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“2,5 milhões retidos: denúncia expõe sabotagem política contra médica baiana”

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Investigação aponta que verba destinada à campanha da doutora Raíssa, candidata a deputada federal pelo PL na Bahia, teria sido bloqueada por João Roma em manobra de perseguição interna.

Uma fonte próxima ao núcleo político baiano revelou à nossa reportagem que João Roma estaria retendo há mais de uma semana R$ 2,5 milhões destinados à campanha da médica Raíssa, candidata a deputada federal pelo Partido Liberal. O valor, segundo o relato, deveria ter sido repassado para custear despesas de comitês e viagens pelo interior da Bahia, mas não chegou às mãos da candidata.

A denúncia sugere uma clara tentativa de sabotagem política: sem os recursos, seis inaugurações de comitês foram canceladas, e a médica precisou lançar uma campanha de doações online para bancar gasolina, hospedagem e alimentação durante a reta final da corrida eleitoral.Fontes afirmam que Roma desafia diretamente o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, ao se recusar a liberar os valores. O objetivo seria enfraquecer Raíssa, considerada uma das favoritas na disputa, e evitar que ela se consolide como liderança ligada ao bolsonarismo na Bahia.

A médica, que já percorreu o estado três vezes e inaugurou 12 comitês, denuncia estar sofrendo misoginia seletiva e perseguição dentro do próprio partido. “Cadê a cota feminina? Cadê o apoio às mulheres?”, questiona em tom de indignação.Enquanto isso, João Roma é acusado de agir como aliado de ACM Neto, supostamente cumprindo ordens para neutralizar a ascensão da médica.

A disputa interna expõe fissuras profundas no PL baiano e levanta dúvidas sobre o uso e a distribuição de recursos partidários.

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