos justiça pelo nosso companheiro que se encontra em estado grave, e que o responsável por esse crime de ódio seja identificado e punido pelo crime que cometeu. Não permitiremos que o ódio faça mais vítimas”, diz a nota oficial.

A entidade diz que recebeu autorização da Autarquia de Trânsito e Transporte (CTTU) e da Polícia Militar (PM) para fazer o ato em defesa da Reforma Agrária e da Democracia. Também reforçou que a marcha era pacífica e que respeitou todas as sinalizações das autoridades locais.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Civil de Pernambuco e aguarda posicionamento.

Fonte: Agência Brasil

BR Feminino: Ferroviária vence 3B da Amazônia e retoma liderança

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A Ferroviária foi até a Arena Amazônia, na noite desta quarta-feira (16), e derrotou o 3B da Amazônia por 1 a 0 para reassumir a liderança da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

Com a vitória fora de casa, em partida válida pela 5ª rodada da competição, as Guerreiras Grenás chegaram ao total de 13 pontos, ultrapassando o Palmeiras, que até então liderava a competição após derrotar o Flamengo por 5 a 2. Já a equipe da Amazônia permanece na lanterna da competição sem ponto algum.

O único gol da partida saiu aos 47 minutos do primeiro tempo, quando a atacante Millene recebeu passe da zagueira Camila e bateu forte para superar a goleira Katy.

Outros resultados:

Bahia 2 x 0 Real Brasília
América-MG 0 x 0 Grêmio
Juventude 1 x 0 Bragantino
São Paulo 2 x 1 Sport

Fonte: Agência Brasil

Haddad afirma que EUA são incoerentes ao tarifar o Brasil

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (16) que o governo dos Estados Unidos é incoerente por estabelecer tarifas adicionais aos produtos brasileiros. Segundo Haddad, a atitude não faz sentido para um país que tem superávit em relação a outro.

“Essa é a incoerência que estamos tentando chegar às autoridades americanas. E vamos ter que fazer valer o que o Congresso aprovou com unanimidade, a Lei da Reciprocidade. Mas a diplomacia brasileira é expert nisso, vai saber tomar as medidas certas na hora certa, depois de muita negociação”, disse o ministro.

“Acredito que o governo brasileiro está tomando a melhor postura possível. Considerar um parceiro histórico. Entender que é um momento delicado da história americana, e temos que saber lidar com isso. E colocando nossos pontos de vista, que são totalmente defensáveis.”

As tarifas a que o ministro se refere foram impostas pelo governo de Donald Trump a todos os parceiros comerciais no início do mês. Em média, as tarifas foram de 10% para países da América Latina, de 20% para Europa e de 30% para Ásia.

Haddad atendeu à imprensa depois de participar do programa Sem Censura, da TV Brasil, em que falou sobre a reforma do Imposto de Renda (IR) e sobre a necessidade da sociedade brasileira discutir a desigualdade tributária.

Crédito consignado

O ministro da Fazenda também voltou a falar sobre a possibilidade de uso do crédito consignado pelo trabalhador celetista, que tem carteira de assinada. Lançado no mês passado, o Crédito do Trabalhador oferece melhores condições de juros em relação aos de mercado.

Na terça, durante evento em Paracambi, região metropolitana do Rio, o ministro havia recomendado prudência aos trabalhadores, para evitarem contrair dívidas desnecessárias. Ele lembrou que o empréstimo por consignado é um dos recursos possíveis, mas “não resolve todos os problemas”.

“Não existe uma bala de prata que vai resolver o problema de todos as pessoas, independentemente da sua situação. Há 20 anos, pensamos no consignado, inclusive privado, que não aconteceu. Aconteceu o do servidor público, o do aposentado, e o do celetista ficou muito acanhado, porque dependia de um convênio entre a empresa e o banco. Entendemos que agora, pelos novos mecanismos criados, pela tecnologia, nós vamos conseguir criar um marketplace de crédito mais barato. É para um determinado público”, disse Haddad.

Haddad acrescentou que o Congresso Nacional também precisa avançar em projetos que estão em tramitação.

“Falei com o senador [Davi] Alcolumbre [presidente do Congresso], que tem uma lei pronta para ser aprovada no Senado. Já passou pela Câmara com larga margem de votação. E está no Senado há seis meses. Ela abre novas possibilidades de crédito para quem não é celetista. Mas eu preciso do Congresso, preciso da lei dando amparo ao que estou imaginando. Já tem um tempo razoável para o Senado se debruçar sobre ela. Vai abrir um novo campo de oportunidades para quem é empreendedor e para quem é informal”, disse o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Motta diz que decisão de pautar PL da Anistia é de líderes partidários

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Um dia após o pedido de urgência para o projeto de lei (PL) que prevê anistia aos golpistas envolvidos no 8 de janeiro ser protocolado na Câmara, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu que é o colégio de líderes que define as votações do plenário.

“Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho”, afirmou Motta, acrescentando que é preciso ponderar os riscos que cada pauta tem para a estabilidade institucional do país.

“É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a população brasileira”, completou o parlamentar em uma rede social

Um dos argumentos contra o PL da Anistia é dos atritos que ele provoca com o Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda está julgando os acusados por tramar um golpe de Estado no Brasil. 

A denúncia aponta que o objetivo era anular as eleições presidenciais de 2022, incluindo previsão de assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckimin e do ministro do STF, Alexandre de Moraes. 

Pedido de urgência

A fala de Motta ocorre após o líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante (PL/RJ), protocolar, nessa segunda-feira (14), pedido de urgência para o PL com assinatura de 264 deputados, mais da metade da Câmara, sendo a maioria de partidos da base governista.

Como o PL não vinha tendo apoio do colégio de líderes, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar o movimento golpista, usou a brecha do regulamento da Câmara que permite a apresentação de pedidos de urgência com a assinatura de, pelo menos, 257 parlamentares. Veja quem assinou o requerimento aqui

Questionado pela Agência Brasil sobre a posição do Motta, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, disse que não comenta postagens em rede social. “Para mim política é feita olho no olho, conheço bem o presidente que ajudamos a eleger”, comentou.

Ainda na segunda-feira, o líder do PL pressionava Motta a pautar o tema.

“O presidente da Câmara foi eleito para servir ao Brasil — não para obedecer recados do Planalto. Quem tem palavra, cumpre. Quem tem compromisso com o Parlamento, respeita os deputados”, disse Sóstenes.

Democracia

Deputados contrários à anistia defendem que existem outros 2,2 mil projetos tramitando com urgência e que não há por que privilegiar o PL da Anistia. O líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-/CE), destacou que o requerimento apresentado não garante a votação do projeto.

“Cabe ao presidente da Casa decidir o que será pautado. A oposição deixa de esclarecer que o Projeto de Lei visa, preferencialmente, a anistiar Jair Bolsonaro e os seis generais idealizadores, planejadores e comandantes da intentona de golpe de Estado, como apurou as investigações da Polícia Federal”, disse Guimarães.

O líder governista acrescentou que o PL não trata de dosimetria das penas, como vem sendo dito pela oposição.

“A Câmara dos Deputados não pode incorrer no erro de garantir a impunidade de pessoas que atentaram contra a ordem democrática”, completou Guimarães.

O PL da Anistia, apresentado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) no ano passado pelo relator Rodrigo Valadares (União-SE), concede anistia a “a todos os que tenham participado de manifestações em qualquer lugar do território nacional do dia 30 de outubro de 2022 ao dia de entrada em vigor dessa lei, nas condições que especifica.

Se aprovada a urgência, a matéria será analisada diretamente no plenário da Câmara, sem precisar passar pelas comissões. A decisão de pautar, ou não, a urgência do tema depende do presidente da Câmara, Hugo Motta.

Fonte: Agência Brasil

EBC apresenta comunicação integrada para profissionais do governo

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A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) organizou evento nesta quarta-feira (16) em que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apresentou seu trabalho e expertise em comunicação integrada às equipes que formam o Sistema de Comunicação do Governo Federal (SICOM).

Intitulado de ‘Conexões SICOM – a transformação começa aqui’, o evento foi o primeiro de uma série realizada pela Secom e aconteceu no anexo do Palácio do Planalto em Brasília (DF).

O ‘Conexões SICOM’ é uma iniciativa da Secom volta à formação continuada, troca de experiências e fortalecimento da atuação estratégica da comunicação pública e governamental para funcionários do governo. A EBC foi a instituição que inaugurou o ciclo de palestras.

“O início desse ciclo com a participação da EBC é um grande marco. A EBC faz a comunicação chegar na ponta e consegue levar conteúdos para veículos do interior do país, por exemplo. Trata-se de um grande disseminador da comunicação pública e tem suma importância na comunicação brasileira como um todo”, afirmou o secretário de Comunicação Institucional da Secom/PR, Paulo Brito.

Redes Sociais 

A superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da EBC, Nicole Briones, falou sobre a estratégia da empresa nas plataformas digitais, destacando a importância do conteúdo público de qualidade nas redes.

Ela apresentou dados de alcance e engajamento, ressaltando a necessidade de adaptar a linguagem para diferentes públicos e formatos.

“A EBC opera mais de 30 perfis nas redes sociais. Temos um verdadeiro ecossistema online e essa capilaridade é a base da nossa estratégia”, frisou Nicole Briones, pontuando que atualmente são mais de 10 milhões de seguidores nas redes sociais da EBC, e 500 milhões de visualizações apenas no último trimestre.

Foram apresentados cases de sucesso de conteúdos que ganharam notoriedade nas plataformas e conquistaram o público. Um deles é o trabalho realizado no TikTok para engajar os mais jovens.

No braço governamental, com a atuação de perfis como o do Canal GOV, destacam-se as transmissões ao vivo dos atos do Presidente da República, tutoriais que explicam como acessar políticas públicas e conteúdos informativos que promovem o engajamento cidadão.

A EBC é finalista na 3ª edição do Prêmio Social Media Gov, principal premiação de comunicação em redes sociais do setor público. Organizado pela plataforma WeGov, o prêmio seleciona as principais referências em boas práticas na comunicação pública.

Jornalismo público 

O gerente executivo de Jornalismo da TV Brasil, Marcio Motta, compartilhou experiências do telejornalismo público e os desafios enfrentados para garantir uma cobertura plural, equilibrada e de interesse social.

“Atualmente, são cerca de duas horas diárias de notícias na programação da TV Brasil, incluindo os carros-chefes Repórter Brasil Tarde, Repórter Brasil e os boletins que são produzidos ao longo do dia”, informou Motta.

A importância das Rádio Nacional, Rádio MEC e da Agência Brasil foi mencionada, com números que demonstram o crescimento dos veículos. Na Agência Brasil, por exemplo, houve um crescimento de 20% no número de usuários e 91 milhões de visualizações em 2024.

As coberturas especiais realizadas pela EBC, como a da Cúpula do G20 e do G20 Social, no ano passado, foram destacadas como evidências da capacidade da empresa de pautar grandes debates e contribuir para a formação da consciência crítica das pessoas.

Serviços de Comunicação

O gerente executivo de Serviços de Jornalismo, Humberto Rezende, apresentou a Rede Gov.

“Essa á uma estrutura oficial de comunicação do governo federal, responsável por ampliar o alcance das ações do Executivo junto à sociedade e aos veículos de imprensa, por meio de uma programação multiplataforma e entrega de conteúdo confiável, estratégico e de interesse público”, comentou Rezende.

A Rede Gov é formada pelo Canal Gov, Rádio Gov, Agência Gov e A Voz do Brasil.  

Durante a apresentação, Rezende destacou os principais programas voltados à divulgação de governo, a exemplo do Bom Dia, Ministro, Brasil em Dia e a própria A Voz do Brasil.

Também foi apresentado o catálogo de serviços e as oportunidades de convergência com pautas de todo o governo federal.

Fonte: Agência Brasil