O vereador Eduardo Moura (Novo) anunciou sua pré-candidatura a deputado federal nesta sexta-feira (17), durante encontro com pré-candidatos do partido. A decisão, segundo ele, foi tomada não pensando em um projeto pessoal, mas em ajudar mais os pernambucanos.
Durante o discurso, Moura destacou que sua trajetória política é guiada pela busca de impacto direto na vida da população pernambucana. O parlamentar relembrou que sua entrada na política ocorreu após 23 anos como jornalista, quando sentiu que precisava passar a ajudar as pessoas ocupando espaços de poder.
Como prova de sua capacidade de entrega, Moura apresentou um balanço de sua atuação no Recife, onde irá atingir a marca de 100 fiscalizações realizadas em apenas 16 meses. Entre os avanços citados, destacou uma emenda de sua autoria à Lei de Uso e Ocupação do Solo, que obriga a cidade a respeitar as normas da ABNT para acessibilidade, e a intervenção direta que garantiu uma UTI a um recém-nascido no Hospital Arnaldo Marques.
“A gente, no ano passado, tinha um menino que ia morrer com 12 dias de vida… conseguimos a UTI. Amanhã ele completa um ano de idade. Olha o tamanho da mudança”, celebrou.
O vereador também mencionou que chegou a pontuar 8% em pesquisas para o governo estadual, mas optou por não seguir com um projeto majoritário. Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com o partido, visando o fortalecimento do grupo e o combate ao PSB. “Não existe projeto individual. O que importa é o que é melhor para o povo pernambucano”, disse.
Ao tratar do cenário estadual, Moura subiu o tom contra o PSB e o ex-prefeito do Recife, João Campos. Ele criticou a trajetória do gestor, afirmando que gostaria de confrontá-lo com uma “carteira de trabalho” e um “currículo” — documentos que, segundo Moura, o prefeito nunca possuiu antes da vida pública —, mas ressaltou que essa vontade está abaixo do propósito de ajudar as pessoas.
O parlamentar declarou que sua missão é ajudar a acabar com o domínio das oligarquias em Pernambuco. “É indiscutível que o PSB trouxe uma lógica de permanência no poder que não é saudável para a democracia. Quando um grupo fica muito tempo à frente do Estado, há risco de aparelhamento e enfraquecimento da fiscalização”, afirmou.
Sobre o atual governo estadual, comandado por Raquel Lyra, Moura indicou que não há definição sobre eventual apoio. Segundo ele, essa decisão será tomada pelo partido nas próximas semanas. “Com relação a estar com o governo ou não, isso ainda será definido internamente. Não existe, até agora, uma posição fechada”, declarou.
Apesar disso, o parlamentar ressaltou que a diretriz atual da legenda é clara em relação ao PSB. “Onde o PSB estiver, nós não estaremos. Essa é uma decisão partidária”, acrescentou.
Ao projetar sua atuação em Brasília, Moura adotou um tom mais enfático ao defender uma atuação combativa e de fiscalização ampla sobre o uso de recursos públicos.
“Precisamos de alguém para pular muro em Brasília. A gente tem que acabar com o mal que se instalou lá. Ao mesmo tempo, eu vou fiscalizar esse estado de cabo a rabo. Do Recife a Araripina. Eu não vou deixar uma obra passar sem que eu a tenha fiscalizado. Com as emendas, vou garantir que postos de saúde, escolas e obras de segurança e saneamento sejam entregues.”
“A gente precisa ocupar espaços em Brasília para fiscalizar Pernambuco. Hoje faltam deputados com esse perfil”, disse.
Ao final, o vereador reiterou que pretende manter sua atuação na Câmara Municipal do Recife durante o processo eleitoral, conciliando o mandato com a pré-campanha.
“Continuo sendo vereador. Haverá um time que irá se preocupar com a campanha eleitoral. Mas reforço que, neste período, irei continuar cumprindo minha missão com o Recife”, pontuou.
*Crédito das fotos: Leo Nascimento*
