Médica que peitou o Palácio de Ondina na pandemia dispara nas intenções de voto e vira alvo de fritura interna; com Raíssa despontando para ser uma das mais votadas, cresce o dilema de Valdemar Costa Neto entre honrar a palavra ou arregar para o jogo dos caciques.
Os bastidores da política baiana entraram em ebulição com o vazamento de novas tensões que abalam as estruturas do Partido Liberal (PL). A médica e ex-candidata ao Senado, Dra. Raíssa Soares, estaria sendo alvo de um processo deliberado de retaliação e isolamento interno por uma razão que afronta a velha política partidária: sua recusa categórica em ceder cargos de gabinete para acomodar apadrinhados e figuras sem função prática.
Fontes ligadas ao núcleo político do estado revelam que a médica mantém uma postura inegociável contra “funcionários fantasmas” e loteamentos de gabinete, colidindo frontalmente com a engrenagem tradicional comandada por lideranças da legenda.
Pesquisas provocam pânico e aceleram o “toma lá, dá cá”
Para complicar ainda mais o cenário para os caciques, os levantamentos internos e pesquisas de intenção de voto apontam que a Dra. Raíssa caminha para ser uma das candidatas mais votadas da Bahia. O favoritismo popular da médica provocou um verdadeiro terremoto na cúpula do PL local, que vê seu peso eleitoral crescer sem conseguir colocá-la sob controle.
Segundo interlocutores, o endurecimento de Dra. Raíssa e sua força nas pesquisas aceleraram as movimentações de bastidor de João Roma, presidente estadual da sigla. Roma tem operado uma rede de compensações cruzadas entre lideranças que aceitam partilhar gabinetes:
Acomodação cruzada: Uma verdadeira “mistureba” de favores, na qual aliados empregam parentes e indicados uns dos outros, loteando estruturas com famílias inteiras.
Isolamento forçado: O contraste gerado pela recusa da médica isola sua atuação, expondo o abismo entre o projeto de bancada técnica de Raíssa e o fisiologismo partidário
Comemoração de bastidor: Cada atrito da médica com a direção nacional é celebrado localmente, transformando o desgaste em justificativa para transferir a fatura: “a culpa é de Valdemar”.
A promessa de Valdemar: vai honrar a palavra ou arregar?
A pressão agora recai diretamente sobre Brasília.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sempre fez questão de declarar publicamente que é o padrinho político de Raíssa Soares. Contudo, em vez de respaldar o ativo eleitoral mais competitivo do partido na Bahia, a cúpula nacional tem alimentado o estrangulamento da médica para tentar forçá-la a ajoelhar e ceder às velhas regras do jogo.
Diante do favoritismo estrondoso de Raíssa nas urnas e da ofensiva orquestrada na Bahia, a grande dúvida nos bastidores é inevitável:
Valdemar Costa Neto vai cumprir com sua palavra de padrinho e garantir as condições para a candidatura da médica, ou vai arregar para as pressões fisiológicas dos caciques locais?
A luta não para
Para os aliados de Raíssa, quem aposta no seu recuo desconhece sua trajetória. Durante a crise sanitária, a médica peitou publicamente toda a máquina estatal sob a liderança do então governador Rui Costa, enfrentando investidas do Ministério Público, ofensivas da Vigilância Sanitária e a pressão em bloco de deputados esquerdistas sem jamais recuar.
Independente das manobras de gabinete, da fritura de bastidor ou das traições partidárias, a Dra. Raíssa segue firme em sua caminhada. Sustentada pela força que vem das ruas e pelo reconhecimento popular, a médica mantém sua rotina de caravanas e diálogo direto com a população, deixando claro que não haverá conchavo político capaz de tirá-la da trincheira.
